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Shifty♤

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A Sikorsky Aircraft, uma empresa Lockheed Martin, revelou hoje seu helicóptero multimissão totalmente autônomo de última geração na Conferência da Associação do Exército dos Estados Unidos (AUSA), o S-70UAS U-Hawk, uma versão altamente modificada do UH-60L Black Hawk sem cabine dianteira e, em vez disso, apresentando portas tipo concha acionadas e uma rampa de carregamento dianteira em um compartimento de carga plano para veículos, tropas e outros equipamentos, resultando em pelo menos 25% a mais de espaço de carga do que o UH-60L original.

 


Shifty♤

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Há relatos de bombardeiros B-52H voando no Caribe em direção a Venezuela.

Dois bombardeiros estratégicos de longo alcance B-52H “Stratofortress” da 2ª Ala de Bombardeio da Força Aérea dos EUA, (BUNNY01) e (BUNNY02), estão atualmente orbitando sobre o sul do Caribe, na costa da Venezuela, a cerca de 160 quilômetros de Caracas, em uma aparente “demonstração de força” contra o regime de Maduro.

 

krueger01

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Tá escalando!

Considerando que a Venezuela ofereceu muito e o Rubio não aceitou, muito em breve teremos alguma bomba (literalmente) em Caracas!
 

ME110

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Do "Oculus Rift" para "Lord of War".

Uma coisa fica clara....quando a China quiser, não vai ter muito o que fazer.
Taiwan não tem chance.

Abraço a todos.
 
Ultima Edição:

samouraï solitaire

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''There is no doubt that we are currently witnessing a decisive turning point in history, comparable to the one that took place at the end of the Middle Ages. The beginning of the modern age is characterized by the unstoppable process of the progressive elimination of “feudal” political formations dividing the national units to the benefit of kingdoms, which is to say of nation-States. At present, it is these nation-States which, irresistably, are gradually giving way to political formations which transgress national borders and which could be designated with the term “Empires.” Nation-States, still powerful in the nineteenth century, are ceasing to be political realities, States in the strong sense of the term, just as the medieval baronies, cities, and archdioceses ceased to be States. The modern State, the current political reality, requires a larger foundation than that represented by Nations in the strict sense. To be politically viable, the modern State must rest on a “vast ‘imperial’ union of affiliated [1] Nations.” The modern State is only truly a State if it is an Empire.

The historical process which formerly replaced feudal entities with national States, and which is currently breaking down Nations to the benefit of Empires, can and must be explained by economic causes, which manifest themselves politically in and through the requirements of military technology. ''


Alexander Kojeve é top 3 maiores marxistas do século XX e foi um dos arquitetos da União Europeia - além de espião da KGB. A explicação dele é brilhante: as condições materiais impossibilitam estados nacionais, então o que resta são a formação de império de conglomerados de nações. Isso é visível nas guerras brutais que americanos, russos e chineses têm travado por zonas de influência. A batalha não é por manter as fronteiras nacionais, mas manter as zonas de influências sem as quais os países se mostram frágeis.

Depois da leitura desse texto comecei a achar o nacionalismo uma ideologia muito esútpida kkkk. Todo nacionalismo só é possível entendendo que os impérios do mundo vão querer te transforma em zona de influência - o nacionalismo só existe se articulando ao Império. Fico pensando se o Dugin leu Kojeve também.

''The feudal “Prince” – baron, bishop, city – was capable of arming his vassal-citizens with swords and spears, and he maintained himself politically as long as this armament sufficed to enable support for a possible war, with his political independence at stake. But when it was necessary to maintain an artillery to be able to defend oneself, the economic and demographic bases of the feudal political formations showed themselves to be insufficient, and this is why these formations were progressively absorbed by national States, which alone were able to arm themselves in an adequate fashion. Likewise, nation-States were – and are still – sufficient economic and demographic foundations to maintain troops armed only with handguns, machine guns, and cannons. But such troops are no longer effective nowadays. They can do nothing against a truly modern army, which is to say motorized, armored, and involving an air force as an essential weapon. Now, strictly national economies and demographics are incapable of putting together armies of this kind, which Empires alone can maintain. Sooner or later these Empires will thus absorb nation-States politically.''
 

Shifty♤

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Não há dúvida de que assistimos atualmente a uma viragem decisiva na história, comparável à que ocorreu no final da Idade Média. O início da Idade Moderna caracteriza-se pelo processo imparável de eliminação progressiva das formações políticas “feudais” que dividiam as unidades nacionais em benefício dos reinos, isto é, dos Estados-nação. Atualmente, são esses Estados-nação que, irresistivelmente, estão gradualmente a dar lugar a formações políticas que transgridem as fronteiras nacionais e que poderiam ser designadas pelo termo “Impérios”. Os Estados-nação, ainda poderosos no século XIX, estão a deixar de ser realidades políticas, Estados no sentido forte do termo, tal como as baronias, cidades e arquidioceses medievais deixaram de ser Estados. O Estado moderno, a realidade política atual, requer uma base mais ampla do que aquela representada pelas Nações em sentido estrito. Para ser politicamente viável, o Estado moderno deve assentar numa “vasta união ‘imperial’ de Nações filiadas [1] ”. O Estado moderno só é verdadeiramente um Estado se for um Império.

O processo histórico que antigamente substituiu entidades feudais por Estados nacionais, e que atualmente está destruindo nações em benefício de impérios, pode e deve ser explicado por causas econômicas, que se manifestam politicamente nas e por meio das exigências da tecnologia militar. ''


Alexander Kojeve é top 3 maiores marxistas do século 20 e foi um dos arquitetos da União Europeia - além de espião da KGB. A explicação dele é brilhante: as condições materiais impossibilitam estados nacionais, então o que resta são a formação de império de conglomerados de nações. Isso é visível nas guerras brutais que americanos, russos e chineses têm travado por zonas de influência. A batalha não é por manter as fronteiras nacionais, mas manter as zonas de influências sem as quais os países se mostram frágeis.

