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OS Books [+reading now]



Wyvern_

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Alguem pode indicar alguns livros com tematica medieval ?
Crônicas Saxônicas. Uns 15 volumes (curtos) de pura fantasia histórica (personagem fictício em meio a eventos reais, no caso, a dominação da Inglaterra pelos Vikings). Belo desenvolvimento de personagens + bom conhecimento história + cenas de batalhas incríveis.
Do mesmo autor (Bernard Cornwell): "Crônicas de Artur", "A Busca do Graal".

Outro autor que recomendam muito nessa seara de fantasia história é o Conn Iguulden, conterrâneo britânico do Cornwell. Dele ainda não li nada.
 

Ellminstersp

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Crônicas Saxônicas. Uns 15 volumes (curtos) de pura fantasia histórica (personagem fictício em meio a eventos reais, no caso, a dominação da Inglaterra pelos Vikings). Belo desenvolvimento de personagens + bom conhecimento história + cenas de batalhas incríveis.
Do mesmo autor (Bernard Cornwell): "Crônicas de Artur", "A Busca do Graal".

Outro autor que recomendam muito nessa seara de fantasia história é o Conn Iguulden, conterrâneo britânico do Cornwell. Dele ainda não li nada.
cronicas saxonicas volumes curtos ? 350 páginas em média cada volume não me parece curto....
 

Wyvern_

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cronicas saxonicas volumes curtos ? 350 páginas em média cada volume não me parece curto....
Como o Tecnomage falou, acaba sendo relativo. Linguagem simples e média de 350 páginas pra mim acaba sendo curto, em 3 dias termino. Considero longo qdo tem 600+ páginas e uma escrita mais, digamos, rebuscada, técnica ou "antiga".
 

JoeFather

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Prezados, boa tarde!

Lendo: As Primeiras 15 Vidas de Harry August (Claire North): livro indicado pelo Jovem Nerd, num áudio que ouvi deles falando sobre a série Dark. Pelo título já se observa a loucura proposta pelo autor, mas quando você lê (estou na página 170) você vê que o conteúdo é ainda mais louco. Desta forma, estou adorando! :)

Anterior: A Pequena Caixa de Gwendy (Stephen King com Richard Chizmar): um adorável livro, muito curto para o meu gosto, falando de um caixa mágica que foi dada de "presente" para Gwendy tomar conta. Gostei, muito bem escrito, traz reflexões muito interessantes.

PS.: não sei dar nota para livros, para mim, todos os que leio, são ótimos!

Abs.,
 


Comic Sans

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Terminei hoje Gente Pobre, primeiro romance do Dostoiévski. Foi também a minha primeira experiência com romances epistolares e, sinceramente, não gostei. Não do conteúdo, que é ótimo, mas do formato mesmo. De qualquer forma, dá pra notar muitas características de livros mais parrudos dele aqui e apesar de ter sido escrito quando ele só tinha 24 anos (!!!), em nenhum momento senti qualquer sinal de inexperiência que é razoavelmente comum aos que estão começando. Gênio.
 

Paulo Guedes

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Livro que conta a ascensão e a queda da Editora Abril, desde 1950 (e não, não começou com o Pato) até 2018 (quando a linha Disney foi para a editora Culturama), passando por Marvel, DC, Image, Mônica, falando da Panini, das tretas, etc.

Simplesmente sensacional. Recomendo a qualquer um que foi leitor de HQs na era Abril.
 

Comic Sans

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Terminei ontem A Morte de Ivan Ilitch, de Lév Tolstói. Na minha opinião, acima de vida ou morte, é uma novela sobre empatia. Apesar de curto, tem muitos trechos brilhantes. Próxima leitura do autor provavelmente será Khadji Murat, mas antes tenho que tirar uns livros pendentes da fila.
 

Guastinha

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Livro que conta a ascensão e a queda da Editora Abril, desde 1950 (e não, não começou com o Pato) até 2018 (quando a linha Disney foi para a editora Culturama), passando por Marvel, DC, Image, Mônica, falando da Panini, das tretas, etc.

