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O experimento na Espanha para reduzir jornadas de trabalho a 4 dias por semana

Abdullah Al-Papai

Bam-bam-bam
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O pensamento do empresário brasileiro é: "Terminou as tarefas já? Então vai fazer mais para adiantar o de amanhã" ou então "Já terminou o serviço? Então vai ajudar os outros a terminarem os deles."

Daí quando se fala que isso é UMA PAU NO CUZISSE ESCROTA vem anarco liberteen com """"artigos""""" utópicos do Insituto Mises falando que tem que "HAVER MAIS PRODUSSAUM".
Mas é a verdade, cara. Não é artigo do instituto Mises, é a realidade. Se e cara está te pagando, ele quer que você produza.

Isso não é aqui, isso é em qualquer lugar simplesmente porque é o lógico a se fazer do ponto de vista do empregador

Se tu fez as demandas em meio dia, quer dizer que você ainda tem mais meio dia para fazer uma caralhada de coisas. Significa que se isso ocorrer de forma consistente a empresa poderia diminuir os prazos para entrega dos projetos, o que por consequência a permitiria aumentar a carga de projetos/entregas etc e, portanto, a receita no final. Tudo quanto é ferramenta de métrica de produtividade visa uma "carga linear" ótima - você atrasar seu trabalho é péssimo, mas você estar com uma carga subdimensionada é igualmente ruim

É claro que tem que se ponderar fadiga física/mental no impacto da produtividade, o que afeta essa relação - mas o cerne da ideia é esse aí
 


proximus-one

Bam-bam-bam
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Mas é a verdade, cara. Não é artigo do instituto Mises, é a realidade. Se e cara está te pagando, ele quer que você produza.

Isso não é aqui, isso é em qualquer lugar simplesmente porque é o lógico a se fazer do ponto de vista do empregador

Se tu fez as demandas em meio dia, quer dizer que você ainda tem mais meio dia para fazer uma caralhada de coisas. Significa que se isso ocorrer de forma consistente a empresa poderia diminuir os prazos para entrega dos projetos, o que por consequência a permitiria aumentar a carga de projetos/entregas etc e, portanto, a receita no final. Tudo quanto é ferramenta de métrica de produtividade visa uma "carga linear" ótima - você atrasar seu trabalho é péssimo, mas você estar com uma carga subdimensionada é igualmente ruim

É claro que tem que se ponderar fadiga física/mental no impacto da produtividade, o que afeta essa relação - mas o cerne da ideia é esse aí
Ih cara, esse lance aí de "produziiiiiiiiiiiir mais" é coisa de liberteen, leitor de Mises. Viu o que deixei em negrito ali em cima do seu post? Pois é, tu mesmo corroborou com meu raciocínio, apesar de achar que não. Para que eu, como funcionário, vou terminar meu serviço mais rápido se ao fizer isso vão mandar eu fazer o serviço de outro dia, ou ajudar em outras áreas QUE NÃO SÃO DA MINHA ALÇADA DENTRO DA EMPRESA? E agora o plus: Para que vou produzir mais SE NÃO VOU GANHAR A MAIS POR ESSA PRODUÇÃO "OTIMIZADA" (sic)? Se no fim do mês meu salário vai ser A MESMA COISA?

Aì tu póde falar que no caso o sistema de pagamento deveria ser por produção/comissão. Não adianta também. Em todos esses anos de trabalho e labuta, por onde eu passei e tinha sistema de produção/comissão os engravatados da empresa deixavam o valor da hora/produção LÁ EMBAIXO, de modo que mesmo "produzindo" pra c***lho, no fim do mês os caras tiravam o mesmo tanto que em um lugar onde o salário é fixo. E ainda vou exemplificar, para ficar mais claro e didático.

Já trabalhei em uma concessionária de veículos que NUNCA NUNCA mesmo enfrentou períodos de "seca" e baixa vendas nos veículos, mesmo naquela época da """"crise"""" de 2008 (e também agora nessa """crise"""" do COVID AINDA ESTÁ VENDENDO CARROS IGUAL ÁGUA. Pois bem, na época que trabalhava lá os vendedores estavam tirando em média R$12000,00 (sim, doze mil fucking reais) com as vendas e comissões. Mas havia períodos em que conseguiam bater 20000 (vinte mil). E não era só 1 ou outro vendedor "com lábia", eram todos que tinham suas comissões orbitando por volta desses valores. Então eis que os engravatados no alto de sua "visão global e holística" (SIC) se reuniram e decidiram que a faixa salarial estava muito alta lá. Detalhe que essa grana era paga por fora hein, não tinha desculpa das "altas cargas tributárias". Mandaram os vendedores embora e contrataram novos com comissão mais baixa e quando eu digo baixa FOI BAIXA MESMO. A nova leva de vendedores quando tirava "muito" era coisa de R$4000 E VOLTO A FRISAR AS VENDAS AINDA CONTINUAVAM ALTÍSSIMAS. E continuam até hoje vendendo carro igual à água, como eu disse. Então qual seria a desculpa para mandar o pessoal embora? "Faixa salarial alta?" Risos. Imagina o quanto de grana essa turma de vendedores não gerou com as vendas para a empresa? E aí, adiantou eles venderem muito carro sendo que no final isso só ajudou a porra da empresa?

Então, voltando ao termo que usei antes, "leitor de Mises"... É utopia cara. É tipo as verborragias que a esquerda vomita com a m**** do Socialismo. Os liberais-anarcos etc. são apenas a outra da face da moeda. Na teoria seria uma maravilha, ganhar por produção ao mesmo tempo que se produz "otimizado' e a empresa lucra e se mantém no negócio. Mas na prática rola igual no exemplo que citei aí. Não tem como. Não conheço a realidade de outros países, principalmente quanto ao quesito "cultura organizacional" mas posso falar com convicção que aqui no HUEzil a mentalidade do empresário em geral, e aqui estou generalizando sim, é a de que "peão"/funcionário não deve ganhar dinheiro. Podem espernear o quanto for, a realidade não muda.
 

Jolteon

Evolução elétrica do Eevee
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Ih cara, esse lance aí de "produziiiiiiiiiiiir mais" é coisa de liberteen, leitor de Mises. Viu o que deixei em negrito ali em cima do seu post? Pois é, tu mesmo corroborou com meu raciocínio, apesar de achar que não. Para que eu, como funcionário, vou terminar meu serviço mais rápido se ao fizer isso vão mandar eu fazer o serviço de outro dia, ou ajudar em outras áreas QUE NÃO SÃO DA MINHA ALÇADA DENTRO DA EMPRESA? E agora o plus: Para que vou produzir mais SE NÃO VOU GANHAR A MAIS POR ESSA PRODUÇÃO "OTIMIZADA" (sic)? Se no fim do mês meu salário vai ser A MESMA COISA?

Aì tu póde falar que no caso o sistema de pagamento deveria ser por produção/comissão. Não adianta também. Em todos esses anos de trabalho e labuta, por onde eu passei e tinha sistema de produção/comissão os engravatados da empresa deixavam o valor da hora/produção LÁ EMBAIXO, de modo que mesmo "produzindo" pra c***lho, no fim do mês os caras tiravam o mesmo tanto que em um lugar onde o salário é fixo. E ainda vou exemplificar, para ficar mais claro e didático.

Já trabalhei em uma concessionária de veículos que NUNCA NUNCA mesmo enfrentou períodos de "seca" e baixa vendas nos veículos, mesmo naquela época da """"crise"""" de 2008 (e também agora nessa """crise"""" do COVID AINDA ESTÁ VENDENDO CARROS IGUAL ÁGUA. Pois bem, na época que trabalhava lá os vendedores estavam tirando em média R$12000,00 (sim, doze mil fucking reais) com as vendas e comissões. Mas havia períodos em que conseguiam bater 20000 (vinte mil). E não era só 1 ou outro vendedor "com lábia", eram todos que tinham suas comissões orbitando por volta desses valores. Então eis que os engravatados no alto de sua "visão global e holística" (SIC) se reuniram e decidiram que a faixa salarial estava muito alta lá. Detalhe que essa grana era paga por fora hein, não tinha desculpa das "altas cargas tributárias". Mandaram os vendedores embora e contrataram novos com comissão mais baixa e quando eu digo baixa FOI BAIXA MESMO. A nova leva de vendedores quando tirava "muito" era coisa de R$4000 E VOLTO A FRISAR AS VENDAS AINDA CONTINUAVAM ALTÍSSIMAS. E continuam até hoje vendendo carro igual à água, como eu disse. Então qual seria a desculpa para mandar o pessoal embora? "Faixa salarial alta?" Risos. Imagina o quanto de grana essa turma de vendedores não gerou com as vendas para a empresa? E aí, adiantou eles venderem muito carro sendo que no final isso só ajudou a porra da empresa?

Então, voltando ao termo que usei antes, "leitor de Mises"... É utopia cara. É tipo as verborragias que a esquerda vomita com a m**** do Socialismo. Os liberais-anarcos etc. são apenas a outra da face da moeda. Na teoria seria uma maravilha, ganhar por produção ao mesmo tempo que se produz "otimizado' e a empresa lucra e se mantém no negócio. Mas na prática rola igual no exemplo que citei aí. Não tem como. Não conheço a realidade de outros países, principalmente quanto ao quesito "cultura organizacional" mas posso falar com convicção que aqui no HUEzil a mentalidade do empresário em geral, e aqui estou generalizando sim, é a de que "peão"/funcionário não deve ganhar dinheiro. Podem espernear o quanto for, a realidade não muda.
Minha opinião é a mesma de todos os tópicos onde o assunto é o mercado de trabalho e alguns de vocês como @proximus-one e o @Darth_Tyranus já estão carecas de saber.

A maioria das empresas paga salários ruins. Salários que são achatados para que a margem de lucro cresça. A intenção da empresa é lucrar, mas salários baixos fazem com que os funcionários produzam menos, com menos eficácia e sob o assédio moral de "pelo menos tá trabalhando" ou "não tá satisfeito, vai lá e pede demissão". A mentalidade do empresário brasileiro é a de que peão não deve ganhar dinheiro. Deve ficar ali servindo a ele. Vide os gerentes da empresa onde trabalho, que ficam P da vida de orgulho ferido toda vez que alguém arruma um emprego melhor. O mercado de trabalho é uma bosta porque as empresas exigem um Cadillac do presidente dos EUA pagando preço de Del Rey.

"Pelo menos tá trabalhando" é o pensamento mais escravocrata que existe. Assemelha-se ao escravo do Brasil Colônia, que "pelo menos tinha comida". Assemelha-se aos servos do feudalismo, que "pelo menos tinham onde dormir". "O trabalho liberta" era o lema dos nazistas.