Depois da leitura desse texto comecei a achar o nacionalismo uma ideologia muito esútpida kkkk. Todo nacionalismo só é possível entendendo que os impérios do mundo vão querer te transforma em zona de influência - o nacionalismo só existe se articulando ao Império. Eu fico pensando se Dugin leu Kojeve também.

O “Príncipe” feudal – barão, bispo, cidade – era capaz de armar seus cidadãos-vassalos com espadas e lanças, e se mantinha politicamente enquanto esse armamento fosse suficiente para permitir o apoio a uma possível guerra, com sua independência política em jogo. Mas quando era necessário manter uma artilharia para poder se defender, as bases econômicas e demográficas das formações políticas feudais se mostravam insuficientes, e é por isso que essas formações foram progressivamente absorvidas pelos Estados nacionais, os únicos capazes de se armar adequadamente. Da mesma forma, os Estados-nação eram – e ainda são – bases econômicas e demográficas suficientes para manter tropas armadas apenas com revólveres, metralhadoras e canhões. Mas tais tropas não são mais eficazes hoje em dia. Elas nada podem fazer contra um exército verdadeiramente moderno, ou seja, motorizado, blindado e que envolve uma força aérea como arma essencial. Ora, economias e demografias estritamente nacionais são incapazes de formar exércitos desse tipo, que somente os Impérios podem manter. ''Cedo ou tarde, esses impérios absorverão politicamente os Estados-nação.''

Parece ter lido haha... esses dias eu abordei Dugin em alguns artigos e enxerguei muitas semelhanças com o material que você trouxe.

Alguns trechos:


“O povo russo nunca estabeleceu como objetivo a criação de um Estado monoétnico e racialmente homogêneo. A missão dos russos era de natureza universal, e é por isso que o povo russo avançou sistematicamente ao longo da história em direção à criação de um Império.”
Dugin rejeita a ideia ocidental de Estado-nação. Para ele, a Rússia sempre existiu como império porque sua essência é integradora, não nacional. O “expansionismo” russo, longe de ser produto de ambição material, seria uma manifestação espiritual, a expressão de um impulso civilizacional. O povo russo, afirma, expandiu-se “como portador de uma missão especial, cuja projeção geopolítica consistia numa compreensão profunda da necessidade de unir os gigantescos territórios do continente euro-asiático”.

Dugin distingue o império do Estado comum. O primeiro é uma forma superior de organização, um “bloco estratégico e geopolítico” que ultrapassa os parâmetros convencionais. Ele chama o império de Superestado, expressão que sintetiza sua ideia de uma civilização política que transcende fronteiras, etnias e sistemas de governo.

“Os construtores do Novo Império devem resistir ativamente às tendências da ‘Jovem Rússia’ no nacionalismo russo, que procuram consolidar o estatuto da Rússia como um ‘Estado-nação’ [...] A existência do povo russo como uma comunidade histórica orgânica é impensável sem a construção de um império e a criação continental.”



A continuidade do pensamento organicista é visível na obra recente de Alexander Dugin, especialmente em seu texto “O Mundo Russo e seu Conselho” (2023). Nessa formulação, Dugin reatualiza o legado de Ratzel e de Schmitt ao aplicar a metáfora vitalista ao nível civilizacional. O “Mundo Russo” (Russkiy Mir) é apresentado como uma civilização viva, uma unidade espiritual e histórica que transcende o Estado russo e engloba todos os povos que compartilham de seu destino.

Dugin distingue o Mundo Russo da Federação Russa enquanto estrutura política. O primeiro é um organismo civilizacional de longo curso; o segundo, apenas sua forma estatal momentânea. Essa civilização é descrita como um cosmos histórico-espiritual, composto por múltiplos grupos étnicos e religiosos unidos em torno do povo russo e da Igreja Ortodoxa. A relação entre centro e periferia repete o modelo orgânico de Ratzel, a Rússia é o coração do organismo, enquanto as fronteiras representam seus membros em expansão.

A metáfora biológica aparece com clareza na noção de fronteiras vivas , conceito que Dugin atribui à reflexão de sua filha, Daria Dugina. A fronteira não é uma linha estática, mas uma faixa vital onde duas civilizações se encontram, interagem e entram em conflito. Ela é o espaço por excelência da vida histórica — o ponto onde a energia do organismo civilizatório se manifesta. A Ucrânia, nesse esquema, é descrita como uma dessas zonas vitais, situada entre o Mundo Russo e o Ocidente europeu, onde diferentes códigos culturais se cruzam e colidem.

Ao falar em “fronteiras vivas”, Dugin retoma quase literalmente o princípio ratzeliano de que a vitalidade política se mede pela capacidade de expandir o espaço. A civilização russa, como organismo espiritual, estaria em processo de crescimento natural, buscando restaurar suas fronteiras históricas e seu equilíbrio vital. A guerra e o conflito são apresentados não como agressão, mas como reação vital à ameaça externa — a defesa do organismo contra forças desintegradoras.

O Mundo Russo funciona, assim, como uma versão contemporânea do Estado orgânico. Ele possui corpo (território e povos), alma (fé ortodoxa e cultura) e vontade (missão histórica). A diversidade interna é vista como expressão da unidade vital, muitos povos, mas um só destino. A fronteira, por sua vez, é lugar de renovação e prova de força. Quando o organismo resiste e se expande, demonstra que está vivo; quando se fragmenta, adoece.