Simplesmente sensacional. Recomendo a qualquer um que foi leitor de HQs na era Abril.
Já vou colocar nas minhas listas de desejados.
 

EgonRunner

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Livro que conta a ascensão e a queda da Editora Abril, desde 1950 (e não, não começou com o Pato) até 2018 (quando a linha Disney foi para a editora Culturama), passando por Marvel, DC, Image, Mônica, falando da Panini, das tretas, etc.

Simplesmente sensacional. Recomendo a qualquer um que foi leitor de HQs na era Abril.
como isso passou pelo meu radar ... obrigado por compartilhar.

edição comprada.
seguem os links para quem qiser mais detalhes.

https://www.editoraheroica.com.br/o-imperio-dos-gibis-a-historia-do-quadrinhos-da-editora-abril

https://mutantexis.wordpress.com/2020/04/21/saido-do-forno-o-imperio-dos-gibis/
 

Wyvern_

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Terminei ontem A Morte de Ivan Ilitch, de Lév Tolstói. Na minha opinião, acima de vida ou morte, é uma novela sobre empatia. Apesar de curto, tem muitos trechos brilhantes. Próxima leitura do autor provavelmente será Khadji Murat, mas antes tenho que tirar uns livros pendentes da fila.
Estou lendo Khadji-Murát essa semana, juntamente com o 2º volume de Duna. E te dizer que a leitura está fluindo mais no Khadji do que no Duna. No começo demora a engatar pelas palavras em dialeto local, mas depois engrena, livro bem ágil, de capítulos curtos, constantes mudanças de personagens.

Depois dele acho que finalmente vou encarar Guerra e Paz.
 

Guastinha

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Estou lendo Khadji-Murát essa semana, juntamente com o 2º volume de Duna. E te dizer que a leitura está fluindo mais no Khadji do que no Duna. No começo demora a engatar pelas palavras em dialeto local, mas depois engrena, livro bem ágil, de capítulos curtos, constantes mudanças de personagens.

Depois dele acho que finalmente vou encarar Guerra e Paz.
Ouvir dizer que Duna não é uma "leitura fácil"...
 

Paulo Guedes

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como isso passou pelo meu radar ... obrigado por compartilhar.

edição comprada.
seguem os links para quem qiser mais detalhes.

https://www.editoraheroica.com.br/o-imperio-dos-gibis-a-historia-do-quadrinhos-da-editora-abril

https://mutantexis.wordpress.com/2020/04/21/saido-do-forno-o-imperio-dos-gibis/
um dos autores tem um canal no youtube onde ele faz lives sobre o assunto do livro com varios nomes da época, como JP, Figa, Helcio de Carvalho...

esse é o canal: https://www.youtube.com/user/maumuniz
 

Wyvern_

Bam-bam-bam
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Ouvir dizer que Duna não é uma "leitura fácil"...
Depende. É uma escrita mais cadenciada, com ritmo mais lento, até para que o leitor absorva oq está acontecendo, imagine a situação, pois como são personagens que estão sempre pensando 10 passos a frente e tentando vencer o outro intelectualmente bem como ler a reação corporal e facial do oponente, o autor entra nessa de mostrar os pensamentos de cada entre cada frase dita, cada expressão corporal etc.
Lembrei agora das lutas de Cavaleiro dos Zodíaco, que também eram mais cadenciadas, mas não sem emoção. Eu ao menos, sempre quero virar a próxima página.

No caso ali, citei que estava mais fácil ler Khadji-Murát justamente por ser algo bem mais pé no chão e de capítulos curtos, muitas vezes de 3 ou 5 páginas no máximo. Enquanto que Duna 1 a grande maioria são capítulos de 15 ou mais páginas cada (diminui em Duna 2).

Aliado a isso o palavreado muito puxado do árabe, e as descrições dos locais e coisas que requerem uma boa imaginação, faz com que se leve um tempo até engrenar. Agora no livro 2, tá indo rapidinho.

Aliás, recomendo muito Duna! Encare e seja feliz!
 