Vale lembrar que ao mesmo tempo em que os empresários reclamam de alta carga tributária, estão alugando e até comprando iates e jatinhos milionários cheios de putas de alto padrão. Pra isso, sobra dinheiro. Logo, sim, muita gente trabalha só para pagar a Ferrari nova do patrão, como uma vez foi dito pelo @Digoo.

O problema é que TODO empresário vem com um papo de "cultura de trabalho". Todos os herdeiros de empresas que conheci conseguiram a façanha de quebrar seus negócios, e todos eles foram criados na tal "cultura de trabalho". Como conseguiram falir seus negócios? Nem preciso dizer que, na ganância total, ao invés de ser um funcionário PJ da empresa, esses caras usavam APENAS a conta da empresa para absolutamente TUDO, desde comprar um cafézinho até uma Lamborghini. Nem preciso dizer, também, onde os users pseudoempresários que vem com esse papinho de "cultura de trabalho" aqui no fórum vão parar.

Estudei com o neto do dono de uma empresa que era a terceira maior do seu ramo, a nível Brasil. O velho, sim, tinha uma cultura de trabalho. Morreu. O filho dele, se orgulhando de uma cultura de "empreendedor" da família, pai do meu colega, simplesmente vivia com a conta da empresa. Vivia uma vida de luxos. Fez uma empresa que faturava na casa das centenas de milhões ir pro buraco em seis anos. Vendeu a empresa e a bomba de centenas de milhões de dívidas trabalhistas ficou pro comprador. Ele, claro, dizia que "era um empreendedor de sucesso". Típico idiota que quer que eu acredite que Sílvio Santos ficou rico vendendo caneta na rua.
 
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Ex-peão louco

Mad Spy
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Pra colarinho pode funcionar sem tanto prejuízo, mas a indústria é produção. Matemática não fecha. Peaozada vai continuar trabalhando muito e f**a-se.
 

Jäger_BR

Bam-bam-bam
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Desde a ascensão do feminismo onde a "mulher emancipada" ingressou no mercado de trabalho tendo que deixar o filho em creches ou na escola.

A escola não só virou depósito de filho de mãe solteira que quer se livrar da criança mas de qualquer tipo de família mesmo as que tem um Pai onde os dois tem que trabalhar pois a renda e o poder de compra diminuíram, ao contrário do pós-2ª Guerra onde apenas o marido trabalhando sustentava de boa a família e a esposa ficava exclusivamente delegando educação aos filhos.

Hoje eles acham que é a escola e os professores quem tem que educar o rebento delas.

Quanto a carga horária taí o resultado de enfurnar estudantes na escola e trancar eles lá como se fosse robôs. Desde criança eu percebia que eu só rendia apenas 1 ou 2 horas depois as outras horas restantes eu ficava torcendo praquela m**** acabar pra eu ir pra casa.

Com emprego mesma coisa: ficar parado perdendo a sua vida pra ganhar uma merreca.

Óbvio que os únicos que discordam disso são o empregador e o estado.
O papai estado adora essas crianças na mão dos professores
 

Hitmanbadass

You can't handle the truth!
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Ih cara, esse lance aí de "produziiiiiiiiiiiir mais" é coisa de liberteen, leitor de Mises. Viu o que deixei em negrito ali em cima do seu post? Pois é, tu mesmo corroborou com meu raciocínio, apesar de achar que não. Para que eu, como funcionário, vou terminar meu serviço mais rápido se ao fizer isso vão mandar eu fazer o serviço de outro dia, ou ajudar em outras áreas QUE NÃO SÃO DA MINHA ALÇADA DENTRO DA EMPRESA? E agora o plus: Para que vou produzir mais SE NÃO VOU GANHAR A MAIS POR ESSA PRODUÇÃO "OTIMIZADA" (sic)? Se no fim do mês meu salário vai ser A MESMA COISA?

Aì tu póde falar que no caso o sistema de pagamento deveria ser por produção/comissão. Não adianta também. Em todos esses anos de trabalho e labuta, por onde eu passei e tinha sistema de produção/comissão os engravatados da empresa deixavam o valor da hora/produção LÁ EMBAIXO, de modo que mesmo "produzindo" pra c***lho, no fim do mês os caras tiravam o mesmo tanto que em um lugar onde o salário é fixo. E ainda vou exemplificar, para ficar mais claro e didático.

Já trabalhei em uma concessionária de veículos que NUNCA NUNCA mesmo enfrentou períodos de "seca" e baixa vendas nos veículos, mesmo naquela época da """"crise"""" de 2008 (e também agora nessa """crise"""" do COVID AINDA ESTÁ VENDENDO CARROS IGUAL ÁGUA. Pois bem, na época que trabalhava lá os vendedores estavam tirando em média R$12000,00 (sim, doze mil fucking reais) com as vendas e comissões. Mas havia períodos em que conseguiam bater 20000 (vinte mil). E não era só 1 ou outro vendedor "com lábia", eram todos que tinham suas comissões orbitando por volta desses valores. Então eis que os engravatados no alto de sua "visão global e holística" (SIC) se reuniram e decidiram que a faixa salarial estava muito alta lá. Detalhe que essa grana era paga por fora hein, não tinha desculpa das "altas cargas tributárias". Mandaram os vendedores embora e contrataram novos com comissão mais baixa e quando eu digo baixa FOI BAIXA MESMO. A nova leva de vendedores quando tirava "muito" era coisa de R$4000 E VOLTO A FRISAR AS VENDAS AINDA CONTINUAVAM ALTÍSSIMAS. E continuam até hoje vendendo carro igual à água, como eu disse. Então qual seria a desculpa para mandar o pessoal embora? "Faixa salarial alta?" Risos. Imagina o quanto de grana essa turma de vendedores não gerou com as vendas para a empresa? E aí, adiantou eles venderem muito carro sendo que no final isso só ajudou a porra da empresa?

Então, voltando ao termo que usei antes, "leitor de Mises"... É utopia cara. É tipo as verborragias que a esquerda vomita com a m**** do Socialismo. Os liberais-anarcos etc. são apenas a outra da face da moeda. Na teoria seria uma maravilha, ganhar por produção ao mesmo tempo que se produz "otimizado' e a empresa lucra e se mantém no negócio. Mas na prática rola igual no exemplo que citei aí. Não tem como. Não conheço a realidade de outros países, principalmente quanto ao quesito "cultura organizacional" mas posso falar com convicção que aqui no HUEzil a mentalidade do empresário em geral, e aqui estou generalizando sim, é a de que "peão"/funcionário não deve ganhar dinheiro. Podem espernear o quanto for, a realidade não muda.
Se as vendas se mantiveram no mesmo patamar mas pagando 1/4 da folha salarial antiga, as demissões estão justificadas ué. Salário normalmente é o valor atribuído ao que vc pode entregar, se ele é mais alto que o mercado, seu resultado deve ser, em teoria, mais alto.

Caso sua especialidade fosse extremamente técnica ou resultados diferenciados, te mandar embora não valeria a pena.

Se vc fosse o empregador de uma doméstica por exemplo, e mudasse de bairro e percebesse que paga 200% acima do que os outros moradores para ter o mesmo serviço, tu iria continuar pagando?

Não sou anarco, mas lógica de mercado (e de tudo, oferta e demanda) é essa, falando deste ponto do salário.

Sobre a carga horária de trabalho, concordo que se apegar a horas trabalhadas é um problema por gerar um incentivo aos trabalhadores de fazerem a "Lei de Parkinson" (o que é completamente compreensível) e as tarefas serem adaptadas à carga horária.

Mas aí não adianta ficar de choro e inveja quando o colega que trabalha e entrega mais ser promovido (que é o mecanismo para se gerir isso), falando que não mereceu e era amigo do chefe.
 


MobiusRJ

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Esquerdopatas são piadas ambulantes mesmo :facepalm

Os caras usaram como exemplo positivo, o fato de um restaurante ter fechado algumas de suas unidades e reduzido a complexidade de pratos :facepalm:facepalm:facepalm

É tipo comemorar que um lugar deixou de servir lagostas para preparar batatas fritas por conta das dificuldades financeiras causadas pelo #fiqueemcasa :klolwtf
Complete a frase:


São uma cambada de __
 

Flea.

Ei mãe, 500 pontos!
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É uma questão complicada não pelas empresas grandes mas sim pelas médias e pequenas.

Se tu mantém o salário igual, reduzindo a carga horária e obrigando uma empresa pequena a contratar outro funcionário para cobrir o horário faltante, especialmente no Brasil é uma sentença de morte com o tanto de encargo que tem.
É o velho dilema, a gente cria sistemas pra tentar colocar as grande empresas em cheque mas na prática o que acontece é que as grandes tem a grana pra driblar esses sistemas enquanto que as pequenas e médias não tem como bancar o drible e se fodem

ps: sei que não tem nada haver mas pt só queria avisar que eu vi teu post no tópico do aot pra mim, peço desculpas que não respondi, é que ainda não li o último capitulo :klolzenfim, só queria te avisar
 

Abdullah Al-Papai

Bam-bam-bam
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Ih cara, esse lance aí de "produziiiiiiiiiiiir mais" é coisa de liberteen, leitor de Mises. Viu o que deixei em negrito ali em cima do seu post? Pois é, tu mesmo corroborou com meu raciocínio, apesar de achar que não. Para que eu, como funcionário, vou terminar meu serviço mais rápido se ao fizer isso vão mandar eu fazer o serviço de outro dia, ou ajudar em outras áreas QUE NÃO SÃO DA MINHA ALÇADA DENTRO DA EMPRESA? E agora o plus: Para que vou produzir mais SE NÃO VOU GANHAR A MAIS POR ESSA PRODUÇÃO "OTIMIZADA" (sic)? Se no fim do mês meu salário vai ser A MESMA COISA?
Acho que não consegui me fazer suficientemente claro no meu último post.

Você não precisa fazer nada a mais por conta própria. Mas em qualquer lugar que tenha medidas objetivas do quanto você produz, os mais improdutivos vão embora primeiro. Amiga minha era gerente de TI numa subdivisão de uma companhia aérea. Um dia chegaram e mandaram ela cortar 20 e tantos % dos custos do setor. Quem foi embora? Sim, os que eram mais braço curto.

Então porque fazer mais atividades se você não vai ganhar a mais? Porque você não é pago por atividade, sim pelo horário de trabalho.

É função do empregado trabalhar mais? ÓBVIO que não, mas é função da gerência/coordenação otimizar a produção. Por isso disse que se você trabalha três horas por dia e faz tudo que tem que ser feito, não adianta pensar que isso será suficiente para você "ir pra casa" como o pessoal está falando. Emprego não é escola. Se você produz mais, vão te colocar mais carga. Se a pessoa poderia fazer o serviço em três e faz em oito para que não aumentem sua carga, na hora do corte é tchau e bença para o determinado fulano porque a gerência terá medidas comparativas.

