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[Discussão] A CLT precisa mudar ou ser extinta?

Goris

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#1
A CLT - Consolidação das Leis Trabalhistas - é um conjunto de leis, portarias, decretos, decretos-lei, medidas provisórias e etc, baseada na Carta del Lavoro fascista com quase 100 anos de existência, implantada durante a Ditadura getulista para normatizar as relações trabalhistas (no melhor estilo fascista de tudo dentro do governo) e, também, para angariar/comprar a simpatia dos trabalhadores.

Com 88 anos de emendas e remendas, muitos entendem que ela atrapalha o desenvolvimento do país. Outros entendem que ela precisa ser recriada quase do zero, atualizando conceitos e simplificando-se e outros mais a consideram sagrada e que mexer nela é sempre prejudicar o trabalhador.

Falando de fatos, EUA não tem CLT e é o país mais rico do mundo. A China não tem CLT e é um dos países que mais cresceu no mundo nos últimos anos. Não lembro de cabeça de algum país de sucesso que tenha sua CLT nos moldes do Brasil.

Dito isso, qual a opinião de vocês?
 


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#2
Bom tópico.

Esse é um assunto que, com toda a sinceridade, não me sinto seguro para opinar. Estaria inclinado a dizer que a CLT deveria ser alterada, mas não extinta, pois com a extinção, estaríamos mais próximos de lidar com o trabalhador da forma como a China faz do que como os EUA fazem.

Mas pode ser apenas resquícios da minha fase de adolescente esquerdista falando mais alto... De qualquer forma, acompanharei o tópico.
 

ZeNinguem

Habitué da casa
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#3
Vou só acompanhar.
Não tenho como comentar (pelo menos por enquanto) um assunto altamente sensível.
Mas independente de reformular ou extinguir, que seja para o melhor (apesar de que sabemos, que, vai ser muito difícil, afinal de contas, aqui é o Brasil).
 
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#4
Por que o ênfase no fascista? Não podemos pegar as coisas boas de regimes ruins? Os nazistas tinham uma puta consciência dos sintomas negativos do tabaco, Hitler tinha uma puta consciência em proteger o meio ambiente; é negativo protegermos os animais e desestimularmos o consumo do tabaco só porque os nazistas foram uma das primeiras sociedades contemporâneas a fazer isso?

O Estados Unidos não tem CLT mas tem garçonete ganhando menos que o mínimo porque eles esperam que ela recupere o valor restante por meio de gorjetas.
 


Gattuso

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#7
Por que o ênfase no fascista? Não podemos pegar as coisas boas de regimes ruins? Os nazistas tinham uma puta consciência dos sintomas negativos do tabaco, Hitler tinha uma puta consciência em proteger o meio ambiente; é negativo protegermos os animais e desestimularmos o consumo do tabaco só porque os nazistas foram uma das primeiras sociedades contemporâneas a fazer isso?

O Estados Unidos não tem CLT mas tem garçonete ganhando menos que o mínimo porque eles esperam que ela recupere o valor restante por meio de gorjetas.
Gorjeta nao, mas quem ganha comissao no brasil pode ter um salario base menor que o minimo (embora somando tudo ao final nao possa dar menos que o minimo)




_____


Eu acho que a mudança que o Temer fez na CLT boa. Não precisa acabar agora, só uma ou outra mudança pontual.

Por exemplo, os encargos que o empregador paga (previdencia, contribuição, FGTS). Pode até manter uma poupança ao trabalhador por exemplo (no caso do FGTS), mas deve ser reformulado.

Algo que deveria ser feito é acabar com a justiça do trabalho. Porque o pessoal lá acaba ficando muito ideologizado, até pela propria preparação deles.
 

Megaretro

Habitué da casa
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#9
Vou seguir de perto esse aqui, só pra ver as sandices a serem registradas.

No mais, apenas para deixar constado, evidentemente a CLT foi inspirada em legislação análoga do regime Italiano sim, mas no mínimo deveriam ter uma noção básica dos bastidores do que rolava por lá.
 
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#11
Qualquer país civilizado vc não tem CLT, que ilude o trabalhador, achando que ela "protege e garante" seus direitos.

