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Existe Certo, errado, bem e mal absolutos?

sega.saturn

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Pena de morte, armas de fogos, religiões, rede globo, politicos são claros exemplos hoje da duvida quanto ao bem e ao mal ao certo e ao errado, acredito que cada caso é um caso mas parece que muitas pessoas em relação a esses itêns e outras questões polêmicas querem classificar as coisas, mas será que por exemplo um assassino também não tem seu lado bom? Se liberar o uso da arma de fogo posso me defender mas também matar por engano, a religião as vezes tira a pessoa do vício mas o mergulha a pessoa no preconceito e em seus stigmas religiosos, a Globo informa em seus telejornais mas tem quem ache que ela deve ser eliminada ao invés de trocar de canal, politicos roubam mas também são necessários. Opine algo pode ser considerado certo, errado, bem e/ou mal absolutos?
 


Mr. Henrich

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Creio que não, até as drogas podem ter um lado bom a maconha por exemplo tem vários usos medicinais porém em altas doses pode causar esquizofrenia em quem tem predisposição a isso então tudo depende da situação e do contexto, bem e mal absolutos são coisas que só pessoas extremistas acreditam.

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Ghim

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acho q faz pouco mais de uma semana q um cara ateou fogo numa creche com crianças dentro

isso me parece totalmente mau

o fato do cara provavelmente ser maluco nao altera o fato de q o que foi feito foi muito mau


enfim, é óbvio que existe o bem e o mal
se tem uma pessoa se desequilibrando na beira de um precipício voce pode empurra-la e ser mau, ou puxa-la e ser bom
 

Darkx1

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Pena de morte, armas de fogos, religiões, rede globo, politicos são claros exemplos hoje da duvida quanto ao bem e ao mal ao certo e ao errado, acredito que cada caso é um caso mas parece que muitas pessoas em relação a esses itêns e outras questões polêmicas querem classificar as coisas, mas será que por exemplo um assassino também não tem seu lado bom?
Diz isso pra familia da vitima, ou tambem, porque os meus impostos tem que bancar a vida de um cara como o Fernandinho Beira mar, que processo carcerário vai fazer esse cara se tornar alguém melhor?

Se liberar o uso da arma de fogo posso me defender mas também matar por engano,
Por isso o controle devia ser mais rigido e haver um treinamento pra isso.
a religião as vezes tira a pessoa do vício mas o mergulha a pessoa no preconceito e em seus stigmas religiosos, a Globo informa em seus telejornais mas tem quem ache que ela deve ser eliminada ao invés de trocar de canal, politicos roubam mas também são necessários.
Não são necessários.
Opine algo pode ser considerado certo, errado, bem e/ou mal absolutos?
 


Beren_

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Estude ética e moral, jusnaturalismo, jusracionalismo..

Referencias basicas:
Auguste Comte.
Aristóteles.
Kant.
Tomas de Aquino.
 

sega.saturn

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se tem uma pessoa se desequilibrando na beira de um precipício voce pode empurra-la e ser mau, ou puxa-la e ser bom
Essa pode ser um fugitivo da lei, ajudando-o você pode estar permitindo que faça mais crime, isso torna errado o que você fez?
 

Ghim

Bam-bam-bam
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Essa pode ser um fugitivo da lei, ajudando-o você pode estar permitindo que faça mais crime, isso torna errado o que você fez?
aí voce está criando uma situação diferente daquela q eu citei. aí entraríamos em uma discussão totalmente diversa de Bem e Mal para discutir se um criminoso pode ser eliminado sumariamente ou nao, para quais tipos de crime isso se aplicaria (sonegar imposto é crime, devemos matar sonegadores?), qual o direito que um indíviduo tem para tirar a vida de alguem que renega direitos alheios. Enfim, o que voce fez (acredito que inconscientemente) foi ignorar a situação hipotética porém verossímil que eu usei para comprovar que existem casos de pura bondade ou maldade e em seguida criar uma segunda situação hipotética em que bem e mal não são facilmente separáveis e isso, de maneira nenhuma, invalida o primeiro argumento que eu usei.

