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[Review] Killzone: Shadow Fall [+Spoiler Básico]

konuhi

Bam-bam-bam
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Iae pessoal, beleza? Bom, como eu prometi em alguns tópicos eu iria pegar meu Killzone, jogar e fazer uma review, logo após faria o mesmo com o Knack. Farei uma stream do Knack (vou tentar, se a GVT ajudar hue) sábado ou ainda na sexta. Pois bem, a maioria de vocês sabe que eu sou um simpatizante da Sony, mas, nenhum fanboy cego, gosto dela até o ponto em que ela me irritar com algo que eu ache ruim, então, já estou preparado para ler algo como; " Review de Sonysta", entretanto, estarei dando apenas minha mais sincera opinião sobre o jogo, como procuro fazer sempre que debato sobre alguma coisa (Menos sobre o Xgone, porque aí eu hateio mesmo :brbr)

História
Killzone: Shadow Fall se passa trinta anos depois da queda do império Helghan, destruída pelos esforços dos ISA em Killzone 3. Sem um lar, comando ou força para continuar a guerra, os Helghast se viram forçados a aceitar os termos de paz impostos pela ISA que em troca, ofereceu metade de Vekta (planeta natal ISA) para acomodação dos remanescentes Helghast. Parte do povo Vektan foi expulso daquela área, ou, condenado a viver em um tipo de favela, sendo construído assim, um muro (Sim, como o muro de Berlim) separando Vekta de Nova Helghan.​
Este é o prelúdio para os acontecimentos anteriores a Shadow Fall, o jogo, após explicar estes mesmos fatos, te coloca na pele de Lucas Kellan ainda garoto, com seu pai, confinados do outro lado da muralha, o lado de Nova Helghan, tendo como objetivo escapar para o lado de Vekta, "O Pai", como é chamada a primeira parte do jogo, serve mais como um tutorial e introdução do que qualquer outra coisa. Logo após saírem de casa, encontram-se com Sinclair, futuro mentor de Kellan, após a morte de seu pai, Lucas e Sinclair atravessam a muralha sozinhos e nos é mostrado uma pequena parte do "Futuro" deste, assim finalmente começando sua história, em meio a uma tensão, onde um grupo terrorista chamado de "Black Hand" faz de tudo para explodir uma nova guerra.​
Tudo parece muito legal e bonito no papel, certo? Mas na realidade não é. Lucas é outro personagem de Killzone que foi MUITO mal explorado, em nenhum momento senti nenhuma conexão com ele, é como um casulo sem vida, peguem o "Doom Guy" e deem-lhe uma voz, eis Lucas. Toda a história tenta te convencer de que ele é um grande soldado, um patriota que ama seu país, mas em nenhum momento ele mostra qualquer ação que faça com que você se apegue a ele, nada, em momento algum. Em 90% do jogo você segue ordens de Sinclair sem questionar, e, diga-se de passagem, algumas destas são ABSURDAS!​
A história ainda conta com alguns arquivos de áudio, páginas de uma história em quadrinhos e arquivos para leitura, onde mais uma vez você se pergunta "- Quem escreveu isso, também fez a história do jogo?" Tudo na teoria de Killzone é maravilhoso, eu posso dizer que AMO todo o enredo da guerra entre ISA e Helghast, o fundamento de Shadow Fall, onde existe uma guerra fria e aquela tensão entre os dois lados que podiam cooperar para um bem maior, e no fim, após jogar, a sensação que você tem é a mesma de quando vê uma propaganda do McDonald's e após comprar o hambúrguer vê que aquilo não é a mesma coisa, mesmo tendo a mesma essência.​
Poderia passar mais meia hora escrevendo sobre outros personagens como a Echo e Sinclair, mas são todos TÃO vazios quanto o próprio Lucas, não vou perder tempo nessa parte, me decepcionei muito com o que Shadow Fall poderia trazer.​
Resumo: Apesar de uma essência maravilhosa (e com uma pitada de clichê também!), é MUITO mal explorada e para piorar, os personagens são tão ocos quanto o Jailson do pai de família. Uma frase poderá resumir todo o meu sentimento - Amei o jogo, mas odiei cada minuto que passei jogando.​
Obs: O jogo mostra muito bem a diferença de realidade entre os Helghast e os ISA, fazendo você pensar em vários momentos quem é o real inimigo, nada muito a fundo, mas conseguem pegar essa parte.​
Gráficos e Som
Não há o que se reclamar na parte gráfica do jogo, que faz muito bem seu trabalho como tech demo, proporcionando alguns dos gráficos mais bonitos que eu já vi na minha vida, todo o trabalho delicado com as texturas, a chuva que, ao contato com o solo explode em uma pequena poça e dependendo do lugar é levada para longe, o efeito do sangue em diferentes ambientes e a iluminação, destaque para ela, fiquei por muitas vezes parado observando o horizonte, principalmente no capítulo 4: O Patriota, podemos ver todo o carinho que tiveram com o jogo e, saber que usaram apenas 4gb dos 8 da GDDR5 impressiona e nos faz pensar o que pode ser visto no futuro.​
Parecem não existir CG's no jogo, creio que sejam totalmente renderizados na própria engine, porém, como nem tudo são flores, existem partes do jogo que são mais bonitas que outras, é notável a diferença de um ambiente como o que está acima e um mapa fechado, onde as partes de metal parecem que foram escovadas, alguns pop-ins ali e outros aqui, além de citar que tanto no Single quanto no Multi existem quedas de FPS, creio que cheguem a 40 ou 35 em alguns pontos onde explosões e mortes ocorrem simultaneamente pelo mapa, não vou dizer que não atrapalha pois realmente irrita, mas, depois de jogar por algumas horas, torna-se tão relevante quanto a Grazi saindo do shopping mexendo no celular.​
