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Policial militar atira em manifestante durante protesto contra violência em PE.

Dean

Bam-bam-bam
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Um vídeo que chegou ao WhatsApp da TV Globo Nordeste mostra o momento em que um manifestante é baleado durante um protesto na cidade de Itambé, na Zona da Mata de Pernambuco, na sexta-feira (17). As imagens mostram uma discussão entre a vítima e uma mulher, com policiais em volta. Em seguida, é possível ver um policial perguntando: "É esse quem vai levar um tiro primeiro?". O PM chama um colega armado e aponta o rapaz. Um tiro é disparado e o rapaz cambaleia e cai no chão A vítima está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Miguel Arraes, em Paulista, em estado grave e corre risco de vida.

O G1 procurou a Secretaria de Defesa Social (SDS) para saber se a bala era de borracha, mas a assessoria da secretaria afirmou que ainda não possui a informação. Após a queda da vítima, os policiais o arrastam pelo asfalto até a viatura da Polícia Militar e o colocam na parte de trás da caminhonete. O veículo então deixa o local, sob gritos dos manifestantes.

O Hospital Miguel Arraes, em Paulista, confirmou que o rapaz deu entrada e passou por uma cirurgia ainda na sexta-feira (17). De acordo com a assessoria da unidade de saúde, o tiro atingiu uma veia na coxa e o paciente perdeu muito sangue antes de ser atendido. O rapaz segue internado na UTI, em estado grave, e corre risco de vida.

Através de nota, a SDS informou que determinou a abertura de inquérito policial e procedimento administrativo para apurar a ocorrência. Ainda segundo o texto, a delegacia local está acompanhando o caso. A Corregedoria da SDS também instaurou procedimento disciplinar com o objetivo de investigar a conduta dos policiais.

Fonte: http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/policial-militar-e-acusado-de-atirar-contra-manifestante-durante-protesto-em-pe-veja-video.ghtml?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=g1

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Tem vídeo no link e é bem forte. Não sei se dá pra colocar direto aqui.
 


Goris

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Bom, se a descrição do vídeo bate com a realidade, expulsão pra esses covardes.
 

Dean

Bam-bam-bam
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Bom, se a descrição do vídeo bate com a realidade, expulsão pra esses covardes.
Tem o video no link, é que eu não sei colocar ele aqui e nem sei se dá porque tem bastante sangue.
 


esp_40

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Pelo rastro de sangue, duvido muito que era bala de borracha...

Esses policiais andam muito afobados pqp. Como se não bastasse a mídia denegrir a imagem deles, ai um fdp vai lá e caga em tudo pra queimar o filme de toda corporação.
 

Gargantua

Moderador
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Situação definitivamente hedionda.
O vídeo explicita que os policiais sequer estavam sendo realmente pressionados pelos manifestantes, que eram pacíficos e pouco numerosos.
O tiro na perna do rapaz foi premeditado e uma expressão covarde de força.
 

Jäger_BR

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Foi na perna?

Caraca, polícia totalmente sem noção nesse vídeo. 3 animais desonrando a farda.
 

Pingu77

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Isso é um dos motivos para o armamento civil.

Com a população armada, eu duvido que o marginal do policial faria isso. Logo após o primeiro disparo, alguém daria um tiro na cabeça dele.

Seria uma situação trágica de todos os lados, mas o policial apenas buscou a sua morte.
 

Warlocker

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Ultima noticia que li é que a vitima perdeu muito sangue e estava entre a vida e a morte.

O kra tem que ser muito boçal pra fazer uma dessas, boçal por atirar e por nao saber que é facílimo acertar uma arteria dando um tiro na perna de alguem.
 

Aldighieri

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Isso é um dos motivos para o armamento civil.

Com a população armada, eu duvido que o marginal do policial faria isso. Logo após o primeiro disparo, alguém daria um tiro na cabeça dele.

