O que há de Novo?
Fórum Outer Space - O maior fórum de games do Brasil

Registre uma conta gratuita hoje para se tornar um membro! Uma vez conectado, você poderá participar neste site adicionando seus próprios tópicos e postagens, além de se conectar com outros membros por meio de sua própria caixa de entrada privada!

  • Anunciando os planos GOLD no Fórum Outer Space
    Visitante, agora você pode ajudar o Fórum Outer Space e receber alguns recursos exclusivos, incluindo navegação sem anúncios e dois temas exclusivos. Veja os detalhes aqui.


Hitler - Anti Capitalista? Esquerdista? Direitista? Taxidermista? Revolucionário Socialista?

-=|R.R.|=-

Moderador
Membro STAFF
Mensagens
49.829
Reações
201.788
Pontos
1.514
Você confia em ladrões, seu parâmetro serve de alguma coisa?? :kkk

Chamou de bolsonarista.. kkkkkkkk
Não lamber a bola do Ladrão do seu coração é ser um "bolsonarista"? :lolwtf

Agora só falta dizer que o Stalin e o Lula são de extrema direita....

Eu iria te dizer que a IA apenas replica o que a grande mídia lixo de extrema esquerda diz, afinal, a extrema esquerda coleciona ditadores e genocidas como o Stalin, então empurrar alguém pro outro lado serve pra "balancear o universo" né, mas nem adianta explicar algo pra quem não consegue explicar o por que o dólar está 6,09 sem pandemia... :klol


Capaz da IA dizer que nem existe extrema esquerda kkkkk


Qualquer um com 2 neuronios sabe que a IA em assuntos políticos é condicionada a responder o que é conveniente e sabemos o porquê.
















Aliás já li comentários de canhotos convictos por aí do tipo:

Não existe extrema esquerda, apenas a direita. O que existe é esquerda radical (.sic) hahahaha

Deve ser dos mesmos criadores do "Não existe ditadura na Venezuela, Cuba e Coreia do Norte" ou ainda "São ditaduras militares, portanto são de direita"

"O liberalistmo leva ao fascismo" e por aí vai.






Pra empurrar o Hitler pra direita, fazem um malabarismo que chega a ser comico.
 

ME110

Lenda da internet
Mensagens
13.506
Reações
24.908
Pontos
1.629
Capaz da IA dizer que nem existe extrema esquerda kkkkk


Qualquer um com 2 neuronios sabe que a IA em assuntos políticos é condicionada a responder o que é conveniente e sabemos o porquê.
















Aliás já li comentários de canhotos convictos por aí do tipo:

Não existe extrema esquerda, apenas a direita. O que existe é esquerda radical (.sic) hahahaha

Deve ser dos mesmos criadores do "Não existe ditadura na Venezuela, Cuba e Coreia do Norte" ou ainda "São ditaduras militares, portanto são de direita"

"O liberalistmo leva ao fascismo" e por aí vai.






Pra empurrar o Hitler pra direita, fazem um malabarismo que chega a ser comico.

Vai vendo como são as coisas....

Na empresa que eu trabalho tinha um cara que dizia que "politica é coisa de otário".

Agora se interessa de todo por politica, adivinha que lado ele se diz agora?

Ultima que ele disse foi que China não é comunista ou uma ditadura.

hehehehehe

Abraço a todos.
 

Rafa9000

Supra-sumo
Mensagens
609
Reações
1.459
Pontos
183
Esse fórum é inacreditável.

Hitler de esquerda kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
No dia que Hitler for de esquerda, Trump vai ser um comunista raiz.
Esse pessoal nunca leu um livro de historia sério sobre a segunda guerra/Europa dos anos 1900s, nunca leram um Ian Kershaw (maior biografo do Hitler), um Richard J. Evans (um dos maiores especialistas no terceiro reich), um Michael Mann (maior estudioso do fascismo), etc....dai ficam falando groselhas aqui.
 


zed is dead

Supra-sumo
Mensagens
1.075
Reações
1.290
Pontos
193
No dia que Hitler for de esquerda, Trump vai ser um comunista raiz.
Esse pessoal nunca leu um livro de historia sério sobre a segunda guerra/Europa dos anos 1900s, nunca leram um Ian Kershaw (maior biografo do Hitler), um Richard J. Evans (um dos maiores especialistas no terceiro reich), um Michael Mann (maior estudioso do fascismo), etc....dai ficam falando groselhas aqui.
Na Alemanha nazista qualquer um que militasse pelo socialismo ou comunismo era preso e executado. Mas se você ousasse dizer que Hitler era de esquerda, provavelmente seria torturado de forma bem especial antes da execução.
 

olifante666

Mil pontos, LOL!
Mensagens
7.510
Reações
17.505
Pontos
1.064
Cada um tenta empurra para o lado do outro mas para mim:

Esquerda é esquerda
Direita é direita
Nazi é Nazi

Se for ver algumas das ideias e conceitos Nazi são usados pela esquerda e pela direita hoje.

Só que quando você fala isso militonto já enfia o dedo no c* e sai rasgando.

Isso quer dizer que esquerda e direita são a favor de matar judeus? Não.... quer dizer a esquerda é.
Cada lado usa ideias que já foram defendidas pelos Nazis.
Só que TUDO que os nazis defendiam era errado?
Não.
Se for ver muito do que eles defendiam por exemplo, como já citado acima, o nacionalismo não é algo negativo. A maneira como implementaram sim.
Analisando historicamente, até a guerra iniciar o nazismo foi benéfico para a Alemanha. A guerra e a perseguição a judeus que fodeu com tudo.
Anos atrás eu encontrei uma revista dos anos 30 em um sebo aqui da cidade. O nome dela é "Eu sei tudo", era um tipo de Veja da época. Uma das matérias da revista elogia muito o desenvolvimento tecnológico da Alemanha nazista, só que isso tudo antes da guerra.
 

maquinarama

Mil pontos, LOL!
GOLD
Mensagens
11.760
Reações
25.868
Pontos
1.424
No dia que Hitler for de esquerda, Trump vai ser um comunista raiz.
Esse pessoal nunca leu um livro de historia sério sobre a segunda guerra/Europa dos anos 1900s, nunca leram um Ian Kershaw (maior biografo do Hitler), um Richard J. Evans (um dos maiores especialistas no terceiro reich), um Michael Mann (maior estudioso do fascismo), etc....dai ficam falando groselhas aqui.

Se criou um movimento entre a Geração z principalmente de dizer que tudo de ruim do século 20 é esquerda.

Como se os dois lados não tivessem feito merd@s e manipulado a sociedade .

estamos chegando num ponto de fanatização igual torcida de futebol que tanto malham
 
Ultima Edição:

ME110

Lenda da internet
Mensagens
13.506
Reações
24.908
Pontos
1.629
Recentemente eu li novamente o "Minha Luta" rapaz....é a mesma sensação que eu tive na primeira vez que li uns 20 anos atras.

O livro é muito mal escrito, as ideias se atropelam...não é um livro facil de ler.

@Shifty♤ o que voce achou da escrita do "cabo e artista frustrado"?

Realmente não fiquei com a ideia de um "sou um ser de direita" a maioria das idéias tem um fundamento no "Fascismo de Mussolini".

