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OS Books [+reading now]

no4mat

Habitué da casa
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Criaturas Misteriosas
(Coleção Mistérios do Desconhecido)

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O livro apresenta um estilo documental e jornalístico, citando fontes e relatos de aparições de criaturas que entraram para o folclore popular mundial, como a gigantesca Serpente Marinha, o Monstro do Lago Ness e o Abominável Homem das Neves (também conhecido como Yeti no Oriente e Bigfoot no Ocidente).

Em meio a esses depoimentos de testemunhas e especialistas, o livro é salpicado por ensaios ricamente ilustrados de criaturas mitológicas que outrora embalavam as histórias fantásticas da Antiguidade, como a Manticora, o Grifo e o Dragão.

As edições dessa coleção são ricamente ilustradas, com diversas citações e muitas curiosidades. Mesmo relatando histórias de cunho duvidoso, o livro instiga a curiosidade e a pesquisa, levantando dúvidas sobre temas que até então parecem realmente fantásticos.
Pela capa é daquelas coleções da Abril, né?
Lembro de algumas que tive (essa eu não tinha). Muito bem feitas. Inclusive meus pais esconderam uma em específico de mim quando era criança porque eu via aquilo tudo sobre fenômenos paranormais, não entendia nada e aí não conseguia dormir kkkk
 

Mustafa90

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Alguém consome áudiolivros aqui? Qual é a melhor plataforma, Amazon? Achei alguns no Spotify mas não tem mtos disponíveis e já escutei quase todos que me interessaram.
 

RenatoW

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Alguém consome áudiolivros aqui? Qual é a melhor plataforma, Amazon? Achei alguns no Spotify mas não tem mtos disponíveis e já escutei quase todos que me interessaram.
Usei o Audible por 3 meses grátis e gostei demais.

Livros com ótima qualidade, entonação, emoção e recomendo muito !
 

no4mat

Habitué da casa
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O da vez depois do que postei e do The Secret Cipher of the Ufonauts, que não é bom:

The Trickster and the Paranormal​

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Pelo que vi até agora, o autor faz um apanhado teórico na psicologia, na antropologia (principalmente no estruturalismo), mitologia e parapsicologia para analisar o arquétipo do Trickster dentro da casuística sobrenatural e ufológica. Explora bastante o conceito do liminal e do caráter desestruturante dos fenômenos anômalos. Parece muito bem escrito e fruto de uma proposta original e interessante de pesquisa.
 


Mestre Viril

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Li os volumes 3 e 4.

Aqui, as diferenças entre o mangá e o anime ficam um pouco mais acentuadas.

Sem cavaleiros de aço, sem Dócrates (o que é uma pena, esse arco é do c***lh0), sem cavaleiros fantasmas. Aí eles saem da luta com o Ikki direto pra luta com os cavaleiros de prata, o que pra mim ficou rushado pra c***lh0. Tipo, o Seiya tá todo fudido da luta com o Ikki e já vai pra cima do Misty de Lagarto, complicado.

Outra coisa, Mu tem uma participação muito maior, engraçado como o Misty caga na cabeça dele e ele fica de boa. Acho que não é conhecimento geral no Santuário quem é o cavaleiro de Áries. Ele salva o Seiya e engana os cavaleiros de prata fazendo-os pensar que os cavaleiros negros são os cavaleiros de bronze.

Algumas coisas foram expandidas no mangá, o tempo do Ikki na Ilha da Rainha da Morte, ele derrotando os cavaleiros negros pra ter a armadura de Fênix. Algumas cenas a mais deles como crianças.

Todo o arco dos cavaleiros negros é diferente, mas igual. Tipo, o Shiryu luta com dois dragões negros, em vez de um e a maioria das lutas se dá dentro de uma caverna, não é ao ar livre como no anime.

Sinto falta de algumas coisas, como a "dancinha" do Hyoga ou ele juntando as mãos pra usar o pó de diamante. Até o jeito que o Ikki usar o Ave Fênix é diferente, no mangá ele simplesmente extende uma das mãos. Também tem a parada da armadura vestir sozinha neles, isso só aconteceu uma única vez no mangá.

Ah e aquele plot de todos serem irmãos de sangue o Mitsumassa Kiddo ser pai dos 100 orfãos é simplesmente imbecil demais PQP, assim como a idade deles não funciona de jeito algum. Porra, na parte da Guerra Galática, a mulherada tá com uma cachoeira no meio das pernas por causa do Shun (13 anos WTF).
 

