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Pessoas inteligentes que não prosperaram financeiramente na vida

baggunn3r

Mil pontos, LOL!
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QI é quem ilude.

No Brasil, quem não puxa saco, vira saco de pancada.

Se você tivesse dito “Oi, a família vai bem?” 10 vezes por semana,
e distribuído 30 lembrancinhas por ano…

Hoje você seria alguém que manda.
Mas você não fez o ritual tribal.

-- E aí vovó/moça velha rica. Melhorou da coluna, da sinusite.
— “E aí, chefe, tudo bem com a família?”
— “Como tá a saúde do seu pai?”
— “Parabéns pela promoção, você merece demais!”
— “Trouxe uma lembrancinha, nada demais…”

Pronto.
Abre porta, abre orçamento, abre reunião, abre contrato, abre sorriso, abre até quem dizia que “não gosta de bajulação”.

O ser humano é vulnerável a carinho do mesmo jeito que urso é vulnerável a mel.


NO BRASIL, QUEM NÃO FAZ “MANUTENÇÃO SOCIAL”, MORRE.

Se você não aparece, some.
Se não lembra o aniversário, some.
Se não manda parabéns promoção, filho nasceu, entrou na faculdade, pela samambaia que floresceu some.
Se não elogia, some.
Se não dá presente bobo, some.

1. você deu um chocolatinho ruim no Natal,

2. você perguntou da família,

3. você fez um elogio vazio que todo mundo sabe que é mentira, mas ninguém liga.

Você não aprendeu o arsenal do sucesso brasileiro:

Cesta de chocolate ruim

Caneca da Shoopee

Agenda de camelô

Vinho de 19,90

Sabonete de lavanda que ninguém usa


E entregaria esses brindes tipo míssil teleguiado:

“Trouxe uma lembrancinha, chefe.
Lembrei do senhor!”

E aí ele choraria por dentro, achando você um anjinho social.


Tem que dominar a língua secreta dos brasileiros influentes:

> “Precisando, estou aqui.”
(significa: não conte comigo nunca)



> “Vamos marcar.”
(significa: nunca)



> “Deixa comigo.”
(significa: jamais)



> “Tô vendo aqui.”
(significa: não tô)



Você falaria tudo isso com maestria.
E nunca seria cobrado.

Funciona até com o porteiro do prédio.
Da um Panetone, ovo de páscoa e você vira o patrão durante o ano inteiro.
Ele até sai da portaria quando você chega para entregar a bugiganga que você comprou online.
Parente vem visitar ele já fala estaciona na vaga de fulano que saiu de férias ou daquele apartamento que está vazio.

Se falar está cansado, não está dormindo direito. Aposto que seu filho já entrou de farias e não te deixa dormir. Que rapaz inteligente passou direto.
Pronto você é promovido a nível semi deus na visão dele.
Anotei tudo. Thanks
 

Sir Bovino Gadoso

Ei mãe, 500 pontos!
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Discordo , se você é inteligente de verdade inevitavelmente vai resolver sua vida financeira, seja com concurso ou um bom emprego em multinacional, ou mesmo criminalmente.

O que te faz se achar inteligente? Ficou muito abstrata esse parte, ser um aluno bom no ensino médio significa muito pouco, eu não sei sua referência, às vezes você só era melhor entre os piores, sua perspectiva deve ser nivelada por baixo e etc.

E o mundo real é um funil, o primeiro teste real é o vestibular e esse funil vai estreitando até você ver o seu nível real, qual faculdade tu entrou, depois qual curso, e depois os seus colegas onde você vai começar a trombar com nego cabeçudo que parece resolver qualquer coisa sem estudar.

Mercado de trabalho tem o componente social pra crescer que é outro tipo de inteligência, mas tipo falar que um cara foda acadêmico não vai tirar fácil um salário bom pra viver é sacanagem, esse cara pode ser fodido da cabeça que suas habilidades técnicas vão lhe garantir um bom emprego nem que o cara seja aqueles doentes que trocam de empresa todo ano por conflito social, não tem muita gente no mundo com nível técnico para coisas complexas em qualquer área.
 
Ultima Edição:

temik

Bam-bam-bam
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Acho que inteligência não está fortemente relacionada a dinheiro.

O cara pode muito bem (e tem muito por aí) fazer uma adega para "gentílico" das periferias (estou generalizando), se o cara der a sorte de cair no gosto desse público, virar "point", pronto, o cara já ganha muito mais dinheiro que qualquer emprego.

Só na minha região posso citar vários exemplos:
- Tem um bar que vive lotado com esses nóias, lá dentro não cabe 20 pessoas, todo dia tem gente, mas sexta e fds deve ficar no mínimo 100 pessoas em pé na rua ou sentadas na calçada consumindo nesse bar. E lota, mas só gente da ralé.
- A minha antiga academia, o cara fez um amontoado de equipamento lá, lugar quente para caramba, estacionamento com mato e m**** de cachorro, mas só toca essas músicas de mano, toda sexta apaga a luz e faz uma mini-balada lá dentro. Caiu no gosto desse pessoal e o cara está ampliando, mesmo com academia de rede por perto.

E nisso incluo vários segmentos: Som automotivo, barbearias, oficina de motos, etc... Não tira o mérito de que o cara prosperou, mas o cara não era inteligente e prosperou entre os iguais.
 

temik

Bam-bam-bam
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E esse negócio de ser inteligente na escola vai se apagando com o tempo. Na faculdade mesmo, esses mesmos que "amam" cálculo, física, ficam fazendo comentários e perguntas para os professores nas matérias, não demoram muito para sumir quando as matérias ficam mais técnicas. E quem realmente permaneceu inteligente após passar pelas matérias mais difíceis do curso, vejo que estão muito bem.

E mesmo no mercado de trabalho, com a burocracia e falta de tempo, é muito difícil conseguir se destacar.

Boa parte de quem se formou no mesmo curso que eu está bem.
Mas teve um cara que é realmente bom, ele entrou como estagiário e em 6 meses já tinham contratado ele como analista jr, passando na frente de um pessoal mais antigo lá. Já vai fazer 3 anos que ele está como Jr lá, enquanto quem se formou com ele já está bem níveis bem mais altos, como na Canonical, AWS, Itaú.

Por isso digo, não basta ser bom, o cara tem que ter sorte de entrar pela porta certa.
 