Já a trilha sonora não impressiona, na verdade, eu não saberia que havia alguma além dos barulhos de explosões, tiros, passarinhos e Helghast conversando por onde passei. Reza a lenda que ela existe, porém, é fraca e vai passar despercebida, sejam pelos gráficos imponentes ou seja pelo tiroteio frenético. Por outro lado, o efeito sonoro de explosões, gritos, conversas (*Em inglês), armas e cenário, são muito bons e vão se fazer presente a maior parte do tempo.​
*O jogo dublado, digamos... é... de regular pra ruim, as vozes são tão bem feitas quanto os personagens, isso melhora muito no áudio original.​
Resumo: Killzone apresenta gráficos estupidamente lindos, usa apenas 4gb GDDR5, vai te deixar de boca aberta e irritado com as quedas de FPS que ocorrem durante a jogatina. O esmero colocado nesta parte é simplesmente fantástico, até agora, o melhor gráfico da New Gen. Trilha sonora = Méh.​
Jogabilidade
Muitos podem considerar Killzone como um corredor cheio de inimigos, né, Lupim? Entretanto, em Shadow Fall o sistema mudou um pouco do que era em seus antecessores, o jogo se divide em capítulos e existem seções dentro dos capítulos, digamos, um semi-open world, onde existem vários objetivos a se cumprir em um mesmo mapa, algumas vezes andando em frente e outras andando para trás e para frente e vice-versa, não houveram mudanças significativas na franquia, tirando o modo como os "mapas" são apresentados, atirar, correr, jogar granada, mirar, o core do sistema é o mesmo de todos os shooters, com implementação de alguns gadgets bem legais.​
A maior parte das armas agora tem um tiro secundário, onde algumas podem se tornar uma sniper com um tiro potente para explodir escudos ou Helghasts, já outras se tornam uma shotgun ambulante ou um lança míssil ambulante, nada de impressionante aqui.​
Foi adicionado agora um novo sistema de vida, chamado de Adrenalina. Existem bolsas espalhadas pelo mapa que podem ser coletadas (até 2 por vez) e usadas de duas maneiras, a primeira, ainda vivo, durante o tiroteio, cria um pequeno slow-mo, também curando o dano já recebido pelo personagem, bem útil em diversas situações. Seu outro método de uso é após morrer, caído ao chão, você pode chamar seu Owl para lhe reviver, usando uma destas bolsas de Adrenalina, criando o mesmo efeito anterior, por uma duração de tempo menor.​
Por fim temos o já citado Owl, um pequeno drone de combate que pode hackear sistemas, criar escudos, te reviver, ser usado como corda do Tarzan (passar de um lado ao outro numa tirolesa, Irrrrá!) e, claro, atacar os pobres Helghast. Seus quatro modos podem ser modificados utilizando o Touch do controle e acionados com o L1, é uma boa adição, porém, nada que faça a jogabilidade sofrer uma mudança gigante.​
A dificuldade geral do jogo parece ter diminuído, joguei no Hard e não tive problemas em quase nenhuma parte, daí entra um ponto negativo, a mudança bruta de dificuldade, de uma hora pra outra, um passeio no parque se tornou a Highway to Hell, fazendo com que você queira jogar o controle na parede, os checkpoints também são mal posicionados e te fazem querer morrer (Porra, checkpoint antes de cutscene... meu santo bago), outra reclamação, de menor tamanho, porém, são as desnecessárias massivas ondas de oponentes, nada contra ondas, mas, cinco ou seis no mesmo lugar, pelo amor de Deus né?​
Resumo: O mesmo de sempre, não agradará Gregos e Troianos, amantes de Shooters vão se sentir bem jogando, outras pessoas, nem tanto. Mas, digo que, ainda sim, trouxe mais evolução do que o CoD Ghosts (cachorrinho pesado da porra)​
Multiplayer
Bom, não me lembro muito do multiplayer do Killzone 3, mas posso afirmar que os modos existentes em Shadow Fall são os mesmos já vistos antes, Warzone, TDM e suas variações. Apesar de pecar com o número de players novamente (nada perto de um Battlefield), o nível de detalhamento do jogo se mostra exatamente o mesmo aqui, sendo extremamente competitivo (malditos viciados, não pararam de me matar =\ ) e divertido ao mesmo tempo, o ritmo frenético das trocas de tiro e explosões, agora com drones e sentinelas posicionadas no chão eleva a diversão e também a frustração, feliz ou infelizmente é mais do mesmo com poucas mudanças, novos desafios, algumas armas novas e mapas, não havendo nenhuma mudança significativa como as Levolutions.​
Resumo: Um multiplayer já visto antes, com uma boa base de jogadores, divertido, porém, enjoativo. Vale ressaltar que disseram que haveria uma adição de novos mapas de graça, isso é um ponto positivo aqui, tornará o jogo menos enjoativo.​
Veredito
Apesar de falhar em alguns pontos cruciais da história e jogabilidade, Killzone: Shadow Fall é um jogo que encanta aos olhos, aos dedos e se você só quer sentar e atirar em alguma coisa, ele é o New Gen que fará o trabalho sem pestanejar, com cerca de 9 horas de jogabilidade, vários colecionáveis e ainda o divertido Multiplayer, você passará muito do seu tempo visitando New Helghan e Vekta.​
Nota: 7.5
 