Novamente: não estou falando NADA de teoria, é literalmente só a prática sob a ótica do empregador.

Se tua carga está subdimensionada o seu coordenador/gerente é quem deve tomar no lombo.

Aì tu póde falar que no caso o sistema de pagamento deveria ser por produção/comissão. Não adianta também. Em todos esses anos de trabalho e labuta, por onde eu passei e tinha sistema de produção/comissão os engravatados da empresa deixavam o valor da hora/produção LÁ EMBAIXO, de modo que mesmo "produzindo" pra c***lho, no fim do mês os caras tiravam o mesmo tanto que em um lugar onde o salário é fixo. E ainda vou exemplificar, para ficar mais claro e didático.

Já trabalhei em uma concessionária de veículos que NUNCA NUNCA mesmo enfrentou períodos de "seca" e baixa vendas nos veículos, mesmo naquela época da """"crise"""" de 2008 (e também agora nessa """crise"""" do COVID AINDA ESTÁ VENDENDO CARROS IGUAL ÁGUA. Pois bem, na época que trabalhava lá os vendedores estavam tirando em média R$12000,00 (sim, doze mil fucking reais) com as vendas e comissões. Mas havia períodos em que conseguiam bater 20000 (vinte mil). E não era só 1 ou outro vendedor "com lábia", eram todos que tinham suas comissões orbitando por volta desses valores. Então eis que os engravatados no alto de sua "visão global e holística" (SIC) se reuniram e decidiram que a faixa salarial estava muito alta lá. Detalhe que essa grana era paga por fora hein, não tinha desculpa das "altas cargas tributárias". Mandaram os vendedores embora e contrataram novos com comissão mais baixa e quando eu digo baixa FOI BAIXA MESMO. A nova leva de vendedores quando tirava "muito" era coisa de R$4000 E VOLTO A FRISAR AS VENDAS AINDA CONTINUAVAM ALTÍSSIMAS. E continuam até hoje vendendo carro igual à água, como eu disse. Então qual seria a desculpa para mandar o pessoal embora? "Faixa salarial alta?" Risos. Imagina o quanto de grana essa turma de vendedores não gerou com as vendas para a empresa? E aí, adiantou eles venderem muito carro sendo que no final isso só ajudou a porra da empresa?

Então, voltando ao termo que usei antes, "leitor de Mises"... É utopia cara. É tipo as verborragias que a esquerda vomita com a m**** do Socialismo. Os liberais-anarcos etc. são apenas a outra da face da moeda. Na teoria seria uma maravilha, ganhar por produção ao mesmo tempo que se produz "otimizado' e a empresa lucra e se mantém no negócio. Mas na prática rola igual no exemplo que citei aí. Não tem como. Não conheço a realidade de outros países, principalmente quanto ao quesito "cultura organizacional" mas posso falar com convicção que aqui no HUEzil a mentalidade do empresário em geral, e aqui estou generalizando sim, é a de que "peão"/funcionário não deve ganhar dinheiro. Podem espernear o quanto for, a realidade não muda.
Eu não acho que toda função sirva isso de produção/comissão, em alguns casos específicos sim mas na maioria, não. Eu também mencionei isso no meu primeiro post (antes de eu ter te quotado) - a limitação de carga horária também joga pro lado do trabalhador. Se uma equipe de 7 pessoas trabalhando ferozmente consegue fazer o mesmo trampo de uma equipe de 10 trabalhando normal, é óbvio que a empresa vai manter os 7 e "atrelar" (ainda que não explicitamente) sua permanência aos resultados. Na semana tranquila você trabalha 30 horas e nas corridas (que serão a maioria) vai trabalhar de 50 horas pra cima brincando.

É claro que isso não se aplica pra todo mundo. Garçom (exemplo aí da reportagem) e essas profissões menos qualificadas em geral (não desmerecendo) podem entrar nesse tipo de rodízio mais facilmente - em compensação o salário tende a ser bem menor e há maior facilidade de trocar um funcionário por outro.

Sobre esse exemplo aí que você colocou, sim. Isso é a realidade. Se os caras estão fazendo por quatro mil exatamente o mesmo trabalho que vocês faziam por oito, qual a lógica da direção manter vocês? É óbvio que os caras vão mandar a galera embora. É claro que pros funcionários esses aí são um bando de pau no cu, mas sob o ponto de vista da direção/gerência eles estão lá para dirigir a empresa, não para fazer caridade.

E isso vale para literalmente qualquer profissão que seja relativamente fácil de te substituírem. Por isso se chama mercado de trabalho. Mercado é oferta e demanda. Se eles encontrarem quem faça esse trabalho por dois mantendo a mesma qualidade, você acha que eles vão hesitar em mandar embora quem faz hoje por quatro?

Por isso disse que não tem nada a ver com teoria, é só a realidade.

Enfim. Acho que nem estamos discordando tanto assim, só quis apontar ali que a prática sempre vai ser essa: aumentar produtividade e/ou reduzir custos*.

*edit: o que é o dever do cara que está pagando. O problema, do lado do empregado, é a oferta de emprego ser maior que a demanda.
 
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arqueiro182

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O pensamento do empresário brasileiro é: "Terminou as tarefas já? Então vai fazer mais para adiantar o de amanhã" ou então "Já terminou o serviço? Então vai ajudar os outros a terminarem os deles."

Daí quando se fala que isso é UMA PAU NO CUZISSE ESCROTA vem anarco liberteen com """"artigos""""" utópicos do Insituto Mises falando que tem que "HAVER MAIS PRODUSSAUM".
Sim, por isso o Brasileiro enrola no trabalho justamente pra não adiantar a parte dos outros ou fazer serviços pelo qual ele não foi contratado.

E boa parte dos anarco-teens são obesos ricos que nunca trabalharam (Kogos é um exemplo).
 
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Darth_Tyranus

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Se as vendas se mantiveram no mesmo patamar mas pagando 1/4 da folha salarial antiga, as demissões estão justificadas ué. Salário normalmente é o valor atribuído ao que vc pode entregar, se ele é mais alto que o mercado, seu resultado deve ser, em teoria, mais alto.

Caso sua especialidade fosse extremamente técnica ou resultados diferenciados, te mandar embora não valeria a pena.

Se vc fosse o empregador de uma doméstica por exemplo, e mudasse de bairro e percebesse que paga 200% acima do que os outros moradores para ter o mesmo serviço, tu iria continuar pagando?

Não sou anarco, mas lógica de mercado (e de tudo, oferta e demanda) é essa, falando deste ponto do salário.

Sobre a carga horária de trabalho, concordo que se apegar a horas trabalhadas é um problema por gerar um incentivo aos trabalhadores de fazerem a "Lei de Parkinson" (o que é completamente compreensível) e as tarefas serem adaptadas à carga horária.

Mas aí não adianta ficar de choro e inveja quando o colega que trabalha e entrega mais ser promovido (que é o mecanismo para se gerir isso), falando que não mereceu e era amigo do chefe.
É a exata mentalidade que estende a nossa miséria e a concentração de renda.



Significa menor circulação de capital no comércio local, menor fomentação de negócios diversos na cidade (restaurantes de qualidade, cinemas, livrarias, lojas de roupas, lojas de informática, loja de móveis, academias, faculdades, cursos de línguas etc), ou seja, é a piora na qualidade de vida não somente dos funcionários diretamente envolvidos, mas de todo um raio economico, além da esposa/marido, dos filhos que não poderão mais ir para uma escola de qualidade, o que impacta a educação e o futuro de uma parcela dessa geração, os quais poderiam se tornar futuros profissionais de alta qualificação que ajudariam a gerar renda para empresas no Brasil. É a fomentação de uma sociedade na qual o trabalho se resume ao mínimo existencial. Consegue comer feijão e arroz? Tá bom! É a sociedade de decepção, do ódio, da falta de perspectiva. É o país no qual bons profissionais procuram construir sua vida no exterior ou prestar concurso público. É um país que perde os seus melhores para outros países ou que acabam se tornando mais uma figura no já imenso e "pesado" Estado. É o país da violência, no qual o tráfico de drogas se torna passaporte para simplesmente comprar um celular bom, um tênis, ir em uma festa, é para se sentir dono do próprio destino, e acaba arrastando seu corpo para a cova cedo demais e coloca a todos em pânico pelo rastro de sangue deixado pelo caminho. É a situação que permite que jovens se apaixonem por pautas políticas que procurem punir os mais ricos, já que a distância de renda é simplesmente avassaladora e não há esperança de mudança. É a mentalidade que abre espaço para o Estado concentrar poder, criar leis assistências para auxiliar as massas miseráveis que ao cabo destroem o país. É a Venezuela, é a Argentina, é o Brasil.

Tudo isso para quê? Para aquele que já é multi-milionário ganhar mais um milhão. Vale o custo que isso tem pra sociedade?
 

Abdullah Al-Papai

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É a exata mentalidade que estende a nossa miséria e a concentração de renda.



Significa menor circulação de capital no comércio local, menor fomentação de negócios diversos na cidade (restaurantes de qualidade, cinemas, livrarias, lojas de roupas, lojas de informática, loja de móveis, academias, faculdades, cursos de línguas etc), ou seja, é a piora na qualidade de vida não somente dos funcionários diretamente envolvidos, mas de todo um raio economico, além da esposa/marido, dos filhos que não poderão mais ir para uma escola de qualidade, o que impacta a educação e o futuro de uma parcela dessa geração, os quais poderiam se tornar futuros profissionais de alta qualificação que ajudariam a gerar renda para empresas no Brasil. É a fomentação de uma sociedade na qual o trabalho se resume ao mínimo existencial. Consegue comer feijão e arroz? Tá bom! É a sociedade de decepção, do ódio, da falta de perspectiva. É o país no qual bons profissionais procuram construir sua vida no exterior ou prestar concurso público. É um país que perde os seus melhores para outros países ou que acabam se tornando mais uma figura no já imenso e "pesado" Estado. É o país da violência, no qual o tráfico de drogas se torna passaporte para simplesmente comprar um celular bom, um tênis, ir em uma festa, é para se sentir dono do próprio destino, e acaba arrastando seu corpo para a cova cedo demais e coloca a todos em pânico pelo rastro de sangue deixado pelo caminho. É a situação que permite que jovens se apaixonem por pautas políticas que procurem punir os mais ricos, já que a distância de renda é simplesmente avassaladora e não há esperança de mudança. É a mentalidade que abre espaço para o Estado concentrar poder, criar leis assistências para auxiliar as massas miseráveis que ao cabo destroem o país. É a Venezuela, é a Argentina, é o Brasil.