Askeladd

Ei mãe, 500 pontos!
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Pra dizer a verdade, penso nesse caso como sendo o meu caso, mas com algumas diferenças:

  • Eu - Feio, INTELIGENTE, quebrado, sem "Q.I." (Quem Indica) ou relações interpessoais com gente da 'alta' (definindo 'alta': Alta sociedade/política/famosos rádio-TV)
  • Os outros que passaram por mim - Promessas vazias (pras únicas Q.I. que eu tinha: minha mãe e minha avó / explico mais tarde sobre isso...), parentescos da 'máfia' (também vai se encaixar na mesma explicação), famosos 'wannabe' (aqueles que só querem subir usando as costas dos outros (ou mandando o irmão ir comer capim pela raiz...) e por aí vai, pé MUITO frio.
Explicações

Minha família (original de fábrica) era/ainda é quebrada. Minha família (máfia) adotiva tem seus nomes fortes, e isso incluía minha avó e mãe. Minha avó (Milca) foi diretora do MEC no Estado de Goiás e teve suas ligações com a UFG também. Minha mãe foi secretária do MEC e agente de informações do SNI (ela sempre me disse que nunca mandou ninguém pra cadeia. Apenas ganhava salário por lá e fazia algumas investigações à lá "Mário Fofoca"), além de tudo, amiga do já falecido ex General Figueiredo.

Os "Q.I." da minha mãe envolviam (além do General...), uma amiga de infância dela que havia prometido levar ela, meu pai e eu pra Holanda, completamente legal, desde a década de 70 (era bem rica), mas depois que minha mãe se foi, simplesmente.........

Os "Q.I." da minha avó tinha a 'máfia' (um dos irmãos dela esteve diretamente ligado com a liberação dos remédios genéricos no Brasil), mas sou adotado, e nisso já temos algumas coisas no estilo de preconceito no meio (meu pai também sofria isso por ser 'apenas' um reles enfermeiro chefe)

Artistas? Ih... Passaram alguns. Um desceu azeitonas no irmão porque ele havia passado na Universidade de Brasília, e ele não (e o quarteto de cordas já estava ficando famoso fora do Estado de Goiás), outro me deu uma surra (Leonardo....?) quando roubava goiaba lá em casa, e isso sem contar uns dois "Globais" (nível novela das 6) que me prometeram emprego e só fiquei vendo navios.

Pé frio? Olha, tentei sair do país por algumas vezes e não deu certo. Já até fui deportado dos EUA (não era o Trump...) e ainda não quietei com isso não! (mas dessa vez, vai a família inteira!)

Políticos? Bom, já basta a raiva com o 'Dumbo' (também conhecido como...) Iris Rezende que prometeu, prometeu e bateu biela 'pobre' (tadinho... Só era dono de 40% do Estado de Goiás...). Teve outros, mas nem compensa falar de esfarrapados...

Depois de ter feito esse resumo 'nervoso', agora posso dizer que... Não é 'culpa' de ser inteligente! Muitas das vezes, sem contatos OU uma forma de impulso (só dinheiro, muitas vezes NÃO conta) não vai conseguir dar o tão sonhado primeiro passo pra seus horizontes.
Caramba… lendo o que você escreveu, dá pra perceber que o você nunca realmente enxergou nada do que tinha ao alcance.
Nasceu cheio de carta ultra raras e nunca bateu o jogo.

Vamos destrinchar:

Família “quebrada, mas influente”:

Sua avó e mãe tinham acesso ao tipo de Q.I. que abre portas de verdade: MEC, SNI, altos contatos políticos e internacionais. Você tinha mapa do tesouro na mão… e não percebeu nada.

Era só ter feito uma faculdade meia boca de geografia, história e já iria parar na secretaria da educação e lá o Céu era o limite ia ser promovido toda hora e seria ingênuo o suficiente achando que era por competência, aposto que sua avó e sua mãe torrava sua paciência todo santo dia para entrar na área da educação.

Se alguém da família diz:
> “Passa lá em casa amanhã, precisamos conversar…”

Um mafioso sabe que isso pode significar:

promoção,

cobrança,

ameaça velada,

ou o famoso “se vira, moleque, que essa é a tua chance”.


O ingênuo aparece com roupa de passeio e sorriso bobo.
Ele realmente acha que é visita de domingo.


Dá bom-dia para quem não manda no sol.
Um mafioso experiente fala com quem decide.
O novato sem Q.I. social puxa papo com funcionário, bajula peão, tenta agradar quem não tem caneta.
Resultado?
Vira mascotinho da firma, nunca jogador.

Não entende que nome abre portas — desde que você EMPURRE.
Ele nasce com sobrenome que compra reuniões, destranca gabinetes e dobra gente metida.
Mas…
Ele trata o sobrenome como enfeite de RG.
Não usa, não cutuca, não puxa, não negocia.
É tipo ganhar um tanque e usar pra ir ao supermercado.

Acha que promessa de político é “carinho”.

O ingênuo acredita em:

“Vou te ajudar.”

“Pode deixar.”

“Semana que vem resolvemos isso.”

No mundo real:
Promessa = moeda,
Silêncio = recado,
Demora = resposta.
E ele fica lá, coçando a cabeça, esperando o navio chegar.
Spoiler: já partiu há horas.


Quando alguém dá uma chance, ele não vê.
Mafioso raiz reconhece oportunidade no cheiro.
O ingênuo olha pra ela, dá tchau, tira uma selfie e segue reclamando da vida.

Herda o mapa, mas não sabe usar a bússola.
Ele nasce na família que conhece todos os atalhos, todas as portas, todos os corredores.
Mas vive como turista perdido perguntando onde fica a saída para os EUA.

Acha que favor é presente.
Isso já mata o garoto.**
No submundo dos poderosos, favor é extorsão educada, é promessa com alça, é dívida com perfume.
É o cartão “te devo essa”, que um dia vira “agora você me deve”.
Mas o ingênuo olha pro favor e pensa:
“Que legal, ele gosta de mim!”
Meu amigo… isso não é Disney.
Isso é máfia social, e amor não paga nem cafezinho.


Ele nasceu no meio dos lobos e tenta viver como coelhinho.
A família dele fala com generais, políticos, reitores e empresários desde antes dele saber andar.
Ele recebeu o berço que metade da elite brasileira mataria pra ter.
E o que faz?
Sorri pra quem não manda em nada.
Desconfia de quem manda em tudo.
Aceita migalha achando que é banquete.
Dá a outra face pra gente que nem religião tem.
Se fosse em outro país, já tinham devolvido o menino com a notinha:
“Defeito de fábrica: inocência demais.”

Ele nasceu com Q.I. (Quem Indica) e acha que isso é pecado.
A família dele poderia acelerar a vida dele com um alô, um telefonema, um “manda o garoto lá amanhã”.
Mas o ingênuo evita.
Tem vergonha.
Tem medo de parecer aproveitador.
Aí vive como se fosse órfão de favores, sendo que nasceu no estoque central deles.
É o oposto do nepotismo:
o anti-nepotismo involuntário.

