Pra dizer a verdade, penso nesse caso como sendo o meu caso, mas com algumas diferenças:
- Eu - Feio, INTELIGENTE, quebrado, sem "Q.I." (Quem Indica) ou relações interpessoais com gente da 'alta' (definindo 'alta': Alta sociedade/política/famosos rádio-TV)
- Os outros que passaram por mim - Promessas vazias (pras únicas Q.I. que eu tinha: minha mãe e minha avó / explico mais tarde sobre isso...), parentescos da 'máfia' (também vai se encaixar na mesma explicação), famosos 'wannabe' (aqueles que só querem subir usando as costas dos outros (ou mandando o irmão ir comer capim pela raiz...) e por aí vai, pé MUITO frio.
Explicações
Minha família (original de fábrica) era/ainda é quebrada. Minha família (máfia) adotiva tem seus nomes fortes, e isso incluía minha avó e mãe. Minha avó (Milca) foi diretora do MEC no Estado de Goiás e teve suas ligações com a UFG também. Minha mãe foi secretária do MEC e agente de informações do SNI (ela sempre me disse que nunca mandou ninguém pra cadeia. Apenas ganhava salário por lá e fazia algumas investigações à lá "Mário Fofoca"), além de tudo, amiga do já falecido ex General Figueiredo.
Os "Q.I." da minha mãe envolviam (além do General...), uma amiga de infância dela que havia prometido levar ela, meu pai e eu pra Holanda, completamente legal, desde a década de 70 (era bem rica), mas depois que minha mãe se foi, simplesmente.........
Os "Q.I." da minha avó tinha a 'máfia' (um dos irmãos dela esteve diretamente ligado com a liberação dos remédios genéricos no Brasil), mas sou adotado, e nisso já temos algumas coisas no estilo de preconceito no meio (meu pai também sofria isso por ser 'apenas' um reles enfermeiro chefe)
Artistas? Ih... Passaram alguns. Um desceu azeitonas no irmão porque ele havia passado na Universidade de Brasília, e ele não (e o quarteto de cordas já estava ficando famoso fora do Estado de Goiás), outro me deu uma surra (Leonardo....?) quando roubava goiaba lá em casa, e isso sem contar uns dois "Globais" (nível novela das 6) que me prometeram emprego e só fiquei vendo navios.
Pé frio? Olha, tentei sair do país por algumas vezes e não deu certo. Já até fui deportado dos EUA (não era o Trump...) e ainda não quietei com isso não! (mas dessa vez, vai a família inteira!)
Políticos? Bom, já basta a raiva com o 'Dumbo' (também conhecido como...) Iris Rezende que prometeu, prometeu e bateu biela 'pobre' (tadinho... Só era dono de 40% do Estado de Goiás...). Teve outros, mas nem compensa falar de esfarrapados...
Depois de ter feito esse resumo 'nervoso', agora posso dizer que... Não é 'culpa' de ser inteligente! Muitas das vezes, sem contatos OU uma forma de impulso (só dinheiro, muitas vezes NÃO conta) não vai conseguir dar o tão sonhado primeiro passo pra seus horizontes.
Caramba… lendo o que você escreveu, dá pra perceber que o você nunca realmente enxergou nada do que tinha ao alcance.
Nasceu cheio de carta ultra raras e nunca bateu o jogo.
Vamos destrinchar:
Família “quebrada, mas influente”:
Sua avó e mãe tinham acesso ao tipo de Q.I. que abre portas de verdade: MEC, SNI, altos contatos políticos e internacionais. Você tinha mapa do tesouro na mão… e não percebeu nada.
Era só ter feito uma faculdade meia boca de geografia, história e já iria parar na secretaria da educação e lá o Céu era o limite ia ser promovido toda hora e seria ingênuo o suficiente achando que era por competência, aposto que sua avó e sua mãe torrava sua paciência todo santo dia para entrar na área da educação.
Se alguém da família diz:
> “Passa lá em casa amanhã, precisamos conversar…”
Um mafioso sabe que isso pode significar:
promoção,
cobrança,
ameaça velada,
ou o famoso “se vira, moleque, que essa é a tua chance”.
O ingênuo aparece com roupa de passeio e sorriso bobo.
Ele realmente acha que é visita de domingo.
Dá bom-dia para quem não manda no sol.
Um mafioso experiente fala com quem decide.
O novato sem Q.I. social puxa papo com funcionário, bajula peão, tenta agradar quem não tem caneta.
Resultado?
Vira mascotinho da firma, nunca jogador.
Não entende que nome abre portas — desde que você EMPURRE.
Ele nasce com sobrenome que compra reuniões, destranca gabinetes e dobra gente metida.
Mas…
Ele trata o sobrenome como enfeite de RG.
Não usa, não cutuca, não puxa, não negocia.
É tipo ganhar um tanque e usar pra ir ao supermercado.
Acha que promessa de político é “carinho”.
O ingênuo acredita em:
“Vou te ajudar.”
“Pode deixar.”
“Semana que vem resolvemos isso.”
No mundo real:
Promessa = moeda,
Silêncio = recado,
Demora = resposta.
E ele fica lá, coçando a cabeça, esperando o navio chegar.
Spoiler: já partiu há horas.
Quando alguém dá uma chance, ele não vê.
Mafioso raiz reconhece oportunidade no cheiro.
O ingênuo olha pra ela, dá tchau, tira uma selfie e segue reclamando da vida.
Herda o mapa, mas não sabe usar a bússola.
Ele nasce na família que conhece todos os atalhos, todas as portas, todos os corredores.
Mas vive como turista perdido perguntando onde fica a saída para os EUA.
Acha que favor é presente.
Isso já mata o garoto.**
No submundo dos poderosos, favor é extorsão educada, é promessa com alça, é dívida com perfume.