O 13 salario é uma enganação, a contribuição pro INSS e FGTS são uma piada, fora que é tanto encargo que isso acaba achatando o salário de geral.

O esquema é vc ter sim as leis trabalhistas garantidas, mas nada de extraordinario, tipo 28 dias de trabalho remunerados de ferias por ano, acabar com essa porra de FGTS e trabalhar com contrato de trabalho onde vc tem o probatório de 6 meses e depois disso quem quebra o contrato se fode (isso ia prevenir as empresas que mandam embora por qualquer motivo, quanto os vida mansa que pega um trampo só pra mamar no seguro social depois).

Foda-se a aposentadoria, cada um vai receber a grana do FGTS no seu ordenado, o que o sujeito vai fazer com essa grana problema dele, se vai fazer uma previdencia privada ou vai gastar com puta é escolha de cada um.

Trabalhador precisa escolher, se ele vai querer um monte de direitos e beneficios ou dinheiro no bolso, os 2 fica meio foda, ainda mais num país quebrado feito o Brasil.
 

ffaabbiio

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#12
Extinguir é uma medida muito drástica, temos que ir reformulando com o tempo.

Eu estava pensando sobre o 13 esses dias, hoje nessa crise, devido muito a incompetência dos políticos em gerenciar o estado, muitos estados não têm dinheiro para pagar o 13 do funcionalismo público...
 
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#13
A CLT - Consolidação das Leis Trabalhistas - é um conjunto de leis, portarias, decretos, decretos-lei, medidas provisórias e etc, baseada na Carta del Lavoro fascista com quase 100 anos de existência, implantada durante a Ditadura getulista para normatizar as relações trabalhistas (no melhor estilo fascista de tudo dentro do governo) e, também, para angariar/comprar a simpatia dos trabalhadores.
Por que o ênfase no fascista?
Quer dizer que se uma ideia boa for criada por um nazista a mesma não deve ser usada?
Foi longe na inferência, hein? "Quer dizer que..." lembrou daquele debate:


A origem fascista denota que é predominantemente intervencionista, que é inspirada na mão do estado interferindo na relação de trabalho e diminui a liberdade das partes em combinar o que é do interesse - ou disponibilidade - de cada um. O estado (leia-se políticos e burocratas) dando ordens em relações privadas é um conceito que por si só já deve ser visto com alguma ressalva.

No mundo ideal a CLT seria desnecessária. No Brasil repleto de mazelas, não há espaço para negociações e oportunidades. Muita coisa incluída na CLT seria meramente limada do rendimento do trabalhador.
 
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#14
Apesar de ser da Direita/Liberal, acredito que não temos maturidade para extinguir completamente, mas há muitas coisas que precisam ser mudadas, para começar o custo para assinar a CLT de alguém, hoje em dia tá se compensando pegar PJ pedindo 2500 do que pegar uma clt e receber bruto 1300.
 
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#15
Tem de ser extinta.
A CLT, vulgo Carta del Lavoro Fascista. É uma abominação, e um dos motivos do atraso do Brasil.
A maior parte dos ditos "direitos trabalhistas", é dinheiro do trabalhador que fica retido com o governo. Basicamente o: "trabalhador é burro e não sabe gerir o próprio dinheiro". E o governo ainda usa parte desse dinheiro para financiar coisas imorais como juros do BNDES subsidiados para grandes empresários (através do FGTS).

Os defensores dessa aberração chamada CLT, não entendem matemática simples, e como os salários são formados. É logicamente e economicamente impossível que os salários sejam formados por decreto ou pela vontade. Os salários são formados pela produtividade e pela Lei de Say (oferta e demanda).
Os países com menores regulações trabalhistas, são também aqueles em que os trabalhadores mais buscam.
Os EUA é um dos países mais livres do mundo nas relações trabalhistas. Na Dinamarca, nem salário mínimo tem.

Extingue a CLT, e a justiça comum pode mediar os contratos. Nos EUA até algumas mediações privadas mediam contratos mais simples, em que não há algum tipo de fraude (esses ficam para a justiça)

E não adianta dizer que os países mais livres nas relações trabalhistas só adotaram esse modelo agora. Desde o início, quando eram estados enxutos e mínimos, já eram assim.
 
