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Tópico Informal do Desemprego da OS - Compartilhe seus perrengues aqui

deep dog

Bam-bam-bam
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toda vez q penso em sair do meu trampo na empresa pessima q estou, vejo este topico e mudo de ideia e prefiro continuar um pouco la por conta do um salario minimo q ganho pelo menos eh alguma coisa e eh proximo da minha residencia.
no que trabalha vei?

situação tá foda mesmo... eu tenho uns estresses onde to trabalhando devido a falta de organização e tal, mas quando penso em ficar desempregado, bate o desespero
 


Prava

Bam-bam-bam
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Enquanto isso, a unidade JBS da minha cidade desistiu de contratar brasileiros e agora está indo pra Argentina buscar os bonecos pra trabalhar.

Se ninguém quis é pq o problema é o trabalho a não as pessoas. Esse emprego aí deve ser uma b*sta de trabalho semi-escravo.

Se a JBS (que é Bilionária) desse uma bonificação de 600R$ preencheria essas vagas em 1 dia. Mas melhorar o salário pra quê né, melhor correr atrás de estrangeiro que aceite trabalhar pelo menor salário possível.
 

Prava

Bam-bam-bam
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Acredito que o home office vai sobreviver em algumas áreas (tecnologia), ao meu ver é uma situação de win-win, o patrão economiza na infraestrutura e aluguel do espaço, repassa parte do valor ao funcionário e o mesmo aproveita de mais flexibilidade e menos desperdício de tempo no trânsito, difícil é colocar isso na cabeça de alguém que nasceu nos anos 70, 80...

Eu vi essa opinião em outro fórum e eu concordo com ela é a seguinte:

Todo diretor ou ocupante de cargos superiores de uma empresa é um Sociopata. Geralmente é um Boomer.

E como todo Sociopata doente ele precisa exercer o poder sobre os seus subordinados. Não é questão de dinheiro, pois Home Office se economiza mais, a produtividade é melhor devido ao tempo do empregado ser melhor aproveitado.

Mas o Psicopata não se aguenta em estar na casa dele sem mandar em ninguém ou não exercer o poder sobre ninguém, ele definha, ele fica na mansão dele entrando em depressão. Ele quer atenção, ele quer validação e no Home Office ele perde todo aquele contato humano que ele precisa.

Por isso vemos CEOs lamentando "aquela empresa era minha vida" sim, quem não quer mandar em outras pessoas e ter puxa-sacos no pé 8 horas por dia?
 
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Herminium

Bam-bam-bam
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Eu vi essa opinião em outro fórum e eu concordo com ela é a seguinte:

Todo diretor ou ocupante de cargos superiores de uma empresa é um Sociopata. Geralmente é um Boomer.

E como todo Sociopata doente ele precisa exercer o poder sobre os seus subordinados. Não é questão de dinheiro, pois Home Office se economiza mais, a produtividade é melhor devido ao tempo do empregado se melhor aproveitado.

Mas o Psicopata não se aguenta em estar na casa dele sem mandar em ninguém ou não exercer o poder sobre ninguém, ele definha, ele fica na mansão dele entrando em depressão. Ele quer atenção, ele quer validação e no Home Office ele perde todo aquele contato humano que ele precisa.

Por isso vemos CEOs lamentando "aquela empresa era minha vida" sim, quem não quer mandar em outras pessoas e te rpuxa-sacos no pé 8 horas por dia?

Você tirou as palavras do meu teclado, sem tirar e por nada, inclusive com alguns amigos que conversamos frequentemente chegamos a essa mesma conclusão, TUDO igual, os boomers, a sensação deles de mostrar o tamanho do pau comparado aos outros gestores, que tem que de vez em quando dar esporro só pra mostrar que manda, é impressionante.

Infelizmente isso só vai mudar a hora que, se, os que tem, no geral, de 15-30 hoje chegar no poder e tentar implementar essas idéias "mais novas".

Enquanto isso o que veremos será esse show de horrores de gestão e ideias retrógradas que vemos em 99% dos casos, que inclusive foi o que me aconteceu na penúltima empresa que trabalhei de certo modo.
 

Devilsamus DF

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Eu vi essa opinião em outro fórum e eu concordo com ela é a seguinte:

Todo diretor ou ocupante de cargos superiores de uma empresa é um Sociopata. Geralmente é um Boomer.

E como todo Sociopata doente ele precisa exercer o poder sobre os seus subordinados. Não é questão de dinheiro, pois Home Office se economiza mais, a produtividade é melhor devido ao tempo do empregado se melhor aproveitado.

Mas o Psicopata não se aguenta em estar na casa dele sem mandar em ninguém ou não exercer o poder sobre ninguém, ele definha, ele fica na mansão dele entrando em depressão. Ele quer atenção, ele quer validação e no Home Office ele perde todo aquele contato humano que ele precisa.

Por isso vemos CEOs lamentando "aquela empresa era minha vida" sim, quem não quer mandar em outras pessoas e te rpuxa-sacos no pé 8 horas por dia?
Já reparei que os Boomers vivem para trabalhar. Eles não tem nenhuma atividade fora do local de trabalho, não possuem nenhum hobby.

Geralmente quando aposentam, adoecem e morrem logo.

Enviado de meu SM-G770F usando o Tapatalk
 

Metal God

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Se ninguém quis é pq o problema é o trabalho a não as pessoas. Esse emprego aí deve ser uma b*sta de trabalho semi-escravo.