Tudo isso para quê? Para aquele que já é multi-milionário ganhar mais um milhão. Vale o custo que isso tem pra sociedade?
Cara, entendo seu ponto mas discordo

O empregador não tem que fazer caridade pra ninguém. Em qual lugar do mundo (qualquer um mesmo) o empreendedor não busca mais eficiência? Se tem gente para ganhar metade e produzir igual, isso SERÁ feito. É a constatação da realidade. Se não fosse assim a produção mundial não teria ido pra China. Capitalismo é maximização dos resultados com os recursos disponíveis, seja aqui, seja nos Estados Unidos, no Japão ou onde for.

E sobre o último parágrafo: a mera possibilidade do empreendedor virar multimilionário e poder ganhar seu "1 milhão a mais" é o incentivo para que se empreenda. Se não fosse assim, porque ele iria correr riscos bizarramente desproporcionais ao possível retorno?

"Não é da benevolência do açougueiro, cervejeiro ou padeiro que garantimos nosso jantar, mas da preocupação deles com o próprio interesse. Não devemos nos dirigir à humanidade deles, mas ao amor próprio, e jamais falar das nossas necessidades, mas sim das vantagens que eles têm a receber."

Mercado de trabalho é literalmente o que o nome diz. O problema é que aqui nós temos muita oferta de mão de obra e pouca demanda de trabalho

Mais de 40 milhões de brasileiros gostariam de trabalhar, mas não encontram trabalho ou deixaram de procurar, aponta IBGE


Enquanto nossa oferta de emprego for ridícula, quem não tiver habilidades muito específicas e difíceis de substituir estará sempre nessa corda bamba.
 

Darth_Tyranus

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Cara, entendo seu ponto mas discordo

O empregador não tem que fazer caridade pra ninguém. Em qual lugar do mundo (qualquer um mesmo) o empreendedor não busca mais eficiência? Se tem gente para ganhar metade e produzir igual, isso SERÁ feito. É a constatação da realidade. Se não fosse assim a produção mundial não teria ido pra China. Capitalismo é maximização dos resultados com os recursos disponíveis, seja aqui, seja nos Estados Unidos, no Japão ou onde for.

E sobre o último parágrafo: a mera possibilidade do empreendedor virar multimilionário e poder ganhar seu "1 milhão a mais" é o incentivo para que se empreenda. Se não fosse assim, porque ele iria correr riscos bizarramente desproporcionais ao possível retorno?

"Não é da benevolência do açougueiro, cervejeiro ou padeiro que garantimos nosso jantar, mas da preocupação deles com o próprio interesse. Não devemos nos dirigir à humanidade deles, mas ao amor próprio, e jamais falar das nossas necessidades, mas sim das vantagens que eles têm a receber."

Mercado de trabalho é literalmente o que o nome diz. O problema é que aqui nós temos muita oferta de mão de obra e pouca demanda de trabalho

Mais de 40 milhões de brasileiros gostariam de trabalhar, mas não encontram trabalho ou deixaram de procurar, aponta IBGE


Enquanto nossa oferta de emprego for ridícula, quem não tiver habilidades muito específicas e difíceis de substituir estará sempre nessa corda bamba.
O empresário não está fazendo caridade, está pagando por um trabalho, o ponto é o quão justo é esse pagamento. A verdade é que as empresas aqui não conseguem mais atrair talentos, e quando atraem fazem questão de jogá-los fora exatamente pela ideia de que "devemos cortar tudo". Só que como o colega acima colocou, o mesmo empresário que paga o mínimo possível para o empregado é o cara que não tem salário, que trata as contas da empresa como se fossem pessoais, a médio prazo acaba quebrando. O profissionalismo só existe em uma ponta.

Agora estamos enfrentando as consequências da indústria do mundo ter se mudado pra China, com a ascenção econômica e militar do país, COVID-19 está aí pra todo mundo ver.

Sim, é difícil encontrar pessoas com habilidades, será ainda mais difícil se não há estímulo para que essas habilidades se formem ou que os habilidosos se mantenham no país ou que procurem a iniciativa privada. Essa tal da BIA do Bradesco é ótimo exemplo. Pressionaram meia dúzia de estagiário de TI que ganha 600 reais por mês para desenvolverem uma inteligência artificial que responde a ofensas, que é uma preocupaçao da Unesco e todo aquele blábláblá, anunciaram como se fosse algo a se ter orgulho, como se fosse superior ao que os engenheiros da Amazon, Apple e Google fizeram, é só usar para ver a vergonha que é aquele negócio, é a síntese do pensamento empresarial no Brasil.

Grande parte dessa massa de desempregados pode colocar a conta nessa mentalidade de cortar custo justo no fator humano. Não somente de forma direta, mas também indireta. Nós nunca vamos nos desenvolver enquanto trabalho for tratado como favor e pagar salário razoável ser visto como caridade. Repito, não é, é a troca justa pelo tempo e a habilidade. Mesmo com tantos cortes, salários irrisórios e moeda destruída, ainda assim o Brasil não é atraente para investimentos. Não estamos seguindo a fórmula do sucesso?
 
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Digoo

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Cara, entendo seu ponto mas discordo

O empregador não tem que fazer caridade pra ninguém. Em qual lugar do mundo (qualquer um mesmo) o empreendedor não busca mais eficiência? Se tem gente para ganhar metade e produzir igual, isso SERÁ feito. É a constatação da realidade. Se não fosse assim a produção mundial não teria ido pra China. Capitalismo é maximização dos resultados com os recursos disponíveis, seja aqui, seja nos Estados Unidos, no Japão ou onde for.

E sobre o último parágrafo: a mera possibilidade do empreendedor virar multimilionário e poder ganhar seu "1 milhão a mais" é o incentivo para que se empreenda. Se não fosse assim, porque ele iria correr riscos bizarramente desproporcionais ao possível retorno?

"Não é da benevolência do açougueiro, cervejeiro ou padeiro que garantimos nosso jantar, mas da preocupação deles com o próprio interesse. Não devemos nos dirigir à humanidade deles, mas ao amor próprio, e jamais falar das nossas necessidades, mas sim das vantagens que eles têm a receber."

Mercado de trabalho é literalmente o que o nome diz. O problema é que aqui nós temos muita oferta de mão de obra e pouca demanda de trabalho

Mais de 40 milhões de brasileiros gostariam de trabalhar, mas não encontram trabalho ou deixaram de procurar, aponta IBGE


Enquanto nossa oferta de emprego for ridícula, quem não tiver habilidades muito específicas e difíceis de substituir estará sempre nessa corda bamba.
Quem tem "habilidades específicas" = Filho do papai que teve escola particular/ensino de reforço por fora, nunca precisou trabalhar com 14 anos, nem se preocupar se ia faltar comida.
Quem não tem "habilidades específicas" = Wellinton, morador da Comunidade da Rocinha, que ajudava seu pai com 12 anos, como servente de pedreiro, estudou até a sexta série, depois teve que parar pra ajudar em casa, as vezes faltava comida, tinha que comer sopa de fubá, mas os traficantes sempre estavam vestidos de ouro, com mulheres, carros caros...

As vezes o Wellinton poderia ser um Steve Jobs, era inteligente, inteligência depois que usou pra entrar no tráfico de drogas, virou um grande chefe do crime, e morreu com 25 anos.
Enquanto isso o filho do papai entrou na empresa "por mérito e esforço", cobra resultados do "Felipe", que sai de casa as 6 da manhã pra chegar no trabalho as 8, vai pra faculdade depois do trabalho, chega em casa as 2:00 da manhã, pra recomeçar tudo no outro dia.
Se chega 15 minutos atrasado, o filhinho do papai "dá um feedback" de como ele precisa ser responsável e comprometido com sua vida profissional.
 

Digoo

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Economia só pode ter sucesso se voltar ao princípio que o gera riqueza é o trabalho. É preciso fechar os bancos centrais, eliminar o sistema baseado em juros e restringir a emissão de dinheiro.

E livre mercado também é um falácia para retardados. A partir do momento que algum Estado possa permitir o trabalho escravo ele vai monopolizar o mercado por um tempo e depois destruir, porque ninguém mais terá dinheiro para comprar mais nada.
Como vou abrir uma indústria no Brasil se é 10 vezes mais barato produzir na China?
O Brasil tem sorte que ainda temos o agronegócio, o dia em que os outros países encontrarem preços mais baratos no mercado internacional, isso aqui vai virar um lixão a céu aberto.
 

Abdullah Al-Papai

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O empresário não está fazendo caridade, está pagando por um trabalho, o ponto é o quão justo é esse pagamento. A verdade é que as empresas aqui não conseguem mais atrair talentos, e quando atraem fazem questão de jogá-los fora exatamente pela ideia de que "devemos cortar tudo". Só que como o colega acima colocou, o mesmo empresário que paga o mínimo possível para o empregado é o cara que não tem salário, que trata as contas da empresa como se fossem pessoais, a médio prazo acaba quebrando. O profissionalismo só existe em uma ponta.

Agora estamos enfrentando as consequências da indústria do mundo ter se mudado pra China, com a ascenção econômica e militar do país, COVID-19 está aí pra todo mundo ver.

Sim, é difícil encontrar pessoas com habilidades, será ainda mais difícil se não há estímulo para que essas habilidades se formem ou que os habilidosos se mantenham no país ou que procurem a iniciativa privada. Essa tal da BIA do Bradesco é ótimo exemplo. Pressionaram meia dúzia de estagiário de TI que ganha 600 reais por mês para desenvolverem uma inteligência artificial que responde a ofensas, que é uma preocupaçao da Unesco e todo aquele blábláblá, anunciaram como se fosse algo a se ter orgulho, como se fosse superior ao que os engenheiros da Amazon, Apple e Google fizeram, é só usar para ver a vergonha que é aquele negócio, é a síntese do pensamento empresarial no Brasil.

Grande parte dessa massa de desempregados pode colocar a conta nessa mentalidade de cortar custo justo no fato humano. Não somente de forma direta, mas também indireta. Nós nunca vamos nos desenvolver enquanto trabalho for tratado como favor e pagar salário razoável ser visto como caridade. Repito, não é, é a troca justa pelo tempo e a habilidade. Mesmo com tantos cortes, salários irrisóriso, moeda destruída, ainda assim o Brasil não é atraente para investimentos. Não estamos seguindo a fórmula do sucesso?
Mas ninguém está falando em favor. Está se falando em pagar pelo trabalho e cada lado procurar o que é melhor para si.

Quanto é o valor "justo" pelo trabalho? O valor justo sempre é o valor de mercado.

Eu tenho certeza que as empresas adorariam contratar um especialista em data science pagando um salário mínimo, que hospital particular gostaria de contratar um cardiologista pagando bem pouquinho, que uma corretora gostaria de pagar 1300 reais + VT para um analista com CFA, mas infelizmente pras empresas o valor de mercado desses profissionais é muito mais elevado que isso.

