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LobOS of Wallter Space - Discussão sobre investimentos [Principalmente Bolsa de Valor]

Sic Parvis Magna

The Intelligent Investor
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não existe pegadinha, é isso mesmo (só tem que ler o contrato para ver como eles vão garantir)
- Você vai emprestar a sua ação para um terceiro fazer um short.
- A corretora vai ter algum sistema de colateral desse terceiro e vai cobrar os pagamentos por meio de garantias e etc.
- Caso o terceiro não pague, a corretora vai bloquear o colateral para poder te pagar/devolver as ações.

O risco é, se a corretora ou o banco em que o colateral estiver depositado tiver problemas a sua "garantia" pode ir para o saco, por isso quanto maior a volatilidade da ação maior o risco (e a recompensa), a garantia da Rico com certeza está atrelada à eles terem esse dinheiro disponível, o que não pode ser sempre verdade.

Os pontos que vc tem que ter ao alugar é, ações muito voláteis tem mais risco, se é uma empresa só que está sendo altamente shortada pode ser que o mercado está dizendo que não confia nessa empresa para ter lucros futuros, logo ir atrás de empresas com aluguém caro para ganhar grana disso seja uma estratégia falha.

Eu alugo as minhas ações que são VTI e VXUS, logo quem faz trade/short nela é para ganhos temporários, diferente de um short na Gamestop one ela realmente pode falir

A bolsa do Brasil e as duas corretoras envolvidas garantem essa operação. O risco que você tá descrevendo só se aplica aos EUA porque lá é diferente, tem menos garantias. Risco de aluguel aqui é mínimo depois do Naji Nahas.

Lá tem limite de short também.

A carteira é minha. A corretora quer pegar as ações e alugar pra outras pessoas, pelo que entendi. Ela repassaria o aluguel pra mim e desse aluguel descontaria uma taxa de administração.

Na proposta, a Rico (corretora) garante o pagamento. Achei tudo isso muito bom e tô desconfiado que tenha pegadinha.

Mixaria, trava suas ações pra venda e te dá trabalho no IR. Eu já tive e achei melhor deixar sem. Fora que não aluga 100% das ações o tempo todo, e a corretora pega 30-40% do valor do aluguel como pagamento pelo serviço.

Edit: Mais um IR alto. Ou seja, o valor em teoria parece bom, mas sobra pouco de pouco.
 
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Sic Parvis Magna

The Intelligent Investor
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Obs: Sobre aluguel de ações, definitvamente não use rendimento de aluguel como critério pra ter empresa. Faça sua análise, compre, e só depois lembra que aluguel existe, pra daí cogitar se aluga ou não. Esquece escolher ação por "oportunidade de aluguel". Isso varia muito ao longo do ano, e normalmente a que tá pagando aluguel alto vai cair no curto prazo então não tem almoço grátis e como critério isso é irrelevante.
 

Metal God

Ei mãe, 500 pontos!
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Agradeço aos amigos pelos esclarecimentos sobre aluguel de ações. Decidi não ingressar nessa seara.
 

Insônia

Bam-bam-bam
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Uns tempos atrás tinha visto esse lance de alguém de ações. Também achei que não compensava todo o trabalho.

Enviado de meu M2004J19C usando o Tapatalk
 


BlueWingedTiger

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Como prometido, uma explicação mais a fundo do investimento passivo e suas bases @Sic Parvis Magna
Se tiver alguma coisa para corrigir/adicionar só avisar kkk

1. Base

1.1 MPT - Modern Portfolio Theory

A Teoria Moderna do Portfólio, explica como investidores racionais irão usar o princípio da diversificação para otimizar as suas carteiras de investimentos, e como um ativo arriscado deve ser precificado. O desenvolvimento de modelos de otimização de portfólio tem origem na área econômico-financeira.

Risco / Retorno

O modelo assume que os investidores são avessos ao risco, o que significa que dados dois ativos que oferecem o mesmo retorno esperado, os investidores preferem o de menor risco. Assim, um investidor aumentará o risco apenas se é compensado pelo aumento do rendimento esperado. Inversamente, um investidor que deseja obter rentabilidades superiores deve aceitar mais risco. A medida exata desse trade-off será diferente para cada investidor com base nas características individuais a aversão pelo risco. Como consequência um investidor racional não irá investir em uma carteira, se existe uma segunda alternativa com uma relação risco-retorno mais favorável - ou seja, para um mesmo nível de risco existe uma carteira alternativa que tem melhor rendimento esperado. Resumindo, os investidores sabem que um dos princípios a ter em conta quando fazem um investimento, é o tipo de risco que lhe está associado, e o retorno que podem vir a ter com esse investimento. O risco poderá ser maior ou menor, e resultar em ganho ou perda. Quanto maior for o risco do investimento, maior deverá ser o seu retorno. Não existem garantias absolutas que um investimento de risco possa corresponder às expectativas do investidor, o lucro poderá ser bastante inferior ao que seria esperado. O risco é efetivamente uma incerteza e ao prolongar-se no tempo mais incerto se torna.. Se o investimento for aplicado em ações, o risco está diretamente ligado a situações imprevisíveis tais como a especulação, flutuações de mercado, factores politicos, factores econômicos. Como forma de prevenção, os investimentos devem ser diversificados, investir em vários tipos de ativos vai permitir diferentes tipos de retorno e diminuir o risco, desta forma o investimento estará mais protegido e a segurança será maior.

Média e Variância

Assume-se ainda que a preferência de risco / retorno do investidor pode ser descrita através de uma função de utilidade quadrática. O efeito deste pressuposto é que apenas o retorno esperado e a volatilidade (isto é, o retorno médio e o desvio padrão) importam para o investidor. O investidor é indiferente a outras características da distribuição do retorno, tais como a sua assimetria ou curtose.

A teoria utiliza um parâmetro, a volatilidade, como uma proxy de risco, enquanto a rentabilidade é uma expectativa sobre o futuro. Isto está em sintonia com a hipótese de eficiência de mercado e a maior parte estudos clássicos das finanças modernas, como o modelo de Black e Scholes para precificação de opções europeias (modelo de martingais: em suma significa que a melhor previsão para amanhã é o preço de hoje). As recentes inovações em teoria do portfólio , especialmente na chamada de Teoria do Portfólio Pós-Moderna, tem exposto diversas falhas na consideração da variância como proxy do risco do investidor:


Portfolio Eficiênte

O portfolio eficiente então é o portfolio que te dá o maior retorno pelo nível de risco, logo, para alcançar esse tipo de risco é necessário diversificar as idiossyncracias, como riscos de uma empresa só, um setor só, um país só, entre outros.

Fronteira_Eficiente_Markowitz.png

Os fudos ativos tentam te dar um retorno além da eficiência (ganhar do mercado) porém devido ào mercado no curto prazo ser um "zero-sum" e ser necessário ter a média, você tem poucos que conseguem ultrapassar esse valor, e a maioria, matemáticamente, fica abaixo.

1 SPVSF.png

hedge-vs-sp500.png




1.2 Eficiência do Mercado

A hipótese do mercado eficiente é uma teoria de investimento que fundamenta que os preços do mercado sempre refletem todas as informações existentes. Logo, segundo a hipótese, não existem ações baratas ou caras — já que o mercado eficiente para sempre precificar a cotação de uma ação no seu valor justo.

