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Corrida Maluca pela DC, pura diarréia. Não tem um personagem bacana, por mim todos eles que se fodam, em especial a Penélope Charmosa que se transformou numa escrota com TPM 24h por dia. Paguei R$30,00 nessa bomba (15 da hq+ 15 do frete), me arrependo pra c***lho.
 

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Corrida Maluca pela DC, pura diarréia. Não tem um personagem bacana, por mim todos eles que se fodam, em especial a Penélope Charmosa que se transformou numa escrota com TPM 24h por dia. Paguei R$30,00 nessa bomba (15 da hq+ 15 do frete), me arrependo pra c***lho.
Isso não lembra em nada o desenho.Bola fora a DC ter feito essa descaracterização.
 

Agito

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Isso não lembra em nada o desenho.Bola fora a DC ter feito essa descaracterização.
Eu até achei bacana essa reimaginação por ser bem diferente, o foda é que execução é péssima. Todo personagem é cuzão. O Peter Perfeito é um covarde gado da Penélope, o Dick faz umas paradas que deixariam o Dick do desenho com vergonha, o Barão Vermelho é Nazista, a Penélope é uma escrota e mesmo assim o roteiro faz questão de colocar ela como sendo foda pra c***lho e por aí vai. Sem falar que tem umas partes que o desenho é tão poluído que vc não consegue entender o que tá acontecendo.

Se alguém quiser, faço R$15,00 + frete (pra comprar novo tá saindo R$35,90 e o preço de capa tá R$25,90), tenho Lanterna Verde Terra um e Batman - 1989 também pra quem interessar. Faço um bem bolado pra quem quiser ficar com os 3.
 

Axel:

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Eu até achei bacana essa reimaginação por ser bem diferente, o foda é que execução é péssima. Todo personagem é cuzão. O Peter Perfeito é um covarde gado da Penélope, o Dick faz umas paradas que deixariam o Dick do desenho com vergonha, o Barão Vermelho é Nazista, a Penélope é uma escrota e mesmo assim o roteiro faz questão de colocar ela como sendo foda pra c***lho e por aí vai. Sem falar que tem umas partes que o desenho é tão poluído que vc não consegue entender o que tá acontecendo.

Se alguém quiser, faço R$15,00 + frete (pra comprar novo tá saindo R$35,90 e o preço de capa tá R$25,90), tenho Lanterna Verde Terra um e Batman - 1989 também pra quem interessar. Faço um bem bolado pra quem quiser ficar com os 3.
Entendo.

É complicado fazer uma reimaginação adulta de algo infantil é muito complicado.Se pelo menos eles tivessem mantido a personalidade dos personagens, não teria ficado estranho.
 

Krion

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Havia postado no tópico de games pixel art, mas acho que cabe aqui também :kcool



Como bom apreciador de games em Pixel Art, não pude deixar de adquirir estes "livrinhos" para minha coleção :ksorriso

(agradeço a um casal de amigos estrangeiros meus da internet que moram na Inglaterra por terem me mandado de presente:kpaixao)

(o do FF eu tinha já tem um tempo, comprando tempos atrás na Amazon numa boa promo)







The Unofficial SNES Pixel Book. Created in collaboration with German publisher Elektrospieler this lavish, 272-page volume celebrates the golden age of 16-bit gaming on Nintendo’s ultra-popular home console.










FF DOT: The Pixel Art of Final Fantasy
Containing detailed sprite sheets that showcase the pixel composition of Final Fantasy's beloved characters, maps of Final Fantasy's most popular highlighting tools used by the developers, and a special interview with Kazuko Shibuya, the character pixel artist for the Final Fantasy series, FF Dot is a one of a kind product that immerses readers into an iconic aspect of the Final Fantasy experience.











The Guide to Retro Indie Games
HG101 Presents: The Guide to Retro Indie Games Vol. 1 catalogs some our favorites of these types of games, including Shovel Knight, Freedom Planet, Undertale, Night in the Woods, Dust: An Elysian Tail, Assault Android Cactus, nearly all of Wadjet Eye's library, and many others!



 

EgonRunner

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Krion

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Só na :khuebrlândia mesmo que educação e cultura, que deveria ser um direito, vão ficar sempre sendo um acesso para poucos.

