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[Levante vai virar deitante news]Juan Guaidó presta juramento como presidente da Venezuela[+itshappening]

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O mundo diz Fora Maduro
Mundo 04.02.19 08:27

Espanha, Reino Unido, França, Suécia e Áustria reconheceram, agora oficialmente, Juan Guaidó presidente interino da Venezuela. O mundo diz Fora Maduro, com exceção dos suspeitos de sempre.
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Tá, mas e bala na nuca, vai ter ou nem?
 


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O mundo diz Fora Maduro
Mundo 04.02.19 08:27

Espanha, Reino Unido, França, Suécia e Áustria reconheceram, agora oficialmente, Juan Guaidó presidente interino da Venezuela. O mundo diz Fora Maduro, com exceção dos suspeitos de sempre.
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Tá, mas e bala na nuca, vai ter ou nem?
Tá um "general" olhando pro outro e falando: "e aí, vai eu ou vc?"
 

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Esses carregamentos de ouro que o maduro está mandando embora, será que não é um plano dele pra fugir e ter grana para viver o resto da vida exilado?
 

Sgt. Kowalski

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A Guerra Anunciada: Como a invasão da Venezuela pode começar e qual o papel do Brasil
Carlos Cardoso 04/02/2019 às 15:40


A crise na Venezuela está se agravando, comprovando a máxima de que o socialismo não pode dar certo pois um dia o dinheiro dos outros acaba, mas ela poderia se arrastar por anos, se não houvesse uma saída rápida e perigosa sendo arquitetada diante de nossos olhos.


Apesar do que acha o Roger Waters, o pouco de democracia que havia em Nicolas Maduro já se foi faz tempo, só em 2017 ele mandou fechar 49 veículos de comunicação que não se alinhavam com o Governo. Nada menos que 13 juízes da sala constitucional do tribunal supremo de justiça (TSJ) foram trocados por magistrados simpáticos a Maduro. Ele tirou a CNN do ar. Excluiu os principais partidos de oposição de participar da eleição presidencial.
A lista é imensa, mas o pior é a destruição da economia do país, estatizando centenas de empresas, controlando setores inteiros como cimento e aço, e militarizando mercados municipais para tentar conter a inflação. Isso fez com que grandes grupos saíssem do país, inclusive a GM, que teve uma fábrica roubada pelo governo venezuelano.

Guaidó mostrando que não é o Lula.
A situação está periclitante, com protestos diários em todo o país e um fluxo de refugiados que está causando graves problemas para o Brasil, que não tem como absorver tanta gente em Roraima. Boa Vista já acumula, mais de 40 mil refugiados e a população normal da cidade é de 330 mil pessoas.
Maduro foi reeleito em maio de 2018, em uma eleição com 54% de abstenção, irregularidades mil, prisão de opositores e que nem a Organização dos Estados Americanos, nem o Parlamento Venezuelano reconhecem como legítima. Assim em 23 de janeiro, após a posse de Maduro, o líder da oposição e presidente da Assembléia Nacional, Juan Guaidó, se declarou Presidente Interino da Venezuela.

Guaidó foi imediatamente reconhecido pelos Estados Unidos, Brasil e vários outros países. Hoje (4) Polônia, Países Baixos e França se juntaram ao grupo. Do outro lado Rússia, Bolívia e os outros suspeitos habituais.

Se Guaidó fosse apenas um caso de oposição chiliquenta, Maduro não teria com que se preocupar com essa história de governo paralelo, aqui no Brasil isso sempre foi moda, com o PT criando governo paralelo em 1990, e o PSDB em 2002.
No caso da Venezuela, o reconhecimento do status de Guaidó como Presidente trouxe vários benefícios tangíveis, inclusive o controle sobre ativos do país no exterior. Isso mesmo, ele está com os cartões, as senhas e os talões de cheque. Maduro agora só compra em Miami na base da pendura.
Para piorar os Estados Unidos bateram onde dói mais: aplicaram sanções econômicas contra a Venezuela, congelando US$ 7 bilhões em ativos da PDVSA - Petróleos de Venezuela, S.A. Isso é problemático, visto que 81% das exportações da Venezuela são petróleo.

Pra onde vai esse petróleo todo? Bem, 48% vai direto pros Estados Unidos.

