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Presidência dos Estados Unidos - Donald J. Trump assume como 47º presidente [+Laranjão tá poucas ideias]

Quem você acha que irá ganhar a disputa presidencial americana de 2024?


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DanielMF

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Mais temerário do que Democratas financiando guerras (e eles adoram isso) é difícil.

No mais Trump foi um dos únicos presidentes que não iniciaram uma guerra - essa é uma verdade que até os esquerdistas tem de engolir.
Os EUA devem financiar a Ucrânia.

Isso não é financiar guerra, é financiar a defesa de um país aliado que está sendo invadido por uma ditadura.

Se a China invadir Taiwan, os EUA devem financiar Taiwan.

Discorda?
 

ELTORO

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Os EUA devem financiar a Ucrânia.

Isso não é financiar guerra, é financiar a defesa de um país aliado que está sendo invadido por uma ditadura.

Se a China invadir Taiwan, os EUA devem financiar Taiwan.

Discorda?
Eu acho que você está fazendo uso de entorpecentes.
Eu sequer citei Ucrânia e Taiwan aqui.
 

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Bam-bam-bam
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A direita isolacionista está ganhando projeção no lugar da direita neoconservadora tradicional que defendia intervencionismos, concordo que no momento a América não tenha condições financeiras para financiar empreitadas, a Ucrânia deve ser dividida e a parte ocidental incorporada a UE, assim é o mundo real, acabou a grana, agora Taiwan têm que ser protegida e financiada mesmo, é um território importante demais além de dominar uma tecnologia chave para o mundo.
 

samouraï solitaire

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A direita isolacionista está ganhando projeção no lugar da direita neoconservadora tradicional que defendia intervencionismos, concordo que no momento a América não tenha condições financeiras para financiar empreitadas, a Ucrânia deve ser dividida e a parte ocidental incorporada a UE, assim é o mundo real, acabou a grana, agora Taiwan têm que ser protegida e financiada mesmo, é um território importante demais além de dominar uma tecnologia chave para o mundo.

A opinião do americano, que eu vejo, é algo por aí.
 


samouraï solitaire

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A conta de impressões desenfreadas de papel sem lastro chegou, não dá para mais para financiar a liberdade por aí, pelo menos não no momento, infelizmente.

A Ucrânia até 30 anos atrás era parte da União Soviética. Difícil acreditar que o americano comum vá querer financiar esse conflito de povos estranhos aos americanos por muito tempo.

Se fosse o Trump presidente, seria estranho imaginar a mídia esquerdista destruindo o Trump por estar gastando demais? Para mim, isso daí tem tempo contado.
 

Comentador

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A Ucrânia até 30 anos atrás era parte da União Soviética. Difícil acreditar que o americano comum vá querer financiar esse conflito de povos estranhos aos americanos por muito tempo.

Se fosse o Trump presidente, seria estranho imaginar a mídia esquerdista destruindo o Trump por estar gastando demais? Para mim, isso daí tem tempo contado.
Sim, para a Rússia é ganhar ou ganhar, o gordão Ucrânia fica se iludindo achando que a vitória é questão de tempo, se a Rússia perder esta guerra teremos um segundo colapso, as repúblicas separatistas islâmicas estão ali prontas para se rebelar e todo o império russo vai se esfacelar, o que vai ocorrer é uma solução naipe Alemanha oriental e ocidental, Coreia do norte e do sul, o foco é e deve ser a China no momento, infelizmente não vivemos em um mundo justo e concessões devem ser feitas, uma Ucrânia integrada a Otan e a UE, e uma militarização de toda fronteira oriental, a Rússia não pode escapar impune mas uma vitória ucraniana total é inviável pois causaria o próprio colapso russo, algo inconcebível para os autocratas de lá, mais fácil termos uma guerra nuclear do que eles admitirem isto.
 

Comentador

Bam-bam-bam
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O grande erro seria fazer o que o Biden queria no começo, fugir e largar a porra do país nas mãos dos russos, no impasse que estamos no momento ceder uma parte do território não seria uma grande vitória para os russos, o custo humano e material foi absurdo, integrar a Ucrânia na Europa e militarizar pesadamente as fronteiras fortalecendo a Otan de volta mas sob responsabilidade dos europeus, o próximo passo natural dele seria anexar os estados bálticos, nada que uma militarização ostensiva não resolva.
 

DanielMF

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Eu acho que você está fazendo uso de entorpecentes.
Eu sequer citei Ucrânia e Taiwan aqui.
Eu citei porque é a sinalização do Trump e dos republicanos.

Pelo menos no caso da Ucrânia isso é claro. Aí eu pergunto, vocês concordam com isso? A redução ou fim do financiamento a Ucrânia?

A postura americana em relação aos conflitos é a coisa mais importante dessa eleição. É o que deve ser discutido.
 

DanielMF

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o que vai ocorrer é uma solução naipe Alemanha oriental e ocidental, Coreia do norte e do sul
Só que a conta não fecha.

Europa + EUA ajudando a Ucrânia, nos níveis atuais, não está sendo suficiente. Não se sabe exatamente quem está em vantagem hoje, mas é bem plausível que seja a Rússia.

Aí se for só a Europa ajudando a Ucrânia, o risco na verdade é da Rússia tomar a Ucrânia toda e desestabilizar o mundo muito mais. Além disso, a retirada dos EUA também significaria um racha na OTAN. Nenhum país vai confiar nos EUA para defende-los mais.

Sem essa confiança, a OTAN vira uma ficção. Só funcionaria se todos acreditassem na aplicação do artigo 5°. Ou seja, não pararia o Putin.
 

samouraï solitaire

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Nenhum país vai confiar nos EUA para defende-los mais.

O Vietnã do Sul é o exemplo mais recente, que vem a minha cabeça, dos Estados Unidos abandonando um aliado. Eu poderia citar o mesmo do Afeganistão (https://www.cnnbrasil.com.br/intern...-aliado-nao-otan-do-afeganistao-apos-10-anos/).

Os Estados Unidos, por sua própria natureza (ser multipartidário e com sucessão de poder de grupos diferentes, além da opinião pública ter muito peso), não consegue manter ações imperialistas ao longo do tempo (Filipinas).

A Ucrânia é um problema verdadeiramente europeu e esses países deveriam ter ficado menos nas costas americanas e terem pensando mais na Rússia, já que decidiram manter a OTAN mesmo com a queda da União Soviética por medo da Rússia.

O problema real dos americanos é os conflitos internos e a China.

Agora, se eu concordo ou não é uma questão bem complexa. Os americanos parecem ter dificuldade para entender que o povo da Rússia é o mesmo da União Soviética (KGB) e que a Rússia tem planos que envolvem toda a Europa, ou seja, eles têm uma visão deturpada da Rússia. Porém, a Europa também provocou o urso russo com galho de madeira e a impressão que as pessoas tem é que é uma guerra entre as elites, com pouca ligação ao povão, o que me parece real também.

Eu não acredito que o Trump vá abandonar a Ucrânia, nem a OTAN, mas ele com certeza vai exigir da Europa mais dinheiro e ações.

Eu acho ganhando ou perdendo, a situação vai ser bem ruim, porque derrota russa: possível guerra nuclear. Derrota da OTAN: expansão russa.

