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[Não é política, não é religião] Porque o aborto não é uma intervenção médica.

Dathilot

Bam-bam-bam
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Já deixo claro que esse tópico não é um tópico político, e peço aos moderadores não só que não movam ele para a pasta de política como que também leiam minha postagem por inteiro antes de considerarem mover.

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Peço aos usuários que não copiem esse texto nem ponham link dele em outras plataformas, pois o conteúdo do texto pode servir para identificar minha pessoa e usuário e já estou sofrendo perseguição de natureza ideológica na universidade devido a essa mesma exposição, mesmo ela não sendo ideológica ou prescritiva moralmente.

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Essa exposição trata das situações em que a gravidez e o gestado são saudáveis.

Os itens expostos se relacionam.

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Essa exposição não faz qualquer afirmação de natureza moral ou prescritiva. Trata apenas do que é ou não a medicina como ciência, método e ferramenta. Não afirma se qualquer forma de aborto é certa ou errada, um direito ou um crime.

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Os processos indutivos característicos das artes, da filosofia e das ciências humanas são distintos dos das ciências naturais. A reificação como ferramenta comum nas práticas humanas é considerada uma falácia pelas ciências naturais.

--

Ciência, cientista, assim como quaisquer ato de um cientista, são todos distintos.

--

O porque o Aborto não é uma intervenção médica.


https://papers.ssrn.com/sol3/Delivery.cfm/SSRN_ID3211703_code3059402.pdf?abstractid=3211703&mirid=1
"Overall, 95% of all biologists affirmed the biological view that a human's life begins at fertilization (5212 out of 5502)."


"The medical doctrine has, implicitly, the idea that diseases are objects with an autonomous existence and are translatable by the occurrence of injuries that would be, on their turn, the result of a chain of events derived from one or multiple causes. The diagnostic system is, then, oriented to the identification of diseases from the characterization of its injuries; the therapeutics is hierarchical according to its capacity to reach the latest causes of diseases; morphology and vital dynamics act mainly as auxiliaries in the characterization of the morbid process. (Camargo Jr., 2003, p.110)."


"Also, moral considerations forbid manipulating humans the way we do inanimate objects. As a result, most social science research falls far short of the natural sciences’ standard of controlled experiments.

Without a strong track record of experiments leading to successful predictions, there is seldom a basis for taking social scientific results as definitive. Jim Manzi, in his recent book, “Uncontrolled,” offers a careful and informed survey of the problems of research in the social sciences and concludes that “nonexperimental social science is not capable of making useful, reliable and nonobvious predictions for the effects of most proposed policy interventions.”

Even if social science were able to greatly increase their use of randomized controlled experiments, Manzi’s judgment is that “it will not be able to adjudicate most policy debates.” Because of the many interrelated causes at work in social systems, many questions are simply “impervious to experimentation.” But even when we can get reliable experimental results, the causal complexity restricts us to “extremely conditional, statistical statements,” which severely limit the range of cases to which the results apply."

A medicina surgiu na antiguidade como uma arte e como prática (filosofia), e apesar de ter adquirido influências empiricistas principalmente de influência Aristotélica e de filósofos islâmicos a medicina não era uma ciência nos sentidos moderno e contemporâneo (distintos, pois na forma contemporânea a medicina é guiada pela revisão sistemática e pela meta-analise).

A medicina no passado era outra, primariamente por não ter sofrido a reforma da proposição do metodo, consequência dos trabalhos de Kepler, Descartes, Bacon e Newton, seguida da proposição da dicotomia fato-valor por Hume que influenciou Whewell, Herschel, e Mill, tal qual a descoberta da célula e dos agentes patogênicos, assim como da comprovação da heritabilidade de base genética e fatos relacionados.

A medicina a partir dessas influencias abandona seu caráter primário de Arte e de Praxis (Ética, Economia e Política) e assume um caráter de ferramenta e campo de estudo da Biologia, da Química e da Física, mantendo quanto a Praxis os valores de promover a saúde/cura, e de não fazer o mal ao paciente, que foram reforçados e impostos de forma seria apenas no pós segunda guerra e no pos-guerra fria, como uma reação médica e de direitos humanos contra as atrocidades dos regimes envolvidos nestes (incluso os Estados Unidos e suas experiências em militares e em populações vulneráveis).

Eis então de se perguntar: Se há uma afirmação dos direitos humanos por que então a medicina abandona o seu papel primário de arte e prática?

