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Guerra da Ucrânia - Tópico oficial

ME110

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Tank feito para derrubar drone

É bom...porque a Polonia vai precisar....


Abraço a todos.
 

Mustafa90

Ei mãe, 500 pontos!
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Insano.

Será que o exército Brasileiro conseguiria lutar contra essa tecnologia?


Nenhum país consegue de forma eficiente ainda. Geralmente é assim que funciona, uma nova forma de ataque surge, e a defesa para o mesmo leva algum tempo para alcançar. Só agora tão surgindo sistemas que eliminam 50/60 drones por vez sem uso de explosivos, mísseis, etc. Hoje, temos F-35 tendo que explodir drone que custa 100 dólares.
 

The_Gunner

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É bom...porque a Polonia vai precisar....


Abraço a todos.
Engraçado q a Rússia está constantemente invadindo espaço aéreo Europeu, vc q é mais informado neste tema sabe se tem ocorrido o oposto tb? Se Aviões da Otan tem entrado no espaço aéreo russo?
 

ME110

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Engraçado q a Rússia está constantemente invadindo espaço aéreo Europeu, vc q é mais informado neste tema sabe se tem ocorrido o oposto tb? Se Aviões da Otan tem entrado no espaço aéreo russo?

Sempre ocorreu "invasões" de ambos os lados.
Esse tipo de situação é usada para medir respostas do invadido, capacidade de detecção, capacidade do invasor, etc...

Existe "corredores de confusão" no mar Norte, no estreito de Bering, no mar Báltico....

As forças aéreas estão sempre se "cutucando" nesses corredores.

É usual uma aeronave russa ser interceptada e sair dos espaço aéreo da Otan, acompanhada.

Aeronaves (drones) de espionagem da Otan ficam "sobre a linha" do aceitável para não ser "abatido" a todo momento.

Abraço a todos
 


Shifty♤

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"A Polônia e os países bálticos têm parte da culpa pela invasão da Ucrânia pela Rússia, sugeriu Angela Merkel.

Em uma entrevista, a Sra. Merkel, que foi chanceler alemã de 2005 a 2021, afirmou que a resistência polonesa e báltica às negociações lideradas pela UE com Vladimir Putin em 2021 contribuiu indiretamente para sua "agressão" um ano depois.

“Em junho de 2021, senti que Putin não estava mais levando o Acordo de Minsk a sério, e é por isso que eu queria um novo formato onde pudéssemos falar diretamente com Putin como União Europeia”, disse a Sra. Merkel ao meio de comunicação húngaro Partizan, durante uma visita a Viktor Orban , o primeiro-ministro cada vez mais autocrático e favorável ao Kremlin."

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Merkel é fácil uma das figuras mais prejudiciais a Europa nas últimas décadas. Podem botar seguramente boa parte da culpa da agressão russa graças as suas decisões políticas.
 

Shifty♤

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Rapaaaaiiiiiiiiiizzz

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O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, anunciou que a Polônia não honrará o pedido de extradição da Alemanha para Volodymyr Z., um cidadão ucraniano que atualmente é procurado pelas autoridades europeias por seu suposto envolvimento em uma série de explosões em 2022 que causaram danos significativos aos gasodutos Nord Stream 1 e 2 no Mar Báltico, que corriam entre a Alemanha e a Rússia. Tusk declarou que "não era do interesse da Polônia" entregar Volodymyr, acrescentando que "o problema da Europa, Ucrânia, Lituânia e Polônia não é que o Nord Stream 2 tenha sido explodido, mas que ele foi construído — a Rússia, com dinheiro de alguns estados europeus e empresas alemãs e (anglo-)holandesas, construiu o Nord Stream 2 contra os interesses vitais não apenas de nossos estados, mas de toda a Europa, e não pode haver ambiguidade sobre isso", criticando indiretamente a chanceler alemã Angela Merkel por sua decisão de autorizar o Nord Stream 2.

 

samouraï solitaire

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"A Polônia e os países bálticos têm parte da culpa pela invasão da Ucrânia pela Rússia, sugeriu Angela Merkel.

Em uma entrevista, a Sra. Merkel, que foi chanceler alemã de 2005 a 2021, afirmou que a resistência polonesa e báltica às negociações lideradas pela UE com Vladimir Putin em 2021 contribuiu indiretamente para sua "agressão" um ano depois.

“Em junho de 2021, senti que Putin não estava mais levando o Acordo de Minsk a sério, e é por isso que eu queria um novo formato onde pudéssemos falar diretamente com Putin como União Europeia”, disse a Sra. Merkel ao meio de comunicação húngaro Partizan, durante uma visita a Viktor Orban , o primeiro-ministro cada vez mais autocrático e favorável ao Kremlin."

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Merkel é fácil uma das figuras mais prejudiciais a Europa nas últimas décadas. Podem botar seguramente boa parte da culpa da agressão russa graças as suas decisões políticas.
pm2dd2ujkzh01.jpg
 

Gamer King

O Soberano
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"A Polônia e os países bálticos têm parte da culpa pela invasão da Ucrânia pela Rússia, sugeriu Angela Merkel.