Sendo assim, conseguir retornos acima da média do mercado no longo prazo não seria possível, de acordo com a hipótese. Nem com análise técnica, nem mesmo com análise fundamentalista.

Essa hipótese foi formulada na década de 60 pelo economista americano Eugene Fama em sua dissertação de mestrado. E desde então, a teoria vem sendo debatida pelos estudiosos e especialistas do mercado — gerando tanto posições que concordam com a ideia e outras que questionam sua validade.

Dentro da hipótese há três níveis distintos de eficiência:
  • Eficiência fraca: sustenta que o mercado é eficiente em refletir todas as informações públicas disponíveis. Os retornos no mercado são independentes. Logo, retornos passados não ajudam a prever retornos futuros.
  • Eficiência semi-forte: engloba a hipótese fraca e sugere que as novas informações são absorvidas pelo mercado instantaneamente. Dessa forma, os investidores não conseguem resultados acima do mercado com informações conhecidas.
  • Eficiência forte: engloba as outras hipóteses e sustenta que os preços dos ativos refletem instantaneamente todo o tipo de informação. Seja ela pública ou privada. Assim, nenhum investidor conseguiria retornos acima do mercado mesmo que obtivesse uma nova informação.

Já que os preços são resultados de informações que assim que acontecem já são precificadas. Portanto, não há hiato entre o fato e conhecimento dos investidores para considerarem um novo preço do ativo.



https://sci-hub.se/https://doi.org/10.2307/2325486



1.3 CAPM Model

O CAPM é um método que possibilita avaliar o retorno esperado de um ativo em comparação com uma dada situação de mercado, por mais diversificada que seja. Por meio do coeficiente “beta”, o modelo consegue captar o risco não diversificável.

No mercado financeiro existem diversas formas de precificação de ativos. Uma delas é o Capital Asset Pricing Model, Em português, esse termo pode ser traduzido para Modelo de Precificação de Ativos Financeiros.

O objetivo dessa ferramenta é, assim como todo mecanismo de precificação, identificar o valor de um ativo financeiro por meio da definição de risco apresentado versus retorno oferecido.

ERi=Rf+βi(ERm−Rf)

Onde:

ERi (Expected Return of Investment)É o resultado que encontraremos, indicando o quando esperar de retorno do investimento;

Rf (Risk-Free Rate) – Traduzindo, significa taxa livre de risco, que no Brasil pode ser representada pela taxa Selic. Taxa livre de risco tem relação com o risco mínimo de crédito (calote);

βi - O símbolo corresponde ao Beta, e vai dizer o quanto determinado ativo é sensível ao risco, em outras palavras, é uma medida de risco que o ativo assume diante do movimento do mercado;

ERm (Expected Return of Market) – Representa a rentabilidade oferecida pelo mercado.

O resultado da equação ERm – Rf é conhecido no mercado como prêmio pelo risco e, obviamente, o retorno de mercado deve ser maior que a taxa livre de risco para compensar o investimento.

o CAPM por sí só não consegue explicar o retorno excedente de algumas ações, o que nos leva ao ponto 1.4, Fatores.


1.4 Factor Investing

Apesar de o modelo de precificação de ativos CAPM de Sharpe-Lintner ser o mais conhecido no mundo das finanças e adminstração, este não é o melhor modelo para se explicar os retornos de ativos que carregam risco. Uma das opções mais difundidas, e que iniciou o movimento chamado modelo de fatores para precificação, conhecido no mercado também por modelos multi-fatores ou smart beta é o modelo de 3 fatores de Fama e French. (que foi expandido para 5 fatores)

Neste modelo os retornos dos ativos é explicado não somente pelos retornos de mercado, o primeiro e principal fator, mas também por outros dois fatores conhecidos como SMB ( Small minus Big ) e HML ( High minus Low ), que referem-se respectivamente aos fatores de tamanho da firma e “valor” precificado, no qual a relação valor contábil sobre valor de mercado é a proxy. Uma ação com alta relação contábil sobre mercado é considerada uma empresa de “valor”, enquanto que no caso contrário se enquadram as chamadas empresas de “crescimento”, ou glamor.





2.0 Investimento em Índices

Assumindo então, que o mercado em geral é eficiente e que como investidores podemos e devemos procurar o melhor risco/retorno, alcançando então o portfólio eficiente, chegamos a conclusão de que um portfolio otimizado é um que se investe em índices globalmente diversificados.

O uso de ETFs ou Fundos multimercados passívos tem como proposta replicar índices e provem de seus servíços com custos baixos, o fundo

Vanguard Total World Stock Index Fund ETF por exemplo cobra uma taxa de 0.07% vs a média de .8%-2% cobrado por fundos ativos

ETFs-vs-Managed-Funds-Chart.png


O nível de exposição entre ações e títulos públicos vai depender de cada investidor, o site de Vanguard (https://advisors.vanguard.com/VGApp...Tools/portfolioAnalytics/historicalRiskReturn) tem valores históricos de quanto cada alocação rende, seus anos mais baixos e mais altos, sendo uma boa prévia de como cada portfolio poderá reagir no futuro, claro que nada é 100% certo e serve somente de guia.


Porém é imprescindível que todos tenham um bom fundo de emergência, investimentos em ações ou títulos são investimentos de longo prazo e não se deve investir dinheiro que pode ser preciso em caso de uma emergência.





É bastante coisa, porém se tiver calma para ler o material e ver os vídeos acredito que fica fácil de entender a matemática e a lógica por trás.
 
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lagom

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Como prometido, uma explicação mais a fundo do investimento passivo e suas bases @Sic Parvis Magna
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1. Base

1.1 MPT - Modern Portfolio Theory

A Teoria Moderna do Portfólio, explica como investidores racionais irão usar o princípio da diversificação para otimizar as suas carteiras de investimentos, e como um ativo arriscado deve ser precificado. O desenvolvimento de modelos de otimização de portfólio tem origem na área econômico-financeira.

Risco / Retorno

O modelo assume que os investidores são avessos ao risco, o que significa que dados dois ativos que oferecem o mesmo retorno esperado, os investidores preferem o de menor risco. Assim, um investidor aumentará o risco apenas se é compensado pelo aumento do rendimento esperado. Inversamente, um investidor que deseja obter rentabilidades superiores deve aceitar mais risco. A medida exata desse trade-off será diferente para cada investidor com base nas características individuais a aversão pelo risco. Como consequência um investidor racional não irá investir em uma carteira, se existe uma segunda alternativa com uma relação risco-retorno mais favorável - ou seja, para um mesmo nível de risco existe uma carteira alternativa que tem melhor rendimento esperado. Resumindo, os investidores sabem que um dos princípios a ter em conta quando fazem um investimento, é o tipo de risco que lhe está associado, e o retorno que podem vir a ter com esse investimento. O risco poderá ser maior ou menor, e resultar em ganho ou perda. Quanto maior for o risco do investimento, maior deverá ser o seu retorno. Não existem garantias absolutas que um investimento de risco possa corresponder às expectativas do investidor, o lucro poderá ser bastante inferior ao que seria esperado. O risco é efetivamente uma incerteza e ao prolongar-se no tempo mais incerto se torna.. Se o investimento for aplicado em ações, o risco está diretamente ligado a situações imprevisíveis tais como a especulação, flutuações de mercado, factores politicos, factores econômicos. Como forma de prevenção, os investimentos devem ser diversificados, investir em vários tipos de ativos vai permitir diferentes tipos de retorno e diminuir o risco, desta forma o investimento estará mais protegido e a segurança será maior.

