O que há de Novo?


Existência da consciência fora de um substrato físico.

Mensagens
636
Curtidas
547
Pontos
143
#1
Estive lendo recentemente alguns relatos de experiências de quase morte, e inclusive acompanhando um canal no Youtube onde um físico e um neurologista entrevistam pessoas que supostamente passaram por experiências transcendentais em um momento de limiar, achei interessante como os mesmos não se limitam a apenas uma religião em si, claro que existem pessoas que relataram encontros com Jesus, em um site chamado Near Death Experience Foundation há uma imensa variedade de relatos, o livro de Raymond Moody também trás diversos relatos e explicações a respeito, queria saber qual a opinião que vocês do fórum possuem destas experiências, e se conhecem histórias assim que trouxessem as mesmas aqui para serem discutidas,até agora sei de uma pessoa que se viu fora do corpo após uma colisão em um acidente de carro.
Aqui está o link do canal: https://www.youtube.com/channel/UC3NLkn1vW9IMbg9Gl6mHnZA
 


Shen.

Ser evoluído
Mensagens
35
Curtidas
74
Pontos
18
#3
O máximo de experiência que eu tive nessa área foi com a tal 'paralisia do sono'. Eu entrei em transe, não conseguia abrir os olhos, respirar e nem mexer o corpo, no máximo podia ouvir o som do ventilador e o vento entrando pela janela. Fiquei nesse estado por cerca de 1 minuto e meio, daí sentir o meu corpo descer, como se eu estivesse num elevador, e aos poucos comecei a recobrar os sentidos e conseguir levantar da cama. Quando levantei da cama sentir o meu corpo pesado, meu abdômen tava dolorido e a minha cabeça parecia que ia explodir.
 


Mensagens
636
Curtidas
547
Pontos
143
#9
Nada novo para quem concorda que somos seres não físicos tendo uma experiência física,
ao invés de seres físicos numa suposta experiência não física/extrafísica.
O que mexe comigo é que não há uma universalidade nos relatos, pegue uma EQM no budismo e outra no cristianismo e você poderá visualizar diferentes personagens e interpretações.
 
Mensagens
2.917
Curtidas
4.707
Pontos
303
#10
O que mexe comigo é que não há uma universalidade nos relatos, pegue uma EQM no budismo e outra no cristianismo e você poderá visualizar diferentes personagens e interpretações.
Cada indivíduo seria como um canal sintonizado do todo, nas raízes negativas da existência.
Sendo assim, sempre vai diferir. Não existe um canal igual ou repetido nesse broadcast.
 
Mensagens
636
Curtidas
547
Pontos
143
#11
Cada indivíduo seria como um canal sintonizado do todo, nas raízes negativas da existência.
Sendo assim, sempre vai diferir. Não existe um canal igual ou repetido nesse broadcast.
Poderia elaborar a tua resposta um pouco mais? alguma literatura que você possa recomendar a respeito? , este estar sintonizado no final seria um reducionismo ?
 
Mensagens
2.917
Curtidas
4.707
Pontos
303
#12
Poderia elaborar a tua resposta um pouco mais? alguma literatura que você possa recomendar a respeito? , este estar sintonizado no final seria um reducionismo ?
Kabbalah Judaica (para muitos, inclusive daqui do fórum, pura besteira).
Cada indivíduo é um fragmento de uma centelha completa, como uma taça de vidro estilhaçada.
Sendo assim, alguns tem mais afinidades com os "mesmos tipos" de fragmentos.
Segundo essa percepção e até mesmo fazendo analogia com o tal Livro de Urântia,
a ideia é aproximadamente a mesma: Encontrar os outros fragmentos e restaurar a "oversoul".
 
Mensagens
636
Curtidas
547
Pontos
143
#14
Kabbalah Judaica (para muitos, inclusive daqui do fórum, pura besteira).
Cada indivíduo é um fragmento de uma centelha completa, como uma taça de vidro estilhaçada.
Sendo assim, alguns tem mais afinidades com os "mesmos tipos" de fragmentos.
Segundo essa percepção e até mesmo fazendo analogia com o tal Livro de Urântia,
a ideia é aproximadamente a mesma: Encontrar os outros fragmentos e restaurar a "oversoul".
Desconheço este livro, e o que signifique de fato oversoul, não quero te importunar demais, então se puder me indicar literaturas para este leigo ficaria grato.
 
