O que há de Novo?


NFL 2018-2019 Vem logo setembro

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#1
Essa longa offseason mata todo mundo, enquanto isso aos novatos que quiserem saber de FA vou pegar aqui um tutorial que li e achei foda.

Posições
Como eu disse no primeiro post da série, no Futebol Americano há o time de ataque, que tem como objetivo avançar o campo, e o time de defesa, que tem que parar o avanço do ataque, mas ainda há os times especiais, que aparecem em situações de chute.
Primeiramente, vamos falar do ataque.
Ataque

Exemplo de formação do ataque.
O ataque é formado pelas posições de habilidade, que são os jogadores responsáveis por avançar a bola, e pela linha ofensiva, que é responsável por proteger o passe e abrir espaço para o jogo corrido.

Huddle formado pelos jogadores de ataque. O quarterback é o jogador que está ajoelhado vestindo a #2.
Quarterback (QB): O quarterback (lançador) é o jogador mais importante do ataque. É ele quem passa as jogadas, transmitidas pelos técnicos, para os seus companheiros no huddle. Ele se posiciona atrás do center e recebe a bola dele através do snap, que pode ser under center (por baixo) ou em shotgun (quando o quarterback recebe o snap umas quatro jardas atrás do center) e a maioria das jogadas ofensivas passam pelas suas e dependendo da jogada ele pode lançar a bola ou entregar para um corredor e, dependendo da situação ou se ele tiver habilidade para isso, ele pode correr com a bola. O passe só pode ser dado apenas uma vez e atrás da linha de scrimmage e o passe pode ser completo, quando o recebedor consegue pegar ou incompleto, quando ele não consegue recepcionar;
Running Backs (RB): Os running backs (corredores) são responsáveis por avançar a bola correndo e geralmente são jogadores baixos e fortes. Os running backs se posicionam atrás do quarterback e são divididos em duas posições, os running backs (antigamente chamados de half backs) que são mais responsáveis por correr com a bola e os full backs (FB), que são especializados em fazer os bloqueios (e eles se uma formação tiver um FB, ele se posicionará a frente do RB e atrás do QB). Os RBs também podem receber os passes lançados pelo quarterback;
Wide Receivers (WRs): Os wide receivers são os maiores responsáveis em receber os passes do quarterback e geralmente são jogadores altos e leves, além de serem rápidos. Os WRs se posicionam, na maioria das vezes nas laterais do campo e nas jogadas de passes eles correm rotas pré-estabelecidas no campo. Eles, em algumas jogadas também podem correr com a bola. Para ser completo, o jogador que recebeu o passe tem que estar (na NFL) com os dois pés dentro de campo e com o controle da bola, mesmo esta não estando dentro do campo;
Tight Ends (TEs): Os tight ends são jogadores versáteis e podem tanto bloquear quanto receber passes e são jogadores altos, fortes e algumas vezes ágeis para receber as bolas. Os TEs, na maioria das vezes, se posicionam na linha ofensiva para ajudar no bloqueio e correr sua rota, caso seja uma jogada de passe, ou ele também pode se alinhar como um wide receiver;
A linha ofensiva (OL) é formada pelos jogadores mais pesados do ataque e desempenham o papel fundamental de garantir que o ataque avance. Os jogadores de linha ofensiva são divididos em 2 offensive tackles, 2 guards e 1 center e eles não podem receber passes:
Offensive tackles (OTs): Os offensive tackles são os jogadores que se posicionam nas pontas da linha ofensiva e sua principal função, além de dar o espaço para o running back correr por fora da linha, é de proteger o lado cego do quarterback;
Guards (G): Os guards se posicionam no interior na linha ofensiva, um de cada lado, ao lado dos OTs e têm como responsabilidade maior de abrir o buraco para o RB correr pelo meio, além de evitar que a defesa penetre a OL;
Center (C): O center se posiciona exatamente no meio da linha e ele é quem começa todas as jogadas de ataque dando o snap (passando a bola no meio de suas pernas). Além de abrir espaço para o RB no meio e proteger o QB numa jogada de passe, o center tem a função de, antes da jogada, ler a defesa e adequar a proteção da linha.
Defesa

