chubilubi
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City...City...City......eu tenho outra coisa com o peso de uma criança.
Eu estava divagando com um conversante por esses dias, e não tem como fazer rodeio nessas horas: foi alguém com quem convivi, gozei dentro…poxa, cria-se laço de sangue. É praticamente um pacto feito com a pessoa. É um tanto difícil quebrar um vinculo desses. Eu senti por muito tempo uma conexão até espiritual com esse ex.
Não é por ser uma relação gay que não tenha determinadas questões que também rolam em relacionamentos heterossexuais. A ejaculação é o mesmo gesto de engravidar alguém. Há gays irresponsáveis que saem “fazendo bebês” com 5-6 homens diferentes numa noite? Tem. Mas não é meu caso. Eu levo essa questão com um tanto de preservação, de escolha de quem está ao meu lado.
Poxa, totalmente de acordo, irmão. Eu sinto saudades, sinto vínculo, fico meio abalado às vezes. O tratamento com mounjaro me deu uma debilitada emocional há umas 5-6 semanas e claramente eu iniciei um movimento em mim mesmo de lembrar das coisas ruins da nossa relação. Até para lembrar a mim mesmo: não procura, é encrenca, não vai te fazer bem.
Não muito tempo depois do nosso término eu engatei um romance com um cara GATO. Mas nem lembro da existência desse outro…e acho que tive uns outros 4-5 depois e que nem passam pela minha cabeça. Eu só enxergo esse meu ex de 14 anos atrás com o distanciamento devido quando penso: “mas eu namorei ele 6 anos antes de sei lá quem”.
Eu sei, Tchaptchura, eu sei…
Tanto ele como eu prolongamos convívio para além do que deveria ser saudável. Hoje, com minha idade e maturidade, entendo que eu deveria ter bloqueado ele no minuto seguinte ao término da relação. Procurei acreditar numa relação de amizade mas, no fundo, eu mesmo queria voltar com nosso namoro. E ele também tinha uma coisa esquisita de sentir ciúmes dos meus namorados que vieram depois. Imagina, eu já interrompi trepada com outro cara para atender esse ex me telefonando…coisa que HOJE eu não faria.
Hoje ele é casado. Até onde entendi ele priorizou coisas que, para mim, não fazem sentido. Tipo, o marido dele tem uma Amarok. Acho brega, excessivo, entendo como compensação de falta de pênis. E, se esse parceiro fosse tão megazord fodão, porque diabos meu ex ficou preocupado com o bem estar e o uso do meu pau durante a pandemia, né? Enfim, não quero entrar nessa parte aqui de novo. Mas esse gesto me faz entender meu ex como covarde. Comigo, com o parceiro atual dele e até com o que ele sente (eu não me surpreenderia se me dissessem que esse casamento foi por conveniência material - mas, enfim, não tenho nada a ver com isso).
Todo mundo tem O/A parceiro(a) que estremece as nossas bases. Aquela criatura que sabe apertar os botões certos.
obviamente eu alimento (por mais que eu diga que não) aquele pensamento do “poxa, acho injusto não termos nos casado”. Mas ele fez as escolhas dele. Todas as escolhas não consideraram a mim. E ainda ficou esse movimento horroroso de “hoovering” (não estou numa relação contigo, te deixo quieto, dá 6 semanas e opa! Deixa eu marcar território e fugir em seguida porque não sei lidar contigo/com o que sinto/não sou adulto o suficiente e nem tenho clareza emocional).
Em algum ponto eu entendi esse ex parceiro como um homem adulto e maduro, mais do que eu em certo aspecto. Mas a decepção vem de perceber, aqui e ali, numa lembrança que já tinha apagado da memória, ou no Twitter dele lá, que ele é só alguém fingindo ser o que não é.
Pela minha sanidade mental eu tive necessidade de bloquear de tudo quanto é forma de entrar em contato. Se eu deixar daqui a pouco está aqui dentro da casa da minha mãe, convivendo com a minha família, empatando um lugar que ele não quis e não está disposto a assumir depois de todos esses anos. Famoso “não caga e nem desocupa a moita”.
Obrigado!
Eu admito ter sentimentos mal resolvidos, mal verbalizados na terapia sobre esse assunto. Estou no processo de construir essa compreensão. E, como sofro do complexo de Elektra, risos, porra, a gente foge dos padrões dos pais da gente mas acaba repetindo ou rimando esses padrões. ele me lembra demais meu próprio pai (fisicamente, no jeito explosivo e inconstante). Feels like home. E eu sei que eu lembro o pai dele (em algumas brigas ele chegou a trazer isso a tona).
Dessa história toda eu digo que não quero uma pá de coisas. Não quero estar ao lado de alguém que eu precise lembrar o tempo todo: “ei, seja adulto. Me respeita e me considera nos seus planos, vai?”. Não tô com saco para joguinho de desinteresse ou manipulação (atualmente percebo rápido e corto de vez quando isso rola). E, indiretamente, tenho orgulho de mim mesmo: esse ex fez a palhaçada do desconvite para viajar à Índia, e eu tomei a decisão de viajar sozinho. Nada nem ninguém me segura!
Lembrando as palavras do Dr. William S. Clark: “Boys, be ambitious!”
Vc é um romantico. Nada de errado com isso, mesmo!
Só vale ter bem claro na mente que, muitas pessoas, não são, mas pra conseguir algo, até se fazem ser. Vale muito ter isso em mente pq no fundo, todo mundo almeja algo legal, mas poquíssimas pessoas estão dispostas e bem consigo mesmas pra conseguir fazer acontecer.
E no meio disso tudo, e que eu acho que seja muito a sua situação, uma galera, por não ter autoestima, não se conhecer e não ter consciência emocional, passa pro lado de egocentrismo chulo, querendo se alimentar da admiração, carinho, conexão e desejo de alguém com quem isso já aconteceu pr algum tempo, e que essas mesmas pessoas não tem estrutura alguma pra fazer acontecer mas o porto seguro tá alí sempre disponível pra atracar, se abastecer DA SUA energia, carinho e amor e zarpar embora. É o ego mandando ver e se banhando fortemente, se sentindo valorizado, "amado" e importante. Um consumismo emocional que pra ele faz bem, e que faz sentir que tem valor, já que você tem isso por ele. Então cuidado onde vc coloca sua energia.
Na real, acho digno quem tem sentimentos e consideração por outra pessoa. Mas dê isso a quem de fato quer receber.
ps: Me sigam para mais dicas de vida e relacionamento