Seria uma situação trágica de todos os lados, mas o policial apenas buscou a sua morte.
Cara ja pensou que loucura, o puliça pipoca a perna do cara e os manifestantes todos armado ficam fudidos e começam a pipocar pra todo lado, ae chega mais força policial e o pipoco comendo solto, chega mais cidadão armado, putaqpariu, ia ser uma guerra civel muito louca causada por um pipoco na perna d um random. malucodoceu
 

Lero_Lero

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Cara ja pensou que loucura, o puliça pipoca a perna do cara e os manifestantes todos armado ficam fudidos e começam a pipocar pra todo lado, ae chega mais força policial e o pipoco comendo solto, chega mais cidadão armado, putaqpariu, ia ser uma guerra civel muito louca causada por um pipoco na perna d um random. malucodoceu
assim começou a era das máquinas
 

nitzerebb

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Sei lá tenho a sensação que durante esse ano isso pode acontecer mais e mais ... o Brasil é uma panela de pressão
 

jonjontkd

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Sujeito tem sérios problemas, como esse cara tá na pm?
Que desgraçado
É sujeito desse naipe que mancha o nome da corporação
 

Dean

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O pior é que o outro ainda arrasta o corpo e aproveita para bater nele com cassetete.
 

Sr. Israel

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ai vai aparecer algum user falando que a justiça tem que ser feita nos tribunais e não na selvageria.

Esse user mora no condomínio gradeado, cheio de cameras de segurança e tem uma conta poupança bacaninha no banco, já viajou pra miami pra comprar em outlet... vê a a violência pela TV e youtube, molezinha falar né.

O policial vai sofrer pena administrativa, no maximo ser expulso da corporação (isso pq tem um vídeo gravado e não existe contestação).

E seria ainda pior se fosse um bandido que tivesse atirado gratuitamente, pois bem ou mal, esse policial tem registro... e se fosse um bandido anonimo?

Ai pega um cara desses, amarra num poste e espanca a té a morte... que selvageria, não é mesmo?
 

Cute Black Cat

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Certamente era munição de verdade. Esse PM ai cavou sua cova.
Mas é aquele ditado, quem procura acha, eu q nao saio de casa pra ir em manifetação.:keneas
 
Ultima Edição:

Resu Anera

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Era munição letal, disso não há dúvidas. Há que se saber como chegou nesse ponto, se ele municiou a arma com munição letal de propósito ou se houver algum erro nisso. De qualquer forma, a punição será pesada.
 

Goris

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ai vai aparecer algum user falando que a justiça tem que ser feita nos tribunais e não na selvageria.

Esse user mora no condomínio gradeado, cheio de cameras de segurança e tem uma conta poupança bacaninha no banco, já viajou pra miami pra comprar em outlet... vê a a violência pela TV e youtube, molezinha falar né.

O policial vai sofrer pena administrativa, no maximo ser expulso da corporação (isso pq tem um vídeo gravado e não existe contestação).

E seria ainda pior se fosse um bandido que tivesse atirado gratuitamente, pois bem ou mal, esse policial tem registro... e se fosse um bandido anonimo?

Ai pega um cara desses, amarra num poste e espanca a té a morte... que selvageria, não é mesmo?
Eu vou.
Normalmente manifestação que não atrapalha, não vandaliza, não ofende, tem disso não.

Fora corruptos!

Enviado de meu MotoG3 usando Tapatalk
 

Dean

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Era munição letal, disso não há dúvidas. Há que se saber como chegou nesse ponto, se ele municiou a arma com munição letal de propósito ou se houver algum erro nisso. De qualquer forma, a punição será pesada.
Que tipo de punição ele tomaria, por exemplo? Não tenho nenhuma referência disso.
 

Berserk.of.Niflheim

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Isso é um dos motivos para o armamento civil.

Com a população armada, eu duvido que o marginal do policial faria isso. Logo após o primeiro disparo, alguém daria um tiro na cabeça dele.

Seria uma situação trágica de todos os lados, mas o policial apenas buscou a sua morte.
A premissa americana do armamento civil (o famoso second amendment), que é a que trouxe a noção de um mecanismo contra a tirania do estado e o direito do povo ter armas, poder formar uma milícia dentre outras coisas, foi escrita no século XVIII. Na época que as armas eram muskets com mecanismo de flintlock.

Hoje em dia essa parte que toca a tirania não passa de uma sessão poética e um conceito utópico. Nos EUA hoje tem mais armas do que pessoas, e não existe a menor chance do povo combater a força militar do estado. Lá nos EUA a polícia é treinada pra assumir que qualquer pessoa tem uma arma a princípio. Por isso os casos de "homicidios acidentais" lá são constantes, porque o cara vai pegar um documento e o policial atira nele, e em muitos casos nem é culpa do policial porque ele pode morrer também um piscar de olhos, é simplesmente como o sistema funciona lá.