Não entendem que só os "ricos" compram livros, pois o valor atual deles já é muito alto, um verdadeiro artigo de luxo, principalmente para quem ganha até dois salários mínimos e tem de sustentar uma família.


Ridículo que algo tão simples quanto um livro, esta se tornando (se já não o é) um artigo de "extremo" luxo aqui.

O :khuebr é um dos países que menos lê
(média de menos de três livros por ano), com essa medida eles vão conseguir zerar esse fator.:kpalha

Brasil o eterno país do futuro do pretérito:facepalm
 
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geist

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Pessoal, tá rolando a Feira do Livro da UNESP.
Finalmente consegui pegar o livro A Fronda dos Mazombos. :ksorriso
 

Axel:

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Na boa, é impossível não ficar bolado com esse país.

Depois esse bando de lixo fica de mimimi com a pirataria...

Todos esses lixos deveriam ir a m****.
 
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reenann

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Pessoal recomendam essa versão (tradução) de "O Senhor dos Anéis"?
Box Trilogia O Senhor dos Anéis | Amazon.com.br

Pq tava lendo os comentários e parece que tem algumas mudanças como Orque e Gobelim, aí me deu um negocio só de ler assim, mas não sei se é só isso ou tem mais modificações desse tipo.

Foda que esse box é lindão.
 

Krion

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Pessoal recomendam essa versão (tradução) de "O Senhor dos Anéis"?
Box Trilogia O Senhor dos Anéis | Amazon.com.br

Pq tava lendo os comentários e parece que tem algumas mudanças como Orque e Gobelim, aí me deu um negocio só de ler assim, mas não sei se é só isso ou tem mais modificações desse tipo.

Foda que esse box é lindão.
A encadernação das novas edições da Harper Collins realmente são as melhores que já tivemos por aqui em terras :kcopa.
Tenho as edições deles da "Queda de Gondolin" e da de "Beren e Lúthien", qualidade excelente dos livros, mas sobre a tradução atual
(que não é ruim), prefiro mais a antiga da "Martins Fontes" (opinião pessoal apenas).

Tempos atrás tivemos uma "pequena" discussão aqui sobre o assunto, segue abaixo um post meu que tinha umas matérias sobre a nova tradução da Harper Collins.


Mas parece que tiveram outras mudanças além da "polêmica" da nova tradução:

Por dentro da nova tradução de O Senhor dos Aneis
O tradutor Ronald Kyrmse, falou a VEJA sobre os detalhes da edição que acaba de chegar às livrarias e o universo de J. R. R. Tolkien
Por Maria Clara Vieira - Atualizado em 20 dez 2019, 19h50 - Publicado em 20 dez 2019, 19h10
Elijah Wood (Frodo), personagem da saga "O Senhor dos Anéis" adaptação para o cinema do diretor Peter Jackson ao livro do escritor J.R.R.Tolkien
Elijah Wood (Frodo), personagem da saga "O Senhor dos Anéis" adaptação para o cinema do diretor Peter Jackson ao livro do escritor J.R.R.Tolkien Divulgação/VEJA



Há 25 anos, a história de Bilbo, Frodo, Galdalf, Legolas, entre outros heróis da Terra Média desembarcava em terras brasileiras pela primeira vez em português tupiniquim. Considerada uma das sagas de maior sucesso da história, O Senhor dos Aneis, de J. R. R. Tolkien, arrebanhou fãs pelo mundo inteiro, ganhou as telonas, os jogos, virou tema de teses de doutorado e até de vídeos em canais religiosos. Este ano, a trilogia clássica ganha nova edição pela editora Harper Collins, junto com outros títulos inéditos do autor. Consultor da tradução de 1994 e responsável pela nova versão, o paulista Ronald Kryrmse se debruçou durante um ano nas mil páginas – com mais de meio milhão de palavras – que compõem a obra, com o apoio de um conselho dos especialistas. Abaixo, trechos de sua entrevista a VEJA sobre o resultado, há disponível nas livrarias.

O senhor prestou consultoria à primeira tradução oficial de O Senhor dos Aneis para o português brasileiro. O que mudou? Os tradutores daquela época não conheciam o “mundo secundário” de Tolkien. Não tinham lido a obra inteira. Era como traduzir um quadrinho do Homem de Ferro sem conhecer o universo da Marvel. Eu ajudei a lidar com a questão dos nomes. Tolkien era linguista deixou instruções específicas. Proibiu, por exemplo, mexer nos nomes na língua élfica. Foi nesta primeira versão que Bilbo Baggins virou Bilbo Bolseiro.

