Se ninguém compra-se essa porcaria, ninguém se daria o trabalho de falsificar.
E se não tivesse falsificação ninguém compraria... É o mesmo que discutir quem veio primeiro entre o ovo e galinha.
No mais, se não fosse "liberado" por um exército de fiscais e órgãos parasitas que quando não fazem vista grossa recebem propina, ninguém fabricaria.
Pega o caso da Kiss: o empresário foi um fdp, botou material vagabundo e mais barato de propósito.
Mas e os fiscais da prefeitura que faziam vista grossa (muito provavelmente recebiam propina)?
E o tenente dos bombeiros que tinha uma consultoria sobre riscos de incêndio e prestou consultoria pra Kiss, mas depois liberou?
E todos eles sabem o que estão comprando...chega o manolo no seu estabelecimento oferecendo um produto de 30% a 50% mais barato que o normal...sem nota...e esse boxta ainda vai dizer que "não sabia" que era produto ilegal?
No mínimo o negócio é roubado...e por isso sempre o comprador tem que se lascar mais.
Se Brasileiro chimpa não compra-se produto de roubo ou de falsificação...não se roubaria e não se falsificaria. E se tem tanto assim no mercado...é porque a grande maioria compra sim.
Não seja ingênuo.
Conheço dono de bar grande aqui em Porto Alegre, área nobre, que compra inclusive com nota fiscal e preço tabelado de distribuidora de bom renome que comprou lote de bebida falsificada, isso num dos testes que ele fez pois sabe-se lá há quanto tempo comprava falsificada.
Denunciou na Anvisa mas advinha se deu alguma coisa? Reza a lenda que não foram nem olhar.
O cara é muito correto, pegou tanto nojo do sistema que simplesmente fechou o bar.
Então não dá pra generalizar, o benefício da dúvida deve sim ser concedido aos donos do estabelecimento (ainda que eu também acho que a maioria seja malandro), ao contrários dos falsificadores, esses sim não merecem nenhum benefício.
Não mudo minha posição. Em ordem de culpabilidade (o que não quer dizer que alguém seja inocente):
Órgão / funcionários públicos > falsificadores e adulteradores > donos do bar.