Nesse caso aí do tópico essa ideia de que armados os caras iam equiparar a situação é errado, não só ia gerar mais violência como um eminente conflito civil, que com certeza o povo ia sair sempre perdendo.

Mas o embate que eu vejo mesmo é a completa falta de treinamento e a desumanização do policial. Segundo a concepção do "escalation" americana é um exemplo do que deveria ser o padrão, segue o conceito de scalation e o conceito de "scalation curve" de Michael N. Nagler, e como a desumanização se encaixa nesse caso. (traduzi no google translate):

Escalação de conflito:

Nível 1: Compatível (cooperativa)
O sujeito responde e obedece comandos verbais. Ele se abstém de combater de perto.

Nível 2: Resistente (passivo)
O sujeito resiste comandos verbais mas cumpre comandos imediatamente após controles de contato. Ele se abstém de combater de perto.

Nível 3: Resistente (ativo)
Inicialmente, o sujeito fisicamente resiste comandos, mas ele pode ser feito para cumprir por técnicas de conformidade; Estes incluem vir-ao longo de espera, macio-handed golpes impressionantes e técnicas induzindo dor por manipulação conjunta e pontos de pressão.

Nível 4: Assaultivo (dano corporal)
O sujeito desarmado fisicamente ataca seu oponente. Ele pode ser controlado por certas táticas defensivas, incluindo blocos, greves, chutes, procedimentos de reforço da dor, blocos de armas de impacto e golpes.

Nível 5: Assaultivo (força letal)
O sujeito tem uma arma e provavelmente matará ou ferirá alguém a menos que seja controlado. Isso só é possível por força letal, o que possivelmente requer armas de fogo ou armas.

Curva de escalação:

A curva de escalada do conflito é um conceito criado por Michael N. Nagler. A curva de escalação do conflito propõe que a intensidade de um conflito está diretamente relacionada com o quanto a desumanização tem prosseguido. Em outras palavras, os conflitos aumentam no grau em que os partidos se desumanizam uns aos outros (ou um partido desumaniza o outro).

A curva conceitua uma trajetória típica que um conflito teria se fosse traçada em um gráfico (x, y) com (x) sendo o tempo decorrido e (y) sendo a intensidade da desumanização. Dependendo da fase em que um conflito está no gráfico, um conjunto específico de respostas é necessário.

A curva divide as respostas apropriadas em três fases.

Etapa 1: Resolução de conflitos [editar]
No primeiro estágio nenhuma desumanização séria ocorreu por nenhuma das partes. As tentativas são feitas principalmente para fazer com que os pontos de vista sejam conhecidos, com a expectativa de que o outro possa responder imediatamente ou responder à resolução de conflitos ou comunicação não-violenta para enfrentar o adversário. Ferramentas utilizadas nesta fase incluem: petições, manifestações de protesto, negociação, mediação e arbitragem.

Estágio 2: Satyagraha
O conflito se transforma em satyagraha, ou ação direta não-violenta, somente quando a resolução de conflitos foi tentada e a outra parte não foi persuadida pela razão ou pelas outras ferramentas usadas na Etapa 1. Satyagraha invoca o que Gandhi chamou de "a lei do sofrimento" Em vez de infligir o sofrimento que é inerente à situação.

Invocar satyagraha é uma maneira de mover o coração do adversário, ao invés de apelar meramente para a cabeça, no estágio 1. Gandhi observou: "A convicção tem crescido sobre mim que coisas de importância fundamental para o povo não são garantidos pela razão Sozinho, mas tem que ser comprado com o seu sofrimento.Se você quer algo realmente importante a ser feito, você não deve meramente satisfazer a razão, você deve mover o coração também.A penetração do coração vem do sofrimento. Usados nesta fase incluem: greves, boicotes, desobediência civil, desafio às ordens.

Estágio 3: Sacrifício: o último recurso
Quando o conflito atingiu intensidade de vida ou morte e quando a petição e a resistência não-violenta falharam, um satyagrahi às vezes deliberadamente corteja a possibilidade da morte como último recurso para abrir o coração do oponente. Os famosos "jejuns até a morte" de Gandhi durante a luta pela liberdade indiana são um exemplo, assim como o trabalho corajoso de ativistas como Kathy Kelly que, quando falharam, entraram repetidamente em zonas de guerra para compartilhar o destino das vítimas e despertar suas Opressores.

