Zerei Yakuza 6. CA-RA-LE-OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
Jogo enxutinho! História MUITO bem escrita, faz sentido (só um momento pós-créditos me fez olhar e pensar 'afe!') e os vilões são maravilhosos!!!!!!!!
O tempo todo a gente olha pro personagem do Takeshi Kitano (um comediante, famoso por dirigir diversos filmes de yakuza) com aquela cara de bunda mole e pensa 'isso daí vai dar em nada'. c***lh0: ele trouxe o personagem mais fueda que vi na franquia e, quiçá, no mundo dos games!
Para além do brilho do Kitano, o jogo tem pelo menos uns 5 vilões de primeira categoria aqui nesse jogo! No capítulo 12 (de 13) é eita atrás de eita! Até rola um momento "gasps in Spanish"
O comecinho do jogo até ensaia um esquema Yakuza normal ("olha, para ir de A até B eu preciso passar por Y e Z, dando tchauzinho para H montado num monociclo") mas, uma vez que o jogo engata, é ação non stop!
Yakuza 6 consegue rever todas as falhas de seu antecessor, Yakuza 5: roteiro enxuto, cidades menores (tem 2 cenários frequentes da franquia cujos acessos estão bloqueados aqui)...se o final de Yakuza 5 era basicamente "não sei o que está acontecendo, mas vamos cair na porrada que a solução vai acabar aparecendo", aqui o jogo foi no ponto G da coisa! E que prazer que deu de jogar isso daqui!
Yakuza 6 começa com um Kiryu mais velho, percebido como um vôvô retardado e datado. Nas primeiras horas de jogo não tem nem como acessar os cabarés. E o clima é muito distinto dos demais jogos! Kiryu praticamente virou avô de um bêbê que ele precisa proteger. Então existe um senso de responsabilidade, um peso, que não dá espaço para o protagonista putanhar.
O desenrolar da história é o mais próximo de Twin Peaks que a franquia chegou! Há uma série de mistérios a serem solucionados, boa parte do jogo se desenvolve em uma cidade minúscula e com habitantes que podem não estar falando a verdade...
Yakuza 6, claramente, pegou a cara do Yakuza 5 e esfregou no chapisco sem dó!
E digo mais: a história, como um todo, é tão magnífica que é difícil eu manter meu querido Yakuza 2 como o meu jogo favorito da franquia.
Quase tudo o que eu gosto no Kiwami 2 está aqui (cenários quebráveis, sistema de progressão de personagem, além de uma espécie de 'Fire Emblem'). Exceto meu craquinho: o minigame de administração de cabaré.
Eu poderia forçar a barra e defender Kiwami 2 como meu melhor jogo só pela existência desse mini game de cabaré. E cogitei fazer isso até bem tarde no jogo (capítulo 10 ou 11 do Yakuza 6). Mas a progressão narrativa e o peso dos vilões chutaram a bunda do meu querido Kiwami 2.
Logo, minha escala de preferência de jogos fica sendo:
Yakuza 6 >>> Kiwami 2 > Yakuza 5 > Kiwami 1 > Yakuza 4 >>>>>> (um abismo infinito) >>>> Yakuza 3.
Yakuza 6 foi tão bom que ele conseguiu dar um final pro Yakuza 3 (um final de verdade, não aquela nhaca mal e porcamente escrita) e claramente apontar o porquê das mudanças no Yakuza 7, além de gritar 'ei, jogue The man who erased his name'. Minha vontade sincera é tascar o f**a-se e jogar o 7 gaiden pois ele claramente se encaixa no final do 6. Mas...pular o 7...? Vai ser dose...
Tendência é de encarar o Yakuza Zero em seguida.
Nota: 10/10 com louvooooooooooooooooorrrrrrrrrrrrrrrr!!!!!!!!!!!