Eu acredito que os americanos vão, com mais ou menos tempo, amarrar uma resolução do conflito e obrigar os europeus a colocarem mais dinheiro.

Diferente de Taiwan, que pode acabar em porradaria generalizada ou mesmo os conflitos internos americanos, que parecem dar nota de um possível conflito civil.

Me parece que os americanos consideram esses 2 problemas mais urgentes que a Ucrânia.
 

DanielMF

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O Vietnã do Sul é o exemplo mais recente, que vem a minha cabeça, dos Estados Unidos abandonando um aliado. Eu poderia citar o mesmo do Afeganistão (https://www.cnnbrasil.com.br/intern...-aliado-nao-otan-do-afeganistao-apos-10-anos/).

Os Estados Unidos, por sua própria natureza (ser multipartidário e com sucessão de poder de grupos diferentes, além da opinião pública ter muito peso), não consegue manter ações imperialistas ao longo do tempo (Filipinas).

A Ucrânia é um problema verdadeiramente europeu e esses países deveriam ter ficado menos nas costas americanas e terem pensando mais na Rússia, já que decidiram manter a OTAN mesmo com a queda da União Soviética por medo da Rússia.

O problema real dos americanos é os conflitos internos e a China.

Agora, se eu concordo ou não é uma questão bem complexa. Os americanos parecem ter dificuldade para entender que o povo da Rússia é o mesmo da União Soviética (KGB) e que a Rússia tem planos que envolvem toda a Europa, ou seja, eles têm uma visão deturpada da Rússia. Porém, a Europa também provocou o urso russo com galho de madeira e a impressão que as pessoas tem é que é uma guerra entre as elites, com pouca ligação ao povão, o que me parece real também.

Eu não acredito que o Trump vá abandonar a Ucrânia, nem a OTAN, mas ele com certeza vai exigir da Europa mais dinheiro e ações.

Eu acho ganhando ou perdendo, a situação vai ser bem ruim, porque derrota russa: possível guerra nuclear. Derrota da OTAN: expansão russa.

Eu acredito que os americanos vão, com mais ou menos tempo, amarrar uma resolução do conflito e obrigar os europeus a colocarem mais dinheiro.

Diferente de Taiwan, que pode acabar em porradaria generalizada ou mesmo os conflitos internos americanos, que parecem dar nota de um possível conflito civil.

Me parece que os americanos consideram esses 2 problemas mais urgentes que a Ucrânia.
Faz sentido escolher onde se meter. A saída do Afeganistão foi desastrosa, mas não tinha muito significado geopolítico diretamente. Era algo que remonta a "guerra ao terror".

Só que agora as questões geopoliticas estratégicas voltaram a tona, e nesse tabuleiro atual, não parar a Rússia é desastroso. Os problemas entre EUA e Europa sobre a OTAN precisam ser resolvidos sem interferir na ajuda a Ucrânia.

Então sobre isso o Trump precisaria deixar claro a sua posição, mas ele não fará isso por uma questão eleitoral.

Então é um risco.

Também seria necessário saber a sua posição sobre uma eventual invasão da China a Taiwan. Já sabemos a posição dos democratas nos dois casos, mas não sabemos a dos republicanos. As sinalizações não são boas, pelo menos em relação a Ucrânia.
 
Ultima Edição:

samouraï solitaire

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Faz sentido escolher onde se meter. A saída do Afeganistão foi desastrosa, mas não tinha muito significado geopolítico diretamente. Era algo que remonta a "guerra ao terror".

Acaba tendo o mesmo: os americanos, se você resistir, acabam entregando a paçoca, o que historicamente é verdade. Já aconteceu muitas vezes.

Eu acredito, aliás, que isso pode ter contribuído para a Rússia ter feito o que fez, já que o plano da Rússia, que é falado por eles próprios, é que eles vão alongar a guerra mesmo.

Só que agora as questões geopoliticas estratégicas voltaram a tona, e nesse tabuleiro atual, não parar a Rússia é desastroso. Os problemas entre EUA e Europa sobre a OTAN precisam ser resolvidos sem interferir na ajuda a Ucrânia.

Acho razoável, mas não sei se é o que vai acontecer. Eu acho que a solução do @Comentador, que seria um empate, seria o mais razoável agora.

Também seria necessário saber a sua posição sobre uma eventual invasão da China a Taiwan. Já sabemos a posição dos democratas nos dois casos, mas não sabemos a dos republicanos. As sinalizações não são boas, pelo menos em relação a Ucrânia.

A posição democrata atual não é diferente a do Trump. Aliás, foi o Trump que começou a gritar publicamente os problemas da China em relação aos Estados Unidos, no Obama, os Estados Unidos eram mais lenientes, que eu me lembre.

Todas as opiniões que eu vejo dentro do debate público americano é que Taiwan é essencial. Diferente da Ucrânia, os americanos parecem ter a noção de que Taiwan e China é um problema mesmo. Não imagino o Trump, de qualquer maneira, arregando.

Talvez seja até mesmo o contrário, levando em conta essa época: https://www.pbs.org/newshour/politi...ith-china-over-concerns-about-president-trump
 

Wolkaiser

Bam-bam-bam
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Taiwan é bem mais simples, é mais questão de tempo. Eles estão transferindo os parques tecnológicos para os EUA e começar a produção local.

Quando conseguirem sobrepor a produção de Taiwan, eles vão deixá-la de lado.

Estão até querendo criar um novo tipo de visto específico para atrair talentos para a área:


1705580451274.png
 

Shifty♤

Lenda da internet
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Fiz um resumo de um artigo do Institute for the Study of War, pegando os pontos do debate dos últimos posts sobre a Ucrânia. Acho que pode agregar um pouco. :ksorriso

---

Ajudar a Ucrânia a manter as linhas onde estão através do apoio militar ocidental contínuo é muito mais vantajoso e mais barato para os Estados Unidos do que permitir que a Ucrânia perca. “Congelar” o conflito é pior do que continuar a ajudar a Ucrânia a lutar – isso simplesmente daria à Rússia tempo e espaço para se preparar para uma nova guerra para conquistar a Ucrânia e confrontar a NATO. Ajudar a Ucrânia a recuperar o controlo de todo ou da maior parte do seu território seria muito mais vantajoso, pois empurraria as forças russas ainda mais para leste. O melhor de tudo é que apoiar a Ucrânia na sua vitória e depois ajudá-la a reconstruir colocaria as maiores e mais eficazes forças armadas amigas do continente europeu na linha da frente da defesa da NATO - quer a Ucrânia acabe ou não por aderir à aliança.

Em todos estes cenários, os americanos deveriam ter em mente que a Ucrânia não é o Afeganistão. O Afeganistão, em 2001, era um dos países mais pobres do mundo, sem qualquer indústria digna de nota e com uma população pouco instruída. A Ucrânia é altamente industrializada, com uma população moderna, urbana e altamente qualificada. Restaurada às suas fronteiras de 1991, a economia da Ucrânia é suficientemente grande para apoiar as suas próprias forças armadas. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, comprometeu-se recentemente com o seu país a estabelecer a sua própria indústria militar, nomeadamente através do estabelecimento de joint ventures com empresas ocidentais para beneficiar a Ucrânia e os seus parceiros.[3] Uma Ucrânia vitoriosa não seria um domínio permanente do Ocidente. Em vez disso, pode ser verdadeiramente independente e contribuir enormemente para a segurança da OTAN e para a economia do Ocidente.

