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OS Books [+reading now]

darth_senna

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Caralho que livro foda, o detalhe da narração é muito inspirado no Tolkien, o cara passa uma página só descrevendo o cenário, o que o personagem ta vendo, etc. Cada personagem tem seu ponto de vista sobre a mesma coisa e a construção do mundo parece ridiculamente grande e exageradamente detalhada (não é à toa que são 14 livros gigantescos).

Ainda to no começo e to gostando. É a velha história do escolhido de 16 anos (oq te de escolhido com 16 anos em livro de fantasia), do ser do mal que quer governar tudo na escuridão, um sistema de magia que parece muito interessante (oq eu sempre achei que faltou no senhor dos anéis, o gandalf era mago e ficava usando espada porra).

Enfim, to curtindo. Mas não é um livro pra qualquer um, tem gente que vai achar monótono o sistema de narração que descreve minuciosamente tudo.



Continue lendo, só vai melhorando enquanto os personagens vão ficando mais velhos.
minha série favorita! quando pegar o livro 2 pra ler, vai ver que a forma que a narrativa é construida muda demais. o primeiro se inspira fortemente na estrutura da sociedade do anel, o segundo já tem vida propria. Eu não achei as descrições tão pesadas assim.
Um negócio que curto DEMAIS, são as Aes Sedai que não podem dizer mentiras (mas podem te induzir ao erro dizendo meias verdades ou ficando caladas qnd vc assume algo que não é verdadeiro). Alguns volumes são mais monótonos que outros. Que me lembre, o volume 3 é meio paradão. Entre o 7 e o 8 tbm. Os melhores, salvo engano, são o 1, 2, 5, 9, 12, 13 e 14. (não necessariamente nessa ordem haha)
Sistema de magia é mto foda, e tbm a forma como o cara constroi culturas como um caminho trilhado ao longo de milênios. Um exemplo emblemático disso são os Aiel. E tbm curto bastante as profecias. Diferente da série de GOT, os livros de WOT seguem as profecias hahaha. Algumas vezes não da forma como se esperava, mas sempre de uma forma que acaba fazendo sentido. Unicas séries, pra mim, comparáveis a WOT são a primeira era de mistborn e stormlight archive.
 


Radamanthys Wyvern

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minha série favorita! quando pegar o livro 2 pra ler, vai ver que a forma que a narrativa é construida muda demais. o primeiro se inspira fortemente na estrutura da sociedade do anel, o segundo já tem vida propria. Eu não achei as descrições tão pesadas assim.
Um negócio que curto DEMAIS, são as Aes Sedai que não podem dizer mentiras (mas podem te induzir ao erro dizendo meias verdades ou ficando caladas qnd vc assume algo que não é verdadeiro). Alguns volumes são mais monótonos que outros. Que me lembre, o volume 3 é meio paradão. Entre o 7 e o 8 tbm. Os melhores, salvo engano, são o 1, 2, 5, 9, 12, 13 e 14. (não necessariamente nessa ordem haha)
Sistema de magia é mto foda, e tbm a forma como o cara constroi culturas como um caminho trilhado ao longo de milênios. Um exemplo emblemático disso são os Aiel. E tbm curto bastante as profecias. Diferente da série de GOT, os livros de WOT seguem as profecias hahaha. Algumas vezes não da forma como se esperava, mas sempre de uma forma que acaba fazendo sentido. Unicas séries, pra mim, comparáveis a WOT são a primeira era de mistborn e stormlight archive.
E vi que nos ultimos livros o escritor morreu e deixou pro Brandon Sanderson escrever. Mudou a qualidade? Pois sinceramente achei bem fraco o Mistborn dele.

E realmente o primeiro livro ta bem sociedade do anel mesmo.
 

darth_senna

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E vi que nos ultimos livros o escritor morreu e deixou pro Brandon Sanderson escrever. Mudou a qualidade? Pois sinceramente achei bem fraco o Mistborn dele.

E realmente o primeiro livro ta bem sociedade do anel mesmo.
o cara morreu de cancer. teve tempo de deixar td cheio de notas pro sanderson seguir e tal. eu não notei diferença em qualidade. Continua tudo mto fiel, os personagens e o mundo como um todo. tanto é que os 3 volumes que ele escreveu estão entre os bons que coloquei acima: 12, 13 e 14. A viuva do Robert Jordan foi a editora, então a coisa tá bem fiel. Eu particularmente achei alguns aspectos do final meio... estranhos. Mas no geral é mto bom. Dá uma surra em mtos outros que vi por ai.
Não curtiu a primeira trilogia de mistborn?
 

Radamanthys Wyvern

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o cara morreu de cancer. teve tempo de deixar td cheio de notas pro sanderson seguir e tal. eu não notei diferença em qualidade. Continua tudo mto fiel, os personagens e o mundo como um todo. tanto é que os 3 volumes que ele escreveu estão entre os bons que coloquei acima: 12, 13 e 14. A viuva do Robert Jordan foi a editora, então a coisa tá bem fiel. Eu particularmente achei alguns aspectos do final meio... estranhos. Mas no geral é mto bom. Dá uma surra em mtos outros que vi por ai.
Não curtiu a primeira trilogia de mistborn?
Ah beleza, bom saber. E pelo que vi só os primeiros 6 livros estão em português, o resto tem que ver inglês pelo jeito.

E curti um pouco o Mistborn, mas achei que o sistema de magia seria melhor explorado. Não curti mtu a Vin, preferi bem mais o Kelsier. Mas personagem de 35 anos num livro de fantasia é que nem ter 90 anos na vida real. Tem que ser a porra do personagem de 16 anos o principal e escolhido e cheio de poderes desconhecidos.