Ele acha que promessa é contrato.
Erro fatal.**
Político prometeu?
Mentiu.
Artista prometeu?
Mentiu com ritmo.
Influente prometeu?
Mentiu com elegância.
Mas o ingênuo… acredita.
Ele é o único que lê promessa como compromisso.
Todo o resto lê como piada interna.

Ele não negocia — ele agradece.
O mafioso nato fala assim:
“Ok, faço isso. Mas depois você me deve duas.”
O ingênuo fala:
“Nossa, obrigado, você é incrível!!”
E perde a autoridade instantaneamente.

Herda o sobrenome, mas não usa porque tem vergonha de brilhar.

Sabe o que acontece com quem tem sobrenome forte e não usa?
O mundo usa por ele.
Todo mundo sobe nos ombros dele.
Menos ele.

Não cobra.
No universo dos poderosos, quem não cobra, paga.**
Simples:
Quem não cobra vira capacho.
O ingênuo vira capacho premium, com borda dourada e tapete antideslizante.


Tenta merecer o que o mundo ganha no grito.
No reino dos tubarões, esforço não é moeda.
Resultado é.
Ele se mata por merecimento, enquanto o resto só abre porta com um telefonema.


Acha que ser limpo é vantagem.
É fofo.
E inútil.**
Não precisa ser criminoso, ninguém está falando disso.
Mas precisa saber jogar.
E ele insiste em jogar xadrez com movimento de dama… num jogo de pôquer.


**Condição final:

Nasceu com o mapa da mina, mas insiste em cavar com colher de sobremesa.**
E no silêncio das portas fechadas, a família comenta:
“Esse menino tinha tudo… menos o software.”

Deu até a ideia de escrever um conto.


“Milca do céu… esse menino nasceu no meio das raposas e quer viver como galinha choca!
Olha a família que ele tem! Olha os nomes que ele carrega!
E me aparece com essa ingenuidade… Meu Deus, tem hora que me dá até câimbra na alma.”

“Eu avisei, mamãe.
Eu avisei que ele era bom demais pra esse mundo.
Ele acredita nas pessoas… coitado.
Acha que promessa é compromisso.
Acha que político tem palavra.
Acha que amigo de infância volta pra buscar alguém.”

A avó dá uma risada seca.

“Acredita até em artista, Milca. ARTISTA!
Esses daí prometem emprego até pra cachorro se o animal tocar violão.”

Ela bate a mão na mesa:
“E ele acredita. Meu Deus do céu… parece até filho de padre.”

“Sabe o que me mata?
Ele nasceu com Q.I.!
Quem Indica PRA TODO LADO!
Mas ele tem medo de usar. Medo!
Eu queria ver se fosse naquele tempo do SNI…
Medo era o que eu tinha quando vi aquele general batendo na porta com cara de poucos amigos…
Agora o menino tem medo de pedir um favor pra tia rica da Holanda?
AH, VAI TOMAR BANHO.”

A avó concorda com a cabeça, bufando.

“O problema dele é que tem coração.
E nesse jogo, coração só serve pra infartar.”


“Ele quer vencer limpo, acreditA em meritocracia, trabalho duro.
OLHA ISSO.
Puxou o pai nessa parte…
O homem é um santo, mas santo não negocia com tubarão.
Tubarão come.”

“Se esse menino fosse esperto, metade do Estado de Goiás já tava chamando ele de ‘doutor’.
Com a família que tem, com os nomes que passaram por essa casa…
COM A GENTE QUE FREQUENTOU ESSA COZINHA!
E ele faz o quê?
Sorri e agradece.”

Ela bate o pano de prato na pia.
“Quem agradece demais vira tapete.”

“Eu tinha Q.I. que botava ministro ajoelhado.
Sua avó tinha Q.I. que mudava lei.
E ele tinha nós duas.
E o que ele conseguiu?
Ser educado.”

Ela ri.
“Educação nesse país só serve pra ser enganado com classe.”

“E quando alguém dava oportunidade, ele fazia o quê?”
A mãe responde sem pensar:
“Deixava passar.”
A avó conclui:
“Pois é. Que nem ônibus fora do ponto: não volta.”

“Esse menino tinha tudo… TUDO!
Menos a malícia necessária pra usar.”

A avó dá o veredito, firme:
“É inteligente, mas não é esperto.”
A mãe complementa:
“É honesto, mas não sabe negociar.”
E juntas finalizam, secas e certas:

“Nasceu no berço certo — com a alma errada.”
 


doraemondigimon

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Caramba… lendo o que você escreveu, dá pra perceber que o você nunca realmente enxergou nada do que tinha ao alcance.
Nasceu cheio de carta ultra raras e nunca bateu o jogo.
(...)
“Nasceu no berço certo — com a alma errada.”
Sim, é verdade. Eu tentei muita coisa, mas SEMPRE a 'máfia' me atrapalhava. Muitas das vezes, por ser adotado.

Sobre a ida pra Holanda, você não imagina o TANTO que eu barulhava a minha mãe pra me ajudar com isso. Ela sempre falava que eu deveria aguardar o momento certo, que ela iria ajudar e tal. Agora, como um adolescente menor de 15 anos conseguiria isso com facilidade? Eu cheguei a falar com ela e ela falou que "Só iria junto de meus pais".

Sofri muito, e não minto. Fiz muita coisa errada também (mas nunca roubei, matei ou fiz filhotes por fora), e nem quero dar desculpas que não sejam coerentes! Fui MUITO idiota mas fui criado assim e ergo a minha cabeça porque sei que meus pais e minha avó não sabiam pensar estrategicamente e isso PODE TER impactado em algo. MAS....

...E digo mais! MASSSSSSS.......

Hoje, no alto da minha mediocridade, eu tenho certeza de que vou sair desse _)¨%G#_*)!$% de país, com minha família e ainda vou rir de tudo o que houve. Mesmo que surjam críticas, ainda vou realizar meus sonhos.
 

Askeladd

Ei mãe, 500 pontos!
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Sim, é verdade. Eu tentei muita coisa, mas SEMPRE a 'máfia' me atrapalhava. Muitas das vezes, por ser adotado.

Sobre a ida pra Holanda, você não imagina o TANTO que eu barulhava a minha mãe pra me ajudar com isso. Ela sempre falava que eu deveria aguardar o momento certo, que ela iria ajudar e tal. Agora, como um adolescente menor de 15 anos conseguiria isso com facilidade? Eu cheguei a falar com ela e ela falou que "Só iria junto de meus pais".

Sofri muito, e não minto. Fiz muita coisa errada também (mas nunca roubei, matei ou fiz filhotes por fora), e nem quero dar desculpas que não sejam coerentes! Fui MUITO idiota mas fui criado assim e ergo a minha cabeça porque sei que meus pais e minha avó não sabiam pensar estrategicamente e isso PODE TER impactado em algo. MAS....

...E digo mais! MASSSSSSS.......