no mais, Jordan Peterson é um dos caras mais sábios desta Terra:
 

sparcx86_GHOST

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Pena de morte, armas de fogos, religiões, rede globo, politicos são claros exemplos hoje da duvida quanto ao bem e ao mal ao certo e ao errado, acredito que cada caso é um caso mas parece que muitas pessoas em relação a esses itêns e outras questões polêmicas querem classificar as coisas, mas será que por exemplo um assassino também não tem seu lado bom? Se liberar o uso da arma de fogo posso me defender mas também matar por engano, a religião as vezes tira a pessoa do vício mas o mergulha a pessoa no preconceito e em seus stigmas religiosos, a Globo informa em seus telejornais mas tem quem ache que ela deve ser eliminada ao invés de trocar de canal, politicos roubam mas também são necessários. Opine algo pode ser considerado certo, errado, bem e/ou mal absolutos?
a única coisa má no mundo que eu conheço usa bandeiras vermelhas, isso é o proprio mal encarnado.
 

Wrex

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existe sim, eu sou o mensageiro de jesus e da verdade, se vc fizer o que eu mando vc vai pro céu...

agora me dá teu dinheiro e teu cuzinho
 

o espicialista

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esquerda é mal
direita é bem

O acordo é que a direita diga o que é Deus e a esquerda diga o que é arte :coolface:lolwtf
sqn
 

Grose

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Depende do que a pessoa quiser acreditar, não quero dizer que é relativo ou subjetivo porque por exemplo, temos muita maldade travestida de bondade, tanto que conversei com padres e até o Papa falou algo parecido, que tem muitos ateus que são mais cristão que os próprios cristão, no sentido de pregar o bem, assim como tem cristãos que não acredita que possível fazer o bem sem temer a Deus e que é até preferível não fazer nada e apenas crer. Indo além, os nazistas acreditavam estar fazendo o bem, tanto que os sodados que matavam a sangue frio se reuniam com suas famílias para jantar alegremente com seus filhos. Hoje nos preocupamos mais com nomenclaturas do que em fazer algo, porque escolher algo parece ser o suficiente para estar fazendo algo, mesmo que isso não signifique nada.

O que eu quero dizer com isso é que cada razão tem sua própria razões, a maneira com que isso é arquitetado afeta nossa visão de mundo em conjunto, fazendo prevalecer aquilo que deve ser, uma adultera a base de pedradas? Coisa boa, para a sociedade que acredita nisso.

Bem e mal absoluto eu não creio que possa ser concebido dessa maneira portanto, entre outros bilhões de condições para chegarmos a denominadores conclusivos, por mais claros que pareçam, agora, privar outro ser da vida me parece mal de qualquer jeito, seja para preservar a sanidade, a humanidade e a benevolência de quem pratica esse ato com quem supostamente mereça, afinal não é só a justiça que é cega, se paramos para ver quem se acha muito correto e melhor é na maioria das vezes pior, mais autoritário e tendenciosamente mal que um bem relativo.

Eu acredito que um bem "absoluto" é fazermos o melhor que pudermos por nós, e nessa longa jornada de descobertas compartilhar ao máximo (sem imposição) com o mundo, independente de quem mereça ou não, criando um mundo que nem que seja somente ao nosso alcance, tenhamos orgulho de viver, e com isso afetando a percepção de unidade de que cada um pode trabalhar por si para que não aja competição entre os outros, algo próximo de como seria uma sociedade mais equilibrada, permitindo a vida. Isso seria a bondade absoluta em si pela crença do sujeito, desde que não houvesse dúvidas em sua atitude. Isso é utopia mas é apenas um exemplo, e agir contrário a unidade, isso seria a maldade.
 

o espicialista

Bam-bam-bam
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Eu acho que existe dor e sofrimento.
Prazer e felicidade.
E as intenções de causar-los (isso pode ser entendido como bom e ruim).
E talvez matematicamente demonstrar certo e errado
1+1= 100
1+1=2

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Vak L0k

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Não. Ou melhor dizendo : Eles não existem na natureza. Se o homem sumisse do planeta o conceito de bem e mal sumiria também.

Porém, humanos criaram uma série de leis que desenham um código moral muito claro. Se você É humano, você tem uma noção básica do que é um ato BOM, e do que é um ato MAL. Nem venha dar uma de João Sem Braço.

Acho relativamente fácil determinar se uma ação é benigna ou maligna.

Se você - por iniciativa própria e sem interferência da lei - prejudica outro indivíduo o seu ato é maligno.
Se você - por iniciativa própria e sem interferência da lei - ajuda outro indivíduo o seu ato é benigno.