É o cartão “te devo essa”, que um dia vira “agora você me deve”.
Mas o ingênuo olha pro favor e pensa:
“Que legal, ele gosta de mim!”
Meu amigo… isso não é Disney.
Isso é máfia social, e amor não paga nem cafezinho.
Ele nasceu no meio dos lobos e tenta viver como coelhinho.
A família dele fala com generais, políticos, reitores e empresários desde antes dele saber andar.
Ele recebeu o berço que metade da elite brasileira mataria pra ter.
E o que faz?
Sorri pra quem não manda em nada.
Desconfia de quem manda em tudo.
Aceita migalha achando que é banquete.
Dá a outra face pra gente que nem religião tem.
Se fosse em outro país, já tinham devolvido o menino com a notinha:
“Defeito de fábrica: inocência demais.”
Ele nasceu com Q.I. (Quem Indica) e acha que isso é pecado.
A família dele poderia acelerar a vida dele com um alô, um telefonema, um “manda o garoto lá amanhã”.
Mas o ingênuo evita.
Tem vergonha.
Tem medo de parecer aproveitador.
Aí vive como se fosse órfão de favores, sendo que nasceu no estoque central deles.
É o oposto do nepotismo:
o anti-nepotismo involuntário.
Ele acha que promessa é contrato.
Erro fatal.**
Político prometeu?
Mentiu.
Artista prometeu?
Mentiu com ritmo.
Influente prometeu?
Mentiu com elegância.
Mas o ingênuo… acredita.
Ele é o único que lê promessa como compromisso.
Todo o resto lê como piada interna.
Ele não negocia — ele agradece.
O mafioso nato fala assim:
“Ok, faço isso. Mas depois você me deve duas.”
O ingênuo fala:
“Nossa, obrigado, você é incrível!!”
E perde a autoridade instantaneamente.
Herda o sobrenome, mas não usa porque tem vergonha de brilhar.
Sabe o que acontece com quem tem sobrenome forte e não usa?
O mundo usa por ele.
Todo mundo sobe nos ombros dele.
Menos ele.
Não cobra.
No universo dos poderosos, quem não cobra, paga.**
Simples:
Quem não cobra vira capacho.
O ingênuo vira capacho premium, com borda dourada e tapete antideslizante.
Tenta merecer o que o mundo ganha no grito.
No reino dos tubarões, esforço não é moeda.
Resultado é.
Ele se mata por merecimento, enquanto o resto só abre porta com um telefonema.
Acha que ser limpo é vantagem.
É fofo.
E inútil.**
Não precisa ser criminoso, ninguém está falando disso.
Mas precisa saber jogar.
E ele insiste em jogar xadrez com movimento de dama… num jogo de pôquer.
**Condição final:
Nasceu com o mapa da mina, mas insiste em cavar com colher de sobremesa.**
E no silêncio das portas fechadas, a família comenta:
“Esse menino tinha tudo… menos o software.”
Deu até a ideia de escrever um conto.
“Milca do céu… esse menino nasceu no meio das raposas e quer viver como galinha choca!
Olha a família que ele tem! Olha os nomes que ele carrega!
E me aparece com essa ingenuidade… Meu Deus, tem hora que me dá até câimbra na alma.”
“Eu avisei, mamãe.
Eu avisei que ele era bom demais pra esse mundo.
Ele acredita nas pessoas… coitado.
Acha que promessa é compromisso.
Acha que político tem palavra.
Acha que amigo de infância volta pra buscar alguém.”
A avó dá uma risada seca.
“Acredita até em artista, Milca. ARTISTA!
Esses daí prometem emprego até pra cachorro se o animal tocar violão.”
Ela bate a mão na mesa:
“E ele acredita. Meu Deus do céu… parece até filho de padre.”
“Sabe o que me mata?
Ele nasceu com Q.I.!
Quem Indica PRA TODO LADO!
Mas ele tem medo de usar. Medo!
Eu queria ver se fosse naquele tempo do SNI…
Medo era o que eu tinha quando vi aquele general batendo na porta com cara de poucos amigos…
Agora o menino tem medo de pedir um favor pra tia rica da Holanda?
AH, VAI TOMAR BANHO.”
A avó concorda com a cabeça, bufando.
“O problema dele é que tem coração.
E nesse jogo, coração só serve pra infartar.”
“Ele quer vencer limpo, acreditA em meritocracia, trabalho duro.
OLHA ISSO.
Puxou o pai nessa parte…
O homem é um santo, mas santo não negocia com tubarão.
Tubarão come.”
“Se esse menino fosse esperto, metade do Estado de Goiás já tava chamando ele de ‘doutor’.
Com a família que tem, com os nomes que passaram por essa casa…
COM A GENTE QUE FREQUENTOU ESSA COZINHA!
E ele faz o quê?
Sorri e agradece.”
Ela bate o pano de prato na pia.
“Quem agradece demais vira tapete.”
“Eu tinha Q.I. que botava ministro ajoelhado.
Sua avó tinha Q.I. que mudava lei.
E ele tinha nós duas.
E o que ele conseguiu?
Ser educado.”
Ela ri.
“Educação nesse país só serve pra ser enganado com classe.”
“E quando alguém dava oportunidade, ele fazia o quê?”
A mãe responde sem pensar:
“Deixava passar.”
A avó conclui:
“Pois é. Que nem ônibus fora do ponto: não volta.”
“Esse menino tinha tudo… TUDO!
Menos a malícia necessária pra usar.”
A avó dá o veredito, firme:
“É inteligente, mas não é esperto.”
A mãe complementa:
“É honesto, mas não sabe negociar.”
E juntas finalizam, secas e certas:
“Nasceu no berço certo — com a alma errada.”