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Jogo de Estratégia Política - o que vocês acham dessa idéia?

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#1
Eu estou para começar um projeto novo, e estou analisando a viabilidade de um jogo de estratégia política por turnos, single-player, que se passe na América Latina durante a Guerra Fria. A plataforma para o jogo seria PC.

Nesse jogo, você seria um presidente, gerenciando a economia e políticas públicas ao mesmo tempo que lida com a oposição, imprensa, militares desleais e pressão dos EUA ou da URSS. Uma das principais mecânicas seria a negociação com outros atores políticos dentro de seu país (similar a como você faz propostas e contra-propostas em negociações diplomáticas em jogos como Civilization ou Total War).

Esse jogo não seria um jogo de estratégia militar, e um dos objetivos seria justamente evitar conflitos abertos.

Esse jogo chamaria sua atenção?
O que você esperaria dele?
O que seria indispensável para um jogo desses?
 


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#2
Sim. O jogo chamaria minha atenção.

Acho que a coisa que mais chamaria minha atenção seria o jogo criar uma história inesperada. Algo como um Dwarf Fortress. Claro que não na mesma profundidade (e nem dificuldade de aprendizado).

Aliás, eu sou um dos que joga Civilization e sempre tenta a vitória de qualquer jeito que não o da guerra.

Seria bacana se o jogo tivesse informações históricas acuradas. Ou mini-cenarios que ocorreram durante a época.

Sempre quis algum jogo assim. Só teria medo de mexer nisso agora pela polarização política que anda rolando. (Ou talvez isso seja até uma boa estratégia pra fazer o marketing do jogo.)


Sei lá pq, esse jogo me lembrou de uma ideia antiga que eu tinha: um RTS de controle de tráfico de drogas.

Ou um modo de jogo story em que você comece como um aviãozinho e termine como um Pablo Escobar da vida.

Enfim, divaguei...
 

SquallxD

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#5
Finge que eu sou a Paradox e me diz o que você acha da idéia :)
É que o que você está propondo me parece muito similar a Hearts of Iron, Europa Universalis e tal, não estou conseguindo ver um grande diferencial.
Essa formula de grand strategy funciona, a Paradox já provou isso, só que pra entrar nesse mercado precisaria de um bom diferencial.
 


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#7
É que o que você está propondo me parece muito similar a Hearts of Iron, Europa Universalis e tal, não estou conseguindo ver um grande diferencial.
Essa formula de grand strategy funciona, a Paradox já provou isso, só que pra entrar nesse mercado precisaria de um bom diferencial.
Os jogos da Paradox são mesmo uma grande inspiração para mim, mas eu estava pensando em um projeto bem mais restrito em termos de escala. Não seria tanto com gerenciamento de províncias, movendo exércitos. A idéia é focar mais na parte política mesmo (mais para um Crusader Kings do que um Europa Universalis), negociando a sua sobrevivência na presidência com o congresso, as lideranças da sociedade civil e os militares.
Se possível eu gostaria de usar personagens reais, mas isso pode ter algumas complicações legais (inclusive porque muitas das pessoas desse período ainda estão vivas) e se for o caso eu usarei personagens fictícios.
 
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#8
Democracy também tem alguns elementos interessantes. (Embora seja quase um jogo de planilha).

Talvez se diminuir o escopo mais ainda, ficar só em Brasil, dê pra fazer algo que se destaque. Até porquê, o material de pesquisa seria mais vasto.

Exemplo:

Cenário 1: Aprovar a reforma xxx e terminar com aprovação de governo de Y%

Ano: 1998

Câmara dos deputados:
Partidos da base aliada: PPP, PSR, PPX
Número de deputados com voto declarado a favor: X

Senado federal:

Etc...

Aí acho que dá pra se diferenciar bem da paradox. Fica só num país, mas com a história mais bem contada.

Seria muito mais legal usar nomes reais. Acho que a preocupação com os problemas legais deve vir depois. Até porque isso poderia dar um boost no marketing.

Imagina um figurão famoso que queira tirar o nome do seu jogo a qualquer custo e cai na mídia...

Uma espécie de House of Cards misturado com histórias do tipo "e se".

Cenário 2: Salvar Collor do Impeachment

Etc...

E daí você pode continuar dali.