A resposta é: Pelos fatos e avanços filosóficos, biológicos e de meta ciência expostos anteriormente há um aprofundamento na constatação de Hume.

A medicina como ciência natural não é prescritiva moralmente, isso é, a investigação da natureza não serve a prescrição moral e ética, e as artes e praxis se dedicam a análise dos fenômenos e interações humanas, sendo o fenômeno da saúde, da doença e relacionados, fenômenos biológicos anteriores ao surgimento tanto do ser humano como animal e indivíduo, como da concepção da ética e da ciência. A medicina é aplicada sob um código e uma crítica direta da sociedade, porém a investigação e objetivo da medicina são/se debruçam sobre fenômenos não humanos e livres de valores humanos.

E no que isso tudo se relaciona com o aborto?

1 - Do ponto de vista da biologia, do qual a medicina é apenas um campo de estudo como exposto anteriormente, a vida humana começa na formação do óvulo (o ovulo humano de fato se manifesta com a fecundação por parte do espermatozóide).

2 - O processo de gravidez é essencial a vida humana, e consequentemente não pode ser considerado uma patologia, em qualquer que seja a fase.

3 - O caráter de abstenção dos valores morais/éticos por parte da ciência natural, que agora tem protagonismo, não permite a medicina como ferramenta priorizar a vida seja da gestante seja do gestado.

4 - Questões de individualidade, cidadania e cálculo utilitário frente a direitos são exclusividade prática da política, a política não mudando a nivel biológico o que é saúde e doença, e nem o método e investigação das ciências naturais.

A medicina se relaciona com a política, mas existe aparte desta. A reversão dessa percepção é a reversão ao passado, que hoje é tido como curandeirismo e pseudociência.

Não cabe ao médico interromper uma gravidez, pois esse não só não é o terreno da medicina (a saúde, a patologia e a cura), como é o terreno de agente político (não preocupado com o que é ou não fato ou realidade a nivel material e biológico). Os aspectos éticos considerados inseparáveis da medicina só viabilizariam o aborto se o gestado fosse um patógeno, o que é um paradoxo frente a biologia.

Muitos podem fazer o argumento de que a natureza produz abortos espontâneos, porem a natureza e o animal ainda tem por objetivo sua perpetuação, e não há de se equiparar um acidente que é tido pela medicina como patológico com a ação humana, ou se cai em falácia naturalista.

Essas mesmas distinções também impulsionam outras práticas para longe da medicina, como é o caso de intervenções puramente estéticas.

--
Relacionado a mesma constrição metodológica:






--

 
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geist

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Excelente texto.
Interessante notar que todo o discurso sobre o aborto orbita em torno da mulher, nunca da vida em desenvolvimento em seu útero e muito menos em torno da prática (procedimento) em si. Além de utilizar dados mentirosos apenas para comover (1 milhão de abortos ilegais por ano no Brasil).

Mas, extrapolando um pouco o foco do texto. Me atendo à questão do terreno da medicina (saúde, patologia, cura), seria também as cirurgias plásticas uma evasão dessa divisa?
 

Calcifer

Bam-bam-bam
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"Muitos podem fazer o argumento de que a natureza produz abortos espontâneos, porem a natureza e o animal ainda tem por objetivo sua perpetuação, e não há de se equiparar um acidente que é tido pela medicina como patológico com a ação humana, ou se cai em falácia naturalista. "

Por esse mesmo pensamento então se vc tiver um infarto, deixa morrer pq é um acidente patológico natural e não deve ser intervisto pela ação humana...



Moderação, pfv faça seu trabalho e tranque esse tópico antes que dê m****.
 

Dathilot

Bam-bam-bam
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Excelente texto.
Interessante notar que todo o discurso sobre o aborto orbita em torno da mulher, nunca da vida em desenvolvimento em seu útero e muito menos em torno da prática (procedimento) em si. Além de utilizar dados mentirosos apenas para comover (1 milhão de abortos ilegais por ano no Brasil).

Mas, extrapolando um pouco o foco do texto. Me atendo à questão do terreno da medicina (saúde, patologia, cura), seria também as cirurgias plásticas uma evasão dessa divisa?
Se puramente estéticas, sim.

Há uma diferença entre fazer uma cirurgia com uma pessoa com deformidade de fundo patológico ou uma lesão, por exemplo uma queimadura na face, e simplesmente ir num médico e querer refazer o nariz ou por silicone.

Cirurgias plásticas praticamente sempre tem alguma complicação seria.