Em uma entrevista, a Sra. Merkel, que foi chanceler alemã de 2005 a 2021, afirmou que a resistência polonesa e báltica às negociações lideradas pela UE com Vladimir Putin em 2021 contribuiu indiretamente para sua "agressão" um ano depois.

“Em junho de 2021, senti que Putin não estava mais levando o Acordo de Minsk a sério, e é por isso que eu queria um novo formato onde pudéssemos falar diretamente com Putin como União Europeia”, disse a Sra. Merkel ao meio de comunicação húngaro Partizan, durante uma visita a Viktor Orban , o primeiro-ministro cada vez mais autocrático e favorável ao Kremlin."

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Merkel é fácil uma das figuras mais prejudiciais a Europa nas últimas décadas. Podem botar seguramente boa parte da culpa da agressão russa graças as suas decisões políticas.

Essa aí arquitetou o fechamento das usinas nucleares na Alemanha ficando mais dependente do gás russo.

Ou é muito burra ou conspirou contra o próprio país.
 

Sgt. Kowalski

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A dois dias do anúncio do Nobel da Paz de 2025, prêmio pelo qual o presidente Donald Trump criou uma verdadeira obsessão, a Rússia fez um anúncio frustrante para o americano: seu esforço para alcançar uma trégua na Guerra da Ucrânia fracassou.

"Infelizmente, temos de admitir que o poderoso momento em favor de acordos de Anchorage foi amplamente exaurido pelos esforços de nossos oponentes e apoiadores da guerra", disse nesta quarta-feira (8) o vice-chanceler Serguei Riabkov, o número 2 da diplomacia russa.

Anchorage é a cidade do Alasca em que Trump recebeu Putin no dia 15 de agosto, o primeiro encontro do tipo em quatro anos. Três dias depois, o ucraniano Volodimir Zelenski e líderes europeus que apoiam Kiev estiveram na Casa Branca.

Desses encontros saiu o anúncio, feito pelo republicano, de que ele, Putin e Zelenski iriam se encontrar e que haveria um acordo acerca das garantias de segurança a Kiev no caso de um cessar-fogo. Nada disso ocorreu na prática.

Em campanha, Trump dizia que acabaria com o conflito iniciado por Putin em 2022 em um dia. Depois, foi estendendo o prazo, abrindo negociações com o russo e afastando-se do apoio incondicional a Kiev.

Agora, está em modo agressivo de novo. Chamou a Rússia de tigre de papel, no que foi ironizado por Putin. Mais importante, estuda o envio de mísseis de cruzeiro Tomahawk para os ucranianos, algo que Putin disse que causaria o rompimento da retomada de laços entre russos e americanos.
 

Zefiris Metherlence

Bam-bam-bam
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Ataques russos na noite passada parecem ter focado em infraestrutura ferroviária e energética. Como afirmou posteriormente o Zelensky, têm como objetivo “criar caos e aplicar pressão psicológica”.

Foi usado 465 drones (majoritariamente Shahed), 2 mísseis Kh-47M2 Kinzhal, 14 mísseis balísticos Iskander-M/KN-23, 12 mísseis de cruzeiro Iskander-K e 4 mísseis Kh-59/69.
Com a Ucrânia afirmando ter interceptado 405 drones, 1 míssil Kinzhal, 4 mísseis Iskander-M/KN-23, 9 mísseis Iskander-K e 1 míssil Kh-59/69.
 

Shifty♤

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‼️ A Rússia em breve anunciará uma nova arma, os testes estão indo bem — Putin

▪️As ameaças de Zelensky de atacar o Kremlin com Tomahawks são parte não só de chantagem, mas também de "exibição".
▪️A Rússia fortalecerá o sistema de defesa aérea em resposta às ameaças de entregar mísseis Tomahawk a Kiev.
▪️A Rússia responderá na mesma moeda se alguns países decidirem realizar testes reais de armas nucleares.
▪️O destino da Rússia está sempre nas mãos do povo, mas agora — principalmente nas mãos dos combatentes na linha de frente.

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Das novas declarações de Vladimir Putin, ficou claro que a Rússia pretende continuar o processo de negociações com Trump após o Alasca, e não haverá uma resposta dura ao possível fornecimento de mísseis "Tomahawk" para a Ucrânia .

Não é possível interpretar de outra forma as declarações sobre "a resposta é o fortalecimento da defesa aérea", porque o fortalecimento da defesa aérea contra os meios de ataque usados pelo inimigo já está sendo realizado continuamente. Além disso, esse fortalecimento da defesa aérea por si só não causará dano direto à Ucrânia, muito menos à Europa e aos EUA.

Assim, foi dado a entender que não haverá uma resposta militar direta aos países ocidentais em caso de ataques ao território da Rússia com "Tomahawks".
 

ME110

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Drones são e serão, problema na guerra de hoje e na guerra de amanhã.

Abraço a todos.
 

Shifty♤

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Aparentemente "homenzinhos verdes" (homens em trajes militares e armados, porém sem nenhuma identificação aparente) fizeram uma aparição na fronteira com a Estônia hj.

Edit:



Militares na fronteira é normal? É.
Esquisito é estarem sem identificação.