Trig0

Bam-bam-bam
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Boa análise, é um jogo que quero muito jogar, pois zerei todos os Killzone! Uma coisa que li no fórum oficial do Killzone e que poderia deixar a história bem melhor seria se o Lucas com o decorrer do jogo virasse um vilão, já que dá a entender é que ele só ouve as ordens e as segue sem pensar muito.
 

[[Solid_Snake]]

Ei mãe, 500 pontos!
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Eu gostei bastante do jogo, daria um 8,5 fácil. Não chega no meu Killzone 2 fuderosão, mas achei melhor que o KZ3.
 

raonipedro

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Concordo com td!
Passei muitas horas de raiva jogando esse jogo. Erros bobos e algumas horas gráficos bizonhos!!!
Já olharam para baixo nessa cena do helicóptero?

Os prédios lindos, já as ruas é um
Jpg esticado estilo floresta do Doom1... Imperdoável.

Como é line up ganha 7 meu se fosse lançado depois ganharia um 6 tranquilo.
 

Zeratul

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Ótimo review....muito bem escrito e detalhado.

Gosto bastante de killzone e acompanho a franquia desde o Killzone 1 do PS2 até o 3 para ps3 já que não tenho PS4. E eu jogo mais ele pela historia do conflito que lembra bastante o de uma segunda guerra mundial "moderna" e tambem pelo fato da franquia não escolher lados já que nesse conflito se for parar para ler a historia não tem ninguem certo ou errado.

Não posso falar muito do jogo pois como eu disse eu não tenho ps4 e nem tenho a oportunidade de joga-lo ainda mas mesmo assim creio que compraria, assim como fiz com Killzone 2 que foi meu primeiro jogo de PS3
 


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