Também tenho certeza que a recepcionista da academia, o vendedor da loja de roupa e o jardineiro da firma gostariam de ganhar 5000 reais por mês, mas infelizmente para eles o valor de mercado deles é bem menor do que isso.

Eu também acho que falta profissionalismo no Brasil. Desde o empreendedor bunda que não sabe tocar o negócio - que sim, são muitos -, até uma massa de trabalhadores péssimos que tem que ser tratados como crianças***. O caso do Bradesco aí é emblemático porque bem pouquinho antes da pandemia eles tiveram que fechar uma divisão de software/tecnologia - conheço um professor da USP que era consultor lá, o cara é absurdamente bom mas decidiram cortar todo mundo por reestruturação interna de custos.

Já o Itaú tem uma divisão muito forte de tecnologia e paga salários ótimos para seus profissionais. Escolhas das direções dessas empresas. As decisões tem seus ônus e bônus.

Também não acho que estamos seguindo a "fórmula do sucesso" - muito longe disso. Enquanto tivermos leis trabalhistas bizonhas e produtividade ridícula, porque alguém colocaria sua empresa aqui? Mão de obra largamente desqualificada com baixa oferta de bons profissionais, ambiente de negócios ruim, insegurança jurídica, burocracia elevada, estrutura tributária impossível de se compreender, infraestrutura pífia, "custo trabalhista" insano...

Isso também é o que acaba levando a fuga de cérebros do país

Enfim. Acho que há uma série de fatores aí antes de chegar na conclusão que a culpa é do "empreendedor que prefere pagar 4k para ter o mesmo resultado que teria pagando 8k"

*** Sobre essa questão da improdutividade do brasileiro e dos empreendedores bunda, vou deixar esse texto aqui



The 50-year snooze

Brazilian workers are gloriously unproductive. For the economy to grow, they must snap out of their stupor

PECKISH revellers at Lollapalooza, a big music festival in São Paulo earlier this month, were in for a treat. In contrast to past years’ menus of reheated hamburgers, they could plump for pulled pork, barbecue ribs or corn on the cob, courtesy of BOS BBQ, a Texan eatery in the city. More surprising than the fare, however, was the pace at which BOS’s two tents dished it out. Over the course of two days the booths, each manned by six people, served 12,000 portions, or more than one every 15 seconds, boasts Blake Watkins, who runs the restaurant. Such efficiency is as welcome as it is uncommon. Neighbouring stands needed two to three minutes to serve each customer, leading to lengthy lines and rumbling stomachs.

The moment you land in Brazil you start wasting time,” laments Mr Watkins, who moved to the country three years ago after selling a fast-food business in New York. To be sure of having at least ten temporary workers at Lollapalooza, he hired 20 (sure enough, only half of them turned up). Lu Bonometti, who opened a cookie shop 18 months ago in a posh neighbourhood of São Paulo, has commissioned four different firms to fix her shop sign. None has come. Few cultures offer a better recipe for enjoying life. But the notion of opportunity cost seems lost on most Brazilians.

Queues, traffic jams, missed deadlines and other delays have been so ubiquitous for so long that “Brazilians have become anaesthetised to them”, says Regis Bonelli of Fundação Getulio Vargas, a business school. When on April 12th the boss of the state-owned operator suggested that large chunks of the airport in Belo Horizonte that will not be refurbished in time for the football World Cup in June should simply be “veiled”, his remark elicited no more than a shrug of resignation.


Apart from a brief spurt in the 1960s and 1970s, output per worker has either slipped or stagnated over the past half century, in contrast to most other big emerging economies (see chart). Total-factor productivity, which gauges the efficiency with which both capital and labour are used, is lower now than it was in 1960. Labour productivity accounted for 40% of Brazil’s GDP growth between 1990 and 2012, compared with 91% in China and 67% in India, according to McKinsey, a consultancy. The remainder came from an expansion of the workforce as a result of favourable demography, formalisation and low unemployment. This will slow to 1% a year in the next decade, says Mr Bonelli. If the economy is to grow any faster than its current pace of 2% or so a year, Brazilians will need to become more productive.

Economists trot out familiar reasons for the performance. Brazil invests just 2.2% of its GDP in infrastructure, well below the developing-world average of 5.1%. Of the 278,000 patents granted last year by the United States patent office, just 254 went to inventors from Brazil, which accounts for 3% of the world’s output and people. Brazil’s spending on education as a share of GDP has risen to rich-world levels, but quality has not, with pupils among the worst-performing in standardised tests. Mr Watkins complains that his 18-year-old barbecuers have the skills of 14-year-old Americans.

Less obviously, many Brazilian companies are unproductive because they are badly managed. John van Reenen of the London School of Economics found that although its best firms are just as well run as top-notch American and European ones, Brazil (like China and India) has a long, fat tail of highly inefficient ones.

Preferential tax treatment for firms with turnovers of no more than 3.6m reais ($1.6m) has reeled many irregular enterprises into the formal economy. But it discourages companies from growing. And as big fish in areas like retail make efficiency gains they need fewer workers, who instead swell the shoals of less productive minnows. Many hire trusted kith or kin rather than a better-qualified stranger, to limit the risk of being robbed or sued by employees for flouting notoriously worker-friendly labour laws. The upshot is even more inefficiency.

Instead of collapsing, feeble firms plod on thanks to various forms of state protection, which shields them from competition. Protectionism weighs on productivity in other ways, too. Punitively high tariffs on imported technology—such as the whopping 80% cumulative tax slapped on foreign smartphones—make many productivity-enhancing gizmos prohibitively expensive, says José Scheinkman of Columbia University. Rather than buy cheaper and better products from abroad, firms have to pay over the odds for lower-quality local ones.

Historical evidence points to a solution, thinks Marcos Lisboa of Insper university. The period of catch-up in productivity growth began in the 1960s, following a bout of liberal reforms engendered by years of near-autarkic industrial policy. A smaller uptick in the early 2000s also followed liberalising measures, enacted a decade before to stave off hyperinflation. Success notwithstanding, both the military dictatorship of 1964-85 and the leftist Workers’ Party, which has held the presidency since 2003, soon reverted to interventionist type. Recently this has meant local-content requirements, subsidised fuel and electricity, and overweening regulation. Productivity has duly sputtered.

Mr Lisboa highlights two salutary examples from recent years. Agriculture was deregulated in 1990, allowed to consolidate and gain access to foreign machines, fertiliser and pesticides. A few years later, financial services enjoyed far-reaching institutional reforms to boost the supply of credit and bolster capital markets. Both were left in peace—and became roughly 4% more efficient each year in the decade that followed. Brazilian soyabean producers are now the envy of the world. Mr Watkins, the restaurateur, praises the banking system as something that works more quickly in Brazil than it does in the United States.

Regulation is always hard to unwind, Mr Lisboa concedes. But if Brazil is to grow beyond 2020, when the working-age population will begin to decline as a share of the total, it will have to tackle its productivity problem. Until it does so, it risks falling into an ever deeper slumber.



Quem tem "habilidades específicas" = Filho do papai que teve escola particular/ensino de reforço por fora, nunca precisou trabalhar com 14 anos, nem se preocupar se ia faltar comida.
Quem não tem "habilidades específicas" = Wellinton, morador da Comunidade da Rocinha, que ajudava seu pai com 12 anos, como servente de pedreiro, estudou até a sexta série, depois teve que parar pra ajudar em casa, as vezes faltava comida, tinha que comer sopa de fubá, mas os traficantes sempre estavam vestidos de ouro, com mulheres, carros caros...

As vezes o Wellinton poderia ser um Steve Jobs, era inteligente, inteligência depois que usou pra entrar no tráfico de drogas, virou um grande chefe do crime, e morreu com 25 anos.
Enquanto isso o filho do papai entrou na empresa "por mérito e esforço", cobra resultados do "Felipe", que sai de casa as 6 da manhã pra chegar no trabalho as 8, vai pra faculdade depois do trabalho, chega em casa as 2:00 da manhã, pra recomeçar tudo no outro dia.
Se chega 15 minutos atrasado, o filhinho do papai "dá um feedback" de como ele precisa ser responsável e comprometido com sua vida profissional.
Enquanto isso os últimos cinco governadores do Rio de Janeiro foram afastados/presos, mas a culpa da situação do Wellinton ser ruim é do "filhinho de papai" que mora a 1500km de distância dali e tem alguma oportunidade de estudar.

No mais, o "filhinho do papai", se for incompetente, vai acabar quebrando a empresa no longo prazo como mencionado acima. É por isso que empresa que cresce de verdade abandona esse modelo de administração familiar. Só olhar as listadas em bolsa e ver quantas são administradas (de fato, não só que tenham parcela significativa ainda) por famílias.

Também tem alguns outros que são "filhinho de papai", mas tem uma vida mais modesta. O pai se esforça, consegue pagar um cursinho, o filho ganha uma bolsa ou passa num curso bom (curso bom, não numa geografia/filosofia da vida) em alguma federal e sobe de vida. Qual a culpa dele na situação do Wellinton? Nenhuma.

O problema do Wellinton estar onde está é estrutural. E não seja por exemplos abstratos: minha mãe catava papelão na rua desde os seis anos de idade e foi obrigada a abandonar a escola antes do ensino fundamental. Meu pai fez até o fundamental, mas depois saiu pois tinha que trabalhar. Perdeu um pedaço da mão ainda adolescente numa fábrica. A situação aqui é sim muito mais complicada do que "fulano tem recursos, logo ciclano não tem" - como se a relação fosse de exploração/servidão direta e a culpa deles terem tido que passar por isso fosse da figura do "rico malvado".
 
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Digoo

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Hoje na China já não tão barato porque os salários de lá de forma geral subiram, embora ainda exista trabalho escravo de Uighurs e presidiários.

Na Índia o custo é bem mais baixo. Mas o cerne da questão está certo: Suponhamos que cada estado brasileiro tenha autonomia sobre o salário mínimo, e algum decida que ele seja extinto. Rapidamente ele vai monopolizar o mercado de deixar todos os demais na miséria.

A pequena e média indústria no Brasil só existe porque ela consegue sonegar impostos, e assim ganhar vantagem sobre as grandes. Com o avanço do pix e outras tecnologias isso vai se tornar impossível, casa vez mais irão à falência.
Sim, basta ver o exército de "concurseiros" se formando... Quantos poderiam produzir na iniciativa privada, mas quando colocam na balança, percebem que o ROI da primeira opção é muito maior que a segunda.
 