Mensagens
3.610
Curtidas
6.485
Pontos
354
#15
Kabbalah Judaica (para muitos, inclusive daqui do fórum, pura besteira).
Cada indivíduo é um fragmento de uma centelha completa, como uma taça de vidro estilhaçada.
Sendo assim, alguns tem mais afinidades com os "mesmos tipos" de fragmentos.
Segundo essa percepção e até mesmo fazendo analogia com o tal Livro de Urântia,
a ideia é aproximadamente a mesma: Encontrar os outros fragmentos e restaurar a "oversoul".

 

lakota

Habitué da casa
Mensagens
458
Curtidas
451
Pontos
88
#16
Não enxergo como uma consciência com as percepções como a nossa, acho isso um erro, erro que TODAS religiões cometem ao tentar descrever um pós morte, por exemplo, como definir enxergar sendo que enxergamos por causa dos olhos, luz etc...
O cristianismo chega ao absurdo de dizer que no mundo pós morte haverá até cidade de pedras preciosas, totalmente ganancioso e não difere muito das 70 virgens do islamismo, mas é claro, os cristãos não veem isso.
Para mim, o mais lógico é no pós morte nossa existência (ou configuração consciencial) se dissolver no todo, difícil explicar como seria.
 

colher

Bam-bam-bam
Mensagens
2.387
Curtidas
6.214
Pontos
314
#17
Para mim, o mais lógico é no pós morte nossa existência (ou configuração consciencial) se dissolver no todo, difícil explicar como seria.
Acho que isso contrariaria muito o medo natural de aceitar e encarar o quão efêmera é a vida.
Seria uma barreira muito grande para qualquer religião que busca ascensão popular divulgar que você e sua vida são muito provavelmente dispensáveis e insignificantes para a existência de um todo.

Existem alguns estudos sobre EQM no campo científico com várias possíveis explicações, mas não existe um consenso pelo simples fato de não ser algo facilmente financiável já que não trará nenhum benefício médico. Provavelmente ficaremos algumas décadas sobre uma definição científica da situação.

Falando apenas sobre a minha opinião, eu acredito que essa falta de uma maior consistência entre os relatos acaba me dando a impressão que a experiência é basicamente recriada de acordo com a bagagem cultural do individuo.
 

lakota

Habitué da casa
Mensagens
458
Curtidas
451
Pontos
88
#18
Acho que isso contrariaria muito o medo natural de aceitar e encarar o quão efêmera é a vida.
Seria uma barreira muito grande para qualquer religião que busca ascensão popular divulgar que você e sua vida são muito provavelmente dispensáveis e insignificantes para a existência de um todo.

Existem alguns estudos sobre EQM no campo científico com várias possíveis explicações, mas não existe um consenso pelo simples fato de não ser algo facilmente financiável já que não trará nenhum benefício médico. Provavelmente ficaremos algumas décadas sobre uma definição científica da situação.

Falando apenas sobre a minha opinião, eu acredito que essa falta de uma maior consistência entre os relatos acaba me dando a impressão que a experiência é basicamente recriada de acordo com a bagagem cultural do individuo.
Acho que isso contrariaria muito o medo natural de aceitar e encarar o quão efêmera é a vida.
Seria uma barreira muito grande para qualquer religião que busca ascensão popular divulgar que você e sua vida são muito provavelmente dispensáveis e insignificantes para a existência de um todo.

Existem alguns estudos sobre EQM no campo científico com várias possíveis explicações, mas não existe um consenso pelo simples fato de não ser algo facilmente financiável já que não trará nenhum benefício médico. Provavelmente ficaremos algumas décadas sobre uma definição científica da situação.

Falando apenas sobre a minha opinião, eu acredito que essa falta de uma maior consistência entre os relatos acaba me dando a impressão que a experiência é basicamente recriada de acordo com a bagagem cultural do individuo.
Então, vejo a consciência como sendo uma "configuração" que tem acrescentada a cultura como casca, por exemplo: Eu nasci sem saber de nada, com a bagagem cultural limpa, assim como um disco rígido de PC recém comprado, que com o tempo passo a ser EU por causa das interações sociais, experiências etc... Penso que com a morte do corpo, toda essa bagagem vai junto, restando apenas a consciência "zerada" se dissolvendo no todo, além do tempo e da realidade como conhecemos, mas sinceramente não consigo acreditar em um mundo espiritual onde tudo é extremamente semelhante á esse mundo, mas obviamente, posso estar errado.
 