Ela tem erros? Tem frases com informações importantes que acabaram suprimidas. No Conselho de Elrond, o mago Gandalf conta que, quando foi até a torre de Saruman para conversar, o vilão estava esperando ao pé da escada e com um anel no dedo. Isso sumiu na tradução. Não é o Um Anel, mas indica que ele já estava à procura dos anéis do poder. Para revisar detalhes desse tipo, criamos um conselho de quatro pessoas. Esta nova tradução foi feita a muitas mãos.

Há mudanças na fala dos personagens? Sim. Procuramos respeitar o tom e a forma da linguagem. Na primeira tradução, todo mundo usa “você”. Isso sempre me incomodou. Os elfos são uma raça muito mais antiga do que os hobbits e deviam ser tratados com mais respeito. Agora, o pronome de tratamento corriqueiro é tu. Os hobbits, um povo rural, se tratam por “você”. Mas se referem aos elfos como “vós”.
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Dá para dizer que a tradução respeitou os sotaques? Não é exatamente o sotaque, porque isso soaria falso. Mas o vocabulário é diferente, sim. Os hobbits usam uma linguagem mais informal, com palavras do dia-a-dia, enquanto os elfos preferem termos arcaicos. Já os orques, uma raça muito bruta e ignorante, falam sem plural nem concordância.

O que é mais difícil de traduzir em Tolkien? Os poemas. Só em O Senhor dos Anéis há setenta poemas e canções, com métrica e rimas próprias. Procurei manter tudo no mesmo lugar, de modo que, se alguém quiser cantar o poema em inglês ou em português, pode usar a mesma melodia.

Muitos autores contemporâneos dizem ter se inspirado em Tolkien. Algum se compara a ele? Não. Ninguém na história passou cinquenta anos criando os mitos, idiomas, histórias, povos e culturas de um mundo imaginário. Desculpe, mas não dá para comparar com A Guerra dos Tronos, muito menos com Harry Potter.

Os potterheads contra-argumentam que esta não era mesmo a proposta. De fato, não era. Um crítico certa vez disse que em meio século Tolkien criou um povo inteiro, com todas as suas características. Se o personagem passa por uma montanha, ela tem nome, e o nome está relacionado a alguma batalha, é assim por diante. É um feito sem precedentes, difícil de ser imitado.

“Orques” e “gobelins”: novas traduções de obras de Tolkien no Brasil geram discórdia entre fãs e editora
HarperCollins adquiriu direitos para publicar livros do autor em 2018, causando debates nas redes sociais nos últimos meses