Exemplo de formação da defesa (4-3).
Com o objetivo de parar o ataque, a defesa é divida em três setores, a linha defensiva (DL), que pode ter três ou quatro jogadores (dependendo do esquema adotado), os linebackers (LBs) que também podem ser três ou quatro e a secundária, que é formada pelos cornerbacks (CBs) e safeties (S):
Linha defensiva
Dependendo do esquema defensivo, a linha defensiva tem o papel primário de chegar no quarterback e ocasionar o sack (derrubar o quarterback atrás da linha de scrimmage) ou impedir o avanço do jogo corrido:
Defensive Ends (DEs): Os defensive ends se posicionam nos cantos da linha defensiva e são jogadores fortes, mas não tão pesados, e rápidos. Os DEs são responsáveis por pressionar o quarterback, afim de que ele seja sackado ou dê um passe ruim. Geralmente, eles atacam a linha ofensiva pelos lados;
Defensive Tackles (DTs): Os defensive tackles são os jogadores mais pesados e fortes da linha defensiva. Eles são responsáveis, além de pressionar o QB, por impedir que os RBs corram pelo meio. Dependendo do esquema, podem haver dois ou apenas um DT. No esquema 4×3 (com quatro jogadores da DL e três LBs) há dois DTs que se posicionam no meio da DL, no esquema 3×4 (com três DLs e quatro LBs) há apenas um DT, chamado especialmente de Nose Tackle, é ainda maior, sendo que ele tem a função de ocupar o espaço de dois jogadores da OL;
Linebackers
Independente do esquema adotado pela defesa, os linebackers têm a função principal de parar o jogo corrido, também pressionam o quarterback e ainda ajudam na cobertura defensiva. E se posicionam atrás da linha defensiva, formando assim o front seven. Na maioria das vezes, o linebacker é quem fala qual é a jogada que a defesa vai executar, assim como faz o quarterback no ataque.
Os LBs são divididos em dois: os linebackers internos que ficam no meio, que é apenas um na defesa 4×3 (middle linebacker – MLB) e dois na defesa 3×4 (inside linebackers – ILB), que são responsáveis por proteger contra o jogo corrido e dois linebackers que se posicionam nas laterais (outside linebackers – OLB, que podem ser ROLB, na direita, e LOLB na esquerda) e são responsáveis por parar as corridas pelos lados e cobrir os TEs ou algum WR;
Secundária
A maior obrigação dos jogadores da secundária é impedir que o passe lançado pelo QB seja recebido:
Cornerbacks (CBs): Os cornerbacks são geralmente jogadores baixos e rápidos e são os marcadores dos wide receivers. O número de CBs varia de acordo com a jogada e com o número de WRs em campo;
Safeties (S): Os safeties são jogadores um pouco mais altos e precisam ser velozes. Eles são os últimos jogadores da defesa, se posicionando no fundo do campo. Há dois S em campo: o Strong Safety (SS) que se posiciona de maneira mais centralizada na direita do ataque, no lado onde tem mais jogadores, e também tem a função de proteger contra o jogo corrido e o Free Safety (FS), que se posiciona um pouco mais no fundo e é responsável por cobrir passes mais longos.
Special Teams (Times especiais)
O special teams é constituído basicamente de jogadores reservas tanto do ataque quanto da defesa, e entram em situações de chute, como kickoff, field goal e punt. Em kickoffs e punts, o special teams que está com a bola tem que evitar que o do outro time conquiste as jardas retornando, posicionando a bola para o seu ataque.
Os retornadores de kickoff (kick returner – KR) e punt (punt returner – PR) são geralmente running backs ou wide receivers reservas, ou até cornerbacks em alguns casos.