Dugin amplia essa concepção ao plano da ordem mundial multipolar. Cada grande civilização — Rússia, China, Índia, Islã, Ocidente — seria um organismo autônomo, dotado de alma e território próprios. A política internacional torna-se o campo de interação entre essas formas de vida. O equilíbrio global dependeria do respeito mútuo entre civilizações, sem pretensões universalistas. O mundo multipolar, nesse sentido, é um ecossistema de civilizações vivas.

A analogia com Ratzel é direta. Assim como os Estados do século XIX competiam por espaço vital, as civilizações do século XXI competem por reconhecimento e fronteiras seguras. A noção de crescimento orgânico e de fronteira viva reaparece, deslocada do plano estatal para o plano civilizacional. O organicismo geopolítico continua operando como uma linguagem para interpretar o mundo contemporâneo.
 

samouraï solitaire

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Parece ter lido haha... esses dias eu abordei Dugin em alguns artigos e enxerguei muitas semelhanças com o material que você trouxe.

Alguns trechos:



Dugin rejeita a ideia ocidental de Estado-nação. Para ele, a Rússia sempre existiu como império porque sua essência é integradora, não nacional. O “expansionismo” russo, longe de ser produto de ambição material, seria uma manifestação espiritual, a expressão de um impulso civilizacional. O povo russo, afirma, expandiu-se “como portador de uma missão especial, cuja projeção geopolítica consistia numa compreensão profunda da necessidade de unir os gigantescos territórios do continente euro-asiático”.

Dugin distingue o império do Estado comum. O primeiro é uma forma superior de organização, um “bloco estratégico e geopolítico” que ultrapassa os parâmetros convencionais. Ele chama o império de Superestado, expressão que sintetiza sua ideia de uma civilização política que transcende fronteiras, etnias e sistemas de governo.





A continuidade do pensamento organicista é visível na obra recente de Alexander Dugin, especialmente em seu texto “O Mundo Russo e seu Conselho” (2023). Nessa formulação, Dugin reatualiza o legado de Ratzel e de Schmitt ao aplicar a metáfora vitalista ao nível civilizacional. O “Mundo Russo” (Russkiy Mir) é apresentado como uma civilização viva, uma unidade espiritual e histórica que transcende o Estado russo e engloba todos os povos que compartilham de seu destino.

Dugin distingue o Mundo Russo da Federação Russa enquanto estrutura política. O primeiro é um organismo civilizacional de longo curso; o segundo, apenas sua forma estatal momentânea. Essa civilização é descrita como um cosmos histórico-espiritual, composto por múltiplos grupos étnicos e religiosos unidos em torno do povo russo e da Igreja Ortodoxa. A relação entre centro e periferia repete o modelo orgânico de Ratzel, a Rússia é o coração do organismo, enquanto as fronteiras representam seus membros em expansão.

A metáfora biológica aparece com clareza na noção de fronteiras vivas , conceito que Dugin atribui à reflexão de sua filha, Daria Dugina. A fronteira não é uma linha estática, mas uma faixa vital onde duas civilizações se encontram, interagem e entram em conflito. Ela é o espaço por excelência da vida histórica — o ponto onde a energia do organismo civilizatório se manifesta. A Ucrânia, nesse esquema, é descrita como uma dessas zonas vitais, situada entre o Mundo Russo e o Ocidente europeu, onde diferentes códigos culturais se cruzam e colidem.

Ao falar em “fronteiras vivas”, Dugin retoma quase literalmente o princípio ratzeliano de que a vitalidade política se mede pela capacidade de expandir o espaço. A civilização russa, como organismo espiritual, estaria em processo de crescimento natural, buscando restaurar suas fronteiras históricas e seu equilíbrio vital. A guerra e o conflito são apresentados não como agressão, mas como reação vital à ameaça externa — a defesa do organismo contra forças desintegradoras.

O Mundo Russo funciona, assim, como uma versão contemporânea do Estado orgânico. Ele possui corpo (território e povos), alma (fé ortodoxa e cultura) e vontade (missão histórica). A diversidade interna é vista como expressão da unidade vital, muitos povos, mas um só destino. A fronteira, por sua vez, é lugar de renovação e prova de força. Quando o organismo resiste e se expande, demonstra que está vivo; quando se fragmenta, adoece.

Dugin amplia essa concepção ao plano da ordem mundial multipolar. Cada grande civilização — Rússia, China, Índia, Islã, Ocidente — seria um organismo autônomo, dotado de alma e território próprios. A política internacional torna-se o campo de interação entre essas formas de vida. O equilíbrio global dependeria do respeito mútuo entre civilizações, sem pretensões universalistas. O mundo multipolar, nesse sentido, é um ecossistema de civilizações vivas.

A analogia com Ratzel é direta. Assim como os Estados do século XIX competiam por espaço vital, as civilizações do século XXI competem por reconhecimento e fronteiras seguras. A noção de crescimento orgânico e de fronteira viva reaparece, deslocada do plano estatal para o plano civilizacional. O organicismo geopolítico continua operando como uma linguagem para interpretar o mundo contemporâneo.
Exccelente artigo!
 

samouraï solitaire

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Dugin rejeita a ideia ocidental de Estado-nação. Para ele, a Rússia sempre existiu como império porque sua essência é integradora, não nacional. O “expansionismo” russo, longe de ser produto de ambição material, seria uma manifestação espiritual, a expressão de um impulso civilizacional. O povo russo, afirma, expandiu-se “como portador de uma missão especial, cuja projeção geopolítica consistia numa compreensão profunda da necessidade de unir os gigantescos territórios do continente euro-asiático”.

