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Dekasseguis: os imigrantes que trabalham em fábricas japonesas



toad02

Ei mãe, 500 pontos!
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se eu falar que em 14 anos no Japão só trabalhei no total de 6 meses em algum minimamente "igual" ao descrito ai,
vou ser chamado de puxa-saco pelas barraqueiras. :klolz


No total de "linha de montagem de ficar parado fazendo movimento robotico" deve ter dado 1 ano, no maximo... maximo 1 ano e meio.

pra ver o "alto nivel" da matéria,
o lucro do "shachou" não é só "do shachou", por cultura, o lucro da empresa reflete no bonus semestral dos empregados,
não inclui os tercerizados. no caso, a maioria dos "dekasegis br's que trabalham em linha de montagem",
mas inclui os "shains".


Inclusive esse negócio de bonus é até usado como incentivo ao "não desperdicio", ja que quanto mais gastar dinheiro atoa menores são a margem de lucro, logo, menor é o bonus.

Ganbatte é a palavra mais falada em qualquer situação,
voce chega a sua xerosa japonesa e fala "vou pescar", ela "ganbatte".
Voce fala "vou jogar videogame o dia inteiro", ela "ganbatte" (quando ta de bom humor)

:klolz

Ganbatte é o equivalente ao "boa sorte" pra brasileiro.
De todas as traduções imaginaveis pra palavra, ela passou muito longe de ter descrito o significado.



Enfim,
trabalhar 3hs extra por dia todos os dias igual ela alega, ou ela/os chefes dela estão cometendo um crime que faria a fabrica fechar,
ou não é exatamente de segunda a sexta que ela trabalhou.
:klolz

Mas de fato, tem umas fabrica bem cu de trabalhar, principalmente aonde tem muito brasileiro e o tantousha br fica no cangote.
Tenho um primo que foi pro japao ano passado trabalhar nessas fabricas pra juntar um dinheiro e voltar pro Brasil depois. Ele foi com a intenção de ficar por uns 5 anos, mas depois de 6 meses ele ja ta falando que vai ficar no maximo 2 :klolz

edit: vi agora esse comentario

Pergunta pra brasileiros bem estabelecidos que através de muito suor tiveram oportunidade de uma vida próspera ai se querem voltar pro BR e largar a "opressão japonesa".... o máximo que vc vai ouvir é "quero voltar pra passear e ver a família".
 

toad02

Ei mãe, 500 pontos!
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Aposto que se fosse na Europa, teria passação de pano de todos os lados, por mais que corra-se o risco de ter agressão física dos "intolerantes".

No mais, se a pessoa é "banana" (como a maior parte da população da Impostolandia) qualquer coisa é motivo pra choro.
Coisa mais dificil seria achar um relato desse sobre a Europa.
As leis trabalhistas aqui são bem fortes. Em 6 anos nunca fiz 1 minuto de hora extra.
 

Giant Enemy Crab

Wyrd biõ ful ãræd
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Tenho um primo que foi pro japao ano passado trabalhar nessas fabricas pra juntar um dinheiro e voltar pro Brasil depois. Ele foi com a intenção de ficar por uns 5 anos, mas depois de 6 meses ele ja ta falando que vai ficar no maximo 2 :klolz
Já vi muito isso.

Ocorre também muito o contrário.
Vem pra juntar dinheiro e voltar e acaba ficando.
Seja por opção "não é tão ruim assim", seja por "não consegui juntar nada ainda"

Eu vim porque tava bêbado quando decidi.
Tinha dado entrada no visto pro Canadá, "no meio tempo" surgiu a idéia de eu aproveitar minha metade paterna enquanto bebia vinho, jogava AoE e escutava System of a Down com os manolos.
Inclusive cheguei a deixar dinheiro no banco do BR pra agilizar o "bate-vaza".

No fim fui ficando e tô aqui, tendo que falar sozinho ou arrumar algum "Wilson" tupiniquin quando quero sinto sdds em verbalizar em ptbr. :klolz
 

evil_gambit

Bam-bam-bam
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Morei uns anos no Japão e posso dizer que é mais ou menos assim, mas cabe dizer que eu sabia o que esperar.