Se a JBS (que é Bilionária) desse uma bonificação de 600R$ preencheria essas vagas em 1 dia. Mas melhorar o salário pra quê né, melhor correr atrás de estrangeiro que aceite trabalhar pelo menor salário possível.
Isso é um fator a ser considerado, o salário. Questão complicada. O problema que essa queda de braço nunca é vencida pelo trabalhador. Triste situação.
 


Prava

Bam-bam-bam
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Você tirou as palavras do meu teclado, sem tirar e por nada, inclusive com alguns amigos que conversamos frequentemente chegamos a essa mesma conclusão, TUDO igual, os boomers, a sensação deles de mostrar o tamanho do pau comparado aos outros gestores, que tem que de vez em quando dar esporro só pra mostrar que manda, é impressionante.

Infelizmente isso só vai mudar a hora que, se, os que tem, no geral, de 15-30 hoje chegar no poder e tentar implementar essas idéias "mais novas".

Enquanto isso o que veremos será esse show de horrores de gestão e ideias retrógradas que vemos em 99% dos casos, que inclusive foi o que me aconteceu na penúltima empresa que trabalhei de certo modo.

Não duvido que até os mais novos se viciem em puxação de saco e contato humano diário mas serão poucos, visto que a nova geração é mais caseira e vive na Internet além de ter outros hobbys.

Outro fato é que você nunca vê chão de fábrica se lamentar que a empresa era a vida dele muito pelo contrário, peão quando se aposenta paga rodada no boteco.

Já reparei que os Boomers vivem para trabalhar. Eles não tem nenhuma atividade fora do local de trabalho, não possuem nenhum hobby.

Bem lembrado.

No máximo hobby de Boomer é ir na padaria tomar um café e falar de política. São poucos os que realmente tem um hobby meu tio Boomer tem paixão por PCs e tecnologia, mas ele montava PCs nos anos 80.
 

Herminium

Bam-bam-bam
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No máximo hobby de Boomer é ir na padaria tomar um café e falar de política. São poucos os que realmente tem um hobby meu tio Boomer tem paixão por PCs e tecnologia, mas ele montava PCs nos anos 80.

De fato tem isso também, essa geração que está em cargos de chefe e diretoria no geral não tem hobby algum, de todos que eu conheço, o hobby deles é ficar em casa vendo televisão e literalmente, apenas isso, nenhum deles costuma viajar, jogar algo, tentar conhecer coisas novas, fazer curso de algo que tem curiosidade, são realmente raros, por isso que são esse monte de pnc quando estão no poder, vivem pra isso e apenas isso e querem que a geração atual que tem como aproveitar a vida, de certo modo, querem que fique igual eles se dedicando a uma empresa 20h por dia e esteja disponível pra empresa no sábado e domingo.

É estúpido, eu realmente não sei mais pra onde correr, porque sei que se conseguir algo de novo vou passar pelas mesmas coisas de sempre e em pouco tempo vou estar aborrecido com o que andam pagando por aí.
 

Prava

Bam-bam-bam
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É estúpido, eu realmente não sei mais pra onde correr, porque sei que se conseguir algo de novo vou passar pelas mesmas coisas de sempre e em pouco tempo vou estar aborrecido com o que andam pagando por aí.

Tenho esse mesmo pensamento.

O ambiente corporativo no Brasil é um lixo completo. 80% das profissões poderiam estar agora em Home Office mas não está pq esse bando de de Boomer velho pnc quer brincar de chefinho.
 
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Sgt. Kowalski

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Taxa de desemprego fica abaixo de 10% no Brasil, menor nível desde 2015​



A taxa de desemprego voltou a ficar abaixo de 10% no Brasil, indicou nesta quinta-feira (30) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
No trimestre até maio deste ano, o indicador recuou para 9,8%. É o menor nível para esse intervalo desde 2015. À época, a taxa estava em 8,3%, e a economia nacional amargava recessão.
Na série comparável, o indicador não ficava abaixo de 10% desde o fim de 2015. A taxa estava em 9,1% no trimestre até novembro daquele ano.
O novo resultado veio abaixo das estimativas do mercado financeiro. Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam taxa de 10,2%. O indicador estava em 11,2% nos três meses anteriores (dezembro a fevereiro).
O número de desempregados, por sua vez, recuou para 10,6 milhões até maio, de acordo com o IBGE.
O contingente estava em cerca de 12 milhões nos três meses anteriores. Ou seja, o grupo teve saída de 1,4 milhão de pessoas, mas ainda segue em dois dígitos.
Pelas estatísticas oficiais, a população desempregada reúne quem está sem trabalho e segue à procura de novas vagas. Quem não tem emprego e não está buscando oportunidades não entra no cálculo.

População ocupada bate recorde​

Segundo o IBGE, o número de pessoas ocupadas com algum tipo de trabalho no país chegou a 97,5 milhões no trimestre até maio.
É o maior patamar da série histórica, iniciada em 2012. Houve acréscimo de 2,3 milhões de pessoas ocupadas frente a fevereiro (95,2 milhões).
De acordo com Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas por amostra de domicílios do IBGE, o avanço da ocupação pode ser associado ao processo de reabertura de atividades econômicas após a chegada da pandemia.
A pesquisadora citou como exemplo a "recuperação mais tardia" de serviços presenciais, atingidos em cheio pela crise sanitária.
Sinal disso é o crescimento da população ocupada no grupo administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, destaque no trimestre mais recente.
Houve aumento de 466 mil ocupados nesse setor. O movimento foi impulsionado pela educação, com o retorno das aulas presenciais, conforme o IBGE.
"Foi um crescimento expressivo e não isolado da população ocupada. Trata-se de um processo de recuperação das perdas que ocorreram em 2020, com gradativa recuperação ao longo de 2021", disse Beringuy.
"No início de 2022, houve uma certa estabilidade da população ocupada, que retoma agora sua expansão em diversas atividades econômicas", completou.