O romance dela foi forçado, toda hora os personagens param pra fazer planos e não é divertido o jeito que é retratado, os bailes são chatos... realmente não me animei em continuar lendo os outros 2 livros, sendo que vi a resenha do segundo livro e não gostei de nada do que se sucede e nem os personagens que iriam ter foco.
 

darth_senna

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Ah beleza, bom saber. E pelo que vi só os primeiros 6 livros estão em português, o resto tem que ver inglês pelo jeito.

E curti um pouco o Mistborn, mas achei que o sistema de magia seria melhor explorado. Não curti mtu a Vin, preferi bem mais o Kelsier. Mas personagem de 35 anos num livro de fantasia é que nem ter 90 anos na vida real. Tem que ser a porra do personagem de 16 anos o principal e escolhido e cheio de poderes desconhecidos.

O romance dela foi forçado, toda hora os personagens param pra fazer planos e não é divertido o jeito que é retratado, os bailes são chatos... realmente não me animei em continuar lendo os outros 2 livros, sendo que vi a resenha do segundo livro e não gostei de nada do que se sucede e nem os personagens que iriam ter foco.
Um problema nos livros do sanderson pra mim é que o cara tenta forçar a barra em algumas coisas. fala mto de como funciona a nobreza de scandrial por exemplo, repetindo sempre sobre a importancia de andar bem vestida e blablabla e isso torra o saco. Mas eu recomendo demais terminar a trilogia, pq tem umas invertidas loucas. é como se o primeiro fosse um prequel dos dois demais. o sistema de magia de mistborn eu até acho bacana, apesar de achar meio estranho haha. Mas cai naquilo que falei: o sanderson explica demais, tem toda a explicação pseudo-cientifica de como funciona e tal. já em WOT, por exemplo, o negócio é como é e pronto. tem um quê misterioso mto mais forte que o proprio setting de um mundo em que mto se perdeu (inclusive conhecimento) corrobora fortemente.
 

darth_senna

Bam-bam-bam
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terminei de ler O IMPERADOR DE TODOS OS MALES.
Um livro que tenta fazer uma espécie de "Biografia" do câncer. Muito bom, faz entender como se avançou no combate ao câncer da década de 50 pra cá e o quanto ainda estamos longe de curar essa doença, se é que existe cura. Peguei pra ler pq tinha lido outro do mesmo autor (O gene) e adorei a forma como ele escreve. É raro conseguir ficar preso em livros mais cientificos assim. Como ele tinha esse outro, apesar de n ser um tema pelo qual eu tenha nenhum interesse particular, comprei de curioso. Vale a leitura, no minimo vc termina entendendo mais sobre uma doença com a qual vai ter que lidar em algum momento (pela estatística apresentada lá, parece que a tendência é a incidência aumentar ao ponto de td mundo vivo em certo ponto, conhecer alguém que já teve, tem ou terá câncer. isso se a propria pessoa n tiver).
Particularmente, gostei mais de O GENE, pq o tema pra mim é mto mais interessante. agora eu estou começando o A BRIEF HISTORY OF EVERYONE WHO EVER LIVED que trata da história da humanidade do ponto de vista genético. Estou procurando algum livro de leitura fácil sobre EPIGENÉTICA, que é outro assunto que me deixou curioso, aliás. Se alguém souber de um e puder indicar, agradeço =D
 


renbh

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E vi que nos ultimos livros o escritor morreu e deixou pro Brandon Sanderson escrever. Mudou a qualidade? Pois sinceramente achei bem fraco o Mistborn dele.
Wheel of Time sofreu do mesmo mal das grandes sagas noventistas: falta de planejamento.

Quando o autor começa a tecer várias narrativas em paralelo e começa a rever quantos livros precisa para terminar pode saber que ele está com um pepino nas mãos, especialmente porque suas várias narrativas não querem muito convergir para o plot principal. É um problema que aflige Game of Thrones e quem espera ver esta série finalizada nos livros é bom por as barbas de molho.

No Wheel of Time (que na época que saiu os primeiros livros de Game of Thrones era considerado largamente superior, chamavam Jordan de sucessor de Tolkien) a situação chegou a um ponto que você esperava um monte para ler o próximo livro e a história não avançava praticamente nada, enquanto vários plots eram resolvidos lentamente em paralelo.

Quando Sanderson pegou ele focou, para quem está acostumado com o ritmo antigo vai parecer rushado, mas o estilo narrativo é parecido (Sandersonjá disse que se inspirava muito no Jordan) e a história volta para os trilhos e finaliza relativamente bem. De qualquer forma não faz sentido quem leu mais da metade da série parar nesta parte.

Sistema de magia é mto foda, e tbm a forma como o cara constroi culturas como um caminho trilhado ao longo de milênios. Um exemplo emblemático disso são os Aiel. E tbm curto bastante as profecias. Diferente da série de GOT, os livros de WOT seguem as profecias hahaha. Algumas vezes não da forma como se esperava, mas sempre de uma forma que acaba fazendo sentido. Unicas séries, pra mim, comparáveis a WOT são a primeira era de mistborn e stormlight archive.
Eu acho que isso é justamente parte do questionamento que o livro levanta. Rand é claramente obcecado por profecias e constantemente tenta forçar seus acontecimentos, chegando ao ponto de ser criticado por deixar estes textos controlarem suas ações.

Acho que a ideia do autor era justamente mostrar que não devemos deixar profecias antigas afetarem nossas vidas. Quanto a outros livros não seguirem profecias, em histórias de fantasia não é comum, geralmente acontece lá na frente da história quando o autor percebe que aquele acontecimento não vai ser interessante e muda o rumo que tudo vai seguir. Não é que a profecia era falsa, mas que não rolou de realiza-la.
 

SquallxD

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Ah beleza, bom saber. E pelo que vi só os primeiros 6 livros estão em português, o resto tem que ver inglês pelo jeito.