Média e Variância

Assume-se ainda que a preferência de risco / retorno do investidor pode ser descrita através de uma função de utilidade quadrática. O efeito deste pressuposto é que apenas o retorno esperado e a volatilidade (isto é, o retorno médio e o desvio padrão) importam para o investidor. O investidor é indiferente a outras características da distribuição do retorno, tais como a sua assimetria ou curtose.

A teoria utiliza um parâmetro, a volatilidade, como uma proxy de risco, enquanto a rentabilidade é uma expectativa sobre o futuro. Isto está em sintonia com a hipótese de eficiência de mercado e a maior parte estudos clássicos das finanças modernas, como o modelo de Black e Scholes para precificação de opções europeias (modelo de martingais: em suma significa que a melhor previsão para amanhã é o preço de hoje). As recentes inovações em teoria do portfólio , especialmente na chamada de Teoria do Portfólio Pós-Moderna, tem exposto diversas falhas na consideração da variância como proxy do risco do investidor:



1.2 Eficiência do Mercado

A hipótese do mercado eficiente é uma teoria de investimento que fundamenta que os preços do mercado sempre refletem todas as informações existentes. Logo, segundo a hipótese, não existem ações baratas ou caras — já que o mercado eficiente para sempre precificar a cotação de uma ação no seu valor justo.

Sendo assim, conseguir retornos acima da média do mercado no longo prazo não seria possível, de acordo com a hipótese. Nem com análise técnica, nem mesmo com análise fundamentalista.

Essa hipótese foi formulada na década de 60 pelo economista americano Eugene Fama em sua dissertação de mestrado. E desde então, a teoria vem sendo debatida pelos estudiosos e especialistas do mercado — gerando tanto posições que concordam com a ideia e outras que questionam sua validade.

Dentro da hipótese há três níveis distintos de eficiência:
  • Eficiência fraca: sustenta que o mercado é eficiente em refletir todas as informações públicas disponíveis. Os retornos no mercado são independentes. Logo, retornos passados não ajudam a prever retornos futuros.
  • Eficiência semi-forte: engloba a hipótese fraca e sugere que as novas informações são absorvidas pelo mercado instantaneamente. Dessa forma, os investidores não conseguem resultados acima do mercado com informações conhecidas.
  • Eficiência forte: engloba as outras hipóteses e sustenta que os preços dos ativos refletem instantaneamente todo o tipo de informação. Seja ela pública ou privada. Assim, nenhum investidor conseguiria retornos acima do mercado mesmo que obtivesse uma nova informação.

Já que os preços são resultados de informações que assim que acontecem já são precificadas. Portanto, não há hiato entre o fato e conhecimento dos investidores para considerarem um novo preço do ativo.






1.3 CAPM Model

O CAPM é um método que possibilita avaliar o retorno esperado de um ativo em comparação com uma dada situação de mercado, por mais diversificada que seja. Por meio do coeficiente “beta”, o modelo consegue captar o risco não diversificável.

No mercado financeiro existem diversas formas de precificação de ativos. Uma delas é o Capital Asset Pricing Model, Em português, esse termo pode ser traduzido para Modelo de Precificação de Ativos Financeiros.

O objetivo dessa ferramenta é, assim como todo mecanismo de precificação, identificar o valor de um ativo financeiro por meio da definição de risco apresentado versus retorno oferecido.

ERi = Rf + .(ERm – Rf)

Onde:

ERi (Expected Return of Investment)É o resultado que encontraremos, indicando o quando esperar de retorno do investimento;

Rf (Risk-Free Rate) – Traduzindo, significa taxa livre de risco, que no Brasil pode ser representada pela taxa Selic. Taxa livre de risco tem relação com o risco mínimo de crédito (calote);

- O símbolo corresponde ao Beta, e vai dizer o quanto determinado ativo é sensível ao risco, em outras palavras, é uma medida de risco que o ativo assume diante do movimento do mercado;

ERm (Expected Return of Market) – Representa a rentabilidade oferecida pelo mercado.

O resultado da equação ERm – Rf é conhecido no mercado como prêmio pelo risco e, obviamente, o retorno de mercado deve ser maior que a taxa livre de risco para compensar o investimento.

o CAPM por sí só não consegue explicar o retorno excedente de algumas ações, o que nos leva ao ponto 1.4, Fatores.


1.4 Factor Investing

Apesar de o modelo de precificação de ativos CAPM de Sharpe-Lintner ser o mais conhecido no mundo das finanças e adminstração, este não é o melhor modelo para se explicar os retornos de ativos que carregam risco. Uma das opções mais difundidas, e que iniciou o movimento chamado modelo de fatores para precificação, conhecido no mercado também por modelos multi-fatores ou smart beta é o modelo de 3 fatores de Fama e French. (que foi expandido para 5 fatores)

Neste modelo os retornos dos ativos é explicado não somente pelos retornos de mercado, o primeiro e principal fator, mas também por outros dois fatores conhecidos como SMB ( Small minus Big ) e HML ( High minus Low ), que referem-se respectivamente aos fatores de tamanho da firma e “valor” precificado, no qual a relação valor contábil sobre valor de mercado é a proxy. Uma ação com alta relação contábil sobre mercado é considerada uma empresa de “valor”, enquanto que no caso contrário se enquadram as chamadas empresas de “crescimento”, ou glamor.


Fama, Eugene F. and French, Kenneth R., A Five-Factor Asset Pricing Model (September 2014). Fama-Miller Working Paper, Available at SSRN: https://ssrn.com/abstract=2287202 or http://dx.doi.org/10.2139/ssrn.2287202


1.5 Portfolio Eficiênte

O portfolio eficiente então é o portfolio que te dá o maior retorno pelo nível de risco, logo, para alcançar esse tipo de risco é necessário diversificar as idiossyncracias, como riscos de uma empresa só, um setor só, um país só, entre outros.

Fronteira_Eficiente_Markowitz.png

Os fudos ativos tentam te dar um retorno além da eficiência (ganhar do mercado) porém devido ào mercado no curto prazo ser um "zero-sum" e ser necessário ter a média, você tem poucos que conseguem ultrapassar esse valor, e a maioria, matemáticamente, fica abaixo.

Visualizar anexo 267538

hedge-vs-sp500.png


2.0 Investimento em Índices

Assumindo então, que o mercado em geral é eficiente e que como investidores podemos e devemos procurar o melhor risco/retorno, alcançando então o portfólio eficiente, chegamos a conclusão de que um portfolio otimizado é um que se investe em índices globalmente diversificados.