Vai saber...
 
Ultima Edição:

GustavoVP

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"A Polônia e os países bálticos têm parte da culpa pela invasão da Ucrânia pela Rússia, sugeriu Angela Merkel.

Em uma entrevista, a Sra. Merkel, que foi chanceler alemã de 2005 a 2021, afirmou que a resistência polonesa e báltica às negociações lideradas pela UE com Vladimir Putin em 2021 contribuiu indiretamente para sua "agressão" um ano depois.

“Em junho de 2021, senti que Putin não estava mais levando o Acordo de Minsk a sério, e é por isso que eu queria um novo formato onde pudéssemos falar diretamente com Putin como União Europeia”, disse a Sra. Merkel ao meio de comunicação húngaro Partizan, durante uma visita a Viktor Orban , o primeiro-ministro cada vez mais autocrático e favorável ao Kremlin."

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Merkel é fácil uma das figuras mais prejudiciais a Europa nas últimas décadas. Podem botar seguramente boa parte da culpa da agressão russa graças as suas decisões políticas.


Bem mais prejudicial que eu pensava
 

GustavoVP

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Aparentemente "homenzinhos verdes" (homens em trajes militares e armados, porém sem nenhuma identificação aparente) fizeram uma aparição na fronteira com a Estônia hj.

Edit:



Militares na fronteira é normal? É.
Esquisito é estarem sem identificação.

Vai saber...

Foi desse jeito que a Crimeia foi invadida em 2014
 

GustavoVP

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Chefe da Defesa Informou que a *Rússia BLOQUEIA os satélites militares do Reino Unido SEMANALMENTE*


*O objetivo da Rússia é coletar informações*


➡️ *um quinto do PIB do Reino Unido depende de serviços de satélite*.

Um golpe nos satélites de comunicação militar, conhecidos como Skynet, deixaria as forças armadas vulneráveis.


➡️O Reino Unido destinou apenas £1,45bilhão para a defesa espacial *na próxima década*.

Os EUA planejam gastar US$40bilhões em sua Força Espacial somente no próximo ano.
 

Casual

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Faz sentido a Ucrânia atacar as refinarias de petróleo da Rússia? Me parece que o petróleo é o principal financiador da indústria bélica russa; não à toa os EUA tentaram impor sanções à quem comprasse petróleo deles.

E já dá pra afirmar que a Rússia perdeu? Perderam muita influência na Europa com a destruição do nordstream, perderam a Síria (e estão pra perder a Venezuela), perderam posições na África, perderam o Swif e a dependência da China aumentou. Ucrânia se fodeu também (não passa de mero proxy). Na real, talvez só os EUA tenham ganhado algo, não sei.
 

GustavoVP

Bam-bam-bam
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Shifty♤

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A Comissão de Atividade Legislativa do Gabinete de Ministros da Rússia aprovou, em 13 de outubro, um projeto de emenda do Ministério da Defesa da Rússia (MoD) para permitir que os militares russos usem reservistas russos da "reserva de mobilização humana" da Rússia em destacamentos expedicionários fora da Rússia sem uma declaração oficial de mobilização do Kremlin ou um estado de guerra.

O Kremlin provavelmente alterará formalmente as restrições ao uso da reserva ativa da Rússia e conduzirá uma mobilização parcial contínua sem declarar formalmente guerra à Ucrânia ou anunciar formalmente que está conduzindo uma convocação parcial involuntária.

A emenda provavelmente permitirá que o Kremlin envie reservistas ativos para o combate mais rapidamente do que era possível sob o mecanismo anterior, que exigia uma declaração formal de guerra ou ordem de mobilização.

A mobilização obrigatória e contínua de reservistas pode permitir à Rússia gerar forças de forma mais barata.
 

Shifty♤

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Os ucranianos adotaram as motos em combate também.

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A unidade Mad Max da Ucrânia arrisca suas vidas​

Em patrulha com Skala, cujos destemidos ataques de moto deram à Ucrânia um terreno valioso contra a Rússia — mas será que isso custou caro demais?​


Uma fumaça ondulava por um campo enquanto quatro motos de terra rugiam, cada uma pilotada por uma dupla de soldados ucranianos. Ao chegarem a uma linha de árvores, eles deslizaram as motos para os lados, desmontaram e avançaram com os rifles em punho.

Em uma ravina próxima, mais motocicletas apareceram, com soldados atirando da garupa enquanto atacavam alvos em movimento. Estes são os mais novos recrutas do 425º Regimento de Assalto Separado, apelidado de Skala.

Patrick, o sargento-mor da companhia, treina seus dragões modernos antes de partirem para a batalha. Ele disse: "É preciso muita habilidade. É chegar às posições inimigas em alta velocidade e atingi-las antes que percebam."

“Chegue a uma velocidade de 100 quilômetros por hora, pule na linha das árvores, blam-blam-blam — só restam corpos. Mobilidade e surpresa. Os caras já começaram a trabalhar enquanto o inimigo ainda está sentado numa trincheira coçando as bolas.”

Indicativo de chamada Patrik, instrutor da companhia de motocicletas do 425º Regimento Skala, segurando um rifle durante treinamento no leste da Ucrânia.