A filosofia por trás do Estágio 3 é que estar disposto a arriscar morrer muitas vezes pode despertar um adversário teimoso, mesmo que a morte não aconteça. O jejum até a morte, por exemplo, quando contrastado com a auto-imolação, dá ao oponente a chance de responder e salvar a vida do satyagrahi em questão. A auto-imolação talvez deva ser considerada uma forma extrema de protesto ao invés da fase final da persuasão não-violenta.

Como usar a curva de escalada de conflito
A curva de escalada do conflito ajuda aqueles em um movimento a terem um sentido de onde estão em seu conflito e qual é uma resposta apropriada; Seria errado chegar a um método extremo como o jejum (que é a Fase 3: Sacrifício) em uma situação em que todas as ferramentas disponíveis no estágio 1 ou 2 não foram tentadas.

Por exemplo, em 2003, o presidente dos EUA, George W. Bush, rejeitou os protestos anti-iraquianos globais, os maiores protestos desde a Guerra do Vietnã, como "um grupo focal", dizendo: "Tamanho do protesto - é como decidir, Eu vou decidir uma política baseada em um grupo de foco ". [3] A falta de reconhecimento do presidente das demandas dos manifestantes, bem como sua relutância em se envolver em negociações eram uma indicação de que era necessário para o movimento passar rapidamente para a fase 2 Se eles foram para obter qualquer resposta. Este não foi próximo.

https://en.wikipedia.org/wiki/Conflict_escalation
 

Resu Anera

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Que tipo de punição ele tomaria, por exemplo? Não tenho nenhuma referência disso.
Cada polícia militar tem um regulamento próprio, com poucas diferenças e vários pontos em comum. Posso errar em algo por não conhecer a fundo o da PMPE, mas deve ser algo mais ou menos nesse sentido:

-De início ficará afastado das ruas por 30 dias. Isso não é uma punição propriamente dita, como alguns acham, mas para que sejam feitas as apurações iniciais;

-Será instaurado IPM, e se ele for esperto contratará um advogado para defendê-lo. No sistema militar não existe presunção de inocência, então nessa fase ele já pode ser preso administrativamente antes mesmo de qualquer julgamento. Já vi PMs gastando coisa de R$30 mil para responder em liberdade por causa da ocorrências com resultado morte;

-Concomitantemente, responderá também em tribunal civil, caso haja representação do Ministério Público ou da vítima. Uma condenação no civil não anula a condenação militar e vice-versa.


Mas o embate que eu vejo mesmo é a completa falta de treinamento e a desumanização do policial. Segundo a concepção do "escalation" americana é um exemplo do que deveria ser o padrão, segue o conceito de scalation e o conceito de "scalation curve" de Michael N. Nagler, e como a desumanização se encaixa nesse caso. (traduzi no google translate):

Escalação de conflito:

Nível 1: Compatível (cooperativa)
O sujeito responde e obedece comandos verbais. Ele se abstém de combater de perto.

Nível 2: Resistente (passivo)
O sujeito resiste comandos verbais mas cumpre comandos imediatamente após controles de contato. Ele se abstém de combater de perto.

Nível 3: Resistente (ativo)
Inicialmente, o sujeito fisicamente resiste comandos, mas ele pode ser feito para cumprir por técnicas de conformidade; Estes incluem vir-ao longo de espera, macio-handed golpes impressionantes e técnicas induzindo dor por manipulação conjunta e pontos de pressão.

Nível 4: Assaultivo (dano corporal)
O sujeito desarmado fisicamente ataca seu oponente. Ele pode ser controlado por certas táticas defensivas, incluindo blocos, greves, chutes, procedimentos de reforço da dor, blocos de armas de impacto e golpes.

Nível 5: Assaultivo (força letal)
O sujeito tem uma arma e provavelmente matará ou ferirá alguém a menos que seja controlado. Isso só é possível por força letal, o que possivelmente requer armas de fogo ou armas.
Essa teoria deu origem à teoria do uso progressivo da força, que até poucos anos atrás era um mantra inquestionável nas forças policiais brasileiras, mas felizmente foi deixado de lado e trocado pelo uso necessário da força. No uso progressivo, o policial deveria ir escalando o uso da força pelos diversos níveis, sendo que o primeiro era o uso verbal e o último letal. Descobriu-se que isso não faz sentido, porque usar força verbal, tonfa e meios menos que letais em alguém que está ativamente agredindo outros com uma arma de fogo é desnecessário, ineficaz, e produzirá mais vítimas. Criou-se, então, o uso necessário da força, onde o policial já iniciará o processo usando a força necessária para cessar a agressão. Claro que para chegar a esse nível o policial precisa ter o discernimento de qual o meio ideal, mas pressupõe-se que ele já terá aprendido em sua formação, tanto militar quanto civil.
 