Hoje, no alto da minha mediocridade, eu tenho certeza de que vou sair desse _)¨%G#_*)!$% de país, com minha família e ainda vou rir de tudo o que houve. Mesmo que surjam críticas, ainda vou realizar meus sonhos.
Faltou malícia...
Quer ir para os EUA com 15 anos?
Mamãe inglês é super importante, vou fazer um intercâmbio para ontem. Depois para ficar mais tempo, consegui entrar em uma faculdade gringa vou ficar mais tempo, entrei na igreja e casei com uma gringa por 2 anos. Pronto.

Provavelmente tinha algum favor e algum preço que sua mãe tinha que pagar e ela não queria de jeito nenhum...

Não pensam estrategicamente, as vezes um mal negócio é uma promoção nas entre linhas... Chegaram no topo.

Espero que tenha tentado cidadania Italiana usando seus pais adotivo já garantiria entrada legal para 27 países ou quem sabe Canadá. Fogo que só o aluguel lá fora já consome mais que o salário mínimo.
 

doraemondigimon

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Faltou malícia...
Quer ir para os EUA com 15 anos?
Mamãe inglês é super importante, vou fazer um intercâmbio para ontem. Depois para ficar mais tempo, consegui entrar em uma faculdade gringa vou ficar mais tempo, entrei na igreja e casei com uma gringa por 2 anos. Pronto.

Provavelmente tinha algum favor e algum preço que sua mãe tinha que pagar e ela não queria de jeito nenhum...

Não pensam estrategicamente, as vezes um mal negócio é uma promoção nas entre linhas... Chegaram no topo.

Espero que tenha tentado cidadania Italiana usando seus pais adotivo já garantiria entrada legal para 27 países ou quem sabe Canadá. Fogo que só o aluguel lá fora já consome mais que o salário mínimo.
Espero que você saiba interpretar o texto direito porque... Eu sequer mencionei que ainda QUERO ir pros EUA? Eu penso e quero sair daqui sim, mas não estou me importando muito pra onde. Tenho um filho de quase 9 anos e quero que ele estude e se aprimore. Se até as faculdades do PY funcionam bem, posso pensar na hipótese!

Minha cidadania (pela família adotiva) realmente não é difícil de conseguir. Só falta grana e, na época em que eu estava estudando, meu sonho era ser professor, pra seguir a área que minha mãe e avó me ajudaram a conhecer. Sobre a época delas pensarem em fazer isso, óbvio que a 'máfia' atrapalhou a rodo e, como sei que família (des)unida atrapalha....

Então, pra que eu ia ficar forçando a barra com eles? Não é assim que a banda toca. Hoje eu tenho acesso ao que preciso, já que os patriarcas da 'máfia' já se foram e não tenho tais empecilhos. O que aconteceu na minha vida, serve como uma lição para ser repassada pro meu filho.
 

Comentador

Bam-bam-bam
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Caramba… lendo o que você escreveu, dá pra perceber que o você nunca realmente enxergou nada do que tinha ao alcance.
Nasceu cheio de carta ultra raras e nunca bateu o jogo.

Vamos destrinchar:

Família “quebrada, mas influente”:

Sua avó e mãe tinham acesso ao tipo de Q.I. que abre portas de verdade: MEC, SNI, altos contatos políticos e internacionais. Você tinha mapa do tesouro na mão… e não percebeu nada.

Era só ter feito uma faculdade meia boca de geografia, história e já iria parar na secretaria da educação e lá o Céu era o limite ia ser promovido toda hora e seria ingênuo o suficiente achando que era por competência, aposto que sua avó e sua mãe torrava sua paciência todo santo dia para entrar na área da educação.

Se alguém da família diz:
> “Passa lá em casa amanhã, precisamos conversar…”

Um mafioso sabe que isso pode significar:

promoção,

cobrança,

ameaça velada,

ou o famoso “se vira, moleque, que essa é a tua chance”.


O ingênuo aparece com roupa de passeio e sorriso bobo.
Ele realmente acha que é visita de domingo.


Dá bom-dia para quem não manda no sol.
Um mafioso experiente fala com quem decide.
O novato sem Q.I. social puxa papo com funcionário, bajula peão, tenta agradar quem não tem caneta.
Resultado?
Vira mascotinho da firma, nunca jogador.

Não entende que nome abre portas — desde que você EMPURRE.
Ele nasce com sobrenome que compra reuniões, destranca gabinetes e dobra gente metida.
Mas…
Ele trata o sobrenome como enfeite de RG.
Não usa, não cutuca, não puxa, não negocia.
É tipo ganhar um tanque e usar pra ir ao supermercado.

Acha que promessa de político é “carinho”.

O ingênuo acredita em:

“Vou te ajudar.”

“Pode deixar.”

“Semana que vem resolvemos isso.”

No mundo real:
Promessa = moeda,
Silêncio = recado,
Demora = resposta.
E ele fica lá, coçando a cabeça, esperando o navio chegar.
Spoiler: já partiu há horas.


Quando alguém dá uma chance, ele não vê.
Mafioso raiz reconhece oportunidade no cheiro.
O ingênuo olha pra ela, dá tchau, tira uma selfie e segue reclamando da vida.

Herda o mapa, mas não sabe usar a bússola.
Ele nasce na família que conhece todos os atalhos, todas as portas, todos os corredores.
Mas vive como turista perdido perguntando onde fica a saída para os EUA.

Acha que favor é presente.
Isso já mata o garoto.**
No submundo dos poderosos, favor é extorsão educada, é promessa com alça, é dívida com perfume.
É o cartão “te devo essa”, que um dia vira “agora você me deve”.
Mas o ingênuo olha pro favor e pensa:
“Que legal, ele gosta de mim!”
Meu amigo… isso não é Disney.
Isso é máfia social, e amor não paga nem cafezinho.


Ele nasceu no meio dos lobos e tenta viver como coelhinho.
A família dele fala com generais, políticos, reitores e empresários desde antes dele saber andar.
Ele recebeu o berço que metade da elite brasileira mataria pra ter.
E o que faz?
Sorri pra quem não manda em nada.
Desconfia de quem manda em tudo.
Aceita migalha achando que é banquete.
Dá a outra face pra gente que nem religião tem.
Se fosse em outro país, já tinham devolvido o menino com a notinha:
“Defeito de fábrica: inocência demais.”

Ele nasceu com Q.I. (Quem Indica) e acha que isso é pecado.
A família dele poderia acelerar a vida dele com um alô, um telefonema, um “manda o garoto lá amanhã”.
Mas o ingênuo evita.
Tem vergonha.
Tem medo de parecer aproveitador.
Aí vive como se fosse órfão de favores, sendo que nasceu no estoque central deles.
É o oposto do nepotismo:
o anti-nepotismo involuntário.