Patrick é responsável por treinar os recrutas antes de irem para a frente de batalha
ANTON SHTUKA PARA O THE TIMES

A natureza agressiva do Skala gerou controvérsia. Eles foram elogiados por terem sucesso em algumas das missões de ataque mais difíceis da Ucrânia , mas também foram criticados por incorrerem em pesadas baixas no processo.

Hoje, eles estão lutando contra os russos nos pontos mais quentes da linha de frente de 800 milhas , em combate corpo a corpo nos arredores ao sul de Pokrovsk e contra-atacando as forças do Kremlin em sete vilas próximas.

Membros do 425º Regimento de Assalto Separado da Ucrânia em motocicletas andam em formação por um campo árido.

A unidade se envolve em combate com as forças russas ao longo da linha de frente de 800 milhas
ANTON SHTUKA PARA O THE TIMES

O regimento recebeu recentemente 12 tanques Abrams da Austrália para complementar seus atuais T-80. Também está prestes a receber obuses britânicos M-777 para trabalhar em conjunto com seus M109 americanos e a artilharia Gvozdika 2S1 da era soviética. O regimento, que em breve se tornará um dos mais poderosos da Ucrânia, também está equipado com fuzis modernos.

Dois soldados ucranianos camuflados estão deitados em um campo com rifles, um deles atrás de uma motocicleta, durante um dia de treinamento.

Skala é um dos regimentos mais poderosos da Ucrânia
ANTON SHTUKA PARA O THE TIMES

No quartel-general do regimento, os oficiais presidiram vários tiroteios, com ações ao vivo do campo de batalha transmitidas por telas e mapas em tempo real.

"Murakha, Murakha — fique aí. NÃO SAIA!", gritou um oficial pelo rádio para um soldado que ele guiava por drone. Ouviu-se um zumbido de estática. "Todo dia a mesma m**** — essa falta de comunicação é uma m****!", reclamou.

Ao lado, um comandante de artilharia observava um soldado russo solitário serpenteando por um campo em direção à infantaria ucraniana, aparentemente sem perceber que havia sido avistado.

“Vamos matá-lo agora. Vamos atacá-lo com artilharia”, disse o oficial, antes de dar o comando: “Menos zoom para um. Em aproximação, calibre 155.” O soldado desapareceu em uma nuvem de fumaça.

Em outra tela, os drones da Skala pairavam sobre a mina de carvão de Krasnolymanska, onde nuvens de poeira e fumaça registravam os combates entre sua infantaria e os russos, sala a sala, dentro de um prédio.

Do lado de fora do quartel-general, o soldado Alex, de 43 anos, apoiava-se em uma muleta perto do posto de atendimento médico, fumando um cigarro. A pele do seu rosto estava enegrecida por queimaduras e marcada por lacerações de estilhaços. Ele tinha acabado de ser resgatado da mina após 40 dias de intenso combate.

Combatente ferido do 425º regimento Skala fumando após tratamento, segurando uma muleta roxa.

Alex, 43, retornou recentemente de 40 dias de intenso combate
ANTON SHTUKA PARA O THE TIMES

Sua equipe de quatro homens evacuou um grande prédio administrativo, matando pelo menos quatro soldados russos, antes de assumir posições defensivas. Eles resistiram por cinco semanas antes que reforços russos os flanqueassem, atingindo suas posições com granadas, disse ele.

“Fomos jogados para trás cerca de dez metros, todos atordoados. Mais russos continuavam chegando, estavam bem ao nosso lado. Só nos restava um fuzil funcionando e nenhuma comunicação. Nos reagrupamos em um prédio menor e nos escondemos”, disse Alex.

Esperamos até escurecer e partimos. 'Joalheiro' correu primeiro. Ele foi atingido imediatamente. Inclinei-me para tratá-lo e fui atingido várias vezes no meu colete [blindado]. Joalheiro estava morto, e os outros me disseram 'corra!'”

Dois soldados ucranianos em uma motocicleta dirigindo por um campo, criando uma nuvem de poeira.

Os soldados Skala costumam andar em duplas em uma mesma moto. Um cavalga, o outro atira de trás.
ANTON SHTUKA PARA O THE TIMES

Alex e outros soldados em recuperação de batalhas recentes parecem estar bem tratados. Ao retornarem à base, têm acesso a cuidados médicos regulares, atendimento odontológico, fisioterapia, massagens e até sauna.

O “Diretor”, comandante da companhia médica do regimento, fez um grande esforço para mostrar ao The Times o cuidado que os combatentes de Skala recebem, contradizendo a reputação controversa que dificulta seus esforços de recrutamento.

No entanto, parentes desesperados frequentemente postam online pedindo informações sobre seus parentes desaparecidos: "Eles mandam os caras para o moedor de carne!
Meu sobrinho treinou por um mês e depois foi imediatamente para Kursk!", dizia uma das postagens.

"Eles cedem pessoas de outras brigadas para Skala e pronto. Os caras não voltam", dizia outro. "Centenas de pessoas desaparecem", disse um terceiro.

Um soldado, dando uma pausa na batalha, reconheceu a magnitude das baixas do regimento. "Sim, muitas. Nem quero pensar nisso."