Estados Unidos, esse com o qual Maduro cortou relações dia 23 de janeiro, só há um ligeiro problema: os Estados Unidos são responsáveis por 39% das exportações e 34% das importações da Venezuela. Se esse comércio cessar, a economia da Venezuela será destruída. OK, destruída mais ainda.

Fonte: Atlas Econômico do MIT
A pressão internacional para que Maduro renuncie vem aumentando, mas a maioria dos especialistas acha que as sanções não vão dar certo, é o tipo de coisa que leva muito tempo pra fazer efeito. Washington parece concordar, pois um plano está se formando para provocar uma reação venezuelana que justifique uma intervenção.
Foi instituído um projeto de enviar ajuda humanitária para a Venezuela, os Estados Unidos estão mandando suprimentos, remédios e o Canadá acabou de alocar US$ 40 milhões para ajudar também. Até aí tudo bem, só que não.
Maduro falou que vai rever as relações com os países da União Européia que reconheceram a presidência de Guaidó, e se recusou a aceitar a ajuda humanitária. De certo modo ele está agindo de forma coerente, o regime venezuelano bloqueou todos os apoios humanitários externos, mesmo de ONGs, não importando se a doação é dinheiro ou remédios.
Neste momento o comboio com doações está se dirigindo para Cúlcuta, Colômbia, enquanto aparentemente o povo da região na Venezuela está começando a se aglomerar.
Guaidó pede para as pessoas receberem bem o comboio, já Maduro disse não não vai passar ninguém na fronteira. O Ministro da Defesa da Colômbia disse que até o final da semana devem começar a distribuir as doações. Tanto tempo assim, será?
Mesmo com a proverbial ineficiência latinoamericana, uma semana é demais pra encher um caminhão de caixas e atravessar uma ponte, mas é preciso dar tempo para isto:


São tropas venezuelanas em San Antonio del Táchira, cidade fronteiriça. Agindo sem pressa temos todas as peças no tabuleiro, um comboio levando ajuda humanitária impedido de entrar no país, uma cabeçada de esfaimados desesperados e no meio soldados venezuelanos já meio revoltados.
Um soldado assustado, uma pedra bem-mirada e temos o estopim para uma batalha campal, um massacre que as tropas protegendo o comboio não poderão ficar paradas assistindo.
Que motivo melhor para invadir um país, do que salvar gente faminta sendo atacada pelo próprio governo? O melhor de tudo, os invasores estarão tecnicamente corretos, o que é a melhor forma de correto.
Maduro está num impasse. Aceitar a ajuda humanitária é se enfraquecer diante dos aliados e da parte da população que o apóia. Não aceitar é receita para o desastre. Por enquanto ele está fazendo a linha dura, dizendo que se os Estados Unidos atacarem "a Casa Branca vai ser manchada de sangue".
Um vídeo mostrando helicópteros Black Hawk em uma revoada está sendo espalhado como "prova" de tropas americanas de invasão, mas a Colômbia opera o Sikorsky UH-60 Black Hawk desde 1987. Outro vídeo diz mostrar soldados dos Estados Unidos desembarcando em La Guajira, o que não faz o menor sentido. Os hovercrafts mostrados são parte dos mini-porta-aviões dos Fuzileiros e o mundo inteiro saberia se eles estivessem na região. Desvendado o mistério, só mais fake news: é um exercício militar no Peru, em 2017.
No nosso lado estão espalhando um vídeo velho como se fossem blindados brasileiros sendo deslocados para a fronteira com a Venezuela, em Roraima. Ah sim, também dizem no que nós mobilizamos milhares de soldados para uma invasão, que será coordenada com as tropas israelenses que vieram para cá e se posicionaram na fronteira Minas-Venezuela (juro!).

Ajuda humanitária dos EUA começou a chegar em Cúlcuta.
Em verdade o Brasil vem reforçando a fronteira com a Venezuela desde o começo do ano passado, mas pela questão dos refugiados, sem nenhuma pretensão de invadir ou ser invadido.
Roraima é um pesadelo logístico, reforços teriam que enfrentar mais de 700 km vindos de Manaus na BR174, e seria economicamente inviável levar rapidamente blindados pesados para Boa Vista. Nosso transporte pesado de maior capacidade é o Lockheed C-130 Hércules, temos 23 deles.
Nosso melhor tanque, o Leopard 1A5 pesa 40 toneladas. A capacidade de carga do Hércules é de 20 toneladas. O transporte teria que ser por balsa até Manaus, e de lá por terra.
Segundo alguns analistas, uma operação para deter Maduro poderia ser feita atacando de dois ou três pontos: do litoral, da fronteira com a Colômbia, e do Brasil.