Ele acha que promessa é contrato.
Erro fatal.**
Político prometeu?
Mentiu.
Artista prometeu?
Mentiu com ritmo.
Influente prometeu?
Mentiu com elegância.
Mas o ingênuo… acredita.
Ele é o único que lê promessa como compromisso.
Todo o resto lê como piada interna.

Ele não negocia — ele agradece.
O mafioso nato fala assim:
“Ok, faço isso. Mas depois você me deve duas.”
O ingênuo fala:
“Nossa, obrigado, você é incrível!!”
E perde a autoridade instantaneamente.

Herda o sobrenome, mas não usa porque tem vergonha de brilhar.

Sabe o que acontece com quem tem sobrenome forte e não usa?
O mundo usa por ele.
Todo mundo sobe nos ombros dele.
Menos ele.

Não cobra.
No universo dos poderosos, quem não cobra, paga.**
Simples:
Quem não cobra vira capacho.
O ingênuo vira capacho premium, com borda dourada e tapete antideslizante.


Tenta merecer o que o mundo ganha no grito.
No reino dos tubarões, esforço não é moeda.
Resultado é.
Ele se mata por merecimento, enquanto o resto só abre porta com um telefonema.


Acha que ser limpo é vantagem.
É fofo.
E inútil.**
Não precisa ser criminoso, ninguém está falando disso.
Mas precisa saber jogar.
E ele insiste em jogar xadrez com movimento de dama… num jogo de pôquer.


**Condição final:

Nasceu com o mapa da mina, mas insiste em cavar com colher de sobremesa.**
E no silêncio das portas fechadas, a família comenta:
“Esse menino tinha tudo… menos o software.”

Deu até a ideia de escrever um conto.


“Milca do céu… esse menino nasceu no meio das raposas e quer viver como galinha choca!
Olha a família que ele tem! Olha os nomes que ele carrega!
E me aparece com essa ingenuidade… Meu Deus, tem hora que me dá até câimbra na alma.”

“Eu avisei, mamãe.
Eu avisei que ele era bom demais pra esse mundo.
Ele acredita nas pessoas… coitado.
Acha que promessa é compromisso.
Acha que político tem palavra.
Acha que amigo de infância volta pra buscar alguém.”

A avó dá uma risada seca.

“Acredita até em artista, Milca. ARTISTA!
Esses daí prometem emprego até pra cachorro se o animal tocar violão.”

Ela bate a mão na mesa:
“E ele acredita. Meu Deus do céu… parece até filho de padre.”

“Sabe o que me mata?
Ele nasceu com Q.I.!
Quem Indica PRA TODO LADO!
Mas ele tem medo de usar. Medo!
Eu queria ver se fosse naquele tempo do SNI…
Medo era o que eu tinha quando vi aquele general batendo na porta com cara de poucos amigos…
Agora o menino tem medo de pedir um favor pra tia rica da Holanda?
AH, VAI TOMAR BANHO.”

A avó concorda com a cabeça, bufando.

“O problema dele é que tem coração.
E nesse jogo, coração só serve pra infartar.”


“Ele quer vencer limpo, acreditA em meritocracia, trabalho duro.
OLHA ISSO.
Puxou o pai nessa parte…
O homem é um santo, mas santo não negocia com tubarão.
Tubarão come.”

“Se esse menino fosse esperto, metade do Estado de Goiás já tava chamando ele de ‘doutor’.
Com a família que tem, com os nomes que passaram por essa casa…
COM A GENTE QUE FREQUENTOU ESSA COZINHA!
E ele faz o quê?
Sorri e agradece.”

Ela bate o pano de prato na pia.
“Quem agradece demais vira tapete.”

“Eu tinha Q.I. que botava ministro ajoelhado.
Sua avó tinha Q.I. que mudava lei.
E ele tinha nós duas.
E o que ele conseguiu?
Ser educado.”

Ela ri.
“Educação nesse país só serve pra ser enganado com classe.”

“E quando alguém dava oportunidade, ele fazia o quê?”
A mãe responde sem pensar:
“Deixava passar.”
A avó conclui:
“Pois é. Que nem ônibus fora do ponto: não volta.”

“Esse menino tinha tudo… TUDO!
Menos a malícia necessária pra usar.”

A avó dá o veredito, firme:
“É inteligente, mas não é esperto.”
A mãe complementa:
“É honesto, mas não sabe negociar.”
E juntas finalizam, secas e certas:

“Nasceu no berço certo — com a alma errada.”
c***lh0, quero a mentoria, arrasta pra cima.
 

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Bam-bam-bam
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Pra dizer a verdade, penso nesse caso como sendo o meu caso, mas com algumas diferenças:

  • Eu - Feio, INTELIGENTE, quebrado, sem "Q.I." (Quem Indica) ou relações interpessoais com gente da 'alta' (definindo 'alta': Alta sociedade/política/famosos rádio-TV)
  • Os outros que passaram por mim - Promessas vazias (pras únicas Q.I. que eu tinha: minha mãe e minha avó / explico mais tarde sobre isso...), parentescos da 'máfia' (também vai se encaixar na mesma explicação), famosos 'wannabe' (aqueles que só querem subir usando as costas dos outros (ou mandando o irmão ir comer capim pela raiz...) e por aí vai, pé MUITO frio.
Explicações

Minha família (original de fábrica) era/ainda é quebrada. Minha família (máfia) adotiva tem seus nomes fortes, e isso incluía minha avó e mãe. Minha avó (Milca) foi diretora do MEC no Estado de Goiás e teve suas ligações com a UFG também. Minha mãe foi secretária do MEC e agente de informações do SNI (ela sempre me disse que nunca mandou ninguém pra cadeia. Apenas ganhava salário por lá e fazia algumas investigações à lá "Mário Fofoca"), além de tudo, amiga do já falecido ex General Figueiredo.

Os "Q.I." da minha mãe envolviam (além do General...), uma amiga de infância dela que havia prometido levar ela, meu pai e eu pra Holanda, completamente legal, desde a década de 70 (era bem rica), mas depois que minha mãe se foi, simplesmente.........

Os "Q.I." da minha avó tinha a 'máfia' (um dos irmãos dela esteve diretamente ligado com a liberação dos remédios genéricos no Brasil), mas sou adotado, e nisso já temos algumas coisas no estilo de preconceito no meio (meu pai também sofria isso por ser 'apenas' um reles enfermeiro chefe)

Artistas? Ih... Passaram alguns. Um desceu azeitonas no irmão porque ele havia passado na Universidade de Brasília, e ele não (e o quarteto de cordas já estava ficando famoso fora do Estado de Goiás), outro me deu uma surra (Leonardo....?) quando roubava goiaba lá em casa, e isso sem contar uns dois "Globais" (nível novela das 6) que me prometeram emprego e só fiquei vendo navios.