O uso de ETFs ou Fundos multimercados passívos tem como proposta replicar índices e provem de seus servíços com custos baixos, o fundo

Vanguard Total World Stock Index Fund ETF por exemplo cobra uma taxa de 0.07% vs a média de .8%-2% cobrado por fundos ativos

ETFs-vs-Managed-Funds-Chart.png


O nível de exposição entre ações e títulos públicos vai depender de cada investidor, o site de Vanguard (https://advisors.vanguard.com/VGApp...Tools/portfolioAnalytics/historicalRiskReturn) tem valores históricos de quanto cada alocação rende, seus anos mais baixos e mais altos, sendo uma boa prévia de como cada portfolio poderá reagir no futuro, claro que nada é 100% certo e serve somente de guia.


Porém é imprescindível que todos tenham um bom fundo de emergência, investimentos em ações ou títulos são investimentos de longo prazo e não se deve investir dinheiro que pode ser preciso em caso de uma emergência.





É bastante coisa, porém se tiver calma para ler o material e ver os vídeos acredito que fica fácil de entender a matemática e a lógica por trás.

1- O artigo na Willey está atrás de um paywall: https://sci-hub.se/https://doi.org/10.1111/j.1540-6261.1952.tb01525.x
2- O artigo no JSTOR precisa de login: https://sci-hub.se/https://doi.org/10.2307/2325486
3 - Qual o volume estimado de páginas no material do seu post? Gostaria de lê-los mais tarde
4 - Joinha pelo effort post
 

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1- O artigo na Willey está atrás de um paywall: https://sci-hub.se/https://doi.org/10.1111/j.1540-6261.1952.tb01525.x
2- O artigo no JSTOR precisa de login: https://sci-hub.se/https://doi.org/10.2307/2325486
3 - Qual o volume estimado de páginas no material do seu post? Gostaria de lê-los mais tarde
4 - Joinha pelo effort post
Atualizado!
Cara, é bastante coisa pois queria realmente deixar tudo embasado em pesquisas kkk
porém se vc der uma olhada nos vídeos do Ben Felix (até citei um deles) ele quebra muito bem o grosso do material e são vídeos curtos (até uns 15min)
 

Fresco

Habitué da casa
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1. Base

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A Teoria Moderna do Portfólio, explica como investidores racionais irão usar o princípio da diversificação para otimizar as suas carteiras de investimentos, e como um ativo arriscado deve ser precificado. O desenvolvimento de modelos de otimização de portfólio tem origem na área econômico-financeira.

Risco / Retorno

O modelo assume que os investidores são avessos ao risco, o que significa que dados dois ativos que oferecem o mesmo retorno esperado, os investidores preferem o de menor risco. Assim, um investidor aumentará o risco apenas se é compensado pelo aumento do rendimento esperado. Inversamente, um investidor que deseja obter rentabilidades superiores deve aceitar mais risco. A medida exata desse trade-off será diferente para cada investidor com base nas características individuais a aversão pelo risco. Como consequência um investidor racional não irá investir em uma carteira, se existe uma segunda alternativa com uma relação risco-retorno mais favorável - ou seja, para um mesmo nível de risco existe uma carteira alternativa que tem melhor rendimento esperado. Resumindo, os investidores sabem que um dos princípios a ter em conta quando fazem um investimento, é o tipo de risco que lhe está associado, e o retorno que podem vir a ter com esse investimento. O risco poderá ser maior ou menor, e resultar em ganho ou perda. Quanto maior for o risco do investimento, maior deverá ser o seu retorno. Não existem garantias absolutas que um investimento de risco possa corresponder às expectativas do investidor, o lucro poderá ser bastante inferior ao que seria esperado. O risco é efetivamente uma incerteza e ao prolongar-se no tempo mais incerto se torna.. Se o investimento for aplicado em ações, o risco está diretamente ligado a situações imprevisíveis tais como a especulação, flutuações de mercado, factores politicos, factores econômicos. Como forma de prevenção, os investimentos devem ser diversificados, investir em vários tipos de ativos vai permitir diferentes tipos de retorno e diminuir o risco, desta forma o investimento estará mais protegido e a segurança será maior.

Média e Variância

Assume-se ainda que a preferência de risco / retorno do investidor pode ser descrita através de uma função de utilidade quadrática. O efeito deste pressuposto é que apenas o retorno esperado e a volatilidade (isto é, o retorno médio e o desvio padrão) importam para o investidor. O investidor é indiferente a outras características da distribuição do retorno, tais como a sua assimetria ou curtose.

A teoria utiliza um parâmetro, a volatilidade, como uma proxy de risco, enquanto a rentabilidade é uma expectativa sobre o futuro. Isto está em sintonia com a hipótese de eficiência de mercado e a maior parte estudos clássicos das finanças modernas, como o modelo de Black e Scholes para precificação de opções europeias (modelo de martingais: em suma significa que a melhor previsão para amanhã é o preço de hoje). As recentes inovações em teoria do portfólio , especialmente na chamada de Teoria do Portfólio Pós-Moderna, tem exposto diversas falhas na consideração da variância como proxy do risco do investidor:



1.2 Eficiência do Mercado

A hipótese do mercado eficiente é uma teoria de investimento que fundamenta que os preços do mercado sempre refletem todas as informações existentes. Logo, segundo a hipótese, não existem ações baratas ou caras — já que o mercado eficiente para sempre precificar a cotação de uma ação no seu valor justo.

Sendo assim, conseguir retornos acima da média do mercado no longo prazo não seria possível, de acordo com a hipótese. Nem com análise técnica, nem mesmo com análise fundamentalista.

Essa hipótese foi formulada na década de 60 pelo economista americano Eugene Fama em sua dissertação de mestrado. E desde então, a teoria vem sendo debatida pelos estudiosos e especialistas do mercado — gerando tanto posições que concordam com a ideia e outras que questionam sua validade.

Dentro da hipótese há três níveis distintos de eficiência:
  • Eficiência fraca: sustenta que o mercado é eficiente em refletir todas as informações públicas disponíveis. Os retornos no mercado são independentes. Logo, retornos passados não ajudam a prever retornos futuros.
  • Eficiência semi-forte: engloba a hipótese fraca e sugere que as novas informações são absorvidas pelo mercado instantaneamente. Dessa forma, os investidores não conseguem resultados acima do mercado com informações conhecidas.
  • Eficiência forte: engloba as outras hipóteses e sustenta que os preços dos ativos refletem instantaneamente todo o tipo de informação. Seja ela pública ou privada. Assim, nenhum investidor conseguiria retornos acima do mercado mesmo que obtivesse uma nova informação.

Já que os preços são resultados de informações que assim que acontecem já são precificadas. Portanto, não há hiato entre o fato e conhecimento dos investidores para considerarem um novo preço do ativo.






1.3 CAPM Model

O CAPM é um método que possibilita avaliar o retorno esperado de um ativo em comparação com uma dada situação de mercado, por mais diversificada que seja. Por meio do coeficiente “beta”, o modelo consegue captar o risco não diversificável.

No mercado financeiro existem diversas formas de precificação de ativos. Uma delas é o Capital Asset Pricing Model, Em português, esse termo pode ser traduzido para Modelo de Precificação de Ativos Financeiros.

O objetivo dessa ferramenta é, assim como todo mecanismo de precificação, identificar o valor de um ativo financeiro por meio da definição de risco apresentado versus retorno oferecido.