Os comandantes do Skala disseram que as preocupações com a taxa de baixas eram exageradas. "Nemo", o subcomandante do regimento, argumentou que algumas perdas eram inevitáveis, dada a vasta escala da guerra, e eram justificadas pela habilidade do Skala em capturar posições-chave.

Indicativo de chamada Nemo, subcomandante do 425º regimento Skala, no centro de comando, leste da Ucrânia.

Nemo, vice-comandante de Skala
ANTON SHTUKA PARA O THE TIMES

"Os pais dos nossos irmãos de armas — eles podem nos considerar culpados, mas não acredito que ninguém em nossa unidade seja culpado pela morte de nenhum militar em particular", disse Nemo. "Se analisarmos as estatísticas de missões de combate concluídas — onde restauramos territórios, onde retomamos assentamentos — e compararmos com as brigadas de infantaria motorizada que as perderam anteriormente, elas perderam mais homens defendendo do que nós retomando-as."

A tática de ataque com motos, adotada a partir dos avanços russos que tiveram um grande custo, também é controversa, mas Nemo disse que eles melhoraram as táticas de Moscou.

"Não se pode usar uma empresa de motocicletas como recurso para qualquer tarefa, como os russos estão apostando — isso é um absurdo", disse ele. "Mas à noite, com uma capa que protege contra imagens térmicas... espalhar seis motos em rotas diferentes — 12 homens pulando para uma posição onde possam desmontar e se proteger e, de lá, iniciar ações de assalto — isso pode ser eficaz."

Combatentes do 425º Regimento de Assalto Separado Skala em pé com suas motocicletas em um campo.

Um punhado de soldados do regimento Skala
ANTON SHTUKA PARA O THE TIMES

De volta à companhia de motocicletas, Patrick cuidava de seus protegidos, vendo lembranças de seus amigos caídos em cada novo soldado sob seus cuidados, determinado a não desperdiçar suas vidas.

"Eu os vejo nos caras que treino, aqueles com quem estou constantemente — comemos da mesma tigela, como dizem, dormimos lado a lado", disse ele. "Eles te escutam como patinhos — para fazer isso, vá lá. Você se preocupa com o que ele come, o que ele bebe, se ele dorme, se alguém vigia o sono dele.

"Você se preocupa quando está em combate, comandando-o, dizendo para ele segurar, esperar. Você nunca o deixará ir a ponto de ele acabar sendo morto."
 

Novalgina

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Os ucranianos adotaram as motos em combate também.

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A unidade Mad Max da Ucrânia arrisca suas vidas​

Em patrulha com Skala, cujos destemidos ataques de moto deram à Ucrânia um terreno valioso contra a Rússia — mas será que isso custou caro demais?​


Uma fumaça ondulava por um campo enquanto quatro motos de terra rugiam, cada uma pilotada por uma dupla de soldados ucranianos. Ao chegarem a uma linha de árvores, eles deslizaram as motos para os lados, desmontaram e avançaram com os rifles em punho.

Em uma ravina próxima, mais motocicletas apareceram, com soldados atirando da garupa enquanto atacavam alvos em movimento. Estes são os mais novos recrutas do 425º Regimento de Assalto Separado, apelidado de Skala.

Patrick, o sargento-mor da companhia, treina seus dragões modernos antes de partirem para a batalha. Ele disse: "É preciso muita habilidade. É chegar às posições inimigas em alta velocidade e atingi-las antes que percebam."

“Chegue a uma velocidade de 100 quilômetros por hora, pule na linha das árvores, blam-blam-blam — só restam corpos. Mobilidade e surpresa. Os caras já começaram a trabalhar enquanto o inimigo ainda está sentado numa trincheira coçando as bolas.”

Indicativo de chamada Patrik, instrutor da companhia de motocicletas do 425º Regimento Skala, segurando um rifle durante treinamento no leste da Ucrânia.

Patrick é responsável por treinar os recrutas antes de irem para a frente de batalha
ANTON SHTUKA PARA O THE TIMES

A natureza agressiva do Skala gerou controvérsia. Eles foram elogiados por terem sucesso em algumas das missões de ataque mais difíceis da Ucrânia , mas também foram criticados por incorrerem em pesadas baixas no processo.

Hoje, eles estão lutando contra os russos nos pontos mais quentes da linha de frente de 800 milhas , em combate corpo a corpo nos arredores ao sul de Pokrovsk e contra-atacando as forças do Kremlin em sete vilas próximas.

Membros do 425º Regimento de Assalto Separado da Ucrânia em motocicletas andam em formação por um campo árido.

A unidade se envolve em combate com as forças russas ao longo da linha de frente de 800 milhas
ANTON SHTUKA PARA O THE TIMES

O regimento recebeu recentemente 12 tanques Abrams da Austrália para complementar seus atuais T-80. Também está prestes a receber obuses britânicos M-777 para trabalhar em conjunto com seus M109 americanos e a artilharia Gvozdika 2S1 da era soviética. O regimento, que em breve se tornará um dos mais poderosos da Ucrânia, também está equipado com fuzis modernos.