Exemplo :
-A lei não te obriga a dar agasalhos pra desabrigados, então se você o faz você está sendo BOM.
-A lei deixa claro que você não pode atentar contra a vida de outro ser humano, então se você taca fogo em um mendigo você está sendo RUIM.

Claro, diferentes países lidam com diferentes leis. O nosso código moral é diferente do código moral de um árabe. Mas todas as regiões tem uma linha guia muito clara determinando o que é um ato maligno e o que não é. Então, para você ser humano, o mal e o bem existem sim e são 100% palpáveis.
 

Beren_

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Texto que o OP com certeza vai pular mas outros podem desejar ler.

A Filosofia Moral em Kant


Introdução à filosofia moral de Kant

Kant recebeu de Jean-Jacques Rousseau a ideia de que todos os seres humanos são capazes de distinguir o bem do mal, pelo que todos são chamados a cumprir o seu dever. O iluminismo influenciou também a maneira como Kant encara a razão. Antes de mais, ela deve ser submetida a uma crítica que circunscreva os seus limites de possibilidade. É, todavia, esta instância - razão - que distingue o ser humano do animal, conferindo-lhe a capacidade de pensar por si mesmo. O iluminismo representa, para Kant, a saída do Homem da sua menoridade, de que ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de se servir do entendimento sem a orientação de outrem.
Servir-se da sua própria razão é ser autónomo e, portanto, livre. O certo, porém, é que, ao sobrevalorizar a razão, o iluminismo fez uma crítica à religião, o que conduziu ao cepticismo e a um estado de incredulidade. Não foi apenas a religião que sofreu este abalo. Também a moral viu serem abalados os seus fundamentos, porque ela baseava-se, em grande parte, na religião.
Perante este cenário, Kant pretende mostrar que o fundamento da moral pode efectivamente ser encontrado fora da religião, mas que a religião não é inútil ou desprovida de sentido. Pelo contrário, existe toda uma esfera que escapa às capacidades da razão. Como tal, Kant quis preservar a fé, mas sem negar o exercício da razão.


O ser humano

O ser humano é um ser marcado por uma dualidade: é, por um lado, um ser sensível, isto é, um ser da Natureza, condicionado pelas suas disposições naturais, que o levam à procura do prazer e à fuga da dor. Este aspecto primário define o egoísmo que preside à vertente animal do ser humano. Por outro lado, é um ser racional, isto é, alguém capaz de se regular por leis que impõe a si mesmo. Tais leis revelam a sua autonomia, tendo a sua sede na razão. São leis morais que o levam a praticar o bem, em detrimento dos seus caprichos e interesses individuais. Assim, o ser humano é um ser dividido entre a sua inclinação para o prazer e a necessidade de cumprir o dever. Tanto se pode deixar arrastar pelos seus instintos, como determinar-se pela razão.
Ao contrário do animal, que está determinado a agir desta ou daquela maneira, o ser humano possui uma margem de liberdade, podendo agir de acordo com princípios que impõe a si mesmo. Só podemos, portanto, falar em moralidade se considerarmos que o ser humano é um ser livre. É essa liberdade que lhe confere dignidade.


A boa vontade

Kant faz da boa vontade a condição de toda a moralidade. Sendo governada pela razão, a boa vontade é boa pelo seu próprio querer. A moralidade é concebida independentemente da utilidade ou das consequências que possam advir das acções. Estamos perante uma ética não consequencialista. Ter saciado a fome a trinta pessoas ou apenas a uma é irrelevante para aferir a moralidade destes actos. Tudo depende da intenção com que as acções em causa foram realizadas. Ora, a intenção é o que caracteriza a vontade. A uma boa vontade corresponde uma boa intenção. A intenção moral só é conhecida pela consciência do indivíduo.