ERi = Rf + .(ERm – Rf)

Onde:

ERi (Expected Return of Investment)É o resultado que encontraremos, indicando o quando esperar de retorno do investimento;

Rf (Risk-Free Rate) – Traduzindo, significa taxa livre de risco, que no Brasil pode ser representada pela taxa Selic. Taxa livre de risco tem relação com o risco mínimo de crédito (calote);

- O símbolo corresponde ao Beta, e vai dizer o quanto determinado ativo é sensível ao risco, em outras palavras, é uma medida de risco que o ativo assume diante do movimento do mercado;

ERm (Expected Return of Market) – Representa a rentabilidade oferecida pelo mercado.

O resultado da equação ERm – Rf é conhecido no mercado como prêmio pelo risco e, obviamente, o retorno de mercado deve ser maior que a taxa livre de risco para compensar o investimento.

o CAPM por sí só não consegue explicar o retorno excedente de algumas ações, o que nos leva ao ponto 1.4, Fatores.


1.4 Factor Investing

Apesar de o modelo de precificação de ativos CAPM de Sharpe-Lintner ser o mais conhecido no mundo das finanças e adminstração, este não é o melhor modelo para se explicar os retornos de ativos que carregam risco. Uma das opções mais difundidas, e que iniciou o movimento chamado modelo de fatores para precificação, conhecido no mercado também por modelos multi-fatores ou smart beta é o modelo de 3 fatores de Fama e French. (que foi expandido para 5 fatores)

Neste modelo os retornos dos ativos é explicado não somente pelos retornos de mercado, o primeiro e principal fator, mas também por outros dois fatores conhecidos como SMB ( Small minus Big ) e HML ( High minus Low ), que referem-se respectivamente aos fatores de tamanho da firma e “valor” precificado, no qual a relação valor contábil sobre valor de mercado é a proxy. Uma ação com alta relação contábil sobre mercado é considerada uma empresa de “valor”, enquanto que no caso contrário se enquadram as chamadas empresas de “crescimento”, ou glamor.


Fama, Eugene F. and French, Kenneth R., A Five-Factor Asset Pricing Model (September 2014). Fama-Miller Working Paper, Available at SSRN: https://ssrn.com/abstract=2287202 or http://dx.doi.org/10.2139/ssrn.2287202


1.5 Portfolio Eficiênte

O portfolio eficiente então é o portfolio que te dá o maior retorno pelo nível de risco, logo, para alcançar esse tipo de risco é necessário diversificar as idiossyncracias, como riscos de uma empresa só, um setor só, um país só, entre outros.

Fronteira_Eficiente_Markowitz.png

Os fudos ativos tentam te dar um retorno além da eficiência (ganhar do mercado) porém devido ào mercado no curto prazo ser um "zero-sum" e ser necessário ter a média, você tem poucos que conseguem ultrapassar esse valor, e a maioria, matemáticamente, fica abaixo.

Visualizar anexo 267538


2.0 Investimento em Índices

Assumindo então, que o mercado em geral é eficiente e que como investidores podemos e devemos procurar o melhor risco/retorno, alcançando então o portfólio eficiente, chegamos a conclusão de que um portfolio otimizado é um que se investe em índices globalmente diversificados.

O uso de ETFs ou Fundos multimercados passívos tem como proposta replicar índices e provem de seus servíços com custos baixos, o fundo

Vanguard Total World Stock Index Fund ETF por exemplo cobra uma taxa de 0.07% vs a média de .8%-2% cobrado por fundos ativos

ETFs-vs-Managed-Funds-Chart.png


O nível de exposição entre ações e títulos públicos vai depender de cada investidor, o site de Vanguard (https://advisors.vanguard.com/VGApp...Tools/portfolioAnalytics/historicalRiskReturn) tem valores históricos de quanto cada alocação rende, seus anos mais baixos e mais altos, sendo uma boa prévia de como cada portfolio poderá reagir no futuro, claro que nada é 100% certo e serve somente de guia.


Porém é imprescindível que todos tenham um bom fundo de emergência, investimentos em ações ou títulos são investimentos de longo prazo e não se deve investir dinheiro que pode ser preciso em caso de uma emergência.





É bastante coisa, porém se tiver calma para ler o material e ver os vídeos acredito que fica fácil de entender a matemática e a lógica por trás.


Valeu! Espero um dia conferir esse material. Por ora deixo um pensamento que eu tive durante essa discussão. Me parece que parte do argumento (e talvez todo ele) se baseie no fato estatístico de que a maioria perde para o mercado. Bom, meu ponto é que eu não deixei de me dedicar para alguns concursos (começando pela escola de aplicação, depois vestibular etc.) porque 98% eram perdedores (concorrência: 50 candidatos para 1 vaga, por exemplo), você deixou?

É importante perceber até que ponto a estatística é útil.

Muita gente na estatística dos perdedores não se prepara direito e comete erros tolos. O comportamento correto muda a estória toda. Paulo Portinho resume isso bem demais:

Risco x Risco = Risco²

Todos sabem que o investimento em renda variável é de risco. Além de as ações oscilarem bastante, há um sem número de alternativas e derivações que tornam a bolsa um verdadeiro “playground” para quem gosta de emoções.

O que o investidor não sabe é que é o comportamento dele que vai indicar o tamanho do risco assumido, e não apenas o risco inerente ao investimento em ações. A bolsa é um investimento de risco, mas se o comportamento também o for, esse risco se multiplica.

É simples como atravessar uma rua movimentada. Se olhar para todos os lados, ficar atento ao sinal e cumprir as regras do bom senso, poderá atravessar com risco baixo.

Mas se tentar atravessar vendado e correndo, estará trazendo um comportamento de risco para um ambiente de risco.

Risco ao quadrado!

A analogia vale para a bolsa.

Artigo completo:
 
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Sic Parvis Magna

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Como prometido, uma explicação mais a fundo do investimento passivo e suas bases @Sic Parvis Magna
Se tiver alguma coisa para corrigir/adicionar só avisar kkk

1. Base

1.1 MPT - Modern Portfolio Theory

A Teoria Moderna do Portfólio, explica como investidores racionais irão usar o princípio da diversificação para otimizar as suas carteiras de investimentos, e como um ativo arriscado deve ser precificado. O desenvolvimento de modelos de otimização de portfólio tem origem na área econômico-financeira.

Risco / Retorno

O modelo assume que os investidores são avessos ao risco, o que significa que dados dois ativos que oferecem o mesmo retorno esperado, os investidores preferem o de menor risco. Assim, um investidor aumentará o risco apenas se é compensado pelo aumento do rendimento esperado. Inversamente, um investidor que deseja obter rentabilidades superiores deve aceitar mais risco. A medida exata desse trade-off será diferente para cada investidor com base nas características individuais a aversão pelo risco. Como consequência um investidor racional não irá investir em uma carteira, se existe uma segunda alternativa com uma relação risco-retorno mais favorável - ou seja, para um mesmo nível de risco existe uma carteira alternativa que tem melhor rendimento esperado. Resumindo, os investidores sabem que um dos princípios a ter em conta quando fazem um investimento, é o tipo de risco que lhe está associado, e o retorno que podem vir a ter com esse investimento. O risco poderá ser maior ou menor, e resultar em ganho ou perda. Quanto maior for o risco do investimento, maior deverá ser o seu retorno. Não existem garantias absolutas que um investimento de risco possa corresponder às expectativas do investidor, o lucro poderá ser bastante inferior ao que seria esperado. O risco é efetivamente uma incerteza e ao prolongar-se no tempo mais incerto se torna.. Se o investimento for aplicado em ações, o risco está diretamente ligado a situações imprevisíveis tais como a especulação, flutuações de mercado, factores politicos, factores econômicos. Como forma de prevenção, os investimentos devem ser diversificados, investir em vários tipos de ativos vai permitir diferentes tipos de retorno e diminuir o risco, desta forma o investimento estará mais protegido e a segurança será maior.