O mais lógico é que ocorram ataques simultâneos nas frentes A, C e que o papel do Brasil seja evitar que forças de guerrilha fujam pela fronteira e se escondam em território nacional, e isso a gente consegue fazer.
Como?
Simples (OK, talvez não seja esse o termo). o Comando Militar da Amazônia tem um efetivo de 17 mil homens, cobrindo Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima, com o que são consideradas as melhores tropas do mundo em guerra na selva. Em Roraima há várias unidades, incluindo o 12º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado, equipado com blindados EE-9 Cascavel.

Todo mundo gosta de zoar, mas a realidade é que o Brasil tem um orçamento de defesa maior do que o resto da América Latina combinada, enquanto a Venezuela só funciona no papel. A própria força de submarinos deles está inativa há mais de um ano. E por "força de submarinos" eu quero dizer dois.
Aqui o orçamento militar da América Latina de 2017 (fonte):

Ou seja: Se for preciso a gente tem como se defender, mas idealmente isso não acontecerá, não vale o preço.
O grande risco é se as hostilidades começarem devagar, dando tempo pras tropas de Maduro se posicionarem, ele está armando a população (ok, a parte que o apóia) e ampliando as milícias, criando "50 mil unidades de defesa populares".

A melhor estratégia talvez seja vencer pelos estômagos, realmente fornecendo ajuda humanitária e deixando que a população decida por si mesma qual lado quer apoiar. Uma força de invasão americana no Caribe seria impossível de passar despercebida, e tropas partindo da fronteira com a Colômbia, mesmo sem oposição, levariam dias até chegar em Caracas, 600 km de estradas ruins, sem nenhum Graal no caminho.
No auge do arranca-rabo entre Trump e o Grande Líder da Melhor Coreia, eu avaliei a situação na Escala Cardoso de Vai Dar Merda em um 3,5. Hoje avalio a Venezuela como um sólido 5.
Acima de tudo, estou reparando um curioso silêncio do nosso governo, o Brasil está estranhamente quieto. Sim, reconhecemos Guaidó como Presidente, mas fora isso, nada. Nenhuma bravata, nenhuma retórica esperada. Antes que nos acostumássemos com um Presidente que adora brandir sabres, nos deparamos com uma abordagem cautelosa e diplomática.
Das duas uma: ou um governo trapalhão e calouro subitamente desenvolveu uma enorme compreensão de geopolítica e está agindo num nível Graça Aranha Pro, ou Jair Bolsonaro do alto de sua simplicidade viu a situação e soltou a clássica "Tenho nada a ver com isso, meu rei, vocês que são brancos que se entendam".
Qualquer que seja a resposta, tá bom assim pro Brasil.
PS: Não, não estou preocupado com a Rússia, China e outros. A Rússia não vai sujar as mãos por causa do Maduro, eles tem a Ucrânia nas costas e não querem que o ocidente jogue isso na cara, e economicamente a Venezuela é irrelevante pra eles. Eles correspondem a 0,041% das exportações da Venezuela e 1,7% das importações.

Putin vai reclamar, claro, mas não vai se meter, ele sabe que a lama de Caracas não vale a vida de um soldado russo e de qualquer jeito, se ele quisesse uma base no Caribe, teria negociado com Cuba.
 


Rafa - Él

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O que fazer com uns trem desses...:facepalm



















Crise na Venezuela: quem são 'os coletivos', grupos dispostos a pegar em armas para defender Maduro
Em meio à crescente tensão política e com o presidente sob pressão internacional liderada pelos EUA, integrantes de grupos chavistas se dizem dispostos a pegar em armas em caso de invasão militar.