Afinal iria trabalhar em uma fábrica.


A cobrança é grande mesmo, mas como qualquer trabalho braçal você pega as manhas e começa a ficar bem de boas, depois que vc se enturma com os japoneses, muda bastante tb o convívio e as cobranças.


Sobre o gambatte, como o crab disso, a pessoa levou isso para a maldade, hahahaha. Na real, se a pessoa tem certa crítica ao modelo capitalista de enriquecimento via exploração de mão de obra barata, decerto ela vai ficar put* quando for peão de fábrica.

Mas as pessoas vão ao Japão trampar pela grana e não pelo TCC em sociologia... então f**a-se.
 

JC Denton

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Coisa mais dificil seria achar um relato desse sobre a Europa.
As leis trabalhistas aqui são bem fortes. Em 6 anos nunca fiz 1 minuto de hora extra.
Até certo ponto eu concordo.
E foi por isso que eu disse: "Se a pessoa for um BANANA, qualquer coisa é motivo pra choro".
 


color kid

Bam-bam-bam
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Povo da família da minha esposa acho que a maioria já foi pro JP trabalhar em fábrica. Avó dela ficou uns 20 anos lá, ela mesmo diz que gostava de fábrica com maior número de horas extra possível (lá se recebe por horas trabalhadas). Minha sogra tá lá. Claro que tem lugar com nêgo mais arrombado que a média, principalmente em região que tem muito Brasileiro. Mas o salário lá não tem comparação com aqui para trabalho "não qualificado", que é o caso da maioria das linhas de produção montagem. E a jornalista nunca viu linha de produção na vida se acha que aqui o negócio foge desse padrão


Será que esse pessoal que VAI ficar com LER (lesão por esforço repetitivo) montando caixa aí na vulcabras gostaria de fazer a mesma coisa ganhando pelo menos umas 5x o salário que recebem hoje?

ps: o bagulho do ganbatte aí pqp, essa deve ser a frase mais usada lá. O significado do negócio vai desde o "dê seu melhor!" até uma espécie de "te amo filhão!" quando o filho tá mais velho/adulto e os pais falam essa frase. No Brasil acho que não tem um correspondente em ambiente de trabalho, mas seria como o treinador falar um "vamo time!!!" no jogo de futebol
 
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Inspetor Clouseau

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Insônia

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Chão de fábrica é osso em qualquer lugar

Meu primeiro emprego registrado foi de ajudante geral, vulgo orelha seca. Era um pedacinho do inferno na terra.

Trabalhar em linha de produção é zoado mesmo, cabe do cara buscar coisa melhor ou se conformar com o trabalho insalubre.

Enviado de meu Moto G Play usando o Tapatalk
 

Atlante

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No The King of Fighters, Mai Shiranui me ensinou que "hona, ganbatte!" significa algo como "ei, se esforce mais!"... E não acho que nesses chãos de fábrica o tom seja lá muito amistoso lol...
 
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evil_gambit

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Chão de fábrica é osso em qualquer lugar

Meu primeiro emprego registrado foi de ajudante geral, vulgo orelha seca. Era um pedacinho do inferno na terra.

Trabalhar em linha de produção é zoado mesmo, cabe do cara buscar coisa melhor ou se conformar com o trabalho insalubre.

Enviado de meu Moto G Play usando o Tapatalk

Um amigo meu trampou em frigorifico no Japão, ele disse que foi o pior trampo da vida dele.

É japonês, trabalhamos juntos numa mesma fábrica por volta de 1 ano e ele dizia que lá era o paraíso perto do tal frigorifico, é tudo questão de perspectiva também.


Mas concordo contigo, quando voltei do Japão eu tinha apenas uma meta na vida, nunca mais ser peão de trabalho braçal, além de ser facilmente substituível, é o que vive o dia a dia do INFERNO ainda vivo nesse purgatório de bosta.
 