Dugin distingue o império do Estado comum. O primeiro é uma forma superior de organização, um “bloco estratégico e geopolítico” que ultrapassa os parâmetros convencionais. Ele chama o império de Superestado, expressão que sintetiza sua ideia de uma civilização política que transcende fronteiras, etnias e sistemas de governo.





A continuidade do pensamento organicista é visível na obra recente de Alexander Dugin, especialmente em seu texto “O Mundo Russo e seu Conselho” (2023). Nessa formulação, Dugin reatualiza o legado de Ratzel e de Schmitt ao aplicar a metáfora vitalista ao nível civilizacional. O “Mundo Russo” (Russkiy Mir) é apresentado como uma civilização viva, uma unidade espiritual e histórica que transcende o Estado russo e engloba todos os povos que compartilham de seu destino.

Dugin distingue o Mundo Russo da Federação Russa enquanto estrutura política. O primeiro é um organismo civilizacional de longo curso; o segundo, apenas sua forma estatal momentânea. Essa civilização é descrita como um cosmos histórico-espiritual, composto por múltiplos grupos étnicos e religiosos unidos em torno do povo russo e da Igreja Ortodoxa. A relação entre centro e periferia repete o modelo orgânico de Ratzel, a Rússia é o coração do organismo, enquanto as fronteiras representam seus membros em expansão.

A metáfora biológica aparece com clareza na noção de fronteiras vivas , conceito que Dugin atribui à reflexão de sua filha, Daria Dugina. A fronteira não é uma linha estática, mas uma faixa vital onde duas civilizações se encontram, interagem e entram em conflito. Ela é o espaço por excelência da vida histórica — o ponto onde a energia do organismo civilizatório se manifesta. A Ucrânia, nesse esquema, é descrita como uma dessas zonas vitais, situada entre o Mundo Russo e o Ocidente europeu, onde diferentes códigos culturais se cruzam e colidem.

Ao falar em “fronteiras vivas”, Dugin retoma quase literalmente o princípio ratzeliano de que a vitalidade política se mede pela capacidade de expandir o espaço. A civilização russa, como organismo espiritual, estaria em processo de crescimento natural, buscando restaurar suas fronteiras históricas e seu equilíbrio vital. A guerra e o conflito são apresentados não como agressão, mas como reação vital à ameaça externa — a defesa do organismo contra forças desintegradoras.

O Mundo Russo funciona, assim, como uma versão contemporânea do Estado orgânico. Ele possui corpo (território e povos), alma (fé ortodoxa e cultura) e vontade (missão histórica). A diversidade interna é vista como expressão da unidade vital, muitos povos, mas um só destino. A fronteira, por sua vez, é lugar de renovação e prova de força. Quando o organismo resiste e se expande, demonstra que está vivo; quando se fragmenta, adoece.

Dugin amplia essa concepção ao plano da ordem mundial multipolar. Cada grande civilização — Rússia, China, Índia, Islã, Ocidente — seria um organismo autônomo, dotado de alma e território próprios. A política internacional torna-se o campo de interação entre essas formas de vida. O equilíbrio global dependeria do respeito mútuo entre civilizações, sem pretensões universalistas. O mundo multipolar, nesse sentido, é um ecossistema de civilizações vivas.

A analogia com Ratzel é direta. Assim como os Estados do século XIX competiam por espaço vital, as civilizações do século XXI competem por reconhecimento e fronteiras seguras. A noção de crescimento orgânico e de fronteira viva reaparece, deslocada do plano estatal para o plano civilizacional. O organicismo geopolítico continua operando como uma linguagem para interpretar o mundo contemporâneo.

Lendo o Dugin, descobri que ele vê o Kojeve como um hegeliano liberal, já que a tese do Fukuyama do Fimd a História vem do Kojeve. Me parece que ele leu pouco Kojeve ou não leu tudo. É muito difícil aceitar que o Kojeve multipolar: https://www.academia.edu/125285671/Kojèves_Case_for_a_Multipolar_World seja o Kojeve que ele pinta: https://arktos.com/2024/01/02/hegel-and-the-fourth-political-theory/.

Btw, a interpretação do Dugin do Hegel é complicada. Eu não resolvi a questão, mas existe uma diferença brutal entre a maneira que ele e o Kojeve interpretam o fascismo (ele não fala sobre o nazismo). Para Kojeve, e me parece que ele está correto, o nazismo foi realmente a maior das nações, e a derrota do nazismo criou no tempo uma nova fase política: a dos impérios. Kojeve e o leo Strauss contam que quando Hitler tomou o poder na Alemanha, eles ouviram pessoas comemorando, pois naquele momento Hegel tinha morrido. Para o Kojeve, a direita e a esquerda hegeliana eram os Estados Unidos e a União Soviética; para o Dugin é a Itália fascista e a União Soviética. Penso que isso se deve muito da importância e da base do duguinismo que é a extrema-direita europeia, a revolução conservadora, etc.

Dugin é um grande filósofo político, muito inteligente, mas ele sempre parece estar escrevendo manipulando um pouco para caber em seus objetivos.
 

samouraï solitaire

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@Shifty♤, não sei o que você pensa, mas eu acho que o Olavo entendeu o essencial do Dugin de maneira equivocada, mesmo que tenha acertado em muitas coisas. O Dugin é um sujeito mais ligado à revolução conservadora e a extrema-direita europeia, anti-globalismo, liberalismo, social-democracia, do que alguém que está lutando pelo ''comunismo''. Isso não significa que ele pessoalmente seja de extrema-direita, mas a leitura dele é mais nesse sentido. Em segundo lugar, é um expoente do imperialismo russo, que é todo o foco da teoria dele. Me parece que a construção filosófica dele é apenas para justificar e expandir a nação russa, que é, nada mais nada menos, do que um império, ou seja, o Dugin é um expoente do imperialismo. A noção de multipolaridade é mais para atacar o império americano, e a Rússia deve simplesmente ir se impondo ao longo do tempo.
 

