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Tópico oficial do Ex-Presidente Jair Messias Bolsonaro ( 2018-2022)

Qual será a moeda nova agora com Bolsonaro?

  • BOLSOS

    Votes: 104 12,4%
  • MITOS

    Votes: 188 22,4%
  • PITÚS

    Votes: 75 8,9%
  • BOLSONAROS

    Votes: 54 6,4%
  • TALKEIS

    Votes: 192 22,8%
  • NIÓBIOS

    Votes: 60 7,1%
  • HELENÕES

    Votes: 23 2,7%
  • COISOS

    Votes: 41 4,9%
  • JAIRES

    Votes: 12 1,4%
  • BONOROS

    Votes: 92 10,9%

  • Total voters
    841
  • Poll closed .

Hobgoblin

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Ludmila Lins Grilo @ludmilagrilo em entrevista ao #OsPingosNosIs Excelente explicação do que está acontecendo com o poder no Brasil! Veja o programa completo: https://youtu.be/TX6MwaohVPE




Alguns "seguidores" do Sleeping Giants vieram até o nosso perfil para "curtirem" com a nossa cara informando que ELES possuem 419 mil seguidores, e NÓS, apenas 61 mil. Compare os engajamentos... e a verdade. #AwakeGiantsBrasil não compra seguidores, tampouco utiliza robôs.





Preso, machucado seriamente e ainda multado por falar mal do Boulos. A vida não tá fácil para o Oswaldo, PQP.
 

Ayatollah Khomeini

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Moraes suspende interrogatório de Witzel no tribunal do impeachment

26.12.20 14:15
Moraes suspende interrogatório de Witzel no tribunal do impeachment


O ministro Alexandre de Moraes suspendeu o depoimento que Wilson Witzel prestaria na próxima segunda-feira no Tribunal Especial Misto, que analisa o processo impeachment do governador afastado.
Ao atender a um pedido da defesa, o ministro do STF determinou que o interrogatório só poderá ocorrer depois que os advogados de Witzel tiverem acesso a todos os documentos remetidos pelo STJ, o que inclui a delação do ex-secretário de Saúde do Rio Edmar Santos.



Em sua decisão, Moraes determinou ainda que Edmar terá de ser ouvido antes do governador afastado. Desta maneira, não há previsão de uma nova data para o depoimento de Witzel.



 

Snk-Brazil

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Moraes suspende interrogatório de Witzel no tribunal do impeachment

26.12.20 14:15
Moraes suspende interrogatório de Witzel no tribunal do impeachment


O ministro Alexandre de Moraes suspendeu o depoimento que Wilson Witzel prestaria na próxima segunda-feira no Tribunal Especial Misto, que analisa o processo impeachment do governador afastado.
Ao atender a um pedido da defesa, o ministro do STF determinou que o interrogatório só poderá ocorrer depois que os advogados de Witzel tiverem acesso a todos os documentos remetidos pelo STJ, o que inclui a delação do ex-secretário de Saúde do Rio Edmar Santos.



Em sua decisão, Moraes determinou ainda que Edmar terá de ser ouvido antes do governador afastado. Desta maneira, não há previsão de uma nova data para o depoimento de Witzel.




Esse aí que combinou um “Fight” com o Gentili na net?
 

Hobgoblin

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Vamos tornar o Senador IRAJA (PSD) do Tocantins famoso. Ele quer liberar a venda de 25% do território nacional a estrangeiros. O tema vem sendo ignorado pela mídia. E agora vai para a Câmara dos deputados.




Enquanto Bolsonaro segue passando pano pras cagadas do Kássio Nunes usando como argumento a decisão sobre pesca de camarão e sobre a história das amantes, a China segue comprando o Brasil através de governadores e prefeitos. Nosso presidente é um fantoche.