RENDA CAI 7,2% EM UM ANO​

Apesar da queda do desemprego, a renda média dos brasileiros ainda dá sinais de fragilidade.
Até maio, o rendimento real habitual do trabalho foi estimado em R$ 2.613. Isso indica relativa estabilidade frente aos três meses anteriores (R$ 2.596), segundo o IBGE.
Já em relação a igual trimestre de 2021 (R$ 2.817), a renda teve queda de 7,2%. O valor de R$ 2.613, verificado até maio de 2022, é o menor para esse período na série histórica, iniciada em 2012.
Conforme Beringuy, a escalada da inflação dificulta a recuperação do indicador. A criação de vagas de trabalho com salários mais baixos também pode explicar o quadro, sinalizou a pesquisadora.
"As ocupações, mesmo aquelas formais, não vêm tendo, necessariamente, expansão do rendimento."

Alta de formais e informais​

Os dados do IBGE integram a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). São avaliados desde empregos com carteira assinada até os populares bicos.
De acordo com a pesquisa, as duas modalidades vêm mostrando sinais de retomada na ocupação.
O número de empregados com carteira no setor privado subiu para 35,6 milhões, um acréscimo de 981 mil frente ao trimestre anterior.
O contingente nessa situação é o maior desde o período encerrado em fevereiro de 2016 (35,9 milhões), quando o Brasil ainda estava em recessão.
Já o número de empregados sem carteira no setor privado chegou a 12,8 milhões no trimestre até maio. É o maior da série. O grupo teve aumento de 523 mil pessoas na comparação com os três meses anteriores.
"Há um processo de expansão bastante intenso, puxado tanto pelo setor formal quanto pelo informal", afirmou Beringuy.
Do total de 97,5 milhões de ocupados no trimestre até maio, 39,1 milhões eram informais, incluindo categorias como os trabalhadores por conta própria sem CNPJ e os empregadores sem CNPJ, além dos empregados sem carteira.
Com isso, a taxa de informalidade foi estimada em 40,1%. O indicador estava em 40,2% no trimestre até fevereiro.
"Operamos com uma taxa de informalidade bastante elevada", avaliou Beringuy.
A maior marca da série histórica foi de 41%. Esse patamar foi verificado no pré-pandemia, de junho a agosto de 2019.
Segundo a Pnad, o número de desempregados no Brasil chegou a romper a faixa dos 15 milhões no trimestre até maio de 2021, sob efeito da crise sanitária. Com a reabertura da economia, houve um processo de retorno ao trabalho.
 

Sgt. Kowalski

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Faxineiro é profissão que lidera criação de vagas de trabalho no país; veja ranking​



Criação de vagas formais tem sido puxada pelo setor de serviços e por cargos de baixa remuneração, mostra levantamento.​



Faxineiro é a profissão que mais abriu vagas com carteira assinada no país


Faxineiro é a profissão que mais abriu vagas com carteira assinada no país

Entre todas as profissões do país, faxineiro é a que mais abriu novas vagas com carteira assinada nos últimos 12 meses até maio. É o que mostra levantamento exclusivo feito para o g1 pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a partir dos dados oficiais do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Previdência.

Em 1 ano, foram criados 163,4 mil novos postos de trabalho para a ocupação de faxineiro – 6,15% de todas as vagas geradas com carteira assinada geradas no país no período (2,66 milhões).

O levantamento listou as profissões que mais criaram novas vagas de emprego em 12 meses entre as 2.608 ocupações da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) da base de dados do Caged.

O número total de faxineiros com carteira assinada no país atingiu 1,79 milhão de trabalhadores, uma expansão de 10% em 12 meses, superando o contingente pré-pandemia. Em fevereiro de 2020, eram 1,59 milhão de faxineiros formais, segundo a CNC.

A maioria das profissões que mais abriram postos de trabalho no acumulado em 12 meses é do setor de serviços – o que mais emprega no país e o mais afetado pela pandemia de coronavírus –, refletindo o processo de reabertura da economia e retomada das atividades de caráter mais presencial.

"O setor de serviços foi o último a reagir e é o que está impulsionando o mercado de trabalho. As empresas reabrindo passam a demandar mais serviços como os de faxina", afirma Fabio Bentes, economista da CNC e autor do levantamento.

Apesar da queda do desemprego e do maior número de empregos com carteira assinada no país, o levantamento mostra que a criação de vagas tem sido puxada por cargos de baixa remuneração e que demandam pouca qualificação.

"Não que não sejam setores importantes, mas são ocupações de baixa produtividade em termos de retorno que estas profissão dá a empresa. Não adianta um banco contratar 50 faxineiros, que o desempenho da empresa não irá melhorar em razão disso", afirma Bentes.

"É uma profissão importante, essencial, mas do ponto de vista do investimento não é ocupação que irá agregar muito em termos de resultado para a empresa".

Reflexos da pandemia e renda em queda​

O levantamento listou também as 10 profissões com a maior expansão percentual no contingente de trabalhadores nos últimos 12 meses, entre as 140 ocupações que mais empregam no país .

Neste ranking, a liderança é de ocupações associadas a segmentos que ainda não recuperaram o patamar de atividade pré-pandemia ou cuja demanda aumentou em razão da reconfiguração da economia, com o avanço do trabalho híbrido e do comércio eletrônico.