E sim...ele queria destruir o comunismo e destruir os eslavos e judeus, está escrito lá com todas as letras.

Abraço a todos.
 
Ultima Edição:

olifante666

Mil pontos, LOL!
Mensagens
7.510
Reações
17.505
Pontos
1.064
Recentemente eu li novamente o "Minha Luta" rapaz....é a mesma sensação que eu tive na primeira vez que li uns 20 anos atras.

O livro é muito mal escrito, as ideias se atropelam...não é um livro facil de ler.

@Shifty♤ o que voce achou da escrita do "cabo e artista frustrado"?

Realmente não fiquei com a ideia de um "sou um ser de direita" a maioria das idéias tem um fundamento no "Fascismo de Mussolini".

E sim...ele queria destruir o comunismo e destruir os eslavos e judeus, está escrito lá com todas as letras.

Abraço a todos.

Interessante essa parte das inspirações nas ideias do Mussolini pois ele foi o "pai" do Fascismo da "ultra direita delirante"... só que ele foi o criador da Carta di Lavoro, base da nossa CLT, que estabelece as relações de trabalho entre patrão e empregado e inclusive versa sobre os sindicatos, desde que estes estejam sob controle estatal... onde já vi isso antes... CUT, Força Sindical... entre outros, ou seja, como eu disse esquerda e direita usam muito das ideias de ambos.

Sobre o livro ele é muito mal escrito mesmo. Tem até um episódio da primeira temporada do Love Death and Robots que fala do tio do bigode e dos multiversos criados a partir da morte ou não dele.
 

ME110

Lenda da internet
Mensagens
13.506
Reações
24.908
Pontos
1.629
Interessante essa parte das inspirações nas ideias do Mussolini pois ele foi o "pai" do Fascismo da "ultra direita delirante"... só que ele foi o criador da Carta di Lavoro, base da nossa CLT, que estabelece as relações de trabalho entre patrão e empregado e inclusive versa sobre os sindicatos, desde que estes estejam sob controle estatal... onde já vi isso antes... CUT, Força Sindical... entre outros, ou seja, como eu disse esquerda e direita usam muito das ideias de ambos.

Sobre o livro ele é muito mal escrito mesmo. Tem até um episódio da primeira temporada do Love Death and Robots que fala do tio do bigode e dos multiversos criados a partir da morte ou não dele.

As coisas são muito loucas...

Mussolini era de esquerda, só meteu o louco nessa de "Fascismo" porque foi expulso do movimento comunista italiano, e a maioria dos "pensadores do Fascimo" eram companheiros dele no partido comunista italiano.

É tudo um "balaio de gato" essa historia de Comunismo, Nazismo e Fascimo.

Claro...o Nazismo é "extremamente problematico" porque é parte integrante de seu DNA a eugenia e a destruição do povo judeu, na verdade a destruição de um monte de "indesejaveis" não somente de judeus per se.

Abraço a todos.
 

Shifty♤

Lenda da internet
Mensagens
24.117
Reações
45.533
Pontos
1.699
Recentemente eu li novamente o "Minha Luta" rapaz....é a mesma sensação que eu tive na primeira vez que li uns 20 anos atras.

O livro é muito mal escrito, as ideias se atropelam...não é um livro facil de ler.

@Shifty♤ o que voce achou da escrita do "cabo e artista frustrado"?

Realmente não fiquei com a ideia de um "sou um ser de direita" a maioria das idéias tem um fundamento no "Fascismo de Mussolini".

E sim...ele queria destruir o comunismo e destruir os eslavos e judeus, está escrito lá com todas as letras.

Abraço a todos.

Estou lendo o livro pela 2° vez tb, e mais um monte de coisa junto... e como é um livro bem massante, confesso que estou demorando para terminar kk a escrita do Hitler era o ó do borogodó.

Mas é uma leitura necessária para estudos ou para quem quer entender o período.

De forma alguma eu tenho a imagem do Hitler como alguém de direita. O partido nazi era um antes dele, com o Anton Drexler. Esse sim reconhecidamente de direita. E quando o Hitler entrou para o partido e principalmente depois que se tornou o líder dele e escanteou o Drexler, o partido deu uma "esquerdaiada" forte. Permitindo o surgimento de alas reconhecidamente esquerdistas dentro do partido, como o Strasserismo. Que mais tarde ele capou por dispustas de poder. Pra você ver, a esquerda tinha muita força dentro do partido, que quase chegou a rachar ele se n fosse o Hitler a tomar medidas drásticas para se manter no poder.

E sempre foi um objetivo do Hitler atrair a esquerda para o partido:

Screenshot_20250225_123521_ReadEra.jpg
*Print do Mein Kampf

"Aiiiiinnn mas pipipi popopo o nazismo era capetalista".

Se os jovens gafanhotos tivessem estudado parariam de repetir essa groselha. O objetivo do Hitler era a guerra para a expansão do seu espaço vital. Tudo o que ele fez pela economia foi com esse objetivo primeiro, para construir uma máquina de guerra. E se ele fosse vitorioso na guerra, aí sim ele aplicaria o nazismo como ele idealizava. O que não passaria de um socialismo.

Interessante essa parte das inspirações nas ideias do Mussolini pois ele foi o "pai" do Fascismo da "ultra direita delirante"... só que ele foi o criador da Carta di Lavoro, base da nossa CLT, que estabelece as relações de trabalho entre patrão e empregado e inclusive versa sobre os sindicatos, desde que estes estejam sob controle estatal... onde já vi isso antes... CUT, Força Sindical... entre outros, ou seja, como eu disse esquerda e direita usam muito das ideias de ambos.

Sobre o livro ele é muito mal escrito mesmo. Tem até um episódio da primeira temporada do Love Death and Robots que fala do tio do bigode e dos multiversos criados a partir da morte ou não dele.

As coisas são muito loucas...

Mussolini era de esquerda, só meteu o louco nessa de "Fascismo" porque foi expulso do movimento comunista italiano, e a maioria dos "pensadores do Fascimo" eram companheiros dele no partido comunista italiano.

É tudo um "balaio de gato" essa historia de Comunismo, Nazismo e Fascimo.

Claro...o Nazismo é "extremamente problematico" porque é parte integrante de seu DNA a eugenia e a destruição do povo judeu, na verdade a destruição de um monte de "indesejaveis" não somente de judeus per se.

Abraço a todos.

Mussolini é mais fácil ainda kkk esse era esquerdista total. Integrante do partido socialista da Itália e tudo mais.
 

ME110

Lenda da internet
Mensagens
13.506
Reações
24.908
Pontos
1.629
Estou lendo o livro pela 2° vez tb, e mais um monte de coisa junto... e como é um livro bem massante, confesso que estou demorando para terminar kk a escrita do Hitler era o ó do borogodó.

Mas é uma leitura necessária para estudos ou para quem quer entender o período.

De forma alguma eu tenho a imagem do Hitler como alguém de direita. O partido nazi era um antes dele, com o Anton Drexler. Esse sim reconhecidamente de direita. E quando o Hitler entrou para o partido e principalmente depois que se tornou o líder dele e escanteou o Drexler, o partido deu uma "esquerdaiada" forte. Permitindo o surgimento de alas reconhecidamente esquerdistas dentro do partido, como o Strasserismo. Que mais tarde ele capou por dispustas de poder. Pra você ver, a esquerda tinha muita força dentro do partido, que quase chegou a rachar ele se n fosse o Hitler a tomar medidas drásticas para se manter no poder.