Dois soldados ucranianos camuflados estão deitados em um campo com rifles, um deles atrás de uma motocicleta, durante um dia de treinamento.

Skala é um dos regimentos mais poderosos da Ucrânia
ANTON SHTUKA PARA O THE TIMES

No quartel-general do regimento, os oficiais presidiram vários tiroteios, com ações ao vivo do campo de batalha transmitidas por telas e mapas em tempo real.

"Murakha, Murakha — fique aí. NÃO SAIA!", gritou um oficial pelo rádio para um soldado que ele guiava por drone. Ouviu-se um zumbido de estática. "Todo dia a mesma m**** — essa falta de comunicação é uma m****!", reclamou.

Ao lado, um comandante de artilharia observava um soldado russo solitário serpenteando por um campo em direção à infantaria ucraniana, aparentemente sem perceber que havia sido avistado.

“Vamos matá-lo agora. Vamos atacá-lo com artilharia”, disse o oficial, antes de dar o comando: “Menos zoom para um. Em aproximação, calibre 155.” O soldado desapareceu em uma nuvem de fumaça.

Em outra tela, os drones da Skala pairavam sobre a mina de carvão de Krasnolymanska, onde nuvens de poeira e fumaça registravam os combates entre sua infantaria e os russos, sala a sala, dentro de um prédio.

Do lado de fora do quartel-general, o soldado Alex, de 43 anos, apoiava-se em uma muleta perto do posto de atendimento médico, fumando um cigarro. A pele do seu rosto estava enegrecida por queimaduras e marcada por lacerações de estilhaços. Ele tinha acabado de ser resgatado da mina após 40 dias de intenso combate.

Combatente ferido do 425º regimento Skala fumando após tratamento, segurando uma muleta roxa.

Alex, 43, retornou recentemente de 40 dias de intenso combate
ANTON SHTUKA PARA O THE TIMES

Sua equipe de quatro homens evacuou um grande prédio administrativo, matando pelo menos quatro soldados russos, antes de assumir posições defensivas. Eles resistiram por cinco semanas antes que reforços russos os flanqueassem, atingindo suas posições com granadas, disse ele.

“Fomos jogados para trás cerca de dez metros, todos atordoados. Mais russos continuavam chegando, estavam bem ao nosso lado. Só nos restava um fuzil funcionando e nenhuma comunicação. Nos reagrupamos em um prédio menor e nos escondemos”, disse Alex.

Esperamos até escurecer e partimos. 'Joalheiro' correu primeiro. Ele foi atingido imediatamente. Inclinei-me para tratá-lo e fui atingido várias vezes no meu colete [blindado]. Joalheiro estava morto, e os outros me disseram 'corra!'”

Dois soldados ucranianos em uma motocicleta dirigindo por um campo, criando uma nuvem de poeira.

Os soldados Skala costumam andar em duplas em uma mesma moto. Um cavalga, o outro atira de trás.
ANTON SHTUKA PARA O THE TIMES

Alex e outros soldados em recuperação de batalhas recentes parecem estar bem tratados. Ao retornarem à base, têm acesso a cuidados médicos regulares, atendimento odontológico, fisioterapia, massagens e até sauna.

O “Diretor”, comandante da companhia médica do regimento, fez um grande esforço para mostrar ao The Times o cuidado que os combatentes de Skala recebem, contradizendo a reputação controversa que dificulta seus esforços de recrutamento.

No entanto, parentes desesperados frequentemente postam online pedindo informações sobre seus parentes desaparecidos: "Eles mandam os caras para o moedor de carne!
Meu sobrinho treinou por um mês e depois foi imediatamente para Kursk!", dizia uma das postagens.

"Eles cedem pessoas de outras brigadas para Skala e pronto. Os caras não voltam", dizia outro. "Centenas de pessoas desaparecem", disse um terceiro.

Um soldado, dando uma pausa na batalha, reconheceu a magnitude das baixas do regimento. "Sim, muitas. Nem quero pensar nisso."

Os comandantes do Skala disseram que as preocupações com a taxa de baixas eram exageradas. "Nemo", o subcomandante do regimento, argumentou que algumas perdas eram inevitáveis, dada a vasta escala da guerra, e eram justificadas pela habilidade do Skala em capturar posições-chave.

Indicativo de chamada Nemo, subcomandante do 425º regimento Skala, no centro de comando, leste da Ucrânia.

Nemo, vice-comandante de Skala
ANTON SHTUKA PARA O THE TIMES

"Os pais dos nossos irmãos de armas — eles podem nos considerar culpados, mas não acredito que ninguém em nossa unidade seja culpado pela morte de nenhum militar em particular", disse Nemo. "Se analisarmos as estatísticas de missões de combate concluídas — onde restauramos territórios, onde retomamos assentamentos — e compararmos com as brigadas de infantaria motorizada que as perderam anteriormente, elas perderam mais homens defendendo do que nós retomando-as."

A tática de ataque com motos, adotada a partir dos avanços russos que tiveram um grande custo, também é controversa, mas Nemo disse que eles melhoraram as táticas de Moscou.