O súbito colapso da ajuda ocidental provavelmente levaria, mais cedo ou mais tarde, ao colapso da capacidade da Ucrânia de conter os militares russos. As forças russas poderiam avançar até à fronteira ocidental da Ucrânia num tal cenário e estabelecer novas bases militares nas fronteiras da Polónia, Eslováquia, Hungria e Roménia. Os russos estão a preparar forças militares de ocupação para lidar com a quase inevitável insurreição ucraniana, ao mesmo tempo que deixam as tropas da linha da frente livres para ameaçar a NATO.

Os russos expandiram a estrutura do seu exército para combater a guerra e indicaram a sua intenção de manter a estrutura maior após a guerra.[5] Eles poderiam facilmente estacionar três exércitos completos (o 18º Exército de Armas Combinadas e o 25º Exército de Armas Combinadas recém-criado para esta guerra e o 8º Exército de Armas Combinadas de Guardas) nas fronteiras da Polónia, Hungria, Eslováquia e Roménia. Provavelmente aumentariam as divisões componentes desses exércitos para complementos normais de três regimentos cada, recorrendo a formações mais na retaguarda para levar estas unidades da linha da frente a quase a sua força total de cerca de 6 divisões mecanizadas (18 regimentos) na Ucrânia. ] Eles poderiam mover divisões que estavam estacionadas nas fronteiras orientais da Ucrânia para a própria Ucrânia como reservas para as divisões da linha de frente. O Kremlin fez grandes progressos no seu projecto de longo prazo para obter o controlo dos militares bielorrussos, e a vitória na Ucrânia provavelmente levaria ao resto do caminho.[8] Os russos provavelmente implantariam, de forma permanente ou nominalmente rotativa, uma divisão aerotransportada (três regimentos) e uma divisão de infantaria mecanizada (provavelmente três regimentos) também no sudoeste e no norte da Bielorrússia. Eles seriam capazes de ameaçar uma ofensiva mecanizada de curto prazo contra um ou vários estados da OTAN com pelo menos 8 divisões (21 regimentos e brigadas mecanizados ou de tanques e três regimentos aerotransportados), apoiados por reservas significativas, incluindo o 1º Exército Blindado de Guardas, que seria ser reconstituída em torno de Moscovo e sempre teve a intenção de ser a principal força de ataque contra a OTAN. Eles poderiam fazer tal ataque e ainda ameaçar os Estados Bálticos e a Finlândia com as forças já presentes lá e os reforços que anunciaram que pretendem estacionar ao longo das fronteiras finlandesas.[9] As forças terrestres russas seriam cobertas por uma densa rede de defesa aérea de sistemas antiaéreos e antimísseis de longo alcance S-300, S-400 e S-500 com cobertura sobreposta de toda a frente.

A OTAN seria incapaz de se defender contra tal ataque com as forças actualmente na Europa. Os Estados Unidos precisariam de deslocar um grande número de soldados americanos para toda a fronteira oriental da NATO, do Báltico ao Mar Negro, para dissuadir o aventureirismo russo e estar preparados para derrotar um ataque russo. Os Estados Unidos também precisariam de dedicar permanentemente uma proporção significativa da sua frota de aeronaves stealth à Europa. A estratégia de defesa da OTAN baseia-se na superioridade aérea não apenas para proteger as tropas da OTAN contra ataques inimigos, mas também para utilizar o poder aéreo para compensar forças terrestres mais pequenas da OTAN e stocks limitados de artilharia da OTAN. Os Estados Unidos teriam de manter um grande número de aeronaves furtivas disponíveis na Europa para penetrar e destruir os sistemas de defesa aérea russos – e impedir que os russos restabelecessem uma defesa aérea eficaz – para que aeronaves não furtivas e mísseis de cruzeiro pudessem atingir os seus alvos. A exigência de enviar uma frota significativa de aeronaves stealth para a Europa poderia degradar gravemente a capacidade da América de responder eficazmente à agressão chinesa contra Taiwan, uma vez que todos os cenários de Taiwan dependem fortemente das mesmas aeronaves stealth que seriam necessárias para defender a Europa.

O custo destas medidas defensivas seria astronómico e seria provavelmente acompanhado por um período de risco muito elevado, quando as forças dos EUA não estivessem adequadamente preparadas ou posicionadas para lidar com a Rússia ou a China, e muito menos ambas em conjunto.

A invasão da Ucrânia pela Rússia mudou permanentemente a Rússia. Consolidou uma ideologia ultranacionalista que acredita na expansão pela força e que é inerentemente antiocidental. Uma vitória russa na Ucrânia é um caminho certo para outro Putin ou pior. Putin tem consolidado as elites e a sociedade russas em torno da sua agenda pró-guerra através de uma abordagem de “sair ou entrar na linha”.[6] A sua invasão depende necessariamente de russos que apoiem a guerra, que estejam dispostos a reunir apoio ou que estejam simplesmente dispostos a entrar na linha. Esta confiança iluminou e alimentou toda a gama de nacionalistas russos – desde os ultra-nacionalistas dispostos ou aparentemente dispostos a perseguir os objectivos expansionistas de Putin na Ucrânia, independentemente do custo, até aqueles que em grande parte subscreveram os objectivos de Putin, mas divergiram nas formas de os alcançar. ] Putin optou por não silenciar e, em alguns casos, deu poder à comunidade russa de milbloggers e ao eleitorado nacionalista que representam, uma vez que se mostraram eficazes na mobilização dos russos em apoio à guerra.[8] Os nacionalistas russos no poder e na sociedade pretendem restaurar a grandeza da Rússia e minar os Estados Unidos.[9] Eles são inerentemente antiocidentais. São também, ironicamente e deprimente, o que há de mais próximo da sociedade civil que a Rússia tem actualmente. Se a Rússia perder na Ucrânia, o seu futuro será incerto. No entanto, o seu poder irá certamente crescer se a Rússia mantiver os seus ganhos na Ucrânia, como Putin terá demonstrado pelo sucesso que a Rússia pode dar-se ao luxo de pagar custos horríveis e ainda assim vencer porque o Ocidente acabará por recuar. Ele e os seus sucessores procurarão aplicar essa lição a um jogo mais amplo – a destruição da NATO.

O próximo líder russo depois de Putin pode ou não ser igual ou pior que Putin se a Rússia perder na Ucrânia. Contudo, uma vitória russa na Ucrânia é um caminho quase garantido para outro Putin ou pior, devido aos imperativos políticos que uma comunidade nacionalista poderosa criaria. Putin recentemente reviveu as suas narrativas expansionistas que negam a integridade territorial ucraniana como parte da sua campanha presidencial, provavelmente apelando a estas comunidades.[10] Os nacionalistas levarão adiante a intenção de Putin (a mesma intenção em relação à Ucrânia, aos Estados Unidos e à NATO que levou à invasão em grande escala) e poderão até gerar e prosseguir uma versão mais extrema desta intenção.