O dever

A vontade é boa quando age por dever. O conceito de dever contém em si o de boa vontade, como diz Kant. O dever será uma necessidade de agir por respeito à lei que a razão dá a si mesma. Mas, antes de nos referirmos a essa lei, é preciso ter em conta o seguinte: uma acções pode ser conforme ao dever e, no entanto, não ser moralmente boa. A pessoa pode agir de acordo com o dever, mas movida por interesses egoístas. É o caso da atitude daquele comerciante que é honesto para comos seus clientes apenas ter mais lucros. Ele não engana, não rouba, não viola as leis. Exteriormente, a sua acção está de acordo com o que deve ser feito. Mas, ao fazer tudo isso a fim de promover o seu próprio negócio, este comerciante não agiu moralmente bem. A sua acção foi apenas um meio para atingir um fim pessoal. Segundo Kant, não agiu por dever e portanto não agiu moralmente bem. O valor moral de uma acção reside na intenção. Daí que seja importante distinguir moralidade de legalidade. Se a moralidade caracteriza as acções realizadas por dever, a legalidade caracteriza as acções que estão em conformidade com o dever, mas que podem muito bem ter sido realizadas com fins egoístas. Segundo Kant, é, portanto, o sentimento do dever, o respeito pela lei moral, que nos deve determinar a agir.

A lei moral

Agir por dever exige um conhecimento das regras, das normas, a que se tem de obedecer. Que regras são essas? Ora, Kant não se preocupa em inventariar um conjunto de regras concretas. Pelo contrário, procura o fundamento de todas as regras, ou seja, usando um exemplo, não se trata de saber se devo mentir ou não devo; trata-se de encontrar o que está na base da minha opção pela mentira ou pela honestidade. É por isso que Kant distingue máximas de leis morais. As máximas são os princípios subjectivos da acção, os princípios concretos segundo os quais agimos. São consideradas pelo sujeito como válidas apenas para a sua vontade. As leis morais, por sua vez, são objectivas, isto é, são consideradas como válidas para a vontade de todo o ser racional, enunciando a forma como se deve agir.
Neste sentido, podemos afirmar que só a máxima que se possa tornar uma lei universal é que possui valor moral, isto é, se a máxima se puder universalizar, se puder ser válida para todos, ela converte-se em lei moral. Escreve Kant: "Age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal."

Assim, a fórmula kantiana não nos diz para agirmos desta ou daquela maneira, não nos dá o conteúdo da lei, apenas nos indica a forma como devemos agir. Este é o princípio moral fundamental, um mandamento incondicional, assumindo a forma de um imperativo categórico.
O que é um imperativo categórico? Kant distingue imperativo hipotético de imperativo categórico. Enquanto aquele apresenta uma acção como meio para alcançar determinado fim (por exemplo, "estuda, se queres tirar boas notas"), o imperativo categórico indica que a acção é necessária e boa em si mesma, independentemente dos fins que se possam alcançar com ela.
Mas o imperativo categórico pressupõe que existem fins absolutos. Um fim absoluto é representado pela pessoa humana. Ao contrário das coisas, que têm um preço, a pessoa possui um valor único, possui dignidade. Por conseguinte, não deve ser tratada como uma coisa, o que lhe retiraria dignidade. Nesse caso, o imperativo categórico adquire outra formulação: Age de tal maneira que uses a humanidade, tanto na tua pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre e simultaneamente como fim e nunca como meio.


A Liberdade

Cada indivíduo, enquanto ser racional, é autor das leis que impõe a si mesmo. A lei moral, universalmente válida, tem origem na razão. Sendo assim, cada indivíduo é legislador e responsável por aquilo que faz. A moralidade pressupõe, portanto, a autonomia da vontade. Numa palavra, pressupõe a liberdade. E em que medida é que o indivíduo é autónomo? Autonomia face a quê? É autónomo na medida em que é capaz de agir independentemente das leis da natureza. De facto, na natureza tudo se encontra determinado. As leis físicas expressam esse determinismo. Em contrapartida, no reino moral existe a liberdade. O ser humano é livre sempre que se submete às leis da sua própria razão. Nesse caso, não somos livres quando fazemos aquilo que nos apetece, mas sim quando cumprimos o nosso dever, ou seja, quando nos submetemos à lei moral que existe em nós.
Assim, o ser humano é habitante de dois mundos: o da natureza e o da moralidade, o do determinismo e o da liberdade. Se deve agir, é porque pode agir. Além disso, o valor moral da acção não reside nas consequências, mas sim na intenção. Daí a proposta kantiana traduzir uma ética deontológica. Centrando-se no dever e na racionalidade, é uma ética formal, uma vez que não indica regras concretas do agir, antes a sua forma, e é também uma ética que não se baseia na busca da felicidade, antes na realização da lei moral.
 

nervmaster

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Nunca saberemos.