Sinal de fair catch.
Se o retornador não tiver por onde correr, ele pode pedir o fair catch (faz um sinal movimentando o braço, de um lado para outro), antes que receber o chute, assim ele recebe o chute (e não pode correr com a bola) e ninguém do time adversário pode relar nele, senão é falta.
Os chutadores dos times de especiais são os kickers (K) e os punters (P):
Kicker (K): Mesmo não parecendo, a posição de kicker é uma das mais importantes e decisivas do jogo. O principal papel do kicker é chutar o field goal e o extra-point. Num jogo apertado e faltando pouco tempo no relógio, um FG do kicker pode ser fundamental para vencer ou empatar o jogo. Na maioria dos times, o kicker é em chuta no kickoff;
Punter (P): Talvez seja a posição mais subestimada do Futebol Americano. A função do punter é dar o chute com a bola no ar (parecido com o goleiro no futebol) para o mais longe possível, mas a bola não pode tocar na end zone adversária, senão o outro time começa a sua série de descidas na marca de 20 jardas do seu próprio campo. Se a bola sair pela lateral, o outro time começará a sua campanha no ponto onde ela saiu. O punter também pode chutar um kickoff.

Outros dois jogadores que se destacam no special teams são o long snapper (LS) e o holder (H).
O long snapper aparece tanto nas formações de field goal e punt e, como o nome sugere, é ele quem dá o snap nessas jogadas. Geralmente o LS é um center ou outro jogador de linha que saiba dar o snap, mais forte que o center.

Holder posicionado para receber o snap.
Já o holder só aparece na formação de field goal e tem a função de receber o snap do LS e ajeitar a bola rapidamente para o kicker dê o chute. Geralmente o H é um quarterback reserva ou o punter. Caso dê alguma coisa errada ou for algum fake (uma jogada para enganar a defesa) o holder pode levantar e correr ou passar a bola.
Um detalhe importante sobre o field goal. Muitos de vocês devem achar estranho no começo, quando, por exemplo, o time está na linha de 23 jardas do campo de ataque e vai chutar um FG e a TV mostra “40 yard field goal attemp” (tentativa de field goal de 40 jardas). Isso acontece porque se soma as 10 jardas da end zone, onde fica a trave, e sete ou oito jardas de distância do holder em relação ao long snapper.
Os treinadores e o playbook
Antes de falar sobre como funciona o jogo em si, é necessário saber como funciona a comissão técnica e as jogadas no Futebol Americano.
A comissão técnica de um time é formada pelo Head Coach (HC – o técnico principal), oscoordenadores ofensivo (OC) e defensivo (DC), os assistentes e os técnicos de posição, como, por exemplo, técnico de quarterbacks, de running backs e assim por diante.

Exemplo de Playbook (ataque).
Cada time possuí um playbook (livro de jogadas) específico com todas as formações e as jogadas a serem realizadas nelas tanto de ataque quanto de defesa. Cada playbook tem um estilo diferente e segue uma tendência, chamada filosofia, que pode ser baseado no jogo aéreo, no jogo corrido, etc.
Geralmente, quem chama as jogadas de ataque ou defesa são os coordenadores, porém o HC também pode chamar, dependendo a da sua especialidade. Em outros casos o head coach também pode acumular a função de coordenador ofensivo e defensivo. O head coach é quem toma as decisões como, se o time vai pra conversão da quarta descida, se vai para a conversão de dois pontos, etc.
Durante a semana de jogo, os treinadores montam o plano de jogo, que é a maneira a qual o time vai jogar, a partir de estudos estatísticos e de vídeos do seu adversário.
As jogadas de defesa
Como o ataque, a defesa tem as jogadas para evitar o passe e a corrida. Geralmente, a defesa

Exemplos de jogadas defensivas: homem-a-homem, zona, blitz e zone blitz (na ordem, de cima para baixo).
possuí jogadas de cobertura homem-a-homem, quando os jogadores defensivos “seguem” os recebedores em suas rotas e são usadas para evitar o jogo corrido; a zona, onde os defensores tem que ocupar um espaço pré-determinado do campo, é usado quando o ataque está dando muitos passes e a blitz, quando mais jogadores, além os da DL, vão pressionar o quarterback. Há também uma mistura entre zone e blitz, muito usada para confundir o QB.
O jogo
Cara ou coroa