O Kremlin procura privar a América da sua vontade de agir. Esta é uma das poucas formas, e certamente a mais rápida, de a Rússia obter vantagem na Ucrânia e restaurar o seu poder a nível mundial. O Kremlin considera que os Estados Unidos são o único Estado soberano que se coloca – em termos de vontade e capacidade – entre a Rússia e o lugar “de direito” do Kremlin na Ucrânia e no mundo. Moscou vê os Estados Unidos como um inimigo. O Kremlin procura assim não apenas competir com os Estados Unidos, mas também diminuir o poder dos EUA e a influência global. O Departamento de Defesa dos EUA (DoD) define um centro de gravidade como uma fonte de poder que fornece força moral ou física, liberdade de ação ou vontade de agir.[38] O Kremlin tem limites na sua capacidade de competir ou degradar significativamente a força física dos EUA.[39] O Kremlin tem estado, portanto, concentrado em diminuir a vontade de agir dos EUA, que provavelmente vê como o centro de gravidade dos EUA. A Rússia procura moldar o comportamento da América para agir contra os seus interesses e valores, para retirar completamente aos Estados Unidos a vontade de agir e para convencer o mundo de que os Estados Unidos podem e devem ser rejeitados.

O Kremlin está empenhado em diversas linhas de esforços para apoiar este objectivo:

1) A Rússia procura minar a crença dos americanos no valor da acção como tal. Putin precisa que os Estados Unidos optem pela inacção na Ucrânia, caso contrário, a Rússia não poderá vencer. Este modelo funcionou para Putin a nível interno, onde o Kremlin estabeleceu a inacção como uma resposta padrão dos cidadãos russos a estímulos externos e internos. Putin convenceu os russos de que uma alternativa a ele é pior ou demasiado cara para lutar.[40] O Kremlin procura convencer os Estados Unidos de que a vitória da Ucrânia é inatingível, demasiado dispendiosa ou não é do interesse da América.[41]

2) A Rússia procura minar a percepção da credibilidade, do poder, da influência e da justiça dos EUA em todo o mundo para diminuir a capacidade da América de inspirar outros a agir. Mesmo quando preocupada com a Ucrânia, a Rússia investe em narrativas anti-EUA, muitas vezes apoiadas por meios físicos, desde África até à América do Sul.[42] O Kremlin também tem como alvo aliados e parceiros dos EUA – um pilar central do poder dos EUA – ao mesmo tempo que investe numa coligação anti-EUA em apoio ao mesmo esforço.

3) O Kremlin tem como alvo a vontade global de agir. Putin está a trabalhar para criar uma ordem internacional que simplesmente aceite, e nunca combata, os princípios russos – tais como o reivindicado direito do Kremlin de possuir a Ucrânia e de cometer atrocidades dentro da Rússia e a nível mundial à vontade. [43] As autoridades russas enquadram este esforço como o objetivo da Rússia de “arquitetar um futuro global justo”.[44]

Permitir que a Rússia vença na Ucrânia resultaria numa ordem global remodelada que favoreceria os adversários dos EUA e normalizaria as seguintes ideias:

• A Rússia (e outros Estados suficientemente fortes) merece a sua aparente esfera de influência, independentemente da vontade dos seus vizinhos.

• Os predadores podem redesenhar as fronteiras pela força e as vítimas devem justificar o seu direito de existir.

• As instituições internacionais ocidentais não conseguem cumprir as próprias missões para as quais foram criadas.

• A Rússia pode tratar as pessoas nas áreas que controla da maneira que quiser, inclusive submetendo-as a atrocidades perpétuas.

• Os Estados Unidos enfrentarão um ambiente internacional em que o relativismo moral ressurgirá ainda mais e os valores se desgastarão ainda mais, alimentados por argumentos no sentido de que se a Rússia ganhasse, talvez não fosse assim tão mau, talvez não fosse, afinal, uma questão a preto e branco.

Estes princípios são antitéticos à ordem internacional baseada em regras, que continua a ser um pilar da prosperidade e segurança dos EUA.

O risco de uma guerra nuclear é inerente a qualquer tentativa de resistir à agressão de qualquer Estado com armas nucleares. Será manifesto se a Rússia atacar novamente a Ucrânia ou se ameaçar ou atacar a NATO. Estará presente se a China atacar Taiwan. Uma política americana que se recusa a aceitar qualquer risco de utilização nuclear em qualquer lugar é uma política de rendição permanente e ilimitada a predadores com armas nucleares. Uma tal política encorajará a sua predação e também encorajará outros predadores, como o Irão, a adquirir armas nucleares.

Uma vitória russa na Ucrânia criaria um mundo fundamentalmente antitético aos interesses e valores dos EUA, com uma coligação antiocidental poderosa. O poder de dissuasão e a posição geopolítica dos EUA diminuirão. O custo de proteger a pátria e de operar a nível global aumentará, assim como o número de questões de segurança nacional que os Estados Unidos terão de enfrentar. Mais estados e grupos desafiarão a América a nível interno e externo. É mais provável que a intenção latente do adversário se transforme em acção – e foi assim que chegámos aqui, quando a Rússia percebeu que o Ocidente era fraco.

A assimetria ocorre em ambos os sentidos: a Ucrânia é o eixo do qual depende o futuro do poder da Rússia. a capacidade de reconstituição da Rússia; manter e aumentar o seu controlo e influência sobre os seus vizinhos; o poder das narrativas globais do Kremlin e a capacidade de manipular a vontade e as percepções dos EUA; e a força das coligações da Rússia, incluindo com os adversários dos EUA, depende de a Rússia ganhar ou perder na Ucrânia. Ajudar a Ucrânia a vencer não só impediria a Rússia de apagar uma nação independente e salvaria o povo ucraniano das atrocidades e assassinatos russos, mas também desferiria um golpe assimétrico à ameaça russa e à coligação anti-EUA.
 

HenriqueV5

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Já tá cedo para se iludir?
 

Falk22

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Moro aqui nos eua, nem os imigrantes querem mais o velho gaga.
Quando o trump estava no poder a economia estava forte, muitas construções, nem na época do COVID q foi bem complicada as coisas estavam como agora, o preço de tudo subiu e tem muita gente parada procurando part time.
 

DanielMF

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Acho razoável, mas não sei se é o que vai acontecer. Eu acho que a solução do @Comentador, que seria um empate, seria o mais razoável agora.
Não existe empate sem uma contribuição significativa dos EUA.

E não existe congelamento do conflito sem que a Rússia esteja disposta a isso. Ela não está.

A posição democrata atual não é diferente a do Trump. Aliás, foi o Trump que começou a gritar publicamente os problemas da China em relação aos Estados Unidos, no Obama, os Estados Unidos eram mais lenientes, que eu me lembre.

Todas as opiniões que eu vejo dentro do debate público americano é que Taiwan é essencial. Diferente da Ucrânia, os americanos parecem ter a noção de que Taiwan e China é um problema mesmo. Não imagino o Trump, de qualquer maneira, arregando.