Shifty♤

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Lendo o Dugin, descobri que ele vê o Kojeve como um hegeliano liberal, já que a tese do Fukuyama do Fimd a História vem do Kojeve. Me parece que ele leu pouco Kojeve ou não leu tudo. É muito difícil aceitar que o Kojeve multipolar: https://www.academia.edu/125285671/Kojèves_Case_for_a_Multipolar_World seja o Kojeve que ele pinta: https://arktos.com/2024/01/02/hegel-and-the-fourth-political-theory/.

Btw, a interpretação do Dugin do Hegel é complicada. Eu não resolvi a questão, mas existe uma diferença brutal entre a maneira que ele e o Kojeve interpretam o fascismo (ele não fala sobre o nazismo). Para Kojeve, e me parece que ele está correto, o nazismo foi realmente a maior das nações, e a derrota do nazismo criou no tempo uma nova fase política: a dos impérios. Kojeve e o leo Strauss contam que quando Hitler tomou o poder na Alemanha, eles ouviram pessoas comemorando, pois naquele momento Hegel tinha morrido. Para o Kojeve, a direita e a esquerda hegeliana eram os Estados Unidos e a União Soviética; para o Dugin é a Itália fascista e a União Soviética. Penso que isso se deve muito da importância e da base do duguinismo que é a extrema-direita europeia, a revolução conservadora, etc.

Dugin é um grande filósofo político, muito inteligente, mas ele sempre parece estar escrevendo manipulando um pouco para caber em seus objetivos.

@Shifty♤, não sei o que você pensa, mas eu acho que o Olavo entendeu o essencial do Dugin de maneira equivocada, mesmo que tenha acertado em muitas coisas. O Dugin é um sujeito mais ligado à revolução conservadora e a extrema-direita europeia, anti-globalismo, liberalismo, social-democracia, do que alguém que está lutando pelo ''comunismo''. Isso não significa que ele pessoalmente seja de extrema-direita, mas a leitura dele é mais nesse sentido. Em segundo lugar, é um expoente do imperialismo russo, que é todo o foco da teoria dele. Me parece que a construção filosófica dele é apenas para justificar e expandir a nação russa, que é, nada mais nada menos, do que um império, ou seja, o Dugin é um expoente do imperialismo. A noção de multipolaridade é mais para atacar o império americano, e a Rússia deve simplesmente ir se impondo ao longo do tempo.

Muito legal esse artigo do Kojeve que vc compartilhou. Achei muito interessante a posição dele sobre um império latino, vou estudar mais.
O Dugin também defende um império europeu. Mas ele é safado, logicamente o império europeu deve ser subordinado a Rússia:

1.png

Pra mim o Dugin é fascista e serve totalmente a Rússia e aos seus objetivos imperiais e que se lasque tudo o que estiver pelo caminho. O seu trabalho filosófico, eu enxergo mais como um instrumento de soft power em prol da Rússia. É tudo pela Rússia.

Fascism—Borderless and Red By Aleksandr Dugin (1997)

Aí entra a Quarta Teoria Política com aquela mistureba de ideologias (justamente para angariar seguidores das mais variadas ideologias para servirem ao projeto russo). A teoria do mundo multipolar proposta pelo Dugin tb é algo "perverso". Pois na verdade é só um caminho que ele enxerga para a hegemonia russa (multipolarismo pra baralho hein?! kk).

7.jpg

Ele quer acabar com o globalismo, para instaurar um globalismo russo. Esse bicho é picareta demais kk.

Como eu já disse algumas vezes, os "conservadores" que se liguem com uma aliança com os russos. Talvez existam algumas vantagens momentâneas para combater o liberalismo. Mas e depois? A Rússia tem objetivos muito maiores. Eu particularmente acho que essa questão toda da decadência do ocidente deveria ser resolvida pelos ocidentais. Entregar essa missão para os russos, outra civilização, é pedir para dar m****. Vão resolver um problema (o liberalismo) e arranjarem outro kk. Uma Europa "filandizada" talvez. Com na melhor das hipóteses com um império europeu subordinado a Rússia.

O Trump é outro que deveria largar de chupar bala sobre os russos. A Rússia quer ferrar os EUA, expulsar ela da Europa. E quem sabe até arrebentar os EUA se tiverem oportunidade.

Esses prints já postei antes, mas é bom reforçar, até para quem não conhece essas posições do Dugin.
d1.jpg
d2.jpg

Eu enxergo um Dugin muito cínico cada vez que ele levanta a bola do Trump.

E é aquilo. A Rússia é a malvadona? Não acho. Essa é a natureza da geopolítica, é Estado contra Estado competindo pela sobrevivência.

Eu curto estudar o Dugin para entender a Rússia . Mas é muita lorota contada, digo... para os ocidentais o Dugin é uma coisa. Pra mim nitidamente ele tá enganando a galera do ocidente que compra o discurso dele. Pra mim é um trabalho de inteligência fenomenal, isso que ele tá fazendo vai ser estudado por muito tempo. O cara tá movendo uma massa de manobra pelo mundo inteiro para servirem aos interesses russos.
Para entender de verdade o Dugin tem que mergulhar nos textos e obras dele, principalmente nas que ficam mais na Rússia. Se for ler só os livros que saem no ocidente, aí a galera fica presa só na propaganda/soft power.