O juiz principal (Referee) e os capitães dos dois times durante o cara ou coroa.
Três minutos antes do jogo, os capitães dos dois times vão ao meio do campo para fazer o sorteio da moeda.
O time visitante tem o direito de escolher primeiro cara ou coroa. O vencedor do cara ou coroa escolhe que ser chutar ou receber a bola. Depois, o perdedor do lançamento da moeda escolhe o lado que quer ficar do campo. Como disse anteriormente, o time que chutou no começo no segundo tempo.
Kickoff
Após o sorteio da moeda é dado o kickoff. Além de marcar o início de um tempo,

Formação de kickoff.
o kickoff é dado depois de uma pontuação e na NFL ele é dado na linha de 35 jardas do campo de defesa.
O objetivo do kickoff é chutar a bola o mais longe possível para o outro time retornar a bola para o mais perto, porém o chute não pode sair do campo, senão é falta e o outro time começa a sua série na linha de 40 jardas do seu campo de defesa ou no ponto onde a bola saiu do campo, o que for mais perto.
O relógio de jogo começa a correr no momento em que um jogador do time que está retornando tem o controle da bola. O relógio para quando o retornador for derrubado ou sair do campo.
Quando a bola passa de 10 jardas do ponto onde foi dado o kickoff, ela é considerada viva, ou seja, é de quem pegar, assim como se a bola relar em algum jogador do time que está retornado. O time que está chutando não pode tocar na bola antes dela passar das 10 jardas, isso resulta numa falta.
Se um time estiver perdendo e tiver pouco tempo no relógio e acabou de pontuar, ele pode fazer o onside kickoff, que seria dar um chute curto de 10 jardas para o seu time recuperar e continuar com a posse de bola, é uma jogada que dificilmente dá certo.

Se o kickoff cair na end zone e o retornador pega a bola, ele pode ajoelhar e será marcado o touchback, e o seu time começará na marca de 20 jardas.
Down by contact

Jogador de azul tentando dar um tackle no de branco.
Para a defesa parar o avanço do jogador que está com bola, o jogador terá que derrubar esse jogador no chão, o chamado tackle, e este terá que tocar o joelho e/ou cotovelo no chão para a jogada ser encerrada (down by contact).
Na NFL, se o jogador cair sozinho no campo e ninguém relar nele, ele pode se levantar e continuar a jogada.
Começando a série de descidas ou campanha (drive)
Depois de o time ter retornado, a bola é colocada no ponto onde o jogador foi tackleado ou onde ele saiu para dar o início à série de descidas. Aí os times de ataque e defesa entram em campo.
Após entrar em campo o time de ataque faz o huddle junto com o quarterback, para decidir qual será a jogada escolhida na primeira descida. Depois de escolhida a jogada, o time vai para a linha de scrimmage fazer a formação.