Pela ótica niilista a moral é apenas uma ilusão humana em que o universo é absolutamente indiferente. Alguns adotam uma ótica mais utilitarista (pragmática) dizendo que a moral nos dá base e manutenção para sociedade humana. Ou outras mais ideais que dizem que há o bem e o mal e como quantificá-lo/julgá-lo.

De qualquer forma, é uma discussão sem fim. Tanto que há várias escolas de filosofia cada um com suas construções racionais completas mas que no fim discordam entre si.

Acredito que a principal tração desses tipos de discussão moralista é de apenas apontar o que é errado, já que se forem para discutir o que é certo (sem usar "aquilo é errado então isso é certo") daí iriam ver o quanto não-óbvio moralismo é.
 

Dark Texugo

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Frase interessante que li no twitter do Tucano (nerdcast):

"A fome de justiça nos faz desejar poder absoluto para fazer as coisas certas! E é aí mesmo que nós somos
corrompidos!"
 

Povo da Areia

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Absolutos não.

Mas geralmente quem tenta relativizar algo, não quer que aquele relativismo seja aplicado nele.
 

Dildoidão

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Não faça aos outros o que não gostaria que fizessem com você.
As pessoas boas amam seus inimigos.
A vingança nunca é plena, mata a alma e envenena.
Se lhe baterem em um lado da cara, ofereça o outro.
Da vida não se leva nada.

Essas frases contém a resposta para sua pergunta.
 

Grudento

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A partir do momento que você acredita que há algo "Além disso" sim, há.

Caso não acredite, não.

Contudo, mesmo assim ainda há um ponto de vista completamente biológico que pode fazer essa polaridade, esse princípio se suporta na ideia de PRESERVAÇÃO DA ESPÉCIE, ou seja, qualquer coisa que seja contra ou atrapalhe a preservação da espécie é MAL e tudo que beneficia é BOM. Em outras palavras (Freudianas) tudo aquilo que impede você ou outro ser humano de fazer sexo e reproduzir, é errado.
 

sega.saturn

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contudo, mesmo assim ainda há um ponto de vista completamente biológico que pode fazer essa polaridade, esse princípio se suporta na ideia de PRESERVAÇÃO DA ESPÉCIE, ou seja, qualquer coisa que seja contra ou atrapalhe a preservação da espécie é MAL e tudo que beneficia é BOM. Em outras palavras (Freudianas) tudo aquilo que impede você ou outro ser humano de fazer sexo e reproduzir, é errado.
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Grudento

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Logo, depende muito do que você acredita.

Eu já tinha discutido isso em outro tópico, nosso mundo é regido por pessoas que te "obrigam" a ser justo, mas que são corruptas até o fundo. A partir do momento que você acredita que exista retribuição/karma/julgamento onde essas pessoas "pagarão" aí sim, podemos dizer que o que elas fazem é errado.

Eu mesmo disse que prefiro acreditar em algo transcendental, pois se eu não acreditasse, o que me impediria de matar a minha família, ligar para a polícia fingindo um assalto a mão armada (Que é comum) apenas para ficar com todos os recursos (Herança, casa, empresa, dinheiro)?

Resumindo, sem um lastro "Transcendental", errado e certo são conceitos inexistentes. Mesmo se você concorde com a visão biológica que eu falei, pois matar uma pessoa apenas não influenciará na sobrevivência da raça humana, mas matar bilhões, vai. Um conceito absoluto que muda perante a escala, não é absoluto.
 

Tsultrim

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Acredito que a melhor postagem do tópico seja:

"Kant faz da boa vontade a condição de toda a moralidade. Sendo governada pela razão, a boa vontade é boa pelo seu próprio querer. A moralidade é concebida independentemente da utilidade ou das consequências que possam advir das acções. Estamos perante uma ética não consequencialista. Ter saciado a fome a trinta pessoas ou apenas a uma é irrelevante para aferir a moralidade destes actos. Tudo depende da intenção com que as acções em causa foram realizadas. Ora, a intenção é o que caracteriza a vontade. A uma boa vontade corresponde uma boa intenção. A intenção moral só é conhecida pela consciência do indivíduo."