Crota

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Terminei de ler É Isto um Homem, do Primo Levi.

Chocante e muito pesado. Mas excelente.

Li faz muito tempo; tinha meus 20 anos redondo na época ( tenho 37 hoje).
Foi leitura obrigatória na disciplina de história pós-moderna na faculdade de História. Facilmente uma das obras mais chocantes, densas, impactantes e indigestas que tive acesso até hoje.
Outra obra de Levi, intitulada 'Os afogados e os sobreviventes', também narrando a vida no lager (forma como o Reich chamava os campos de trabalhos escravos e extermínio) é igualmente aterradora e complementa com muitas lembranças de Levi que ficaram fora do desse livro.
A vila de oficiais SS na administração do campo, cimentada com saibro, areia fina que cobre quadras de tênis, mas diferente do saibro verdadeiro (avermelhado) era negra por ser feita com cinzas humanas é com toda a certeza uma das coisas mais repulsivas que descobri na maldade humana.

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Ultima Edição:

Guastinha

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No Enxame
- Byung-Chul Han
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Li esse livro já tem um tempo, mas conversando com um amigo, procurei a minha resenha sobre ele e vi que não tinha escrito. Então dei uma “passada de olho” para relembrar os pontos mais importantes:

Han lança uma crítica afiada ao ambiente digital, focando na dissolução da Massa tradicional – aquela com "alma" e capacidade de gerar identidade, um "Nós" político – para o surgimento do Enxame digital.

Segundo Han, a Massa possui personalidade, identidade, que se forma pela presença física e é capaz de organização política (gerar poder). Como, por exemplo, uma manifestação de rua.
Já o Enxame Digital consiste em indivíduos singulares, com pouca ligação entre si. Ele é barulhento (o famoso shitstorm), mas não tem "alma" nem a capacidade de se unificar e gerar poder político coeso. É uma multidão de egos individualizados que não formam um Nós.

Aí entra o ponto de discussão com o meu amigo:
Se o Enxame não se organiza organicamente, ele se torna altamente manipulável por algoritmos e meios digitais. O que vemos em países como Brasil e EUA, com suas polarizações políticas intensas, é um forte indício de que, sim, a manipulação digital pode influenciar o Enxame e ter um impacto político real, mesmo que não seja o "poder da Massa" clássico que Han descreve. É a psicopolítica em ação!

Outros pontos abordados na obra:
Crise da Distância e Respeito: A proximidade excessiva leva à "pornografização" do privado e destrói o respectare (olhar de volta, respeitar).
Narcisismo Digital: A fuga da realidade nos joga em um espelho infinito de autopromoção e curtidas.
Cultura da Positividade: O "sim, nós podemos" constante que nos explora e nos leva ao burnout (aquela famigerada "Sociedade do Cansaço" que ele descreve em outra obra).
Atrofia do Agir e Ditadura do Presente: A gente fica só reagindo, num scroll sem fim, perdendo a capacidade de planejamento e ação profunda. Não agimos, só reagimos.

Em resumo: É um livro conciso, mas com ideias que geram grandes e urgentes discussões filosóficas contemporâneas. Recomendo muito a leitura, mas cuidado: pode dar briga na hora de debater em ambientes virtuais. Já que o Enxame está sendo mais manipulado do que o próprio Han imaginou!
 

homem do bigode cheiroso

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Terminei ontem a trilogia, foda demais o jeito que o Cornwell usou pra contar a história do Artur, todos personagens são muito marcantes, com destaque pro Merlin e pro Derfel, que é o narrador da história. É a primeira obra que leio do Cornwell, com certeza lerei algo dele novamente, provavelmente as Crônicas Saxônicas.

Agora to em duvida do quer ler em seguida, estou entre Shogun, Musashi ou a Torre Negra.
 

geek_tche

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Terminei ontem a trilogia, foda demais o jeito que o Cornwell usou pra contar a história do Artur, todos personagens são muito marcantes, com destaque pro Merlin e pro Derfel, que é o narrador da história. É a primeira obra que leio do Cornwell, com certeza lerei algo dele novamente, provavelmente as Crônicas Saxônicas.

Agora to em duvida do quer ler em seguida, estou entre Shogun, Musashi ou a Torre Negra.
Eu sou fãzasso do Cornwell, já li essa trilogia, a do Graal, tb muito boa, e agora estou lendo as Crônicas Saxônicas, que é simplesmente fantástica!
 