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antonioli

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#16
Deve ser extinta aos poucos. Poderia-se implementar mudanças por fases, assim como mudança na previdência e tal. Fazer as coisas bruscamente por fazer não necessariamente trará bons resultados ou no curto prazo.
 
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#19
Então, deixa eu te contar uma coisa...
Você mora no brasil.
Exatamente. A CLT é um dos motivos do atraso e subdesenvolvimento do Brasil.
É uma medida socialista de controle do trabalho.

Agora tirando toda a questão ética que envolve a cuestão (é criminoso e anti-ético o estado reter parte do salário do trabalhador e impedir os livres contratos).

Vejamos a parte pragmática: diga um país, somente um país que se desenvolveu tendo um controle socialista como o Brasil tem nas relações trabalhistas.
Comparemos o Brasil com a China (que já tem salário médio na industria maior que do Brasil).
Somos mais fechados que a Bolívia no que tange a relações trabalhistas.

E por fim, esse argumento de que: "aqui é Brasil e não funciona o que funciona no resto do mundo". É pura síndrome de vira-latas. E inclusive muito utilizado para a esquerda para manter o modelo socialista e estatizante que defendem.
Não se traduz na mais mínima análise empírica e econômica.
Veja que essa é um assunto que trata de economia. E dar pitaco sobre economia sem ter o mais mínimo conhecimento sobre o assunto. De como os salários são gerados, de como a riqueza é produzida. É pura ignorância.

https://www.heritage.org/index/country/china
https://www.heritage.org/index/country/brazil
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#20
Não há valores culturais suficientes para se garantir o mínimo, que é dignificar o trabalhador e o trabalho.

Difícil ler algumas coisas, precisamos saber onde estamos.
 
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#21
Essa coisa de falar que no brasil não dá certo por causa disso ou daquilo é uma tremenda bobagem, quem somos nós pra dizer quais políticas dão certo ou não.
Se em todo país desenvolvido funciona de x forma, então vamos tentar imita-los no seu total, e não querer ficar adaptando a nossa realidade achando que somos diferentes do resto do mundo.
 
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#23
Não há valores culturais suficientes para se garantir o mínimo, que é dignificar o trabalhador e o trabalho.

Difícil ler algumas coisas, precisamos saber onde estamos.
Isso não é questão de "valores culturais". É questão de economia básica.
Você por acaso sabe como os salários são formados? Já se preocupou em tentar entender o mínimo antes de opinar a respeito?
Sabe o porque dos salários em países desenvolvidos serem mais altos? Você acredita que é graças a um decreto do governo?

Você é daqueles que acredita que o socialismo não funcionou apenas por "valores culturais"?
 
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#24
Exatamente. A CLT é um dos motivos do atraso e subdesenvolvimento do Brasil.
É uma medida socialista de controle do trabalho.

Agora tirando toda a questão ética que envolve a cuestão (é criminoso e anti-ético o estado reter parte do salário do trabalhador e impedir os livres contratos).

Vejamos a parte pragmática: diga um país, somente um país que se desenvolveu tendo um controle socialista como o Brasil tem nas relações trabalhistas.
Comparemos o Brasil com a China (que já tem salário médio na industria maior que do Brasil).
Somos mais fechados que a Bolívia no que tange a relações trabalhistas.

E por fim, esse argumento de que: "aqui é Brasil e não funciona o que funciona no resto do mundo". É pura síndrome de vira-latas. E inclusive muito utilizado para a esquerda para manter o modelo socialista e estatizante que defendem.
Não se traduz na mais mínima análise empírica e econômica.
Veja que essa é um assunto que trata de economia. E dar pitaco sobre economia sem ter o mais mínimo conhecimento sobre o assunto. De como os salários são gerados, de como a riqueza é produzida. É pura ignorância.

https://www.heritage.org/index/country/china
https://www.heritage.org/index/country/brazil
Visualizar anexo 57848

Visualizar anexo 57849
Não discordo de você, no conteúdo geral. Só não tenho o otimismo de que estamos preparados para ficar sem CLT "de repente". Existe um desequilíbrio de oferta e procura, 14 milhões de desempregados. Num primeiro momento, o governo que fizesse isso viveria um inferno. Deve ser mais difícil mexer nisso que na reforma tributária, por exemplo, outra coisa que não avança.
 