Pé frio? Olha, tentei sair do país por algumas vezes e não deu certo. Já até fui deportado dos EUA (não era o Trump...) e ainda não quietei com isso não! (mas dessa vez, vai a família inteira!)

Políticos? Bom, já basta a raiva com o 'Dumbo' (também conhecido como...) Iris Rezende que prometeu, prometeu e bateu biela 'pobre' (tadinho... Só era dono de 40% do Estado de Goiás...). Teve outros, mas nem compensa falar de esfarrapados...

Depois de ter feito esse resumo 'nervoso', agora posso dizer que... Não é 'culpa' de ser inteligente! Muitas das vezes, sem contatos OU uma forma de impulso (só dinheiro, muitas vezes NÃO conta) não vai conseguir dar o tão sonhado primeiro passo pra seus horizontes.
Que história é esta de artista?, Leonardo te bateu por goiaba?, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, o tal general não morreu falido também?, mas que rede de contatos foda que tu tinha meu caro, sei lá o que faltou.
 

doraemondigimon

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Que história é esta de artista?, Leonardo te bateu por goiaba?, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, o tal general não morreu falido também?, mas que rede de contatos foda que tu tinha meu caro, sei lá o que faltou.
Sobre o Leonardo: Quando eu era moleque, ele morava próximo de lá de casa, e a gente tinha um pé de goiaba. O caso é que o muro de lá era bem baixo e fácil de se roubar, então eles iam pra lá e faziam isso.

Sobre o General Figueiredo, sim, ele morreu quebrado (dinheiro). Quer dizer, não exatamente TÃO quebrado assim (acho!). Lembro que minha mãe chorou muito, principalmente porque ele não se esquecia dela e do meu pai, além de ser um padrinho não tão presente pra mim (eu mesmo, nem o conheci de perto)
 

Abdullah Al-Papai

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De verdade?

Todas as pessoas que eu conheci e que considero inteligentes estão bem na vida, seja no mercado privado, seja tendo passado em concurso público. Só tem UMA exceção, mas isso porque o cara tem asperger severo e daí a convivência é difícil.

Lembrando que inteligência não é memória, nem é definida apenas por "bom raciocínio lógico" (apesar disso ser parte importante). As pessoas que considero inteligentes têm um bom combo de raciocínio lógico bem desenvolvido, capacidade analítica aguçada e clareza comunicativa (alta inteligência verbal). Talvez em camadas mais baixas da sociedade infelizmente essas pessoas sejam muito restringidas pelos fatores socioeconômicos, mas de "classe média baixa" para cima, aqui em São Paulo (que é a cidade com mais oportunidades do país), todos que conheci desse perfil estão bem na vida.

Dentre os meus amigos eu me considero um dos mais burros, e estou tirando >15k. O mais inteligente hoje está literalmente rico trabalhando em uma Big Tech na Inglaterra.
 
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_paniko_

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QI é quem ilude.

No Brasil, quem não puxa saco, vira saco de pancada.

Se você tivesse dito “Oi, a família vai bem?” 10 vezes por semana,
e distribuído 30 lembrancinhas por ano…

Hoje você seria alguém que manda.
Mas você não fez o ritual tribal.

-- E aí vovó/moça velha rica. Melhorou da coluna, da sinusite.
— “E aí, chefe, tudo bem com a família?”
— “Como tá a saúde do seu pai?”
— “Parabéns pela promoção, você merece demais!”
— “Trouxe uma lembrancinha, nada demais…”

Pronto.
Abre porta, abre orçamento, abre reunião, abre contrato, abre sorriso, abre até quem dizia que “não gosta de bajulação”.

O ser humano é vulnerável a carinho do mesmo jeito que urso é vulnerável a mel.


NO BRASIL, QUEM NÃO FAZ “MANUTENÇÃO SOCIAL”, MORRE.

Se você não aparece, some.
Se não lembra o aniversário, some.
Se não manda parabéns promoção, filho nasceu, entrou na faculdade, pela samambaia que floresceu some.
Se não elogia, some.
Se não dá presente bobo, some.

1. você deu um chocolatinho ruim no Natal,

2. você perguntou da família,

3. você fez um elogio vazio que todo mundo sabe que é mentira, mas ninguém liga.

Você não aprendeu o arsenal do sucesso brasileiro:

Cesta de chocolate ruim

Caneca da Shoopee

Agenda de camelô

Vinho de 19,90

Sabonete de lavanda que ninguém usa


E entregaria esses brindes tipo míssil teleguiado:

“Trouxe uma lembrancinha, chefe.
Lembrei do senhor!”

E aí ele choraria por dentro, achando você um anjinho social.


Tem que dominar a língua secreta dos brasileiros influentes:

> “Precisando, estou aqui.”
(significa: não conte comigo nunca)



> “Vamos marcar.”
(significa: nunca)



> “Deixa comigo.”
(significa: jamais)



> “Tô vendo aqui.”
(significa: não tô)



Você falaria tudo isso com maestria.
E nunca seria cobrado.

Funciona até com o porteiro do prédio.
Da um Panetone, ovo de páscoa e você vira o patrão durante o ano inteiro.
Ele até sai da portaria quando você chega para entregar a bugiganga que você comprou online.
Parente vem visitar ele já fala estaciona na vaga de fulano que saiu de férias ou daquele apartamento que está vazio.

Se falar está cansado, não está dormindo direito. Aposto que seu filho já entrou de farias e não te deixa dormir. Que rapaz inteligente passou direto.
Pronto você é promovido a nível semi deus na visão dele.

Não é só no Brasil não, amigo
 

Night Sky

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Whindersson Nunes ficou milionário com canal no YouTube.

Ele é inteligente?
 

HuezinXD

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Springshot

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Conheço gente inteligente (engenheiro) que ganha lá seus 15k e que não é rico (pelo contrario, vive no limite e cheio de dividas), e conheço gente que trabalha em emprego comum tirando seus 4k e tem um patrimônio considerável (carro e casa quitada e um bom dinheiro investido).

Whindersson Nunes ficou milionário com canal no YouTube.

Ele é inteligente?

Boa, Inteligência e riqueza financeira nem sempre andam juntos, tem muitos outros exemplos, Manoel Gomes é inteligente? 90% dos jogadores de futebol são? Luva de pedreiro é? As senhoras que tiram 50k no onlyfans são?
 

Comentador

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De verdade?

Todas as pessoas que eu conheci e que considero inteligentes estão bem na vida, seja no mercado privado, seja tendo passado em concurso público. Só tem UMA exceção, mas isso porque o cara tem asperger severo e daí a convivência é difícil.