Quem diria? Estudo mostra que luz solar está 'fortemente correlacionada com a recuperação de pacientes do hinavirus' https://sciencedirect.com/science/article/pii/S004896972032533X




macaco x brasileiro
 


constatine

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Bolsonaro assina decreto de criação da NAV, estatal de serviços de navegação aérea

O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta quinta-feira (24) o decreto de criação da empresa pública NAV Brasil Serviços de Navegação Aérea. A estatal será vinculada ao Ministério da Defesa, por meio do Comando da Aeronáutica, com sede no Rio de Janeiro.

A nova estatal será resultado da divisão da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). O decreto foi publicado em edição extra do "Diário Oficial da União" ainda nesta quinta. O governo não informou a previsão de orçamento ou de transferência de pessoal para a NAV Brasil em 2021.

A autorização para criar a nova empresa pública foi proposta pelo próprio governo em 2019, em uma medida provisória aprovada posteriormente pelo Congresso. A lei prevê que a NAV Brasil poderá contratar em regime celetista, mas com seleção por concurso público.

A nova estatal será fundada com capital social 100% da União, mas a lei de autorização também abre espaço para que a empresa se torne uma sociedade de economia mista, ou seja, incorpore capital privado nos próximos anos.

"A criação da NAV Brasil S.A. reforça a relevância dos serviços de navegação aérea, otimizando a organização do setor de transportes aéreos", diz material divulgado pelo governo. Com a cisão, a Infraero ficará responsável pela infraestrutura aeroportuária, e a NAV Brasil, pelos serviços de navegação aérea.
Ainda de acordo com o governo, o desmembramento é "apenas mera especialização, racionalização e ganho de eficiência", e não representa um aumento na participação do Estado na economia.



Temer cria NAV Brasil, cisão da Infraero para navegação aérea
20 DÉCEMBRE 20186:52 PM

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente Michel Temer assinou nesta quinta-feira uma medida provisória que determina uma cisão na Infraero e a criação da NAV Brasil, que vai incorporar todos os ativos relacionados a navegação aérea hoje concentrados na estatal responsável pelos aeroportos do país.

Segundo o texto da medida, a NAV Brasil ficará subordinada ao Ministério da Defesa, por meio do Comando da Aeronáutica.

A nova empresa, que terá sede na cidade do Rio de Janeiro, receberá da Infraero os empregados ligados à navegação aérea, que incluem serviços como telecomunicações, estações de rádio, torres de controle e medição metereológica.

Já os terminais de passageiros e de cargas, os serviços de pista de pouso e decolagem, de fiscalização e de supervisão continuarão a cargo da Infraero. A empresa opera 55 aeroportos no país.

O movimento acontece depois que o presidente da Infraero, Antônio Claret de Oliveira, renunciou ao cargo na véspera, dias após a equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro ter confirmado o nome do brigadeiro Hélio Paes de Barros Júnior, hoje diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), para ser o próximo presidente da estatal.



Foi a maneira que Temer (O Príncipe) teve para desmembrar a Infraero em duas parte para facilitar as coi$a$. Comunicação fica na NAV e a parte de aeroportos para venda. Se eu estiver errado me corrijam?!
 

edineilopes

Retrogamer
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Muié.

Tomou uma pressão e resolveu "se posicionar". Mais perdida que cego em tiroteio.





Luiz segue empolado no chove não molha, de onde não sai desde abril. Fica dormindo, nem candidato a prefeito conseguiu ser.
 

Godot

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Muié.

Tomou uma pressão e resolveu "se posicionar". Mais perdida que cego em tiroteio.





Luiz segue empolado no chove não molha, de onde não sai desde abril. Fica dormindo, nem candidato a prefeito conseguiu ser.


Estão fazendo um pacto com satanás dizendo que o outro lado é pior. É tudo um teatro. O Presidente da República está envolvido.

A cada dia que passa sinto mais raiva de todos esses políticos de direita. Deputags dos infernos.
 

Hobgoblin

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O ano tá quase acabando e obviamente não deixaríamos vocês sem o último episódio. E diferente de tantos outros que fazem especiais nessa época, resolvemos valorizar o que temos de mais importante: vocês. (E episódio especial dá muito trabalho também)




Tudo está ocorrendo dentro do planejado.