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#26
Não discordo de você, no conteúdo geral e a médio prazo. Só não tenho o otimismo de que estamos preparados para ficar sem CLT de repente. Existe um desequilíbrio de oferta e procura, 14 milhões de desempregados. Num primeiro momento, o governo que fizesse isso viveria um inferno.
Mas a CLT é uma das principais causas dos 14 milhões de desempregados.
Essas pessoas certamente preferiam estar empregadas em empregos que pagassem menos que um salário mínimo, do que estarem desempregados.
A CLT cria tanta burocracia para se contratar, que as empresas fodidas brasileiras, não tem a menor condição de arcar com ela.

Países com menores regulações trabalhistas, tem uma taxa de desemprego muito menor.
 
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#27
Isso não é questão de "valores culturais". É questão de economia básica.
Você por acaso sabe como os salários são formados? Já se preocupou em tentar entender o mínimo antes de opinar a respeito?
Sabe o porque dos salários em países desenvolvidos serem mais altos? Você acredita que é graças a um decreto do governo?

Você é daqueles que acredita que o socialismo não funcionou apenas por "valores culturais"?
Por favor me ensine!
 
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#29
Mas a CLT é uma das principais causas dos 14 milhões de desempregados.
Essas pessoas certamente preferiam estar empregadas em empregos que pagassem menos que um salário mínimo, do que estarem desempregados.
A CLT cria tanta burocracia para se contratar, que as empresas fodidas brasileiras, não tem a menor condição de arcar com ela.

Países com menores regulações trabalhistas, tem uma taxa de desemprego muito menor.
Mas temos todo um pacote "anti-emprego" por aqui. Burocracia imensa, impostos esmagadores, falta de infraestrutura, etc. Francamente, ficaria mais confortável vendo uma contundente reforma tributária junto.
 
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#30
Complicado... Mas acho que não daria muito certo tirar de uma vez, deveria ser feito de forma homeopática... O pessoal tem que ter tempo de ver que isso seria positivo pra economia e que é melhor o dinheiro na sua mão do que na mão do governo.
 
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#31
Tem de ser extinta.
A CLT, vulgo Carta del Lavoro Fascista. É uma abominação, e um dos motivos do atraso do Brasil.
A maior parte dos ditos "direitos trabalhistas", é dinheiro do trabalhador que fica retido com o governo. Basicamente o: "trabalhador é burro e não sabe gerir o próprio dinheiro". E o governo ainda usa parte desse dinheiro para financiar coisas imorais como juros do BNDES subsidiados para grandes empresários (através do FGTS).

Os defensores dessa aberração chamada CLT, não entendem matemática simples, e como os salários são formados. É logicamente e economicamente impossível que os salários sejam formados por decreto ou pela vontade.
Os países com menores regulações trabalhistas, são também aqueles em que os trabalhadores mais buscam.
Os EUA é um dos países mais livres do mundo nas relações trabalhistas. Na Dinamarca, nem salário mínimo tem.

E não adianta dizer que os países mais livres nas relações trabalhistas só adotaram esse modelo agora. Desde o início, quando eram estados enxutos e mínimos, já eram assim.
Eu concordo numa flexibilização da lei trabalhista, não nenhuma lei. Não vejo essa posição minha como algo ligado ao esquerdismo ou controle do estado, mas o Estado como um balizador. Balizar não é controlar, é muito diferente.

Os salários são formados pela produtividade e pela Lei de Say (oferta e demanda).
Não sei da lei em profundidade, mas não podemos desvincular o fator humano nessa equação. A empresa é um ente composto por humanos por detrás, tão importante que ela adquire quase uma vida própria e com isso vem implicações naturais que os seres humanos também passam como evolução, representado pelo acúmulo de riquezas. O que quero dizer é que a lógica da produtividade não é puramente objetiva, pois existem humanos na equação e eles vão pender a lógica para aquilo que representar o maior ganho, inclusive fazendo jus a regra máxima capitalista. Nessa busca ocorrem desvios esses desvios dão origem aos grandes conglomerados e foi a razão do Estado Mínimo ter falhado lá atrás. A burguesia criou uma classe que produzia e detinha a riqueza.

