Rafa9000
Bam-bam-bam
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Confesso que não esperava muito de Yoshi e o Livro Misterioso. Nos trailers, a única coisa que realmente chamou minha atenção foi o visual extremamente fofo, que me parecia o mais próximo da identidade de Yoshi's Island entre os jogos mais recentes da série. Ainda assim, por mais que as prévias não tenham me impressionado, estamos falando de um jogo estrelado pelo Yoshi — meu personagem favorito do universo Mario — então era impossível não dar uma chance.
E não é que o jogo acabou me surpreendendo?
Não, ele não é nenhum candidato a Jogo do Ano, mas é exatamente o tipo de experiência leve, relaxante e encantadora que conquista aos poucos. A proposta mistura plataforma e quebra-cabeças em uma aventura extremamente acolhedora, onde cada fase funciona como um pequeno playground de experimentação.
O diferencial está justamente na forma como o jogo conduz seus desafios. Em vez de apresentar objetivos claros, ele esconde pequenas missões que o jogador precisa descobrir por conta própria. Cada fase gira em torno de uma ou mais criaturinhas, e cabe a você experimentar tudo o que for possível com elas: engolir, arremessar, correr junto, pular em cima, oferecer frutas e muito mais. O número de interações possíveis é surpreendente, e grande parte da diversão está em descobrir cada uma delas sem ajuda.
Existe um sistema de dicas que permite gastar moedas para receber pistas, mas sinceramente? Usá-lo tira boa parte da graça da experiência. O mais divertido é justamente testar ideias malucas e ver até onde as possibilidades vão. O que parece simples à primeira vista acaba se transformando em um ciclo de descoberta extremamente viciante.
Essas descobertas também são a principal forma de progressão. Cada nova habilidade ou interação encontrada rende estrelas, que funcionam como requisito para avançar na aventura. Isso incentiva a exploração constante e faz com que cada fase esconda muito mais conteúdo do que aparenta inicialmente.
Além das moedas, retornam as tradicionais Flores Sorridentes da série Yoshi, espalhadas pelos cenários. Elas não são obrigatórias para concluir o jogo, mas se tornam bastante úteis no pós-game. Já o encerramento de cada fase normalmente acontece após descobrir uma habilidade especial da criatura principal ou realizar algum grande feito dentro daquele cenário, como destruir um objeto gigantesco, alcançar áreas elevadas ou completar desafios específicos.
A história segue a tradição da franquia: simples, mas simpática. Após Bowser Jr. deixar cair um misterioso livro na Ilha dos Yoshis, ele e Kamek acabam sendo sugados para dentro dele. O próprio livro então pede ajuda aos Yoshis para derrotar a dupla e desvendar os segredos escondidos em suas páginas. Nada muito complexo, mas suficiente para dar contexto à aventura.
Visualmente, o jogo é um charme absoluto. A direção artística lembra ilustrações de livros infantis, com um toque que remete aos desenhos em giz de cera de Yoshi's Island. As criaturas inéditas ajudam a dar personalidade própria à aventura, já que o foco não está nos tradicionais inimigos do universo Mario.
Aliás, vale mencionar que aqui praticamente não existe ameaça real. Yoshi não possui barra de vida, não morre ao cair em precipícios e até os clássicos Shy Guys representam pouco perigo. Inicialmente isso me incomodou, pois parecia eliminar completamente qualquer desafio. Porém, conforme o jogo avança, fica claro que o foco não é habilidade de plataforma, mas sim criatividade e observação. A dificuldade está em descobrir como cada criatura funciona e não em sobreviver aos obstáculos.
A trilha sonora segue a mesma filosofia da experiência: tranquila, agradável e relaxante. Não possui músicas tão memoráveis quanto as de Yoshi's Island, mas cumpre muito bem seu papel.
Outro aspecto que me surpreendeu foi a duração. À primeira vista, parece um jogo curto, mas não se deixe enganar. Levei cerca de 12 horas para chegar aos créditos sem completar tudo, e o pós-game ainda adiciona quatro mundos inéditos, novas fases e diversas criaturas extras para descobrir. Quem pretende concluir absolutamente tudo provavelmente encontrará algo entre 20 e 25 horas de conteúdo.
Por fim, preciso destacar a excelente localização em português brasileiro. É facilmente uma das melhores adaptações da Nintendo que já vi. O texto está repleto de referências culturais, trocadilhos inteligentes e nomes extremamente criativos para as criaturas, como Azaleleia, Abelhuva, Parara-sol, Saltibolha, Peixiga, Sabicá, Radicol, Pombolé, Bagressivo e Florapuca. É um trabalho de localização que adiciona ainda mais personalidade ao jogo.