E curti um pouco o Mistborn, mas achei que o sistema de magia seria melhor explorado. Não curti mtu a Vin, preferi bem mais o Kelsier. Mas personagem de 35 anos num livro de fantasia é que nem ter 90 anos na vida real. Tem que ser a porra do personagem de 16 anos o principal e escolhido e cheio de poderes desconhecidos.

O romance dela foi forçado, toda hora os personagens param pra fazer planos e não é divertido o jeito que é retratado, os bailes são chatos... realmente não me animei em continuar lendo os outros 2 livros, sendo que vi a resenha do segundo livro e não gostei de nada do que se sucede e nem os personagens que iriam ter foco.
Sistema de magia é melhor explicado, mas tem que continuar lendo.
Eu diria até que é explicado até d+, os 3 sistemas diferentes são totalmente explicados de uma maneira praticamente científica, onde tudo faz sentido e tem um motivo pra ser da maneira que é.
Quando a não gostar da Vin, nesse ponto da história que você está, é normal não gostar dela, mas se continuar lendo o livro 2 e 3 certamente essa visão irá mudar. Quando comecei o livro 2 achei que nunca iria gostar do Elend, chegando no livro 3 até ele passa a ser um personagem legal.
Sobre as partes de romance, nisso não consigo defender o Sanderson, é ruim mesmo.

Sobre o Kelsier, leve spoiler à seguir:
A história dele ainda não acabou, tem mais coisas para serem contadas (mas não na primeira trilogia)
 

darth_senna

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Wheel of Time sofreu do mesmo mal das grandes sagas noventistas: falta de planejamento.

Quando o autor começa a tecer várias narrativas em paralelo e começa a rever quantos livros precisa para terminar pode saber que ele está com um pepino nas mãos, especialmente porque suas várias narrativas não querem muito convergir para o plot principal. É um problema que aflige Game of Thrones e quem espera ver esta série finalizada nos livros é bom por as barbas de molho.

No Wheel of Time (que na época que saiu os primeiros livros de Game of Thrones era considerado largamente superior, chamavam Jordan de sucessor de Tolkien) a situação chegou a um ponto que você esperava um monte para ler o próximo livro e a história não avançava praticamente nada, enquanto vários plots eram resolvidos lentamente em paralelo.

Quando Sanderson pegou ele focou, para quem está acostumado com o ritmo antigo vai parecer rushado, mas o estilo narrativo é parecido (Sandersonjá disse que se inspirava muito no Jordan) e a história volta para os trilhos e finaliza relativamente bem. De qualquer forma não faz sentido quem leu mais da metade da série parar nesta parte.



Eu acho que isso é justamente parte do questionamento que o livro levanta. Rand é claramente obcecado por profecias e constantemente tenta forçar seus acontecimentos, chegando ao ponto de ser criticado por deixar estes textos controlarem suas ações.

Acho que a ideia do autor era justamente mostrar que não devemos deixar profecias antigas afetarem nossas vidas. Quanto a outros livros não seguirem profecias, em histórias de fantasia não é comum, geralmente acontece lá na frente da história quando o autor percebe que aquele acontecimento não vai ser interessante e muda o rumo que tudo vai seguir. Não é que a profecia era falsa, mas que não rolou de realiza-la.
com certeza o maior problema de WOT é ser meio prolixo. Ele cria um mundo mto rico com personagens complexos e plots mto relacionados. Mas irrita vc querer saber o que vem depois e sempre estarem tratando dos side-plots.
O desenvolvimento é mto lento em alguns pontos mas acho que vale a pena pelo resultado final.

E sim, parte do drama todo é como o Rand lida com as profecias. Ele encara que não pode fazer nada sobre elas e se desespera por td de ruim que elas dizem que o dragão fará. Mas isso da obsessão dele por profecias já tem mto haver com o efeito de saidin nele que potencializa as paranóias e tal. Tanto é que isso só se origina pra valer e se agrava lá pelo livro 3. Enfim, é um desenvolvimento que pra mim faz mto sentido. gosto como o personagem dele evolui. minha passagem favorita de todos os livros, é
a hora que ele aceita o que é e entende que a reencarnação dele não é uma punição, mas uma nova chance. "why do we live again?"
 

luizsidi

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Robin Hobb: curtem? A do navio arcano, assassino do rei etc.

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SquallxD

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Sim, gosto muito.
Li a primeira trilogia do fitz e achei excelente.
Essa série do Navio estou esperando acabar de sair no BR pra ler.

Uma pena que o resto dos livros do fitz devem demorar d+ pra saírem aqui.
 

f0rg0tten

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Robin Hobb: curtem? A do navio arcano, assassino do rei etc.

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Eu abandoei a trilogia do assassino no terceiro livro, umas 50 paginas antes do fim.

O texto é bem escrito, os personagens tem suas complexidades, é algo que te prende. Mas... para não entrar em spoilers, digamos que um dos aspectos que prezo muito em uma história foi meio que ignorado de uma forma me decepcionou bastante.
 

SquallxD

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Eu abandoei a trilogia do assassino no terceiro livro, umas 50 paginas antes do fim.

O texto é bem escrito, os personagens tem suas complexidades, é algo que te prende. Mas... para não entrar em spoilers, digamos que um dos aspectos que prezo muito em uma história foi meio que ignorado de uma forma me decepcionou bastante.
Bota ai no spoiler, fiquei curioso.
Eu achei o final a parte mais fraca dessa primeira trilogia mas mesmo assim estou ansioso pra retornar pra esse mundo e continuar a história do Fitz.
 

renbh

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Eu abandoei a trilogia do assassino no terceiro livro, umas 50 paginas antes do fim.