Por Guillermo D. Olmo, BBC — Venezuela
05/02/2019 15h32 Atualizado há uma hora


Visualizar anexo 1549392790873.jpeg

Apoiadores do governo de Nicolás Maduro se manifestam em Caracas; eles marcharam até o prédio do Parlamento — Foto: AP Foto/Wil Riera

Eles são o núcleo duro, a última linha de defesa. E se dizem preparados para qualquer cenário.
Agora que muitos na Venezuela exigem a saída de Nicolás Maduro do poder e que aumentam as pressões dos Estados Unidos e de seus aliados para atingir esse objetivo, eles se mantêm a postos contra o que chamam de "agressão imperialista".
São "os coletivos", os grupos que proliferaram com apoio oficial em toda a Venezuela desde que Hugo Chávez chegou ao poder.
A oposição e os críticos de Chávez os acusam de atuar como grupos paramilitares fora da lei para impor controle social em áreas mais pobres.
Eles se definem como "movimentos sociais" que contribuem para o desenvolvimento dos programas de assistência do governo e para alimentar a chama revolucionária nos bairros.
Deixam claro que usarão armas para impedir qualquer tentativa de derrubar o governo de Nicolás Maduro.
Às vésperas da grande marcha realizada no dia 23 de janeiro pela oposição pedindo a renúncia de Maduro, a BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC, conversou com três líderes dos coletivos em um dos locais onde normalmente se reúnem, no centro de Caracas.
Cercados por imagens de Hugo Chávez, de virgens e santos, bandeiras da Venezuela e cartazes com o rosto do líder político venezuelano Simón Bolívar - personagem decisivo no processo de independência latina do domínio espanhol - eles opinaram sobre a crise institucional em que o país se vê desde que o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou "presidente encarregado" e exigiu "o fim da usurpação" do poder da qual acusa Maduro.
Eles acreditam que a Venezuela provavelmente será palco de uma guerra. E dizem estar prontos para isso.

'Subero', ex-militar disposto a 'lutar até a morte'

Com 47 anos e pai de 3 filhos, este ex-militar, que prefere não revelar o verdadeiro nome, mas é chamado de "Subero", se diz disposto a lutar no que chama de mais uma batalha pela revolução bolivariana.


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Subero foi, segunda conta, um dos militares que em 1992 participaram do movimento revolucionário liderado por Hugo Chávez — Foto: Kevin Jordan via BBC
Sargento aposentado, ele foi, segundo conta, um dos militares que em 1992 participaram do movimento revolucionário liderado por Hugo Chávez contra o então presidente, Carlos Andrés Pérez.
Como Chávez, Subero foi um dos que acabaram na prisão por causa de sua rebelião fracassada.
Agora, ele está à frente do Coletivo 4 de Fevereiro, que leva como nome a data daquela rebelião, o marco fundador do chavismo.
A lealdade a Chávez e seu projeto, agora em seu pior momento devido a crises econômicas e à pressão diplomática internacional contra o governo de Maduro, estão tatuados em sua biografia.
Para ele, a Venezuela vive "uma situação induzida por poderes externos" e ele conta ter bons amigos na oposição.

1549392792135.jpeg

Subero acredita que uma invasão à Venezuela é iminente. E nesse cenário, se declara "pronto para a guerra". — Foto: Kevin Jordan/BBC

Ele acredita que uma invasão da Venezuela é iminente. E nesse cenário, se declara "pronto para a guerra".
Mas faz distinções: "Estou pronto para atirar nos de fora, não para atirar no povo".

Jorge Navas, combatente veterano disposto a ser 'o pesadelo dos gringos'

Líbano, El Salvador, Nicarágua...
Jorge Navas diz ter lutado por seus ideais de esquerda em muitas partes do mundo.

Visualizar anexo 1549392792569.jpeg

Navas também se mostra disposto a lutar por seus ideais de esquerda — Foto: Kevin Jordan/BBC
Agora ele está determinado a fazê-lo também na Venezuela, onde acredita na probabilidade de haver "um conflito com muitas baixas".
Ele me explica seu ponto de vista em um espaço comunitário, enquanto uma velha TV transmite ao vivo pela emissora estatal a assembleia em que Diosdado Cabello, número dois na hierarquia chavista (atrás de Maduro), tenta inflamar uma multidão de simpatizantes do governo.
As palavras de um e outro quase se sobrepõem.
O governo vem alertando há dias que há uma "operação internacional" em curso e chamando os seguidores à resistência.
Navas é um dos que atenderão a esses chamados e encontra precedentes alentadores na história.
"Os Estados Unidos tem um pesadelo que é o Vietnã. Quem disse que a Venezuela não pode ser o novo Vietnã?"
Sua tese é de que "a Venezuela tem muita floresta e os gringos não podem vencer em uma guerra de guerrilhas".