E sempre foi um objetivo do Hitler atrair a esquerda para o partido:

Visualizar anexo 462972
*Print do Mein Kampf

"Aiiiiinnn mas pipipi popopo o nazismo era capetalista".

Se os jovens gafanhotos tivessem estudado parariam de repetir essa groselha. O objetivo do Hitler era a guerra para a expansão do seu espaço vital. Tudo o que ele fez pela economia foi com esse objetivo primeiro, para construir uma máquina de guerra. E se ele fosse vitorioso na guerra, aí sim ele aplicaria o nazismo como ele idealizava. O que não passaria de um socialismo.





Mussolini é mais fácil ainda kkk esse era esquerdista total. Integrante do partido socialista da Itália e tudo mais.

Esse ultima vez que li...demorou quase 1 ano...cara é um livro difícil, cansativo de ler, ele fica indo e voltando...seloko.

Eu gosto do Mussolini do mesmo jeito que gosto do Rubão...sentaria numa mesa de bar para dar risada das coisas que ele fala.

JAMAIS...JAMAIS...compraria um carro usado deles ou chamaria para um churrasco em casa.

hehehehehe

Abraço a todos.
 

Shifty♤

Lenda da internet
Mensagens
24.117
Reações
45.533
Pontos
1.699
Esse ultima vez que li...demorou quase 1 ano...cara é um livro difícil, cansativo de ler, ele fica indo e voltando...seloko.

Eu gosto do Mussolini do mesmo jeito que gosto do Rubão...sentaria numa mesa de bar para dar risada das coisas que ele fala.

JAMAIS...JAMAIS...compraria um carro usado deles ou chamaria para um churrasco em casa.

hehehehehe

Abraço a todos.

Mussolini tem muita cara de um tiozão do pavê

 

Shifty♤

Lenda da internet
Mensagens
24.117
Reações
45.533
Pontos
1.699

Hitler e sua origem na esquerda​

João Eigen

Sim, o título é exatamente este que você leu, e antes que venha me jogar pedra e me acusar de “revisionismo histórico” ou, pior ainda!, chamar o governo alemão para me “refutar” – como se a palavra de político importasse para discussões históricas –, é preciso dizer que a problemática explorada neste artigo é bem conhecida, estudada e debatida na historiografia internacional: todos, em suma, reconhecem sua validade e pertinência. Trago-a, portanto, ao leitor brasileiro.

A questão trata de um período muito estranho na vida de Adolf Hitler, notadamente aquele em que, ao fim da Primeira Guerra Mundial e seu retorno à Alemanha, Hitler se estabelece em Munique, capital da Baviera, e permaneceu como soldado contratado do exército por algum tempo. Por que, primeiramente, isso é tão debatido? Porque Munique, exatamente no período em que Hitler se estabeleceu lá, foi alvo de dois golpes de Estado, sendo um deles liderados pela esquerda radical marxista querendo estabelecer um governo soviético com ligação direta com Moscou. A revelação estarrecedora é que o futuro Führer da Alemanha não apenas serviu ao governo revolucionário bolchevique da Baviera por ser um soldado do exército, mas ativamente participou de cargos de liderança política. A pergunta é: por quê?

Vamos explicar o que aconteceu em Munique nos dias em que Hitler se estabeleceu lá. No dia 08 de novembro de 1918, uma sexta-feira, o revolucionário marxista e judeu Kurt Eisner, membro do USPD - Partido Social-Democrata Independente da Alemanha - conduziu um golpe de Estado e tomou o poder na região da Baviera, estabelecendo a “República Popular da Baviera”, um governo marxista revolucionário, embora com forte pendor nacionalista. O USPD surgiu de um racha interno do SPD - Partido Social Democrata da Alemanha -, e se caracterizava por ser pacifista e mais alinhado com uma revolução democrática, rejeitando o bolchevismo e a estatização dos meios de produção a qualquer custo. Contudo, o novo governo de Eisner teve que fazer coalizões com o SPD e outros partidos esquerdistas mais radicais, como o KPD - Partido Comunista da Alemanha.

O ponto é que a Baviera e Munique, nos idos de 1918 e 1919, estavam sendo controladas por uma coalizão de marxistas de estirpes variadas, sendo os maiores partidos o USPD, SPD e KPD. Naturalmente, contudo, todos eram favoráveis à constituição de sovietes e conselhos de trabalhadores como fontes legítimas de poder popular. Isso criou a situação de que o governo e seu parlamento, o Landtag, tinham que compartilhar o poder com vários conselhos/sovietes de trabalhadores e soldados que haviam se formado pela Baviera. Era um relação bastante instável e sob constante tensão tanto dos problemas internos na coalizão que controlava o Landtag quanto aos conselhos e suas demandas particulares.

Enquanto Eisner se estabelecia no poder nesse novo quadro político majoritariamente esquerdista e instável, o soldado Adolf Hitler era membro do Batalhão da Reserva do 2º Regimento de Infantaria, unidade de desmobilização do Regimento List.


Kurt Eisner (1867 - 1919), o revolucionário marxista que deu o golpe e instaurou a República Popular da Baviera.

Aqui, Hitler teve a sua primeira oportunidade de sair do exército e não se envolver no governo marxista que havia tomado o poder, mas ele permaneceu no regimento. Isso é não apenas estranho porque indica que Hitler escolheu ser um braço armado do regime marxista, mas causa ainda mais estranheza quando se percebe que ele poderia ter deixado o serviço no exército do regime para se alistar em um dos Freikorps da região, as milícias “direitistas” da época que lutavam na fronteira contra bolcheviques russos. Juntar-se a um dos Freikorps, como muitos futuros nazistas como Rudolf Hess, Ernst Röhm, Hans Frank, Heinrich Himmler e Gregor Strasser fizeram, teria sido a escolha natural para um direitista antimarxista... mas Hitler não era um direitista antimarxista. Ele escolheu permanecer a serviço de Kurt Eisner, um judeu marxista.1

A situação é ainda mais peculiar quando se sabe que, à época, os batalhões de Ersatz - como a unidade de Hitler era conhecida - haviam se tornado reconhecidas por não apenas servir a revolução, mas tê-la realizado! Outra de suas reconhecidas funções era proteger o regime e seu líder de ataques antissemitas, que eram frequentes. Sim: Adolf Hitler integrava e exercia a função de guarda revolucionário de um governo marxista liderado por um judeu, cuja função era também protegê-lo de ataques antissemitas.2

Até esse ponto, os fatos históricos são chocantes, e, naturalmente, tanto o futuro Adolf Hitler quanto a máquina de propaganda nazista fariam um trabalho extenso de revisionismo histórico para esconder essas afiliações do Führer ao governos governos marxistas da Bavária. Hitler dedicou apenas 7 parágrafos no Mein Kampf sobre este período, e quase tudo o que escreveu é uma mentira cuidadosamente feita para omitir a verdade de sua primeira atividade política:

No final de novembro de 1918, retornei a Munique. Novamente, fui para o batalhão de reposição do meu regimento, que estava nas mãos de “conselhos de soldados” [isto é, sob o serviço do governo marxista]. Toda a atividade deles era tão repulsiva para mim que decidi imediatamente partir novamente assim que possível. Com Ernst Schmidt, um fiel camarada de guerra, fui para Traunstein e permaneci lá até o acampamento ser desmantelado.
Em março de 1919, voltamos a Munique.
A situação era insustentável e caminhava inevitavelmente para uma continuação da revolução. A morte de Eisner apenas acelerou o desenvolvimento e finalmente levou a uma ditadura dos Conselhos, ou, melhor dizendo, a um governo passageiro dos judeus, como havia sido o objetivo original dos instigadores de toda a revolução.
Nesse período, inúmeros planos passavam pela minha cabeça. Por dias, perguntei-me o que poderia ser feito, mas o fim de cada reflexão era a constatação sóbria de que eu, sendo um desconhecido, não possuía a menor base para qualquer ação útil. Voltarei a falar das razões pelas quais, então, como antes, eu não conseguia decidir me juntar a nenhum dos partidos existentes.
Durante a nova revolução dos Conselhos, pela primeira vez agi de uma maneira que despertou a desaprovação do Conselho Central. Na manhã de 27 de abril de 1919, eu deveria ser preso, mas, diante da minha carabina apontada, os três canalhas não tiveram a coragem necessária e se retiraram como vieram.
Alguns dias após a libertação de Munique, fui ordenado a me apresentar à comissão de investigação sobre os acontecimentos revolucionários no Segundo Regimento de Infantaria.
Essa foi minha primeira atividade mais ou menos puramente política.
3

Ao final deste artigo, o leitor verá como tudo isso é uma mentira, mas podemos começar um exemplo: Na citação acima, Hitler afirma que foi com Schmitd a Traunstein para escapar da influência do governo marxista, mas na verdade ambos foram para lá em 05 de dezembro de 1918, a serviço do governo marxista, precisamente para cumprir trabalhos auxiliares no campo de prisioneiros de guerra – onde a maioria dos presos eram russos.

O que Hitler está querendo dizer é que a sua ida a Traunstein foi uma escolha sua para demonstrar sua suposta ojeriza do serviço ao governo marxista. A intenção de Hitler é mostrar que ele havia saído das trincheiras da Primeira Guerra um nazista convicto que nunca comungou nem trabalhou para o governo do judeu marxista Eisner. Mas isso tudo é mentira. A verdade é que a sua ida a Traunstein foi a serviço do governo marxista, e lá continuou a servi-lo no centro de distribuição de uniformes do regime.

Ainda, Hitler emenda outra mentira ao dizer que retornou de Traunstein em março, mas a verdade é que retornou por volta do fim de janeiro.4 Por que isso é uma mentira relevante? Porque em 19 de fevereiro de 1919 o líder marxista judeu Kurt Eisner sofreu sua primeira tentativa de golpe pelas mãos de Obermaat Konrad Lotter, um esquerdista insatisfeito com o governo marxista, e o batalhão do soldado Hitler, que já estava em Munique, foi designado para fazer a proteção de alguns lugares-chaves da cidade.5

Ou seja, ao escrever no Mein Kampf que retornou de Traunstein apenas em março, Hitler está querendo esconder o serviço de proteção que prestou a um governo marxista liderado por um judeu. Hitler, nesse meio-tempo, poderia ter pedido exoneração de seu cargo no exército revolucionário do Governo Popular da Baviera e ter se juntado a um dos Freikorps, mas não o fez. Por que Hitler, segundo se poderia esperar de um direitista antimarxista, não se juntou aos conspiradores de Lotter para derrubar o governo do judeu marxista Einser? Por que ainda não havia se juntado a um Freikorps? Não se sabe ao certo, mas o fato é que Hitler decidiu permanecer como um soldado da revolução marxista e foi às ruas defendê-la.

Como está ficando claro, há boas razões para Hitler mentir sobre seu tempo entre 1918 e 1919, porque, contrariando seu relato de que convenientemente se afastara na pequena vila montanhosa de Traunstein enquanto as coisas desenrolavam na capital, ele não apenas continuou a prestar serviços ao governo marxista, mas até mesmo galgou sua hierarquia.

January 1919 | Hitler Archive | A Biography in Pictures
Foto de Adolf Hitler entre 1918 e começo de 1919, servindo o governo marxista na pequena cidade de Traunstein.

Apenas dois dias depois da fracassada tentativa de Lotter, em 21 de fevereiro, tudo mudaria. Um jovem estudante e oficial do Regimento de Infantaria de Leib, o conde Anton von Arco auf Valley, aproximou-se de Eisner na saída do parlamento e lhe desferiu dois tiros de pistola na cabeça. Einser, o líder da revolução marxista que havia dominado Munique desde 1918 e chefe de Adolf Hitler, estava morto.

No dia 26 de fevereiro, houve uma marcha fúnebre pela cidade em homenagem ao falecido Eisner. Contendo dezenas de milhares de pessoas, o regimento de Hitler também foi mandado a comparecer, e foi o que fizeram: Heinrich Hoffmann, curiosamente o futuro fotógrafo pessoal de Hitler, compareceu a marcha e tirou fotos da procissão, e numa dessas fotos, logo atrás de uma enorme foto de Eisner e ostentando a braçadeira vermelha do governo revolucionário, está o jovem soldado Adolf Hitler.6 Durante sua ascensão ao poder, Hitler fizera questão de suprimir e esconder essa foto, mas que foi encontrada apenas nos anos 1980 pelo filho de Hoffmann, que confirmou sua legitimidade.

Adolf Hitler attending to the funeral of the german jewish communist leader  Kurt Eisner on Soviet Bavaria, February 26, 1919 : r/Historycord
Famosa foto de Hitler no funeral do marxista Kurt Eisner, vestindo indumentária revolucionária do regime.

Com a queda de Eisner e do governo revolucionário marxista, o destino de Hitler novamente se abria em possibilidades. Ele não estava mais obrigado legalmente a nenhum governo, e poderia se desvincular de seu regimento para se filiar a algum Freikorps, entrar na iniciativa privada civil ou simplesmente migrar para outra cidade alemã que estivesse fora da influência esquerdista. Mas ele não o fez. Hitler permaneceu no seu regimento enquanto o novo governo era estabelecido.

No vácuo de poder deixado por Eisner, o Landtag elegeu Johannes Hoffmann, do SPD, como seu sucessor, mas as tensões na coalizão aumentaram. O SPD não conseguia manter o controle dos conselhos que estavam sendo liderados por membros mais radicais do USPD, como Ernst Niekisch - um autoproclamado “nacional-bolchevique” - e Ernst Toller. O KPD igualmente começou a pressionar o novo governo para tomar medidas mais revolucionárias. Foi por causa disso que, no dia 06 de abril de 1919, Ernst Toller, com auxílio do KPD e outros dos USPD, como Niekisch, deram um golpe em Hoffmann e fundaram a “República Socialista da Baviera”. Em suma: as alas esquerdistas mais radicais do USPD e o KPD, que controlavam vários conselhos de trabalhadores e soldados, deram um golpe na coalizão liderada pelo SPD.