Poor_Boy

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O empresário não está fazendo caridade, está pagando por um trabalho, o ponto é o quão justo é esse pagamento. A verdade é que as empresas aqui não conseguem mais atrair talentos, e quando atraem fazem questão de jogá-los fora exatamente pela ideia de que "devemos cortar tudo". Só que como o colega acima colocou, o mesmo empresário que paga o mínimo possível para o empregado é o cara que não tem salário, que trata as contas da empresa como se fossem pessoais, a médio prazo acaba quebrando. O profissionalismo só existe em uma ponta.

Agora estamos enfrentando as consequências da indústria do mundo ter se mudado pra China, com a ascenção econômica e militar do país, COVID-19 está aí pra todo mundo ver.

Sim, é difícil encontrar pessoas com habilidades, será ainda mais difícil se não há estímulo para que essas habilidades se formem ou que os habilidosos se mantenham no país ou que procurem a iniciativa privada. Essa tal da BIA do Bradesco é ótimo exemplo. Pressionaram meia dúzia de estagiário de TI que ganha 600 reais por mês para desenvolverem uma inteligência artificial que responde a ofensas, que é uma preocupaçao da Unesco e todo aquele blábláblá, anunciaram como se fosse algo a se ter orgulho, como se fosse superior ao que os engenheiros da Amazon, Apple e Google fizeram, é só usar para ver a vergonha que é aquele negócio, é a síntese do pensamento empresarial no Brasil.

Grande parte dessa massa de desempregados pode colocar a conta nessa mentalidade de cortar custo justo no fator humano. Não somente de forma direta, mas também indireta. Nós nunca vamos nos desenvolver enquanto trabalho for tratado como favor e pagar salário razoável ser visto como caridade. Repito, não é, é a troca justa pelo tempo e a habilidade. Mesmo com tantos cortes, salários irrisórios e moeda destruída, ainda assim o Brasil não é atraente para investimentos. Não estamos seguindo a fórmula do sucesso?
Mas como manter empregos se a empresa esta falindo? Não tem lógica esse pensamento. Colocar culpa nos empresário é pura inocência.

Não sei se vc sabe, mas o Estado consome mais de 60% do que seria seu salário. Se você ganha 10000 reais, a empresa precisa gastar mais cerca de 8000 com encargos do governo graças a porcaria do CLT, e ainda por cima o governo fica com cerca de 30% do seu salário para INSS e imposto de renda. Ou seja, em um cálculo bem simplista a empresa gasta 18000 reais com sua vaga, 11000 vai pro governo e 7000 pra vc, fora o que tanto empresa quanto empregado ja gastam com impostos no dia a dia....

Obrigado por existir estado e clt, obrigado por preservar "meus direitos"... meu direito de entregar mais de 60% do que deveria ser meu.
 

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É o velho dilema, a gente cria sistemas pra tentar colocar as grande empresas em cheque mas na prática o que acontece é que as grandes tem a grana pra driblar esses sistemas enquanto que as pequenas e médias não tem como bancar o drible e se fodem
Exato. É por isso que eu sou do pensamento de que as medidas devem ser feitas pensando nas pequenas e médias. Empresa grande tem lastro pra se adaptar isso sem contar os contatos com os altos círculos do poder que lhes garantem benefícios extra-oficiais, coisa que as pequenas e médias não possuem.

ps: sei que não tem nada haver mas pt só queria avisar que eu vi teu post no tópico do aot pra mim, peço desculpas que não respondi, é que ainda não li o último capitulo :klolzenfim, só queria te avisar
De boa hahah Eu já suspeitava desde o princípio :kchapo
 

Digoo

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Mas como manter empregos se a empresa esta falindo? Não tem lógica esse pensamento. Colocar culpa nos empresário é pura inocência.

Não sei se vc sabe, mas o Estado consome mais de 60% do que seria seu salário. Se você ganha 10000 reais, a empresa precisa gastar mais cerca de 8000 com encargos do governo graças a porcaria do CLT, e ainda por cima o governo fica com cerca de 30% do seu salário para INSS e imposto de renda. Ou seja, em um cálculo bem simplista a empresa gasta 18000 reais com sua vaga, 11000 vai pro governo e 7000 pra vc, fora o que tanto empresa quanto empregado ja gastam com impostos no dia a dia....

Obrigado por existir estado e clt, obrigado por preservar "meus direitos"... meu direito de entregar mais de 60% do que deveria ser meu.

E mandou mais de 5000 pessoas embora no ano passado, pessoas com mais de 30 anos de casa, sendo mandadas embora por meio de e-mails.

Não dá, cara, no Brasil. com mais de 40 milhões de desocupados, se fossem extinguidos os direitos trabalhistas, entre eles, o salário mínimo, viveriamos numa verdadeira Venezuela, porque o empresário ao contratar: Pretensão salarial? 1000. Tem o Joãozinho ali do lado que faz por 500.

E o custo não seria refletido, digo isso por experiência própria, o empresário não é "culpado" mas também não é santo, o cara quer ganhar, o funcionário é só um número.

O Brasil precisa investir em educação de base, infra-estrutura, fazer novos acordos comerciais, reindustrializar o país, mesmo que seja pro mercado interno, desenvolver novas tecnologias, olha a Coréia aí com a Hyundai, Samsung, isso não existia, hoje existe por quê?

Primeiro a gente desenvolve, cria uma demanda de mão de obra constante para a economia, aí sim, começa a reformar esses direitos trabalhistas, porque se não, vai ser 40 milhões de vendedores de bolo de pote vendendo pra Uber.
 

JmB!

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A ideia parece interessante, só não gostei da parte que é beneficiada pelo estado.

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eu vou entrar nessa: Minha tese é que ao reduzir a jornada a ideia seja cristalizar a mobilidade social talvez esse seja o futuro que a elite quer para as pessoas, por exemplo seria análogo ao trabalho infantil, muitos que enriqueceram eram infantil mas ao jogar para os 18 a entrada no mercado significa, comer a chance de ascensão de muitos, eu enxergo dessa forma. Muitas ajudas aí são só para nos ferrar no conjunto geral, cotas também segue o mesmo principio, passa-se uma parcela reduzida pelo funil da cota e mantém o resto cativo, são negatividade disfarçadas.
 

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O Brasil precisa investir em educação de base, infra-estrutura, fazer novos acordos comerciais, reindustrializar o país, mesmo que seja pro mercado interno, desenvolver novas tecnologias, olha a Coréia aí com a Hyundai, Samsung, isso não existia, hoje existe por quê?

Primeiro a gente desenvolve, cria uma demanda de mão de obra constante para a economia, aí sim, começa a reformar esses direitos trabalhistas, porque se não, vai ser 40 milhões de vendedores de bolo de pote vendendo pra Uber.
Isso é sua visão, e quem diz que a elite concorda com isso quer isso ? os caras fica irritado só de saber que alguém está comendo um marmitex, na mente deles pão seco e água já seria suficiente. Eles querem que a sua frase final se concretize porém com números maiores.
 

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Quanto é o valor "justo" pelo trabalho? O valor justo sempre é o valor de mercado.

Eu tenho certeza que as empresas adorariam contratar um especialista em data science pagando um salário mínimo, que hospital particular gostaria de contratar um cardiologista pagando bem pouquinho, que uma corretora gostaria de pagar 1300 reais + VT para um analista com CFA, mas infelizmente pras empresas o valor de mercado desses profissionais é muito mais elevado que isso.

Também tenho certeza que a recepcionista da academia, o vendedor da loja de roupa e o jardineiro da firma gostariam de ganhar 5000 reais por mês, mas infelizmente para eles o valor de mercado deles é bem menor do que isso.
não existe mercado o que tu chama de ''mercado'' (um ente abstrato) é representado na figura dos entes físicos chamados dono de 4 bancos e setores agro industrial isso é o mercado. O valor do trabalho é definido na tora e arbitrariamente por eles de acordo como um sistema camuflado de casta. Para a recepcionista ganhar 5 mil é só pagarem e pronto mas eles não querem não acaham que vale assim como o exemplo dos vendedores que o user postou que foram carpidos de 20 mil para 4 mil, engenheiro é outro exemplo, temos o engenheiro que não ganha nada e outros que são milionários, o calculo do milhão é simples: elevado salário e constante, por que isso corre, devido a fatores externos a profissão, como contato castas etc
 

Jolteon

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O Brasil precisa investir em educação de base, infra-estrutura, fazer novos acordos comerciais, reindustrializar o país, mesmo que seja pro mercado interno, desenvolver novas tecnologias, olha a Coréia aí com a Hyundai, Samsung, isso não existia, hoje existe por quê?
Segundo um pseudoempresário aqui do fórum, o sucesso da Coreia do Sul é devido ao trabalho infantil empregado por décadas.
 

Poor_Boy

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E mandou mais de 5000 pessoas embora no ano passado, pessoas com mais de 30 anos de casa, sendo mandadas embora por meio de e-mails.

Não dá, cara, no Brasil. com mais de 40 milhões de desocupados, se fossem extinguidos os direitos trabalhistas, entre eles, o salário mínimo, viveriamos numa verdadeira Venezuela, porque o empresário ao contratar: Pretensão salarial? 1000. Tem o Joãozinho ali do lado que faz por 500.

E o custo não seria refletido, digo isso por experiência própria, o empresário não é "culpado" mas também não é santo, o cara quer ganhar, o funcionário é só um número.

O Brasil precisa investir em educação de base, infra-estrutura, fazer novos acordos comerciais, reindustrializar o país, mesmo que seja pro mercado interno, desenvolver novas tecnologias, olha a Coréia aí com a Hyundai, Samsung, isso não existia, hoje existe por quê?

Primeiro a gente desenvolve, cria uma demanda de mão de obra constante para a economia, aí sim, começa a reformar esses direitos trabalhistas, porque se não, vai ser 40 milhões de vendedores de bolo de pote vendendo pra Uber.
Sobre a notícia do Bradesco, é sim triste, mas alguém sabe o motivo das demissões? Pq reestruturação de empresa grande é a coisa mais normal do mundo, ainda mais de funcionários que não estejam desempenhando o papel que a empresa exige.

Empresa não é entidade de caridade que precisa manter todos os funcionários independente do resultado e custos destes. E é um pensamento muito simplista essa relação de lucro vs funcionários, lucro toda empresa busca e no BR o estado preparou o terreno para os bancões ganharem tanto dinheiro assim.

Quanto a CLT, eu entendo a dificuldade de imaginar como ela pode ser ruim se garante tantos “direitos”, é normal pra quem nunca viu de perto um mercado de trabalho com poucas regulações.
É difícil entender que toda a informalidade e desemprego é gerado pela burocracia e controle estatal, pq uma vez aberto, os indivíduos fazem acontecer pois todos querem lucrar produzindo seus bens e serviços, diferente do estado que lucra no lombo do empresario e trabalahador


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Witold Pilecki

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Em algum momento bizzaro, escola do Brasil passou ser "depósito" de pirralho.