Governo de SP vai denunciar cidades que ignorarem quarentena





Cartórios já podem autenticar documentos por meio digital
 

Darkx1

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Estão fazendo um pacto com satanás dizendo que o outro lado é pior. É tudo um teatro. O Presidente da República está envolvido.

A cada dia que passa sinto mais raiva de todos esses políticos de direita. Deputags dos infernos.
Brasil não tem políticos de direita, tem é pessoas que se aproveitam da bandeira que lhe é conveniente pra ser eleito na hora que eles querem.

Duvido que qualquer um desses ai sequer leu um livro de algum autor, e so falam os nomes que vem na cabeça.

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The Kong

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A estatal foi criada para dar mais cabide de emprego para os militares. Por isso, os militares apoiam o mito pra galera ter mais mamata.

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É TANTA, mas TANTA "mamata" para os militares que ele aumentou de 30 para 35 anos o tempo de contribuição para aposentadoria (reserva) para militares estaduais via lei federal...

(e surpresa: EU não acho errado não)
 

The Kong

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Brasil não tem políticos de direita, tem é pessoas que se aproveitam da bandeira que lhe é conveniente pra ser eleito na hora que eles querem.

Duvido que qualquer um desses ai sequer leu um livro de algum autor, e so falam os nomes que vem na cabeça.

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E políticos de esquerda, existem?
 

Darkx1

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Se os políticos de direita não existe, então não existem os políticos de esquerda né?

Se nada existe, tudo é possível!
Voce realmente acha que os partidarios do Bolsonaro hoje, uma Bia Kickis, Eduardo Bolsonaro ou Zambelli ou parecidos representam os ideiais de um Ronald Reagan, Tchater ou se aprofundaram nos livros de autores classicos dessa linha de pensamento?

Jair Bolsonaro que se apresenta como direita sempre votou a favor nas pautas do governo PT e foi critico do plano Real. Voce pode tirar dai.

A Esquerda do Brasil não é muito longe disso não. Aqui não tem nenhum partido de esquerda que siga os ideias dos paises com modelos bem sucedidos como a Nova Zelândia ou a Suíça. Preferem ir pro lado mais caricatural da coisa.

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Godot

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Brasil não tem políticos de direita, tem é pessoas que se aproveitam da bandeira que lhe é conveniente pra ser eleito na hora que eles querem.

Duvido que qualquer um desses ai sequer leu um livro de algum autor, e so falam os nomes que vem na cabeça.

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Eu acho que nem tenho mais medo de cogitar no futuro o "chart" da esquerda:

  • Ele de fato é ligado a milicia no RJ
  • Ele tem ligação com o caso "Mariela"
  • A facada foi fake

Não ficarei surpreso.

O estelionato eleitoral de Bolsonaro é real. Só precisa saber até que ponto ele mentiu.
 

The Kong

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Voce realmente acha que os partidarios do Bolsonaro hoje, uma Bia Kickis, Eduardo Bolsonaro ou Zambelli ou parecidos representam os ideiais de um Ronald Reagan, Tchater ou se aprofundaram nos livros de autores classicos dessa linha de pensamento?

Jair Bolsonaro que se apresenta como direita sempre votou a favor nas pautas do governo PT e foi critico do plano Real. Voce pode tirar dai.

A Esquerda do Brasil não é muito longe disso não. Aqui não tem nenhum partido de esquerda que siga os ideias dos paises com modelos bem sucedidos como a Nova Zelândia ou a Suíça. Preferem ir pro lado mais caricatural da coisa.

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Eu não falei bolsonaristas meu amigo, e você não respondeu a pergunta... Se os políticos de direita não existe, os políticos de esquerda existem?
 

Lost Brother

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É TANTA, mas TANTA "mamata" para os militares que ele aumentou de 30 para 35 anos o tempo de contribuição para aposentadoria (reserva) para militares estaduais via lei federal...