Usuário curioso

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Há um preço a se pagar para que uma ilha pobre de recursos naturais seja a terceira maior economia mundial, simples assim.
 

geist

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Pra ver como é a vida... eu daria tudo para ir ao Japão ser peão. A recompensa é maior com o mesmo esforço dispensado aqui.

Só no começo (nos 20 primeiros anos) que eu ia penar um pouco porque não juntaria dinheiro. Ia queimar tudo em casa de prostituição. Colocaria pra torar naquelas neomulheres miudinhas com orelhinha de gato. :kpaixao
 

Set_10

Bam-bam-bam
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Pra ver como é a vida... eu daria tudo para ir ao Japão ser peão. A recompensa é maior com o mesmo esforço dispensado aqui.

Só no começo (nos 20 primeiros anos) que eu ia penar um pouco porque não juntaria dinheiro. Ia queimar tudo em casa de prostituição. Colocaria pra torar naquelas neomulheres miudinhas com orelhinha de gato. :kpaixao
Vc está confundindo com a Tailandia não ? :klol
 

mendingo_26

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Pra ver como é a vida... eu daria tudo para ir ao Japão ser peão. A recompensa é maior com o mesmo esforço dispensado aqui.

Só no começo (nos 20 primeiros anos) que eu ia penar um pouco porque não juntaria dinheiro. Ia queimar tudo em casa de prostituição. Colocaria pra torar naquelas neomulheres miudinhas com orelhinha de gato. :kpaixao
Faz que nem o @Giant Enemy Crab , toma uma biritas e erra um pouco o caminho que vai parar rapidinho no Japão. Soube que depois da ressaca ele acordou assim:

 

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Rodrigo Zé do Cx Jr

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Ouço os mais diversos relatos de quem trabalhou lá, então acho que não dá pra generalizar.

Off topic:

Tá insatisfeito, tá achando difícil? Vaza. Sai fora, ninguém é obrigado a nada, não está acorrentado no pé da máquina, levando chicotadas.

No mais, mais um da turminha pra lacrar nesse Twitter de bosta.

Basta ver o comentário da Fem......zi, lá.

“Nem nos melhores livros da minha estante, pensei, poderia ver um retrato tão nu e cru do capital"


Os livros:

164554

164555

164556
 

Giant Enemy Crab

Wyrd biõ ful ãræd
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Faz que nem o @Giant Enemy Crab , toma uma biritas e erra um pouco o caminho que vai parar rapidinho no Japão. Soube que depois da ressaca ele acordou assim:

quando acordei no Japão,
eu tinha chegado era de madrugada,
fui morar com um manolo que eu desconhecia, num apartamento da empreiteira no meio de uma montanha longe pra burro da cidade, ja pequena.

Manolo se vangloriava que tinha "11 anos de Japão", esse "estou a 11 anos aqui", foi meio que o cartão de visita dele quando conheci ele. Eu perguntei pra ele "como é arroz em japones?"
ele "Não sei".
eu "mas voce ta 11 anos aqui"
ele "mas eu semprei comprei ali no boi bom ou no curitiba meet".
eu "e aonde fica isso?"
ele "no caminho pra fabrica"
eu "eu acabei de chegar"
ele "mas o tantousha não passou na fabrica pra te mostrar?"
eu "deixa quieto, vou procurar depois"

Dialogo foi +- issoae.


quando sai eu encontrei uns 2 br's, eram irmãos que viviam brigando, com alguns meses no lugar, que inclusive dividi apartamento com eles umas semanas depois, pessoas finissimas. Aprendi onde ficava os mercados, loja de jogo, arrumei uma bicicleta usada.
Eles logo em seguida arrumaram emprego na época tão almejada Toyota de Nagoya, e quitaram, inclusive fui com eles fazer entrevista, o plano era ir todo mundo junto. No fim dei pra tras por tres motivos, Não parecia "ser pra mim", eu planejava ir embora do Japão logo logo e eu se fosse mudar de emprego, queria ir trabalhar aonde não tem br pra "de fato conhecer o Japão", na minha mente. Não tava de todo errado.