O que quero dizer é que há risco embutido e a atuação do Estado nesse ponto é o que pode diminuir esse risco. Agora, quando ele age criando artificialidades com o fim de se auto beneficiar (o que vemos hoje) é que temos a distorção. Então precisamos de um país que saiba dosar essa ação estatal. Acredito que você saiba de tudo isso e coloca em planos mais gerais para ficar de fácil compreensão, mas é que pode liderar a exageros, pois, como sabemos o que mais se tem hoje são pessoas que se alimentam desse generalismo e assumem que é um conhecimento pleno e o propagam. Esses países citados por você nasceram a partir de mentes brilhantes conduzindo o processo, no Brasil temos uma escassez quase absoluta disso.

Os países com menores regulações trabalhistas, são também aqueles em que os trabalhadores mais buscam.
Perfeito. Concordo plenamente. Por isso acho que a flexibilização é o ideal, mas num país como o Brasil em que o trabalho de período integral ainda é uma regra esse caminho é longo e precisa ser feito paulatinamente, vejo com bons olhos o passo dado pela atual reforma por ter contemplado outras formas de atividade laboral, abrindo o caminho para que não seja tão raro e sacrificante se ter 2 ou 3 trabalhos.

Eu vejo com muito ceticismo a frase como abolir salário mínimo num país como o Brasil. O Estado não age na fiscalização de abusos e poderíamos ter um regresso aos tempos da revolução industrial por aqui. Acho que esses passos projetados para o Brasil precisam ser analisados dentro de nossa realidade; um país tido por muitos como de 1ª geração pós revolução industrial, ou seja, sem base produtiva suficiente para viabilizar um caminho com tamanha flexibilidade. Veja o caso da China. Eles já conseguiram superar a remuneração brasileira média, mas a que custo? Altíssimo. O Brasil pode trilhar esse caminho de outra forma. Temer deu o primeiro passo, torçamos para que outros venham e continuem, vai ter muito dedo no cu e gritaria, mas numa situação paulatina o empresário consegue ir se ajustando, assim como o mercado de trabalho. Precisamos lembrar que as "unions" nos EUA são fortíssimas, não temos isso no Brasil.

O caminho certo é uma redução até quem sabe uma extinção em como entendemos ela hoje em dia, mas não pode ser tratado levianamente.
 
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#32
Eu concordo numa flexibilização da lei trabalhista, não nenhuma lei. Não vejo essa posição minha como algo ligado ao esquerdismo ou controle do estado, mas o Estado como um balizador. Balizar não é controlar, é muito diferente.
Balizador com base em qual definição? Veja como isso é puramente subjetivo.
Aquilo que você acha bom não é necessariamente o que é correto. Você precisa demonstrar eticamente e economicamente que esse "balizamento" é correto.
Não existe interferência do estado na economia sem consequências. Toda e qualquer lei trabalhista irá causar efeitos deletérios sobre toda a economia.

E sim, é uma posição ligada ao esquerdismo. Nosso país tem um viés tão esquerdista, que até grande parte da direita está contaminada por ideias marxistas de luta de classes, mais valia, empresário malvadão que quer ganhar muito, e anticapitalismo (e até o termo "burguesia" que você utiliza). Isso é normal. A Janela de Overton está bem para o lado esquerdo.
O seu discurso está carregado de ideias historicamente marxistas, e você nem percebe.
Não sei da lei em profundidade, mas não podemos desvincular o fator humano nessa equação. A empresa é um ente composto por humanos por detrás, tão importante que ela adquire quase uma vida própria e com isso vem implicações naturais que os seres humanos também passam como evolução, representado pelo acúmulo de riquezas. O que quero dizer é que a lógica da produtividade não é puramente objetiva, pois existem humanos na equação e eles vão pender a lógica para aquilo que representar o maior ganho, inclusive fazendo jus a regra máxima capitalista. Nessa busca ocorrem desvios esses desvios dão origem aos grandes conglomerados e foi a razão do Estado Mínimo ter falhado lá atrás. A burguesia criou uma classe que produzia e detinha a riqueza.