Berserk.of.Niflheim

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Descobriu-se que isso não faz sentido, porque usar força verbal, tonfa e meios menos que letais em alguém que está ativamente agredindo outros com uma arma de fogo é desnecessário, ineficaz, e produzirá mais vítimas. Criou-se, então, o uso necessário da força, onde o policial já iniciará o processo usando a força necessária para cessar a agressão. Claro que para chegar a esse nível o policial precisa ter o discernimento de qual o meio ideal, mas pressupõe-se que ele já terá aprendido em sua formação, tanto militar quanto civil.
Nesse caso se pula para o nível 5, o cara tem uma arma e é uma ameaça. Seguir a escalação de conflito não quer dizer que o policial vai tentar conversar com o cara em meio a uma troca de tiros. Isso é burrice.

Mas sim que existem níveis diferentes que ação perante o problema. Esse cara do vídeo deveria ter ido até o nível 3 no máximo, mas pulou do 1 pro 5 direto, atirando gratuitamente em um cara que não apresentava nenhum risco a ninguém.
 

Resu Anera

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Nesse caso se pula para o nível 5, o cara tem uma arma e é uma ameaça. Seguir a escalação de conflito não quer dizer que o policial vai tentar conversar com o cara em meio a uma troca de tiros. Isso é burrice.

Mas sim que existem níveis diferentes que ação perante o problema. Esse cara do vídeo deveria ter ido até o nível 3 no máximo, mas pulou do 1 pro 5 direto, atirando gratuitamente em um cara que não apresentava nenhum risco a ninguém.
Por isso mesmo deixou-se de lado o uso progressivo da força e adotou-se o uso necessário.
 

Nego_Brown___

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PMPE que nunca me envergonha, agora apronta uma dessas.
Expulsão, já.
Pernambuco ainda não tá falido desse jeito.

A premissa americana do armamento civil (o famoso second amendment), que é a que trouxe a noção de um mecanismo contra a tirania do estado e o direito do povo ter armas, poder formar uma milícia dentre outras coisas, foi escrita no século XVIII. Na época que as armas eram muskets com mecanismo de flintlock.

Hoje em dia essa parte que toca a tirania não passa de uma sessão poética e um conceito utópico. Nos EUA hoje tem mais armas do que pessoas, e não existe a menor chance do povo combater a força militar do estado. Lá nos EUA a polícia é treinada pra assumir que qualquer pessoa tem uma arma a princípio. Por isso os casos de "homicidios acidentais" lá são constantes, porque o cara vai pegar um documento e o policial atira nele, e em muitos casos nem é culpa do policial porque ele pode morrer também um piscar de olhos, é simplesmente como o sistema funciona lá.

Nesse caso aí do tópico essa ideia de que armados os caras iam equiparar a situação é errado, não só ia gerar mais violência como um eminente conflito civil, que com certeza o povo ia sair sempre perdendo.

Mas o embate que eu vejo mesmo é a completa falta de treinamento e a desumanização do policial. Segundo a concepção do "escalation" americana é um exemplo do que deveria ser o padrão, segue o conceito de scalation e o conceito de "scalation curve" de Michael N. Nagler, e como a desumanização se encaixa nesse caso. (traduzi no google translate):

Escalação de conflito:

Nível 1: Compatível (cooperativa)
O sujeito responde e obedece comandos verbais. Ele se abstém de combater de perto.

Nível 2: Resistente (passivo)
O sujeito resiste comandos verbais mas cumpre comandos imediatamente após controles de contato. Ele se abstém de combater de perto.

Nível 3: Resistente (ativo)
Inicialmente, o sujeito fisicamente resiste comandos, mas ele pode ser feito para cumprir por técnicas de conformidade; Estes incluem vir-ao longo de espera, macio-handed golpes impressionantes e técnicas induzindo dor por manipulação conjunta e pontos de pressão.

Nível 4: Assaultivo (dano corporal)
O sujeito desarmado fisicamente ataca seu oponente. Ele pode ser controlado por certas táticas defensivas, incluindo blocos, greves, chutes, procedimentos de reforço da dor, blocos de armas de impacto e golpes.