Guastinha

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Terminei ontem a trilogia, foda demais o jeito que o Cornwell usou pra contar a história do Artur, todos personagens são muito marcantes, com destaque pro Merlin e pro Derfel, que é o narrador da história. É a primeira obra que leio do Cornwell, com certeza lerei algo dele novamente, provavelmente as Crônicas Saxônicas.

Agora to em duvida do quer ler em seguida, estou entre Shogun, Musashi ou a Torre Negra.
Um dos melhores livros que já li ( A trilogia) Lembro que fiquei fascinado. Quero ler novamente.
 

ysuran

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Terminei ontem a trilogia, foda demais o jeito que o Cornwell usou pra contar a história do Artur, todos personagens são muito marcantes, com destaque pro Merlin e pro Derfel, que é o narrador da história. É a primeira obra que leio do Cornwell, com certeza lerei algo dele novamente, provavelmente as Crônicas Saxônicas.

Agora to em duvida do quer ler em seguida, estou entre Shogun, Musashi ou a Torre Negra.

Acabei criando uma tradição de sempre que vou pra praia eu leio pelo menos um livro do cornwell, já li uns 20 livros dele e falta pouco pra finalizar Crônicas Saxônicas, depois disso quero voltar pra reler a trilogia do Artur que é o ponto alto dele mesmo. Próxima leitura dele eu recomendaria Azincourt é um livro individual, mas muito bom também e se curtir essa narrativa do arco e flecha pode ir pra trilogia do Graal, antes de entrar nas crônicas saxônicas que é uma leitura gigante.

Sobre a próxima leitura, só li a Torre Negra desses, se tivesse mais tempo é algo que gostaria de reler, era muito novo quando li e acho que hoje teria uma compreensão melhor, mas pelo menos o quarto livro que achei o melhor e é meio isolado por ser mais flashback, eu vou reler um dia. E o segundo livro pra mim é o segundo melhor da série, então se for ler e achar o primeiro meio chato, recomendo aguentar pelo menos até o segundo, que foi onde eu me empolguei com a saga.
 

homem do bigode cheiroso

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Um dos melhores livros que já li ( A trilogia) Lembro que fiquei fascinado. Quero ler novamente.
Com certeza vou ler de novo daqui uns anos também!

Acabei criando uma tradição de sempre que vou pra praia eu leio pelo menos um livro do cornwell, já li uns 20 livros dele e falta pouco pra finalizar Crônicas Saxônicas, depois disso quero voltar pra reler a trilogia do Artur que é o ponto alto dele mesmo. Próxima leitura dele eu recomendaria Azincourt é um livro individual, mas muito bom também e se curtir essa narrativa do arco e flecha pode ir pra trilogia do Graal, antes de entrar nas crônicas saxônicas que é uma leitura gigante.

Sobre a próxima leitura, só li a Torre Negra desses, se tivesse mais tempo é algo que gostaria de reler, era muito novo quando li e acho que hoje teria uma compreensão melhor, mas pelo menos o quarto livro que achei o melhor e é meio isolado por ser mais flashback, eu vou reler um dia. E o segundo livro pra mim é o segundo melhor da série, então se for ler e achar o primeiro meio chato, recomendo aguentar pelo menos até o segundo, que foi onde eu me empolguei com a saga.
Opa, valeu pela recomendação do Azincourt e da trilogia do Graal, vou colocar aqui na lista.

A Torre Negra eu li os 3 primeiros livros há muitos anos atrás mas não terminei, então vou começar novamente, lembro que o primeiro era bem difefente dos outros mesmo, acho que o SK era bem novo quando começou a escrever ele.

No fim das contas acho que vou ler o Senhor dos Anéis, to com 31 anos e até hoje só vi os filmes, então ta na hora de me redimir.
 

Guastinha

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Eric Clapton - A autoiografia

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Eu gosto muito de ler biografias de bandas e músicos, pois isso se torna uma verdadeira experiência multimídia. À medida que as músicas e álbuns são citados no livro, eu pauso a leitura para ouvir, ou sigo lendo enquanto ouço, e assim a obra ganha uma trilha sonora e uma identidade ainda maiores.

Tive essa experiência com a autobiografia do Eric Clapton. E foi foda demais. Aliás, Clapton é foda! Antes de ler esse livro, eu não tinha a dimensão real do tamanho deste guitarrista. Ele é, realmente, um gênio da música. Antes mesmo de terminar a leitura, eu já havia me tornado fã.

Conheci muito do trabalho e da vida de Eric Clapton: as bandas que integrou, os amores que viveu e as dores que sofreu, sempre transformando tudo em música e poesia.