Comic Sans

Bam-bam-bam
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Battle Royale, de Koushun Takami. Pura adrenalina em + 600 pgs. É incrível como o autor conseguiu administrar praticamente 42 personagens dentro duma ilha e dar um pouco de vida a cada um, ainda que não tivessem relação nenhuma com os protagonistas. Só me arrependo profudamente de ter assistido o live-action primeiro, praticamente acabou com parte da experiência.
 

Spacehead

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Bom que o tópico tá sendo reupado, acho que tem bastante gente que le no fórum mas não acessa a pasta ou os tópicos daqui.
Sobre os livros, os pescadores acabei de ler semana passada, livro de um autor nigeriano, gosto bastante de livros sobre a africa ou de autores que nasceram la/se passam por la, além de muitos incorporarem expressões da língua local dando um certo ritmo diferente a narrativa, nesse próprio livro vemos exemplo disso também podemos aprender um pouco sobre a Nigéria da década de 90, algo que normalmente não pesquisamos ou nem se faz ideia do que acontece por la, no livro é a história de uma família, de quando 4 irmãos decidem se tornar pescadores após o horário letivo e como isso vai mudar suas vidas, não vou falar muito pra não dar spoiler sobre, em certos momentos vai dar um peso no peito, 260 páginas por ai, indicado.

O segundo que comecei semana passada e provável que termine hj, 4 soldados, de autoria brasileira é de um gênero que eu realmente não vejo muito na literatura nacional, uma aventura se passando no século 17, e putz, muito bom também, me surpreendeu, leitura leve, vc passa umas 2 horas lendo e nem se toca, gostei muito do estilo do autor e já botei na lista seu outro livro, fica a dica.
Comprei os dois livros sem saber muito sobre eles, mais por causa do preço e algumas reviews positivas, e foi boas surpresas, por menos de 35 reais se consegue umas 500 páginas de boa leitura, sempre bom vasculhar a Amazon abaixo de 20 reais pra descobrir umas coisas novas.


zzzzZzZZzzzzzz
 

Niko

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Poderiam fixar esse tópico, hein??


Ainda mais que está aparecendo outros com o mesmo assunto, acaba que divide o pessoal e as pesquisas.
Eu sempre me confundo qual é a finalidade do tópico, se é tipo ''qual livro vc está lendo?'', ou ''qual o último livro que vc leu?'' ou se é sobre discussões de livros em geral. No mais, acho que tinha que ter tópico separado pra cada um desses assuntos.
 

Guastinha

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Eu sempre me confundo qual é a finalidade do tópico, se é tipo ''qual livro vc está lendo?'', ou ''qual o último livro que vc leu?'' ou se é sobre discussões de livros em geral. No mais, acho que tinha que ter tópico separado pra cada um desses assuntos.

Aqui eu sempre falo dos livros que já li. ( inclusive tem uma lista que quero postar aqui)
 

Paulo Guedes

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4 contos muito bons do Stephen King.

O melhor em minha opinião é o da mulher estuprada. O fato de ela ser uma escritora de ficção dá um tempero melhor ao conto.

Como o próprio King diz, "nunca confie no que um escritor de ficção diz sobre si mesmo".
 

Guastinha

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Toda a Luz que não podemos ver.



Li esse livro pela oportunidade de ser um “livro Viajante”. Entrei numa lista para lê-lo no início do ano e quando ele chegou até mim já estava no final do ano (eu já tinha até esquecido), logo a expectativa que eu tinha sobre ele ficou bem reduzida.

É um romance histórico que segue dois personagens, uma garota cega e um jovem pobre interessado por rádio e tecnologia. Além dos dois personagens, o livro também se divide em duas linhas temporais, o que não deixa a leitura ficar monótona, pois a cada capitulo o leitor está em um lugar diferente no tempo e no espaço.

Claro que esse emaranhado de linhas narrativas uma hora irão se encontrar – para mim, a grande expectativa do livro – mesmo sendo algo já previsto, a condução para essa junção narrativa que é o grande destaque do livro. As histórias aqui são até interessantes, às vezes, criando bons momentos de suspense e emoção, mas não me apeguei tanto aos personagens como, por exemplo, A Garota que Roubava Livros, outro livro com temática (pano de fundo) similar, mas que me prendeu e emocionou muito mais.