"Não se pode usar uma empresa de motocicletas como recurso para qualquer tarefa, como os russos estão apostando — isso é um absurdo", disse ele. "Mas à noite, com uma capa que protege contra imagens térmicas... espalhar seis motos em rotas diferentes — 12 homens pulando para uma posição onde possam desmontar e se proteger e, de lá, iniciar ações de assalto — isso pode ser eficaz."

Combatentes do 425º Regimento de Assalto Separado Skala em pé com suas motocicletas em um campo.

Um punhado de soldados do regimento Skala
ANTON SHTUKA PARA O THE TIMES

De volta à companhia de motocicletas, Patrick cuidava de seus protegidos, vendo lembranças de seus amigos caídos em cada novo soldado sob seus cuidados, determinado a não desperdiçar suas vidas.

"Eu os vejo nos caras que treino, aqueles com quem estou constantemente — comemos da mesma tigela, como dizem, dormimos lado a lado", disse ele. "Eles te escutam como patinhos — para fazer isso, vá lá. Você se preocupa com o que ele come, o que ele bebe, se ele dorme, se alguém vigia o sono dele.

"Você se preocupa quando está em combate, comandando-o, dizendo para ele segurar, esperar. Você nunca o deixará ir a ponto de ele acabar sendo morto."
Os ucranianos adotaram as motos em combate também.

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A unidade Mad Max da Ucrânia arrisca suas vidas​

Em patrulha com Skala, cujos destemidos ataques de moto deram à Ucrânia um terreno valioso contra a Rússia — mas será que isso custou caro demais?​


Uma fumaça ondulava por um campo enquanto quatro motos de terra rugiam, cada uma pilotada por uma dupla de soldados ucranianos. Ao chegarem a uma linha de árvores, eles deslizaram as motos para os lados, desmontaram e avançaram com os rifles em punho.

Em uma ravina próxima, mais motocicletas apareceram, com soldados atirando da garupa enquanto atacavam alvos em movimento. Estes são os mais novos recrutas do 425º Regimento de Assalto Separado, apelidado de Skala.

Patrick, o sargento-mor da companhia, treina seus dragões modernos antes de partirem para a batalha. Ele disse: "É preciso muita habilidade. É chegar às posições inimigas em alta velocidade e atingi-las antes que percebam."

“Chegue a uma velocidade de 100 quilômetros por hora, pule na linha das árvores, blam-blam-blam — só restam corpos. Mobilidade e surpresa. Os caras já começaram a trabalhar enquanto o inimigo ainda está sentado numa trincheira coçando as bolas.”

Indicativo de chamada Patrik, instrutor da companhia de motocicletas do 425º Regimento Skala, segurando um rifle durante treinamento no leste da Ucrânia.

Patrick é responsável por treinar os recrutas antes de irem para a frente de batalha
ANTON SHTUKA PARA O THE TIMES

A natureza agressiva do Skala gerou controvérsia. Eles foram elogiados por terem sucesso em algumas das missões de ataque mais difíceis da Ucrânia , mas também foram criticados por incorrerem em pesadas baixas no processo.

Hoje, eles estão lutando contra os russos nos pontos mais quentes da linha de frente de 800 milhas , em combate corpo a corpo nos arredores ao sul de Pokrovsk e contra-atacando as forças do Kremlin em sete vilas próximas.

Membros do 425º Regimento de Assalto Separado da Ucrânia em motocicletas andam em formação por um campo árido.

A unidade se envolve em combate com as forças russas ao longo da linha de frente de 800 milhas
ANTON SHTUKA PARA O THE TIMES

O regimento recebeu recentemente 12 tanques Abrams da Austrália para complementar seus atuais T-80. Também está prestes a receber obuses britânicos M-777 para trabalhar em conjunto com seus M109 americanos e a artilharia Gvozdika 2S1 da era soviética. O regimento, que em breve se tornará um dos mais poderosos da Ucrânia, também está equipado com fuzis modernos.

Dois soldados ucranianos camuflados estão deitados em um campo com rifles, um deles atrás de uma motocicleta, durante um dia de treinamento.

Skala é um dos regimentos mais poderosos da Ucrânia
ANTON SHTUKA PARA O THE TIMES

No quartel-general do regimento, os oficiais presidiram vários tiroteios, com ações ao vivo do campo de batalha transmitidas por telas e mapas em tempo real.

"Murakha, Murakha — fique aí. NÃO SAIA!", gritou um oficial pelo rádio para um soldado que ele guiava por drone. Ouviu-se um zumbido de estática. "Todo dia a mesma m**** — essa falta de comunicação é uma m****!", reclamou.

Ao lado, um comandante de artilharia observava um soldado russo solitário serpenteando por um campo em direção à infantaria ucraniana, aparentemente sem perceber que havia sido avistado.

“Vamos matá-lo agora. Vamos atacá-lo com artilharia”, disse o oficial, antes de dar o comando: “Menos zoom para um. Em aproximação, calibre 155.” O soldado desapareceu em uma nuvem de fumaça.

Em outra tela, os drones da Skala pairavam sobre a mina de carvão de Krasnolymanska, onde nuvens de poeira e fumaça registravam os combates entre sua infantaria e os russos, sala a sala, dentro de um prédio.