Ele conta saber como se preparará para um conflito armado.
"Nós somos milicianos. Quando chegar a hora, pegaremos as armas", diz ele.
Navas garante que dará tudo de si em um possível combate.
"Eu daria a minha vida pelo ideal bolivariano, mais do que qualquer coisa por dignidade, para não me humilhar diante dos americanos."

'Sombra' e sua 'luta até a morte' em defesa do legado de Chávez

O coletivo ao qual pertence leva o nome do decreto com o qual o libertador Simón Bolívar conclamou, em 1813, à luta implacável contra os espanhóis que levaria à independência da Venezuela.


Queremos que as coisas sejam resolvidas através do diálogo', diz Sombra — Foto: Kevin Jordan/BBC
Foi o decreto conhecido como "Guerra até a Morte".
E para isso, para lutar até a morte, "Sombra" - que prefere não revelar seu nome completo - também se diz preparado.
Ele conta que além de trabalhar nas "lutas sociais", atua no setor de segurança.
Embora esteja disposto a pegar em armas, ele diz preferir que a situação seja resolvida de forma pacífica. "Queremos que as coisas sejam resolvidas através do diálogo."
Sombra afirma que "ideologias distintas" podem coexistir na Venezuela, mas exige respeito pelo que, segundo ele, os venezuelanos expressaram nas urnas.
"Meu voto é válido e quero que o legado de Chávez permaneça no presidente Nicolás Maduro", diz ele, se referindo às polêmicas eleições presidenciais de 2018, nas quais Maduro foi reeleito. A maior parte da oposição não quis participar da votação porque considerá-la fraudulenta. Nem os Estados Unidos nem a União Europeia reconheceram os resultados porque, disseram, as garantias necessárias não foram dadas.

Sombra não tem dúvidas de que "Maduro é o presidente constitucional" de seu país e acredita que os problemas atuais de sua "bela pátria" se devem a "muitos não terem aprendido com o grande legado deixado pelo eterno comandante".
Sombra não tem dúvida: "Eu daria a minha vida pela revolução, é claro que sim".
 

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Podem ter certeza que , se a guerra contra Maduro for prolongada (muito difícil), vai ter um monte de militantes de esquerda mundo afora se inscrevendo como voluntários do exército bolivariano. É assim desde a Guerra Civil Espanhola...
 

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Crise na Venezuela: quem são 'os coletivos', grupos dispostos a pegar em armas para defender Maduro
Em meio à crescente tensão política e com o presidente sob pressão internacional liderada pelos EUA, integrantes de grupos chavistas se dizem dispostos a pegar em armas em caso de invasão militar.

Por Guillermo D. Olmo, BBC — Venezuela
05/02/2019 15h32 Atualizado há uma hora


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Apoiadores do governo de Nicolás Maduro se manifestam em Caracas; eles marcharam até o prédio do Parlamento — Foto: AP Foto/Wil Riera

Eles são o núcleo duro, a última linha de defesa. E se dizem preparados para qualquer cenário.
Agora que muitos na Venezuela exigem a saída de Nicolás Maduro do poder e que aumentam as pressões dos Estados Unidos e de seus aliados para atingir esse objetivo, eles se mantêm a postos contra o que chamam de "agressão imperialista".
São "os coletivos", os grupos que proliferaram com apoio oficial em toda a Venezuela desde que Hugo Chávez chegou ao poder.
A oposição e os críticos de Chávez os acusam de atuar como grupos paramilitares fora da lei para impor controle social em áreas mais pobres.
Eles se definem como "movimentos sociais" que contribuem para o desenvolvimento dos programas de assistência do governo e para alimentar a chama revolucionária nos bairros.
Deixam claro que usarão armas para impedir qualquer tentativa de derrubar o governo de Nicolás Maduro.
Às vésperas da grande marcha realizada no dia 23 de janeiro pela oposição pedindo a renúncia de Maduro, a BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC, conversou com três líderes dos coletivos em um dos locais onde normalmente se reúnem, no centro de Caracas.
Cercados por imagens de Hugo Chávez, de virgens e santos, bandeiras da Venezuela e cartazes com o rosto do líder político venezuelano Simón Bolívar - personagem decisivo no processo de independência latina do domínio espanhol - eles opinaram sobre a crise institucional em que o país se vê desde que o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou "presidente encarregado" e exigiu "o fim da usurpação" do poder da qual acusa Maduro.
Eles acreditam que a Venezuela provavelmente será palco de uma guerra. E dizem estar prontos para isso.