É um livro que recomendo não só para quem é fã de rock, mas de música em geral, e para qualquer pessoa interessada em histórias de luta, queda e redenção. Eric Clapton prova que, mesmo sendo um “deus” da guitarra, ele era apenas um homem tentando descobrir como tocar sua própria vida.
 

dsigner

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Finalizado o quarto livro de A Roda do Tempo.

Acho que tenho sentimentos mistos sobre ele, e também sobre o terceiro. Neste, especialmente, o autor esticou demais a trama. Arcos que começaram de forma envolvente acabaram se tornando cansativos no meio do caminho, como o de Nynaeve e Elayne, ou o do Perrin. Tudo tinha potencial para ser épico, mas ficou… morno. Achei a história no geral previsível e cheia de conveniências. Faltam surpresas, faltam consequências reais. Parece que tudo acontece de forma muito linear, como se fosse uma simples caminhada do ponto A ao ponto B, e isso me irrita.

Apesar de todas as críticas, continuo achando o mundo incrível e o desenvolvimento de personagens, um dos pontos fortes do autor. No geral, sigo em frente. Mesmo sendo livros longos e por vezes enrolados, a história ainda me parece promissora.
 

Casual

Supra-sumo
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Lendo o no longer human do Dasai, e fui dar uma olhada nas reviews (sempre faço isso), daí me deparo com isso na amazon rsrsrsrs. Mas o livro começou bem, tô gostando.

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Guastinha

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O Estrangeiro
- Albert Camus

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Eu estava empolgado para ler esse livro e acabei me frustrando.
O livro é estranho ou, melhor, trata de um estranho. Pela condução do narrador, um francês de nome Meursault, os acontecimentos se tornam muito efêmeros, normais, simples. Acho que era esse o sentimento que o autor queria causar no leitor.

O protagonista vive a vida de forma apática no livro. Ou seria ele uma pessoa alheia à realidade? Não consegui pegar muito bem a discussão filosófica do livro.
Meursault não tem emoções?
Não se enquadra nas expectativas dos outros?
Ele vive a própria existência, sem a busca por significados?

Ao final, o livro não nos pergunta se Meursault é culpado pelo crime, mas se ele é culpado por ser sincero em um mundo que prefere a ilusão.
Minha frustração inicial se tornou a chave para entender o destino do Estrangeiro.
 

Guastinha

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Holocausto Brasileiro
- Daniela Arbex

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O livro é um soco no estômago!

A jornalista Daniela Arbex realiza um trabalho excepcional ao investigar o Hospital Colônia de Barbacena, revelando um genocídio silencioso que vitimou cerca de 60 mil pessoas.

A autora narra de forma detalhada o cenário de completo abandono, violência e desumanização dentro dos muros do hospital. Estima-se que cerca de 60 mil pessoas morreram neste hospital. Mais do que um relato histórico, "Holocausto Brasileiro" é uma denúncia urgente sobre a falência do modelo manicomial e a indiferença da sociedade brasileira

O leitor é confrontado com a realidade de que a maioria dos internos não era composta por doentes mentais, mas por "indesejáveis"— A maioria das pessoas internadas não possuía diagnóstico de doença mental. Eram, em grande parte, negros, pobres, militantes políticos, homossexuais, epilépticos, alcoólatras, pessoas em situação de rua ou mulheres que haviam perdido a virgindade antes do casamento ou que incomodavam a família.

Muitos desses "pacientes" chegavam a Barbacena no que ficou conhecido como "trem de doido", uma alusão sombria aos vagões de carga que transportavam vítimas para os campos de concentração nazistas, um paralelo que é justificado não apenas pela escala das mortes, mas pela desumanização sistêmica imposta aos pacientes.

Este é um assunto que deve permanecer em pauta, exigindo uma reflexão contínua. É profundamente preocupante constatar que, devido à persistente falta de assistência e políticas públicas eficazes, indivíduos com transtornos mentais acabam marginalizados, frequentemente em situação de rua ou compondo a população carcerária, onde são indevidamente tratados com o mesmo rigor dado a criminosos.

A contradição é gritante: Se hoje reconhecemos que são pessoas em condição de doença e que necessitam de amparo humanizado, por que ainda persistimos em abandoná-las ou tratá-las de forma marginalizada? Esta é uma discussão estrutural e difícil, mas que precisa ocorrer de forma imediata. Não podemos mais ignorar a realidade das pessoas com doenças mentais.
 
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