É tão simples, é uma pena que seja tão difícil para a maioria das pessoas chegarem a essa conclusão. Boa ação será aquela que busca o bem das demais pessoas, sem um objetivo de ganho pessoal com a "boa" ação, mas apenas e tão somente com o objetivo de gerar benefício.

A coisa se complica com a questão se a minha boa ação realmente gerará benefício para a pessoa ou não e aí entra a questão de possuir sabedoria para intuir se geraremos benefício com certa ação para determinada pessoa ou pessoas. E isso demanda trabalho.


Não. Ou melhor dizendo : Eles não existem na natureza. Se o homem sumisse do planeta o conceito de bem e mal sumiria também.

Porém, humanos criaram uma série de leis que desenham um código moral muito claro. Se você É humano, você tem uma noção básica do que é um ato BOM, e do que é um ato MAL. Nem venha dar uma de João Sem Braço.

Acho relativamente fácil determinar se uma ação é benigna ou maligna.

Se você - por iniciativa própria e sem interferência da lei - prejudica outro indivíduo o seu ato é maligno.
Se você - por iniciativa própria e sem interferência da lei - ajuda outro indivíduo o seu ato é benigno.

Exemplo :
-A lei não te obriga a dar agasalhos pra desabrigados, então se você o faz você está sendo BOM.
-A lei deixa claro que você não pode atentar contra a vida de outro ser humano, então se você taca fogo em um mendigo você está sendo RUIM.

Claro, diferentes países lidam com diferentes leis. O nosso código moral é diferente do código moral de um árabe. Mas todas as regiões tem uma linha guia muito clara determinando o que é um ato maligno e o que não é. Então, para você ser humano, o mal e o bem existem sim e são 100% palpáveis.

Se o homem sumisse do planeta, o conceito e a definição de bem e mal sumiria do planeta, para o homem apenas. Os animais e demais seres continuariam sujeitos a sofrimento e felicidade, cada um mediante conceitos pessoais, por mais arcaicos ou diferentes que sejam.

Não é tão uniforme a noção de bem e mal. Um muçulmano radical (por exemplo) considera bom quem mata os inimigos de sua fé, pois aí estaria protegendo o povo e o país dele. Um pacifista considera bom aquele que não é violento e mal quem age com violência. E podemos ir longe com esses exemplos (protestantes e católicos na Irlanda, meio ambiente, abortos, ETC).

Beneficiar ou prejudicar alguém depende muito, além de minha intenção, de eu conseguir descobrir o que o outro precisa de verdade. Exemplo: Um alcoólatra ficará feliz se eu lhe der uma bebida alcoólica, mas isso só o fará sofrer mais, pois aumentará a dificuldade em largar o vício e a falta de liberdade dele.

Sobre os exemplos: Dar agasalhos aos desabrigados pode ser bom, dependendo de dois fatores: 1 - se o desabrigado realmente precisa disso (dar um agasalho no verão seria inútil); 2 - se eu realmente estou fazendo isso motivado por compaixão e não para ser considerado bom pelas pessoas a minha volta (ex.: comunidade religiosa que frequento).

Sobre tirar a vida, isso sempre será negativo, é certo. Abreviar a vida de alguém, por pior que seja, impede com que a pessoa viva plenamente a consequência de seus próprios atos e traz mais sofrimento a ela.
 

EgonRunner

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não existe nada absoluto.

até ajudar os outros pode ser errado.
doar agasalho para desabrigado ? ok pode ser bom.
mas e se eu roubar o agasalho de outro desabrigado para doa-lo ?
a ação (doar o agasalho) pode ser ótima mas a maneira como foi feita não.

mesma coisa tirar a vida de alguém, pode ser bom ou pode ser ruim.
vc pode tirar a vida de uma pessoa que causaria enorme destruição ou prejuízo para outros inocentes.
 

Grudento

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Acredito que a melhor postagem do tópico seja:

É tão simples, é uma pena que seja tão difícil para a maioria das pessoas chegarem a essa conclusão. Boa ação será aquela que busca o bem das demais pessoas, sem um objetivo de ganho pessoal com a "boa" ação, mas apenas e tão somente com o objetivo de gerar benefício.

A coisa se complica com a questão se a minha boa ação realmente gerará benefício para a pessoa ou não e aí entra a questão de possuir sabedoria para intuir se geraremos benefício com certa ação para determinada pessoa ou pessoas. E isso demanda trabalho.
Esse conceito é falho. Perdão. Por apenas um motivo, O Efeito Borboleta.