Um extra interessante:

Alexander Dugin: O nacionalismo é uma ficção criminosa e um beco sem saída ideológico​

 

Shifty♤

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Muito legal esse artigo do Kojeve que vc compartilhou. Achei muito interessante a posição dele sobre um império latino, vou estudar mais.
O Dugin também defende um império europeu. Mas ele é safado, logicamente o império europeu deve ser subordinado a Rússia:

Visualizar anexo 473202

Pra mim o Dugin é fascista e serve totalmente a Rússia e aos seus objetivos imperiais e que se lasque tudo o que estiver pelo caminho. O seu trabalho filosófico, eu enxergo mais como um instrumento de soft power em prol da Rússia. É tudo pela Rússia.

Fascism—Borderless and Red By Aleksandr Dugin (1997)

Aí entra a Quarta Teoria Política com aquela mistureba de ideologias (justamente para angariar seguidores das mais variadas ideologias para servirem ao projeto russo). A teoria do mundo multipolar proposta pelo Dugin tb é algo "perverso". Pois na verdade é só um caminho que ele enxerga para a hegemonia russa (multipolarismo pra baralho hein?! kk).

Visualizar anexo 473203

Ele quer acabar com o globalismo, para instaurar um globalismo russo. Esse bicho é picareta demais kk.

Como eu já disse algumas vezes, os "conservadores" que se liguem com uma aliança com os russos. Talvez existam algumas vantagens momentâneas para combater o liberalismo. Mas e depois? A Rússia tem objetivos muito maiores. Eu particularmente acho que essa questão toda da decadência do ocidente deveria ser resolvida pelos ocidentais. Entregar essa missão para os russos, outra civilização, é pedir para dar m****. Vão resolver um problema (o liberalismo) e arranjarem outro kk. Uma Europa "filandizada" talvez. Com na melhor das hipóteses com um império europeu subordinado a Rússia.

O Trump é outro que deveria largar de chupar bala sobre os russos. A Rússia quer ferrar os EUA, expulsar ela da Europa. E quem sabe até arrebentar os EUA se tiverem oportunidade.

Esses prints já postei antes, mas é bom reforçar, até para quem não conhece essas posições do Dugin.
Visualizar anexo 473204
Visualizar anexo 473205

Eu enxergo um Dugin muito cínico cada vez que ele levanta a bola do Trump.

E é aquilo. A Rússia é a malvadona? Não acho. Essa é a natureza da geopolítica, é Estado contra Estado competindo pela sobrevivência.

Eu curto estudar o Dugin para entender a Rússia . Mas é muita lorota contada, digo... para os ocidentais o Dugin é uma coisa. Pra mim nitidamente ele tá enganando a galera do ocidente que compra o discurso dele. Pra mim é um trabalho de inteligência fenomenal, isso que ele tá fazendo vai ser estudado por muito tempo. O cara tá movendo uma massa de manobra pelo mundo inteiro para servirem aos interesses russos.
Para entender de verdade o Dugin tem que mergulhar nos textos e obras dele, principalmente nas que ficam mais na Rússia. Se for ler só os livros que saem no ocidente, aí a galera fica presa só na propaganda/soft power.

Um extra interessante:

Alexander Dugin: O nacionalismo é uma ficção criminosa e um beco sem saída ideológico​



Brasileiros participam de evento neonazista na Rússia com Dugin e Malofeev​

Encontro da "Black International" une neonazistas declarados a militantes de "extrema direita" que inclui brasileiros do Nova Resistência​

Instituto EN - Regina Milites
out 22, 2025



Os brasileiros do Nova Resistência, discípulos declarados do guru russo Aleksandr Dugin, estiveram presentes no encontro da chamada Black International, em São Petersburgo, na Rússia. Organizado pelo oligarca russo Konstantin Malofeev, conhecido por financiar Dugin e acusado de crimes envolvendo critpomoedas, o evento reuniu grupos como os gregos do Aurora Dourada, alemães do AfD e foi precedida por uma enorme procissão religiosa guiada pelo Patriarca Kirill, chefe da Igreja Ortodoxa Russa e conhecido por ter trabalhado na KGB ao lado de Vladimir Putin.

A informação é do site The Insider, que trouxe um longo relatório sobre os grupos e movimentos presentes no evento. A conferência contou com discursos de Dugin e do escritor antissemita suíço Alain Soral e foi concluído com a criação oficial da “Liga Soberana Internacional ‘Paladinos’”, nomeada em homenagem a uma organização terrorista assassina fundada por um ex-oficial da SS.

Apesar da importância do evento, os primeiros registros on-line sobre ele só apareceram nos dias 22 e 23 de setembro, dez dias após seu encerramento. Os organizadores e participantes do evento divergiram quanto às principais estatísticas: Malofeev e a Águia de Duas Cabeças afirmaram que os delegados eram de 15 organizações, enquanto a HVIM relatou a presença de representantes de 20 grupos de 14 países.

Em seus objetivos declarados incluíam “defender os valores cristãos e os fundamentos tradicionais”, ao mesmo tempo em que se opunham à migração, ao globalismo e ao chamado “movimento LGBT”. Ou seja, o movimento demonstra uma clara e perigosa apropriação das pautas conservadoras e cristãs mundiais.

O tema que conta com pouca ou nenhuma atenção do meio conservador, no Brasil, é o assunto principal do Instituto Estudos Nacionais há alguns anos, justamente por perceber o perigo envolvido em tais apropriações, um processo de infiltração nem tão sutil.

De acordo com o The Insider, os líderes do movimento informam que o nome “Paladinos” não é uma referência ao catolicismo, mas a um grupo fundado na década de 1970 pelo ex-oficial da SS Otto Skorzeny e ligado à Liga Anticomunista Mundial. O Grupo Paladino de Skorzeny era uma organização paramilitar responsável por sequestros, assassinatos e um ataque terrorista no aeroporto de Roma, que matou 32 pessoas.

