O que há de Novo?
Fórum Outer Space - O maior fórum de games do Brasil

Registre uma conta gratuita hoje para se tornar um membro! Uma vez conectado, você poderá participar neste site adicionando seus próprios tópicos e postagens, além de se conectar com outros membros por meio de sua própria caixa de entrada privada!

  • Anunciando os planos GOLD no Fórum Outer Space
    Visitante, agora você pode ajudar o Fórum Outer Space e receber alguns recursos exclusivos, incluindo navegação sem anúncios e dois temas exclusivos. Veja os detalhes aqui.


[Analise] Yoshi And the mysterious book (Switch 2)

Rafa9000

Bam-bam-bam
Mensagens
880
Reações
2.387
Pontos
283
Confesso que não esperava muito de Yoshi e o Livro Misterioso. Nos trailers, a única coisa que realmente chamou minha atenção foi o visual extremamente fofo, que me parecia o mais próximo da identidade de Yoshi's Island entre os jogos mais recentes da série. Ainda assim, por mais que as prévias não tenham me impressionado, estamos falando de um jogo estrelado pelo Yoshi — meu personagem favorito do universo Mario — então era impossível não dar uma chance.

E não é que o jogo acabou me surpreendendo?

Não, ele não é nenhum candidato a Jogo do Ano, mas é exatamente o tipo de experiência leve, relaxante e encantadora que conquista aos poucos. A proposta mistura plataforma e quebra-cabeças em uma aventura extremamente acolhedora, onde cada fase funciona como um pequeno playground de experimentação.

O diferencial está justamente na forma como o jogo conduz seus desafios. Em vez de apresentar objetivos claros, ele esconde pequenas missões que o jogador precisa descobrir por conta própria. Cada fase gira em torno de uma ou mais criaturinhas, e cabe a você experimentar tudo o que for possível com elas: engolir, arremessar, correr junto, pular em cima, oferecer frutas e muito mais. O número de interações possíveis é surpreendente, e grande parte da diversão está em descobrir cada uma delas sem ajuda.

Existe um sistema de dicas que permite gastar moedas para receber pistas, mas sinceramente? Usá-lo tira boa parte da graça da experiência. O mais divertido é justamente testar ideias malucas e ver até onde as possibilidades vão. O que parece simples à primeira vista acaba se transformando em um ciclo de descoberta extremamente viciante.

Essas descobertas também são a principal forma de progressão. Cada nova habilidade ou interação encontrada rende estrelas, que funcionam como requisito para avançar na aventura. Isso incentiva a exploração constante e faz com que cada fase esconda muito mais conteúdo do que aparenta inicialmente.

Além das moedas, retornam as tradicionais Flores Sorridentes da série Yoshi, espalhadas pelos cenários. Elas não são obrigatórias para concluir o jogo, mas se tornam bastante úteis no pós-game. Já o encerramento de cada fase normalmente acontece após descobrir uma habilidade especial da criatura principal ou realizar algum grande feito dentro daquele cenário, como destruir um objeto gigantesco, alcançar áreas elevadas ou completar desafios específicos.

A história segue a tradição da franquia: simples, mas simpática. Após Bowser Jr. deixar cair um misterioso livro na Ilha dos Yoshis, ele e Kamek acabam sendo sugados para dentro dele. O próprio livro então pede ajuda aos Yoshis para derrotar a dupla e desvendar os segredos escondidos em suas páginas. Nada muito complexo, mas suficiente para dar contexto à aventura.

Visualmente, o jogo é um charme absoluto. A direção artística lembra ilustrações de livros infantis, com um toque que remete aos desenhos em giz de cera de Yoshi's Island. As criaturas inéditas ajudam a dar personalidade própria à aventura, já que o foco não está nos tradicionais inimigos do universo Mario.

Aliás, vale mencionar que aqui praticamente não existe ameaça real. Yoshi não possui barra de vida, não morre ao cair em precipícios e até os clássicos Shy Guys representam pouco perigo. Inicialmente isso me incomodou, pois parecia eliminar completamente qualquer desafio. Porém, conforme o jogo avança, fica claro que o foco não é habilidade de plataforma, mas sim criatividade e observação. A dificuldade está em descobrir como cada criatura funciona e não em sobreviver aos obstáculos.

A trilha sonora segue a mesma filosofia da experiência: tranquila, agradável e relaxante. Não possui músicas tão memoráveis quanto as de Yoshi's Island, mas cumpre muito bem seu papel.

Outro aspecto que me surpreendeu foi a duração. À primeira vista, parece um jogo curto, mas não se deixe enganar. Levei cerca de 12 horas para chegar aos créditos sem completar tudo, e o pós-game ainda adiciona quatro mundos inéditos, novas fases e diversas criaturas extras para descobrir. Quem pretende concluir absolutamente tudo provavelmente encontrará algo entre 20 e 25 horas de conteúdo.

Por fim, preciso destacar a excelente localização em português brasileiro. É facilmente uma das melhores adaptações da Nintendo que já vi. O texto está repleto de referências culturais, trocadilhos inteligentes e nomes extremamente criativos para as criaturas, como Azaleleia, Abelhuva, Parara-sol, Saltibolha, Peixiga, Sabicá, Radicol, Pombolé, Bagressivo e Florapuca. É um trabalho de localização que adiciona ainda mais personalidade ao jogo.