Um Exemplo claro, se você comprar um Iphone para sua filha, para deixa-la feliz e também te dar segurança para saber a localidade dela sempre caso ela esteja em perigo, é de fato uma boa ação. Incentivar um mercado que explora de trabalhadores de mão de obra barata/quase escravagista na china, onde pessoas não são valorizadas como pessoas mas como números, não é uma boa ação.

Você disse sobre ter sabedoria para conseguir ter ciência sobre essas "peculiaridades". Mas veja, uma simples ida ao supermercado pode ser combustível para acarretar em sofrimento de muitas pessoas, ou seja, hoje em dia, você ri porque tem alguém chorando. É humanamente impossível saber todas as ramificações, não depende de sabedoria, mas sim de Onisciência.

A única forma de sair deste sistema, é se isolar, virar bicho do mato e comer apenas o que plantar, viver off grid e não entrar em contato com ninguém. Esse estilo de vida é o mais próximo que tem de uma vida que faz o mínimo de mal a algúem.
 

Tsultrim

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Esse conceito é falho. Perdão. Por apenas um motivo, O Efeito Borboleta.

Um Exemplo claro, se você comprar um Iphone para sua filha, para deixa-la feliz e também te dar segurança para saber a localidade dela sempre caso ela esteja em perigo, é de fato uma boa ação. Incentivar um mercado que explora de trabalhadores de mão de obra barata/quase escravagista na china, onde pessoas não são valorizadas como pessoas mas como números, não é uma boa ação.

Você disse sobre ter sabedoria para conseguir ter ciência sobre essas "peculiaridades". Mas veja, uma simples ida ao supermercado pode ser combustível para acarretar em sofrimento de muitas pessoas, ou seja, hoje em dia, você ri porque tem alguém chorando. É humanamente impossível saber todas as ramificações, não depende de sabedoria, mas sim de Onisciência.

A única forma de sair deste sistema, é se isolar, virar bicho do mato e comer apenas o que plantar, viver off grid e não entrar em contato com ninguém. Esse estilo de vida é o mais próximo que tem de uma vida que faz o mínimo de mal a algúem.
Aparentemente me expressei sem clareza.

Sabedoria é saber o que pode realmente trazer felicidade e desculpem-me os fãs da marca, mas um celular de grife nunca trará felicidade, como nenhum bem de consumo pode trazer.

Se eu compro um celular para minha filha buscando saber onde ela está, caio exatamente no ensinamento de Kant. Minha intenção não é boa, pois estou buscando meu próprio bem estar e sou movido, provavelmente, pelo medo de perder o controle sobre a localização dela, ou seja, apego e talvez insegurança. De qualquer forma, temos muita informação hoje em dia, então é possível pesquisar quais empresas não exploram o trabalho escravo e comprar um celular de tal marca, ou simplesmente não comprar um celular para ela. Há sempre opção, o mundo não é binário ou dual.

Concordo que seria necessário onisciência para não gerar sofrimento, mesmo que involuntariamente. Por isso que nossa busca deveria ser minimizar o sofrimento que geramos. Erro ainda maior é usar o fato de ser impossível não gerar sofrimento para abrir mão de qualquer tentativa ou cuidado de minimizar os danos que inevitavelmente geramos.

Até o estilo de vida citado por você gera danos e talvez não sejam tão menores do que de uma pessoa vivendo em um grande centro. Depende muito da intenção, não tanto assim dos atos. Doar um milhão de refeições de comida estragada nunca será uma boa ação, assim como doar comida para conseguir votos em uma eleição não será, pois não haverá boa intenção nisso, mas apenas egoísmo e desejo de auto-gratificação.

E recomendo o vídeo:
para a diferenciação entre prazer e felicidade.
 

Master-Chief

Bam-bam-bam
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O certo e o errado absolutos existem. O bem e o mal são subjetivos.

Os filmes de heróis sempre nos contam a historinha do "bem" lutando contra o "mal", mas ninguém para pra pensar que na ótica do "mal" o "bem" é considerado "mal" por ele.

Portanto, é subjetivo, mesmo que o "mal" das historinhas de heróis queira destruir a humanidade. Não deixa de ser subjetivo.
 
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