Veja no quadro abaixo:

"São profissionais necessários para a subsistência da empresa, e não para o crescimento dela ou para investimento. É diferente de contratar um profissional de TI, da área financeira ou engenheiro. Estes sim têm a capacidade de aumentar a produtividade da empresa", avalia Bentes.

De acordo com os dados do governo federal, foram criados 277 mil empregos com carteira assinada em maio no Brasil. No acumulado em 12 meses, foram 2,6 milhões de vagas formais a mais. Desse total, 53,9% foram no setor de serviços.

Reportagem do g1 mostrou que o salário médio de contratação no país caiu 5,6% em 1 ano, considerando todas as profissões. Em maio, o salário médio real de admissão foi de R$ 1.898.

Outro levantamento da CNC mostrou que o salário de contratação caiu em 128 das 140 principais profissões no acumulado em 12 meses até maio. A remuneração média de admissão de faxineiro, por exemplo, ficou em R$ 1.447, abaixo do salário médio para novas vagas com carteira assinada.

Salário de contratação caiu em 128 das 140 principais profissões


Salário de contratação caiu em 128 das 140 principais profissões


Perspectivas​



Para os próximos meses, a expectativa é de uma desaceleração do ritmo de criação de vagas de emprego, em razão da alta dos juros, da inflação persistente na casa de dois dígitos e das incertezas relacionadas à disputa eleitoral.

"Além da inflação e desemprego ainda elevado, isso tem a ver com o baixo crescimento econômico mesmo e com o cenário de incerteza que ainda permeia a economia, principalmente para 2023", avalia o economista.

A iminente aprovação da a PEC (proposta de emenda à Constituição) que libera bilhões em gastos públicos a pouco mais de três meses das eleições também em elevado os temores de descontrole fiscal, pressionado o câmbio e reforçando as apostas de uma alta maior da taxa básica de juros (Selic).

Para tentar trazer a inflação de volta para a meta, o Banco Central elevou a taxa Selic para 13,25% ao ano, o maior patamar desde 2016, e o BC já indicou que os juros ficarão em patamar elevado por um período maior de tempo.
 

Metal God

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Quando Emily quis abraçar a carreira dos seus sonhos, ela imaginou que a melhor opção seria candidatar-se a um cargo administrativo inicial e trabalhar para ser promovida.

Havia uma vaga aberta em uma empresa importante de entretenimento em Londres, e seus cinco anos trabalhando em outras multinacionais significavam que ela atendia a todas as exigências.
A estratégia parecia estar funcionando. O setor de recursos humanos da empresa entrou em contato com Emily em questão de dias. Mas havia boas e más notícias.

"Eles disseram que meu currículo era impressionante e que eu era uma candidata excepcional", segundo ela. "Mas, na entrevista, eles me disseram que eu era qualificada demais - que rapidamente acabaria entediada em um emprego abaixo da minha experiência."
Em compensação, a empresa prometeu a Emily um novo cargo. Mas, no fim, isso não deu certo. Emily então ficou presa em um emprego do qual ela queria sair e ainda acabou em um beco sem saída: era qualificada demais para um cargo inicial na carreira que ela desejava e não tinha experiência suficiente para candidatar-se a uma vaga em um cargo equivalente ao seu.


Emily - identificada apenas pelo primeiro nome para proteger sua segurança no emprego - ficou frustrada com todo esse processo.
"Eu preferia ter assumido o cargo do anúncio original", ela conta. "Talvez eu tivesse achado o trabalho fácil, mas nada impediria a companhia de me promover se eles me achassem boa. Ouvir que eu era 'boa demais', no início, foi lisonjeador. Mas, quando percebi que não havia conseguido o emprego, eu me senti ludibriada."
À primeira vista, ser superqualificado para um emprego pode parecer algo positivo. Um candidato com mais experiência logicamente seria colocado no topo da pilha de currículos. E, para um empregador, contratar um funcionário que exceda as exigências para o cargo parece ser um golpe de sorte.
Mas não é assim que geralmente funciona. Na verdade, ser qualificado demais às vezes pode ser um motivo para ser descartado pelas empresas. Talvez contra sua própria intuição, os empregadores muitas vezes rejeitam candidatos com base no excesso de conhecimento e experiência - mesmo com a dificuldade de encontrar talentos disponíveis no mercado.

Os profissionais que não conseguem emprego por serem 'superqualificados'​

  • Alex Christian
  • BBC Worklife
12 julho 2022
Reunião de trabalho

Crédito, Getty Images
Quando Emily quis abraçar a carreira dos seus sonhos, ela imaginou que a melhor opção seria candidatar-se a um cargo administrativo inicial e trabalhar para ser promovida.
Havia uma vaga aberta em uma empresa importante de entretenimento em Londres, e seus cinco anos trabalhando em outras multinacionais significavam que ela atendia a todas as exigências.
A estratégia parecia estar funcionando. O setor de recursos humanos da empresa entrou em contato com Emily em questão de dias. Mas havia boas e más notícias.
"Eles disseram que meu currículo era impressionante e que eu era uma candidata excepcional", segundo ela. "Mas, na entrevista, eles me disseram que eu era qualificada demais - que rapidamente acabaria entediada em um emprego abaixo da minha experiência."
Em compensação, a empresa prometeu a Emily um novo cargo. Mas, no fim, isso não deu certo. Emily então ficou presa em um emprego do qual ela queria sair e ainda acabou em um beco sem saída: era qualificada demais para um cargo inicial na carreira que ela desejava e não tinha experiência suficiente para candidatar-se a uma vaga em um cargo equivalente ao seu.