Enfim, momento propício pra isso.
 
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#9
Democracy também tem alguns elementos interessantes. (Embora seja quase um jogo de planilha).

Talvez se diminuir o escopo mais ainda, ficar só em Brasil, dê pra fazer algo que se destaque. Até porquê, o material de pesquisa seria mais vasto.

Exemplo:

Cenário 1: Aprovar a reforma xxx e terminar com aprovação de governo de Y%

Ano: 1998

Câmara dos deputados:
Partidos da base aliada: PPP, PSR, PPX
Número de deputados com voto declarado a favor: X

Senado federal:

Etc...

Aí acho que dá pra se diferenciar bem da paradox. Fica só num país, mas com a história mais bem contada.

Seria muito mais legal usar nomes reais. Acho que a preocupação com os problemas legais deve vir depois. Até porque isso poderia dar um boost no marketing.

Imagina um figurão famoso que queira tirar o nome do seu jogo a qualquer custo e cai na mídia...

Uma espécie de House of Cards misturado com histórias do tipo "e se".

Cenário 2: Salvar Collor do Impeachment

Etc...

E daí você pode continuar dali.

Enfim, momento propício pra isso.
Eu já desenvolvi um sistema para que os partidos políticos (e outros atores políticos) avaliem propostas de acordo com usas próprias ideologias. O sistema determina quantos deputados de cada partido estão dispostos a votar na sua proposta. O mesmo sistema pode determinar o resultado da eleição.

Para facilitar o jogo, eu acho que terá apenas a câmara dos deputados, sem senado ou STF.

Quando eu tive a idéia eu nem tinha pensado no momento político (foi um pouco antes da eleição), talvez lançar próximo às eleições municipais gere um marketing espontâneo.
 
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#10
Como estão as mecânicas? Cada deputado é um agente "independente".

Sei lá, seria bacana se votassem contra o partido. Ou se a opinião pública tivesse voz, via algum sistema (mídia no caso da época da guerra fria, ou internet nos dias de hoje.).

Não imagino como fazer disso algo não totalmente previsível. Você jogou atributos pra cada parlamentar e daí dá pra manipular o voto dele usando isso?

Se o jogo der muitos graus de liberdade, fica bem bacana.

Por exemplo, ser possível chantagear, mas ficar sujeito a dossiês. E mesmo sem dossiês, ficar sujeito a manipulação da mídia (que podia ser simplificada como um jornal no jogo).
 
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#11
Como estão as mecânicas? Cada deputado é um agente "independente".

Sei lá, seria bacana se votassem contra o partido. Ou se a opinião pública tivesse voz, via algum sistema (mídia no caso da época da guerra fria, ou internet nos dias de hoje.).

Não imagino como fazer disso algo não totalmente previsível. Você jogou atributos pra cada parlamentar e daí dá pra manipular o voto dele usando isso?

Se o jogo der muitos graus de liberdade, fica bem bacana.

Por exemplo, ser possível chantagear, mas ficar sujeito a dossiês. E mesmo sem dossiês, ficar sujeito a manipulação da mídia (que podia ser simplificada como um jornal no jogo).
Até dá para usar o sistema para calcular o voto de cada parlamentar, mas ia ser muito confuso em termos de gameplay, UI e mesmo de desenvolvimento ter 513 personagens com características próprias. Então eu estou usando o sistema para calcular o voto de um grupo (como o partido), e apenas o líder partidário seria um personagem relevante. O sistema não serve apenas para votos em blocos, o partido pode não votar unido.

Em linhas gerais, o sistema funciona assim: cada partido tem uma série de opiniões sobre diversos temas (como "propriedade privada X propriedade coletiva"), e a sua proposta pode ser enquadrada nessas opiniões (por exemplo "fazer reforma agrária"). Quanto mais a sua proposta coincidir com as convicções daquele partido, mas bem avaliada ela é e mais votos do partido você recebe.

É fácil colocar modificadores adicionais nisso, como por exemplo um bônus por ter apoio popular, uma penalidade por ser criticado na imprensa. Eu já testei modificadores baseados nas lideranças, eles funcionam bem. Por exemplo, um líder "intransigente" aumenta as penalidades por divergência políticas entre facções, enquanto um líder "conciliador" as diminui.
 

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