(e surpresa: EU não acho errado não)
Nao se esqueça da bela reestruturaçao salarial e de plano de carreira que receberam. E tbm que estao em varios cargos comissionados na maquina publica federal.

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The Kong

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Nao se esqueça da bela reestruturaçao salarial e de plano de carreira que receberam. E tbm que estao em varios cargos comissionados na maquina publica federal.

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Quais?

Militares federais né?

Oficiais dar FFAA né?

Aqui em MG não teve nada disso não... o Zeminha aqui faz o sufoco pra fazer a OBRIGAÇÃO que o pilantrel desgraçado ladrão do PT não fazia...
 

Sgt. Kowalski

Lenda da internet
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As seis 'pedras no sapato' do governo Bolsonaro na economia em 2021


Desemprego recorde, inflação pressionada, dívida pública crescente, incerteza política para aprovação das reformas, aumento de casos da pandemia e isolamento internacional.

Após um ano difícil como 2020, o brasileiro sonha com um 2021 melhor. Mas, na economia, são muitas as pedras no caminho para que o ano que vem seja mais fácil do que o atual.

A BBC News Brasil ouviu um time de especialistas — Daniel Duque (Ibre-FGV), Julia Passabom e Fernando Gonçalves (Itaú), Daniel Couri (IFI), Alessandra Ribeiro (Tendências Consultoria) e Christopher Garman (Eurasia) — para saber o que esperar do ano que se inicia.

Nem tudo são más notícias, no entanto: a elevada disponibilidade de recursos no exterior, o dólar mais estável e a possibilidade de Bolsonaro eleger um aliado para a presidência da Câmara podem jogar a favor do governo no ano que vem. A questão é saber, nesse jogo de forças negativas e positivas, quais delas vão prevalecer.

Confira a seguir as seis "pedras no sapato" que o Brasil deve enfrentar na economia em 2021.


1. Desemprego recorde e fim do auxílio emergencial


A taxa de desemprego chegou a 14,6% no terceiro trimestre de 2020, a maior já registrada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na série histórica com início em 2012.

Ao fim de setembro, o país somava 14,1 milhões de desempregados. E a má notícia é que esses números tendem a continuar a crescer nos próximos meses.

Serão batidos recordes em cima de recordes no desemprego, projetam os economistas. Isso mesmo em um cenário favorável ao crescimento de abertura de vagas.

"O mercado de trabalho em 2021 vai ser marcado por uma recuperação da população ocupada, junto a uma alta da taxa de desemprego, devido ao aumento da participação na força de trabalho", diz Daniel Duque, pesquisador do Ibre-FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).

"Em 2020, houve uma grande parcela da população que perdeu a ocupação, mas não procurou emprego. Eles devem voltar a procurar ocupação em 2021", explica o economista. Com isso, a taxa de desemprego tende a subir, já que o IBGE só considera como desempregadas pessoas que estão efetivamente em busca por trabalho.

Desemprego em 2021 deve chegar a 15,6%, estima Ibre-FGV — Foto: VALDECIR GALOR/SMCS via BBC

Desemprego em 2021 deve chegar a 15,6%, estima Ibre-FGV — Foto: VALDECIR GALOR/SMCS via BBC

O Ibre-FGV projeta uma taxa de desemprego média de 13,6% para 2020 e de 15,6% em 2021, com as maiores taxas sendo registradas entre o segundo e o terceiro trimestres do ano que vem.

Com o fim do auxílio emergencial, Duque estima que a pobreza extrema (famílias com renda mensal de até R$ 155 por pessoa) pode atingir entre 10% a 15% da população em janeiro. Já a pobreza (famílias com renda per capita mensal até R$ 425) deve abarcar entre 25% e 30% dos brasileiros no início do ano.

Durante 2020, com o auxílio ainda em R$ 600, esses índices chegaram a 2,4% e 18,3% respectivamente, os menores da história. Antes da pandemia, eram de 6,5% e 24,5%. Ou seja, no início do próximo ano, a situação estará pior até mesmo do que no pré-pandemia.