27/05/2019 - 11h26minAtualizada em 27/05/2019 - 22h21min
Júlio Boll

Júlio Boll

Divulgação / HarperCollins
"A Queda de Gondolin" e "O Silmarillion": obras ganharam novas versões da HarperCollinsDivulgação / HarperCollins
Dragões, a destruição de O Anel, a trajetória de Frodo e diversas criaturas mágicas. Não é preciso relembrar, em 2019, os encantos do universo de O Senhor dos Anéis, criado pelo britânico J.R.R. Tolkien, ainda mais depois de três adaptações para o cinema no início dos anos 2000 e de obras cultuadas por milhares de geeks em todo o planeta. No entanto, quando a calma parecia dominar o mundo criado pelo autor, uma editora e fãs travaram uma calorosa discussão.
Leia Mais
Em 2018, a editora HarperCollins do Brasil comprou os direitos para publicar as obras de Tolkien, incluindo contos inéditos no país. Até aí, o cenário era de festa: nerds comemoravam a possibilidade de comprar, em versão nacional, histórias até então não publicadas em terras brasileiras, como A Queda de Gondolin e Beren e Lúthien. As duas obras já estão disponíveis nas livrarias de todo o país e atingiram os rankings de mais vendidos.
— Este processo foi fruto de muito trabalho em conjunto, porque a editora entendeu o potencial dessas obras, que tinham um valor inestimável para fãs e que mereciam ser exploradas. Começamos esse processo do zero mesmo — explica Samuel Coto, gerente editorial da HarperCollins.
Ou seja, a publicadora captou os manuscritos de Tolkien, formou um conselho editorial com tradutores especialistas no autor e traduziu todo o conteúdo. Neste processo, iniciou-se uma guerra que tem aquecido as redes sociais nos últimos meses: termos como “orcs” e “goblins” - que foram eternizados na memória afetiva de fãs de todo o país – foram transcritos novamente para “orques” e “gobelins”, respectivamente. No caso de "anões", a editora optou por "anãos", usando a mesma lógica de Tolkien ao manter o radical em inglês incluindo um "s" para indicar plural.
“Todas as escolhas foram frutos de muita pesquisa e estão apoiadas nas orientações de tradução do próprio autor, de modo a garantir que estas novas traduções sejam as mais criteriosas na história destes livros no Brasil. Confiamos muito neste trabalho, mas estamos atentos ao feedback dos fãs para nos certificar de que os livros mantenham o mais alto nível de qualidade”, diz a HarperCollins, em nota oficial enviada à reportagem de GaúchaZH.
Além disso, outros erros simples de palavras como “son” ("filho", em português), que foi traduzida como “irmão” em uma primeira edição, passaram reto pela editora. A HarperCollins frisa, no entanto, que a terceira edição – que está nas prateleiras agora – já está corrigida.
Arquivo pessoal / Eduardo Olifer
Eduardo Olifer, do Tolkien Brasil, diz que irá procurar a família de Tolkien atrás de apoio para que uma revisão seja feitaArquivo pessoal / Eduardo Olifer
Não houve debate”
Principal articulador do grupo que questiona as versões da HarperCollins, Eduardo Olifer é fundador do site Tolkien Brasil e fã das obras desde a década de 1990. Em sua biblioteca pessoal, estão cerca de 900 livros do universo do escritor britânico. Além disso, ele mantém três canais no YouTube sobre literatura – sendo dois atrelados ao ídolo literário.
Olifer fez uma parceria com a editora no ano passado e foi chamado para trabalhar em conjunto com as traduções, entre setembro do ano passado e fevereiro deste ano, mas pontua que abriu mão por conta dos erros. Ele frisa que alertava sobre os termos equivocados desde o início dos trabalhos.
Em janeiro de 2019, criou um grupo no WhatsApp com o conselho da editora para expor alguns dos termos que considera errôneos. No entanto, ele fala que foi respondido somente por Samuel tanto na conversa pelo aplicativo de mensagens quanto em outras tentativas posteriores, por publicações em seu site e pelas redes sociais.
Segundo Olifer, seus argumentos estão baseados nas traduções em outros idiomas, no Guia Para Nomes de O Senhor dos Anéis (do próprio Tolkien) e na pesquisa junto a tradutores das obras em outros países, como Alemanha, Espanha, Polônia, Itália e França. Além disso, buscou outros especialistas no escritor, como Jared Lobdell, editor do A Tolkien Compass (coletânea de textos do próprio Tolkien) e Vittoria Alliata di Vilafranca, que realizou a primeira tradução para o italiano, com a participação do próprio Tolkien em vida.