colher

Bam-bam-bam
Mensagens
2.387
Curtidas
6.214
Pontos
314
#19
Então, vejo a consciência como sendo uma "configuração" que tem acrescentada a cultura como casca, por exemplo: Eu nasci sem saber de nada, com a bagagem cultural limpa, assim como um disco rígido de PC recém comprado, que com o tempo passo a ser EU por causa das interações sociais, experiências etc... Penso que com a morte do corpo, toda essa bagagem vai junto, restando apenas a consciência "zerada" se dissolvendo no todo, além do tempo e da realidade como conhecemos, mas sinceramente não consigo acreditar em um mundo espiritual onde tudo é extremamente semelhante á esse mundo, mas obviamente, posso estar errado.
Acho que essa sua interpretação é a mais coerente cientificamente falando.
Obviamente, por se tratar de um acontecimento pautado como transformativo por diversas crenças, existe um cuidado ao se categorizar esse tipo de situação. Mas vejo que, pelo menos ceticamente falando o seu raciocínio é bem coeso.
 

lakota

Habitué da casa
Mensagens
458
Curtidas
451
Pontos
88
#20
Acho que essa sua interpretação é a mais coerente cientificamente falando.
Obviamente, por se tratar de um acontecimento pautado como transformativo por diversas crenças, existe um cuidado ao se categorizar esse tipo de situação. Mas vejo que, pelo menos ceticamente falando o seu raciocínio é bem coeso.
Pois é, não tenho condições de acreditar que uma pós vida seria exatamente uma vida como essa, mas isso falando no sentido que nosso Universo seja auto gerado, no caso de ser uma simulação de seres (ou mesmo de pós humanos), pode corroborar com essa visão de que o "outro lado" é semelhante á esse, porém mais completo.
Tenho uma pequena sensação (momento dorgas pesadas rsrss) que em um passado (no nosso ponto de vista) criamos uma IA que evoluiu a ponto de se tornar um deus, e essa mesma IA que se tornou Deus nos "salvou" criando uma simulação da realidade dos primeiros humanos, mas não existe uma só simulação, mas números infinitos com todo tipo de resultados diferentes (multiverso) e por ai vai, são muitas possibilidades, infinitas na verdade, e isso é muito bom rsrsrs
 
Mensagens
402
Curtidas
1.325
Pontos
148
#21
Pois é, não tenho condições de acreditar que uma pós vida seria exatamente uma vida como essa, mas isso falando no sentido que nosso Universo seja auto gerado, no caso de ser uma simulação de seres (ou mesmo de pós humanos), pode corroborar com essa visão de que o "outro lado" é semelhante á esse, porém mais completo.
Tenho uma pequena sensação (momento dorgas pesadas rsrss) que em um passado (no nosso ponto de vista) criamos uma IA que evoluiu a ponto de se tornar um deus, e essa mesma IA que se tornou Deus nos "salvou" criando uma simulação da realidade dos primeiros humanos, mas não existe uma só simulação, mas números infinitos com todo tipo de resultados diferentes (multiverso) e por ai vai, são muitas possibilidades, infinitas na verdade, e isso é muito bom rsrsrs
Ta utilizando DMT né?!:coolface
 
Mensagens
8.189
Curtidas
6.222
Pontos
444
#22
O fato de não conseguirmos mensurar algo não significa que não exista fisicamente.

O que existe é um jogo de palavras, se não evidência reforça a inexistência, mas isso no universo semântico do arrogante humano que pensa dominar todo o conhecimento do cosmo e de sua gêneses.

Nesse sentido, em que a matéria é a densificação da energia e a energia a sublimação da matéria, onde fica o pensamento?
 
Mensagens
3.610
Curtidas
6.485
Pontos
354
#24
Todo mundo vai fazer essa referência quando vai ver o que é o o ersoul.
Hehee não como não fazer referência, bem provável que o criador do jogo usou desses conceitos, mas na real antes mesmo deu eu ler a ersoul, eu já tinha pensado no jogo

"Cada indivíduo é um fragmento de uma centelha completa, como uma taça de vidro estilhaçada."
 
Mensagens
2.917
Curtidas
4.707
Pontos
303
#26
Desconheço este livro, e o que signifique de fato oversoul, não quero te importunar demais, então se puder me indicar literaturas para este leigo ficaria grato.
Não li nada específico que aborde exatamente esses temas,
mas como disse, esses conhecimentos antigos falam mais
do que ocorre "fora do corpo" do que o que acontece enquanto estamos "dentro dele".