Lembrando que inteligência não é memória, nem é definida apenas por "bom raciocínio lógico" (apesar disso ser parte importante). As pessoas que considero inteligentes têm um bom combo de raciocínio lógico bem desenvolvido, capacidade analítica aguçada e clareza comunicativa (alta inteligência verbal). Talvez em camadas mais baixas da sociedade infelizmente essas pessoas sejam muito restringidas pelos fatores socioeconômicos, mas de "classe média baixa" para cima, aqui em São Paulo (que é a cidade com mais oportunidades do país), todos que conheci desse perfil estão bem na vida.

Dentre os meus amigos eu me considero um dos mais burros, e estou tirando >15k. O mais inteligente hoje está literalmente rico trabalhando em uma Big Tech na Inglaterra.
Concordo, e inteligência emocional acima de tudo, principalmente isto, conheci pessoas com grande facilidade para aprender muitas coisas, mas não tinham limiar de tolerância a frustrações, e a pobreza é outro fator que influência demais, sou do interior e conheci gente da roça que literalmente é mais inteligente e sagaz que 99% dos playboys que conheci, e que hoje continuam na m****, então quando tu diz que todos que você conheceu e eram inteligentes prosperaram, ok, é um recorte, mas se tratando de cuzil, e das variáveis diversas envolvidas nisto, têm muitas pessoas que ficam pelo caminho e que são extremamente inteligentes.
 
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Lolki

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A pessoa as vezes tem até uma faculdade de prestígio, curso bom mas na entrega do curriculum não há, muitas vezes, a resposta do RH. Aí fica dificil.
 

Brad Pitt

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Sim, é verdade. Eu tentei muita coisa, mas SEMPRE a 'máfia' me atrapalhava. Muitas das vezes, por ser adotado.

Sobre a ida pra Holanda, você não imagina o TANTO que eu barulhava a minha mãe pra me ajudar com isso. Ela sempre falava que eu deveria aguardar o momento certo, que ela iria ajudar e tal. Agora, como um adolescente menor de 15 anos conseguiria isso com facilidade? Eu cheguei a falar com ela e ela falou que "Só iria junto de meus pais".

Sofri muito, e não minto. Fiz muita coisa errada também (mas nunca roubei, matei ou fiz filhotes por fora), e nem quero dar desculpas que não sejam coerentes! Fui MUITO idiota mas fui criado assim e ergo a minha cabeça porque sei que meus pais e minha avó não sabiam pensar estrategicamente e isso PODE TER impactado em algo. MAS....

...E digo mais! MASSSSSSS.......

Hoje, no alto da minha mediocridade, eu tenho certeza de que vou sair desse _)¨%G#_*)!$% de país, com minha família e ainda vou rir de tudo o que houve. Mesmo que surjam críticas, ainda vou realizar meus sonhos.
E sua família biológica, te ajuda em algo?
 

temik

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Tem um vídeo do Silvio Santos que ele diz, categoricamente, que chegou onde chegou por pura sorte.
Humildade? Talvez. Mas o fato é que cada vez mais eu acredito que seja isso mesmo, pura sorte. Principalmente nos dia de hoje...
É o que sempre pensei.

Na verdade não tem lógica. Na minha empresa entra bastante estagiário todo ano, o pessoal fica na expectativa de ser efetivado no final do ano, crescer na carreira. Mas depois que é efetivado, a empresa deixa o pessoal na geladeira.

Nesse caso a sorte foi NÃO ser efetivado, pois quem saiu está bem melhor do que quem efetivou em termos salariais.
 

DATUM

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Tem um vídeo do Silvio Santos que ele diz, categoricamente, que chegou onde chegou por pura sorte.
Humildade? Talvez. Mas o fato é que cada vez mais eu acredito que seja isso mesmo, pura sorte. Principalmente nos dia de hoje...

Sorte não foi. Quando ele era camelô, já fazia sucesso porque era comunicador e dos melhores. Pouca gente consegue segurar sozinho um programa dominical por décadas. Isso não é acaso, é competência.

No caso do Baú da Felicidade, também não foi sorte. Ele assumiu um risco enorme ao pegar um negócio problemático (do Manoel de Nóbrega) e conseguiu levantar dinheiro justamente porque sabia se comunicar e gerar confiança.

Por causa do sucesso dele com o Baú que fez o Nóbrega confiar nele a ponto de viabilizar junto aos militares a concessão do canal. Se ele não tivesse esse talento como comunicador desde a época de camelô, nada disso teria acontecido.

Chamar isso de “pura sorte” simplifica demais a história. O que existiu foi oportunidade, claro, mas principalmente capacidade de aproveitar essa oportunidade e coisa que a maioria não consegue.

É o que sempre pensei.

Na verdade não tem lógica. Na minha empresa entra bastante estagiário todo ano, o pessoal fica na expectativa de ser efetivado no final do ano, crescer na carreira. Mas depois que é efetivado, a empresa deixa o pessoal na geladeira.

Nesse caso a sorte foi NÃO ser efetivado, pois quem saiu está bem melhor do que quem efetivou em termos salariais.

Empresa funciona como uma pirâmide. Quanto mais gente a empresa mantém na base, mais barata e mais rentável ela tende a ser. Por isso, em muitas organizações, plano de cargos e salários existe muito mais para manter o funcionário motivado do que para realmente promover crescimento. Se fôssemos totalmente racionais (sem nenhuma emoção), quase não haveria promoção e todo mundo ficaria como “peão de fábrica”.

Em empresas onde a mão de obra é mais operacional do que intelectual, o crescimento costuma vir mais por confiança do que por competência. Surgem cargos de supervisão para controlar a base, e quem sobe geralmente é quem agrada a chefia, não necessariamente quem entrega mais. Daí nasce essa cultura de “puxar saco” que muita gente presencia.

Já em empresas ou setores que dependem mais de capital intelectual, a lógica muda. A pessoa só cresce ou recebe aumentos relevantes quando se torna essencial e, principalmente, quando o mercado começa a disputar aquele profissional. Muitas vezes o aumento só vem quando a empresa percebe que pode perder alguém para a concorrência.

No caso da tua empresa, é normal ficar "estacionado”, apenas pessoas de destaque vão ter um crescimento rápido. Para esses profissionais estacionados passar a ser valorizado pelo mercado, geralmente são necessários vários anos de experiência ali dentro para a concorrencia começar a ter desejo por eles. E isso só funciona se houver concorrentes fortes disputando esse tipo de mão de obra. Sem concorrência real, o salário e o crescimento quase nunca vêm.
 

CoyoteBoicote

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Chamar isso de “pura sorte” simplifica demais a história. O que existiu foi oportunidade, claro, mas principalmente capacidade de aproveitar essa oportunidade e coisa que a maioria não consegue.
Claro, o cara era uma lenda, concordo. Mas de certo modo ele teve sorte, é como se fosse o destino. Quando digo sorte não quero tirar o mérito, ou dizer que foi puro acaso. Não, longe disso.
 

