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[Analise] Final Fantasy XVI (Xbox Series/PS5/PC)

Rafa9000

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Final Fantasy XVI: Um Adeus ao Destino – Um jogo sobre esperança, laços e destino


O que dizer de Final Fantasy XVI? Primeiramente, devo dizer que este é o quarto Final Fantasy que finalizei. Joguei bastante os outros, mas não cheguei a zerar todos — apesar disso, amo de paixão essa franquia (e estou tentando zerar todos). Mesmo com a grande mudança de gameplay em relação ao clássico combate por turnos (do I ao XII, com exceção do XII), que é meu estilo favorito, passando pelo action RPG (XV) e agora chegando a um hack and slash puro, posso afirmar que adorei esse jogo. Pode não ser um dos melhores Final Fantasy, mas com certeza é o mais épico de todos em termos de escala das batalhas.
E nada disso seria possível sem uma excelente história e um combate extremamente divertido. Palmas para Ryota Suzuki (designer de combate de Devil May Cry, Dragon’s Dogma, entre outros), que criou um dos hack and slash mais gostosos de se jogar, tudo isso temperado com uma trilha sonora excelente e envolvente.

Vamos falar do jogo em si. Primeiro, a história: o jogo se passa no mundo de Valisthea, onde acompanhamos a jornada de Clive Rosfield. Após ver seu irmão brutalmente assassinado diante de seus olhos, ele jura vingança. Mas nem tudo é tão simples. Durante sua busca, Clive descobre ser o portador do Eikon Ifrit. Nesse mundo, pessoas com habilidades mágicas são vistas como a escória da sociedade e usadas como escravos, já que pessoas comuns precisam de cristais controlados para usar magia. Entre elas, existem os Dominantes — aqueles capazes de controlar seres ancestrais como Ifrit, Fênix, Bahamut, Shiva, entre outros.
Ao se deparar com o Dominante de Ramuh, Clive descobre que a praga que assola Valisthea é causada pelos Cristais-Máter — cristais gigantes, do tamanho de montanhas, que acumulam Éter. Se nada for feito, o mundo logo perecerá, pois nada sobrevive ao toque da praga. Clive então, junto de seus companheiros, parte em uma missão para destruir os Cristais-Máter e restaurar o equilíbrio do mundo. E, claro, no meio disso tudo temos várias reviravoltas, surpresas, guerras e um vilão megalomaníaco.
Esse detalhe de ter que destruir os cristais é um dos pontos mais interessantes da trama, já que normalmente na franquia devemos salvar ou restaurar os cristais, e não destruí-los. Foi uma excelente sacada dos criadores: usar um elemento clássico da série, mas de uma forma diferente.
Durante a história, Clive faz aliados e inimigos, e aos poucos descobre o valor da esperança e, principalmente, dos laços que criamos com as pessoas ao nosso redor — e que nunca devemos sucumbir ao destino. A mensagem é clara: cada laço que fazemos é único e especial, e só através deles podemos evoluir e construir um mundo melhor.

Em termos de gameplay, este é o Final Fantasy mais diferente. Não temos um mundo aberto, mas sim vários mapas e fases que vão sendo desbloqueados conforme avançamos. Ainda há side quests, que geralmente ocorrem em locais já visitados. O combate é totalmente focado em ação hack and slash no melhor estilo Devil May Cry. Além dos ataques de espada, podemos conjurar magias que funcionam como golpes especiais mais poderosos. Em certos momentos, podemos nos transformar em Ifrit e enfrentar outros Eikons em batalhas que lembram lutas de tokusatsu/kaiju, já que Ifrit funciona como um “Godzilla” desse universo.
As side quests são generosas em quantidade (inclusive caçadas a monstros no estilo Monster Hunter), e recomendo fortemente fazê-las, pois enriquecem muito a história e o desenvolvimento dos personagens.

A trilha sonora do jogo é fantástica, uma das mais épicas que já ouvi. Como não se empolgar com “On the Shoulders of Giants”, “Find the Flame”, “Control” ou se emocionar com “My Star”, “My Lady”, “Final Farewells” e “A New Beginning”? São músicas que certamente ficarão na memória.

Os gráficos são belíssimos, especialmente no PS5. Os efeitos das magias e as batalhas entre Eikons são um espetáculo de encher os olhos. Os personagens são detalhados e os cenários, muito bonitos.

Enfim, Final Fantasy XVI é um baita RPG hack and slash. Ainda que não seja o melhor Final Fantasy em termos de história, ela é muito boa, cativante, bem escrita e transmite uma bela mensagem. Seja você um fã de longa data ou um novato, este é um Final Fantasy indispensável. Recomendo fortemente — seja você fã de RPGs, alguém que só gosta de sair batendo nos inimigos sem parar ou alguém que aprecia uma boa história.
 

AzraelKnight

Mil pontos, LOL!
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A ideia do review é ser uma opinião pessoal mesmo. Mas não consegui ser convencido de que é um bom jogo, independente da opinião.

Quais elementos mais "neutros" tornam ele um bom jogo?

E sobre jogar todos: recomendo o 1, o 6, o 7, o 10 e o 13. Só cuidado para não cansar da franquia no meio do caminho. Acontece comigo ao jogar estilos muito parecidos.
 
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