Yoshi e o Livro Misterioso é uma aventura simples, mas extremamente divertida, criativa e relaxante. Se você gosta de Yoshi, do universo Mario, de bons quebra-cabeças ou simplesmente procura um jogo confortável para passar o tempo, essa é uma recomendação fácil.
 

proximus-one

Mil pontos, LOL!
Mensagens
7.739
Reações
27.679
Pontos
1.249
Esse jogo do Yoshi não me agradou o estilo "Stop Motion" de arte, mas não é aquele mais "raiz" de produções antigas tipo Pingu ou aquele jogo 2,5D de samurai, The Spirit of the Samurai, então não chega a ser um impeditivo.

O último, que saiu para Switch, o Crafted World, eu cheguei até longe, mas as fases de tiro ao alvo no segundo plano me irritavam. Teve uma lá numa floresta que simplesmente me fez dropar. Odeio esses gimmicks que tentam enfiar nos jogos, como por exemplo, nos dois Donkey Kong Returns, aquelas fases de foguetes, put* m****. Ali a dificuldade não são as fases em si, mas os controles MONGOIS que dificultam. Esse tipo de gimmick quebra totalmente a imersão das fases normais.

Outro jogo do Yoshi que não tankei foi o Yoshis New Island do 3DS. Além do design do Yoshi ser tosco pra caralio (ele parece um camelo com o a cara esticada e os pés grandões) ainda tem os gimmicks de movimento de ficar virando a porra do 3DS de um lado para o outro.

Meu ranking é o seguinte para os jogos do Yoshi:
  1. Yoshi's Island - Supra sumo e obra prima. A temática e arte de giz de cera fazia parecer que era um autêntico jogo 2D pixel raiz dos 32 bits. Mas era sim do Super Nintendo. Evolução gráfica topo de linha nos 2D pixel do console.​
  2. Yoshi's Wooly World - O que mais se aproxima do Island. Não inventa m**** na jogabilidade e a temática de mundo de lã é muito foda e carismática.​
  3. Yoshi's Island 2 - Acho que é um dos únicos jogos do DS original que o uso da segunda tela foi útil, extendendo as fases verticalmente. Aqui a temática é de giz de cera e os gráficos são no mesmo estilo do Yoshi's Island. E se me lembro bem não tinha que usar a caneta mongol Stylus. E o lance de cada fase usar um bebê diferente do universo da Nintendo, cada um com suas habilidades únicas, também foi muito fera.​
  4. Yoshi Crafted World - Jogabilidade legal mas a inclusão dos gimmicks de tiro ao alvo no segundo plano das fases e aqueles time trials de encontrar os Poochys nas fases são cansativos e tediosos. Mas ainda entra no ranking, apesar de eu ter dropado. Quem sabe um dia eu volto para terminar. A temática de mundo de brinquedos de papelão é legal também. (LABO é meuzovo uahhaahhaah)​

Já Yoshis New Island e Yoshi's Story nem entram no ranking. Só testei e dropei. São muito podres. Fico imaginando como teria sido um jogo do Yoshi no Game Cube, mas infelizmente o console não teve um.
 
Ultima Edição:

DASUK

Supra-sumo
Mensagens
467
Reações
1.099
Pontos
168
Gostei muito do jogo, e já entrou imediatamente na minha lista de favoritos de todos os tempos. Eu gosto de todos os jogos do Yoshi, mas esse eu achei o melhor de todos.

Ele é surpreendentemente longo. Quem for jogar descobrindo tudo por conta própria e tentando fazer 100%, com certeza vai demorar algumas dezenas de horas.

Como já foi dito, as fases não seguem o estilo tradicional, de ir andando para a direita até chegar no marco final. O objetivo é fazer descobertas. Exceto o último mundo, que é de desafios, e é o mais difícil de todos.

Cada fase está atrelada a uma criatura. Muitas já apareceram em jogos anteriores do Yoshi, mas outras são novas. Cada uma recebe um nome, que pode ser o nome inventado pelo livro, ou se quiser você mesmo pode inventar um nome. Eu inventei um nome próprio para a maioria dos bichos.

O tamanho do jogo é bem pesado, acho que ocupa por volta de 20GB. Achei curioso ocupar tantos Gigas assim, por ser um jogo 2D. Mas é o jogo 2D mais bonito que eu já vi, junto com Rayman Origins.

Quanto aos outros jogos do Yoshi, o meu segundo favorito é o de Switch 1, o Crafted World. Recentemente eu rejoguei o de Nintendo 64, o Yoshi's Story, e também acho muito bom. O único defeito é ser muito curto, com apenas 16 fases.

Como eu disse em outro tópico recentemente, o Yoshi e o Chocobo estão entre os meus personagens favoritos de todos. Com vantagem para o Yoshi, porque os jogos do Chocobo eu não gosto muito, não sou fã de RPG centrado apenas em dungeons.
 
Topo Fundo