Contudo, a dinâmica autofágica dos esquerdistas bávaros não parou por aí. No dia 12 de abril de 1919, meros 6 dias depois de dar o golpe, Toller foi removido através de outro golpe! Desta vez, Eugen Leviné, comunista radical do KPD, angariou um pequeno “exército vermelho” e derrotou as forças de segurança de Toller, instaurando a “Segunda República Socialista da Baviera”. Leviné, com apoio explícito de Vladimir Lênin, buscou reprimir as outras alas esquerdistas com força militar e ampliar a censura. A radicalização esquerdista da Baviera havia chegado ao seu auge.

Hitler é astuto porque, no supracitado Mein Kampf, ele pulou todas mudanças revolucionárias e conta uma narrativa em que, supostamente no dia 27 de abril, ele foi atacado por guardas vermelhos e os afastou brandindo sua carabina. É curioso que Hitler tenha pultado de março ao final de abril, mas ele o fez por um motivo bem específico: esconder seu papel nas eleições dos conselhos.

No dia 15 de abril, meros 3 dias após do golpe de Leviné, os conselhos de soldados promoveram suas eleições internas para escolher representantes que manteriam o diálogo com a Segunda República Socialista da Baviera. Esse seria o evento mais importante na vida do jovem Hitler, mas que ele faria questão de ocultar. O que aconteceu? Hitler decidiu concorrer ao cargo de Bataillons Rat, o conselheiro principal de seu batalhão para com o governo revolucionário. Hitler ficou em segundo, e portanto ficou com o cargo de Ersatz-Bataillons-Rat, o vice-conselheiro do batalhão de sua unidade.

No dia seguinte, 16 de abril, numa segunda rodada de eleições nos conturbados conselhos, Hitler concorreu novamente, mas desta vez para o mais prestigioso cargo de Vertrauensmann - representante dos soldados - de seu regimento, e algo impressionante aconteceu: ele foi eleito.7 As implicações desse acontecimento são monumentais e ramificadas.


Com a sua eleição, Hitler demonstrou que não apenas desejava permanecer a serviço de um novo governo ainda mais marxista e ligado ao bolchevismo, mas que efetivamente galgou sua hierarquia a ponto de se tornar uma ligação fundamental entre seu regimento e o governo. Hitler conquistara seu primeiro cargo político e, portanto, comprometeu-se definitivamente com o novo governo revolucionário. Outra implicação importante: Hitler, de alguma forma, havia descoberto seus dons oratórios e os usou para convencer seus colegas soldados do regimento a votarem nele como representante direto com o governo revolucionário do comunista Leviné. E agora as perguntas cruciais: quais foram as ideias, propostas e plataforma em que Hitler incorreu para garantir sua vitória? Os soldados de seu regimento que o alçaram a posição de Vertrauensmann eram direitistas, nacionalistas, racistas e reacionários? Não.

Uma das descobertas mais impressionantes da melhor historiografia de Hitler é que os soldados que o alçaram a posição de Vertrauensmann eram esquerdistas:

No entanto, a maioria dos soldados de Munique e, portanto, de votantes nas eleições para Vertrauensmann, tinha convicções de esquerda.
Nas eleições de janeiro na Baviera, a esmagadora maioria dos homes do Batalhão Ersatz do 2º Regimento de Infantaria
[o de Hitler] votou nos sociais-democratas. Em uma das zonas eleitorais do Batalhão de Ersatz, o Batalhão de Amalienstrasse, impressionantes 75% dos votos foram para o SPD [Partido Social-Democrata]. O USPD marxista de Eisner chegou em segundo, com 17,4% de votos.
Além disso, não muito tempo antes da eleição de Hitler, os homens de seu regimento haviam elegido Josef Seihs como seu representante, conhecido por suas inclinações esquerdistas radicais. Na verdade, ele acabaria por se juntar ao Exército Vermelho soviético algumas semanas depois.
8

Assim, como que um batalhão que havia votado massivamente em candidatos esquerdistas, moderados e radicais, teria elegido Hitler duas vezes consecutivas logo depois? Dado que Hitler inegavelmente serviu, na condição de soldado e em cargos representativos superiores, todos os governos revolucionários e esquerdistas que existiram na Munique da época, a conclusão é esta:

O padrão de comportamento de Hitler e suas ações, bem como uma leitura crítica de declarações anteriores e posteriores dele e de outros revelam um homem com uma simpatia pela revolução e o USPD [partido marxista de Eisner], que, ao mesmo tempo, rejeitava ideias internacionalistas. Ao longo de alguns meses, através de uma combinação de conveniência, oportunismo e inclinações a esquerda, Hitler se metamorfoseou: de um solitário desajeitado e cumpridor de ordens a alguém disposto e capaz de preencher posições de liderança.9

O mais impressionante, contudo, é que Hitler alcançou seu maior cargo político antes de entrar no Partido dos Trabalhadores Alemães e durante o governo marxista mais radical que controlou a Baviera, o de Eugen Leviné. Sua capacidade de conquistar o eleitorado esquerdista do regimento provavelmente se apoiava em suas habilidades oratórias em desenvolvimento, mas igualmente demonstrava uma clara inclinação pessoal de Hitler à esquerda, até mesmo chegando a tolerar um governo extremamente alinhado ao bolchevismo.

Myth of a 'heroic' Hitler whose First World War experience led him to power  dispelled by new book | News | The University of Aberdeen
Uma rara foto de Adolf Hitler, tirada por Korbinian Rutz, durante a Primeira Guerra.

Sim, esta bagunça de sucessão de governos esquerdistas revolucionários - SPD, USPD e KPD - durou de novembro de 1918 até 03 de maio de 1919. O governo dos comunistas do KPD foi derrubado por tropas militares e freikorps que invadiram Munique e, numa batalha que deixou cerca de 600 mortos, destronou o partido comunista. A partir daí, o Estado Livre da Baviera foi instaurado e passou a fazer parte da República de Weimar, normalizando a situação. O que é importante para este artigo, contudo, é saber que, durante os governos de Eisner, Hoffmann e Leviné, Hitler serviu como Ersatz-Bataillons-Rat e Vertrauensmann compartilhando claras afinidades e um alto grau de tolerância para com o esquerdismo revolucionário.

Mas foram estas mesmas experiências que influenciaram Hitler a começar a associar o marxismo com o judaísmo - embora a conclusão definitiva desta ligação estaria mais de um ano no futuro. Por quê? Claramente, Hitler tinha uma afinidade maior com o USPD de Eisner do que com o SPD e o KPD, e foi em resposta à morte de Eisner que Hitler passou a considerar os social-democratas reformistas como uma alternativa preferível aos bolcheviques. As políticas radicais e o alinhamento mais direto com a União Soviética dos comunistas do KPD levaram Hitler a associar o marxismo como uma ameaça à soberania alemã - tanto que, no Mein Kampf, ele retroativamente julgaria os governos marxistas que serviu como “um governo passageiro de judeus”.