Talvez seja até mesmo o contrário, levando em conta essa época: https://www.pbs.org/newshour/politi...ith-china-over-concerns-about-president-trump
Pode ser quanto a Taiwan seja diferente para o Trump mesmo. Mas ele tem que deixar claro. O Biden encerrou a política de "ambiguidade estratégica" em prol da defesa de Taiwan.

Resta acompanhar as discussões durante o ano.

Taiwan é bem mais simples, é mais questão de tempo. Eles estão transferindo os parques tecnológicos para os EUA e começar a produção local.

Quando conseguirem sobrepor a produção de Taiwan, eles vão deixá-la de lado.
Não existe "transferência", Taiwan sabe que se a dependência deles acabar, estão mais ferrados.

Os EUA querem auto-suficiência na medida do possível. Mas isso não acontece em menos de 10 anos.
 

SegaAMD

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EUA e o porque do Trump está a frente por enquanto

 

SegaAMD

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Isso não é financiar guerra, é financiar a defesa de um país aliado que está sendo invadido por uma ditadura.
E se eu te falar que Trump pode não somente sair da Otan como inclusive fazer um gasoduto Sibéria-Alaska você ficaria surpreso ?
Mas os EUA sair da Otan não significa que a Russia vá invadir igual Suécia e Alemanha aventam, mesmo sem eua a otan tem a Turquia a Rússia não é louca.
 

DanielMF

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Ficaria surpreso sim, haha.

Sem os EUA, perde-se um enorme poder de dissuasão. Isso sozinho não significa que a Rússia vai invadir, mas sim que se a Rússia quiser e se sentir preparada, ela não vai ser dissuadida.

E aí..., confiam nos russos? Eu não.

O que o Trump diz é que ele quer negociar um fim da guerra e que os europeus coloquem mais dinheiro:



Eu entendo que é da maneira do @Comentador.

Desculpe, mas esse trecho dele falando que acabaria com a guerra em 24 horas é uma piada.

Na verdade é um discurso puramente eleitoreiro.

Sobre negociação, tudo indica que não é o que a Rússia quer. Se potencialmente ela pode desestabilizar a OTAN e o ocidente, por que negociaria e entregaria exatamente o que o ocidente quer?

Ela já está com uma economia de guerra. O mundo está numa corrida armamentista, já passamos muito do ponto de evitar futuros conflitos, agora só existe a possibilidade de contenção na medida do possível.

Quem imagina um mundo retornando ao status pré fevereiro de 2022, não está entendendo o que está acontecendo. Existe uma coordenação no eixo Rússia-China-Irã e outros e eles querem enfraquecer o ocidente.

Não vão entregar um acordo conveniente para o ocidente.
 

SegaAMD

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Ficaria surpreso sim, haha.
Eu não , você defende a tese de que os eua tem na IA a quinta revolução capitalista, eu discordo . Entendo que os Estados Unidos só crescerão com tradicionalismo se as fabricas forem transferidas novamente do mundo para solo americano - sim isso fere o livre mercado - mas é uma questão nacional . O Gasoduto Sibéria-EUA é a única forma de manter a economia pujante.

Sem os EUA, perde-se um enorme poder de dissuasão. Isso sozinho não significa que a Rússia vai invadir, mas sim que se a Rússia quiser e se sentir preparada, ela não vai ser dissuadida.

E aí..., confiam nos russos? Eu não.
A Rússia não vai passar do Rio Dinieper talvez nem lá ela chegue o tempo todo o que eles queriam era vedar navegação dos ingleses rumo a Geórgia. Essa semana Putin sinalizou que quer negociar

1- Reconhecimento das área anexadas
2- Ucrânia independente e na UE
3- buffer desmilitarizado ao redor do rio.

Caso recusa ele faria algo que no mínimo inviabilizaria a ucrânia como país, supostas deportações , suposta devolução para hungria e polonia, maidan 3, guerra civil permanente , terrorismo de estado etc

O Trump parece acreditar que os Russos não passarão do Donbass mas nem por isso está se descuidando, na Polônia já há uma cortina ferro . O que ocorreu é que a perda da Criméia frustrou todo o plano de fracionar a Rússia.

Essa independência real da ucrania a tornaria mais útil ao ocidente que a ucrania anterior com influência russa, em resumo a cisão russo-ucraniana está completa imo.
 

samouraï solitaire

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Desculpe, mas esse trecho dele falando que acabaria com a guerra em 24 horas é uma piada.

Na verdade é um discurso puramente eleitoreiro.

Exatamente. Disso você tira a conclusão que dizer que o Trump vai abandonar a Ucrânia ridículo. O que o Trump está DIZENDO é que ele vai negociar entre os países e pelo o que eu vejo, é o mais provável.

Se potencialmente ela pode desestabilizar a OTAN e o ocidente, por que negociaria e entregaria exatamente o que o ocidente quer?

Por que para a Rússia é melhor controlar via marionete os países, como ela fazia até 2014. O problema da Ucrânia é que tiraram o marionete da Rússia de lá. O objetivo da Rússia é retirar os elementos políticos anti-Rússia da Ucrânia.

O Putin escreveu um longo ensaio sobre isso: http://en.kremlin.ru/events/president/news/66181

Existe uma coordenação no eixo Rússia-China-Irã e outros e eles querem enfraquecer o ocidente.

Sim, e esses planos de enfraquecimento do Estados Unidos vem de muito tempo e vão ter ainda muitas fases no futuro. Muitos intelectuais americanos sabiam antes e sabem agora disso, etc, etc, etc.
 

DanielMF

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Fiz um resumo de um artigo do Institute for the Study of War, pegando os pontos do debate dos últimos posts sobre a Ucrânia. Acho que pode agregar um pouco. :ksorriso

---

Ajudar a Ucrânia a manter as linhas onde estão através do apoio militar ocidental contínuo é muito mais vantajoso e mais barato para os Estados Unidos do que permitir que a Ucrânia perca. “Congelar” o conflito é pior do que continuar a ajudar a Ucrânia a lutar – isso simplesmente daria à Rússia tempo e espaço para se preparar para uma nova guerra para conquistar a Ucrânia e confrontar a NATO. Ajudar a Ucrânia a recuperar o controlo de todo ou da maior parte do seu território seria muito mais vantajoso, pois empurraria as forças russas ainda mais para leste. O melhor de tudo é que apoiar a Ucrânia na sua vitória e depois ajudá-la a reconstruir colocaria as maiores e mais eficazes forças armadas amigas do continente europeu na linha da frente da defesa da NATO - quer a Ucrânia acabe ou não por aderir à aliança.

Em todos estes cenários, os americanos deveriam ter em mente que a Ucrânia não é o Afeganistão. O Afeganistão, em 2001, era um dos países mais pobres do mundo, sem qualquer indústria digna de nota e com uma população pouco instruída. A Ucrânia é altamente industrializada, com uma população moderna, urbana e altamente qualificada. Restaurada às suas fronteiras de 1991, a economia da Ucrânia é suficientemente grande para apoiar as suas próprias forças armadas. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, comprometeu-se recentemente com o seu país a estabelecer a sua própria indústria militar, nomeadamente através do estabelecimento de joint ventures com empresas ocidentais para beneficiar a Ucrânia e os seus parceiros.[3] Uma Ucrânia vitoriosa não seria um domínio permanente do Ocidente. Em vez disso, pode ser verdadeiramente independente e contribuir enormemente para a segurança da OTAN e para a economia do Ocidente.