A corrente (pirulitos) e o marcador de descida.
Nas laterais do campo há duas coisas que marcam a série de descidas: a corrente (chamado “carinhosamente” de pirulito), que demarca as 10 jardas necessárias para o first down, e o marcador de descidas (down marker), que indica qual descida está sendo disputada e também indica a linha de scrimmage.
A linha de scrimmage (LOS) é a linha (imaginária) onde começa a jogada. O time de ataque tem que ter sete jogadores em cima dela, cinco são da linha ofensiva e os outros dois são recebedores, contando o tight end. Nenhum jogador ofensivo pode cruzar a linha de scrimmage antes do snap, é falta, nem fingir o início da jogada (false start) porque também é uma penalidade.
Já o time defensivo pode passar da linha de scrimmage, mas antes do snap, se dado o snap e o jogador da defesa estiver à frente da LOS será falta (offside). A defesa também não pode relar em algum jogador de ataque do snap, é uma penalidade (enchroament ou offside mesmo).
Depois de os dois times estarem em formação, o quarterback grita “set” (que seria como “prepara”) para todos os jogadores de ataque ficarem em posição. Após isso o quarterback começa a fazer a contagem do snap (snap count), que seriam uns códigos do ataque sobre a jogada e também uma forma de induzir a defesa ao offside.
O QB também lê a defesa e, se ele perceber alguma “fraqueza” ou jogada da defesa, ele pode mudar a jogada (audible) que estava programada no huddle gritando, em código (pré-estabelecido) a outra jogada baseada na sua leitura.
Os jogadores de ataque podem se mexer antes do snap, exceto a linha ofensiva, mas não com a intenção de enganar a defesa (como se fosse um false start) e o time de ataque tem que ficar pelo menos um segundo parado para fazer qualquer movimentação antes do snap.
Geralmente é feito o motion, que é a troca de lado de um dos recebedores, sendo que o quarterback indica qual é o jogador que irá se movimentar. Outro jogador pode se movimentar para frente, mas para se alinhar à linha de scrimmage, adequando o número de jogadores nela. O snap pode ser dado durante um motion (isso é combinado na jogada).
Outra movimentação de ataque permitida é o shift (mudança de formação) que segue as mesmas regras do motion. Já a defesa pode se mexer livremente.
Após todos os ajustes serem feitos, o quarterback grita “hut” (que seria como “vai”) ou outra coisa para enganar a defesa sendo dado o snap dando início à jogada.
Vamos supor que estamos numa 1ª descida para 10 jardas (1st & 10 – como nas transmissões), o relógio que conta o tempo da jogada é ativado na linha de 30 jardas e a primeira jogada é uma corrida, após o snap o relógio do jogo começa a andar, e o time avança 5 jardas e é tackleado pelo jogador de defesa, parando a jogada e declarada bola morta (que não está em jogo), a partir daí, o relógio que conta o tempo da jogada é ativado novamente e o do tempo do jogo continua, porque o jogador ficou dentro do campo e os juízes posicionam a bola, seguindo as regras das hashmarks.
Aí é uma 2ª para 5 jardas (2nd & 5) na linha de 35 jardas do campo defensivo, os times vão pro huddle, decidem a jogada e vão para mais uma corrida. Dessa vez ele conquista seis jardas e saí do campo, conquistando o first down (avançou as 10 jardas necessárias), a bola é morta, o relógio do jogo para até os juízes posicionarem novamente a bola e o relógio que conta o tempo da jogada é ativado novamente. Agora é uma 1ª para 10, na linha de 36 jardas do campo de defesa.
O ataque escolhe mais uma jogada, os dois times se alinham, é dado o snap e é uma jogada de passe. O QB dá um passe curto para um WR e conquista quatro jardas, ficando dentro do campo e segue mesmo procedimento dos relógios e posicionamento da bola, sendo agora uma 2ª para 6 (2nd & 6) na linha de 40 jardas.
Mais uma jogada, o ataque e a defesa se alinham, e o ataque vai para o passe, mas dessa vez, o a linha ofensiva falhou e os jogadores da linha defensiva foram pra cima do quarterback e um DE fez um sack no quarterback (deu um tackle no QB antes de ele dar o passe), foi derrubado na linha de 34 jardas, ou seja, perdeu seis jardas, resultando numa 3ª para 12 jardas (3rd & 12), a bola é declarada morta, o relógio de jogo continua correndo, e o relógio do tempo da jogada segue o mesmo procedimento.
Agora é uma, uma situação óbvia de passe. Assim sendo, o quarterback chama a jogada, o ataque se alinha é dado o snap e o quarterback passa a bola, porém o wide receiver não conseguiu pegar e a bola caiu no chão, sendo um passe incompleto e o relógio do jogo para, o da jogada roda, o juiz posiciona a bola onde ela estava e vamos para a 4ª descida para 12 (4th & 12).
4ª descida
Como já foi explicado anteriormente, quando o time está na quarta descida tem três opções: tentar convertê-la, fazendo o first down, chutar um field goal ou um punt.
Se o time for pra conversão e não conseguir o first down o time adversário fica com a posse de bola no ponto em que a jogada parou. Exemplo: se faltava oito jardas para a primeira descida, como na suposição que eu fiz, e o time conquistar sete jardas com um passe, não conseguirá o 1st down e o time defensivo fica com a bola no ponto onde ela parou, no caso na linha de 45 jardas, do campo de ataque. A não conversão da 4ª descida se chama turnover on downs.