Em maio de 1919, quando a Segunda República Soviética foi derrubada por tropas do governo central de Berlim, Hitler provavelmente havia rejeitado totalmente o marxismo, um momento decisivo impulsionado por sua oposição à influência estrangeira e à violência da facção soviética, que o próprio Kurt Eisner havia criticado:

Não utilizamos métodos russos, nem perseguimos objetivos russos. Não há bolchevismo russo na Alemanha, salvo alguns poucos visionários.10

Há ainda uma possível influência mais indireta de Eisner sobre Hitler, pois o líder marxista judeu frequentemente afirmava representar uma “terceira via” entre o SPD e o KPD - isto é, entre a social-democracia reformista e o bolchevismo. Esse posicionamento de Eisner pode ter exercido alguma influência sobre o soldado Hitler, ressoando com o conceito de “terceira via”, uma posição contrária tanto ao bolchevismo quanto ao reformismo. Essa fase o levou a adotar uma postura peculiar, opondo-se ao comunismo internacionalista do regime emergente, ao mesmo tempo em que abraçava uma forma de socialismo com matizes nacionalistas. Em retrospecto, a influência de Eisner pode ter levado Hitler a considerar que um socialismo alemão e nacionalista fosse possível - e, de fato, ele acabou por formular sua própria versão de socialismo nos anos seguintes, radicalmente diferente da de seu informal mentor judeu: o “socialismo ariano”, como escrevi neste artigo.

Mesmo servindo o seu conselho de soldados com o cargo máximo de Vertrauensmann e, portanto, mantendo contato político com o governo comunista radical de Leviné, Hitler se mostrou hostil ao regime, pois a narrativa do dia 27 de abril de 1919, onde ele conseguiu frustrar uma tentativa dos Guardas Vermelhos de prendê-lo sob suspeita de sentimentos contrarrevolucionários, muito provavelmente é veradade. Hitler brandiu um rifle para afastar os guardas e relatos corroborativos indicam que três Guardas Vermelhos tentaram prendê-lo naquele dia devido à sua dissidência, mas ele os enfrentou armado e conseguiu fugir.11

Esse episódio ocorreu em meio a um período de intensa brutalidade dos Guardas Vermelhos, que promoviam massacres em larga escala - como o assassinato de membros da Sociedade Thule - e chegaram a espancar até a morte cerca de 100 prisioneiros da classe média dentro do Ginásio Luitpold, em Munique. Além disso, por volta do fim da Segunda República Socialista da Baviera, Hitler já atuava como agente secreto e informante do Freikorps, identificando diversas figuras do governo revolucionário para que as autoridades alemãs pudessem processá-las por traição.

Para finalizar, acredito que esteja claro por que Hitler tentou esconder e revisionar sua própria biografia para esconder esses acontecimentos: admitir que deliberadamente havia escolhido servir uma sucessão de governos esquerdistas revolucionários, liderados por marxistas judeus, teria sido deveras embaraçoso e perigoso para sua ascensão política como líder de um partido nacionalista, socialista-ariano e antissemita.


Hitler como soldado entre 1918-1919.

Por exemplo, enquanto a realidade é que Hitler primeiro percebeu sua capacidade para orador e líder político durante as eleições dentro do seu regimento enquanto servia a regimes revolucionários de esquerda, sua propaganda nazista espalhou que isso aconteceu quando ele e seu amigo Ernst Schmidt voltavam de Traunstein. Segundo esse relato fictício, ambos entraram numa taberna de estrada e, ao se confrontarem com um grupo de marxistas, Hitler decidiu respondê-los e descobriu seus dons oratórios. Essa peça de ficção se espalhou pelo Terceiro Reich e mesmo um dos primeiros biógrafos de Hitler, Konrad Heiden, acabou por incluí-la em sua biografia. Mas ela é mentira.12

Assim como a propaganda nazista tentou acobertar o passado esquerdista-revolucionário de Adolf Hitler, igualmente hoje se tenta fazer o mesmo, apenas através de um novo vocabulário: “fake news”, “revisionismo”, “anacronismo” etc., mas a verdade é clara.



REFERÊNCIAS

1
Thomas Weber. Tornando-se Hitler: A construção de um nazista. Editora Record, 2019. p. 35.
2
Ibid., 36-37.
3
Adolf Hitler. Mein Kampf. Zwei Bände in einem Band Ungekürzte Ausgabe. München, Zentralverlag der NSDAP, 1943. p. 277-278.
4
Weber, Tornando-se Hitler, p. 5.
5
Ibid., p. 61-62
6
Ibid., p. 68-69.
7
Bejmain Carter Hett. The death of democracy: Hitler’s rise to power and the downfall of the Weimar Republic. Henry Holt and Company, 2018. p. 58.
8
Weber, Tornando-se Hitler, p. 70-71.
9
Ibid., p. 96.
10
Allan Mitchell. Revolution in Bavaria, 1918-1919: The Eisner Regime and the Soviet Republic. Princeton University Press, 1965. p. 138.
11
Nigel Jones. A Brief History of The Birth of The Nazis. New York, Carroll & Graf Publishers, 2004. p. 154-155.
12
Konrad Heiden. Hitler: A biography. Constable & Co, London, 1936. p. 58.
 

darth vader x

Mil pontos, LOL!
Mensagens
7.306
Reações
22.390
Pontos
1.014
Hitler é um b*sta tanto que perdeu tudo na vida, macho é Stalin porque as suas desgraças herdadas ecoam até hoje no mundo ocidental... (E que estão ajudando a destruir tudo por aqui.)
 

GustavoVP

Bam-bam-bam
Mensagens
9.714
Reações
36.085
Pontos
403
Capaz da IA dizer que nem existe extrema esquerda kkkkk


Qualquer um com 2 neuronios sabe que a IA em assuntos políticos é condicionada a responder o que é conveniente e sabemos o porquê.
















Aliás já li comentários de canhotos convictos por aí do tipo:

Não existe extrema esquerda, apenas a direita. O que existe é esquerda radical (.sic) hahahaha

Deve ser dos mesmos criadores do "Não existe ditadura na Venezuela, Cuba e Coreia do Norte" ou ainda "São ditaduras militares, portanto são de direita"

"O liberalistmo leva ao fascismo" e por aí vai.






Pra empurrar o Hitler pra direita, fazem um malabarismo que chega a ser comico.
Outro dia vi um vídeo de IA dizendo que canudos era um paraíso comunista onde todos viviam felizes e ninguém passava fome. E o or causa disso o governo foi lá e matou todo mundo. Aí cita como fontes opera mundi, diário do centro do mundo, superinterssante etc....não tem uma única fonte acadêmica. Não que isso signifique que seria confiável, muito pelo contrário.

Mas tiveram a capacidade de distorcer e mentir desse tanto. E o povo kos comentários achando lindo
 

Samaritano

Bam-bam-bam
Mensagens
1.279
Reações
2.824
Pontos
283
Cara, por incrível que pareça, a melhor definição sobre essa porra toda de esquerda e direita que eu já vi, veio de um personagem fictício. Thomas Shelby disse: se você for longe o suficiente pela esquerda, uma hora vai encontrar alguém que foi longe o suficiente pela direita para chegar no mesmo lugar.

Há braços.