183398
 
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Dathilot

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"Muitos podem fazer o argumento de que a natureza produz abortos espontâneos, porem a natureza e o animal ainda tem por objetivo sua perpetuação, e não há de se equiparar um acidente que é tido pela medicina como patológico com a ação humana, ou se cai em falácia naturalista. "

Por esse mesmo pensamento então se vc tiver um infarto, deixa morrer pq é um acidente patológico natural e não deve ser intervisto pela ação humana...



Moderação, pfv faça seu trabalho e tranque esse tópico antes que dê m****.
1 - Você inverteu a lógica.

2 - Outro ser humano saudável não é morto especificamente para tentar se contornar o infarto.

Do ponto de vista da biologia e da medicina se há uma gravidez saudável há dois seres humanos saudáveis. O que foge disso é política.

3 - Você está caindo em falácia naturalista, não eu.
Dizer que algo não é um procedimento ou decisão médica não é afirmar algo como certo ou errado. Você apenas demonstra que não entendeu ou ignora o que postei.
--

Tranque esse Tópico pois ele te ofende né?


Lembrando que nada do que expus é uma questão política.
 
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Dathilot

Bam-bam-bam
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"The medical doctrine has, implicitly, the idea that diseases are objects with an autonomous existence and are translatable by the occurrence of injuries that would be, on their turn, the result of a chain of events derived from one or multiple causes. The diagnostic system is, then, oriented to the identification of diseases from the characterization of its injuries; the therapeutics is hierarchical according to its capacity to reach the latest causes of diseases; morphology and vital dynamics act mainly as auxiliaries in the characterization of the morbid process. (Camargo Jr., 2003, p.110)."
 


Dathilot

Bam-bam-bam
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Excelente texto.
Interessante notar que todo o discurso sobre o aborto orbita em torno da mulher, nunca da vida em desenvolvimento em seu útero e muito menos em torno da prática (procedimento) em si. Além de utilizar dados mentirosos apenas para comover (1 milhão de abortos ilegais por ano no Brasil).

Mas, extrapolando um pouco o foco do texto. Me atendo à questão do terreno da medicina (saúde, patologia, cura), seria também as cirurgias plásticas uma evasão dessa divisa?
 

Ghim

Bam-bam-bam
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ótimo texto, uma pena que tu nao deixa a gente compartilhar

se bem q tem gente que vai fazer questao de distorcer, como visto num dos primeiros posts aqui
 

Sr. Israel

Bam-bam-bam
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No final não importa a opinião de ninguém, o feto fica dentro do corpo de um indivíduo e ninguém tem o direito de intervir nesse indivíduo sem a permissão do mesmo.

Guardando as devidas proporções, é como se no banheiro da sua casa estivesse com uma infiltração e seu vizinho chamasse um encanador pra entrar na sua casa e reparar tudo sem sua permissão.

Quem é contra ou a favor só pode fazer uma única coisa: Convencer a pessoa, ponto.

Qualquer tipo de força/obrigatoriedade, além de burrice é inútil.

Nenhuma força bruta vai resolver absolutamente nada, nunca resolveu, nunca vai resolver e fico impressionado como mesmo assim tem gente achando que isso algum dia vai funcionar pra resolver alguma coisa, chega ser inacreditável.
 

drm

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No final não importa a opinião de ninguém, o feto fica dentro do corpo de um indivíduo e ninguém tem o direito de intervir nesse indivíduo sem a permissão do mesmo.

Guardando as devidas proporções, é como se no banheiro da sua casa estivesse com uma infiltração e seu vizinho chamasse um encanador pra entrar na sua casa e reparar tudo sem sua permissão.

Quem é contra ou a favor só pode fazer uma única coisa: Convencer a pessoa, ponto.

Qualquer tipo de força/obrigatoriedade, além de burrice é inútil.

Nenhuma força bruta vai resolver absolutamente nada, nunca resolveu, nunca vai resolver e fico impressionado como mesmo assim tem gente achando que isso algum dia vai funcionar pra resolver alguma coisa, chega ser inacreditável.
Comparar um ser humano com um pedaço de cano defeituoso acaba de entrar no ranking de comparações mais esdrúxulas que já se teve notícia.:facepalm

Seguindo a lógica do fera aí, se alguém estiver violentando um terceiro está tudo de boa, desde que seja dentro da sua própria casa. Você, estrando de fora, pode no máximo ir trocar uma ideia com o agressor. :kjoinha

Aborto não só é crime como também é o método mais cruel de assassinato que existe, pois você tira covardemente a vida de quem fez absolutamente nada e ainda por cima não tem a mínima chance de se defender.
 