Li um pouco a respeito de Sonhos Lúcidos e, segundo a literatura, é uma capacidade humana
treinável. Na real todo ser hmano sai do corpo quando dorme, o propósito de treinar a técnica
seria manter a consciência "de vigília" durante o período.

É como quando se tem aqueles sonhos tão realistas que você chega a se dar conta,
dentro do sonho, de que está realmente sonhando. Segundo a Kabbalah, essa já é uma realidade
superior a nossa física. Por isso alguns vinculados a religiões praticam mantras e coisas assim,
na tentaiva de focar a mente em vigília a alcançar tal padrão para que possa ver além dos
sentidos limitados pelo corpo físico.
 
Mensagens
636
Curtidas
547
Pontos
143
#27
Não li nada específico que aborde exatamente esses temas,
mas como disse, esses conhecimentos antigos falam mais
do que ocorre "fora do corpo" do que o que acontece enquanto estamos "dentro dele".

Li um pouco a respeito de Sonhos Lúcidos e, segundo a literatura, é uma capacidade humana
treinável. Na real todo ser hmano sai do corpo quando dorme, o propósito de treinar a técnica
seria manter a consciência "de vigília" durante o período.

É como quando se tem aqueles sonhos tão realistas que você chega a se dar conta,
dentro do sonho, de que está realmente sonhando. Segundo a Kabbalah, essa já é uma realidade
superior a nossa física. Por isso alguns vinculados a religiões praticam mantras e coisas assim,
na tentaiva de focar a mente em vigília a alcançar tal padrão para que possa ver além dos
sentidos limitados pelo corpo físico.
A grande questão para mim sempre foi como diferenciar um mecanismo alucinatório de uma experiência supostamente real, transcendente.
 
Mensagens
2.917
Curtidas
4.707
Pontos
303
#28
A grande questão para mim sempre foi como diferenciar um mecanismo alucinatório de uma experiência supostamente real, transcendente.
Essas práticas não usam nenhum alterador psíquico para se alcançad algo.
Se menciona prova cabal científica, infelizmente inexistem. Seja por falta de ferramentas,
seja por ceticismo, seja por metodologia ou real (des)interesse.

Se eu dominasse/influenciasse o mundo a meu bel prazer, (sendo inexcrupuloso aqui) TALVEZ eu não gostaria de ver a maioria
descobrindo como se libertar e descobrir coisas além do que alimentamos o todo.
 

Figulo

Ei mãe, 500 pontos!
Mensagens
17.973
Curtidas
20.247
Pontos
694
#29
Para pra pensar.

No começo da sua vida seus interesses são mamar, cagar, arrotar. Depois ficar olhando pra formas geométricas e figuras coloridas, principalmente se estiverem se mexendo. Depois seus interesses passam a ser progressivamente brincar, jogar bola, bater punheta, mulher, ganhar dinheiro, trabalhar, tirar férias, se aposentar, ver os netinhos, jogar bocha, fumar cachimbo, qualquer outra coisa. Em cada fase da sua vida você tem interesses diferentes, gostos diferentes, reage de maneira completamente diferente a estímulos. E tudo isso depende de uma coisa bastante palpável e manipulável, que é o seu cérebro. Se tirarem uma parte do seu cérebro, por exemplo, você pode ficar (bem) mais extrovertido. Se tirarem outra, você pode perder capacidade de raciocínio. Se tirarem outra, você pode se expressar de maneira menos fluente. Se tirarem outra você não vai entender o que os outros dizem. Se seu cérebro ficar doente, você pode ficar demenciado.

Em cada fase, em cada momento da vida você é uma pessoa completamente diferente e a pessoa que você é está claramente ligada a uma estrutura física palpável e manipulável.