Emily - identificada apenas pelo primeiro nome para proteger sua segurança no emprego - ficou frustrada com todo esse processo.
"Eu preferia ter assumido o cargo do anúncio original", ela conta. "Talvez eu tivesse achado o trabalho fácil, mas nada impediria a companhia de me promover se eles me achassem boa. Ouvir que eu era 'boa demais', no início, foi lisonjeador. Mas, quando percebi que não havia conseguido o emprego, eu me senti ludibriada."
À primeira vista, ser superqualificado para um emprego pode parecer algo positivo. Um candidato com mais experiência logicamente seria colocado no topo da pilha de currículos. E, para um empregador, contratar um funcionário que exceda as exigências para o cargo parece ser um golpe de sorte.
Mas não é assim que geralmente funciona. Na verdade, ser qualificado demais às vezes pode ser um motivo para ser descartado pelas empresas. Talvez contra sua própria intuição, os empregadores muitas vezes rejeitam candidatos com base no excesso de conhecimento e experiência - mesmo com a dificuldade de encontrar talentos disponíveis no mercado.

'Bom não é necessariamente bom'​

À medida que os trabalhadores progridem nas suas carreiras, eles normalmente assumem cargos mais importantes, gradualmente construindo seus caminhos para postos de chefia ou executivos. Mas, quanto mais alto voam os funcionários, menos alternativas de trabalho eles têm disponíveis.
"Eles caminham em direção ao topo da pirâmide", explica Terry Greer-King, vice-presidente para a Europa, Oriente Médio e África da empresa de cibersegurança SonicWall, com sede em Londres. "Quanto mais experiência eles ganham, menor é o seu leque de oportunidades. Tentar algo diferente exigiria voltar à base da pirâmide."
Mulher observa reunião por vídeo na tela de um computador

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Legenda da foto,
Empregadores deveriam querer contratar os candidatos mais qualificados e experientes - mas nem sempre é o que acontece
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A equipe da BBC News Brasil lê para você algumas de suas melhores reportagens

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Às vezes, os funcionários querem dar um passo atrás para seguir adiante. Pode ser para uma mudança de carreira, como no caso de Emily, ou porque um trabalhador experiente, lutando para subir o próximo degrau da escada, decide por um movimento lateral ou para baixo, projetando um ganho futuro.
Circunstâncias pessoais também podem influenciar essa questão. Uma transferência ou retorno ao trabalho após uma pausa na carreira pode levar um trabalhador a aceitar um cargo inferior.

Mas, embora essas circunstâncias possam parecer boas razões para os candidatos, encontrar trabalhadores candidatando-se para cargos aparentemente "abaixo" do seu nível atual na carreira pode ser um sinal de alerta para os recrutadores.
Para Greer-King, o currículo de um candidato excessivamente qualificado pode indicar que ele muda de empregos com frequência ou que permanece estagnado, causando suspeitas.

"Para contratar alguém, você precisa ser paranoico", segundo ele. "Se alguém estiver descendo um ou dois níveis e provavelmente já atingiu o que o cargo oferece, você precisa perguntar quais são os seus motivos."
Existem candidatos que conseguem explicar com sucesso seus motivos e convencer as empresas de que realmente desejam dar esse passo atrás, mas outros podem atrair o receio dos recrutadores de que um cargo mais baixo os deixará insatisfeitos.
A preocupação é que o funcionário superqualificado logo sinta que não tem desafios, ficando entediado e ansioso pela próxima mudança.
"Quando alguém entra em uma empresa, pode levar de três meses a um ano para que seja totalmente produtivo", explica Greer-King. "Mesmo alguém superqualificado para o cargo não consegue chegar e fazer o trabalho. É preciso entender a cultura, os processos e a tecnologia. Por isso, investir todo esse tempo em alguém, apenas para que saia seis meses depois, não é a decisão mais inteligente na hora da contratação."
Os funcionários em cargos superiores em setores onde a escada corporativa está bem estabelecida, como a consultoria administrativa, podem ser particularmente vulneráveis aos perigos da qualificação excessiva.
"Alguém pode ter profunda experiência em um campo, candidatar-se a um emprego em outro e acabar apenas ouvindo da equipe de recrutamento que deveria candidatar-se a um cargo mais alto", afirma Davis Nguyen, fundador da escola de treinamento My Consulting Offer, com nos Estados Unidos. "Mas, se a empresa não tiver um cargo aberto [naquele nível], o candidato acaba sendo rejeitado."
Para rejeitar esses trabalhadores, os empregadores podem alegar que eles têm experiência demais para o cargo. Ou, às vezes, eles informam que simplesmente não são os mais adequados para a empresa.
"Os empregadores querem contratar a pessoa certa, no momento certo, que possa crescer no cargo, desenvolver-se e amadurecer", segundo Greer-King. "Os funcionários geralmente querem desafios. Com isso, eles tendem a ser mais felizes e permanecer por mais tempo."