Sr. Israel

Bam-bam-bam
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Comparar um ser humano com um pedaço de cano defeituoso acaba de entrar no ranking de comparações mais esdrúxulas que já se teve notícia.:facepalm

Seguindo a lógica do fera aí, se alguém estiver violentando um terceiro está tudo de boa, desde que seja dentro da sua própria casa. Você, estrando de fora, pode no máximo ir trocar uma ideia com o agressor. :kjoinha

Aborto não só é crime como também é o método mais cruel de assassinato que existe, pois você tira covardemente a vida de quem fez absolutamente nada e ainda por cima não tem a mínima chance de se defender.
Discordo completamente.

E meu ponto é exatamente esse, veja. Eu coloquei meus argumentos, vc colocou os seus e agora como fica??? Vai amarrar a gestante numa cama por 9 meses até ela parir?

Repare, eu sou completamente contra o aborto, mas sou ainda mais contra qualquer tipo de obrigatoriedade. Repito, não tem o que eu ou vc fazer, a não ser convencer através dos seus argumentos pra mulher que tá pensando em arrancar um feto fora.
 

Goris

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Gostei muito do ponto de vista.
Simples, mas coerente.

Acompanharei o topico.
 

drm

Veterano
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Discordo completamente.

E meu ponto é exatamente esse, veja. Eu coloquei meus argumentos, vc colocou os seus e agora como fica??? Vai amarrar a gestante numa cama por 9 meses até ela parir?

Repare, eu sou completamente contra o aborto, mas sou ainda mais contra qualquer tipo de obrigatoriedade. Repito, não tem o que eu ou vc fazer, a não ser convencer através dos seus argumentos pra mulher que tá pensando em arrancar um feto fora.
Se a gestante fizer o aborto estará comentendo um crime, independente do que você acha ou não. Por conta disso, deve ser devidamente punida. Não necessariamente apenas ela, mas também o eventual pai que for complacente com essa situação.

A vida é feita de escolhas e consequências. Se alguém resolve transar, tem que estar ciente que uma consequência possível é a geração de uma nova vida.
 

Soldado!

Bam-bam-bam
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Em resumo: a Medicina serve para salvar ou melhorar a vida de um ser humano. Curar doenças, defeitos funcionais, acidentes e etc.

Medicina não se trata de interromper uma gravidez pra mãezinha continuar dando que nem uma cadela no cio e não atrapalhar seus estudos ou sua "liberdade".

Medicina é salvar vidas, não tirar vidas. Aborto não é procedimento médico.

O profissional que realiza o aborto é o carrasco, e não o médico.
 

Dr. Freeman

Bam-bam-bam
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Se o papel da medicina é esse ou não, não importa. As pessoas vão tentar abortar de um jeito ou de outro. A decisão no fim das contas deve ser só da pessoa, e de ninguém mais. Não importa os argumentos se tem vida desde a fecundação ou não.

Em resumo: a Medicina serve para salvar ou melhorar a vida de um ser humano. Curar doenças, defeitos funcionais, acidentes e etc.

Medicina não se trata de interromper uma gravidez pra mãezinha continuar dando que nem uma cadela no cio e não atrapalhar seus estudos ou sua "liberdade".

Medicina é salvar vidas, não tirar vidas. Aborto não é procedimento médico.

O profissional que realiza o aborto é o carrasco, e não o médico.
Nesse meio de mulher que vc citou aí tem crianças estupradas, mulheres em casamentos forçados, acidentes, gente que não tem condições de criar filhos e outras inúmeras situações.
 

Byte

Habitué da casa
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Concordo. A medicina não pode ser utilizada como instrumento para interrupção da gravidez, somente para a manutenção de sua continuidade.
Qualquer coisa diferente disso é uma violação clara dos preceitos médicos.
 

Byte

Habitué da casa
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Se o papel da medicina é esse ou não, não importa. As pessoas vão tentar abortar de um jeito ou de outro. A decisão no fim das contas deve ser só da pessoa, e de ninguém mais. Não importa os argumentos se tem vida desde a fecundação ou não.



Nesse meio de mulher que vc citou aí tem crianças estupradas, mulheres em casamentos forçados, acidentes, gente que não tem condições de criar filhos e outras inúmeras situações.
Eis uma diferença clara entre a necessidade de interromper uma gestação para salvar a vida da mãe e interromper a gestação por mera vontade pessoal da gestante. Considerando que hoje em dia grande parte das mulheres são promíscuas e não selecionam adequadamente seus parceiros sexuais, imagina a quantidade de pessoas que procurariam os serviços médicos para fazerem abortos só porque tiveram relações sexuais sem camisinha?
 