'Subero', ex-militar disposto a 'lutar até a morte'

Com 47 anos e pai de 3 filhos, este ex-militar, que prefere não revelar o verdadeiro nome, mas é chamado de "Subero", se diz disposto a lutar no que chama de mais uma batalha pela revolução bolivariana.


Visualizar anexo 63230

Subero foi, segunda conta, um dos militares que em 1992 participaram do movimento revolucionário liderado por Hugo Chávez — Foto: Kevin Jordan via BBC
Sargento aposentado, ele foi, segundo conta, um dos militares que em 1992 participaram do movimento revolucionário liderado por Hugo Chávez contra o então presidente, Carlos Andrés Pérez.
Como Chávez, Subero foi um dos que acabaram na prisão por causa de sua rebelião fracassada.
Agora, ele está à frente do Coletivo 4 de Fevereiro, que leva como nome a data daquela rebelião, o marco fundador do chavismo.
A lealdade a Chávez e seu projeto, agora em seu pior momento devido a crises econômicas e à pressão diplomática internacional contra o governo de Maduro, estão tatuados em sua biografia.
Para ele, a Venezuela vive "uma situação induzida por poderes externos" e ele conta ter bons amigos na oposição.

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Subero acredita que uma invasão à Venezuela é iminente. E nesse cenário, se declara "pronto para a guerra". — Foto: Kevin Jordan/BBC

Ele acredita que uma invasão da Venezuela é iminente. E nesse cenário, se declara "pronto para a guerra".
Mas faz distinções: "Estou pronto para atirar nos de fora, não para atirar no povo".

Jorge Navas, combatente veterano disposto a ser 'o pesadelo dos gringos'

Líbano, El Salvador, Nicarágua...
Jorge Navas diz ter lutado por seus ideais de esquerda em muitas partes do mundo.

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Navas também se mostra disposto a lutar por seus ideais de esquerda — Foto: Kevin Jordan/BBC
Agora ele está determinado a fazê-lo também na Venezuela, onde acredita na probabilidade de haver "um conflito com muitas baixas".
Ele me explica seu ponto de vista em um espaço comunitário, enquanto uma velha TV transmite ao vivo pela emissora estatal a assembleia em que Diosdado Cabello, número dois na hierarquia chavista (atrás de Maduro), tenta inflamar uma multidão de simpatizantes do governo.
As palavras de um e outro quase se sobrepõem.
O governo vem alertando há dias que há uma "operação internacional" em curso e chamando os seguidores à resistência.
Navas é um dos que atenderão a esses chamados e encontra precedentes alentadores na história.
"Os Estados Unidos tem um pesadelo que é o Vietnã. Quem disse que a Venezuela não pode ser o novo Vietnã?"
Sua tese é de que "a Venezuela tem muita floresta e os gringos não podem vencer em uma guerra de guerrilhas".

Ele conta saber como se preparará para um conflito armado.
"Nós somos milicianos. Quando chegar a hora, pegaremos as armas", diz ele.
Navas garante que dará tudo de si em um possível combate.
"Eu daria a minha vida pelo ideal bolivariano, mais do que qualquer coisa por dignidade, para não me humilhar diante dos americanos."

'Sombra' e sua 'luta até a morte' em defesa do legado de Chávez

O coletivo ao qual pertence leva o nome do decreto com o qual o libertador Simón Bolívar conclamou, em 1813, à luta implacável contra os espanhóis que levaria à independência da Venezuela.


Queremos que as coisas sejam resolvidas através do diálogo', diz Sombra — Foto: Kevin Jordan/BBC
Foi o decreto conhecido como "Guerra até a Morte".
E para isso, para lutar até a morte, "Sombra" - que prefere não revelar seu nome completo - também se diz preparado.
Ele conta que além de trabalhar nas "lutas sociais", atua no setor de segurança.
Embora esteja disposto a pegar em armas, ele diz preferir que a situação seja resolvida de forma pacífica. "Queremos que as coisas sejam resolvidas através do diálogo."
Sombra afirma que "ideologias distintas" podem coexistir na Venezuela, mas exige respeito pelo que, segundo ele, os venezuelanos expressaram nas urnas.
"Meu voto é válido e quero que o legado de Chávez permaneça no presidente Nicolás Maduro", diz ele, se referindo às polêmicas eleições presidenciais de 2018, nas quais Maduro foi reeleito. A maior parte da oposição não quis participar da votação porque considerá-la fraudulenta. Nem os Estados Unidos nem a União Europeia reconheceram os resultados porque, disseram, as garantias necessárias não foram dadas.