Questão de agilidade e flexibilidade​



É claro que alguns empregadores ágeis conseguem aproveitar esses trabalhadores superqualificados.
Greer-King afirma que especificamente as pequenas empresas, menos limitadas pelas hierarquias e estruturas corporativas, são mais capazes de contratar funcionários com qualificações altas demais. "As startups [empresas de tecnologia iniciantes] são ágeis e têm flexibilidade", segundo ele. "Elas podem contratar um candidato superqualificado e justificar essa contratação com um cargo e salário adequados para sua experiência."
Empregadores ágeis podem também contratar trabalhadores qualificados demais e promovê-los rapidamente, antecipando-se a eventuais sentimentos de tédio, segundo Shelley Crane, diretora na empresa de recursos humanos Robert Half, com sede no Reino Unido. Desta forma, as empresas beneficiam-se da experiência do funcionário, mantendo sua motivação e comprometimento de longo prazo.
"Alguém 'bom demais' para o cargo será apenas benéfico para a companhia no curto prazo", segundo ela, "a menos que haja excelentes oportunidades de crescimento interno."
As empresas podem também ser mais dispostas a acomodar trabalhadores superqualificados mais jovens. Greer-King afirma que seus motivos para uma mudança para baixo podem ser justificados mais facilmente.
"Quanto mais idade você tiver, maior o prejuízo em uma posição júnior - e é mais provável que sua necessidade imediata seja financeira. Contratar um candidato com mais idade também significaria que ele estará não apenas sendo chefiado por alguém com menos experiência, mas também por mais jovem do que ele - o que pode criar questões estruturais", explica ele.
No momento, a crise de contratação em algumas partes do mundo significa que os empregadores não podem mais ser tão seletivos com relação aos trabalhadores superqualificados. Greer-King reconhece que eliminar candidatos com experiência excessiva é mais difícil quando a luta pelos talentos é mais intensa.
Mas Crane afirma que as empresas estão mais concentradas em preservar os funcionários atuais, e os candidatos superqualificados ainda estão sendo dispensados. "No mercado atual, pode ser caro e demorado encontrar alguém novo", afirma ela. "Quando os funcionários superqualificados saem da empresa, ela normalmente volta para o ponto de partida."

'Efeito catastrófico'​

Os trabalhadores ansiosos por mudanças podem ser tentados a reduzir deliberadamente seus conhecimentos ou omitir experiências no currículo, mas Shelley Crane não aconselha essa prática. Como o histórico profissional do candidato provavelmente será discutido na entrevista de emprego, qualquer desonestidade pode ser descoberta mais adiante no processo.
"Nunca é uma boa ideia enxugar seu currículo", afirma ela. Crane também aconselha os profissionais, de forma geral, a não se candidatar a cargos para os quais são qualificados demais: "Alguém que se candidata a diversos cargos abaixo do seu nível de conhecimento e é rejeitado pode ter um efeito catastrófico sobre a sua confiança".

'Retiraram a minha escolha'​

Ter paciência e procurar emprego com determinação pode trazer recompensas, mas a realidade é que há candidatos experientes que podem não ter sucesso - e não por culpa deles. Isso pode ocorrer com funcionários de nível sênior, especialmente aqueles que trabalharam em uma mesma empresa por muito tempo.
"Eles podem ter se enraizado na cultura de outro ambiente de trabalho", afirma Terry Greer-King. "Isso os torna menos maleáveis."
Mas o inconveniente de ser qualificado demais pode prejudicar qualquer pessoa, como aconteceu com Emily. Embora nunca tenha atingido seu cargo ideal, ela acabou se voltando para a carreira que desejava, encontrando um cargo em uma empresa de entretenimento menor que acabou sendo uma promoção com relação ao seu emprego anterior.
Mas a experiência de ser considerada qualificada demais para o emprego dos seus sonhos a fez questionar quais razões levam uma empresa a preferir isolar uma boa trabalhadora como ela, que estava feliz por começar por baixo e disposta a agregar valor àquela companhia.
"Candidatei-me ao cargo porque realmente acreditava que poderia oferecer muito para aquela empresa", afirma ela. "Era minha escolha. Dizer que eu era superqualificada retirou aquela escolha de mim."

Sempre soube que se qualificar e estudar são furadas. Profissional sem qualificação é o que os RH's querem. Ou não? Bom demais, ruim demais...
 

Sir Bovino Gadoso

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Quando Emily quis abraçar a carreira dos seus sonhos, ela imaginou que a melhor opção seria candidatar-se a um cargo administrativo inicial e trabalhar para ser promovida.

Havia uma vaga aberta em uma empresa importante de entretenimento em Londres, e seus cinco anos trabalhando em outras multinacionais significavam que ela atendia a todas as exigências.
A estratégia parecia estar funcionando. O setor de recursos humanos da empresa entrou em contato com Emily em questão de dias. Mas havia boas e más notícias.

"Eles disseram que meu currículo era impressionante e que eu era uma candidata excepcional", segundo ela. "Mas, na entrevista, eles me disseram que eu era qualificada demais - que rapidamente acabaria entediada em um emprego abaixo da minha experiência."
Em compensação, a empresa prometeu a Emily um novo cargo. Mas, no fim, isso não deu certo. Emily então ficou presa em um emprego do qual ela queria sair e ainda acabou em um beco sem saída: era qualificada demais para um cargo inicial na carreira que ela desejava e não tinha experiência suficiente para candidatar-se a uma vaga em um cargo equivalente ao seu.


Emily - identificada apenas pelo primeiro nome para proteger sua segurança no emprego - ficou frustrada com todo esse processo.
"Eu preferia ter assumido o cargo do anúncio original", ela conta. "Talvez eu tivesse achado o trabalho fácil, mas nada impediria a companhia de me promover se eles me achassem boa. Ouvir que eu era 'boa demais', no início, foi lisonjeador. Mas, quando percebi que não havia conseguido o emprego, eu me senti ludibriada."
À primeira vista, ser superqualificado para um emprego pode parecer algo positivo. Um candidato com mais experiência logicamente seria colocado no topo da pilha de currículos. E, para um empregador, contratar um funcionário que exceda as exigências para o cargo parece ser um golpe de sorte.
Mas não é assim que geralmente funciona. Na verdade, ser qualificado demais às vezes pode ser um motivo para ser descartado pelas empresas. Talvez contra sua própria intuição, os empregadores muitas vezes rejeitam candidatos com base no excesso de conhecimento e experiência - mesmo com a dificuldade de encontrar talentos disponíveis no mercado.