Dr. Freeman

Bam-bam-bam
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Eis uma diferença clara entre a necessidade de interromper uma gestação para salvar a vida da mãe e interromper a gestação por mera vontade pessoal da gestante. Considerando que hoje em dia grande parte das mulheres são promíscuas e não selecionam adequadamente seus parceiros sexuais, imagina a quantidade de pessoas que procurariam os serviços médicos para fazerem abortos só porque tiveram relações sexuais sem camisinha?
E o papel de julgar se a mulher é promiscua ou nao é de quem? Seu? Do governo?
 

drm

Veterano
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Se o papel da medicina é esse ou não, não importa. As pessoas vão tentar abortar de um jeito ou de outro. A decisão no fim das contas deve ser só da pessoa, e de ninguém mais. Não importa os argumentos se tem vida desde a fecundação ou não.
"Se você concorda com um assassino ou não, não importa. As pessoas vão continuar assassinando de um jeito ou de outro. A decisão deve ser do assassino, e de ninguém mais. Não importa os argumentos."

"Se você concorda com um assaltante ou não, não importa. As pessoas vão continuar assaltando de um jeito ou de outro. A decisão deve ser do assaltante, e de ninguém mais. Não importa os argumentos."

Substitua o crime pelo que mais lhe agrada.

Nesse meio de mulher que vc citou aí tem crianças estupradas, mulheres em casamentos forçados, acidentes, gente que não tem condições de criar filhos e outras inúmeras situações.
Acho que esse é um dos únicos pontos, se não o único, em que eu concordo com a lei brasileira vigente. O aborto pode ser considerado em três situações: risco de morte para a mãe, má formação do feto e estupro.
Querer usar do aborto como método contraceptivo é coisa de assassino serial.
 

Death Knight

Bam-bam-bam
GOLD
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Eu sou contra o aborto, mas penso eu que se for para abortar, que seja beeeem no início, quando o embrião é apenas um amontoado de células.

Editei meu comentário porque acabei analisando melhor o que escrevi e discordei de mim mesmo :klol
 
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Soldado!

Bam-bam-bam
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Se o papel da medicina é esse ou não, não importa. As pessoas vão tentar abortar de um jeito ou de outro. A decisão no fim das contas deve ser só da pessoa, e de ninguém mais. Não importa os argumentos se tem vida desde a fecundação ou não.



Nesse meio de mulher que vc citou aí tem crianças estupradas, mulheres em casamentos forçados, acidentes, gente que não tem condições de criar filhos e outras inúmeras situações.
Estupros, feto anencefalo e casos de risco de morte da mãe já são amparados em nosso ordenamento jurídico e o aborto é permitido. São situações excepcionalíssimas.

Só sobrou as quengas que dão igual cadela no cio e abortam porque ter o filho é "inconveniente", ou que vá "atrapalhar o futuro" da mãezinha.

Sinto muito, mas tirando estupro, feto anencefalo ou alto risco de vida, tirar a vida de outro ser por simples comodidade é de uma crueldade absurda e sem tamanho.
 

Ryu-san

Bam-bam-bam
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Muitos podem fazer o argumento de que a natureza produz abortos espontâneos, porem a natureza e o animal ainda tem por objetivo sua perpetuação, e não há de se equiparar um acidente que é tido pela medicina como patológico com a ação humana, ou se cai em falácia naturalista.
Pergunta ao OP: qual sua visão da cirurgia de vasectomia? Ela também se enquadra neste caso, de ser algo que vai contra o objetivo da perpetuação?
 

Dathilot

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Pergunta ao OP: qual sua visão da cirurgia de vasectomia? Ela também se enquadra neste caso, de ser algo que vai contra o objetivo da perpetuação?
Sim, vai. Mas ela não interrompe uma vida corrente. Não há um conflito que força escolher entre dois seres humanos saudáveis. Espermatozóides sozinhos não constituem um ser humano.

E sim a medicina considera a possibilidade de alguém não ter condições ou não querer ser pai ou mãe.

Os pontos apresentados se relacionam.
 

Dathilot

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No final não importa a opinião de ninguém, o feto fica dentro do corpo de um indivíduo e ninguém tem o direito de intervir nesse indivíduo sem a permissão do mesmo.