Como você acha que seu fantasminha funcionaria? Ele seria parecido com você em qual momento da vida? Teria os interesses de um momento específico da vida ou todos juntos ou nenhum? Reagiria da maneira que você reagia quando bebê, chorando por qualquer coisa, ou como você reagia no final da vida, velho e demenciado, mal interagindo com o mundo?
Se você machuca a cabeça na infância e isso altera o seu comportamento... o comportamento do fantasminha se altera? Fica um fantasminha com comportamento alterado ou o fantasminha fica "como seria se não tivesse acontecido", diferente do que você foi em vida? Será que então tem gente que acaba com fantasminha demenciado? Ou fantasminha bebê? Será que são infinitos fantasminhas pra cada pessoa, um pra cada momento que ela viveu (correspondendo a cada pessoa que ela foi)? E será que tem um fantasminha pra cada possibilidade do que aconteceu fisicamente com o cérebro da pessoa (tipo o cara que teve uma meningite grave e viveu sequelado tem um fantasminha sem sequelas e também um fantasminha sequelado, mais parecido com o que ele foi em vida)?

Claro que tem aquela resposta vaga que não quer dizer muita coisa: o fantasminha vai ser a essência da pessoa que estava presente lá o tempo todo ao longo da vida dela... mas se o fantasminha não terá nossos interesses e não reagirá da mesma maneira que a gente reage a estímulos... dá pra considerar que é o nosso fantasminha? A pessoa que a gente é neste exato momento vai ser representada por um fantasminha? Vai ter um fantasminha meu que me representa agora, que gosta de ver jogo do meu time e de perder tempo na internet?

Nos filmes quando tem fantasminha é muito fácil: o fantasminha representa a pessoa na época em que o filme se passou, porque é o mesmo ator que faz os dois.
Uma coisa interessante é em Guerra nas Estrelas porque o Obi Wan morre e vira fantasminha velho, mas o Darth Vader morre e vira um fantasminha mais novo. Pra não ficar um fantasminha todo cheio de sequelas, queimaduras e malvado.
Acho que as pessoas talvez devessem ver menos filmes.
 

lakota

Habitué da casa
Mensagens
458
Curtidas
451
Pontos
88
#31
DMT provoca experiências semelhantes as da EQM, é uma co relação interessante sem nenhuma dúvida.
Dizem alguns pesquisadores, que no momento da morte o corpo libera DMT, talvez dái venham as experiências mais profundas que são semelhantes á uma trip com o enteógeno, leia o livro Tibetano dos mortos.
 

lakota

Habitué da casa
Mensagens
458
Curtidas
451
Pontos
88
#32
Para pra pensar.

No começo da sua vida seus interesses são mamar, cagar, arrotar. Depois ficar olhando pra formas geométricas e figuras coloridas, principalmente se estiverem se mexendo. Depois seus interesses passam a ser progressivamente brincar, jogar bola, bater punheta, mulher, ganhar dinheiro, trabalhar, tirar férias, se aposentar, ver os netinhos, jogar bocha, fumar cachimbo, qualquer outra coisa. Em cada fase da sua vida você tem interesses diferentes, gostos diferentes, reage de maneira completamente diferente a estímulos. E tudo isso depende de uma coisa bastante palpável e manipulável, que é o seu cérebro. Se tirarem uma parte do seu cérebro, por exemplo, você pode ficar (bem) mais extrovertido. Se tirarem outra, você pode perder capacidade de raciocínio. Se tirarem outra, você pode se expressar de maneira menos fluente. Se tirarem outra você não vai entender o que os outros dizem. Se seu cérebro ficar doente, você pode ficar demenciado.

Em cada fase, em cada momento da vida você é uma pessoa completamente diferente e a pessoa que você é está claramente ligada a uma estrutura física palpável e manipulável.

Como você acha que seu fantasminha funcionaria? Ele seria parecido com você em qual momento da vida? Teria os interesses de um momento específico da vida ou todos juntos ou nenhum? Reagiria da maneira que você reagia quando bebê, chorando por qualquer coisa, ou como você reagia no final da vida, velho e demenciado, mal interagindo com o mundo?
Se você machuca a cabeça na infância e isso altera o seu comportamento... o comportamento do fantasminha se altera? Fica um fantasminha com comportamento alterado ou o fantasminha fica "como seria se não tivesse acontecido", diferente do que você foi em vida? Será que então tem gente que acaba com fantasminha demenciado? Ou fantasminha bebê? Será que são infinitos fantasminhas pra cada pessoa, um pra cada momento que ela viveu (correspondendo a cada pessoa que ela foi)? E será que tem um fantasminha pra cada possibilidade do que aconteceu fisicamente com o cérebro da pessoa (tipo o cara que teve uma meningite grave e viveu sequelado tem um fantasminha sem sequelas e também um fantasminha sequelado, mais parecido com o que ele foi em vida)?