O texto é bem escrito, os personagens tem suas complexidades, é algo que te prende. Mas... para não entrar em spoilers, digamos que um dos aspectos que prezo muito em uma história foi meio que ignorado de uma forma me decepcionou bastante.
Também penso assim, não sei explicar exatamente o por que. Talvez a melhor forma de dizer é que, apesar de não achar a escrita ruim, o rumo que a história tomou não estava dentro do que acho que ficaria legal. Ela evolui bem, mas para um lugar que não me interessa.

com certeza o maior problema de WOT é ser meio prolixo. Ele cria um mundo mto rico com personagens complexos e plots mto relacionados. Mas irrita vc querer saber o que vem depois e sempre estarem tratando dos side-plots.
O desenvolvimento é mto lento em alguns pontos mas acho que vale a pena pelo resultado final.
Acho que o começo é focado (mesmo porque começa só com um protagonista) e depois o Sanderson acerta o ritmo para finalizar, mães este esquema de separar a história em múltiplas narrativas era comum na época, lembro que isso gerava criticas ao universo expandido de Star Wars porque forçavam demais a barra para tudo se unir no final.

Autores modernos como Sanderson e Jim Butcher já entenderam que não dá para extender side plots, é abrir e fechar no mesmo livro, mais tardar no seguinte para manter o foco. Por isso curto tanto o Stormlight Archive, o autor não fica chocando plot, ele resolve o negócio de uma vez e abre o seguinte sem ficar deixando aquele caminhão de pontas soltas.

E sim, parte do drama todo é como o Rand lida com as profecias. Ele encara que não pode fazer nada sobre elas e se desespera por td de ruim que elas dizem que o dragão fará. Mas isso da obsessão dele por profecias já tem mto haver com o efeito de saidin nele que potencializa as paranóias e tal. Tanto é que isso só se origina pra valer e se agrava lá pelo livro 3. Enfim, é um desenvolvimento que pra mim faz mto sentido. gosto como o personagem dele evolui. minha passagem favorita de todos os livros, é
Na época rolava aquela obsessão com Nostradamus, tudo era profecia e era um tremendo cilche em fantasia medieval. A ideia do autor (acho que chegou a falar isso em entrevistas, não me lembro mais) era mostrar que muita gente busca adequar a realidade aos sinais que lê na profecia ao invés de verificar quando estes sinais foram naturalmente realizados. Esta relação de Rand com as profecias em torno do Dragão Renascido é um dos pontos altos da história.

Também curto o fato de cada povo ter características culturais bem marcantes, com uma história e segredos bem trabalhados, algo que faz um povo como Aiel algo mais do que um típico povo bárbaro bom de briga.
 

darth_senna

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Também penso assim, não sei explicar exatamente o por que. Talvez a melhor forma de dizer é que, apesar de não achar a escrita ruim, o rumo que a história tomou não estava dentro do que acho que ficaria legal. Ela evolui bem, mas para um lugar que não me interessa.



Acho que o começo é focado (mesmo porque começa só com um protagonista) e depois o Sanderson acerta o ritmo para finalizar, mães este esquema de separar a história em múltiplas narrativas era comum na época, lembro que isso gerava criticas ao universo expandido de Star Wars porque forçavam demais a barra para tudo se unir no final.

Autores modernos como Sanderson e Jim Butcher já entenderam que não dá para extender side plots, é abrir e fechar no mesmo livro, mais tardar no seguinte para manter o foco. Por isso curto tanto o Stormlight Archive, o autor não fica chocando plot, ele resolve o negócio de uma vez e abre o seguinte sem ficar deixando aquele caminhão de pontas soltas.



Na época rolava aquela obsessão com Nostradamus, tudo era profecia e era um tremendo cilche em fantasia medieval. A ideia do autor (acho que chegou a falar isso em entrevistas, não me lembro mais) era mostrar que muita gente busca adequar a realidade aos sinais que lê na profecia ao invés de verificar quando estes sinais foram naturalmente realizados. Esta relação de Rand com as profecias em torno do Dragão Renascido é um dos pontos altos da história.

Também curto o fato de cada povo ter características culturais bem marcantes, com uma história e segredos bem trabalhados, algo que faz um povo como Aiel algo mais do que um típico povo bárbaro bom de briga.
Olha, por pior que seja essa divisão em pontos de vista/nucleos diferentes, nada conseguiu até hoje fazer uma cagada tão grande quanto foram os livros 4 e 5 de GOT. mto triste terem pego a maioria dos pontos de vista chatos da série e colocados num livro só (o 4). Foi sofrível de terminar de ler. Ai sai o 5 e não avança em quase nada da história. isso ANOS depois do 4 ter saido. Felizmente o WOT eu peguei quando a série já estava finalizada. Talvez por isso não pegue esses paralelos com o que rolava enquanto estava sendo escrito. sei que o primeiro é de 1980 e pouco e o ultimo de 2013. salvo engano o Jordan morreu em meados de 2007. Achei uma pena que a série nunca vai ser expandida, já que o autor morreu. Na minha cabeça dava mto pra terem feito um prequel com a história da época do Lews Therin Telamon. fora que dava pra fazer a próxima era tbm... enfim, universo rico demais, podia ter sido explorado em N outras histórias.
Enfim, essa coisa das profecias ele enquanto autor pode ter se interessado por isso pelos motivos que vc expôs. Mas em nenhum momento na série a coisa fica essa forçada de barra, o plot avança bem naturalmente e é totalmente condizente com a história e o personagem. O fato de eu nem sequer ter pensado nisso de nostradamus e tal até hj acho que é prova suficiente da naturalidade do desenrolar das coisas. Ao mesmo tempo que critica essa coisa de predeterminação e destino, profecias e tal, atendeu a mim que adoro essa coisa de profecias mto bem. O lance com profecias não é realizá-las, acredito. Uma história pode ter profecias, não cumpri-las e ainda ser mto boa e não quebrar expectativas. Outra história que trata de profecias mais ou menos com a mesma ideia é Harry Potter e toda a história do Neville tbm.
O que me deixa puto e injuriado, é quando usam desse artifício e concluem a história sem realizar as profecias nem trazer nenhuma explicação do que elas significavam ou não significavam e aquele debate mais filosófico de vc fazer o seu destino ou ele já estar determinado. A série de GOT fez bem isso, cagou com toda e qualquer expectativa com relação a qualquer profecia ali exposta. por isso uso de exemplo de como não implementar profecias numa história kkkk
 