No fim quitei da fabrica e mudei pro outro lado do pais em 6 meses, em outra "louca que deu".
"nampei" uma japonesa em um seven eleven, aprendi japones com ela, upei skills tanto linguisticas quanto sociais locais, vi que o lugar não é tão ruim depois que "aprende a dançar e entender a musica", e to aqui

mas pessoalmente a primeira coisa que pensei "que porra to fazendo aqui?"

hoje em dia as vezes voltava na cidade la a trabalho, ja que as principais fornecedoras dos equipamentos que eu uso é de la. Graças ao Corona é tudo por telefone/video conferencia/e-mail agora.


acho que foi o @Poor_Boy que trabalhou no mesmo lugar que eu la,
Sony de Minokamo :klol
trabalhei em 2 linhas la, primeiro mes foi etiquetando código de barra em celular da Çoni, e empacotando,
e depois fui transferido pra linha da Çoni Alpha, pra trabalhar anoite.
Eu ficava testando a entrada de bateria das cameras o dia todo.
Tinha uma bateria ligada em um PC, eu colocava na camera que vinha, se acendesse luz verde eu passava pra frente,
se acendesse luz vermelha eu colocava no carrinho atras.
 
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Poor_Boy

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quando acordei no Japão,
eu tinha chegado era de madrugada,
fui morar com um manolo que eu desconhecia, num apartamento da empreiteira no meio de uma montanha longe pra burro da cidade, ja pequena.

Manolo se vangloriava que tinha "11 anos de Japão", esse "estou a 11 anos aqui", foi meio que o cartão de visita dele quando conheci ele. Eu perguntei pra ele "como é arroz em japones?"
ele "Não sei".
eu "mas voce ta 11 anos aqui"
ele "mas eu semprei comprei ali no boi bom ou no curitiba meet".
eu "e aonde fica isso?"
ele "no caminho pra fabrica"
eu "eu acabei de chegar"
ele "mas o tantousha não passou na fabrica pra te mostrar?"
eu "deixa quieto, vou procurar depois"

Dialogo foi +- issoae.


quando sai eu encontrei uns 2 br's, eram irmãos que viviam brigando, com alguns meses no lugar, que inclusive dividi apartamento com eles umas semanas depois, pessoas finissimas. Aprendi onde ficava os mercados, loja de jogo, arrumei uma bicicleta usada.
Eles logo em seguida arrumaram emprego na época tão almejada Toyota de Nagoya, e quitaram, inclusive fui com eles fazer entrevista, o plano era ir todo mundo junto. No fim dei pra tras por tres motivos, Não parecia "ser pra mim", eu planejava ir embora do Japão logo logo e eu se fosse mudar de emprego, queria ir trabalhar aonde não tem br pra "de fato conhecer o Japão", na minha mente. Não tava de todo errado.

No fim quitei da fabrica e mudei pro outro lado do pais em 6 meses, em outra "louca que deu".
"nampei" uma japonesa em um seven eleven, aprendi japones com ela, upei skills tanto linguisticas quanto sociais locais, vi que o lugar não é tão ruim depois que "aprende a dançar e entender a musica", e to aqui

mas pessoalmente a primeira coisa que pensei "que porra to fazendo aqui?"

hoje em dia as vezes voltava na cidade la a trabalho, ja que as principais fornecedoras dos equipamentos que eu uso é de la. Graças ao Corona é tudo por telefone/video conferencia/e-mail agora.


acho que foi o @Poor_Boy que trabalhou no mesmo lugar que eu la,
Sony de Minokamo :klol
Trabalhei lá sim, em 2001. Era muito louco lá ná época, era moleque e solteiro kkkkkk
Lá tinha bastante hora extra sim, mas era consentido, e obviamente pago. E claro, quem quer de fato trabalhar adorava ter hora extra e reclamava quando não tinha, a grande maioria era assim pq vc tirava quase 50% a mais de salário só por causa das extras. Mas já vagabundo tem em qualquer lugar né.... tipo essa jornalista chorona ai.
 