"Ano que vem, teremos uma perda de massa de renda muito alta com o fim do auxílio emergencial e parte da poupança da classe média já terá sido gasta. Então certamente o que veremos será o consumo das famílias perdendo um pouco de espaço", diz Duque.


2. Inflação em alta e subida da taxa de juros


Outro fator que deve jogar contra o consumo das famílias no início de 2021 é a inflação.

Embora a mediana do mercado aponte para um IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) fechando em alta de 4,39% este ano e desacelerando para 3,37% ao fim de 2021, segundo o boletim Focus do Banco Central de 21/12, a taxa acumulada em 12 meses deve ficar acima dos 5% durante boa parte do próximo ano, só perdendo força nos últimos meses.

Com isso, deve haver pressão para que o BC volte a subir a taxa básica de juros, que está atualmente em 2%, mas o mercado já vê a 3% ao fim de 2021 e a 4,5% em 2022.

Julia Passabom, analista de inflação do Itaú, espera que os alimentos, que devem fechar 2020 com uma alta de preços perto de 18%, desacelerem para alta entre 3,5% a 4% em 2021, devido ao aumento de safras e acomodação do preço das commodities e do câmbio no mercado internacional.

Por outro lado, a inflação de serviços deve ganhar força com a retomada da atividade, com peso, por exemplo, do reajuste das mensalidades escolares, que pouco subiram e até sofreram descontos este ano.

Auxílio emergencial tem contribuído para a pressão inflacionária durante 2020 — Foto: GETTY IMAGES via BBC

Também os preços administrados — planos de saúde, medicamentos, transporte público, energia elétrica e combustíveis — devem pesar no bolso em 2021, já que muitos reajustes foram represados em 2020 devido à pandemia.

"A inflação acumulada em 12 meses vai ficar muito tempo rodando alta. Do final do segundo trimestre ao terceiro, vai rodar acima dos 5%. Para nós, ela bate o pico em 5,8% em maio, acima do teto da meta", diz Passabom. A meta da inflação para 2021 é de 3,75%, podendo chegar a 5,25% no intervalo de tolerância. "Será um cenário desconfortável."

Nesse cenário, o Itaú espera que a Selic permaneça no patamar atual até agosto. Mas, em setembro, o Banco Central deve dar início a um novo ciclo de alta da taxa. Para o Itaú, a Selic deve fechar o próximo ano em 3,5%.

Segundo Fernando Gonçalves, superintendente de pesquisa econômica do banco, mesmo a 3% ou 3,5%, a taxa de juros seguirá estimulando a economia através do canal do crédito.

"Certamente, é menos estimulativo do que níveis mais baixos. Então, na margem, haverá um aperto das condições financeiras, mas o Banco Central só deverá fazer esse aperto num cenário em que esteja havendo uma retomada da economia", diz Gonçalves.


3. Desequilíbrio das contas públicas


"O cenário fiscal já era desafiador antes da pandemia e ela colocou um desafio adicional, que é lidar com esses gastos, isso tudo tendo que ser compatibilizado com nossas regras fiscais. Esse será o desafio para 2021", diz Daniel Couri, diretor da IFI (Instituição Fiscal Independente do Senado Federal).

Em seu cenário básico, a IFI avalia que a dívida bruta do governo não deve explodir, mas também não deve parar de crescer até 2030. Ela deve ir de 93% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2019, para 96,2% esse ano, subindo ano a ano, até superar os 100% do PIB em 2024.

Já o resultado primário (diferença entre receitas e despesas do governo, sem contar gastos com juros da dívida) deve ser deficitário até 2030, no cálculo da instituição.

E o teto de gastos, regra que impede que a despesa do governo cresça acima da inflação, tem risco alto de não ser cumprido no próximo ano, na avaliação da equipe da IFI.

