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[Analise] Pragmata (Switch 2)

Rafa9000

Bam-bam-bam
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Pragmata — entre tiros, hackeamentos e laços humanos no vazio do espaço

Existem jogos que você espera ansiosamente… e existem jogos que conseguem superar até mesmo a expectativa criada na sua cabeça. Pra mim, Pragmata foi exatamente isso.

Desde o primeiro anúncio, o projeto tinha alguma coisa diferente. A estética sci-fi melancólica, a dupla misteriosa formada por Hugh e Diana, o clima meio solitário no espaço… tudo parecia intrigante. Mas eu sinceramente não esperava sair da experiência gostando tanto assim. Hoje, Pragmata já entrou fácil na lista das minhas IPs favoritas da Capcom, ao lado de Mega Man e Resident Evil.

Na superfície, Pragmata pode até parecer “só mais um TPS futurista”. Mas basta algumas horas jogando pra perceber que o jogo tenta trazer identidade própria para o gênero. O combate mistura ação em terceira pessoa com mecânicas de hackeamento em tempo real, criando um ritmo extremamente único. Não basta apenas atirar: antes de causar dano efetivo, muitas vezes precisamos hackear os inimigos para expor pontos fracos através de uma espécie de mini-game/puzzle rápido.

E é justamente aí que o jogo brilha.

Enquanto desviamos de ataques, administramos munição e tentamos sobreviver, também precisamos pensar rapidamente no hackeamento. Parece complicado quando explicado, mas na prática funciona de forma surpreendentemente natural. Depois que o combate “clica”, Pragmata vira simplesmente uma delícia de jogar — um dos third-person shooters mais gostosos e fluidos que experimentei nos últimos anos.

Os chefes ajudam bastante nisso, exigindo atenção constante às mecânicas e evitando que o jogador simplesmente desligue o cérebro e saia atirando. O arsenal também contribui muito para a variedade das batalhas. Existem armas focadas em dano bruto — pistolas, rifles e até canhões de energia — mas também equipamentos voltados para controle e suporte: armas que derrubam inimigos, causam paralisia, confundem a IA ou ajudam na defesa.

Além disso, tanto Hugh quanto Diana possuem árvores de melhoria que expandem bastante as possibilidades do gameplay. Dá pra evoluir hackeamento, defesa, vida, eficiência das armas e várias outras habilidades, o que deixa a progressão muito satisfatória.

Mas sinceramente? O que mais me conquistou em Pragmata foi a relação entre Hugh e Diana.

A história até parte de uma premissa relativamente familiar — tecnologia saindo do controle e máquinas se voltando contra seus criadores —, mas a forma como o jogo trabalha seus personagens dá muito coração à narrativa. Diana rapidamente se torna impossível de não gostar, enquanto Hugh conquista justamente pelo jeito humano e protetor com que trata ela.

No fim das contas, Pragmata acaba sendo muito mais sobre conexões humanas do que sobre robôs ou ficção científica. O jogo fala sobre família além de laços de sangue, sobre as pessoas que escolhemos proteger e sobre os vínculos que construímos ao longo da vida. Também existem reflexões interessantes sobre tecnologia usada sem ética, ganância corporativa e desumanização.

Visualmente, o jogo também impressiona bastante. Mesmo no Nintendo Switch 2, os gráficos são lindos, com ótima direção artística e modelos muito expressivos. Os cenários espaciais seguem aquela estética clássica de corredores brancos futuristas, algo já meio clichê no gênero, mas tudo é extremamente bem produzido e bonito de observar.

A trilha sonora acompanha perfeitamente o clima da aventura, alternando entre momentos contemplativos e sequências mais intensas sem perder identidade. E ainda existem bons incentivos para exploração e replay, como dificuldades extras desbloqueáveis e visuais alternativos para os protagonistas.

Minhas únicas críticas ficam para a subida de dificuldade um pouco abrupta perto do final e para uma certa repetição de inimigos nas horas finais. Ainda assim, isso incomoda menos porque Pragmata sabe exatamente a duração que deveria ter. Zerei em cerca de 13 horas no normal, e honestamente acho que o jogo acerta bastante em não tentar se estender além do necessário.

No fim, Pragmata é exatamente o tipo de nova IP que eu sinto falta na indústria atual: um jogo que pega ideias familiares, adiciona personalidade própria e entrega uma experiência extremamente divertida e emocional.

Um jogaço da Capcom — e facilmente um dos melhores jogos que joguei este ano.
 

The True

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Ótima análise, lembra jogos da época áurea do PS2. Só a Capcom pra salvar essa geração, minha desenvolvedora predileta desde que joguei Megaman 2 no Nintendinho.
 
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