O filha da put* tem filho, e então tem preguicinha de criar ele.

Um dos melhores sistemas educacionais do mundo, o Finlandês, são três aulas de 75 minutos por dia. E só. Com bastante estimulo a criatividade e aulas práticas, e pouca lição de casa pois eles valorizam o tempo da criança se dedidando a brincar como parte do desenvolvimento da criatividade e identidade dela.

Aqui? Quer enfiar o rebento para ficar 8 a 10 horas "integrais" na escola. Com bastante aula de aprendizado de rota onde tem de ficar decorando m** para reescrever em prova. Zero estimulo a criatividade e independência, e fa-se que qualquer ser humano é incapaz de decorar qualquer coisa após 2 horas de massacre com gente tentando enfiar coisas na cabeça dele do jeito mais errado e sem comprovação científica possível. Mas tem almoço! E café da tarde!
Minha mulher é pedagoga e realmente é isso que você disse.

O descaso dessa geração na criação dos filhos.

Deixe que os professores ensinem boas maneiras e imponham limites, quando na verdade, a escola deveria priorizar a educação intelectual.

E com a implementação do bolsa família a situação piorou muito, já que pra esse pessoal fazer filhos virou investimento financeiro
 

Killer Queen

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Que tal se o estado não se metesse nas relações entre as pessoas, especialmente nas relações trabalhistas? Se há a liberdade entre empregado e empregador para buscar a melhor condição de trabalho, todos ficarão mais satisfeitos. Hoje isto é impedido pela mera existência do estado, o qual regula o mercado de acordo com interesses próprios, não de terceiros.

A interferência nas relações de trabalho provoca distorções absurdas, onerando empreendedores, dificultando a produção de riqueza, prejudicando trabalhadores com supostos direitos (que serão pagos por eles mesmos direta ou indiretamente), permitindo a criação de cartéis e monopólios, que seriam inviáveis sem o conchavo entre agentes estatais e grandes empresários que se tornam amigos para buscar benefícios mútuos à custa de diminuir o poder dos empregados e torná-los dependentes de ambos os agentes.

Sem estado, uma empresa não pode obrigar concorrentes a seguir regras que onerem pequenas e médias empresas, mantendo as grandes corporações sob a reserva de mercado. Livre mercado, que só existe sem pode centralizado como o estado, faz com que se premie a eficiência e se condene a burocracia, a incompetência e faça empresas ruins com chefes ruins irem à falência.

O empregado sabe o que é melhor para ele e vai buscar sempre aquilo que for mais vantajoso ao se acordar um contrato de trabalho. Quanto melhor for uma empresa para se trabalhar, mais atrairá quem é capaz de produzir mais e melhor, sem algum governo ditar o que ele acha que é melhor para todos. Se a empresa for ruim para o funcionário, terá dificuldades em se manter e a concorrência a comerá viva. Hoje isso não acontece, as empresas podem ser ruins para os funcionários pois sabem que o mercado delas estará reservado através de dinheiro e poder trocados com políticos e outros agentes públicos, distorcendo toda a relação trabalhista, já que dificulta absurdamente a criação de postos de trabalho através de regulação e impostos (diretos e indiretos), o que impacta diretamente no salário e na produtividade de cada funcionário.
 

Digoo

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Sobre a notícia do Bradesco, é sim triste, mas alguém sabe o motivo das demissões? Pq reestruturação de empresa grande é a coisa mais normal do mundo, ainda mais de funcionários que não estejam desempenhando o papel que a empresa exige.

Empresa não é entidade de caridade que precisa manter todos os funcionários independente do resultado e custos destes. E é um pensamento muito simplista essa relação de lucro vs funcionários, lucro toda empresa busca e no BR o estado preparou o terreno para os bancões ganharem tanto dinheiro assim.

Quanto a CLT, eu entendo a dificuldade de imaginar como ela pode ser ruim se garante tantos “direitos”, é normal pra quem nunca viu de perto um mercado de trabalho com poucas regulações.
É difícil entender que toda a informalidade e desemprego é gerado pela burocracia e controle estatal, pq uma vez aberto, os indivíduos fazem acontecer pois todos querem lucrar produzindo seus bens e serviços, diferente do estado que lucra no lombo do empresario e trabalahador


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Então, foi uma reestruturação, não vejo nada de errado nisso também, mas acho ruim pra sociedade, visto que esses funcionários também consumiam, investiam, quantos tem financiamento de casa, carro pra pagar? E por mais que o mercado possa absorver uma boa parte dessas pessoas no futuro, o Brasil não demonstra esse cenário, aqui o que ocorre é que a inovação em vez de criar novos empregos e desenvolver a qualidade de vida das pessoas, acaba por retirar empregos, concentrar renda, e a sociedade em geral fica mais pobre.

O legal é achar o "ponto de equilíbrio" que a sociedade brasileira não tem, isso é, desenvolvimento com melhoria da sociedade, de que adianta o cara ter estudado 20 anos numa faculdade, se ele não consegue emprego? Até mesmo o próprio setor de TI está sendo desvalorizado, visto que existe uma leva gigante de pessoas entrando nesse setor.

O que fazer? Desburocratizar, pode expandir essa ideia? Pra mim, a regra do mercado é a seguinte, oferta/demanda, se há uma oferta de mão de obra enorme no mercado, com uma demanda pequena, os salários caem. O que ocorre? O cara que é inteligente, vai prestar concurso público, vide diversos engenheiros, bachareis em Direito, e outros cursos "renomados" prestarem concurso pra soldado da PM.
Ou, o cara que é inteligente tecnológicamente, geralmente vai pra outro país, a riqueza não fica retida aqui, ela é importada por outros países, e o Brasil fica a ver navios.
Quer um exemplo disso? Futebol, olha os brasileiros onde estão, você vai falar pro jogador que é errado ele ir pra Europa? Então por que é errado pro concurseiro querer prestar concursos?

Se a iniciativa privada não consegue absorver essas pessoas, ela vai procurar o que é melhor pra ela, esse é o problema, a iniciativa privada brasileira está quebrada, e aí entramos no aspecto dos "grandes campeões nacionais" que deveria ser abolido, o pequeno/médio empresário deveria ser o beneficiado, visto que é o que mais emprega. A própria função de banco deveria poder ser executada por pessoas físicas, por meio de contratos, agiotagem só é legal quando se é uma instituição lobbysta?

Entende o problema? Eu vou pro lado mais estrutural, concreto, tento fugir do idealismo da "abertura de mercado" porque isso não existe mais na economia globalizada, se pra produzir eu pago em dólar, e vendo em dólar, pra que vou me preocupar com mercado interno? Se o mercado interno não tem renda, como consumir? Como desenvolver?

Acredito que o governo tem que tomar a vanguarda nisso sim, que seja abertura de escola técnicas, planos de longo prazo para desenvolvimento, etc, coisas que não temos aqui, apenas um governo que faz um projeto pra 4 anos, e o próximo que faz tudo ao contrário do anterior.
 

Digoo

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Que tal se o estado não se metesse nas relações entre as pessoas, especialmente nas relações trabalhistas? Se há a liberdade entre empregado e empregador para buscar a melhor condição de trabalho, todos ficarão mais satisfeitos. Hoje isto é impedido pela mera existência do estado, o qual regula o mercado de acordo com interesses próprios, não de terceiros.

A interferência nas relações de trabalho provoca distorções absurdas, onerando empreendedores, dificultando a produção de riqueza, prejudicando trabalhadores com supostos direitos (que serão pagos por eles mesmos direta ou indiretamente), permitindo a criação de cartéis e monopólios, que seriam inviáveis sem o conchavo entre agentes estatais e grandes empresários que se tornam amigos para buscar benefícios mútuos à custa de diminuir o poder dos empregados e torná-los dependentes de ambos os agentes.

Sem estado, uma empresa não pode obrigar concorrentes a seguir regras que onerem pequenas e médias empresas, mantendo as grandes corporações sob a reserva de mercado. Livre mercado, que só existe sem pode centralizado como o estado, faz com que se premie a eficiência e se condene a burocracia, a incompetência e faça empresas ruins com chefes ruins irem à falência.

O empregado sabe o que é melhor para ele e vai buscar sempre aquilo que for mais vantajoso ao se acordar um contrato de trabalho. Quanto melhor for uma empresa para se trabalhar, mais atrairá quem é capaz de produzir mais e melhor, sem algum governo ditar o que ele acha que é melhor para todos. Se a empresa for ruim para o funcionário, terá dificuldades em se manter e a concorrência a comerá viva. Hoje isso não acontece, as empresas podem ser ruins para os funcionários pois sabem que o mercado delas estará reservado através de dinheiro e poder trocados com políticos e outros agentes públicos, distorcendo toda a relação trabalhista, já que dificulta absurdamente a criação de postos de trabalho através de regulação e impostos (diretos e indiretos), o que impacta diretamente no salário e na produtividade de cada funcionário.
Mas se o objetivo é produzir ao máximo com menor uso de recursos, o objetivo da empresa sempre vai ser reduzir custos, impactando no salário do funcionário. Aliás, hoje em dia você não precisa ser CLT se não quiser, existe contrato de profissional liberal/PJ, mas, via de regra, nem sempre são benéficos para o funcionário.
Se a concorrência paga menos os funcionários, e esses tem uma produção apenas 10% inferior ao "que paga bem", a que "paga bem" e em teoria tem produtividade máxima, vai a falência, a demanda não é infinita.
E outra coisa, num país com 40 milhões de desocupados, você acredita que o funcionário vai estar em pé de igualdade na negociação com o empresário?
 

Poor_Boy

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Então, foi uma reestruturação, não vejo nada de errado nisso também, mas acho ruim pra sociedade, visto que esses funcionários também consumiam, investiam, quantos tem financiamento de casa, carro pra pagar? E por mais que o mercado possa absorver uma boa parte dessas pessoas no futuro, o Brasil não demonstra esse cenário, aqui o que ocorre é que a inovação em vez de criar novos empregos e desenvolver a qualidade de vida das pessoas, acaba por retirar empregos, concentrar renda, e a sociedade em geral fica mais pobre.

O legal é achar o "ponto de equilíbrio" que a sociedade brasileira não tem, isso é, desenvolvimento com melhoria da sociedade, de que adianta o cara ter estudado 20 anos numa faculdade, se ele não consegue emprego? Até mesmo o próprio setor de TI está sendo desvalorizado, visto que existe uma leva gigante de pessoas entrando nesse setor.