Formação de field goal. O time de vermelho é quem vai chutar.
Caso estivesse numa posição boa, o ataque chutaria o field goal e tentaria marcar os três pontos. Na NFL, se o time errar o FG o time adversário terá a bola no ponto onde foi dado o chute, ou seja, onde o holder a colocou para o kicker.
Quando as duas alternativas anteriores não forem satisfatórias, o

Formação de punt. A formação de baixo é do time que vai chutar e a de cima do que vai retornar.
time vai pro punt, que já foi explicado anteriormente. O punter recebe o snap e chuta a bola no ar para o mais longe possível para o outro time retornar. Ao contrário do kickoff, um punt pode ser dado pra fora do campo, o outro time começará a sua campanha no ponto onde a bola saiu.
E assim segue o jogo, com os dois times tentando conquistar território, trocando a posse de bola e marcando pontos.
Turnovers
Quando o ataque está em campo a defesa pode roubar a bola dele, o chamado turnover. A defesa pode forçar dois times de turnovers: o fumble e a interceptação.
O fumble acontece quando um jogador de ataque está com a bola e a perde, deixando-a cair no chão, a chamada bola viva, ou seja, quem pegar, pegou. Se o time de ataque recuperar a bola, ele continuará com a posse no ponto onde ela foi recuperada, o mesmo caso com a defesa. Se o fumble sair pela linha lateral a bola continua sendo do ataque no ponto onde ela saiu. Se a bola sair pela end zone do time que está atacando é safety e, se sair na end zone do time de defesa, é touchback e o time que estava na defesa começa a atacar na sua linha de 20 jardas. Se o time de ataque recuperar a bola na sua end zone e não conseguir sair dela é safety, se recuperar na adversária é touchdown normal, porém, se a defesa recuperar na sua end zone e não sair dela, é touchback, se sair dela e voltar e for derrubado pelo time de ataque nela, é safety.
Também é considerado um fumble quando, num chute, a bola resvala em algum jogador do time que está retornando e ninguém dele pega, sendo bola viva. Quando o retornador vai receber o chute tenta pegar e deixa a bola cair é chamado muff e também é considerado fumble.
A interceptação ocorre quando o quarterback lança um passe e um jogador defensivo é quem pega a bola e é contado como passe incompleto. Se o time de defesa intercepta o passe e o jogador que pegou a bola é tackleado na end zone, sem sair dela, é touchback, se sair dela e voltar, é safety
Os dois turnovers podem ser retornados para touchdown, e a interceptação retornada para touchdown é chamada de pick six (seis).
2-minute drill e a Hurry-up Offense
Se o time está perdendo ou empatado e faltam dois minutos ou menos para o fim de um tempo ou de jogo ele vai para o 2-minute drill.
Ele consiste em chamadas de passe visando buscar as laterais do campo, porque, como disse no post anterior, se a bola sair do campo faltando, no caso, dois minutos para o fim do jogo, o cronometro para e assim não é necessário gastar o time out.
Se o recebedor não conseguir sair do campo, o ataque vai rápido para a linha de scrimmage, o chamado hurry-up offense (o ataque apressado), sem fazer o huddle (o no-huddle) para a próxima jogada. Para parar o tempo, sem usar o time out, é o ataque se alinhar rápido na LOS e o quarterback lançar a bola diretamente no chão, o chamado spike, já que o relógio do jogo para quando o passe é incompleto.
O no-huddle pode ser utilizado em qualquer outra situação de ataque, mas é mais usado quando o time precisa marcar.
Créditos: http://www.10jardas.com/boteco/o-jo...-como-funciona-o-jogo-de-futebol-americano-2/
 


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#2
PRINCIPAIS TRANSAÇÕES DO TERCEIRO DIA DE FREE AGENCY

Assim como os dois primeiros, o terceiro dia de Free Agency foi bastante movimentado, principalmente pelas decisões do Philadelphia Eagles. O time vem sendo o centro das atenções, com trocas ousadas e muitas mudanças de seus principais jogadores. As Águias assinaram ontem (12) com dois dos running backs mais cobiçados do mercado, formando um trio de dar inveja a qualquer franquia: DeMarco Murray, Ryan Mathews e Darren Sproles! Confira as principais transações do terceiro dia:
DeMarco Murray, do Dallas Cowboys para o Philadelphia Eagles