"Esse quadro coloca um cenário de desconfiança em relação à capacidade do governo de manter uma trajetória fiscal sustentável nos próximos anos", diz Couri. "Essa desconfiança tende a se traduzir numa dificuldade maior do governo de se financiar. Então essa dívida que está se aproximando dos 100% do PIB tende a se encurtar e ficar mais cara."

Outros possíveis efeitos, caso o governo não consiga apresentar uma estratégia crível de reequilíbrio das contas públicas, são uma fuga ainda maior de investidores, possível rebaixamento da nota de crédito do país pelas agências de risco e maior desvalorização do real. "Seria exacerbar o cenário que já estamos vendo hoje", diz o economista.


4. Incerteza política para aprovação das reformas


Antes da pandemia, o plano do governo para apresentar essa "estratégia crível" de reequilíbrio fiscal estava baseado na aprovação de uma série de reformas.

Entre elas, estavam a reforma administrativa (que reorganizaria o funcionalismo público); a reforma tributária; a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) Emergencial, com o acionamento de uma série de gatilhos que reduziram despesas para permitir a manutenção do teto de gastos; e a PEC do Pacto Federativo (que reorganizaria a arrecadação e os campos de atuação de União, Estados e municípios).

Mas, afora a reforma da Previdência, que já vinha engatilhada desde o governo Michel Temer (MDB), quase nada andou.

Propostas de reforma tributária em discussão focam apenas em impostos que incidem sobre o consumo — Foto: FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AG. BRASIL via BBC

E a perspectiva dos economistas é pouco otimista para maiores avanços em 2021, mesmo em um cenário em que Arthur Lira (Progressistas-AL), aliado de Bolsonaro, seja eleito presidente da Câmara, sucedendo Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Para Alessandra Ribeiro, sócia e diretora de análise macroeconômica da Tendências Consultoria, a expectativa é de que apenas a PEC Emergencial seja aprovada no médio prazo, além de reformas microeconômicas, como a nova lei do gás e a autonomia do Banco Central, que já estão caminhando.

"Não consideramos reformas mais parrudas no nosso cenário base, porque elas dependeriam de coalização do governo, da liderança do Planalto e do presidente, então há menor probabilidade de aprovação", diz Ribeiro.


5. Aumento de casos e de mortes na pandemia


Apesar de Bolsonaro andar dizendo que estamos em "um finzinho de pandemia" e que o Brasil está em situação de "quase normalidade", não é isso que mostram os números crescentes de casos e mortes por covid-19.

Essa nova piora da pandemia, antes mesmo que houvesse uma melhora significativa, será mais um dos desafios para a economia em 2021.

Segundo Alessandra Ribeiro, da Tendências, são dois os caminhos que podem levar essa segunda onda a afetar o desempenho da atividade no próximo ano.

Covid-19 matou mais de 185 mil pessoas até agora no Brasil — Foto: Reuters

Um deles é se governos locais voltarem a adotar restrições à circulação, o que afetaria principalmente a atividade de serviços, limitando a reação desse segmento. O segundo ponto é a cautela dos consumidores e empresas em meio à piora da crise sanitária, que tende a inibir a demanda por serviços e manter os níveis de poupança elevados.

Os mais afetados, como na primeira onda, serão os brasileiros mais pobres.

"A crise pandêmica é bastante regressiva, ou seja, ela afeta muito mais o trabalhador informal, que é menos escolarizado e tem salário médio menor", diz Ribeiro.

"Mesmo que as medidas adotadas agora não sejam tão drásticas quanto aquelas do segundo trimestre de 2020, qualquer tipo de ação deve pegar mais o setor de serviços — alimentação fora do domicílio, bares, entretenimento, alojamento —, tudo isso afeta muito esse tipo de trabalhador."


6. Isolamento internacional


Não bastassem todos os problemas internos ao país, o governo brasileiro entra em 2021 com relações estremecidas com Estados Unidos, China, Argentina e União Europeia. Os quatro destinos responderam juntos por 61% das exportações brasileiras em 2020.