O que quero dizer é que há risco embutido e a atuação do Estado nesse ponto é o que pode diminuir esse risco. Agora, quando ele age criando artificialidades com o fim de se auto beneficiar (o que vemos hoje) é que temos a distorção. Então precisamos de um país que saiba dosar essa ação estatal. Acredito que você saiba de tudo isso e coloca em planos mais gerais para ficar de fácil compreensão, mas é que pode liderar a exageros, pois, como sabemos o que mais se tem hoje são pessoas que se alimentam desse generalismo e assumem que é um conhecimento pleno e o propagam. Esses países citados por você nasceram a partir de mentes brilhantes conduzindo o processo, no Brasil temos uma escassez quase absoluta disso.
Vamos começar do básico: a economia é a ciência da escassez. E ela demonstra quais os efeitos e consequências de cada ação. Para o bem ou para o mal.
A sua opinião continua partindo da premissa de que os salários são formados pela vontade. E isso é absolutamente falso. Tanto para o lado de quem contrata, quanto do lado de quem é contratado.
Vamos a um exemplo bem simples. Vamos supor que eu seja um empresário, e tenha 1000 reais para pagar de salário por um emprego (e isso porque fiz as contas que um empregado irá me render no mínimo mais de 1000, para ser lucrativo).
O governo decreta que aquele cargo não pode ser contratado por menos de 1000. O que irá acontecer? Eu não conseguirei contratar ninguém, e ficarei sem a mão de obra na minha empresa, e um postulante ao cargo ficará sem o emprego.
Resultado: todos saíram perdendo.
Caso número 2: Eu tenho 1000 para pagar para um empregado. Porém ele em média rende com esse trabalho 2000 para os demais empregadores. Um empregador concorrente resolve oferecer 1500 por esse empregado, pois ainda continua sendo lucrativo para ele. O empregado obviamente aceita.
Portanto eu fico sem o empregado. Pois não quis pagar os 1500. A minha vontade foi inútil.

E porque isso acontece? Porque os salários são definidos pelo mercado. Pela produtividade, e pela lei da oferta e da demanda. Pouco importa decretos do governo, isso não irá mudar o fato de como os salários são formados. Um decreto do governo não revoga as leis mais básicas da economia. Porém terá efeitos nefastos sobre ela.

Ou seja, todos saíram perdendo quando o governo quis intervir. A produtividade obviamente será baixa, e a economia capenga. E isso empobrece a todos. Maior produtividade e relações mais livres também contribuem para maior geração de riqueza e renda, e preços mais baixos.

E essa é inclusive a base de todo o capitalismo. O capitalismo funciona justamente por ter relações livres de trabalho, produtividade, consumo e poupança. Quesitos em que o socialismo falha. E porque? Ora, porque sem liberdade para tais ações, é impossível uma alocação racional de recursos.
E é por isso que quanto mais estatizado e socialista é um país, mais pobre e subdesenvolvido ele é. Isso já a priori.

Os tais "grandes conglomerados" só existem devido a falta de liberdade de mercado. O estado intervem na economia, cria regulações arbitrárias e subsídios que fecham o mercado e que favorecem empresários amigos do governo (como Joesley Batista e Eike). E você vem me dizer que a culpa é do mercado?

E o estado minarquista jamais falhou. Aliás, não existe um só pais que tenha se tornado desenvolvido sem um estado mínimo e pouco atenuante. Os estados cresceram não porque não funcionam dessa forma, mas sim devido a querer aglomerar mais poder e recursos nas mãos de burocratas, políticos e empresários amigos do rei que vivem de impostos. Sim, eles tem total interesse em manter as coisas como estão e aumentar ainda mais seu poder, pois são os principais beneficiários disso. E são eles que detém tal poder para fazer isso.
Ainda assim temos exemplos práticos hoje de estados quase mínimos e que tiveram muito sucesso: Hong Kong, Nova Zelândia, Cingapura, Suíça, Estônia, Liechtenstein são alguns exemplos.