A leitura é bem tranquila, mesmo sendo um livro relativamente grande (quase 600 páginas). Elas se passaram bem rápido. Não sei se já virou filme, mas se ainda não virou, os produtores cinematográficos estão perdendo tempo, nas telas daria uma ótima história.
 

Niko

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O último desejo (The Witcher - Livro 1) de Andrzej Sapkowski

Como terminei recentemente de assistir a 1ª temporada da série da Netflix e já tenho aqui os 2 primeiros livros da saga, decidi ler pra me aprofundar mais e também porque me interesso muito pelo universo e gostei da série. Não gosto de ler um livro que já sei a história, como já tinha visto na serie, mas por estar iniciando agora a 1ª temporada decidi arriscar, espero que minha avaliação final desse livro não seja influenciada por isso.

Bom, eu gostei do livro, bem inicial, um verdadeiro preâmbulo, eu espero que com o passar dos livros a história se sobressaia mais, também esse primeiro livro é apenas um conjunto de contos, meio que separados, a gente consegue ver bem um solto do outro, apesar de estar tudo junto. Ainda não tem uma linha mais tênue do que a história quer passar e com isso o Geralt segura demais a trama, um personagem extremamente carismático, mais ainda que na série, mais ainda que nos jogos eu não esperava por isso. É um personagem que, por mais duro que seja, se mete em situações muito diferentes do que a gente espera e muitas das vezes pelo seu lado bom, em exemplo de benevolência e indulgencia. Eu também esperava mais lutas e batalhas com monstros, como a gente vê nos jogos, mas raramente tem nesse primeiro livro.

A escrita do autor é muito boa, extremamente simples, uma leitura agradável e branda pra qualquer tipo de pessoa, até os menos iniciados em leitura, a gente consegue ler muitas paginas rapidamente. Os diálogos são muito bons também, e vários personagens conversam cordialmente, gerados pelas cordialidades do bruxo. Os contos, com ''a voz da razão'' entre eles, dão uma dinâmica bem gostosa à leitura, incentiva o leitor a querer saber mais e evoluem de forma bem promissora.
No geral, o livro conta com várias historias vista na 1ª temporada da série, mas o que me surpreendeu é que na série eles contam tais acontecimentos de uma forma bem diferente, entretanto, os resultados são os mesmos, a gente se confunde um pouco hehe, os roteiristas da série dão uma dinamizada a mais pro negocio andar, mas no geral pra quem viu primeiro a serie a gente já sabe qual será o resultado de tal acontecimento.
Por incrível que pareça, e acho que isso não é spoiler, a Ciri não faz nenhuma aparição nesse primeiro livro, eu queria ter visto ela, pois não vou ler mais nada por um bom tempo; a Yennefer e o Jaskier são bem caracterizados e os atores (que são muito bons) da série sempre vinham à minha cabeça, sem falar de outros personagens. Eu esperava e gostaria de ver mais palavrões e putaria. A putaria praticamente nem tem, assim como lutas contra monstros que citei. Sei lá, a gente espera que tenha uma pegada mais madura, por ser medieval.

Os contos que mais gostei foram "Um grão de veracidade'', que não aparece na série de televisão e o "Os confins do mundo'', esse sim tem na série, mas é bem diferente, por sinal as duas versões são muito boas. Não sei como farei pra ler os próximos livros visto que vai sair mais uma temporada da série, pois realmente não gosto de já saber as coisas que vão acontecer da série para o livro e também tenho uma lista enorme de livros pra ler aqui e falta de tempo. No geral eu gostei do livro, mas espero que os próximos sejam ainda melhores.
Por fim, eu li aqui pelo livro físico da editora Martins Fontes e recomendo, eles fizeram um ótimo trabalho, sem falar que, apesar dessa impressão ser de 2020, a arte da capa preferi a da primeira edição que foi lançada inicialmente em 2011 e é muito mais condizente e madura do que a nova com os desenhos do jogo de videogame.