O súbito colapso da ajuda ocidental provavelmente levaria, mais cedo ou mais tarde, ao colapso da capacidade da Ucrânia de conter os militares russos. As forças russas poderiam avançar até à fronteira ocidental da Ucrânia num tal cenário e estabelecer novas bases militares nas fronteiras da Polónia, Eslováquia, Hungria e Roménia. Os russos estão a preparar forças militares de ocupação para lidar com a quase inevitável insurreição ucraniana, ao mesmo tempo que deixam as tropas da linha da frente livres para ameaçar a NATO.

Os russos expandiram a estrutura do seu exército para combater a guerra e indicaram a sua intenção de manter a estrutura maior após a guerra.[5] Eles poderiam facilmente estacionar três exércitos completos (o 18º Exército de Armas Combinadas e o 25º Exército de Armas Combinadas recém-criado para esta guerra e o 8º Exército de Armas Combinadas de Guardas) nas fronteiras da Polónia, Hungria, Eslováquia e Roménia. Provavelmente aumentariam as divisões componentes desses exércitos para complementos normais de três regimentos cada, recorrendo a formações mais na retaguarda para levar estas unidades da linha da frente a quase a sua força total de cerca de 6 divisões mecanizadas (18 regimentos) na Ucrânia. ] Eles poderiam mover divisões que estavam estacionadas nas fronteiras orientais da Ucrânia para a própria Ucrânia como reservas para as divisões da linha de frente. O Kremlin fez grandes progressos no seu projecto de longo prazo para obter o controlo dos militares bielorrussos, e a vitória na Ucrânia provavelmente levaria ao resto do caminho.[8] Os russos provavelmente implantariam, de forma permanente ou nominalmente rotativa, uma divisão aerotransportada (três regimentos) e uma divisão de infantaria mecanizada (provavelmente três regimentos) também no sudoeste e no norte da Bielorrússia. Eles seriam capazes de ameaçar uma ofensiva mecanizada de curto prazo contra um ou vários estados da OTAN com pelo menos 8 divisões (21 regimentos e brigadas mecanizados ou de tanques e três regimentos aerotransportados), apoiados por reservas significativas, incluindo o 1º Exército Blindado de Guardas, que seria ser reconstituída em torno de Moscovo e sempre teve a intenção de ser a principal força de ataque contra a OTAN. Eles poderiam fazer tal ataque e ainda ameaçar os Estados Bálticos e a Finlândia com as forças já presentes lá e os reforços que anunciaram que pretendem estacionar ao longo das fronteiras finlandesas.[9] As forças terrestres russas seriam cobertas por uma densa rede de defesa aérea de sistemas antiaéreos e antimísseis de longo alcance S-300, S-400 e S-500 com cobertura sobreposta de toda a frente.

A OTAN seria incapaz de se defender contra tal ataque com as forças actualmente na Europa. Os Estados Unidos precisariam de deslocar um grande número de soldados americanos para toda a fronteira oriental da NATO, do Báltico ao Mar Negro, para dissuadir o aventureirismo russo e estar preparados para derrotar um ataque russo. Os Estados Unidos também precisariam de dedicar permanentemente uma proporção significativa da sua frota de aeronaves stealth à Europa. A estratégia de defesa da OTAN baseia-se na superioridade aérea não apenas para proteger as tropas da OTAN contra ataques inimigos, mas também para utilizar o poder aéreo para compensar forças terrestres mais pequenas da OTAN e stocks limitados de artilharia da OTAN. Os Estados Unidos teriam de manter um grande número de aeronaves furtivas disponíveis na Europa para penetrar e destruir os sistemas de defesa aérea russos – e impedir que os russos restabelecessem uma defesa aérea eficaz – para que aeronaves não furtivas e mísseis de cruzeiro pudessem atingir os seus alvos. A exigência de enviar uma frota significativa de aeronaves stealth para a Europa poderia degradar gravemente a capacidade da América de responder eficazmente à agressão chinesa contra Taiwan, uma vez que todos os cenários de Taiwan dependem fortemente das mesmas aeronaves stealth que seriam necessárias para defender a Europa.

O custo destas medidas defensivas seria astronómico e seria provavelmente acompanhado por um período de risco muito elevado, quando as forças dos EUA não estivessem adequadamente preparadas ou posicionadas para lidar com a Rússia ou a China, e muito menos ambas em conjunto.

A invasão da Ucrânia pela Rússia mudou permanentemente a Rússia. Consolidou uma ideologia ultranacionalista que acredita na expansão pela força e que é inerentemente antiocidental. Uma vitória russa na Ucrânia é um caminho certo para outro Putin ou pior. Putin tem consolidado as elites e a sociedade russas em torno da sua agenda pró-guerra através de uma abordagem de “sair ou entrar na linha”.[6] A sua invasão depende necessariamente de russos que apoiem a guerra, que estejam dispostos a reunir apoio ou que estejam simplesmente dispostos a entrar na linha. Esta confiança iluminou e alimentou toda a gama de nacionalistas russos – desde os ultra-nacionalistas dispostos ou aparentemente dispostos a perseguir os objectivos expansionistas de Putin na Ucrânia, independentemente do custo, até aqueles que em grande parte subscreveram os objectivos de Putin, mas divergiram nas formas de os alcançar. ] Putin optou por não silenciar e, em alguns casos, deu poder à comunidade russa de milbloggers e ao eleitorado nacionalista que representam, uma vez que se mostraram eficazes na mobilização dos russos em apoio à guerra.[8] Os nacionalistas russos no poder e na sociedade pretendem restaurar a grandeza da Rússia e minar os Estados Unidos.[9] Eles são inerentemente antiocidentais. São também, ironicamente e deprimente, o que há de mais próximo da sociedade civil que a Rússia tem actualmente. Se a Rússia perder na Ucrânia, o seu futuro será incerto. No entanto, o seu poder irá certamente crescer se a Rússia mantiver os seus ganhos na Ucrânia, como Putin terá demonstrado pelo sucesso que a Rússia pode dar-se ao luxo de pagar custos horríveis e ainda assim vencer porque o Ocidente acabará por recuar. Ele e os seus sucessores procurarão aplicar essa lição a um jogo mais amplo – a destruição da NATO.

O próximo líder russo depois de Putin pode ou não ser igual ou pior que Putin se a Rússia perder na Ucrânia. Contudo, uma vitória russa na Ucrânia é um caminho quase garantido para outro Putin ou pior, devido aos imperativos políticos que uma comunidade nacionalista poderosa criaria. Putin recentemente reviveu as suas narrativas expansionistas que negam a integridade territorial ucraniana como parte da sua campanha presidencial, provavelmente apelando a estas comunidades.[10] Os nacionalistas levarão adiante a intenção de Putin (a mesma intenção em relação à Ucrânia, aos Estados Unidos e à NATO que levou à invasão em grande escala) e poderão até gerar e prosseguir uma versão mais extrema desta intenção.