Claro que tem aquela resposta vaga que não quer dizer muita coisa: o fantasminha vai ser a essência da pessoa que estava presente lá o tempo todo ao longo da vida dela... mas se o fantasminha não terá nossos interesses e não reagirá da mesma maneira que a gente reage a estímulos... dá pra considerar que é o nosso fantasminha? A pessoa que a gente é neste exato momento vai ser representada por um fantasminha? Vai ter um fantasminha meu que me representa agora, que gosta de ver jogo do meu time e de perder tempo na internet?

Nos filmes quando tem fantasminha é muito fácil: o fantasminha representa a pessoa na época em que o filme se passou, porque é o mesmo ator que faz os dois.
Uma coisa interessante é em Guerra nas Estrelas porque o Obi Wan morre e vira fantasminha velho, mas o Darth Vader morre e vira um fantasminha mais novo. Pra não ficar um fantasminha todo cheio de sequelas, queimaduras e malvado.
Acho que as pessoas talvez devessem ver menos filmes.
"Então, vejo a consciência como sendo uma "configuração" que tem acrescentada a cultura como casca, por exemplo: Eu nasci sem saber de nada, com a bagagem cultural limpa, assim como um disco rígido de PC recém comprado, que com o tempo passo a ser EU por causa das interações sociais, experiências etc... Penso que com a morte do corpo, toda essa bagagem vai junto, restando apenas a consciência "zerada" se dissolvendo no todo, além do tempo e da realidade como conhecemos, mas sinceramente não consigo acreditar em um mundo espiritual onde tudo é extremamente semelhante á esse mundo, mas obviamente, posso estar errado. "

Respondi ali em cima do tópico, já faz um tempo que bato nessa tecla que nossas sensações são resultados das interações do nosso corpo físico com o meio em que vive, mas como pessoas razoáveis que somos, não dá pra dizer que do outro lado não seja parecido com esse aqui, podemos até viver em uma simulação e acordar numa cama quando morrermos aqui. Mas no ponto de vista que desenvolvi baseado em observações, a lógica é ser dissolver no todo sem nossa personalidade ou lembranças.
 
Mensagens
636
Curtidas
547
Pontos
143
#33
Para pra pensar.

No começo da sua vida seus interesses são mamar, cagar, arrotar. Depois ficar olhando pra formas geométricas e figuras coloridas, principalmente se estiverem se mexendo. Depois seus interesses passam a ser progressivamente brincar, jogar bola, bater punheta, mulher, ganhar dinheiro, trabalhar, tirar férias, se aposentar, ver os netinhos, jogar bocha, fumar cachimbo, qualquer outra coisa. Em cada fase da sua vida você tem interesses diferentes, gostos diferentes, reage de maneira completamente diferente a estímulos. E tudo isso depende de uma coisa bastante palpável e manipulável, que é o seu cérebro. Se tirarem uma parte do seu cérebro, por exemplo, você pode ficar (bem) mais extrovertido. Se tirarem outra, você pode perder capacidade de raciocínio. Se tirarem outra, você pode se expressar de maneira menos fluente. Se tirarem outra você não vai entender o que os outros dizem. Se seu cérebro ficar doente, você pode ficar demenciado.

Em cada fase, em cada momento da vida você é uma pessoa completamente diferente e a pessoa que você é está claramente ligada a uma estrutura física palpável e manipulável.

Como você acha que seu fantasminha funcionaria? Ele seria parecido com você em qual momento da vida? Teria os interesses de um momento específico da vida ou todos juntos ou nenhum? Reagiria da maneira que você reagia quando bebê, chorando por qualquer coisa, ou como você reagia no final da vida, velho e demenciado, mal interagindo com o mundo?
Se você machuca a cabeça na infância e isso altera o seu comportamento... o comportamento do fantasminha se altera? Fica um fantasminha com comportamento alterado ou o fantasminha fica "como seria se não tivesse acontecido", diferente do que você foi em vida? Será que então tem gente que acaba com fantasminha demenciado? Ou fantasminha bebê? Será que são infinitos fantasminhas pra cada pessoa, um pra cada momento que ela viveu (correspondendo a cada pessoa que ela foi)? E será que tem um fantasminha pra cada possibilidade do que aconteceu fisicamente com o cérebro da pessoa (tipo o cara que teve uma meningite grave e viveu sequelado tem um fantasminha sem sequelas e também um fantasminha sequelado, mais parecido com o que ele foi em vida)?