Giant Enemy Crab

Wyrd biõ ful ãræd
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Trabalhei lá sim, em 2001. Era muito louco lá ná época, era moleque e solteiro kkkkkk
Lá tinha bastante hora extra sim, mas era consentido, e obviamente pago. E claro, quem quer de fato trabalhar adorava ter hora extra e reclamava quando não tinha, a grande maioria era assim pq vc tirava quase 50% a mais de salário só por causa das extras. Mas já vagabundo tem em qualquer lugar né.... tipo essa jornalista chorona ai.
isso, eu trabalhava de segunda a sabado com 2h-extra todo dia, as vezes 3. E voltava a pé depois, porque o sougei levava mais de 1h pra dropar eu no apartamento, por ser bem fora de curva, apé eu levava no maximo 1h e meia, e sempre chegava primeiro que o sougei.
E ainda tinha as "virada-seca", um horror.

até 2008 as leis trabalhistas tavam nem ai pra gente,
ai começou a mudar.

Não da mais pra trabalhar nessas loucuras "seguindo as leis do pais" a mais de 10 anos.
Quem trabalha em montagem de eletronico com pouca hora extra e os salarios por horario cada dia mais baixo, obrigatoriedade de pagar shakai, aposentadoria, seguro, imposto municipal vindo direto do olerite,
ta complicado "juntar grana".


A fabrica la fechou na crise de 2008.
Sei que um dos Curitiba que tinha la também fechou, em uma das minhas idas a trabalho eu passei de carro na frente de onde era um,
os outros também devem ter fechado, ja que era a Çoni o polo principal de brasileiros na cidade. Embora m Kani há outras.
Não vou falar "bons tempos", porque não foram, conheci umas pessoas firmezas la que guardo em um cantinho do meu corassaum, mas não foi la uma experiencia agradavel. :klolz

edit: o lugar que eu morei também foi interditado, provavelmente por falta de inquilino,
uns anos atras eu parti pra ir em todos os locais que morei no Japão.
me deparei com umas placas de proibido entrada no prédio.
 
Ultima Edição:

Poor_Boy

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isso, eu trabalhava de segunda a sabado com 2h-extra todo dia, as vezes 3. E voltava a pé depois, porque o sougei levava mais de 1h pra dropar eu no apartamento, por ser bem fora de curva, apé eu levava no maximo 1h e meia, e sempre chegava primeiro que o sougei.
E ainda tinha as "virada-seca", um horror.

até 2008 as leis trabalhistas tavam nem ai pra gente,
ai começou a mudar.

Não da mais pra trabalhar nessas loucuras "seguindo as leis do pais" a mais de 10 anos.
Quem trabalha em montagem de eletronico com pouca hora extra e os salarios por horario cada dia mais baixo, obrigatoriedade de pagar shakai, aposentadoria, seguro, imposto municipal vindo direto do olerite,
ta complicado "juntar grana".


A fabrica la fechou na crise de 2008.
Sei que um dos Curitiba que tinha la também fechou, em uma das minhas idas a trabalho eu passei de carro na frente de onde era um,
os outros também devem ter fechado, ja que era a Çoni o polo principal de brasileiros na cidade. Embora m Kani há outras.
Não vou falar "bons tempos", porque não foram, conheci umas pessoas firmezas la que guardo em um cantinho do meu corassaum, mas não foi la uma experiencia agradavel. :klolz

edit: o lugar que eu morei também foi interditado, provavelmente por falta de inquilino,
uns anos atras eu parti pra ir em todos os locais que morei no Japão.
me deparei com umas placas de proibido entrada no prédio.
Pois é, as "leis trabalhistas" fodendo geral. Na época que eu trabalhava lá tirava até 400k mês (uns 5 mil dolares na época) por causa das extras. Quando saí em 2003 foi por causa da baixa de extras inclusive, fazendo as 8h por dia não conseguia tirar mais de 220k, talvez menos.
Sim, eu trocava de emprego pq tinha pouca hora extra, eu literalmente corria atrás das extras.
 