O Kremlin procura privar a América da sua vontade de agir. Esta é uma das poucas formas, e certamente a mais rápida, de a Rússia obter vantagem na Ucrânia e restaurar o seu poder a nível mundial. O Kremlin considera que os Estados Unidos são o único Estado soberano que se coloca – em termos de vontade e capacidade – entre a Rússia e o lugar “de direito” do Kremlin na Ucrânia e no mundo. Moscou vê os Estados Unidos como um inimigo. O Kremlin procura assim não apenas competir com os Estados Unidos, mas também diminuir o poder dos EUA e a influência global. O Departamento de Defesa dos EUA (DoD) define um centro de gravidade como uma fonte de poder que fornece força moral ou física, liberdade de ação ou vontade de agir.[38] O Kremlin tem limites na sua capacidade de competir ou degradar significativamente a força física dos EUA.[39] O Kremlin tem estado, portanto, concentrado em diminuir a vontade de agir dos EUA, que provavelmente vê como o centro de gravidade dos EUA. A Rússia procura moldar o comportamento da América para agir contra os seus interesses e valores, para retirar completamente aos Estados Unidos a vontade de agir e para convencer o mundo de que os Estados Unidos podem e devem ser rejeitados.

O Kremlin está empenhado em diversas linhas de esforços para apoiar este objectivo:

1) A Rússia procura minar a crença dos americanos no valor da acção como tal. Putin precisa que os Estados Unidos optem pela inacção na Ucrânia, caso contrário, a Rússia não poderá vencer. Este modelo funcionou para Putin a nível interno, onde o Kremlin estabeleceu a inacção como uma resposta padrão dos cidadãos russos a estímulos externos e internos. Putin convenceu os russos de que uma alternativa a ele é pior ou demasiado cara para lutar.[40] O Kremlin procura convencer os Estados Unidos de que a vitória da Ucrânia é inatingível, demasiado dispendiosa ou não é do interesse da América.[41]

2) A Rússia procura minar a percepção da credibilidade, do poder, da influência e da justiça dos EUA em todo o mundo para diminuir a capacidade da América de inspirar outros a agir. Mesmo quando preocupada com a Ucrânia, a Rússia investe em narrativas anti-EUA, muitas vezes apoiadas por meios físicos, desde África até à América do Sul.[42] O Kremlin também tem como alvo aliados e parceiros dos EUA – um pilar central do poder dos EUA – ao mesmo tempo que investe numa coligação anti-EUA em apoio ao mesmo esforço.

3) O Kremlin tem como alvo a vontade global de agir. Putin está a trabalhar para criar uma ordem internacional que simplesmente aceite, e nunca combata, os princípios russos – tais como o reivindicado direito do Kremlin de possuir a Ucrânia e de cometer atrocidades dentro da Rússia e a nível mundial à vontade. [43] As autoridades russas enquadram este esforço como o objetivo da Rússia de “arquitetar um futuro global justo”.[44]

Permitir que a Rússia vença na Ucrânia resultaria numa ordem global remodelada que favoreceria os adversários dos EUA e normalizaria as seguintes ideias:

• A Rússia (e outros Estados suficientemente fortes) merece a sua aparente esfera de influência, independentemente da vontade dos seus vizinhos.

• Os predadores podem redesenhar as fronteiras pela força e as vítimas devem justificar o seu direito de existir.

• As instituições internacionais ocidentais não conseguem cumprir as próprias missões para as quais foram criadas.

• A Rússia pode tratar as pessoas nas áreas que controla da maneira que quiser, inclusive submetendo-as a atrocidades perpétuas.

• Os Estados Unidos enfrentarão um ambiente internacional em que o relativismo moral ressurgirá ainda mais e os valores se desgastarão ainda mais, alimentados por argumentos no sentido de que se a Rússia ganhasse, talvez não fosse assim tão mau, talvez não fosse, afinal, uma questão a preto e branco.

Estes princípios são antitéticos à ordem internacional baseada em regras, que continua a ser um pilar da prosperidade e segurança dos EUA.

O risco de uma guerra nuclear é inerente a qualquer tentativa de resistir à agressão de qualquer Estado com armas nucleares. Será manifesto se a Rússia atacar novamente a Ucrânia ou se ameaçar ou atacar a NATO. Estará presente se a China atacar Taiwan. Uma política americana que se recusa a aceitar qualquer risco de utilização nuclear em qualquer lugar é uma política de rendição permanente e ilimitada a predadores com armas nucleares. Uma tal política encorajará a sua predação e também encorajará outros predadores, como o Irão, a adquirir armas nucleares.

Uma vitória russa na Ucrânia criaria um mundo fundamentalmente antitético aos interesses e valores dos EUA, com uma coligação antiocidental poderosa. O poder de dissuasão e a posição geopolítica dos EUA diminuirão. O custo de proteger a pátria e de operar a nível global aumentará, assim como o número de questões de segurança nacional que os Estados Unidos terão de enfrentar. Mais estados e grupos desafiarão a América a nível interno e externo. É mais provável que a intenção latente do adversário se transforme em acção – e foi assim que chegámos aqui, quando a Rússia percebeu que o Ocidente era fraco.

A assimetria ocorre em ambos os sentidos: a Ucrânia é o eixo do qual depende o futuro do poder da Rússia. a capacidade de reconstituição da Rússia; manter e aumentar o seu controlo e influência sobre os seus vizinhos; o poder das narrativas globais do Kremlin e a capacidade de manipular a vontade e as percepções dos EUA; e a força das coligações da Rússia, incluindo com os adversários dos EUA, depende de a Rússia ganhar ou perder na Ucrânia. Ajudar a Ucrânia a vencer não só impediria a Rússia de apagar uma nação independente e salvaria o povo ucraniano das atrocidades e assassinatos russos, mas também desferiria um golpe assimétrico à ameaça russa e à coligação anti-EUA.
O texto é muito bom.

Única coisa que eu bato na tecla há um tempo, é que o ocidente precisa lidar com o cenário da Ucrânia não recuperando os seus territórios. Precisa existir o incentivo de proteger o que ainda está sob controle, ao invés ruir completamente ao falhar na contra-ofensiva.
 
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DanielMF

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Exatamente. Disso você tira a conclusão que dizer que o Trump vai abandonar a Ucrânia ridículo. O que o Trump está DIZENDO é que ele vai negociar entre os países e pelo o que eu vejo, é o mais provável.
Não é só discurso.

Os republicanos estão efetivamente criando empecilhos no congresso.

Por que para a Rússia é melhor controlar via marionete os países, como ela fazia até 2014. O problema da Ucrânia é que tiraram o marionete da Rússia de lá. O objetivo da Rússia é retirar os elementos políticos anti-Rússia da Ucrânia.

O Putin escreveu um longo ensaio sobre isso: http://en.kremlin.ru/events/president/news/66181
Dá na mesma.

Ou vira uma marionete tipo a situação atual da Bielorrússia, ou é invadido. Qualquer outra situação já não é do interesse da Rússia, e ambos cenários são péssimos.
 

samouraï solitaire

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Não é só discurso.

Os republicanos estão efetivamente criando empecilhos no congresso.

É, porque o objetivo é evitar a gastação desenfreada com a guerra, pois a gastação pandemia + guerras está acabando com a economia americana, o povão está sentindo os efeitos com a inflação.