O que fazer? Desburocratizar, pode expandir essa ideia? Pra mim, a regra do mercado é a seguinte, oferta/demanda, se há uma oferta de mão de obra enorme no mercado, com uma demanda pequena, os salários caem. O que ocorre? O cara que é inteligente, vai prestar concurso público, vide diversos engenheiros, bachareis em Direito, e outros cursos "renomados" prestarem concurso pra soldado da PM.
Ou, o cara que é inteligente tecnológicamente, geralmente vai pra outro país, a riqueza não fica retida aqui, ela é importada por outros países, e o Brasil fica a ver navios.
Quer um exemplo disso? Futebol, olha os brasileiros onde estão, você vai falar pro jogador que é errado ele ir pra Europa? Então por que é errado pro concurseiro querer prestar concursos?

Se a iniciativa privada não consegue absorver essas pessoas, ela vai procurar o que é melhor pra ela, esse é o problema, a iniciativa privada brasileira está quebrada, e aí entramos no aspecto dos "grandes campeões nacionais" que deveria ser abolido, o pequeno/médio empresário deveria ser o beneficiado, visto que é o que mais emprega. A própria função de banco deveria poder ser executada por pessoas físicas, por meio de contratos, agiotagem só é legal quando se é uma instituição lobbysta?

Entende o problema? Eu vou pro lado mais estrutural, concreto, tento fugir do idealismo da "abertura de mercado" porque isso não existe mais na economia globalizada, se pra produzir eu pago em dólar, e vendo em dólar, pra que vou me preocupar com mercado interno? Se o mercado interno não tem renda, como consumir? Como desenvolver?

Acredito que o governo tem que tomar a vanguarda nisso sim, que seja abertura de escola técnicas, planos de longo prazo para desenvolvimento, etc, coisas que não temos aqui, apenas um governo que faz um projeto pra 4 anos, e o próximo que faz tudo ao contrário do anterior.
Mas o motivo de concurso público e exterior serem tão desejados é a falta de competitividade do mercado nacional devido a mão grande do estado, que suga o máximo que pode e nada entrega de volta.

Essa ideia de abolir grandes não é correta, precisa abolir o estado pois ele sufoca os pequenos e privilegia os grandes graças à corrupção.

Os grandes precisam continuar grandes, mas os pequenos precisam ser competitivos pra crescer ou no mínimo sobreviver, mas com o estado enorme que tenos no Br isso é missão pra poucos, pois um pequeno empresário não consegue contratar devido a alta carga de impostos e encargos do CLT, e nunca conseguirá enfrentar um concorrente maior devido a cadeia de impostos complexa e desbalanceada.

O problema é só o estado? Não, mas digamos que ele é 90% do problema.


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Abdullah Al-Papai

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Lembrando que HOJE os Sul Coreanos trabalham em média 2069 horas anuais, enquanto os brasileiros trabalham 1707

Na década de 80/90 os coreanos trabalhavam ~2390 horas anuais

O desenvolvimento da Coréia do Sul se deu, claro, por políticas públicas inteligentes - mas não vamos tirar da conta aqui o povo coreano que tem uma disciplina para o estudo e trabalho fora do comum, nem achar que o modelo deles é a solução pros nossos problemas sem levar em consideração essas diferenças de mentalidade da população.

não existe mercado o que tu chama de ''mercado'' (um ente abstrato) é representado na figura dos entes físicos chamados dono de 4 bancos e setores agro industrial isso é o mercado. O valor do trabalho é definido na tora e arbitrariamente por eles de acordo como um sistema camuflado de casta. Para a recepcionista ganhar 5 mil é só pagarem e pronto mas eles não querem não acaham que vale assim como o exemplo dos vendedores que o user postou que foram carpidos de 20 mil para 4 mil, engenheiro é outro exemplo, temos o engenheiro que não ganha nada e outros que são milionários, o calculo do milhão é simples: elevado salário e constante, por que isso corre, devido a fatores externos a profissão, como contato castas etc
Mercado é apenas relação de oferta vs demanda que gera preço. Se tem gente procurando emprego e gente ofertando emprego, como você imagina que chegaremos no preço da mão de obra?

Ou você pode responder essa aqui que é mais simples: qual o motivo então, já que o preço da mão de obra é (pelas suas palavras) definido arbitrariamente, daquelas profissões que citei ali (data science, cardiologista, CFA, etc) não receberem um salário mínimo? É arbitrária a definição, não é?

Veja que nesse ponto você não está discordando de nada que eu falei, você só está negando a realidade.

O banco pode pagar 5k pra recepcionista (e algumas que trabalham junto da diretoria devem ganhar até mais do que isso), o que isso muda no panorama geral do país? Nada. Não faz diferença nenhuma, continuarão existindo centenas de milhares de meninas procurando emprego. Vai continuar existindo mais gente disponível para trabalhar que vaga. Mais do que isso: o banco pagar bem não quer dizer que as outras pequenas empresas, que são maioria, terão condições de pagar bem.

E mais que isso: o banco não tem nenhuma obrigação de pagar isso, empresa não é Igreja. O empregador só vai pagar salário maior que o do mercado para quem ele não quiser que deixe a empresa, fim. Ele não vai se importar com quem for facilmente substituível.

E enquanto tivermos uma legião de 40 milhões de brasileiros desocupados, o salário de profissões com maior oferta de mão de obra INFELIZMENTE continuará sendo isso aí. E a maioria que estiver lá ainda estará feliz de pelo menos ter emprego e não estar junto da massa de pessoas sem fonte de renda.

Os problemas estão aí e são conhecidos - tudo que mencionei no post anterior. "Culpe o jogo, não o jogador".

Sobre o exemplo do Engenheiro, o que tem de engenheiro RUIM por aí você não tem ideia. Sem contar que algumas especializações entram hoje na questão do excesso de mão de obra, assim como advogados - profissões artificialmente infladas por incentivos externos. Enquanto tem advogado RICO, tem uma parcela significativa pique "porta de cadeia" e uns outros que tão vendendo cachorro quente no parque para sobreviver. Enquanto tem sim engenheiro rico (já conheci uma engenheira RICA, era absurdo o conhecimento e experiência da mulher e por isso mesmo ele prestava seus serviços por um valor astronômico), tem um monte fazendo Uber.

Por fim, sobre "contatos". Cara, pelamor né. Contato qualquer um que não for um zé mané total acaba fazendo contatos durante a vida profissional. Já me pediram algumas indicações de pessoas para vagas de emprego. Já me foi oferecido emprego que não aceitei e o cara ainda me perguntou se eu não teria alguém para indicar. Eu vou indicar quem? Um zé aleatório que não conheço ou alguém que eu conheço e sei que é bom? Óbvio que vou na segunda opção. Tá aí o "imoral" contato. E eu vim de família pobre, para a IMENSA maioria isso não tem nada a ver com as condições anteriores ao trabalho, tem a ver com as pessoas confiarem o suficiente em você. Não adianta pegar o 0,1% do "sobrinho do dono da empresa" e colocar isso como a norma.
 
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Killer Queen

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Mas se o objetivo é produzir ao máximo com menor uso de recursos, o objetivo da empresa sempre vai ser reduzir custos, impactando no salário do funcionário. Aliás, hoje em dia você não precisa ser CLT se não quiser, existe contrato de profissional liberal/PJ, mas, via de regra, nem sempre são benéficos para o funcionário.
Se a concorrência paga menos os funcionários, e esses tem uma produção apenas 10% inferior ao "que paga bem", a que "paga bem" e em teoria tem produtividade máxima, vai a falência, a demanda não é infinita.
E outra coisa, num país com 40 milhões de desocupados, você acredita que o funcionário vai estar em pé de igualdade na negociação com o empresário?
Nem sempre haverá redução do salário do funcionário por redução de custos. É justamente por haver distorções do mercado através de regulação estatal que empresas se vêem obrigadas a cortar onde dói menos a eles, já que eles também já são obrigados a dar ao governo aquilo que pagariam ao funcionário. Por saberem como é muito difícil criar uma vaga de emprego por causa do governo, sabem que funcionários irão se submeter a menores salários e piores condições de trabalho por haver muita concorrência entre quem busca uma vaga.

Seja com CLT ou PJ, ainda há leis e impostos incidentes, isso piora e muito a relação de trabalho, é muito custoso ter um funcionário, também custoso simplesmente abrir uma empresa, investir na produção de riqueza. É como subir uma montanha carregando uma pessoa nas costas, os mais fortes terão muita dificuldade, com alguns poucos conseguindo tendo sucesso, enquanto os mais fracos que tentarem terão quase a certeza de não alcançarem seu objetivo. Se você é obrigado a carregar mais peso nas costas só para agradar alguém que nada produz e nada fará de bom para você, porque começar uma escalada? Melhor pegar o dinheiro, não empreender, não criar uma vaga de trabalho e viver de renda com títulos do tesouro do governo, que é muito menos arriscado que um mercado super regulado como a maior parte dos países.

Se tem algo que não é benéfico ao funcionário é ele ter menos poder de barganha ao fazer um contrato de trabalho com um empregador. Quanto mais regulação, menos poder ele terá, já que haverá menos empresas, menos vagas, menores salários e empresas "amigas do rei" que não precisam ser competentes e nem darem boas condições de trabalho que atraiam bons funcionários.

Num livre mercado de trabalho real, qualquer um pode empreender sem precisar da benção de ninguém, sem pagar imposto algum e sem regras de como fazê-lo. Se não há empecilhos como esses, mais pessoas se arriscarão a investir dinheiro para criar empreendimentos. Mais empreendimentos, mais vagas. Quanto mais vagas, maior o poder de escolha do trabalhador. Se ele pode escolher, vai escolher as que tenham as melhores condições de trabalho e pagamento. E mesmo que não esteja entre as melhores, o funcionário ainda terá o poder de barganhar melhores condições de trabalho e um salário compatível com seu nível de produção.

Lembre-se que numa troca, seja comprar um produto ou serviço ou assinar qualquer contrato, nós só o fazemos quando há um ganho mútuo. É como já disse num tópico por aqui sobre vender um milho que eu produzi, se eu estou trocando meu tempo e minha força de trabalho por um meio de troca (dinheiro) é porque esse dinheiro tem mais valor para mim que meu tempo e minha produtividade. Se o patrão concordou com o contrato, é porque o tempo e a produtividade do funcionário (eu) valem mais do que o dinheiro que ele pagará para que eu trabalhe para ele.

No fim das contas, o estado é o maior agente empobrecedor existente, se temos hoje 40 milhões de desempregados, segundo dados do governo, é graças à existência dessa organização criminosa chamada estado. Extirpe este parasita e verá do que milhões de pessoas em liberdade é capaz de fazer por elas mesmas. Coloque uma arma apontada para cada indivíduo proibindo de fazer o que eles acham que é melhor para eles mesmos e veja a miséria consumir cada um deles.
 
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