"Certamente o maior ponto de atrito hoje, olhando as relações com Estados Unidos e Europa, se encontra na pauta ambiental", avalia Christopher Garman, diretor-executivo para as Américas do Eurasia Group, principal consultoria de risco político do mundo.

"Os EUA têm agora um presidente eleito, Joe Biden, que terá um compromisso doméstico e internacional com essa pauta", diz Garman. "Governos da Europa têm priorizado a agenda climática e ser visto internacionalmente como um vilão nesse tema é um 'calcanhar de Aquiles' para o acordo entre União Europeia e Mercosul e para a relação entre Brasil e EUA."

Para o cientista política, no entanto, Biden deve adotar uma postura pragmática em relação a Bolsonaro, por entender o papel estratégico do Brasil na América do Sul, no contexto de avanço da influência chinesa.

Assim, segundo Garman, tudo vai depender no próximo ano do andamento da questão ambiental no país, com destaque para o índice de desmatamento na Amazônia e a reação do governo Bolsonaro às críticas externas.

Já com relação à China, apesar dos atritos envolvendo a participação da Huawei no leilão da tecnologia 5G, o analista avalia que Pequim também tem interesse em aprofundar a relação com o Brasil, no contexto do estremecimento da relação com os Estados Unidos.

Quanto a possíveis retaliações econômicas, Garman avalia que a pauta ambiental pode ter repercussões maiores, como aumento de tarifas para exportações brasileiras ou boicotes de consumidores a produtos nacionais.

Já com relação à China, o especialista avalia que há sim um esforço do país asiático de reduzir sua dependência de exportações brasileiras, mas que isso é parte de um movimento mais amplo de redução de dependências externas e não do estremecimento da relação entre os dois países.

"Eu diria que, se o Brasil excluir a Huawei do 5G, pode ter sim alguma retaliação dos chineses, mas a tendência não é essa", diz Garman, avaliando que, apesar dos atritos, o governo brasileiro deve permitir à empresa chinesa participar da disputa em 2021.


O que joga a favor da economia no próximo ano


Nem tudo são trevas na perspectiva para a economia brasileira em 2021.

Além da perspectiva de retomada do crescimento do PIB — o mercado projeta alta de 3,46% do produto no ano que vem, após uma queda estimada de 4,40% este ano, segundo o boletim Focus —, ao menos quatro outros fatores jogam a favor da atividade ou do governo em 2021.

Segundo Ribeiro, da Tendências, um primeiro fator é a taxa de juros ainda baixa, que deve dar um bom suporte para a atividade através do canal do crédito, mesmo com a consultoria prevendo uma Selic a 3,5% no final do próximo ano.

Um segundo fator é a perspectiva favorável para a recuperação da economia mundial, com o avanço da vacinação.

"A recuperação mais significativa das principais economias — China, Estados Unidos e União Europeia, num ritmo menor — é importante pelo canal do comércio exterior e pelo canal financeiro", diz Ribeiro. "Se sustentarmos o pilar fiscal, há espaço para nos apropriarmos da liquidez internacional, seja através de investimentos financeiros ou produtivos."

Um terceiro fator é a esperada estabilização do dólar, ainda que a um patamar elevado. Com o real ainda desvalorizado em relação à moeda americana, as exportações brasileiras devem continuar aquecidas. E a menor variação do câmbio tende a reduzir a pressão por reajustes de preços de produtos com custos na moeda americana, ajudando a controlar a inflação.

Por fim, um fator que pode ajudar o governo no próximo ano é a possível mudança na presidência da Câmara dos Deputados.

"A eleição das Casas tem um efeito super importante pra a agenda econômica dessa segunda metade do governo Bolsonaro", diz Ribeiro. "O melhor mundo para Bolsonaro é a eleição de Arthur Lira, um homem do Planalto, que facilitaria o andamento da agenda. Um nome mais ligado a Maia não seria tão cooperativo, para não cacifar Bolsonaro para 2022."


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