Sombra não tem dúvidas de que "Maduro é o presidente constitucional" de seu país e acredita que os problemas atuais de sua "bela pátria" se devem a "muitos não terem aprendido com o grande legado deixado pelo eterno comandante".
Sombra não tem dúvida: "Eu daria a minha vida pela revolução, é claro que sim".
bom pra venezuela que já se livra de um monte de mortadela com uma tacada só com umas bombas opressoras na cabeça desses mocorongos :kkk
 
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Podem ter certeza que , se a guerra contra Maduro for prolongada (muito difícil), vai ter um monte de militantes de esquerda mundo afora se inscrevendo como voluntários do exército bolivariano. É assim desde a Guerra Civil Espanhola...
E, como em todas as guerras anteriores, esses merdas sangrarão até morrer. Bando de animais
 

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Militares na Venezuela bloqueiam ajuda humanitária
Mundo 06.02.19 19:16


Militares fiéis à ditadura de Nicolás Maduro fecharam com contêineres e caminhões de gasolina a ponte que liga a cidade colombiana de Cúcuta a Ureña, na Venezuela. O objetivo é impedir a chegada da ajuda humanitária dos EUA.
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EUA oferecem suspensão de sanções a militares que apoiarem Guaidó
O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, disse hoje que os EUA cogitam levantar sanções impostas a militares da Venezuela que reconheçam o governo de Juan Guaidó.

“Os EUA vão estudar o fim de sanções para qualquer alto oficial militar venezuelano que se posicione a favor da democracia e reconheça o governo constitucional do presidente Juan Guaidó”, escreveu Bolton no Twitter.

“Caso contrário, o círculo financeiro internacional irá se fechar completamente. Façam a escolha certa!”, acrescentou o assessor de Donald Trump.


fonte
 
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"...Brasil tem um orçamento de defesa maior do que o resto da América Latina combinada, enquanto a Venezuela só funciona no papel."
acho que não hein..... :coolface
É fato. A manutenção é muito precária. Os Sukhois mal tem peças de reposição, há inclusive uns boatos que andaram tentando fabricar umas peças pros F-16 deles. Não aguentam mesmo umas horas de porrada.

Agora, quanto ao papel, o que deve ter de papel higiênico estocado na casa dos milicos da chefia, nao? Da pra se borrar a vontade
 
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Não fale isso, a tchurminha do sereia resistência e do Viva Chavez, Viva Maduro, vai ter um ataque de choro e é bem capaz de romper outra represa com o volume das lágrimas
 
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Esse maduro é ridículo, deve ser muito, mas MUITO RUIM ser esquerdalha, imagine, teus ídolos estão mortos ou presos, todos são genocidas sanguinários, aliado a isso tua vida é um lixo, é um usuário de drogas inveterado e pra variar a propria esquerdalha como grupo está se desfalecendo...Deus me livre de ter essa doença.
 

yage

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Militares na Venezuela bloqueiam ajuda humanitária
Mundo 06.02.19 19:16


Militares fiéis à ditadura de Nicolás Maduro fecharam com contêineres e caminhões de gasolina a ponte que liga a cidade colombiana de Cúcuta a Ureña, na Venezuela. O objetivo é impedir a chegada da ajuda humanitária dos EUA.
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Vejam bem isso e me digam se esquerdismo não é doença. Estão pouco se fodendo pra população.O negócio é se segurar no poder a qualquer custo, lembra um certo partido daqui.
 
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Vejam bem isso e me digam se esquerdismo não é doença. Estão pouco se fodendo pra população.O negócio é se segurar no poder a qualquer custo, lembra um certo partido daqui.
Tem users daqui que apoiaram fortemente o Maduro na época do "Venezuela é o Socialismo que deu certo". A maioria foi banida, mas tem uns ativos, principalmente no tópico do Flávio.
 

overoad

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E tinha vadio no fórum que defendia e chamava de democracia, aliás, não são capazes de reconhecer o erro até hoje.
Tem um aí que escreveu uma mentira absurda dizendo que um militante pró-lula foi jogado na frente de um caminhão e sabe qual foi a atitude do néscio ao ser confrontado com o erro?