Os profissionais que não conseguem emprego por serem 'superqualificados'​

  • Alex Christian
  • BBC Worklife
12 julho 2022
Reunião de trabalho

Crédito, Getty Images
Quando Emily quis abraçar a carreira dos seus sonhos, ela imaginou que a melhor opção seria candidatar-se a um cargo administrativo inicial e trabalhar para ser promovida.
Havia uma vaga aberta em uma empresa importante de entretenimento em Londres, e seus cinco anos trabalhando em outras multinacionais significavam que ela atendia a todas as exigências.
A estratégia parecia estar funcionando. O setor de recursos humanos da empresa entrou em contato com Emily em questão de dias. Mas havia boas e más notícias.
"Eles disseram que meu currículo era impressionante e que eu era uma candidata excepcional", segundo ela. "Mas, na entrevista, eles me disseram que eu era qualificada demais - que rapidamente acabaria entediada em um emprego abaixo da minha experiência."
Em compensação, a empresa prometeu a Emily um novo cargo. Mas, no fim, isso não deu certo. Emily então ficou presa em um emprego do qual ela queria sair e ainda acabou em um beco sem saída: era qualificada demais para um cargo inicial na carreira que ela desejava e não tinha experiência suficiente para candidatar-se a uma vaga em um cargo equivalente ao seu.


Emily - identificada apenas pelo primeiro nome para proteger sua segurança no emprego - ficou frustrada com todo esse processo.
"Eu preferia ter assumido o cargo do anúncio original", ela conta. "Talvez eu tivesse achado o trabalho fácil, mas nada impediria a companhia de me promover se eles me achassem boa. Ouvir que eu era 'boa demais', no início, foi lisonjeador. Mas, quando percebi que não havia conseguido o emprego, eu me senti ludibriada."
À primeira vista, ser superqualificado para um emprego pode parecer algo positivo. Um candidato com mais experiência logicamente seria colocado no topo da pilha de currículos. E, para um empregador, contratar um funcionário que exceda as exigências para o cargo parece ser um golpe de sorte.
Mas não é assim que geralmente funciona. Na verdade, ser qualificado demais às vezes pode ser um motivo para ser descartado pelas empresas. Talvez contra sua própria intuição, os empregadores muitas vezes rejeitam candidatos com base no excesso de conhecimento e experiência - mesmo com a dificuldade de encontrar talentos disponíveis no mercado.

'Bom não é necessariamente bom'​

À medida que os trabalhadores progridem nas suas carreiras, eles normalmente assumem cargos mais importantes, gradualmente construindo seus caminhos para postos de chefia ou executivos. Mas, quanto mais alto voam os funcionários, menos alternativas de trabalho eles têm disponíveis.
"Eles caminham em direção ao topo da pirâmide", explica Terry Greer-King, vice-presidente para a Europa, Oriente Médio e África da empresa de cibersegurança SonicWall, com sede em Londres. "Quanto mais experiência eles ganham, menor é o seu leque de oportunidades. Tentar algo diferente exigiria voltar à base da pirâmide."
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Empregadores deveriam querer contratar os candidatos mais qualificados e experientes - mas nem sempre é o que acontece
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Às vezes, os funcionários querem dar um passo atrás para seguir adiante. Pode ser para uma mudança de carreira, como no caso de Emily, ou porque um trabalhador experiente, lutando para subir o próximo degrau da escada, decide por um movimento lateral ou para baixo, projetando um ganho futuro.
Circunstâncias pessoais também podem influenciar essa questão. Uma transferência ou retorno ao trabalho após uma pausa na carreira pode levar um trabalhador a aceitar um cargo inferior.

Mas, embora essas circunstâncias possam parecer boas razões para os candidatos, encontrar trabalhadores candidatando-se para cargos aparentemente "abaixo" do seu nível atual na carreira pode ser um sinal de alerta para os recrutadores.
Para Greer-King, o currículo de um candidato excessivamente qualificado pode indicar que ele muda de empregos com frequência ou que permanece estagnado, causando suspeitas.

"Para contratar alguém, você precisa ser paranoico", segundo ele. "Se alguém estiver descendo um ou dois níveis e provavelmente já atingiu o que o cargo oferece, você precisa perguntar quais são os seus motivos."
Existem candidatos que conseguem explicar com sucesso seus motivos e convencer as empresas de que realmente desejam dar esse passo atrás, mas outros podem atrair o receio dos recrutadores de que um cargo mais baixo os deixará insatisfeitos.
A preocupação é que o funcionário superqualificado logo sinta que não tem desafios, ficando entediado e ansioso pela próxima mudança.
"Quando alguém entra em uma empresa, pode levar de três meses a um ano para que seja totalmente produtivo", explica Greer-King. "Mesmo alguém superqualificado para o cargo não consegue chegar e fazer o trabalho. É preciso entender a cultura, os processos e a tecnologia. Por isso, investir todo esse tempo em alguém, apenas para que saia seis meses depois, não é a decisão mais inteligente na hora da contratação."
Os funcionários em cargos superiores em setores onde a escada corporativa está bem estabelecida, como a consultoria administrativa, podem ser particularmente vulneráveis aos perigos da qualificação excessiva.
"Alguém pode ter profunda experiência em um campo, candidatar-se a um emprego em outro e acabar apenas ouvindo da equipe de recrutamento que deveria candidatar-se a um cargo mais alto", afirma Davis Nguyen, fundador da escola de treinamento My Consulting Offer, com nos Estados Unidos. "Mas, se a empresa não tiver um cargo aberto [naquele nível], o candidato acaba sendo rejeitado."
Para rejeitar esses trabalhadores, os empregadores podem alegar que eles têm experiência demais para o cargo. Ou, às vezes, eles informam que simplesmente não são os mais adequados para a empresa.
"Os empregadores querem contratar a pessoa certa, no momento certo, que possa crescer no cargo, desenvolver-se e amadurecer", segundo Greer-King. "Os funcionários geralmente querem desafios. Com isso, eles tendem a ser mais felizes e permanecer por mais tempo."