Média e Variância

Assume-se ainda que a preferência de risco / retorno do investidor pode ser descrita através de uma função de utilidade quadrática. O efeito deste pressuposto é que apenas o retorno esperado e a volatilidade (isto é, o retorno médio e o desvio padrão) importam para o investidor. O investidor é indiferente a outras características da distribuição do retorno, tais como a sua assimetria ou curtose.

A teoria utiliza um parâmetro, a volatilidade, como uma proxy de risco, enquanto a rentabilidade é uma expectativa sobre o futuro. Isto está em sintonia com a hipótese de eficiência de mercado e a maior parte estudos clássicos das finanças modernas, como o modelo de Black e Scholes para precificação de opções europeias (modelo de martingais: em suma significa que a melhor previsão para amanhã é o preço de hoje). As recentes inovações em teoria do portfólio , especialmente na chamada de Teoria do Portfólio Pós-Moderna, tem exposto diversas falhas na consideração da variância como proxy do risco do investidor:



1.2 Eficiência do Mercado

A hipótese do mercado eficiente é uma teoria de investimento que fundamenta que os preços do mercado sempre refletem todas as informações existentes. Logo, segundo a hipótese, não existem ações baratas ou caras — já que o mercado eficiente para sempre precificar a cotação de uma ação no seu valor justo.

Sendo assim, conseguir retornos acima da média do mercado no longo prazo não seria possível, de acordo com a hipótese. Nem com análise técnica, nem mesmo com análise fundamentalista.

Essa hipótese foi formulada na década de 60 pelo economista americano Eugene Fama em sua dissertação de mestrado. E desde então, a teoria vem sendo debatida pelos estudiosos e especialistas do mercado — gerando tanto posições que concordam com a ideia e outras que questionam sua validade.

Dentro da hipótese há três níveis distintos de eficiência:
  • Eficiência fraca: sustenta que o mercado é eficiente em refletir todas as informações públicas disponíveis. Os retornos no mercado são independentes. Logo, retornos passados não ajudam a prever retornos futuros.
  • Eficiência semi-forte: engloba a hipótese fraca e sugere que as novas informações são absorvidas pelo mercado instantaneamente. Dessa forma, os investidores não conseguem resultados acima do mercado com informações conhecidas.
  • Eficiência forte: engloba as outras hipóteses e sustenta que os preços dos ativos refletem instantaneamente todo o tipo de informação. Seja ela pública ou privada. Assim, nenhum investidor conseguiria retornos acima do mercado mesmo que obtivesse uma nova informação.

Já que os preços são resultados de informações que assim que acontecem já são precificadas. Portanto, não há hiato entre o fato e conhecimento dos investidores para considerarem um novo preço do ativo.



https://sci-hub.se/https://doi.org/10.2307/2325486



1.3 CAPM Model

O CAPM é um método que possibilita avaliar o retorno esperado de um ativo em comparação com uma dada situação de mercado, por mais diversificada que seja. Por meio do coeficiente “beta”, o modelo consegue captar o risco não diversificável.

No mercado financeiro existem diversas formas de precificação de ativos. Uma delas é o Capital Asset Pricing Model, Em português, esse termo pode ser traduzido para Modelo de Precificação de Ativos Financeiros.

O objetivo dessa ferramenta é, assim como todo mecanismo de precificação, identificar o valor de um ativo financeiro por meio da definição de risco apresentado versus retorno oferecido.

ERi = Rf + .(ERm – Rf)

Onde:

ERi (Expected Return of Investment)É o resultado que encontraremos, indicando o quando esperar de retorno do investimento;

Rf (Risk-Free Rate) – Traduzindo, significa taxa livre de risco, que no Brasil pode ser representada pela taxa Selic. Taxa livre de risco tem relação com o risco mínimo de crédito (calote);

- O símbolo corresponde ao Beta, e vai dizer o quanto determinado ativo é sensível ao risco, em outras palavras, é uma medida de risco que o ativo assume diante do movimento do mercado;

ERm (Expected Return of Market) – Representa a rentabilidade oferecida pelo mercado.

O resultado da equação ERm – Rf é conhecido no mercado como prêmio pelo risco e, obviamente, o retorno de mercado deve ser maior que a taxa livre de risco para compensar o investimento.

o CAPM por sí só não consegue explicar o retorno excedente de algumas ações, o que nos leva ao ponto 1.4, Fatores.


1.4 Factor Investing

Apesar de o modelo de precificação de ativos CAPM de Sharpe-Lintner ser o mais conhecido no mundo das finanças e adminstração, este não é o melhor modelo para se explicar os retornos de ativos que carregam risco. Uma das opções mais difundidas, e que iniciou o movimento chamado modelo de fatores para precificação, conhecido no mercado também por modelos multi-fatores ou smart beta é o modelo de 3 fatores de Fama e French. (que foi expandido para 5 fatores)

Neste modelo os retornos dos ativos é explicado não somente pelos retornos de mercado, o primeiro e principal fator, mas também por outros dois fatores conhecidos como SMB ( Small minus Big ) e HML ( High minus Low ), que referem-se respectivamente aos fatores de tamanho da firma e “valor” precificado, no qual a relação valor contábil sobre valor de mercado é a proxy. Uma ação com alta relação contábil sobre mercado é considerada uma empresa de “valor”, enquanto que no caso contrário se enquadram as chamadas empresas de “crescimento”, ou glamor.


Fama, Eugene F. and French, Kenneth R., A Five-Factor Asset Pricing Model (September 2014). Fama-Miller Working Paper, Available at SSRN: https://ssrn.com/abstract=2287202 or http://dx.doi.org/10.2139/ssrn.2287202


1.5 Portfolio Eficiênte

O portfolio eficiente então é o portfolio que te dá o maior retorno pelo nível de risco, logo, para alcançar esse tipo de risco é necessário diversificar as idiossyncracias, como riscos de uma empresa só, um setor só, um país só, entre outros.

Fronteira_Eficiente_Markowitz.png

Os fudos ativos tentam te dar um retorno além da eficiência (ganhar do mercado) porém devido ào mercado no curto prazo ser um "zero-sum" e ser necessário ter a média, você tem poucos que conseguem ultrapassar esse valor, e a maioria, matemáticamente, fica abaixo.

Visualizar anexo 267538

hedge-vs-sp500.png


2.0 Investimento em Índices

Assumindo então, que o mercado em geral é eficiente e que como investidores podemos e devemos procurar o melhor risco/retorno, alcançando então o portfólio eficiente, chegamos a conclusão de que um portfolio otimizado é um que se investe em índices globalmente diversificados.

