Metal Gear Solid: Snake Eater 3D
Apesar desse ser o terceiro título da franquia, em termos de enredo, os acontecimentos precedem os que ocorrem no primeiro e segundo game, portanto esse parece ser uma ótima porta de entrada para conhecer a franquia.
Joguei esse jogo pela primeira vez no PS2, quando ainda era guri. Naquela época eu não manjava muito de videogame e dropei do jogo por não saber como que salvava. Descobri essa versão de 3DS que é mais barata que a de PS2 tunada (Subsistance) e ainda tem alguns aprimoramentos de jogabilidade.
O jogo conta a história de um agente secreto que usa o codinome Naked Snake em suas missões, ele recebe a missão de se infiltrar em uma selva para resgatar um cientista russo que estava trabalhando em uma super arma nuclear para a URSS e resolve debandar para tentar evitar o fim do mundo.
Durante a trama, encontramos diversos vilões (chefes) com personalidades e trajes únicos, todos com o DNA do gênio dos videogames, Hideo Kojima. A priori parece ser um jogo focado no realismo, mas as loucuras que vemos ao longo da trama são típicas do Kojima e ficou muito legal.
O nosso personagem pode se comunicar com a base a qualquer momento e receber instruções de sobrevivência, armas, medicina e sobre a missão em si.
No geral eu gostei muito da história, é cheia de personalidade, traição, emoção, crítica social e com um baita plot twist (e o plot twist do plot twist no pós créditos).
A jogabilidade é um misto de satisfação e frustração. Satisfação porque ela é muito original, aqui temos uma mecânica de camuflagem, que a depender do terremos precisamos trocar nossa roupa para passar despercebidos pelos soldados. Também temos a opção de um confronto direto, mas aí ficamos dependente de munições e armas de grosso calibre. Temos uma arma bacana chamada MK22 que nos permite dar tiros com tranquilizante nos caras.
A frustação é porque a mira aqui é muito ruim. Não sei se o C-Stick do meu New 3DS está quebrado, mas é muito impreciso mirar em primeira pessoa. Tanto que acabei desabilitando ele no meio do jogo e usei os botões direitos para ajustar a câmera, assim como é no PSP. Talvez se eu estivesse usando o circle pad pro a experiência fosse melhor.
A opção de mira automática ajuda em algumas situações, mas também não é muito precisa.

O jogo é cheio de easter eggs e alternativas diferentes para concluir um objetivo. Os chefes são todos difíceis de passar sem a ajuda de um detonado. Imagino que o cara que for seco vai passar muito raiva. Mas para quem gosta de desafios, é um prato cheio.
Graficamente o jogo é muito bonito, já na versão de 2004 ele era tido como um dos mais bonitos da geração, e remasterizado para o 3DS ficou bem bacana. E o efeito 3d nas custcenes realmente aumenta a imersão, embora in-game não valha a pena ser usado.

Um ponto negativo é que a grama/mato, importante para nos escondermos e ajudar na camuflagem, as vezes demora para aparecer na tela, o jogo só renderiza quando estamos muito perto. Parece que não usaram bem a memória do console.
Também notei algumas quedas de FPS, principalmente quando há trocação de tiro contra mais de um soldado. Imagino que no 3ds old a situação seja pior.

Como o jogo se passa nos anos 60, a trilha sonora contém muito jazz e algo que lembra filmes de espionagem do James Bond.
Em termos de ambientação o jogo é show, os cenários são variados, desde florestas úmidas cheias de animais peçonhentos, a montanhas desertas, esgotos fedidos e cavernas escuras.

Metal Gear Solid 3 é tido por muitos como um dos melhores jogos da 6ª geração de consoles, e agora eu entendo o porquê de tanta idolatria.
Para quem tem um 3ds esse é um jogo obrigatório, um dos poucos jogos adultos do console. E para quem tem o PS2 ele é ainda mais recomendado, principalmente sua versão Subsistence.
MGS 3 recebe o selo de absolute videogame.