P.S: parem de copiar e colar coisa da internet e pagar de letradão. A maioria de quem tá fazendo isso no tópico não se deu nem ao trabalho de ler tudo o que postou, muito menos de entender.
 

maquinarama

Mil pontos, LOL!
GOLD
Mensagens
11.760
Reações
25.868
Pontos
1.424
Todas as inteligências artificiais dizem que:

O Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP), liderado por Adolf Hitler, é classificado como um partido de extrema-direita. Sua ideologia, conhecida como nazismo, combinava elementos de nacionalismo, racismo científico, anticomunismo, anti-semitismo e militarismo ¹.

Embora o partido incluísse "socialista" em seu nome, sua política não era socialista no sentido clássico. A estrutura do partido era totalitária, e sua ideologia enfatizava a superioridade da "raça ariana" e a necessidade de uma "comunidade nacional" unificada ¹.

O partido nasceu do nacionalismo alemão combinado com uma cultura paramilitar racista e populista, e seu objetivo era atrair trabalhadores para longe do comunismo e reavivar o nacionalismo völkisch ¹.


Confio mais em uma IA do que em um bolsonarista.

Só na OS que ninguém acredita dita em IA KKK

querendo ou não os filhos e netos desses que não acreditam vão usar e muito pra tristeza deles.
Kk

Não dá para parar o progresso
 
Ultima Edição:

ME110

Lenda da internet
Mensagens
13.506
Reações
24.908
Pontos
1.629
Vai vendo como são as coisas....

Na empresa que eu trabalho tinha um cara que dizia que "politica é coisa de otário".

Agora se interessa de todo por politica, adivinha que lado ele se diz agora?

Ultima que ele disse foi que China não é comunista ou uma ditadura.

hehehehehe

Abraço a todos.

Atualizando....esse meu amigo, passou no concurso publico e esta cursando sobre gestão de cidades....
Bom....o fruto não cai longe da arvore.

Abraço a todos.
 

ME110

Lenda da internet
Mensagens
13.506
Reações
24.908
Pontos
1.629


João Eigen tem muitos videos bons sobre o "artista incompreendido".

Abraço a todos.
 

maquinarama

Mil pontos, LOL!
GOLD
Mensagens
11.760
Reações
25.868
Pontos
1.424
Depois desse tópico vou até no karaoke cantar o sucesso do momento que ter com essa história do bigode

 

Ero_Seenin

Spaaaaaace Geek
Mensagens
25.292
Reações
30.521
Pontos
1.484
lá no começo do tópico argumentei que fascismo vai contras as bases filosóficas tanto da esquerda quanto direita, e por isso acredito na classificação dele como terceira via.

Bem, não é muito difícil fazer esse argumento para IAs, e elas mesmo chegam nessa conclusão também

Olá! Tudo bem? Como posso ajudar hoje?

Você disse:

me diga quais são as bases filosóficas em que se baseiam a esquerda moderna

O ChatGPT disse:​

A esquerda moderna não é um bloco único: ela reúne várias correntes diferentes, algumas compatíveis entre si, outras em conflito. Mas é possível identificar bases filosóficas gerais que influenciaram — e ainda influenciam — a maior parte dos movimentos, partidos e pensadores de esquerda no século XX e XXI.
Abaixo está um panorama claro e organizado:

1. Igualdade e justiça social (Igualitarismo)

A principal base filosófica da esquerda é a ideia de que a sociedade deve reduzir desigualdades consideradas injustas — econômicas, sociais, raciais, de gênero.
Principais influências filosóficas:
  • Jean-Jacques Rousseau (desigualdade como construção social)
  • Princípios de justiça distributiva (John Rawls)
  • Igualitarismo contemporâneo (Amartya Sen, G.A. Cohen)
Ideia central: as instituições sociais devem ser organizadas para que todos tenham condições reais de viver com dignidade.

2. Crítica ao capitalismo

Grande parte da esquerda moderna deriva de tradições que criticam a desigualdade e exploração produzidas pelo capitalismo.

Influências principais:

  • Karl Marxe o marxismo
    • luta de classes
    • exploração do trabalho
    • crítica à propriedade privada dos meios de produção
  • Socialistas utópicos (Fourier, Owen, Saint-Simon)
  • Teoria crítica (Escola de Frankfurt)
Ideia central: o mercado não deve ser a força dominante na organização da sociedade; o lucro não deve prevalecer sobre o bem-estar coletivo.

3. Defesa de direitos das minorias e movimentos identitários (Neoesquerda)

A partir dos anos 1960, a esquerda incorporou novos temas além da divisão econômica:
  • feminismo
  • direitos civis (populações racializadas)
  • direitos LGBTQIA+
  • ambientalismo
  • multiculturalismo
Influências filosóficas principais:
  • Michel Foucault (poder descentralizado, biopolítica)
  • Judith Butler (teoria de gênero)
  • Pós-colonialismo (Edward Said, Frantz Fanon)
  • Pós-modernismo e pós-estruturalismo
Ideia central: diferentes formas de opressão atuam simultaneamente e devem ser combatidas.

4. Intervenção estatal e bem-estar social

A esquerda convencional (social-democrata) não busca abolir o capitalismo, mas regulá-lo e criar redes de proteção social.
Influências:
  • Keynesianismo
  • Welfare State europeu do pós-guerra
  • Social-democracia escandinava
Ideia central: o Estado deve garantir saúde, educação, trabalho, previdência e proteção social.

5. Democracia participativa

Outra base comum à esquerda moderna é reforçar formas de participação direta do cidadão nas decisões, além do voto.
Influências:
  • Democracia deliberativa (Jürgen Habermas)
  • Democracia radical (Chantal Mouffe, Ernesto Laclau)
Ideia central: ampliar mecanismos de decisão coletiva para reduzir assimetrias de poder.

6. Internacionalismo e solidariedade global

Tradição histórica da esquerda:
os trabalhadores, povos e minorias de diferentes países têm interesses comuns, acima dos nacionalismos.
Influências:
  • Marxismo clássico (“Proletários de todos os países, uni-vos”)
  • Humanismo universalista
  • Movimentos anticoloniais
Ideia central: cooperação global e oposição a imperialismos.

7. Ambientalismo e eco-socialismo

A esquerda moderna incorpora temas ecológicos:
  • crítica ao consumo excessivo
  • defesa de sustentabilidade
  • justiça ambiental
Influências:
  • Murray Bookchin (ecologia social)
  • Eco-marxismo (John Bellamy Foster)
Ideia central: a economia deve respeitar limites ecológicos e proteger comunidades vulneráveis.

Resumo rápido

A esquerda moderna se apoia em:
  1. Igualitarismo e justiça social
  2. Crítica ao capitalismo
  3. Pós-estruturalismo e teorias das minorias
  4. Intervenção do Estado e políticas sociais
  5. Democracia participativa
  6. Internacionalismo
  7. Ambientalismo

Se você quiser, posso também:
  • Listar as diferenças entre esquerda clássica e moderna
  • Comparar esquerda moderna com direita moderna
  • Explicar quais dessas bases aparecem mais forte na esquerda latino-americana
É só pedir!

Você disse:

e quais são as bases filosóficas em que se baseia a direita moderna?

O ChatGPT disse:​

A direita moderna, assim como a esquerda, não é um bloco único; ela é composta por várias correntes diferentes — conservadoras, liberais, libertárias, nacionalistas, democratas-cristãs, entre outras.
Mas é possível identificar bases filosóficas centrais que influenciam a maior parte das correntes de direita no século XX e XXI.
A seguir está um panorama claro e organizado.