Esse trecho é de uma luta corpo a corpo do Geralt contra um monstro Silvano, uma espécie de diabo:

Os dois contendedores, desvencilhando-se um do outro, rolaram pelo chão em direções opostas, derrubando caules e se emaranhando nos pés de cânhamo.
O primeiro a se erguer foi o diabo, que abaixou a cabeça com chifres. No entanto, Geralt, também já de pé, desviou-se do ataque, agarrou o silvano pelos chifres, puxou com força e o derrubou. Em seguida, ajoelhou sobre ele, comprimindo-o contra o solo. O diabo baliu e lhe cuspiu de tal maneira nos olhos que não teria envergonhado um camelo sofrendo de sialorreia. O bruxo recuou instintivamente, mas sem soltar os chifres do diabo. Este, querendo livrar a cabeça, deu um coice simultâneo com os dois cascos e, ainda mais extraordinário, acertou os dois. Geralt soltou outro palavrão, porém não relaxou o aperto das mãos nos chifres. Ergueu o silvano do chão, encostou-o nos caules de cânhamo e desferiu-lhe um possante pontapé no joelho peludo. Em seguida, inclinou-se sobre ele e lhe deu uma cusparada em um dos ouvidos. O chifroide soltou um uivo, cerrando com um estalo os dentes rombudos.
– Não faça… a outros… – falou o bruxo, ofegante – o que não quer… que lhe façam! Continuamos jogando?
– Blé-blé-bééééééé! – baliu o diabo, cuspindo copiosamente ao mesmo tempo. Mas como Geralt continuava segurando seus chifres e empurrando sua cabeça contra o chão, as cusparadas acabavam atingindo seus cascos, que remexiam a terra de modo convulsivo, erguendo nuvens de poeira e restos de grama.
Os minutos seguintes se passaram numa intensa troca de insultos e pontapés. Se, no meio dessa situação, houvesse algo que pudesse alegrar o bruxo, seria exclusivamente o fato de ninguém poder vê-lo, pois a cena era ridícula.
 
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Giant Enemy Crab

Wyrd biõ ful ãræd
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Passando pra dizer que recentemente conheci a CJ Tudor. Escritora "nova no ramo".
Li o livro "o que aconteceu com Annie?".
Livro de mistério/suspense ala Stephen King.
Gostei e fui ler o próximo, "As Outras Pessoas".
Suspense que envolve sequestro/assassinato.
Aonde o protagonista principal ê um pai que teve a filha sequestrada, e está a 3 anos procurando ela na rodovia que ela supostamente foi vista pela última vez.


Virei fã da muiê aí. Excelentes livros.

Daqui a pouco eu emendo o último dos 3 que ela lançou (que na verdade foi o primeiro), O Homem de Giz.

Edit: eu acho que a molier aí jogou death stranding.
 
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LCS

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Li O Instituto de Stephen King, e que livro meus amigos. Li as 544 páginas desse livro em menos de 1 semana, coisa que não tenho costume de fazer. Essa leitura foi literalmente uma viagem, me senti fazendo parte da história. Nunca senti tanta raiva dos vilões, além de sentir empatia imensa com os personagens principais. King sabe nos fazer se apegar aos personagens como ninguém como se fizessem parte de nossa família. Para aqueles que forem ler esperando um livro de terror não irão encontrar aqui, pois este é uma livro de suspense. Enfim, recomendo que leiam sem medo, vale a pena. Queria que o livro tivesse umas 1000 páginas para demorar mais para acabar.
 

Paulo Guedes

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dos livros do Stephen King que eu li, todos gastam muito mais paginas com construção de personagens do que com o sobrenatural propriamente dito.
 

KitKat395

Bam-bam-bam
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Terminei Contágio do David Koepp. Bem divertido, leitura chiclete pop.

Terminando Matéria Escura.