— Nesse guia, escrito em 1967, Tolkien diz logo no início que as nomenclaturas deveriam ser “traduzidas para o outro idioma de acordo com seu significado (o mais próximo possível)”. Ele desejava que a obra fosse lida com menos estranheza pelos leitores que se preocupariam com os nomes estranhos de seu mundo. Então, a editora Harper Collins Brasil decidiu mudar os nomes originais do Tolkien, que já estavam consolidados entre os leitores e eram palavras do próprio Tolkien. A Harper Collins Brasil alterou a palavra "Orc" para "Orque" e "Goblin" para "Gobelim". Ocorre que "Orque" e "Gobelim" são palavras em francês e a mera substituição de um idioma por outro não é uma tradução pelo significado (já que logicamente "Orque" não tem significado em Português e Gobelim em nossa língua é apenas um tipo de tapete francês). Seria como trocar a palavra em inglês "Book" por "Buch" em Alemão, o leitor brasileiro ficaria sem o significado da palavra. No próprio Guia, diz que as palavras "Orc" e "Goblin" deveriam ser mantidas no original (em caso de não existir criaturas com os mesmos significados) ou traduzidas por uma criatura que fosse equivalente no idioma de tradução ("Goblin" seria um duende ou trasgo, enquanto "Orc" não tem equivalente em português) — alega Olifer.
O líder do Tolkien Brasil fez três vídeos sobre o assunto, com uma hora de duração cada, além de artigos com citações do escritor britânico e um arquivo de mais de 60 páginas sobre os conteúdos que considera problemáticos. Mesmo assim, ficou sem resposta:
— Em suma, não ocorreu nenhum debate sobre o tema. Simplesmente fiz as publicações de textos no Tolkien Brasil falando sobre “orc” e seus significados e fui mandando para o editor. Tempo depois, a editora publicou uma nota de resposta. Gravei o vídeo mostrando que não entenderam ou não leram os artigos. Depois, o tradutor fez o texto resposta no Facebook. Depois disso, os contatos se encerraram e a editora não respondeu nenhuma mensagem – lembra Olifer.
Ele garante que sua preocupação é com os erros e destaca que seu desejo é ver "algo digno do autor aqui no Brasil" e, por isso, decidiu se afastar da editora:
— Diante das circunstâncias, decidimos distanciar da editora Harper Collins Brasil, por não sentirmos mais segurança nos trabalhos que realizam e pelo fato deles não atenderem mais nossas mensagens. Além dos indicados, encontramos diversos erros nos livros e decidimos reunir e encaminhar para a família Tolkien e a editora britânica. A editora brasileira alega que as traduções são supervisionadas pela Harper Collins Britânica, mas é importante ressaltar que as traduções da Martins Fontes também foram e, no entanto, continham também diversos erros. Assim, diante da falta de diálogo da editora a solução é pedir para que os responsáveis pelos direitos autorais verifiquem isso.
Arquivo pessoal / Cesar Machado
Cesar Machado, do Tolkien Talk, mediou um debate sobre os termos em livraria: "Isto deveria ter sido feito antes"Arquivo pessoal / Cesar Machado
Não vejo problema em ‘orques’”
Na onda contrária, César Machado acredita que não há problemas com a tradução da HarperCollins. Criador do canal Tolkien Talk, ele começou a se aventurar pelas tramas do britânico após o lançamento de A Sociedade do Anel, em 2001, nos cinemas. Desde então, atua em fóruns e sites dedicados ao universo fantástico.
Ele entende que a editora optou por "passar um rolo compressor em cima de tudo" e começar do zero. Em janeiro, mediou um debate na Livraria Vila, em São Paulo, no qual conversou com os novos tradutores das obras sobre as alterações realizadas. Em seu canal no YouTube, possui mais de 45 mil inscritos - e o clipe mostrando a conversa teve quase cinco mil visualizações.
— Não vejo problema em “orques” e “gobelin”, porque é algo que deveria ter sido feito desde o início. O trabalho de outros tradutores pede maturidade do público e entendo que deve-se chegar a um meio-termo – acredita o estudioso.
Ele conta que alertou a editora de que ela enfrentaria queixas, mas que a publicadora aceitou fazer a quebra de um paradigma e tocar em memórias afetivas:
— Acredito que as reclamações sejam menos de 1%. Por termos ligações afetivas aos termos, ok, são críticas válidas, mas tecnicamente eles não estão errados.
Em relação às obras, Cesar aprovou a produção: ele gostou das versões em capa dura e da ideia de manter os desenhos originais, que deram mais poder ao projeto da editora.