Veja como os países desenvolvidos da Europa, o Japão e os EUA. Se desenvolveram enquanto tinham estados mínimos e pouco atenuantes. Veja a relação dos gastos sobre o PIB. No início do século XX, já eram todos desenvolvidos. E só após isso houve a explosão de gastos e crescimento dos estados.
Um professor do MEC do qual você provavelmente se baseou, pode discordar. Porém os dados são incontestáveis.
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Então sim, a análise econômica é puramente objetiva. Não adianta você querer distorcer a lógica economia e tentar provar que as relações trabalhistas e os salários são definidos por pura vontade. Você não irá conseguir provar.
Essa é apenas a velha argumentação de luta de classes e mais valia.

Perfeito. Concordo plenamente. Por isso acho que a flexibilização é o ideal, mas num país como o Brasil em que o trabalho de período integral ainda é uma regra esse caminho é longo e precisa ser feito paulatinamente, vejo com bons olhos o passo dado pela atual reforma por ter contemplado outras formas de atividade laboral, abrindo o caminho para que não seja tão raro e sacrificante se ter 2 ou 3 trabalhos.

Eu vejo com muito ceticismo a frase como abolir salário mínimo num país como o Brasil. O Estado não age na fiscalização de abusos e poderíamos ter um regresso aos tempos da revolução industrial por aqui. Acho que esses passos projetados para o Brasil precisam ser analisados dentro de nossa realidade; um país tido por muitos como de 1ª geração pós revolução industrial, ou seja, sem base produtiva suficiente para viabilizar um caminho com tamanha flexibilidade. Veja o caso da China. Eles já conseguiram superar a remuneração brasileira média, mas a que custo? Altíssimo. O Brasil pode trilhar esse caminho de outra forma. Temer deu o primeiro passo, torçamos para que outros venham e continuem, vai ter muito dedo no cu e gritaria, mas numa situação paulatina o empresário consegue ir se ajustando, assim como o mercado de trabalho. Precisamos lembrar que as "unions" nos EUA são fortíssimas, não temos isso no Brasil.

O caminho certo é uma redução até quem sabe uma extinção em como entendemos ela hoje em dia, mas não pode ser tratado levianamente.
Quanto mais lento for a flexibilização mais tempo subdesenvolvidos seremos. Veja que o Brasil é um país pobre, e sem uma alta produtividade, da qual apenas relações realmente livres de trabalho podem gerar. Nunca seremos desenvolvidos.
É o velho medo do capitalismo.

Quanto ao salário mínimo, você pode ver com ceticismo por pura opinião. Porém você não tem como provar objetivamente que ele não tem efeito nefasto.
Ora, se o empregador não pode pagar pelo salário que o governo decreta, é bastante óbvio o que isso irá gerar: desemprego.
Portanto não sei com qual intuito você prefere uma pessoa desempregada, a uma pessoa ganhando um salário menor que o mínimo.
E porque o custo da flexibilização da China foi altíssimo?
Eles trabalhavam como escravos para o governo quando as relações eram totalmente controladas pelo governo. Morriam na miséria e praticavam canibalismo. Não é como se vivessem numa Suíça antes da abertura. Seu argumento é falacioso.

O fato é que nenhum país do mundo ficou rico com a relação semi-socialista de trabalho que o Brasil tem. NENHUM.
Aí é questão, entre escolher a mediocridade e o caminho da prosperidade.
Não é mal escolher CLT quando se está empregado a um bom emprego. Ou se é funcionário público. Aí é bastante fácil. Porém essa não é a realidade da maioria.
Essa é apenas a realidade que gera pobreza a maioria.

 
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_Cab_

Bam-bam-bam
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#35
Se é verdade, façamos o seguinte.: me dá metade do seu pagamento e eu irei gerir ele para você.
Cara não é pra generalizar, mas a realidade do Brasil é que maioria não sabe gerenciar. Na minha casa por exemplo, (mãe, irmã e pai), nenhum deles guardam e/ou tem dinheiro guardado, vivem com tudo financiado.... O problema real, é o juros ser menor que inflação, isso sim é absurdo.
 


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