HOT WHEELS UNLEASHED 2: TURBOCHARGED (PS5)
Jogo muito parecido com o primeiro Hot Wheels Unleashed, que saiu só dois anos antes do 2. Ele até tem suas novidades, mas no principal ainda é muito parecido com o seu antecessor.
A jogabilidade é bem pouco realista, o que é óbvio pra um jogo de Hot Wheels. As corridas têm muita velocidade, com foco no uso de turbo e drifts, que são fáceis de executar. É um jogo bem tranquilo de pegar o jeito, além de divertido.
Os gráficos são bons. No geral, curti o visual do jogo. O design dos carrinhos, a ambientação das pistas e tudo mais é bem bacana.
Assim como muitos jogos de corrida, esse acaba caindo muito na repetição. Ele tem cinco "mundos", mas todos são a mesma coisa no que diz respeito aos modos de jogo. Aliás, alguns desses modos eu achei legais, outros nem tanto.
A criação é algo bem presente nesse jogo. Assim como no primeiro Hot Wheels Unleashed, temos o sistema de criação de pistas, que eu mal experimentei dessa vez. Além disso, temos também a opção de criar visuais pros carros, que assim como as pistas, também podemos compartilhar com a comunidade.
Uma das novidades nessa sequência é ter mais história que o primeiro jogo, embora seja uma historinha bastante simples e infantil, contada com algumas cutscenes de imagens estáticas e animações simples.
Minha experiência no online foi boa. Em nenhuma partida senti lag ou outro problema. Só é uma pena que não tenha tanta gente jogando o jogo, então fica difícil ter uma partida cheia. A única parte ruim do online foi jogar algumas corridas em pistas criadas pela comunidade. Tem umas que são horríveis, inimigas da diversão.
No fim das contas, como disse antes, o jogo é bem parecido com o seu antecessor, o que é de se esperar, já que os dois foram lançados num curto período de tempo. Achei que faltou alguma grande novidade, tipo um modo com batalha ou algo nesse nível, mas pelo menos o jogo é um upgrade do primeiro Hot Wheels Unleashed em vários aspectos e eu curti ele.
SOUTH PARK: THE FRACTURED BUT WHOLE (PS4)
Acabei enrolando pra jogar esse jogo. Ele tava no meu backlog desde que zerei o South Park: The Stick of Truth no início do ano passado.
As principais novidades dele em relação ao seu antecessor estão no combate, que continua por turnos, mas dessa vez tem mais profundidade, sendo bem menos simples que o do Stick of Truth. De início não curti o sistema de grades nas batalhas, mas foi só uma questão de costume pra eu passar a gostar.
A exploração do jogo é simples, mas legal. É bacana ficar explorando a cidade atrás de coletáveis, cosméticos, artefatos, objetivos de side quests, etc. Nem tudo pode ser acessado de início, dependendo de algum item ou habilidade, o que dá um toque de metroidvania à exploração.
Os gráficos continuam iguais aos do Stick of Truth, sendo extremamente fiéis aos do desenho. É como se você estivesse jogando um longo episódio de South Park.
A história mais uma vez é baseada numa brincadeira do Cartman e seus amigos, mas dessa vez sai do tema de fantasia medieval para o de super-heróis e envolve uma conspiração criminosa na cidade. É um enredo com bastante humor ácido, o que se espera de South Park.
Um ponto interessante é que o jogo tá com dublagem em português, com o mesmo elenco de dubladores do desenho, o que é um diferencial bacana em relação ao seu antecessor.
Enfim, curti demais o jogo, tanto que até comprei as DLCs pra ter mais conteúdo pra jogar. Em vários pontos achei ele um upgrade do Stick of Truth, que também é ótimo. Recomendo muito ambos, especialmente pra quem é fã de South Park.
Zerei esse jogo pela primeira vez em 2019, na versão de PC, e desde então tenho ele na minha lista de jogos subestimados da geração passada, que mereciam ter mais reconhecimento. Recentemente ele tava numa ótima promoção na PSN, então resolvi comprar pra matar a saudade.
Ele é da mesma empresa que fez os Nazi Zombie Army e bebe muito da fonte do seu irmão, sendo também um jogo de tiro em terceira pessoa onde você enfrenta hordas e mais hordas de mortos vivos, mas o Strange Brigade tem seus diferenciais, e um dos principais na parte do gameplay é ter muitos puzzles entre as batalhas.
Os gráficos são ok, tem nada de mais, mas é um jogo visualmente muito agradável por causa da sua ambientação, que se passa no Egito dos anos 30. A temática do jogo tem uma pegada que lembra a de filmes tipo A Múmia, Indiana Jones e afins, então passamos por muitas ruínas, cavernas, montanhas e coisas do tipo.
O enredo é bem simplezinho, coisa de filme de Sessão da Tarde pra menos. É sobre uma antiga faraó do mal que teve seu espírito libertado e tá querendo dominar o mundo, aí uma equipe, que se chama Strange Brigade, foi designada pra acabar com os planos dela.
Além da campanha, o jogo tem o modo Horda, que lembra bastante o Zombies do Call of Duty. Eu não cheguei a jogar ele dessa vez, mas joguei com um amigo na primeira vez que zerei o jogo e curti bastante.
Um ponto negativo do Strange Brigade é que, embora tenha um gameplay divertido, ele é um tanto repetitivo. O jogo até alterna bastante entre combates e puzzles, mas os puzzles repetem bastante e são pouco inspirados, e a parte do combate é sempre a mesma coisa.
Algo que ia esquecendo de citar é que, embora o jogo não tenha uma versão da nova geração, a de PS4 roda a 60 fps no
PS5, desde que você ative uma opção que desbloqueia o limite de taxa de frames. Pra quem, assim como eu, ficou acostumado com 60 fps, isso é ótimo.
No fim das contas, esse é um jogo bem bacana pra quem curte algo focado em tiroteios e puzzles, sem muita história pra “atrapalhar” a jogatina. E no caso do Strange Brigade, ele ainda tem o diferencial da sua temática, que eu acho bem maneira, sem falar que é um jogo que dá pra conseguir bem barato em promoções.