Do lado de fora do quartel-general, o soldado Alex, de 43 anos, apoiava-se em uma muleta perto do posto de atendimento médico, fumando um cigarro. A pele do seu rosto estava enegrecida por queimaduras e marcada por lacerações de estilhaços. Ele tinha acabado de ser resgatado da mina após 40 dias de intenso combate.

Combatente ferido do 425º regimento Skala fumando após tratamento, segurando uma muleta roxa.

Alex, 43, retornou recentemente de 40 dias de intenso combate
ANTON SHTUKA PARA O THE TIMES

Sua equipe de quatro homens evacuou um grande prédio administrativo, matando pelo menos quatro soldados russos, antes de assumir posições defensivas. Eles resistiram por cinco semanas antes que reforços russos os flanqueassem, atingindo suas posições com granadas, disse ele.

“Fomos jogados para trás cerca de dez metros, todos atordoados. Mais russos continuavam chegando, estavam bem ao nosso lado. Só nos restava um fuzil funcionando e nenhuma comunicação. Nos reagrupamos em um prédio menor e nos escondemos”, disse Alex.

Esperamos até escurecer e partimos. 'Joalheiro' correu primeiro. Ele foi atingido imediatamente. Inclinei-me para tratá-lo e fui atingido várias vezes no meu colete [blindado]. Joalheiro estava morto, e os outros me disseram 'corra!'”

Dois soldados ucranianos em uma motocicleta dirigindo por um campo, criando uma nuvem de poeira.

Os soldados Skala costumam andar em duplas em uma mesma moto. Um cavalga, o outro atira de trás.
ANTON SHTUKA PARA O THE TIMES

Alex e outros soldados em recuperação de batalhas recentes parecem estar bem tratados. Ao retornarem à base, têm acesso a cuidados médicos regulares, atendimento odontológico, fisioterapia, massagens e até sauna.

O “Diretor”, comandante da companhia médica do regimento, fez um grande esforço para mostrar ao The Times o cuidado que os combatentes de Skala recebem, contradizendo a reputação controversa que dificulta seus esforços de recrutamento.

No entanto, parentes desesperados frequentemente postam online pedindo informações sobre seus parentes desaparecidos: "Eles mandam os caras para o moedor de carne!
Meu sobrinho treinou por um mês e depois foi imediatamente para Kursk!", dizia uma das postagens.

"Eles cedem pessoas de outras brigadas para Skala e pronto. Os caras não voltam", dizia outro. "Centenas de pessoas desaparecem", disse um terceiro.

Um soldado, dando uma pausa na batalha, reconheceu a magnitude das baixas do regimento. "Sim, muitas. Nem quero pensar nisso."

Os comandantes do Skala disseram que as preocupações com a taxa de baixas eram exageradas. "Nemo", o subcomandante do regimento, argumentou que algumas perdas eram inevitáveis, dada a vasta escala da guerra, e eram justificadas pela habilidade do Skala em capturar posições-chave.

Indicativo de chamada Nemo, subcomandante do 425º regimento Skala, no centro de comando, leste da Ucrânia.

Nemo, vice-comandante de Skala
ANTON SHTUKA PARA O THE TIMES

"Os pais dos nossos irmãos de armas — eles podem nos considerar culpados, mas não acredito que ninguém em nossa unidade seja culpado pela morte de nenhum militar em particular", disse Nemo. "Se analisarmos as estatísticas de missões de combate concluídas — onde restauramos territórios, onde retomamos assentamentos — e compararmos com as brigadas de infantaria motorizada que as perderam anteriormente, elas perderam mais homens defendendo do que nós retomando-as."

A tática de ataque com motos, adotada a partir dos avanços russos que tiveram um grande custo, também é controversa, mas Nemo disse que eles melhoraram as táticas de Moscou.

"Não se pode usar uma empresa de motocicletas como recurso para qualquer tarefa, como os russos estão apostando — isso é um absurdo", disse ele. "Mas à noite, com uma capa que protege contra imagens térmicas... espalhar seis motos em rotas diferentes — 12 homens pulando para uma posição onde possam desmontar e se proteger e, de lá, iniciar ações de assalto — isso pode ser eficaz."

Combatentes do 425º Regimento de Assalto Separado Skala em pé com suas motocicletas em um campo.

Um punhado de soldados do regimento Skala
ANTON SHTUKA PARA O THE TIMES

De volta à companhia de motocicletas, Patrick cuidava de seus protegidos, vendo lembranças de seus amigos caídos em cada novo soldado sob seus cuidados, determinado a não desperdiçar suas vidas.

"Eu os vejo nos caras que treino, aqueles com quem estou constantemente — comemos da mesma tigela, como dizem, dormimos lado a lado", disse ele. "Eles te escutam como patinhos — para fazer isso, vá lá. Você se preocupa com o que ele come, o que ele bebe, se ele dorme, se alguém vigia o sono dele.

"Você se preocupa quando está em combate, comandando-o, dizendo para ele segurar, esperar. Você nunca o deixará ir a ponto de ele acabar sendo morto."
Todo mundo tem medo de 2 caras numa moto.
 
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