Questão de agilidade e flexibilidade​



É claro que alguns empregadores ágeis conseguem aproveitar esses trabalhadores superqualificados.
Greer-King afirma que especificamente as pequenas empresas, menos limitadas pelas hierarquias e estruturas corporativas, são mais capazes de contratar funcionários com qualificações altas demais. "As startups [empresas de tecnologia iniciantes] são ágeis e têm flexibilidade", segundo ele. "Elas podem contratar um candidato superqualificado e justificar essa contratação com um cargo e salário adequados para sua experiência."
Empregadores ágeis podem também contratar trabalhadores qualificados demais e promovê-los rapidamente, antecipando-se a eventuais sentimentos de tédio, segundo Shelley Crane, diretora na empresa de recursos humanos Robert Half, com sede no Reino Unido. Desta forma, as empresas beneficiam-se da experiência do funcionário, mantendo sua motivação e comprometimento de longo prazo.
"Alguém 'bom demais' para o cargo será apenas benéfico para a companhia no curto prazo", segundo ela, "a menos que haja excelentes oportunidades de crescimento interno."
As empresas podem também ser mais dispostas a acomodar trabalhadores superqualificados mais jovens. Greer-King afirma que seus motivos para uma mudança para baixo podem ser justificados mais facilmente.
"Quanto mais idade você tiver, maior o prejuízo em uma posição júnior - e é mais provável que sua necessidade imediata seja financeira. Contratar um candidato com mais idade também significaria que ele estará não apenas sendo chefiado por alguém com menos experiência, mas também por mais jovem do que ele - o que pode criar questões estruturais", explica ele.
No momento, a crise de contratação em algumas partes do mundo significa que os empregadores não podem mais ser tão seletivos com relação aos trabalhadores superqualificados. Greer-King reconhece que eliminar candidatos com experiência excessiva é mais difícil quando a luta pelos talentos é mais intensa.
Mas Crane afirma que as empresas estão mais concentradas em preservar os funcionários atuais, e os candidatos superqualificados ainda estão sendo dispensados. "No mercado atual, pode ser caro e demorado encontrar alguém novo", afirma ela. "Quando os funcionários superqualificados saem da empresa, ela normalmente volta para o ponto de partida."

'Efeito catastrófico'​

Os trabalhadores ansiosos por mudanças podem ser tentados a reduzir deliberadamente seus conhecimentos ou omitir experiências no currículo, mas Shelley Crane não aconselha essa prática. Como o histórico profissional do candidato provavelmente será discutido na entrevista de emprego, qualquer desonestidade pode ser descoberta mais adiante no processo.
"Nunca é uma boa ideia enxugar seu currículo", afirma ela. Crane também aconselha os profissionais, de forma geral, a não se candidatar a cargos para os quais são qualificados demais: "Alguém que se candidata a diversos cargos abaixo do seu nível de conhecimento e é rejeitado pode ter um efeito catastrófico sobre a sua confiança".

'Retiraram a minha escolha'​

Ter paciência e procurar emprego com determinação pode trazer recompensas, mas a realidade é que há candidatos experientes que podem não ter sucesso - e não por culpa deles. Isso pode ocorrer com funcionários de nível sênior, especialmente aqueles que trabalharam em uma mesma empresa por muito tempo.
"Eles podem ter se enraizado na cultura de outro ambiente de trabalho", afirma Terry Greer-King. "Isso os torna menos maleáveis."
Mas o inconveniente de ser qualificado demais pode prejudicar qualquer pessoa, como aconteceu com Emily. Embora nunca tenha atingido seu cargo ideal, ela acabou se voltando para a carreira que desejava, encontrando um cargo em uma empresa de entretenimento menor que acabou sendo uma promoção com relação ao seu emprego anterior.
Mas a experiência de ser considerada qualificada demais para o emprego dos seus sonhos a fez questionar quais razões levam uma empresa a preferir isolar uma boa trabalhadora como ela, que estava feliz por começar por baixo e disposta a agregar valor àquela companhia.
"Candidatei-me ao cargo porque realmente acreditava que poderia oferecer muito para aquela empresa", afirma ela. "Era minha escolha. Dizer que eu era superqualificada retirou aquela escolha de mim."

Sempre soube que se qualificar e estudar são furadas. Profissional sem qualificação é o que os RH's querem. Ou não? Bom demais, ruim demais...
Pior que é uma situação real, eu sou mais qualificado que os meus pares e isso gera um incômodo nítido em perder uma promoção ou algo do tipo.

Inclusive incômodo setores vizinhos.
 

Salsicha Rogers

Maconheiro que resolve mistérios com cachorro
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Já reparei que os Boomers vivem para trabalhar. Eles não tem nenhuma atividade fora do local de trabalho, não possuem nenhum hobby.

Geralmente quando aposentam, adoecem e morrem logo.

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Boomers são da época onde o Brasil explodiu em crescimento, as pessoas migraram do campo pra cidade e empregos braçais eram a força motora da economia.
 
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