renbh

Bam-bam-bam
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Olha, por pior que seja essa divisão em pontos de vista/nucleos diferentes, nada conseguiu até hoje fazer uma cagada tão grande quanto foram os livros 4 e 5 de GOT. mto triste terem pego a maioria dos pontos de vista chatos da série e colocados num livro só (o 4). Foi sofrível de terminar de ler. Ai sai o 5 e não avança em quase nada da história. isso ANOS depois do 4 ter saido. Felizmente o WOT eu peguei quando a série já estava finalizada. Talvez por isso não pegue esses paralelos com o que rolava enquanto estava sendo escrito. sei que o primeiro é de 1980 e pouco e o ultimo de 2013. salvo engano o Jordan morreu em meados de 2007. Achei uma pena que a série nunca vai ser expandida, já que o autor morreu. Na minha cabeça dava mto pra terem feito um prequel com a história da época do Lews Therin Telamon. fora que dava pra fazer a próxima era tbm... enfim, universo rico demais, podia ter sido explorado em N outras histórias.
WoT é o GoT de ontem, comecei a ler ambas na década de 90 (dropei GoT logo no início, nunca achei a ambientação verossímil), mas acompanhei WoT desde o início, lá no livro 4 (foram quatro livros em dois anos, de 90 a 92). A coisa estava de boa com um livro por ano, mas começou a desandar do livro 6 para o 7 quando a distancia entre os livros aumentou e a história não andava. Daí o autor morre antes de terminar e tudo vira caos.

Acho que este tipo de postura está errada, quando o cara pega uma série longa para fazer tem que ter tudo delineado para poder finalizar, este negócio de ficar enrolando para lançar continuação como Game of Thrones e Nome do Vento é uma tremenda sacanagem para quem investiu no que o autor se propôs a fazer.
 

f0rg0tten

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Bota ai no spoiler, fiquei curioso.
Eu achei o final a parte mais fraca dessa primeira trilogia mas mesmo assim estou ansioso pra retornar pra esse mundo e continuar a história do Fitz.
Não vou conseguir entrar em muitos detalhes porque faz tempo que li, mas é basicamente isso:

Perto do final, quando Fitz "entrega" a filha dele de graça para o bobo. Cometer um erro é ok, repetir algumas vezes também. Mas passar 3 livros e o personagem não evoluir nada, mesmo depois de se ferrar diversas vezes na mesma coisa... cansa.

Isso meio que quebra com a fantasia para mim. Essa falta de coerência, do personagem agir fora do que é proposto só para gerar um pouco mais de tensão, ou qualquer coisa que valha.
 

SquallxD

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Não vou conseguir entrar em muitos detalhes porque faz tempo que li, mas é basicamente isso:

Perto do final, quando Fitz "entrega" a filha dele de graça para o bobo. Cometer um erro é ok, repetir algumas vezes também. Mas passar 3 livros e o personagem não evoluir nada, mesmo depois de se ferrar diversas vezes na mesma coisa... cansa.

Isso meio que quebra com a fantasia para mim. Essa falta de coerência, do personagem agir fora do que é proposto só para gerar um pouco mais de tensão, ou qualquer coisa que valha.
Responder no spoiler:
Eu lembro disso mas não é bem no final do 3 não, acho que era meio no começo, do meio do terceiro livro em diante é a viagem deles pro lugar que tem as estatuas dos Elderlings.
O que eu achei zoado é que a solução de tudo é muito ex machina.
 

f0rg0tten

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Responder no spoiler:
Eu lembro disso mas não é bem no final do 3 não, acho que era meio no começo, do meio do terceiro livro em diante é a viagem deles pro lugar que tem as estatuas dos Elderlings.
O que eu achei zoado é que a solução de tudo é muito ex machina.

Justamente durante essa viagem, o Fitz está bem cansado, e numa conversa com o bobo fala da filha dele (Que estava sendo controlado). Depois de ter perdido tudo novamente e novamente e novamente por confiar nos outros.
 

SquallxD

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Lembrei dessa parte.
A situação do Fitz é bem delicada, ele é fodido mentalmente de diversas maneiras, isso que eu acho interessante, você percebe claramente como ele não é mentalmente são, acho que a Robin Hobb escreve muito bem, a prosa dela é linda.
Devia continuar lendo depois dessa parte, porque no fim o rumo da história (e da filha do Fitz) é totalmente diferente disso.
 

f0rg0tten

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Lembrei dessa parte.
A situação do Fitz é bem delicada, ele é fodido mentalmente de diversas maneiras, isso que eu acho interessante, você percebe claramente como ele não é mentalmente são, acho que a Robin Hobb escreve muito bem, a prosa dela é linda.
Devia continuar lendo depois dessa parte, porque no fim o rumo da história (e da filha do Fitz) é totalmente diferente disso.
Não vai acontecer. :klingua

Eu entendo mas ela passou da linha para mim. Não foi um ato que ele faria na condição dele, mas algo para aumentar o drama (que sim, ela deu sinal que aconteceria). Meu problema é como a situação foi construída, na verdade, para mim foge muito do personagem que ela construiu. E isso acabou com a fantasia para mim, sem a mágica não tem como continuar.
 

Niko

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Triste Fim de Policarpo Quaresma de Afonso Lima Barreto

Rapaz que livro maravilhoso! Mais uma vez, apesar de ter lido uma edição que desgosto, mesmo assim o escritor se destaca e traz uma história muito boa que me fez adorar o livro. Incrível como Lima Barreto sempre consegue trazer tramas bem carismáticas, apesar de suas tragédias. Os personagens são muito envolventes, carismáticos e aprazíveis, nesse, o destaque vai para o protagonista Major Quaresma e também para seu fiel amigo, Ricardo Coração dos Outros.