Isso não vai durar, não tem jeito. Os americanos não vão inflacionar a própria economia por causa da Ucrânia. Se o Trump assume, é capaz dos que apoiam a guerra irem contra ela se ele aumentar o passo.

Agora, eu não vejo discurso nenhum do Trump dizendo que vai abandonar, até porque isso pareceria um tipo de derrota. Eles vão dar um jeito por meios diplomáticos, costurar alguma coisa (não significa algo bom para a Ucrânia), no qual as potências saiam bem.

Taiwan é diferente. Todas as vezes que vi falando de Taiwan era tipo: "isso daí devemos ir para a guerra mesmo".

Dá na mesma.

Ou vira uma marionete tipo a situação atual da Bielorrússia, ou é invadido. Qualquer outra situação já não é do interesse da Rússia, e ambos cenários são péssimos.

Para a Ucrânia, com certeza.
 

SegaAMD

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Moro aqui nos eua, nem os imigrantes querem mais o velho gaga.
Quando o trump estava no poder a economia estava forte, muitas construções, nem na época do COVID q foi bem complicada as coisas estavam como agora, o preço de tudo subiu e tem muita gente parada procurando part time.
A inflação está diretamente ligada a guerra , de fato o fim do financiamento vai melhorar a vida do norte americano, se Trump fizer isso em 2 meses terá a maior popularidade da história .

Mas me diga, a base do velhote vai crescer ? na hora H sim, pois o futuro dos eua está realmente em jogo, porque o assunto é: América First x socorrer aliados , e se os republicanos atentarem contra o velhote aí aí aí eu não descarto a possibilidade de tentarem remover o Biden.
 

Shifty♤

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O texto é muito bom.

Única coisa que eu bato na tecla há um tempo, é que o ocidente precisa lidar com o cenário da Ucrânia não recuperando os seus territórios. Precisa existir o incentivo de proteger o que ainda está sob controle, ao invés ruir completamente ao falhar na contra-ofensiva.

O cenário ideal (o que não quer dizer que seja realista) seria a Ucrânia recuperar todo o seu território, como era antes de 2014.

O importante é notar como o quanto mais a Rússia se aproximar da fronteira da Europa ocidental, o quanto isso vai ser prejudicial para as questões estratégicas de Defesa da OTAN.

Estão achando que o ocidente está "gastando" muito dinheiro atualmente com a guerra? Esperem pra ver o quanto vai ter que ser investido em Defesa com a Rússia as portas da OTAN no caso de uma vitória completa na Ucrânia. Gastos possivelmente por tempo indefinido, enquanto a Rússia permanecer próxima das fronteiras, posicionando tropas e elevando o nível de prontidão de todos os envolvidos.

Por isso que é importante no mínimo a Ucrânia não perder mais nenhum território. Quanto mais a Rússia se aproximar da Europa ocidental, maiores os gastos (tendo que inclusive fabricar equipamentos sensíveis, como aviões stealth e tal, os gastos serão absurdos) e o nível de prontidão militar serão exigidos dos países mais próximos.

Evitar guerra e gastos não é só cruzar os braços e contar com a boa vontade de todos.
 

samouraï solitaire

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Estão achando que o ocidente está "gastando" muito dinheiro atualmente com a guerra? Esperem pra ver o quanto vai ter que ser investido em Defesa com a Rússia as portas da OTAN no caso de uma vitória completa na Ucrânia. Gastos possivelmente por tempo indefinido, enquanto a Rússia permanecer próxima das fronteiras, posicionando tropas e elevando o nível de prontidão de todos os envolvidos.

Por isso o Trump sempre falou para o povo gastar mais, não quiseram, uai...

Eu não achei o vídeo, mas tem um onde ele diz para os burocratas europeus isso e o povo dá risada. Vão ter que aumentar gasto de qualquer jeito agora.
 

Shifty♤

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Por isso o Trump sempre falou para o povo gastar mais, não quiseram, uai...

Eu não achei o vídeo, mas tem um onde ele diz para os burocratas europeus isso e o povo dá risada. Vão ter que aumentar gasto de qualquer jeito agora.

Conheço essa posição dele e não está errado nesse ponto. A OTAN sempre dependeu demais dos EUA. Nada mais justo cobrar dos europeus maiores investimentos para lidar com problemas que estão chegando a sua porta.

Porém os EUA faz parte da OTAN, tb n é como se ele simplesmente pudesse virar as costas e mandarem se lascar. Largar a Europa a própria sorte, invariavelmente traria consequências indesejáveis para os EUA e os seus interesses.

Conhecemos os planos imperialistas da Rússia e o seu objetivo declarado em destruir o ocidente e remodelar a ordem mundial.

Dito isso, o candidato favorito do Putin é o Trump. Só aí eu já acho esquisito.

Eu nem estou entrando no mérito de quem deva ganhar essas eleições. Tem todas essas questões internas dos EUA que são muito importantes, não discordo de nada disso que já foi colocado aqui. O meu post aqui é só sobre essa questão geopolítica. Daqui a pouco me aparece um aí me chamando de comunista kkk sendo que praticamente estão defendendo o avanço dos herdeiros do comunismo :klol
 

samouraï solitaire

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Conheço essa posição dele e não está errado nesse ponto. A OTAN sempre dependeu demais dos EUA. Nada mais justo cobrar dos europeus maiores investimentos para lidar com problemas que estão chegando a sua porta.

Porém os EUA faz parte da OTAN, tb n é como se ele simplesmente pudesse virar as costas e mandarem se lascar. Largar a Europa a própria sorte, invariavelmente traria consequências indesejáveis para os EUA e os seus interesses.

Conhecemos os planos imperialistas da Rússia e o seu objetivo declarado em destruir o ocidente e remodelar a ordem mundial.

Dito isso, o candidato favorito do Putin é o Trump. Só aí eu já acho esquisito.

Eu nem estou entrando no mérito de quem deva ganhar essas eleições. Tem todas essas questões internas dos EUA que são muito importantes, não discordo de nada disso que já foi colocado aqui. O meu post aqui é só sobre essa questão geopolítica. Daqui a pouco me aparece um aí me chamando de comunista kkk sendo que praticamente estão defendendo o avanço dos herdeiros do comunismo :klol

Se nós estivéssemos lá, com certeza, antes da guerra começar, só de saber quem são os sujeitos no governo russo, teríamos agido contra a Rússia, mas a elite europeia quis agir?

OTAN vai virar um abacaxi, e os americanos estão prontos para aumentar o boleto europeu.
 

Shifty♤

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Se nós estivéssemos lá, com certeza, antes da guerra começar, só de saber quem são os sujeitos no governo russo, teríamos agido contra a Rússia, mas a elite europeia quis agir?

OTAN vai virar um abacaxi, e os americanos estão prontos para aumentar o boleto europeu.

E tem gente que acha ruim ser brasileiro. Estamos longe de toda essa papagaiada.

:coolface

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No meio dos posts apareceu essa notificação aqui:

Video novo do Pepe


As vezes sinto que o meu ouvido está virando pinico escutando esses caras. Mas é importante pelo menos para entender o que tá rolando do lado russete da força.
 
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