Usuário curioso

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Pois é, as "leis trabalhistas" fodendo geral. Na época que eu trabalhava lá tirava até 400k mês (uns 5 mil dolares na época) por causa das extras. Quando saí em 2003 foi por causa da baixa de extras inclusive, fazendo as 8h por dia não conseguia tirar mais de 220k, talvez menos.
Sim, eu trocava de emprego pq tinha pouca hora extra, eu literalmente corria atrás das extras.
No final acham que estão coibindo abusos e forçando os japoneses a saírem de casa pra consumir ou terem mais tempo para família, mas é um tiro no pé e está servindo apenas para derrubar o poder de compra da galera, além de não causar efeito em nenhuma dessas áreas.
 

Giant Enemy Crab

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No final acham que estão coibindo abusos e forçando os japoneses a saírem de casa pra consumir ou terem mais tempo para família, mas é um tiro no pé e está servindo apenas para derrubar o poder de compra da galera, além de não causar efeito em nenhuma dessas áreas.
Japonês raiz não é lá muito chegado em hora extra não.
Uma parcela é por causa do salário, normalmente quem tem família pra cuidar.

Falar na Zuera pra um japonês que tá indo embora "de teiji" algo na linha do "você está queimando a imagem de workholic dos japoneses pro baka gaijin". Não é incomum a pessoa parar pra refletir "porque será que japonês tem essa imagem?".
 

Usuário curioso

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Japonês raiz não é lá muito chegado em hora extra não.
Uma parcela é por causa do salário, normalmente quem tem família pra cuidar.

Falar na Zuera pra um japonês que tá indo embora "de teiji" algo na linha do "você está queimando a imagem de workholic dos japoneses pro baka gaijin". Não é incomum a pessoa parar pra refletir "porque será que japonês tem essa imagem?".
Esta cultura do trabalho pesado e oneroso, inclusive o fenômeno das mortes por trabalho excessivo, o karoshi, é algo que ficou apenas no passado?, o trabalho workaholic está reservado para brasileiros, vietnamitas e filipinos apenas?, nota alguma diferença com relação aos coreanos?, dizem que eles são bem piores neste sentido.
 

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Esta cultura do trabalho pesado e oneroso, inclusive o fenômeno das mortes por trabalho excessivo, o karoshi, é algo que ficou apenas no passado?, o trabalho workaholic está reservado para brasileiros, vietnamitas e filipinos apenas?, nota alguma diferença com relação aos coreanos?, dizem que eles são bem piores neste sentido.
Não ficou apenas ao passado.
Tanto que até hoje o governo as vezes toma alguma medida pra evitar chegar nesse ponto. Como o caso da redução de horas extras permitidas na semana. Reduziram mais um tanto.
Inclusive até alegam que isso pode vir a melhorar o numero de empregos. O que não é de todo mentira, quando começou a ter essas mudanças, eu trabalhava em uma fabrica gigantesca, tiveram que aumentar o numero de funcionarios pra "se manter na lei" e não ter queda na produção, ja que tiveram que reduzir os dias trabalhados de geral.

aumentaram o imposto pra quem tem mais de um emprego registrado. e por ai vai.


um problema existir não quer dizer que é "comum". Continua sendo um problema, óbvio.
Porém, em uma visão estatistica geral, brasileiro no Brasil trabalha por hora durante a semana quase tanto quanto japones,
e japoneses ficam bem atras de outros paises se for olhar estatisticas anuais, pelo alto numero de folgas durante o ano.
Não é incomum brasileiro trabalhar no sabado, japones trabalhar no "sexto dia" é bem raro.
 

lorenço

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a mulher é jornalista, nunca pegou no pesado.

é meio óbvio q ia achar dificil, aliás nem precisa ser fabrica do japão pra achar ruim. qualquer trabalho braçal é assim...
 
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