O uso de ETFs ou Fundos multimercados passívos tem como proposta replicar índices e provem de seus servíços com custos baixos, o fundo

Vanguard Total World Stock Index Fund ETF por exemplo cobra uma taxa de 0.07% vs a média de .8%-2% cobrado por fundos ativos

ETFs-vs-Managed-Funds-Chart.png


O nível de exposição entre ações e títulos públicos vai depender de cada investidor, o site de Vanguard (https://advisors.vanguard.com/VGApp...Tools/portfolioAnalytics/historicalRiskReturn) tem valores históricos de quanto cada alocação rende, seus anos mais baixos e mais altos, sendo uma boa prévia de como cada portfolio poderá reagir no futuro, claro que nada é 100% certo e serve somente de guia.


Porém é imprescindível que todos tenham um bom fundo de emergência, investimentos em ações ou títulos são investimentos de longo prazo e não se deve investir dinheiro que pode ser preciso em caso de uma emergência.





É bastante coisa, porém se tiver calma para ler o material e ver os vídeos acredito que fica fácil de entender a matemática e a lógica por trás.


Bom post man. Aí sim fica um conteúdo bom e enriquecedor. CAPM e Markowitz são os assuntos que eu mais foco nas minhas aulas, e o feedback do Markowitz é sempre muito positivo. Uso levemente pra balancear uma carteira, apesar de ser bastante limitado.

No trecho de CAPM faltou o Beta na equação, provavelmente porque no CTRL + C ele não veio por ser uma imagem. Qualquer coisa coloca um B maiúsculo onde ele deveria estar.

Portfólio eficiente tá dentro de MPT, e o artigo de 5 fatores já foi publicado, o que você listou é a versão working paper (no prelo, antes de finalizar. Se quiser atualizar aí).

Obs: Esses pontos são a base teórica de finanças clássicas, eles são as proposições sobre as quais o investimento passivo se sustenta, porém o que deveria convencer o investidor são as evidências empíricas e não as proposições teóricas. O CAPM é utilizado no investimento ativo, por exemplo no cálculo do Ke ou WACC no valuation, o Markowitz é utilizado como critério de balanceamento de carteira e o modelo de 5 fatores é utilizado pra identificar os critérios para se escolher no stock picking por exemplo, tudo isso no investimentoa ativo. Então nada disso necessariamente contradiz o investimento ativo, porque isso co-existe nos dois universos, passivo e ativo.

Como post pra conhecimento inicial sobre esses pilares ok, mas não serve como post pra mostrar que o passivo é melhor que ativo.
 
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BlueWingedTiger

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Bom post man. Aí sim fica um conteúdo bom e enriquecedor. CAPM e Markowitz são os assuntos que eu mais foco nas minhas aulas, e o feedback do Markowitz é sempre muito positivo. Uso levemente pra balancear uma carteira, apesar de ser bastante limitado.

No trecho de CAPM faltou o Beta na equação, provavelmente porque no CTRL + C ele não veio por ser uma imagem. Qualquer coisa coloca um B maiúsculo onde ele deveria estar.

Portfólio eficiente tá dentro de MPT, e o artigo de 5 fatores já foi publicado, o que você listou é a versão working paper (no prelo, antes de finalizar. Se quiser atualizar aí).
Vou atualizar sim!
A idéia é ter no post todo o embasamento teórico para quem quiser entender os porques da estratégia saber da onde vem toda a teoria e se vai querer ou não aplicar ela nos seus investimentos.

Vou fazer essas correções mais a noite.
 

Sic Parvis Magna

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Vou atualizar sim!
A idéia é ter no post todo o embasamento teórico para quem quiser entender os porques da estratégia saber da onde vem toda a teoria e se vai querer ou não aplicar ela nos seus investimentos.

Vou fazer essas correções mais a noite.

A idéia é boa, mas não dá pra conseguir entregar isso. Tem livros inteiros de cada um desses assuntos. Se a idéia for dar um resumo da introdução reduzida, ok. Editei o post anterior com mais algumas coisas também. Só em CAPM eu fico umas 3 aulas totalizando umas 12 horas de conteúdo na disciplina.
 

BlueWingedTiger

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A idéia é boa, mas não dá pra conseguir entregar isso. Tem livros inteiros de cada um desses assuntos. Se a idéia for dar um resumo da introdução reduzida, ok. Editei o post anterior com mais algumas coisas também. Só em CAPM eu fico umas 3 aulas totalizando umas 12 horas de conteúdo na disciplina.
Fiz as correções, caso queira linkar no índice to tópico!
 

igraum

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Barsi, que recebeu 1 milhão de reais por dia em proventos referentes a 2021, elencou Banco do Brasil, Klabin, Santander Brasil, presentes há anos na carteira do "Rei dos Dividendos, entre as empresas que remuneram de forma mais eficiente seus acionistas. BB e Klabin, assim como Unipar, são suas maiores posições.

No ano passado, porém, Barsi se desfez de suas posições em Itaúsa, Itaú Unibanco e Bradesco, "porque eles deram esmola, não deram dividendo". "Vendi e comprei outras." Em 2021, Itaú distribuiu o equivalente líquido a cerca de 0,64 real por ação em dividendo e juros sobre capital próprio; o Bradesco, ao redor de 1 real.


 

Sic Parvis Magna

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Ele tá indo atrás do que ele procura, que é payout alto. Isso é pessoal mesmo. Se você tem 130 anos você prefere fluxo de caixa ao invés de crescimento futuro.

Acho meio deserviço ficar dando mídia pra ele, mas não vou entrar muito nisso. Jornalista tá fazendo o papel dele também.
 

EgonRunner

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problema de só ver "crescimento futuro" é que vc vai precisar passar a vida inteira trabalhando até chegar nesse futuro.
e quando chegar nesse futuro, pouco importa a valorização acumulada pq vc está já estará velho e vai deixar pros filhos e netos.
 

Astrinho

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problema de só ver "crescimento futuro" é que vc vai precisar passar a vida inteira trabalhando até chegar nesse futuro.
e quando chegar nesse futuro, pouco importa a valorização acumulada pq vc está já estará velho e vai deixar pros filhos e netos.
Não entendi muito bem a sua colocação. Você diz sobre pessoas que se limitam na vida para fazer investimentos? Se for, é uma colocação correta mas se não for, é uma colocação errada.

Quem vê a possibilidade de um futuro igual ou melhor na sua velhice, não tem esse problema de "viver de um futuro que não chegará". Considero que entendi errado a sua colocação, por ter tido a impressão, na sua colocação, que a pessoa tem que ficar correndo atrás de "grandes" negócios e lucrar muito no curto/médio prazo e não viver de um futuro que chegará para filhos e netos tirarem proveito.

Esse pensamento, se for o caso, é até mais perigoso que se limitar para aumentar limites de investimentos. Com esse pensamento, a pessoa, pode acabar lapidando o patrimônio antes mesmo de tê-lo construído. Quem investe, pensando em manter ou aumentar o padrão de vida na velhice, vai sempre tentar equilibrar os limites de investimento,ora mais alto, ora mais baixo. Trabalhando, aproveitando o que seus ganhos lhe provém e guardando, o que considera, excedente e quando o futuro (velhice) chegar, ele conseguirá continuar sua vida normal.