Os ativistas foram discretos na divulgação do evento, cujas fotos contam até com membros com rostos borrados. Em suas postagens sobre o congresso internacional, o oligarca Konstantin Malofeev e sua organização “Águia de Duas Cabeças” não mencionaram nenhum palestrante estrangeiro ou grupo participante. Malofeyev também omitiu qualquer menção ao seu próprio papel na organização, limitando-se a escrever :

Na capital imperial do Estado russo, ocorreu a conferência de fundação da Liga Internacional dos Paladinos Antiglobalistas. Mais de 50 delegados de três continentes e 15 organizações patrióticas de direita compareceram a São Petersburgo.
Patrocinador de Dugin e amigo de Putin, Malofeev é um dos financiadores da ONG católica espanhola HazteOir, que no Brasil tem sido representada pelo CitizenGo. Embora em seus sites oficiais a organização negue o patrocínio do russo, é sabido que ele teve essa função durante alguns anos.

O Insider identificou todas as organizações cujos delegados participaram do congresso:

  • Águia de Duas Cabeças e Irmandade dos Acadêmicos, parte de Tsargrad (Rússia)
  • Aurora Dourada (Grécia)
  • Forza Nuova, Loyalty Action, Patriots Network (Itália)
  • Falange Espanhola dos JONS, Democracia Nacional, Málaga 1487 (Espanha)
  • Os Nacionalistas, Nova Direita (França)
  • Nação (Bélgica)
  • Movimento dos 64 Condados (HVIM) (Hungria)
  • Ação Sérvia e Patrulha Nacional (Sérvia)
  • Agridoce (África do Sul)
  • Condor 8 (Argentina)
  • UNR (México)
  • Nova Resistência (Brazil)
  • Alternativa Patriótica (PA) (Reino Unido)
  • Alternativa para a Alemanha (AfD) (Alemanha)
 

Shifty♤

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Muito legal esse artigo do Kojeve que vc compartilhou. Achei muito interessante a posição dele sobre um império latino, vou estudar mais.
O Dugin também defende um império europeu. Mas ele é safado, logicamente o império europeu deve ser subordinado a Rússia:

Visualizar anexo 473202

Pra mim o Dugin é fascista e serve totalmente a Rússia e aos seus objetivos imperiais e que se lasque tudo o que estiver pelo caminho. O seu trabalho filosófico, eu enxergo mais como um instrumento de soft power em prol da Rússia. É tudo pela Rússia.

Fascism—Borderless and Red By Aleksandr Dugin (1997)

Aí entra a Quarta Teoria Política com aquela mistureba de ideologias (justamente para angariar seguidores das mais variadas ideologias para servirem ao projeto russo). A teoria do mundo multipolar proposta pelo Dugin tb é algo "perverso". Pois na verdade é só um caminho que ele enxerga para a hegemonia russa (multipolarismo pra baralho hein?! kk).

Visualizar anexo 473203

Ele quer acabar com o globalismo, para instaurar um globalismo russo. Esse bicho é picareta demais kk.

Como eu já disse algumas vezes, os "conservadores" que se liguem com uma aliança com os russos. Talvez existam algumas vantagens momentâneas para combater o liberalismo. Mas e depois? A Rússia tem objetivos muito maiores. Eu particularmente acho que essa questão toda da decadência do ocidente deveria ser resolvida pelos ocidentais. Entregar essa missão para os russos, outra civilização, é pedir para dar m****. Vão resolver um problema (o liberalismo) e arranjarem outro kk. Uma Europa "filandizada" talvez. Com na melhor das hipóteses com um império europeu subordinado a Rússia.

O Trump é outro que deveria largar de chupar bala sobre os russos. A Rússia quer ferrar os EUA, expulsar ela da Europa. E quem sabe até arrebentar os EUA se tiverem oportunidade.

Esses prints já postei antes, mas é bom reforçar, até para quem não conhece essas posições do Dugin.
Visualizar anexo 473204
Visualizar anexo 473205

Eu enxergo um Dugin muito cínico cada vez que ele levanta a bola do Trump.

E é aquilo. A Rússia é a malvadona? Não acho. Essa é a natureza da geopolítica, é Estado contra Estado competindo pela sobrevivência.

Eu curto estudar o Dugin para entender a Rússia . Mas é muita lorota contada, digo... para os ocidentais o Dugin é uma coisa. Pra mim nitidamente ele tá enganando a galera do ocidente que compra o discurso dele. Pra mim é um trabalho de inteligência fenomenal, isso que ele tá fazendo vai ser estudado por muito tempo. O cara tá movendo uma massa de manobra pelo mundo inteiro para servirem aos interesses russos.
Para entender de verdade o Dugin tem que mergulhar nos textos e obras dele, principalmente nas que ficam mais na Rússia. Se for ler só os livros que saem no ocidente, aí a galera fica presa só na propaganda/soft power.

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Uma coisa que o Dugin parece se contradizer, mas que eu acho que entendo. É que enquanto ele tem uma posição ambígua sobre o nacionalismo russo. Ele quer sim um resgate da identidade imperial russa, ele por diversas vezes apoia o renascimento do nacionalismo russo. Mas ele diz que o russo não pode ficar preso apenas no nacionalismo, pq como um Império, eles precisam expandir e agregar (Alemanha e Itália fascista fizeram isso no passado, então isso até não é novidade). Mas pra mim ele é total supremacista russo, lá no extremo mesmo.