Chorar na moderação de que está sendo perseguido. Esse é o caráter desse pessoal. Mentira, hipocrisia e covardia.
 
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Tem um aí que escreveu uma mentira absurda dizendo que um militante pró-lula foi jogado na frente de um caminhão e sabe qual foi a atitude do néscio ao ser confrontado com o erro?

Chorar na moderação de que está sendo perseguido. Esse é o caráter desse pessoal. Mentira, hipocrisia e covardia.
É como eu já disse, antes ele pode até ser banido do fórum, mas é orgulhoso demais para editar aquele post e reconhecer que mentiu.
 
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O negócio está escalonando rápido... algum tipo de guerra vai ter por la hein

Esse maduro, uma dos maiores fdps da história

Ainda bem que o poste não ganhou por aqui, acham coincidência a Venezuela ter ido tão rapidamente para o caos nesses poucos meses? Deixou de mamar mas tetas do Brasil, agora está mostrando realmente a situação crítica em que estão metidos
 

rossetto

Ei mãe, 500 pontos!
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O negócio está escalonando rápido... algum tipo de guerra vai ter por la hein

Esse maduro, uma dos maiores fdps da história

Ainda bem que o poste não ganhou por aqui, acham coincidência a Venezuela ter ido tão rapidamente para o caos nesses poucos meses? Deixou de mamar mas tetas do Brasil, agora está mostrando realmente a situação crítica em que estão metidos
É por isso que eu digo, tinha que pegar tudo esses comunistinha de ap e levar pra um tour na Venezuela por um ano, só pra ver a maravilha do socialismo moderno. Paris e Nova Iorque é fácil, quero é ver no regime raiz.
 
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É por isso que eu digo, tinha que pegar tudo esses comunistinha de ap e levar pra um tour na Venezuela por um ano, só pra ver a maravilha do socialismo moderno. Paris e Nova Iorque é fácil, quero é ver no regime raiz.
A questão é que o comunistinha de apê não se vê como povo, e sim como membro do governo ou dos "movimento sociais" bancados pelo governo. Ele está cagando para as famílias morrendo de fome e enterrando os filhos no quintal de casa, porque ele acha que vai ser um dos amigos do rei privilegiados.
 
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mas... não entendi...

Qualquer um pode chegar e falar que é presidente? Maduro continua presidente, mesmo ninguém querendo
Não, na Venezuera tem uma hierarquia de quem assume similar ao Brasil. Se morre/impeachment no presidente, assume o vice, se o vice também não rola ai vai o presidente da câmara.
O que aconteceu é que como na última eleição de Maduro a oposição foi caçada e não deixaram ninguém ver a contagem de votos, a câmara de deputados julgou a eleição inconstitucional e invalida, pedindo por outra.
Maduro negou realizar outra eleição. Assim, dia 10 de janeiro, quando acabou o mandato do Maduro, não havia ainda nenhum presidente ou vice eleito por eleição reconhecida como válida pela câmara, na ausência de presidente e vice ai quem assume é o presidente da câmara, que na época era o Juan, ai ele se auto-declarou presidente.
 
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Não, na Venezuera tem uma hierarquia de quem assume similar ao Brasil. Se morre/impeachment no presidente, assume o vice, se o vice também não rola ai vai o presidente da câmara.
O que aconteceu é que como na última eleição de Maduro a oposição foi caçada e não deixaram ninguém ver a contagem de votos, a câmara de deputados julgou a eleição inconstitucional e invalida, pedindo por outra.
Maduro negou realizar outra eleição. Assim, dia 10 de janeiro, quando acabou o mandato do Maduro, não havia ainda nenhum presidente ou vice eleito por eleição reconhecida como válida pela câmara, na ausência de presidente e vice ai quem assume é o presidente da câmara, que na época era o Juan, ai ele se auto-declarou presidente.
Ahh entendi.
 

antonioli

O Exterminador de nicknames
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O cara fez uma carta aberta pedindo paz para os EUA. Como se os EUA estivessem em guerra com ele :klolz

E falou que não aceita ajuda humanitária porque poderia estar entrando armamento de guerra dos EUA :klolz

Tudo é culpa dos EUA :klolz
 

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