Como visto em suas obras, que respiram o realismo, a trama traz muitas críticas, vários momentos difíceis de engolir e reprovações ao Rio de Janeiro daquela época, final dos anos 1800. Mostra as varias realidades dos protagonistas pelos olhos pobres e singelos e não foca muito na alta sociedade, traz mais uma história pés no chão, sem paixões e que, em alguns momentos, dá um tapa na cara do leitor trazendo vislumbres intrinsecamente brasileiros, da cultura brasileira, da raiz, de onde toda a mesquinharia e falta de compaixão surgiram.
O livro traz uma linguagem mais simples do que vi no ultimo livro que li, do Machado de assis, definitivamente menos rebuscado, com longos trechos de prosa, sem muitos diálogos, mais informações muito importantes, extremamente descritivo, detalhado e quando possui diálogos, são simplesmente majestosos e naturais, muito deliciosos de se ler.

O livro tem basicamente 3 atos, sendo os dois primeiros mais introdutórios focando mais na vida do personagem protagonista e, mais de forma condensada traz os outros personagens menores, sempre trazendo críticas nas entrelinhas, por vezes, veladas, mas no terceiro e ultimo ato mesmo, foi pra mim explicito a excelência desse livro, a verdadeira obra pode ser vista aí, uma crítica pura e muito bem feita. Esse ultimo ato foca numa guerra fictícia, mas baseda nas revoltas reais que ocorreram no governo do 2º presidente do Brasil, Floriano Peixoto nos idos anos de 1893 e traz uma trama mais militar, mais irônica, mais divertida de se ler.

Também é visto críticas à política daquela época, que por sinal, lembra muito a política atual, principalmente dos governos Lula e Dilma Roussef, traz críticas ao patriotismo, ao nacionalismo, às prebendas, à sociedade pobre brasileira, ao verdadeiro valor da amizade, é um prato cheio. Esse é apenas a segunda obra que leio do Afonso Lima Barreto, mas ele já é meu 2º autor favorito, muito bom esse livro, que achei melhor que o Clara dos Anjos, que por sinal é uma puta excelente obra também. É mais um livro que vou ter que comprar de novo, uma edição melhor que a que tenho, que está velha.

Por fim, deixo um trecho do livro que descreve uma cena da guerra civil vista no Rio de Janeiro, numa narrativa majestosa:
"...Os soldados já estavam nas trincheiras, armas à mão; o canhão tinha ao lado a munição necessária. Uma lancha avançava lentamente, com a proa alta assestada para o posto. De repente, saiu de sua borda um golfão de fumaça espessa: Queimou! - gritou uma voz. Todos se abaixaram, a bala passou alto, zunindo, cantando, inofensiva. A lancha continuava a avançar impávida. Além dos soldados, havia curiosos, garotos, a assistir o tiroteio, e fora um destes que gritara: queimou!
E assim sempre. Às vezes eles chegavam bem perto à tropa, às trincheiras, atrapalhando o serviço; em outras, um cidadão qualquer, chegava ao oficial e muito delicadamente pedia: O senhor dá licença que dê um tiro? O oficial acedia, os serventes carregavam a peça e o homem fazia a pontaria e um tiro partia.
"
 

darth_senna

Bam-bam-bam
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terminei de ler SKYWARD, do sanderson. Eu tinha lido em algum lugar que a história era parte da cosmere, mas me enganei. não tá na cosmere. fiquei meio chateado com isso hahaha
É o livro mais infantil do Sanderson que li até hj, o que não chega a ser ruim só é diferente. linguagem mais simples que o que me acostumei a ler dele e umas coisas meio estranhas que n sei se são culpa da tradução ou do autor mesmo. por exemplo um personagem que se chama "vozinha" e umas frases/ameaças tão megalomaniacas que chegam a dar vergonha alheia. mas acho que essa era a intenção msm. Ainda assim, soa estranho pra caramba.
dito isso, a história é BEM legal. primeiro sci-fi dele, até onde eu saiba. E eu n sou fã de sci-fi, mas esses eu curti. a hora que começa a descrever batalhas de caças interestelares eu me senti mto no meio de uma batalha de star fox haha. o livro tem um monte de ponta aberta pq tá programado pra ser uma série de 4 livros. não fechou mto plot e meio que introduziu o universo mais que qualquer coisa. o livro é relativamente pequeno pros padrões do sanderson. menos de 400 páginas. vale a leitura, ótimo passatempo.
 

SquallxD

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terminei de ler SKYWARD, do sanderson. Eu tinha lido em algum lugar que a história era parte da cosmere, mas me enganei. não tá na cosmere. fiquei meio chateado com isso hahaha
É o livro mais infantil do Sanderson que li até hj, o que não chega a ser ruim só é diferente. linguagem mais simples que o que me acostumei a ler dele e umas coisas meio estranhas que n sei se são culpa da tradução ou do autor mesmo. por exemplo um personagem que se chama "vozinha" e umas frases/ameaças tão megalomaniacas que chegam a dar vergonha alheia. mas acho que essa era a intenção msm. Ainda assim, soa estranho pra caramba.
dito isso, a história é BEM legal. primeiro sci-fi dele, até onde eu saiba. E eu n sou fã de sci-fi, mas esses eu curti. a hora que começa a descrever batalhas de caças interestelares eu me senti mto no meio de uma batalha de star fox haha. o livro tem um monte de ponta aberta pq tá programado pra ser uma série de 4 livros. não fechou mto plot e meio que introduziu o universo mais que qualquer coisa. o livro é relativamente pequeno pros padrões do sanderson. menos de 400 páginas. vale a leitura, ótimo passatempo.
Executores pode ser considerado sci-fi também, né?
 

renbh

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Executores pode ser considerado sci-fi também, né?
Sim, apesar de que são abordagens diferentes, Skyward é Space opera, já o The Reckoners, apesar de também ser de super-heróis, é um mundo "pós apocalíptico".