Quem diria que o destino do cobiçado running back seria um dos maiores rivais da equipe de Dallas. Após contestadas decisões do técnico Chip Kelly, essa deixou o torcedor de Philadelphia contente. O time contratou um ótimo jogador, depois de ver outros talentos irem embora. O camisa 29 assinou por cinco anos com os Eagles, contrato de 42 milhões de dólares, 21 deles garantidos. Murray foi com sobras o melhor RB na liga no ano passado: 1,845 jardas terrestres e 13 TDs em 392 carregadas. Números que fazem dele um baita reforço para o novo ataque de Kelly.

RB Ryan Mathews, do San Diego Chargers para o Philadelphia Eagles

Não satisfeito em contratar o melhor RB disponível do mercado, Philly também contratou Ryan Mathews, fazendo um jogo terrestre que já era bom se tornar espetacular. Apesar do histórico de lesões, perdeu 20 partidas nas últimas cinco temporadas, o camisa 24 é um talento incontestável na posição. Muito bom conseguindo jardas depois do contato, deve ser a opção de Chip Kelly em jogadas para poucas jardas, com Murray carregando o piano e Darren Sproles recebendo passes laterais. Que trio!

CB Brandon Browner, do New England Patriots para o New Orleans Saints

O jogador estava no time que venceu o Super Bowl nos últimos dois anos, ótima notícia para os torcedores dos Saints. O cornerback assinou por três anos e 15 milhões de dólares, 7,5 deles garantidos. Mesmo sem ser brilhante em New England, foi bem quando exigido, jogou nove jogos da temporada regular e os três dos playoffs como titular. Ao todo foram 731 snaps em campo, desviou sete passes e teve uma interceptação. Bom reforço para atuar ao lado de Keenan Lewis, possui um biotipo que se encaixa bem no esquema do coordenador Rob ryan.

CB Antonio Cromartie, do Arizona Cardinals para o New York Jets

Cromartie foi o terceiro cornerback a desembarcar em New York em apenas três dias. O jogador chega para reviver a parceria com Darrelle Revis, ambos defenderam os Jets juntos de 2010 a 1012. Foi muito bem na primeira metade do ano passado, sob o comando do então coordenador defensivo e agora técnico principal dos Jets, Todd Bowles. Caiu de rendimento na segunda metade, assim como todo o time, após a contusão do QB Carson Palmer. O ataque não conseguia ficar em campo, sobrecarregando a boa defesa. O outro recém-chegado, Buster Skrine, deve atuar de nickel, sobrou para o jovem Dee Milliner…

TE Jordan Cameron, do Cleveland Browns para o Miami Dolphins

Mesmo com o histórico de lesões, Cameron foi um alvo consistente enquanto esteve em campo. Foi nisso que os Dolphins apostaram, ao assinarem um contrato de dois anos e 15 milhões de dólares com o tight end. Ele mostrou ser um ótimo TE nos Browns em 2013, recebeu 917 jardas e sete TDs mesmo em um time fraco, foi para o seu primeiro e único Pro Bowl. Sucesso que foi brecado no ano seguinte, Cameron sofreu para ficar saudável, atuou em apenas nove partidas com um histórico de várias contusões. Fará uma ótima dupla ao lado de Charles Clay.

FS Rahim Moore, do Denver Broncos para o Houston Texans

Boa contratação dos Texans, assinaram com o jogador por três anos e 15 milhões de dólares. Apesar da pouca idade, 25 anos, Moore tem bastante experiência na liga, já disputou os playoffs em 2011, 2012 e 2014. Após quase perder a perna em 2013, com uma gravíssima lesão, o safety deu a volta por cima ano passado. Foi titular em todos os 16 jogos, computou quatro interceptações, cinco passes defendidos, 49 tackles e dois fumbles forçados. Acostumado a atuar mais no fundo do campo, deve agora ficar mais próximo da linha, substituindo Kendrick Lewis.

