Metal Gear: Ghost Babel - (GBC, 2000) - 14/05/2026 - Nota - 7,2/10
Aqui foi um jogo que demorei alguns meses para terminar, comecei no retrojogo do Mês de fevereiro a jornada, embalei bem e em uma semana fiz mais da metade do game, com isso, análise dos principais pontos dele:
Diversão (10 pts): 7/10. Aqui quero lançar uma questão para vocês: Metal Gear é uma série mais interessante que divertida ? Para mim sim, os dois jogos que joguei da série ( este e o primeiro remake do GameCube) o que mais me fez continuar é o interesse na história, nas mecânicas, nas surpresas, como o jogo vai fechar, assim, o forte do game não é totalmente ser algo divertido, produtor de endorfina, o jogo é um pouco trabalhoso, frustrante às vezes, demorado, com seu tempo, com algumas coisas obscuras, por isso, deixo ele com um nota 7 aqui, teve seus momentos divertidos e os momentos que sustentaram o game foi ser interessante, pois estava meio chatinho, e talvez isso tenha demorado tanto para terminá-lo.
Level Design (5 pts): 3/5. O level design é meio estranho, alguns momentos o jogo te fala: "tem um buraco em uma parede para você entrar", mas, porra, é um jogo todo pixelado, o que é um buraco ou uma sombra ? são vários momentos que isso acontece durante o jogo te deixando na mão, em certa altura do campeonato, estava jogando com um guia em vídeo para saber aonde ir e o que fazer, acredito que as fases mais fechadas o jogo brilha mais, alguns puzzles não são dos mais divertidos como um que você tem que decorar o caminho certo em algumas esteiras demandando diversas tentativas até achar o caminho correto, por vezes temos que ir e retornar diversas vezes nas fases o que é meio xarope, prefiro as fases mais diretas aqui, de resto, é um jogo com boas fases, principalmente para um GBC.
Game Design (5 pts): 4/5. Esse jogo consegue fazer algo incrível, que é transmitir o sentimento que é metal gear para um jogo de gbc em um cartucho de 2mb, loucura total isso, tudo está aqui, a história, as lutas legais contra os bosses, as diversas armas e suas funcionalidades, itens, puzzles, cutscenes dramáticas, personagens marcantes, sistema stealth, absurdo completo, claro que transporta os defeitos do jogo original; a burocracia de metal gear é algo frustrante, abre menu, seleciona itens, tal item para tal momento, volta, seleciona outro item, é praticamente um simulador de burocrata fdp que vai ferrar sua vida se você precisar dele em uma segunda-feira, simplesmente parece que metade do jogo é fazendo isso, e, isso que nem usei o save nativo do game, foi no save state, se não eram mais algumas horas de pura burocracia. Resumindo, para o bem ou para o mal, aqui temos um jogo metal gear em sua mais pura essência, com o adendo do jogo ser dividido em fases, mas isso mais ajuda que atrapalha, principalmente para um game desse escopo em um GBC.
Arte em geral (4 pts): 3/4. Definitivamente é um jogo bem charmoso com sua pixel art, consegue emplacar cutscenes até emocionantes, tem algumas animações em pixel interessantes, a história, ao meu ver, perde um pouco de força por sua semelhança com o primeiro jogo 3d da franquia, acho bem idêntica se parar para prestar atenção, algumas coisas incomodam, e acredito que a limitação de hardware contribui, cenários bastante iguais e sem variação, ou é deserto amarelo, ou concreto cinza, algumas coisas de verde aqui ali, podiam pelo menos variar um pouco mais. Se for pensar, é apenas uma reclamação vazia por tudo que conseguiram colocar no game.
Som (1 pt): 0,6/1. Okay, efeitos sonoros bons e que avisam bem o que acontece na tela ( por exemplo, você foi descoberto por algum inimigo), a música passa sensações necessárias, acima da média do console, que em diversos jogos é um amaranhado de grunhidos incomodativos, claro que nada marcante mas bom dentro das possibilidades.
Gameplay (7 pts): 6/7. Acredito que, tirando a burocracia para escolher itens e armas, que pode algumas vezes te atrapalhar até selecionando as coisas erradas, de resto nada a reclamar, mirar e atirar é de boas aqui, bater nos inimigos igualmente, o jogo responde bem, por exemplo você querer se encostar na parede ou bater um cartão em alguma porta, não é dos jogos mais gostosos de jogar em si, mas é extremamente funcional.
Imersão (7 pts): 4,5/7. Putz, aqui o jogo me perde demais, a história é boa, mas não suficiente para me fazer jogar sem parar ou se importar tanto com ela, o jogo não é tão gostoso de jogar para eu ficar viciado em sua gameplay, é aquele jogo que, olha, sobrou uma horinha aqui e já comecei esse aqui porque não avançar nele ? Ao mesmo tempo da uma preguiça pois tem vezes que o jogo não anda, é jogar e jogar para avançar tão pouco, no fim, provavelmente é um daqueles jogos que vou me lembrar de ter terminado, pensar como uma boa experiência, mas certamente nunca vai ser um dos jogos top que já joguei, o que é incrivelmente algo que posso comentar sobre Metal Gear Solid: The Twin Snakes. Talvez sejam jogos que eu gosto, mas não são exatamente a minha "geleia".
Gráficos (3 pts): 2,5/3. Muito bonitos e bem feitos para um GBC. Conhecendo o hardware de um gbc e com as tecnologias da epóca, minhas reclamações vão para o que já reclamei, não vou me aprofundar para não ser repetitivo, certas coisas no cenário deveriam ser mais fáceis de identificar e certos ambientes repetitivos podem deixar o jogador cansado em sua jornada.
Bugs/funcionamento (2 pts): 2/2. Funciona perfeitamente e sem bugs.
Pormenores técnicos (1 pt): 0,8/1. Tirar um pouquinho de pontos por toda a burocracia que envolve o game, inclusive, salvar.
Extra/Conclusão (-5 a +5 pts): +3. Apesar de não ser um dos meus favoritos, Metal Gear Solid de GBC é um jogo extremamente interessante, e de longe, impressionante por terem conseguido portar de maneira tão eficaz a experiência Metal Gear Solid para um GBC, certamente fica na primeira prateleira de destaque de jogos do GBC, recomendo dar uma conferida no game, pode surpreender, para fãs da série, diria que é quase obrigatório.
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