Depois vou ler a coleção de seis livros exclusivos da Amazon, Forward:

 

Wyvern_

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Estou lendo Crime e Castigo (Dostoiévski, editora 34) e Meditações (Marco Aurélio, editora Edipro)

Crime e Castigo cheguei na metade (total de 600 páginas) , estou lendo 1 ou 2 capítulos por dia, e uns tantos mais nos fds, espero terminar ainda esse mês.

Que personagem que mexe com nossas emoções. Rodion "Raskólnikov " já me fez xingá-lo de burro e elogiar sua esperteza, dar parabéns pelo ato de voluntarismo com terceiros muitas vezes desconhecidos e condená-lo pelos atos egoístas e tratamento que dá aos seus mais próximos.

Um personagem extremamente perdido em seus raciocínios lógicos e ilógicos, sendo castigado pela própria consciência e salvo pelo instinto de sobrevivência. Está pobre, miserável, mas ainda se acha melhor e mais inteligente que os outros (e muitas vezes ele é) e quer controlar todas as decisões tomadas por seus familiares, que estão literalmente se sacrificando para garantir seus estudos.

Quero muito desvendar a conclusão desse livro. Planeja já ler Irmãos Kamázov logo em seguida, mas vejo que vou precisar ler Dostoiévski com certa parcimônia, sempre que leio, fico meio ansioso.

Meditações é basicamente um diário do imperador romano Marco Aurélio (ou Marcus Aurélios, o imperador filósofo), um livro de anotações e reflexões pessoais que não eram destinados ao público. A todo momento é claro como ele conversa com si mesmo.

Marco Aurélio era um seguidor da filosofia estoica (estoicismo) e, junto de Sêneca e Epicteto (um de seus professores), formaram a tríade que propagou tal forma de condução da vida.

O livro em si tem escrita que muitos podem considerar difícil, clássica. Mas eu encaro não como um livro para ser devorador em poucos dias, e sim aos poucos (mesmo tendo apenas 160 páginas), sendo lido e relido. Por muitas vezes o que é dito ali pode parecer até mesmo óbvio, mas são coisas que precisamos ler ou ouvir com certa frequência pra colocarmos novamente os pés no chão e reavaliar nossos atos, estilo de vida e planos futuros. As vezes esquecemos que a vida é uma só e pior, é curta.



O último desejo (The Witcher - Livro 1) de Andrzej Sapkowski

Como terminei recentemente de assistir a 1ª temporada da série da Netflix e já tenho aqui os 2 primeiros livros da saga, decidi ler pra me aprofundar mais e também porque me interesso muito pelo universo e gostei da série. Não gosto de ler um livro que já sei a história, como já tinha visto na serie, mas por estar iniciando agora a 1ª temporada decidi arriscar, espero que minha avaliação final desse livro não seja influenciada por isso.

Bom, eu gostei do livro, bem inicial, um verdadeiro preâmbulo, eu espero que com o passar dos livros a história se sobressaia mais, também esse primeiro livro é apenas um conjunto de contos, meio que separados, a gente consegue ver bem um solto do outro, apesar de estar tudo junto. Ainda não tem uma linha mais tênue do que a história quer passar e com isso o Geralt segura demais a trama, um personagem extremamente carismático, mais ainda que na série, mais ainda que nos jogos eu não esperava por isso. É um personagem que, por mais duro que seja, se mete em situações muito diferentes do que a gente espera e muitas das vezes pelo seu lado bom, em exemplo de benevolência e indulgencia. Eu também esperava mais lutas e batalhas com monstros, como a gente vê nos jogos, mas raramente tem nesse primeiro livro.