Além destes Sanderson tem outra ficção científica que é o Legion, histórias mais curtas, mas que valem muito a pena.
 

Desann

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Pelo que vejo em várias fontes, o Sanderson é definitivamente um dos maiores nomes da ficção fantástica atualmente. Ainda não li nada do cara, mas tenho muita vontade de começar em breve (provavelmente vou começar por Elantris, já que é uma fantasia fechada num livro só).
Mas minha dúvida é, o público alvo das suas obras são adultos, tipo ASOIAF/GoT? Ou elas miram mais no público teen?
 

SquallxD

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Pelo que vejo em várias fontes, o Sanderson é definitivamente um dos maiores nomes da ficção fantástica atualmente. Ainda não li nada do cara, mas tenho muita vontade de começar em breve (provavelmente vou começar por Elantris, já que é uma fantasia fechada num livro só).
Mas minha dúvida é, o público alvo das suas obras são adultos, tipo ASOIAF/GoT? Ou ele mira mais no público teen?
Acho que fica no meio termo, é mais young adult.
Mas sem dúvidas ele é um dos maiores nomes atuais nesse gênero.
É meio triste que a série de maior sucesso de público e crítica dele ainda não foi lançada no Brasil, que é Stormlight.
 

solfieri

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Muito bom, os últimos 20% do livro li numa sentada só. É como os outros, bastante ação, reviravoltas e tudo mais.
Única coisa que desanima é ter que esperar o próximo em 2020.
 

EgonRunner

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Rápido e Devagar
estou com aprox 30% e achando muito chato e arrastado.
tem algumas boas idéias, mas o ritmo é lento demais, muita encheção de linguiça, definitavamente não foi escrito para o público em geral (e nem estou falando de termos técnicos ou conceitos complicados, mas de narrativa mesmo).
 

Player_1

Habitué da casa
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comecei a ler hoje à tarde e está bem legal..já li umas vinte páginas...acredito na comunidade pua pelos videos realmente funciona estou pensando em me alistar..
 

Niko

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O amor nos tempos do cólera de Gabriel García Marquez


Acabei de terminar aqui e o livro é um verdadeiro martírio em forma escrita rsrs. Obra muito bem contada pelo autor, que escreve de forma corrida anos e anos da vida dos dois personagens protagonistas num mar de histórias, devaneios, vislumbres e tristezas.
O livro tem uma leitura bem tranquila, fácil de ler, fácil acompanhar por qualquer pessoa, não é restrito a certos leitores, qualquer um pode pegar e ler, todos os públicos, em sua parte maior segue só de texto, eu diria uns 96% do livro é prosa corrida, pouquíssimos diálogos, que quando são vistos são bem modernos. Eu gostaria que tivesse tido um pouco mais de diálogos, mas não foi nada que prejudicasse minha avaliação final, afinal seu texto é bem compreensível e a história é muito boa, apesar de triste.

Primeira obra do Gabriel Garcia Marquez que vejo e com certeza lerei mais de suas obras em breve, gostei do tom censura livre, mas pontuado em temas adultos, com momentos adultos, conta na realidade histórias de vidas, e a historia de uma vida não é contada sem sexo, o que é feita por alguns momentos, que eu desejei serei mais explícitos do que passa. Mas o autor tem nome, consagrado na literatura e já percebi que todo autor de nome não pode ser muito explícito em tais assuntos.
O gênero da historia é realismo e mais uma vez não concordo muito, pra mim beira mais ao romantismo, sim traz temas mais sérios, mais tristes, como a epidemia de cólera e a pobreza nas redondezas dos protagonistas, mas fica muito a volta, em minha visão quase e que intocável à nobreza dos personagens focos da historia, então não tem muito realismo aí. Sem falar da paixão, do fogo, da obsessão de um dos personagens com o outro, cara isso é romantismo puro. Sim, em alguns momentos traz desgraças, mas não creio que penda mais ao realismo.

A história é muito bem contada, não segue uma ordem cronológica, no começo demorei a perceber os momentos em que são passados, a escrita fora de ordem do autor, mas depois que pega o ritmo, tudo fica mais fácil. Demonstra uma boa coerência do autor que vai e volta em tempos e o leitor tem que se segurar pra não perder a passada. Em vários momentos é possível ver uma CLARA evolução dos personagens, com o passar do tempo, a desagregação, o decorrer da vida deles, não é sutil, é bem escancarado, tudo sem perder os elementos intrínsecos de cada personagem, achei que ficou muito bem sedimentado, com isso dá pra ver a obsessão, a placidez, os amores, as paixões, todo o conjunto de caráter dos envolvidos.
A trama é bem centrada, bem focada, principalmente em três personagens principais, e gostei de ver a coesão, o foco só neles. Em algum momento fica cansativo é verdade, pois é um livro meio grandinho com foco somente em 3 personagens, mas se desenvolve mais em tramas interessantes do que desinteressantes.
Traz bons aspectos de realismo, como desgraças latentes, doenças, adultério e pobreza. Mas como citei, raramente estão em torno dos personagens protagonistas, fica em segundo plano e pra mim o romance acaba sobrepondo ao realismo.

Gostei de ver o amor, a paixão, mas a historia traz acima disso uma linha muito tênue entre obsessão e amor e fiquei bem desgostoso em alguns momentos, como disse é um martírio pra quem lê, um martírio pra qualquer homem que se preze. Traz, sim, muita perseverança, muita paciência, uma aula de como se controlar, a ansiedade. Mas eu consegui, pelo que me foi apresentado mesmo, enxergar uma leve pendência mais à obsessão e talvez aí puxe mais pro realismo, sei lá, foi o que consegui ver.