Divulgação / HarperCollins
Editora lançou a biografia "J.R.R. Tolkien" em agosto de 2018 e se prepara para divulgar "O Hobbit" em julho deste anoDivulgação / HarperCollins
Versamos sobre a obra em inglês”
Para realizar estas novas traduções, a HarperCollins criou um conselho formado pelos tradutores Ronald Kyrmse (que já era tradutor das obras de Tolkien no Brasil, de edições anteriores pela WMF Martins Fontes), Gabriel Brum (que é especialista em literatura fantástica), e o escritor e jornalista Reinaldo José Lopes (mestre e doutor em Letras pela USP com foco em J.R.R. Tolkien). A equipe conta também com o gerente editorial Samuel Coto. Além disso, a companhia literária conta que fã-clubes interessados no projeto foram consultados, como o Tolkien Talk.
Segundo Reinaldo, os quatro profissionais trabalharam versando sobre as obras de Tolkien em inglês – esta dinâmica é sugerida pelo próprio Tolkien, no Guide to the Names in The Lord of the Rings (Guia Para Nomes de O Senhor dos Aneis, em tradução livre), de 1967. Quando há dúvida, os tradutores devem recorrer a este escrito e ao Apêndice F de O Retorno do Rei (terceiro livro da saga).
— Não fizemos consultas em outros idiomas, porque cada um tem a sua especificidade e soluções do espanhol, italiano e francês, que não necessariamente funcionariam em português, e porque queríamos fazer algo diferente. A proposta é voltar de maneira radical às origens linguísticas e lógicas dos textos de Tolkien — explica Reinaldo.
Conforme o Guia Para Nomes, o termo "orc" pode ser traduzido a partir do inglês para o idioma correspondente. No entanto, em nenhum momento o criador explica sobre o plural, que tem causado incômodo aos fãs. Tolkien frisa, nestes casos, que os tradutores responsáveis têm autonomia para decidir o que melhor combina com a língua final.
— Sobre gobelins e orques, não existem termos para a tradução que tenham significado semântico em português. Não poderíamos usar ogros e duendes, que pensariam no Shrek ou em bichinhos bonitinhos da natureza, respectivamente (risos). Não tem equivalente claro e buscamos refletir a presença histórica na língua portuguesa — destaca o tradutor.
Além disso, Reinaldo explica que todas as decisões foram tomadas em conjunto, até mesmo porque estas criaturas já ganharam um contexto afetivo para leitores. Mesmo assim, optou-se por alterar a estrutura final, enraizando-se ao português clássico.
Em relação à palavra "gobelin", a questão é ampliada. Por não estar citado no guia assinado por Tolkien, a editora deveria ter mantido o radical em inglês (goblin) – incluindo o “s” para o plural -, mas também é passível do termo ganhar independência dos tradutores para decidir, que também devem priorizar a sonoridade na avaliação.
— Ficamos preocupados, porque pensamos se o trabalho, que foi feito com muito amor, vai ser jogado no lixo por causa de discussões menores, pequenas e, muitas vezes, sem embasamento técnico. Estamos trabalhando no coletivo. É chato — desabafa Reinaldo.
O gerente Samuel Coto lembra que o grupo de trabalho tem o aval da família de Tolkien, incluindo sobre “o trabalho dos tradutores e suas decisões”.
— Em alguns casos, não iremos agradar a todos e a memória afetiva interfere nesse processo, está perto do coração das pessoas. Nós (do conselho) não chegamos a um consenso por meses. O Reinaldo, por exemplo, teve o voto contra, porque não podemos só manter a raiz e trazer como é, e sim pensar no guia.
Além de A queda de Gondolin e Beren e Lúthien, lançados no ano passado, a editora já publicou O Silmarillion com novo projeto gráfico. Nos próximos meses, estão previstas a nova versão de O Hobbit, que deve chegar às lojas em julho, e as três partes de O Senhor dos Anéis, em novembro.
A programação de lançamentos envolve mais de 30 títulos, que devem chegar às lojas ao longo dos próximos sete anos, contemplando toda a obra do autor - inclusive títulos nunca lançados no Brasil, como a História da Terra-Média (History of Middle Earth), além de uma biografia do autor, escrita por Humphrey Carpenter, que serviu de inspiração para o longa Tolkien.
Enquanto isso, no site Tolkien Brasil e no Twitter , fãs têm se pronunciado a respeito do assunto - e o debate parece interminável. A guerra está declarada, assim como ocorre na Terra-Média de Bilbo Bolseiro em As Duas Torres.
Veja algumas das publicações de fãs no Twitter:














[\spoiler]
 

EgonRunner

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não sabia dessa treta .. minha edição é antiga (pra dizer a verdade, desisti no primeiro capítulo).

pra mim é mais que evidente que o tradutor aproveitou uma brecha para deixar um legado como profissional.

esses termos até deveriam ter sido traduzidos/adaptados na primeira tradução nos anos 60 mas não foram, e depois veio o D&D que manteve os mesmos nomes.
então traduzir agora é também conflitar com as traduções de livros de RPG já existentes, ambas as palavras já foram anglicizadas.

e usar "anãos" é repetir um erro gramatical, não foi algo intencional:

Tolkien himself admitted that “dwarves” was a misspelling. In a letter to Stanley Unwin, the publisher of The Hobbit, he wrote (emphasis mine):

No reviewer (that I have seen), although all have carefully used the correct dwarfs themselves, has commented on the fact (which I only became conscious of through reviews) that I use throughout the ‘incorrect’ plural dwarves. I am afraid it is just a piece of private bad grammar, rather shocking in a philologist; but I shall have to go on with it.
 

reenann

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A encadernação das novas edições da Harper Collins realmente são as melhores que já tivemos por aqui em terras :kcopa.
Tenho as edições deles da "Queda de Gondolin" e da de "Beren e Lúthien", qualidade excelente dos livros, mas sobre a tradução atual
(que não é ruim), prefiro mais a antiga da "Martins Fontes" (opinião pessoal apenas).

Tempos atrás tivemos uma "pequena" discussão aqui sobre o assunto, segue abaixo um post meu que tinha umas matérias sobre a nova tradução da Harper Collins.
Vi um review ontem desse box e fiquei apaixonado, muito capricho e bom gosto. Acho que vou pegar essa versão mesmo rs

Enviado de meu POCOPHONE F1 usando o Tapatalk
 

Krion

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Vi um review ontem desse box e fiquei apaixonado, muito capricho e bom gosto. Acho que vou pegar essa versão mesmo rs

Enviado de meu POCOPHONE F1 usando o Tapatalk

A qualidade dos livros é muito boa mesmo.






Espero que a Harper Collins tenha planos de publicar aqui no :kcopa a coleção completa (em 13 volumes) da "The History of Middle-earth"

The Book of Lost Tales Part One
The Book of Lost Tales Part Two
The Lays of Beleriand
The Shaping of Middle-earth
The Lost Road and Other Writings
The Return of the Shadow (The History of The Lord of the Rings vol. 1)
The Treason of Isengard (The History of The Lord of the Rings vol. 2)
The War of the Ring (The History of The Lord of the Rings vol. 3)
Sauron Defeated (The History of The Lord of the Rings vol. 4)
Morgoth's Ring (The Later Silmarillion vol. 1)
The War of the Jewels (The Later Silmarillion vol. 2)
The Peoples of Middle-earth
The History of Middle-earth Index

The History of Middle-earth is a 12 volume series of books compiled and edited by J.R.R. Tolkien's son, Christopher Tolkien. In the volumes, Christopher Tolkien presents and discusses manuscripts by his father related to the stories of The Silmarillion and The Lord of the Rings. Some of the material is revealed for the first time, while some consists of earlier versions of already published material. A thirteenth volume was published in 2002, The History of Middle-earth Index. This book has completely integrated all the indices from the set in one large index.

 
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Hoje comprei o mangá Dragon Ball Vol.9 da Panini por 15 Reais em um Supermercado na cidade onde moro.

O Mangá tinha uma etiqueta com o preço de R$ 19,75 mas no caixa estava registrado o valor de R$ 15,00.

Onde moro não costuma vender mangás e acabo comprando em sebos online.
 

B - Mark

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Minha nova aquisição foi o Guia Oficial do Berserk que contém várias informações sobre a série e seus personagens que foi publicada pela Panini em Dezembro de 2017.

Comprei por R$ 19,75 no mesmo supermercado onde comprei Dragon Ball Vol.9 da Panini.

Mangás na cidade do interior onde moro são bem incomuns e não tem banca nem revistaria e são em alguns supermercados que vendem revistas antigas de culinarias,HQs infantis,Tex,Zagor e alguns livros de romance.
 

geist

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Depois da indicação dessa obra (acho que foi o @Meia-Noite), não pude ficar indiferente. Vai levar um bom tempo pra ler, são mais de 800 páginas.


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Pra quem se interessar, peguei na livraria da Sara Winter, foi o lugar mais barato que encontrei.
 
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Meia-Noite

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Depois da indicação dessa obra (acho que foi o @Meia-Noite), não pude ficar indiferente. Vai levar um bom tempo pra ler, são mais de 800 páginas.


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Pra quem se interessar, peguei na livraria da Sara Winter, foi o lugar mais barato que encontrei.
De todas as minhas postagens, uma das mais banais foi a mais efetiva.

É só você entrar no UOL para ver como a sexualização é uma ferramenta das pessoas estúpidas e/ou perversas.
 
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