Locadoras praticamente não existem mais. Contam-se nos dedos de uma mão as que ainda estão por aí.
Mas digamos que elas existissem em abundância. Fiz uma pesquisa sobre os preços cobrados por locação. Foram de 5 reais para jogos velhos de PS4, PS3, X360 e XOne, até 40 reais por Mario Kart para
Switch 2. Preço médio: 20 reais. Por locação!!!
Game Pass custa 59,99 por mês. Três joguinhos alugados já pagariam pela assinatura.
Mas não acabou. Vamos lembrar como era a m**** de depender de locadoras, logo pulverizadas quando os jogadores tiveram acesso pleno e barato aos jogos, com a pirataria dos discos ópticos. Você tinha que se descolar à locadora. Trânsito, filas, tempo de vida gasto. E chegando lá, com sorte, haveria 2 ou 3 cópias de um lançamento; que dificilmente estariam lá. E qual o modelo justo? Reservar o jogo? Ou priorizar quem estava lá, in loco, esperando?
Ah, sim. Alugue dois jogos na sexta, devolva na segunda. Um final de semana inteirinho para jogar, hein? Talvez funcionasse para moleques vagabundos, em idade escolar. Para a maioria das pessoas é muito pouco tempo.
O modelo de locadoras morreu porque coisa melhor surgiu: ter o jogo pirata, pelo tempo que precisar. O modelo de jogos piratas foi severamente combatido, e qual o modelo vigente, com muitos dos benefícios de se ter um jogo por muito tempo? O Game Pass.
Ah, mas com o Game Pass não escolhemos os jogos, e eles saem de catálogo! Sim, mas com as locadoras também não escolhíamos o que estaria lá; isso era com o dono do estabelecimento. E se o jogo estragasse, o que era muito comum com discos, dificilmente seria reposto. Com o Game Pass ainda rola um bom desconto para comprar o que está saindo de catálogo.
Game Pass: centenas de jogos, lançamentos day one da maior publisher da atualidade (o que não é pouca coisa), disponíveis quando eu quiser, imediatamente, e por tempos generosos. Comparar com o modelo falido de locação é quase risível.
Ainda, em tempo, o que parece que muita gente esquece: ninguém é obrigado a assinar. Ninguém é obrigado a colocar o seu jogo lá. O modelo de aquisição e "se fode aí se o jogo for ruim" continua vigente.
Gosto do modelo da Steam. Joguei por algumas horas e não gostei? Meu dinheiro de volta. Coisa que, nos consoles, é bem mais dificultada, isso quando é possível... normalmente apenas em casos de jogos muito, mas muito quebrados. Mas ainda é um modelo que exige muito investimento, comparado ao de assinatura.
Estou velho demais para querer modelos que me demandem tempo, mais dinheiro e disponibilidade para jogar jogo b*sta. Se não me prendeu nas primeiras horas, que vá para o Inferno. Se melhorar com o tempo, estará ali no catálogo ou em promoção, para eu dar outra chance. Com o Game Pass joguei coisa boa que normalmente não compraria, como Cocoon, e não comprei porcaria após experimentá-lo (Metal Hellsinger), que eu estava no hype para adquirir.
Ah, as pessoas se perdem com tantas opções! Aí já é problema de cada um. Falta de disciplina, algum transtorno, que seja. Não é culpa da Microsoft.
Longa vida ao Game Pass.