RB Justin Forsett renovou com o Baltimore Ravens

O caso de Forsett é algo raro na NFL, um running back que explodiu após seis anos irrelevantes na liga. Após atuar sete jogos como titular nas primeiras seis temporadas, ele foi contratado pelos Ravens para ser um dos backups na posição. Aos poucos foi conquistando espaço no time, assumiu o posto de titular na semana 3 e não saiu mais. Fechou 2014 com 1,266 jardas e oito TDs. Números que renderam um novo contrato com os Ravens, nove milhões de dólares e mais três anos em Baltimore. Apesar dos 29 anos, ele deve ter muita lenha para queimar, visto que praticamente não atuou nos primeiros anos de NFL.

DT Terrance Knighton, do Denver Broncos para o Washington Redskins

Escolhido pelo Jacksonville Jaguars na terceira rodada do Draft 2009, o jogador explodiu mesmo quando chegou ao Denver Broncos em 2013. Destaque da defesa no título da AFC daquele ano, manteve a regularidade em 2014, um dos melhores DTs da liga contra corridas. Assinou com os Redskins por um ano e quatro milhões de dólares, estranho como um jogador como ele não conseguiu um acordo mais longo em outro lugar.

FS Nate Allen, do Philadelphia Eagles para o Oakland Raiders

Os autos e baixos de Allen dentro da mesma partida impressionam. Ele é capaz de fazer uma jogada espetacular, depois uma burrada gigantesca no snap seguinte. Após um 2012 trágico, ele melhorou um pouco em 2013, mas afundou assim como toda a secundária do time em 2014. Cedeu cinco touchdowns ano passado, números que preocupam os torcedores dos Raiders. Mesmo assim ele teve quatro interceptações, cinco passes defendidos e 51 tackles. Ficará em Oakland por quatro anos.

http://endzonebrasil.com.br/2015/03/principais-transacoes-do-terceiro-dia-de-free-agency/
 


Darth Nihilus

Ei mãe, 500 pontos!
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#10
Delícia de tópico, cara!
Há duas temporadas estou acompanhando a NFL e, na boa, vibro mais com uma partida do Seatle Seahawks do que com qualquer partida de futebol que já tenha assistido.
Depois posto foto da minha caneca do time.
 
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#17
E eu também trocava o Cowboys fácil, com Tony lá não confio neles ganhando um Sb.



Claro, melhor time da Afc
Titans :ksnif

Adoro o Titans, sempre a garantia de duas vitórias para o Colts na conferencia.

Luck com um bom RB e passando para o meu recebedor favorito(andre johnson), vai ser uma ótima temporada.
 
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#20
Quem precisa de QB é o Texans, vc não pode ter a defesa que tem e agora o Willfork lá e não te rum cara que comande o ataque de forma estúpida feito o Fitzpatrick
 

Tpsy

Bam-bam-bam
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203
#26

Scrat

Bam-bam-bam
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#29
Simplesmente nojenta a matéria sobre a aposentadoria do Chris Borland exibida no JORNAL NACIONAL. A discussão sobre o assunto é legítima. Mas todos sabemos as motivações da Globo de abordar o caso. Jornalismo extremamente tendencioso.
 

Léo Stanbuck

Ei mãe, 500 pontos!
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#34
E mais um ano to eu torcendo pro meu BOLTS fuderoso!!!

Mas tá foda. Os investimentos estão baixos, e sem jogo corrido e um time de especialistas decente não vamos a lugar nenhum.
 

Scrat

Bam-bam-bam
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#35
Caras, hoje a NFL divulgou a tabela da temporada. Primeiro jogo será Steelers x Pats em Foxborough no dia 10 de setembro. E logo no Sunday Night (vem, Carrie!) da semana 2 já tem um Seahawks x Packers revivendo a épica final da NFC desse ano. Os jogos da semana 1 serão:



A tabela completa poder ser conferida no site da NFL: http://www.nfl.com/schedules/2015/REG1

Chega logo, setembro!
 


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