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Sorte não foi. Quando ele era camelô, já fazia sucesso porque era comunicador e dos melhores. Pouca gente consegue segurar sozinho um programa dominical por décadas. Isso não é acaso, é competência.

No caso do Baú da Felicidade, também não foi sorte. Ele assumiu um risco enorme ao pegar um negócio problemático (do Manoel de Nóbrega) e conseguiu levantar dinheiro justamente porque sabia se comunicar e gerar confiança.

Por causa do sucesso dele com o Baú que fez o Nóbrega confiar nele a ponto de viabilizar junto aos militares a concessão do canal. Se ele não tivesse esse talento como comunicador desde a época de camelô, nada disso teria acontecido.

Chamar isso de “pura sorte” simplifica demais a história. O que existiu foi oportunidade, claro, mas principalmente capacidade de aproveitar essa oportunidade e coisa que a maioria não consegue.



Empresa funciona como uma pirâmide. Quanto mais gente a empresa mantém na base, mais barata e mais rentável ela tende a ser. Por isso, em muitas organizações, plano de cargos e salários existe muito mais para manter o funcionário motivado do que para realmente promover crescimento. Se fôssemos totalmente racionais (sem nenhuma emoção), quase não haveria promoção e todo mundo ficaria como “peão de fábrica”.

Em empresas onde a mão de obra é mais operacional do que intelectual, o crescimento costuma vir mais por confiança do que por competência. Surgem cargos de supervisão para controlar a base, e quem sobe geralmente é quem agrada a chefia, não necessariamente quem entrega mais. Daí nasce essa cultura de “puxar saco” que muita gente presencia.

Já em empresas ou setores que dependem mais de capital intelectual, a lógica muda. A pessoa só cresce ou recebe aumentos relevantes quando se torna essencial e, principalmente, quando o mercado começa a disputar aquele profissional. Muitas vezes o aumento só vem quando a empresa percebe que pode perder alguém para a concorrência.

No caso da tua empresa, é normal ficar "estacionado”, apenas pessoas de destaque vão ter um crescimento rápido. Para esses profissionais estacionados passar a ser valorizado pelo mercado, geralmente são necessários vários anos de experiência ali dentro para a concorrencia começar a ter desejo por eles. E isso só funciona se houver concorrentes fortes disputando esse tipo de mão de obra. Sem concorrência real, o salário e o crescimento quase nunca vêm.
A grande verdade é que trabalhar para a iniciativa privada no geral é um lixo, uma b*sta, reconheço a superioridade e a eficiência inerentemente superior das empresas privadas, mas para trabalhar realmente o melhor caminho geralmente sempre foi e sempre será um concursinho.
 

Sir Bovino Gadoso

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Tem um vídeo do Silvio Santos que ele diz, categoricamente, que chegou onde chegou por pura sorte.
Humildade? Talvez. Mas o fato é que cada vez mais eu acredito que seja isso mesmo, pura sorte. Principalmente nos dia de hoje...

Sorte é um componente inerente da vida não sei porque alguém fica de mimi com isso, você nascer foi sorte pra c***lh0, muitos morreram quase chegando no útero da sua mãe.
 

DingDong

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Da minha sala da faculdade os que mais prosperaram foram os que já tinham muito dinheiro, pois conseguiram fazer cursos de MBA, mestrado e doutorado pago pelos pais, além de conseguirem se firmar em escritórios por causa de contatos.

Da galera que ralava mesmo da pra contar no dedo quem se deu bem.

Das meninas, a maioria casou com um trouxa endinheirado.

Enfim, a realidade é essa.
 

Nário54

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Eu fiz graduação em um federal, fiz mestrado, entrei para rede privada e percebi que para "vencer na vida" eu tinha que ser falso, hipócrita, ter uma imagem pessoal impecável na internet, e ser um puxa saco, decidi mandar tudo pra PQP e virei motoboy de app.
Trabalho só 4 por dia e vivo uma vida tranquila, que se dane o "vencer na vida".
 

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Eu fiz graduação em um federal, fiz mestrado, entrei para rede privada e percebi que para "vencer na vida" eu tinha que ser falso, hipócrita, ter uma imagem pessoal impecável na internet, e ser um puxa saco, decidi mandar tudo pra PQP e virei motoboy de app.
Trabalho só 4 por dia e vivo uma vida tranquila, que se dane o "vencer na vida".
Sério?, c***lh0, pior que já conheci muita gente formada trabalhando em apps, além da péssima qualidade do ensino superior a nossa economia não têm força para absorver esta galera, mas no teu caso foi uma escolha consciente pelo jeito.
 

geist

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Não desfazendo, mas ser inteligente num país como o Brasil não é mérito, é praticamente obrigação para ser considerado meramente normal.
A maioria do povo tem QI bem baixo. A massa é analfabeta funcional.
O esforço para se destacar aqui é MUITO menor que para se destacar num EUA, China ou Japão da vida.

Inteligência no sentido de se tornar um bom repositório de informações e ir bem nas provas é muito útil em um país burocrático e com a classe de funças ainda blindada (isso vai cair em breve). Pelo menos garante um carguinho e a pessoa vai ser classe média.

Inteligência emocional pode levar muito mais longe, em termo popular pode ser traduzido como esperteza. Quem é esperto vê oportunidades e abraça. Tem bom relacionamento interpessoal. Esse tipo de inteligência normalmente está desgarrado do tipo anterior.

Baseado no que eu disse, o que normalmente acontece é que o sistema e a cultura do Brasil induz à preguiça, quando muito à mediocridade... o inteligente pela vanglória e o burro pelo sentimento de injustiça social, e isso é terreno fértil para a inveja. O invejoso dificilmente prospera porque antes de invejar ele é um preguiçoso.
O esforço, a perseverança, vencem o que falta de inteligência, seja do tipo que for, porque quem persevera aprende muito durante o caminho e se conhece bem. Quem se conhece bem, erra menos.
 

Defender_of_Earth XXIII

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Eu fiz graduação em um federal, fiz mestrado, entrei para rede privada e percebi que para "vencer na vida" eu tinha que ser falso, hipócrita, ter uma imagem pessoal impecável na internet, e ser um puxa saco, decidi mandar tudo pra PQP e virei motoboy de app.
Trabalho só 4 por dia e vivo uma vida tranquila, que se dane o "vencer na vida".
Uns 15 anos atrás, quando eu trabalhava de temporário no IBGE, meu chefe estava em uma situação semelhante: ele se formou na USP, fez mestrado, e estava terminando o doutorado, quando ele largou tudo pra fazer outra coisa da vida. Segundo ele, basicamente os professores só não decidiam o almoço dele. É um "a" falado fora de hora poderia significar várias portas fechadas.
 
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