Nível 5: Assaultivo (força letal)
O sujeito tem uma arma e provavelmente matará ou ferirá alguém a menos que seja controlado. Isso só é possível por força letal, o que possivelmente requer armas de fogo ou armas.

Curva de escalação:

A curva de escalada do conflito é um conceito criado por Michael N. Nagler. A curva de escalação do conflito propõe que a intensidade de um conflito está diretamente relacionada com o quanto a desumanização tem prosseguido. Em outras palavras, os conflitos aumentam no grau em que os partidos se desumanizam uns aos outros (ou um partido desumaniza o outro).

A curva conceitua uma trajetória típica que um conflito teria se fosse traçada em um gráfico (x, y) com (x) sendo o tempo decorrido e (y) sendo a intensidade da desumanização. Dependendo da fase em que um conflito está no gráfico, um conjunto específico de respostas é necessário.

A curva divide as respostas apropriadas em três fases.

Etapa 1: Resolução de conflitos [editar]
No primeiro estágio nenhuma desumanização séria ocorreu por nenhuma das partes. As tentativas são feitas principalmente para fazer com que os pontos de vista sejam conhecidos, com a expectativa de que o outro possa responder imediatamente ou responder à resolução de conflitos ou comunicação não-violenta para enfrentar o adversário. Ferramentas utilizadas nesta fase incluem: petições, manifestações de protesto, negociação, mediação e arbitragem.

Estágio 2: Satyagraha
O conflito se transforma em satyagraha, ou ação direta não-violenta, somente quando a resolução de conflitos foi tentada e a outra parte não foi persuadida pela razão ou pelas outras ferramentas usadas na Etapa 1. Satyagraha invoca o que Gandhi chamou de "a lei do sofrimento" Em vez de infligir o sofrimento que é inerente à situação.

Invocar satyagraha é uma maneira de mover o coração do adversário, ao invés de apelar meramente para a cabeça, no estágio 1. Gandhi observou: "A convicção tem crescido sobre mim que coisas de importância fundamental para o povo não são garantidos pela razão Sozinho, mas tem que ser comprado com o seu sofrimento.Se você quer algo realmente importante a ser feito, você não deve meramente satisfazer a razão, você deve mover o coração também.A penetração do coração vem do sofrimento. Usados nesta fase incluem: greves, boicotes, desobediência civil, desafio às ordens.

Estágio 3: Sacrifício: o último recurso
Quando o conflito atingiu intensidade de vida ou morte e quando a petição e a resistência não-violenta falharam, um satyagrahi às vezes deliberadamente corteja a possibilidade da morte como último recurso para abrir o coração do oponente. Os famosos "jejuns até a morte" de Gandhi durante a luta pela liberdade indiana são um exemplo, assim como o trabalho corajoso de ativistas como Kathy Kelly que, quando falharam, entraram repetidamente em zonas de guerra para compartilhar o destino das vítimas e despertar suas Opressores.

A filosofia por trás do Estágio 3 é que estar disposto a arriscar morrer muitas vezes pode despertar um adversário teimoso, mesmo que a morte não aconteça. O jejum até a morte, por exemplo, quando contrastado com a auto-imolação, dá ao oponente a chance de responder e salvar a vida do satyagrahi em questão. A auto-imolação talvez deva ser considerada uma forma extrema de protesto ao invés da fase final da persuasão não-violenta.

Como usar a curva de escalada de conflito
A curva de escalada do conflito ajuda aqueles em um movimento a terem um sentido de onde estão em seu conflito e qual é uma resposta apropriada; Seria errado chegar a um método extremo como o jejum (que é a Fase 3: Sacrifício) em uma situação em que todas as ferramentas disponíveis no estágio 1 ou 2 não foram tentadas.

Por exemplo, em 2003, o presidente dos EUA, George W. Bush, rejeitou os protestos anti-iraquianos globais, os maiores protestos desde a Guerra do Vietnã, como "um grupo focal", dizendo: "Tamanho do protesto - é como decidir, Eu vou decidir uma política baseada em um grupo de foco ". [3] A falta de reconhecimento do presidente das demandas dos manifestantes, bem como sua relutância em se envolver em negociações eram uma indicação de que era necessário para o movimento passar rapidamente para a fase 2 Se eles foram para obter qualquer resposta. Este não foi próximo.

https://en.wikipedia.org/wiki/Conflict_escalation
Em regra, a PM brasileira nem sonha com um protocolo desses.
 
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