A escrita do autor é muito boa, extremamente simples, uma leitura agradável e branda pra qualquer tipo de pessoa, até os menos iniciados em leitura, a gente consegue ler muitas paginas rapidamente. Os diálogos são muito bons também, e vários personagens conversam cordialmente, gerados pelas cordialidades do bruxo. Os contos, com ''a voz da razão'' entre eles, dão uma dinâmica bem gostosa à leitura, incentiva o leitor a querer saber mais e evoluem de forma bem promissora.
No geral, o livro conta com várias historias vista na 1ª temporada da série, mas o que me surpreendeu é que na série eles contam tais acontecimentos de uma forma bem diferente, entretanto, os resultados são os mesmos, a gente se confunde um pouco hehe, os roteiristas da série dão uma dinamizada a mais pro negocio andar, mas no geral pra quem viu primeiro a serie a gente já sabe qual será o resultado de tal acontecimento.
Por incrível que pareça, e acho que isso não é spoiler, a Ciri não faz nenhuma aparição nesse primeiro livro, eu queria ter visto ela, pois não vou ler mais nada por um bom tempo; a Yennefer e o Jaskier são bem caracterizados e os atores (que são muito bons) da série sempre vinham à minha cabeça, sem falar de outros personagens. Eu esperava e gostaria de ver mais palavrões e putaria. A putaria praticamente nem tem, assim como lutas contra monstros que citei. Sei lá, a gente espera que tenha uma pegada mais madura, por ser medieval.

Os contos que mais gostei foram "Um grão de veracidade'', que não aparece na série de televisão e o "Os confins do mundo'', esse sim tem na série, mas é bem diferente, por sinal as duas versões são muito boas. Não sei como farei pra ler os próximos livros visto que vai sair mais uma temporada da série, pois realmente não gosto de já saber as coisas que vão acontecer da série para o livro e também tenho uma lista enorme de livros pra ler aqui e falta de tempo. No geral eu gostei do livro, mas espero que os próximos sejam ainda melhores.
Por fim, eu li aqui pelo livro físico da editora Martins Fontes e recomendo, eles fizeram um ótimo trabalho, sem falar que, apesar dessa impressão ser de 2020, a arte da capa preferi a da primeira edição que foi lançada inicialmente em 2011 e é muito mais condizente e madura do que a nova com os desenhos do jogo de videogame.

Esse trecho é de uma luta corpo a corpo do Geralt contra um monstro Silvano, uma espécie de diabo:

Os dois contendedores, desvencilhando-se um do outro, rolaram pelo chão em direções opostas, derrubando caules e se emaranhando nos pés de cânhamo.
O primeiro a se erguer foi o diabo, que abaixou a cabeça com chifres. No entanto, Geralt, também já de pé, desviou-se do ataque, agarrou o silvano pelos chifres, puxou com força e o derrubou. Em seguida, ajoelhou sobre ele, comprimindo-o contra o solo. O diabo baliu e lhe cuspiu de tal maneira nos olhos que não teria envergonhado um camelo sofrendo de sialorreia. O bruxo recuou instintivamente, mas sem soltar os chifres do diabo. Este, querendo livrar a cabeça, deu um coice simultâneo com os dois cascos e, ainda mais extraordinário, acertou os dois. Geralt soltou outro palavrão, porém não relaxou o aperto das mãos nos chifres. Ergueu o silvano do chão, encostou-o nos caules de cânhamo e desferiu-lhe um possante pontapé no joelho peludo. Em seguida, inclinou-se sobre ele e lhe deu uma cusparada em um dos ouvidos. O chifroide soltou um uivo, cerrando com um estalo os dentes rombudos.
– Não faça… a outros… – falou o bruxo, ofegante – o que não quer… que lhe façam! Continuamos jogando?
– Blé-blé-bééééééé! – baliu o diabo, cuspindo copiosamente ao mesmo tempo. Mas como Geralt continuava segurando seus chifres e empurrando sua cabeça contra o chão, as cusparadas acabavam atingindo seus cascos, que remexiam a terra de modo convulsivo, erguendo nuvens de poeira e restos de grama.
Os minutos seguintes se passaram numa intensa troca de insultos e pontapés. Se, no meio dessa situação, houvesse algo que pudesse alegrar o bruxo, seria exclusivamente o fato de ninguém poder vê-lo, pois a cena era ridícula.
Os dois primeiros livros serão inteiramente assim, apenas contos. A história sequenciada só inicia no terceiro livro.
Também prefiro as capas antigos do que essas do jogo, ficaram todas parecidas e totalmente sem sal. As edições de colecionador (capa dura) tb não me agradaram muito, inteiramente pretas. Preferiria elas com as artes antigas ou com artes novas.