1. Defesa da ordem, tradição e continuidade social (Conservadorismo)

O conservadorismo é uma das fundações mais antigas da direita.
Principais influências:
  • Edmund Burke (pai do conservadorismo moderno)
  • Michael Oakeshott
  • Roger Scruton
Ideia central:
Mudanças devem ser graduais e preservar instituições que já funcionam (família, religião, costumes, moralidade tradicional, Estado de Direito).

2. Valor do indivíduo e da liberdade econômica (Liberalismo clássico e neoliberalismo)

Outra grande base é a defesa do mercado livre, da propriedade privada e da limitação do Estado.
Influências principais:
  • John Locke (direitos naturais, propriedade)
  • Adam Smith (livre mercado)
  • Friedrich Hayek (ordem espontânea)
  • Milton Friedman (neoliberalismo)
Ideia central:
O bem-estar social é melhor alcançado por indivíduos livres competindo e cooperando no mercado, não pela intervenção estatal.

3. Hierarquia, mérito e desigualdade como naturais

A direita tende a ver a desigualdade como:
  • inevitável
  • muitas vezes benéfica (como incentivo ao mérito)
  • não necessariamente injusta
Influências:
  • Social-darwinismo (histórico)
  • Teorias meritocráticas modernas (Michael Young, embora crítico)
  • Pensadores conservadores do século XX
Ideia central:
Resultados diferentes refletem escolhas, talentos, esforço e responsabilidade individual.

4. Nacionalismo e soberania

Muitas correntes de direita enfatizam identidade nacional, patriotismo e defesa do Estado soberano.
Influências:
  • Pensamento nacionalista do século XIX
  • Tradicionalismo cultural
  • Carl Schmitt (soberania e identidade política)
Ideia central:
O Estado deve proteger seus cidadãos, cultura e fronteiras; o internacionalismo deve ser limitado.

5. Moralidade objetiva, muitas vezes religiosa

Grande parte da direita moderna — especialmente no Ocidente — se apoia em valores religiosos ou moralistas.
Influências:
  • Filosofia moral cristã (Tomás de Aquino, moral natural)
  • Democracia-cristã europeia
  • Tradicionalismo religioso
Ideia central:
Existem verdades morais objetivas, não relativas; e elas devem orientar leis e costumes.

6. Ceticismo em relação ao igualitarismo

A direita costuma rejeitar a ideia de que a igualdade absoluta é desejável.
Argumentos filosóficos comuns:
  • Hayek: igualdade imposta exige coerção estatal
  • Scruton: igualitarismo destrói instituições naturais
  • Conservadorismo: hierarquias são orgânicas e funcionais
Ideia central:
O Estado não deve tentar nivelar artificialmente todos os indivíduos.

7. Defesa da ordem jurídica, autoridade e segurança

A direita tende a valorizar:
  • polícia forte
  • punições mais rígidas
  • cumprimento estrito da lei
Influências:
  • Hobbes (importância da autoridade para evitar o caos)
  • Conservadorismo jurídico americano
  • Doutrinas de lei e ordem
Ideia central:
A estabilidade social depende de autoridade firme e respeito às instituições.

8. Pragmatismo econômico e realismo político

Correntes de direita frequentemente valorizam:
  • eficiência sobre idealismo
  • responsabilidade fiscal
  • limites práticos das políticas públicas
Influências:
  • Realismo político
  • Economia neoclássica
  • Pensamento empresarial e gerencial
Ideia central:
Políticas devem funcionar “no mundo real”, evitar romantismos e preservar incentivos econômicos.

Resumo simples das bases da direita moderna

A direita moderna tende a se basear em:
  1. Conservadorismo moral e social
  2. Liberalismo econômico (estado mínimo, livre mercado)
  3. Nacionalismo e soberania
  4. Defesa da propriedade privada
  5. Hierarquia, mérito e competição
  6. Ceticismo sobre igualitarismo radical
  7. Ordem, autoridade e segurança
  8. Valores tradicionais e religiosos (em parte da direita)

Se quiser, posso também:
  • comparar direita moderna vs. esquerda moderna em cada ponto;
  • explicar as diferenças entre direita liberal, direita conservadora e direita populista;
  • mostrar como essas filosofias aparecem na direita latino-americana, americana ou europeia.

Você disse:

podemos dizer então que uma estrutura de governo altamente centrada no estado ao invés do indivíduo, que controla a economia e critica a liberdade econômica, e que coloca interesses do Estado acima dos direitos naturais do indivíduo não poderia ser classificada de direita, correto?

O ChatGPT disse:​

De forma geral, sim — pelo modo como os termos são usados hoje na ciência política — uma estrutura de governo com essas características não é classificada como direita.
Mas vale explicar por quê, com precisão conceitual e sem cair em simplificações.

Por que esse modelo não é considerado “direita” na definição moderna?

Você descreveu um regime com três elementos centrais:

1. Forte centralização estatal sobre a vida social

2. Controle da economia pelo Estado (estatismo / dirigismo)

3. Subordinação do indivíduo aos interesses do Estado

Esses três pontos se alinham claramente com tradições classificadas como:
  • autoritarismo ou totalitarismo estatista
  • coletivismo
  • socialismo de Estado / comunismo real
  • nacional-statismo de caráter totalitário (dependendo do caso histórico)
E não com o que a direita moderna defende, que normalmente inclui:
  • defesa da liberdade econômica
  • proteção da propriedade privada
  • limitação do poder do Estado
  • defesa de direitos individuais (conservadores e liberais por razões distintas)
Essas características são incompatíveis com um regime hiperestatizado que coloca o Estado acima da pessoa.

❗ Mas existe um detalhe importante​

Historicamente, existiram regimes autoritários nacionalistas e estatistas que se autodenominavam ou foram posteriormente rotulados como "de direita" — exemplo clássico: fascismo e nazismo.
No entanto, a ciência política contemporânea os classifica mais precisamente como:
  • totalitarismos nacionalistas
  • coletivismos autoritários
  • estatismo radical
  • antiliberais (contra direitos individuais e contra liberdade econômica plena)
Eles não se alinham com a direita moderna liberal/conservadora e tampouco com a esquerda democrática. São uma categoria própria: autoritarismos estatistas.

⬅️➡️ Em resumo:​

✔ Se o governo:​

  • controla fortemente a economia
  • subordina o indivíduo ao Estado
  • elimina direitos naturais
  • centraliza poder de forma extrema

❌ Ele não se enquadra no que se chama “direita moderna”

(seja liberal, conservadora ou libertária).

✔ Ele se enquadra em modelos:

  • estatistas
  • autoritários
  • totalitários
  • antiliberais
Independente de retórica ou de rótulos do período histórico.

Conclusão curta

Sim.
Um regime que subordina o indivíduo ao Estado e controla economicamente a sociedade não é considerado direita moderna, mas sim uma forma de estatismo autoritário.


Se quiser, posso aprofundar em:
  • diferenças entre autoritarismo de esquerda e autoritarismo de direita;
  • onde encaixam fascismo, nazismo, comunismo e regimes híbridos;
  • um mapa político com coordenadas (economia × liberdade individual).
 
Topo Fundo