Eu vejo ele mais detonando é o nacionalismo alheio (se ele defende a expansão do império russo, faz sentido isso... seria mais fácil para outros povos aceitarem o domínio russo). E mesmo assim, com a força do seu soft power ele ainda consegue angariar movimentos "nacionalistas" que apoiam ele e a Rússia. Não dá pra negar que ele é um gênio para enganar os outros.

Enfim, é meio louco. Talvez ele n seja o fascista clássico. Mas tem alguns traços.
 
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A informação é do site The Insider, que trouxe um longo relatório sobre os grupos e movimentos presentes no evento. A conferência contou com discursos de Dugin e do escritor antissemita suíço Alain Soral e foi concluído com a criação oficial da “Liga Soberana Internacional ‘Paladinos’”, nomeada em homenagem a uma organização terrorista assassina fundada por um ex-oficial da SS.

Apesar da importância do evento, os primeiros registros on-line sobre ele só apareceram nos dias 22 e 23 de setembro, dez dias após seu encerramento. Os organizadores e participantes do evento divergiram quanto às principais estatísticas: Malofeev e a Águia de Duas Cabeças afirmaram que os delegados eram de 15 organizações, enquanto a HVIM relatou a presença de representantes de 20 grupos de 14 países.

Em seus objetivos declarados incluíam “defender os valores cristãos e os fundamentos tradicionais”, ao mesmo tempo em que se opunham à migração, ao globalismo e ao chamado “movimento LGBT”. Ou seja, o movimento demonstra uma clara e perigosa apropriação das pautas conservadoras e cristãs mundiais.

O tema que conta com pouca ou nenhuma atenção do meio conservador, no Brasil, é o assunto principal do Instituto Estudos Nacionais há alguns anos, justamente por perceber o perigo envolvido em tais apropriações, um processo de infiltração nem tão sutil.

De acordo com o The Insider, os líderes do movimento informam que o nome “Paladinos” não é uma referência ao catolicismo, mas a um grupo fundado na década de 1970 pelo ex-oficial da SS Otto Skorzeny e ligado à Liga Anticomunista Mundial. O Grupo Paladino de Skorzeny era uma organização paramilitar responsável por sequestros, assassinatos e um ataque terrorista no aeroporto de Roma, que matou 32 pessoas.

Os ativistas foram discretos na divulgação do evento, cujas fotos contam até com membros com rostos borrados. Em suas postagens sobre o congresso internacional, o oligarca Konstantin Malofeev e sua organização “Águia de Duas Cabeças” não mencionaram nenhum palestrante estrangeiro ou grupo participante. Malofeyev também omitiu qualquer menção ao seu próprio papel na organização, limitando-se a escrever :


Patrocinador de Dugin e amigo de Putin, Malofeev é um dos financiadores da ONG católica espanhola HazteOir, que no Brasil tem sido representada pelo CitizenGo. Embora em seus sites oficiais a organização negue o patrocínio do russo, é sabido que ele teve essa função durante alguns anos.

O Insider identificou todas as organizações cujos delegados participaram do congresso:

  • Águia de Duas Cabeças e Irmandade dos Acadêmicos, parte de Tsargrad (Rússia)
  • Aurora Dourada (Grécia)
  • Forza Nuova, Loyalty Action, Patriots Network (Itália)
  • Falange Espanhola dos JONS, Democracia Nacional, Málaga 1487 (Espanha)
  • Os Nacionalistas, Nova Direita (França)
  • Nação (Bélgica)
  • Movimento dos 64 Condados (HVIM) (Hungria)
  • Ação Sérvia e Patrulha Nacional (Sérvia)
  • Agridoce (África do Sul)
  • Condor 8 (Argentina)
  • UNR (México)
  • Nova Resistência (Brazil)
  • Alternativa Patriótica (PA) (Reino Unido)
  • Alternativa para a Alemanha (AfD) (Alemanha)

Porra...esse povo da nova resistencia não aguenta "5 minutos sem perder a amizade".

Colocar eles como "neo nazistas" é um insulto.

hehehhehehehehe

Abraço a todos.
 
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Praticamente nada faz sentido no Brasil kk é foda

-----



Na boa...eu só acredito num sistema com "armas de energia dirigida" aka LASER, para lutar contra os drones

E olha que eu gosto muito desse blindado, sempre o considerei o melhor que existe em MBT.

Qualquer outra coisa...vão ter que usar "essas favelas" que os russos estão utilizando hoje.

Abraço a todos.
 

ME110

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A sorte....a sorte...é que os invasores "usuais" do nosso espaço aéreo são aeronaves com motores convencionais ou turbo eixo....resumindo, movidos a hélice.

Super Tucano da jeito nesses invasores.

Sendo sincero, temos uns 8 caças F5BR operacionais no território nacional todo.
São os que estão em Anapólis e em Santa Cruz.
E olhe lá.

Brasil é um esculacho só.

Abraço a todos.
 

Shifty♤

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Na boa...eu só acredito num sistema com "armas de energia dirigida" aka LASER, para lutar contra os drones

E olha que eu gosto muito desse blindado, sempre o considerei o melhor que existe em MBT.

Qualquer outra coisa...vão ter que usar "essas favelas" que os russos estão utilizando hoje.

Abraço a todos.

Lasers pode ser uma boa mesmo... tem micro-ondas para fritar os componentes eletrônicos tb.



ebabe4a7-49e0-431c-acfe-577729b2befe_800x600.jpg

Mas uma porreta desse tamanho é inviável para um tanque, vão ter que miniaturizar isso aí kk
 

Shifty♤

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Bombardeiros dos EUA estão sobrevoando nas proximidades da costa da Venezuela no momento. Muita movimentação hoje.
Também foi registrado uma atividade fora do comum de jatos privados deixando Caracas.

O negócio tá esquentando.
 
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