O livro trabalha numa época final do século 19 e inicio do 20 e com isso traz elementos românticos de uma época distante do amor, que não se vê hoje em dia. Por exemplo, uso de cartinhas de amor (muito visto tbm na literatura brasileira). E eu gosto bastante dessa forma ultrapassada de comunicação, de cultivar esse tipo de amor, desejo, acho bem romântico e puro (há alguns anos atrás, na época de escola, era muito tímido e tinha uma garota que era muito tímida tbm, a gente só se comunicava via msg de texto, época muito boa da minha vida), mas nesse livro senti muita a falta de uma transcrição, uma que seja de alguma cartinha de amor dos protagonistas, pois elas são referenciadas, bem descritas, cheias de adjetivos, e são referenciadas como dezenas de dezenas, poxa, o autor poderia ter escrito umas ou outras, daria mais profundidade ainda, mais do que já teve com a historia. Em vários livros da literatura brasileira, por exemplo, os autores escrevem rápidos textos feitos pelos personagens, escrevem até rápidas poesias ou canções poéticas.

Enfim, eu recomendo o livro, mas a pessoa tem que ter paciência com a história, principalmente porque é meio longa. Deixo outros comentários com spoiler no spoiler abaixo.
Sobre os dois protagonistas-
A mulher, Fermina Daza, rapaz, que mulher difícil hein essa protagonista. Mulher complicada de lidar, vou te contar. Muito difícil de saber o que diabos que essa mina tinha pra ser do jeito que era. Aquela parte que ela dispensa o cara do nada, depois de anos de noivado, de declarações de amor WTF, fiquei puto kkk. Do nada, no meio da rua. Até a metade do livro só conseguia pensar que ela precisava de pica pra ver se ficava um pouco melhor, porque puta merda, chata hein. Mulher chata assim tem que ser muito gostosa, saber fuder, pra ser do jeito que é e ainda assim tem que se acalmar mais, eu não aguentaria não. Mas vai ver era sua personalidade mesmo, sei lá, tem gente que é difícil de lidar mesmo.

Já o protagonista, Florentino Ariza, esse daí merecia um premio. Cara obsessivo em minha visão, mais do que amoroso pela mulher. Foi até o fim atrás da mina, eu jamais faria esse tipo de coisa por qualquer pessoa que fosse, seja uma mulher, pai, mãe, filho o que for. Se não me quer por perto, foda-se, eu entendo, saio de perto e acabou. Gostei que o cara deu uma 'desapegada' e comeu dezenas de dezenas de outras mulheres, achei uma ótima evolução do personagem, completamente aprazível e justificado. Que ele tivesse sido feliz só com uma delas e vivido sua vida. A Fermina daza, mulher muito complicada, com certeza viveu sua vida ao lado do marido e se sofreu foi por quis ser burra. Mas gostei bastante do caminhar da história, do desenrolar e do final, pena que já estavam velhinhos demais, isso foi muito triste. Mas o final foi lindo e foi bom de ver a Fermina dando uma chance para seu primeiro amor.
Trecho que mostra os amores do protagonista pela sua amada em um navio:

"Seja como for, viveu um sábado de paixão que culminou com uma nova crise de febre, quando lhe pareceu que era o momento em que os recém-casados fugiam em segredo por uma porta falsa para se entregarem às delicias da primeira noite. Alguém que o viu tiritando de febre avisou o capitão, e este abandonou a festa com o médico de bordo temendo que fosse um caso de cólera, e o médico o despachou por precaução para o camarote de quarentena com uma boa carga de brometos. No dia seguinte, porém, quando avistaram as escarpas de Caracolí, a febre desaparecera e tinha o ânimo exaltado, porque no marasmo dos sedativos resolvera de uma vez por todas e sem mais aquela que mandava ao caralho o radiante futuro do telégrafo e regressava no mesmo navio à sua velha Rua das Janelas."
 
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darth_senna

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galera, a fonte aqui secou haha.
já li td do sanderson, já li td que encontrei de série de fantasia que considerava interessante... agora eu recorro a vocês. que série de fantasia medieval indicam?
nao saiu nada que me chame a atenção de nenhum dos autores que acompanho recentemente (bernard cornwell - esse sai a continuação das cronicas saxonicas fim de agosto..., brandon sanderson, patrick rothfuss, Martin - só me interessa dele titulos relacionados a GOT, rick riordan, j. k. rowling.... )
to pensando em pegar a terceira trilogia do mundo emerso da licia troisi. li as duas primeiras e achei bem legais. a primeira tem simplesmente o melhor vilão de todos. a segunda é ok só. meu medo é o treco decair de vez na terceira haha
alguma indicação galeres?
 

SquallxD

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já li td do sanderson, já li td que encontrei de série de fantasia que considerava interessante... agora eu recorro a vocês. que série de fantasia medieval indicam?
nao saiu nada que me chame a atenção de nenhum dos autores que acompanho recentemente (bernard cornwell - esse sai a continuação das cronicas saxonicas fim de agosto..., brandon sanderson, patrick rothfuss, Martin - só me interessa dele titulos relacionados a GOT, rick riordan, j. k. rowling.... )
to pensando em pegar a terceira trilogia do mundo emerso da licia troisi. li as duas primeiras e achei bem legais. a primeira tem simplesmente o melhor vilão de todos. a segunda é ok só. meu medo é o treco decair de vez na terceira haha
alguma indicação galeres?
Leia essa trilogia aqui:
https://www.amazon.com.br/Aprendiz-Assassino-Robin-Hobb/dp/8580449987/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=ÅMÅŽÕÑ&keywords=robin+hobb&qid=1563879176&s=gateway&sr=8-1

A prosa da Robin Hobb é maravilhosa.
 
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