Claro que tem aquela resposta vaga que não quer dizer muita coisa: o fantasminha vai ser a essência da pessoa que estava presente lá o tempo todo ao longo da vida dela... mas se o fantasminha não terá nossos interesses e não reagirá da mesma maneira que a gente reage a estímulos... dá pra considerar que é o nosso fantasminha? A pessoa que a gente é neste exato momento vai ser representada por um fantasminha? Vai ter um fantasminha meu que me representa agora, que gosta de ver jogo do meu time e de perder tempo na internet?

Nos filmes quando tem fantasminha é muito fácil: o fantasminha representa a pessoa na época em que o filme se passou, porque é o mesmo ator que faz os dois.
Uma coisa interessante é em Guerra nas Estrelas porque o Obi Wan morre e vira fantasminha velho, mas o Darth Vader morre e vira um fantasminha mais novo. Pra não ficar um fantasminha todo cheio de sequelas, queimaduras e malvado.
Acho que as pessoas talvez devessem ver menos filmes.
O seu questionamento é muito sagaz, o que seria este espírito que sintetizaria a essência humana?, nos relatos de experiências de quase morte os parentes já falecidos da pessoa que passa pela experiência aparece com um aspecto mais jovial.
 

Figulo

Ei mãe, 500 pontos!
Mensagens
17.973
Curtidas
20.247
Pontos
694
#34
O seu questionamento é muito sagaz, o que seria este espírito que sintetizaria a essência humana?, nos relatos de experiências de quase morte os parentes já falecidos da pessoa que passa pela experiência aparece com um aspecto mais jovial.
O que seria? Não tenho a menor idéia. Não sou eu que digo isso, acho que não ficou claro no meu post. É a resposta que ouço de quem quer porque quer acreditar que algum fantasminha deve existir depois que eu faço todas essas perguntas e elas percebem que é complicado existir um fantasminha.

Se você levar o que eu falei em conta vai ver que é muito complicado que exista um fantasminha minimamente parecido com o que somos em um determinado momento da vida. Em cada instante da vida somos uma pessoa diferente e a pessoa que somos é intimamente ligada ao nosso cérebro físico bem palpável e manipulável. Não faz muito sentido um fantasminha representar um único momento da sua vida e não todos os outros. Um fantasminha que represente todos ao mesmo tempo acaba não sendo nenhum deles. Fora a incontornável questão de não ter um cérebro físico e todos os questionamentos que isso traz.

De uma maneira ou de outra, é complicada a existência de um fantasminha como a do imaginário popular e dos filmes: o fantasminha do seu amigo é igual a o que seu amigo era na semana passada quando estava vivo.
O que somos, da maneira que somos, dificilmente seguiria existindo como um fantasma por todos esses motivos. Pessoal que inventou as histórias de fantasma não parou pra pensar muito no assunto.
 
Mensagens
636
Curtidas
547
Pontos
143
#35
O que seria? Não tenho a menor idéia. Não sou eu que digo isso, acho que não ficou claro no meu post. É a resposta que ouço de quem quer porque quer acreditar que algum fantasminha deve existir depois que eu faço todas essas perguntas e elas percebem que é complicado existir um fantasminha.

Se você levar o que eu falei em conta vai ver que é muito complicado que exista um fantasminha minimamente parecido com o que somos em um determinado momento da vida. Em cada instante da vida somos uma pessoa diferente e a pessoa que somos é intimamente ligada ao nosso cérebro físico bem palpável e manipulável. Não faz muito sentido um fantasminha representar um único momento da sua vida e não todos os outros. Um fantasminha que represente todos ao mesmo tempo acaba não sendo nenhum deles. Fora a incontornável questão de não ter um cérebro físico e todos os questionamentos que isso traz.

De uma maneira ou de outra, é complicada a existência de um fantasminha como a do imaginário popular e dos filmes: o fantasminha do seu amigo é igual a o que seu amigo era na semana passada quando estava vivo.
O que somos, da maneira que somos, dificilmente seguiria existindo como um fantasma por todos esses motivos. Pessoal que inventou as histórias de fantasma não parou pra pensar muito no assunto.
E qual é a sua visão pessoal então ?, esta essência poderia muito bem mesclar aspectos diversos de todas as etapas da vida do indivíduo, mas daí é só suposição como quase tudo que envolve a natureza da mente.
 


Topo