Yoshi e o Livro Misterioso é uma aventura simples, mas extremamente divertida, criativa e relaxante. Se você gosta de Yoshi, do universo Mario, de bons quebra-cabeças ou simplesmente procura um jogo confortável para passar o tempo, essa é uma recomendação fácil.
E não é que o jogo acabou me surpreendendo?
Não, ele não é nenhum candidato a Jogo do Ano, mas é exatamente o tipo de experiência leve, relaxante e encantadora que conquista aos poucos. A proposta mistura plataforma e quebra-cabeças em uma aventura extremamente acolhedora, onde cada fase funciona como um pequeno playground de experimentação.
O diferencial está justamente na forma como o jogo conduz seus desafios. Em vez de apresentar objetivos claros, ele esconde pequenas missões que o jogador precisa descobrir por conta própria. Cada fase gira em torno de uma ou mais criaturinhas, e cabe a você experimentar tudo o que for possível com elas: engolir, arremessar, correr junto, pular em cima, oferecer frutas e muito mais. O número de interações possíveis é surpreendente, e grande parte da diversão está em descobrir cada uma delas sem ajuda.
Existe um sistema de dicas que permite gastar moedas para receber pistas, mas sinceramente? Usá-lo tira boa parte da graça da experiência. O mais divertido é justamente testar ideias malucas e ver até onde as possibilidades vão. O que parece simples à primeira vista acaba se transformando em um ciclo de descoberta extremamente viciante.
Essas descobertas também são a principal forma de progressão. Cada nova habilidade ou interação encontrada rende estrelas, que funcionam como requisito para avançar na aventura. Isso incentiva a exploração constante e faz com que cada fase esconda muito mais conteúdo do que aparenta inicialmente.
Além das moedas, retornam as tradicionais Flores Sorridentes da série Yoshi, espalhadas pelos cenários. Elas não são obrigatórias para concluir o jogo, mas se tornam bastante úteis no pós-game. Já o encerramento de cada fase normalmente acontece após descobrir uma habilidade especial da criatura principal ou realizar algum grande feito dentro daquele cenário, como destruir um objeto gigantesco, alcançar áreas elevadas ou completar desafios específicos.
A história segue a tradição da franquia: simples, mas simpática. Após Bowser Jr. deixar cair um misterioso livro na Ilha dos Yoshis, ele e Kamek acabam sendo sugados para dentro dele. O próprio livro então pede ajuda aos Yoshis para derrotar a dupla e desvendar os segredos escondidos em suas páginas. Nada muito complexo, mas suficiente para dar contexto à aventura.
Visualmente, o jogo é um charme absoluto. A direção artística lembra ilustrações de livros infantis, com um toque que remete aos desenhos em giz de cera de Yoshi's Island. As criaturas inéditas ajudam a dar personalidade própria à aventura, já que o foco não está nos tradicionais inimigos do universo Mario.
Aliás, vale mencionar que aqui praticamente não existe ameaça real. Yoshi não possui barra de vida, não morre ao cair em precipícios e até os clássicos Shy Guys representam pouco perigo. Inicialmente isso me incomodou, pois parecia eliminar completamente qualquer desafio. Porém, conforme o jogo avança, fica claro que o foco não é habilidade de plataforma, mas sim criatividade e observação. A dificuldade está em descobrir como cada criatura funciona e não em sobreviver aos obstáculos.
A trilha sonora segue a mesma filosofia da experiência: tranquila, agradável e relaxante. Não possui músicas tão memoráveis quanto as de Yoshi's Island, mas cumpre muito bem seu papel.
Outro aspecto que me surpreendeu foi a duração. À primeira vista, parece um jogo curto, mas não se deixe enganar. Levei cerca de 12 horas para chegar aos créditos sem completar tudo, e o pós-game ainda adiciona quatro mundos inéditos, novas fases e diversas criaturas extras para descobrir. Quem pretende concluir absolutamente tudo provavelmente encontrará algo entre 20 e 25 horas de conteúdo.
Por fim, preciso destacar a excelente localização em português brasileiro. É facilmente uma das melhores adaptações da Nintendo que já vi. O texto está repleto de referências culturais, trocadilhos inteligentes e nomes extremamente criativos para as criaturas, como Azaleleia, Abelhuva, Parara-sol, Saltibolha, Peixiga, Sabicá, Radicol, Pombolé, Bagressivo e Florapuca. É um trabalho de localização que adiciona ainda mais personalidade ao jogo.
Yoshi e o Livro Misterioso é uma aventura simples, mas extremamente divertida, criativa e relaxante. Se você gosta de Yoshi, do universo Mario, de bons quebra-cabeças ou simplesmente procura um jogo confortável para passar o tempo, essa é uma recomendação fácil.