Enviado de meu 2201117PG usando o Tapatalk
 

EgonRunner

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Não entendi muito bem a sua colocação. Você diz sobre pessoas que se limitam na vida para fazer investimentos? Se for, é uma colocação correta mas se não for, é uma colocação errada.

Quem vê a possibilidade de um futuro igual ou melhor na sua velhice, não tem esse problema de "viver de um futuro que não chegará". Considero que entendi errado a sua colocação, por ter tido a impressão, na sua colocação, que a pessoa tem que ficar correndo atrás de "grandes" negócios e lucrar muito no curto/médio prazo e não viver de um futuro que chegará para filhos e netos tirarem proveito.

Esse pensamento, se for o caso, é até mais perigoso que se limitar para aumentar limites de investimentos. Com esse pensamento, a pessoa, pode acabar lapidando o patrimônio antes mesmo de tê-lo construído. Quem investe, pensando em manter ou aumentar o padrão de vida na velhice, vai sempre tentar equilibrar os limites de investimento,ora mais alto, ora mais baixo. Trabalhando, aproveitando o que seus ganhos lhe provém e guardando, o que considera, excedente e quando o futuro (velhice) chegar, ele conseguirá continuar sua vida normal.

Enviado de meu 2201117PG usando o Tapatalk

o que eu quis dizer é que o crescimento tem que ser contínuo e constante ao longo da vida e não no "futuro".
o cara que trabalha no McDonalds e tem 1 bitcoin, também está pensando no longo prazo e no crescimento futuro, só está esperando o bitcoin bater 1 milhão de dólares pra sair da chapeira.

nessas biografias de milionários ou influenciadores, quase todo mundo que prega "longo prazo" ficou milionário jovem com grandes negócios ou grandes apostas.
não é nosso caso, ou pelo menos não da maioria.

então o patrimônio vai vir como resultado do próprio trabalho e não necessariamente do retorno de investimentos no futuro.
investimentos vai servir como proteção desse patrimônio ao longo dos 30-40 anos que a pessoa está acumulando.

por isso penso que a pessoa tem que ganhar o máximo enquanto é produtiva, enquanto tem saúde para trabalhar.
porque senão realmente vai precisar correr atrás de "grandes" negócios ou depender mais de "valorização futura".

mas como sempre digo, não existe só uma estratégia nem uma só regra.
cada um tem que achar a estratégia que lhe é mais confortável e mais acessível.
 

konata

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Quanto dinheiro eu teria e no que teria que investir para render 5 mil reais por mês?
 

Baneman

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Divide R$ 60.000 por 12% e é o valor mais ou menos, entre tesouro e FII.
Demorou um pouco pra eu entender sua conta KKKKKK
Só facilitando, você precisa dividir o valor que você pretende receber em 1 ano (nesse caso, 5.000*12 = 60.000) pela rentabilidade média esperada nesse mesmo período (cerca de 12% a.a), ai dá essa conta ai de 60.000/12%

Nesse caso, seria descontando inflação certo? Você simplesmente irá receber 5.000 por mês enquanto mantém o investimento original (500.000) sem ser corrigido pela inflação,
 

Sic Parvis Magna

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Demorou um pouco pra eu entender sua conta KKKKKK
Só facilitando, você precisa dividir o valor que você pretende receber em 1 ano (nesse caso, 5.000*12 = 60.000) pela rentabilidade média esperada nesse mesmo período (cerca de 12% a.a), ai dá essa conta ai de 60.000/12%

Nesse caso, seria descontando inflação certo? Você simplesmente irá receber 5.000 por mês enquanto mantém o investimento original (500.000) sem ser corrigido pela inflação,

Eu respondi a pergunta que foi feita
 

BlueWingedTiger

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Demorou um pouco pra eu entender sua conta KKKKKK
Só facilitando, você precisa dividir o valor que você pretende receber em 1 ano (nesse caso, 5.000*12 = 60.000) pela rentabilidade média esperada nesse mesmo período (cerca de 12% a.a), ai dá essa conta ai de 60.000/12%

Nesse caso, seria descontando inflação certo? Você simplesmente irá receber 5.000 por mês enquanto mantém o investimento original (500.000) sem ser corrigido pela inflação,
nesse caso vc só vai receber 5,000 por mês para sempre, o que pega é como manter o poder de compra de R$5,000 por mês kkkk
 

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o que eu quis dizer é que o crescimento tem que ser contínuo e constante ao longo da vida e não no "futuro".
o cara que trabalha no McDonalds e tem 1 bitcoin, também está pensando no longo prazo e no crescimento futuro, só está esperando o bitcoin bater 1 milhão de dólares pra sair da chapeira.

nessas biografias de milionários ou influenciadores, quase todo mundo que prega "longo prazo" ficou milionário jovem com grandes negócios ou grandes apostas.
não é nosso caso, ou pelo menos não da maioria.

então o patrimônio vai vir como resultado do próprio trabalho e não necessariamente do retorno de investimentos no futuro.
investimentos vai servir como proteção desse patrimônio ao longo dos 30-40 anos que a pessoa está acumulando.

por isso penso que a pessoa tem que ganhar o máximo enquanto é produtiva, enquanto tem saúde para trabalhar.
porque senão realmente vai precisar correr atrás de "grandes" negócios ou depender mais de "valorização futura".

mas como sempre digo, não existe só uma estratégia nem uma só regra.
cada um tem que achar a estratégia que lhe é mais confortável e mais acessível.
O melhor investimento para o pobre continua sendo qualificação profissional resumindo.
 

EgonRunner

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nesse caso vc só vai receber 5,000 por mês para sempre, o que pega é como manter o poder de compra de R$5,000 por mês kkkk

as empresas repassam inflação pro consumidor, o que gera aumento na receita e dos lucros (mas na verdade isso é apenas repasse, o aumento real mesmo muitas vezes é pequeno e mais orgânico).

o que pega mesmo é chegar nesse ponto onde "aumento inflacionário dos dividendos" é igual ou maior que "a queda inflacionária do poder de compra".


Quanto dinheiro eu teria e no que teria que investir para render 5 mil reais por mês?

apenas reforçando um ponto muito importante, que é o princípio básico de ganhar mais do que se gasta.

se o custo de vida é 5.000 ao mês, então vc precisa ganhar 7.500-10.000 ao mês.
 

EgonRunner

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aquele post da Luiza Trajano foi um tiro no pé ... investidores perderam mais ainda a confiança na empresa.
quero só ver o impacto nos galpões logísticos e seus fundos.
 

Oh Dae-su

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aquele post da Luiza Trajano foi um tiro no pé ... investidores perderam mais ainda a confiança na empresa.
quero só ver o impacto nos galpões logísticos e seus fundos.

O pior é a mensagem que ela deixou com isso, sem entrar muito no assunto para não dar cólicas na moderação....mas todo mundo sabe que a Trajano tem uma ligação com um certo candidato a presidência, e que ela ja conta com a vitoria do mesmo, ai este credito free a gente sabe que vai pagar né?? Ou pelo menos ela conta com isso.

Não temo com o mercado reagir diferente, tem varias empresas ai que estão marcadas para virar bomba relógio, e outras, explodirem de vez
 
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