Guardando as devidas proporções, é como se no banheiro da sua casa estivesse com uma infiltração e seu vizinho chamasse um encanador pra entrar na sua casa e reparar tudo sem sua permissão.

Quem é contra ou a favor só pode fazer uma única coisa: Convencer a pessoa, ponto.

Qualquer tipo de força/obrigatoriedade, além de burrice é inútil.

Nenhuma força bruta vai resolver absolutamente nada, nunca resolveu, nunca vai resolver e fico impressionado como mesmo assim tem gente achando que isso algum dia vai funcionar pra resolver alguma coisa, chega ser inacreditável.
Esse tópico não trata do que é ou não moral. E sim do que é ou não uma intervenção médica.

Do ponto da médicina há dois seres humanos. Questões de individualidade e autopropriedade são políticas. São coisas completamente distintas.
 

Dathilot

Bam-bam-bam
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Em resumo: a Medicina serve para salvar ou melhorar a vida de um ser humano. Curar doenças, defeitos funcionais, acidentes e etc.

Medicina não se trata de interromper uma gravidez pra mãezinha continuar dando que nem uma cadela no cio e não atrapalhar seus estudos ou sua "liberdade".

Medicina é salvar vidas, não tirar vidas. Aborto não é procedimento médico.

O profissional que realiza o aborto é o carrasco, e não o médico.
A sua ótica é moral e política. Se você tirar essa carga moral toda você está certo em relação a medicina, com a carga moral a sua proposição é política.

Ambos os lados, o a favor ou o contra não dizem respeito a medicina. A medicina simplesmente não engloba em si o julgamento moral.
 

Dathilot

Bam-bam-bam
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Parece um texto escrito em 1850. A medicina precisa evoluir assim como a sociedade.
A medicina já evoluiu e continua evoluindo, essa é uma posição do pos-guerra fria, posterior a 1992.

A medicina não é capaz de fazer tais julgamentos pois ela lida com o problema da indução de uma forma distinta das artes (que moldaram as ciências sociais). A ciência Natural supera o problema da indução por meio de suas leis e ferramentas, e não há lei ou ferramenta que qualifique ou quantifique a moralidade. A moralidade é subjetiva, e consequentemente não pertence a ciência natural a sua prescriçao.
 

Dathilot

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Só para o pessoal entender, a filosofia e ética médica, sendo a ética e a política uma relação entre a axiologia e a praxis analisam a medicina e usam da medicina como ferramenta, mas não definem o que é ou não a medicina.
 

Ryu-san

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A medicina já evoluiu e continua evoluindo, essa é uma posição do pos-guerra fria, posterior a 1992.

A medicina não é capaz de fazer tais julgamentos pois ela lida com o problema da indução de uma forma distinta das artes (que moldaram as ciências sociais). A ciência Natural supera o problema da indução por meio de suas leis e ferramentas, e não há lei ou ferramenta que qualifique ou quantifique a moralidade. A moralidade é subjetiva, e consequentemente não pertence a ciência natural a sua prescriçao.
Para mim ao entrar no mérito da moralidade adentra também o campo da política e ideologia. Mas entendo seu ponto.
 

Dathilot

Bam-bam-bam
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Para mim ao entrar no mérito da moralidade adentra também o campo da política e ideologia. Mas entendo seu ponto.
Dizer que o ser humano é moral e a ferramenta é amoral não gera um conflito, pois apesar de a moralidade ser subjetiva ela é fenômeno mental e consequentemente biológico. A medicina estuda a moral dentro dos limites da patologia, tipicamente associada com danos neurais e deficiências no desenvolvimento neural. Mas ela mesmo assim não consegue definir a moral do saudável, pois mesmo indivíduos saudáveis diferem em opinião e podem cometer atrocidades motivadas (justificação é distinta). Isso é um dos motivos de ruptura dentro da psiquiatria e entre a psiquiatria e a psicologia, e o motivo pelo qual você não tera uma resposta se for a um psicólogo e pedir para ele dar um rumo na sua vida.
 

Dathilot

Bam-bam-bam
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O que era correto hoje era correto a 200 anos atrás e continuará sendo daqui a 5000 anos.
Não é uma questão de ser correto ou não, e sim que a medicina se tornou um constructo bem delineado pelo fato de a ciência natural ser bem delineada. A ciência natural e a medicina investigam fatos. O axiologico não pertence a elas.
 

Dathilot

Bam-bam-bam
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