Ao ler o terceiro livro, verá o qto a série mudou diversos acontecimentos, e a maioria deles eu considerei para pior. Todo o trecho de Brokilon por exemplo, foi uma tragédia o que fizeram, assim como o encontro de Geralt com a Siri, que no livro foi BEM mais dramático e até me fez escorrer uma lágrima.
 

Spacehead

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Acabei de Ler Solaris de Stanislaw Lem

Nunca fui um grande leitor de ficção cientifica, porém tudo mudou quando li Perdido em Marte, achei fantástico, então em alguns daqueles sites de recomendações de livro avaliei muito bem perdido em marte e surgiram indicações, uma delas foi solaris de stanislaw lem, acabei colocando na minha lista da amazon, e surgiu na promoção a edição especial de capa dura, adquiri.
Sobre solaris, achei coisas boas e ruins, a parte boa gostei do ambiente e da narrativa, chegada a um planeta desconhecido e as informações que o autor apresenta ao leitor, tentativas de contatos com outra forma de vida inteligente fora da terra, os acontecimentos que se sucedem aos personagens faz você querer continuar lendo até o final rapidamente . As partes ruins é que achei um livro bem "pesado", para falar do planeta o autor usa sínteses de relatórios feitos por cientistas durante anos de pesquisa sobre o planeta, muitos se arrastam paginas e paginas de descrição com termos bem científicos e específicos, as falas dos personagens são sempre filosóficas, profundas, sei que são cientistas extremamente inteligentes mas muitas vezes não cabe em toda situação vc parecer um professor de filosofia, enfim, fica um 7/10

Próxima leitura é guerra sem fim de Joe Haldeman.
 

Guastinha

Ei mãe, 500 pontos!
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A inquisição



Agora entendo mais o porquê de criminalizar antissemitismo.

Nesse pequeno livro, a historiadora Anita Novisky faz um breve, porém ótimo resumo sobre a Inquisição. Nesse pequeno livrinho eu aprendi muita coisa, entendi muita coisa e passei a gostar ainda menos da instituição Igreja Católica.

Não sabia que tudo se passava de uma rixa entre cristãos e judeus. Não sabia que houve duas inquisições. O livro trata mais da segunda, que se desenvolve mais pelos países ibéricos, e vem aparecer por aqui, no Brasil. Acho também que essa segunda inquisição teve mais uma pegada política, por conta da ascensão da burguesia e também foi mais violenta e mais lucrativa.

Um breve resumo que me fez a cabeça explodir: Por volta de 1500, a burguesia começava a se destacar, tendo os judeus como seus principais expoentes. A nobreza, sob a figura do rei, não gostou, e não podia condenar e punir esse povo se não tivesse provas. Então chamou a Igreja a retomar a instituição que julgava e punia os crimes contra a fé. Logo, ser judeu passou a ser uma heresia. E claro, o herege perdia tudo, inclusive a vida. E não só ele, mas a sua família e até as gerações ascendentes.

Aí claro, foi a hora de encher os cofres. E criou-se todo o tipo de crime contra a fé. A Igreja, a moral e os bons costumes passaram a serem sagrados, e se você ia contra, era considerado herege. Se a Igreja ou o Rei, cismasse que peidar na rua era heresia, um ataque aos bons costumes, pessoas seriam torturadas, perderia todos os bens e se sobrevivesse, ia ser humilhado. Não só ele, mas seus parentes e futuras gerações.

Assim exterminou-se famílias inteiras. Tudo em nome de Deus.
 

Agito

Bam-bam-bam
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4 contos muito bons do Stephen King.

O melhor em minha opinião é o da mulher estuprada. O fato de ela ser uma escritora de ficção dá um tempero melhor ao conto.

Como o próprio King diz, "nunca confie no que um escritor de ficção diz sobre si mesmo".
O terceiro conto, Extensão Justa, me deixou puto pra c***lho. Não que seja uma história ruim, mas a moral dela (ou falta) são de doer o saco.
 
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