doutordoom
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Bom tópico. Bom questionamento.
Sou cristão desde criança, mas só comecei a entender mesmo cristianismo lá pelos 29 anos. Bem tardio pra quem frequentava Igreja católica, catequese, fez primeira comunhão e até fez Crisma. Lá pelos 15, depois de fazer Crisma me tornei um católico não praticante (nada mais um preguiçoso na vida religiosa que não faz absolutamente nada). A partir dos 29 fui aprendendo o que realmente é o cristianismo e me tornei evangélico.
Logo, dentro de todo esse contexto, sempre acreditei na vida após a morte. Não existem muitas formas de pensar em um além morte sem falar de religião.
Dito isso, pensar no que vem depois dessa vida é apenas a consequência de tentar encontrar primeiro a origem de tudo e como conseguimos chegar até aqui. Recomendo o livro abaixo:

Bem esclarecedor. Mas para manter a discussão no tópico, recomendo também um vídeo muito bom sobre a origem da vida e do universo:
O resumo para quem não tem paciência de ver:
Sou cristão desde criança, mas só comecei a entender mesmo cristianismo lá pelos 29 anos. Bem tardio pra quem frequentava Igreja católica, catequese, fez primeira comunhão e até fez Crisma. Lá pelos 15, depois de fazer Crisma me tornei um católico não praticante (nada mais um preguiçoso na vida religiosa que não faz absolutamente nada). A partir dos 29 fui aprendendo o que realmente é o cristianismo e me tornei evangélico.
Logo, dentro de todo esse contexto, sempre acreditei na vida após a morte. Não existem muitas formas de pensar em um além morte sem falar de religião.
Dito isso, pensar no que vem depois dessa vida é apenas a consequência de tentar encontrar primeiro a origem de tudo e como conseguimos chegar até aqui. Recomendo o livro abaixo:

Bem esclarecedor. Mas para manter a discussão no tópico, recomendo também um vídeo muito bom sobre a origem da vida e do universo:
O resumo para quem não tem paciência de ver:
O vídeo classifica os argumentos da seguinte forma:
Aqui está um resumo detalhado dos argumentos e suas avaliações:
| Argumento | Classificação |
| Argumento Ontológico | Só funciona para quem já crê [02:59] |
| Ajuste Fino do Universo | Convincente [06:51] |
| Experiência Pessoal | Só funciona para quem já crê [09:14] |
| Argumento Cosmológico | Irrefutável [12:59] |
| Argumento Moral | Bom [16:26] |
| Aposta de Pascal | Converte pro ateísmo [18:27] |
| Argumento da Contingência | Irrefutável [22:58] |
1. Argumento Ontológico
- Ideia Central: Deus é definido como o ser do qual nada maior pode ser concebido. Um ser que existe na realidade é maior do que um que existe apenas na imaginação. Portanto, se conseguimos imaginar um ser perfeito, ele deve existir [00:13].
- Crítica de Kant: O erro é tratar a existência como uma qualidade. Existir apenas afirma que algo com certas características está na realidade; não é uma característica que o torna mais perfeito [01:34].
- Classificação: Só funciona para quem já crê [02:59], pois, embora seja um exercício de raciocínio profundo, não é considerado uma prova concreta.
2. Ajuste Fino do Universo
- Ideia Central: As constantes fundamentais da natureza (como a força gravitacional e a constante cosmológica) são calibradas com uma precisão absurda, dentro de uma faixa estreita que permite a vida. Qualquer variação mínima tornaria a vida impossível [03:08].
- Possíveis Explicações: Necessidade da física (refutada), acaso (improvável) ou projeto intencional (o mais racional) [05:13].
- Crítica Comum: A hipótese do Multiverso, que sugere que vivemos em um dos trilhões de universos que, por sorte, funcionou [06:03].
- Classificação: Convincente [06:51], sendo um dos argumentos mais fortes, mas é rejeitado por muitos com a desculpa do multiverso.
3. Experiência Pessoal
- Ideia Central: Milhares de pessoas afirmam ter tido experiências diretas, como curas, visões ou paz interior, que as convencem da ação de Deus [07:07].
- O Problema: Diferentes pessoas têm experiências que apontam para deuses, crenças e doutrinas incompatíveis (por exemplo, uma cristã curada por Jesus e um hindu curado por Shiva) [07:40].
- Hipótese: A experiência pode ser um reflexo da mente humana, uma forma de buscar sentido e sobreviver ao sofrimento, não uma prova objetiva da existência de um Deus [08:32].
- Classificação: Só funciona para quem já crê [09:14], pois, como argumento para convencer outros, a experiência individual é totalmente limitada.
4. Argumento Cosmológico (ou Kalam)
- Ideia Central: Tudo que começa a existir tem uma causa. O universo começou a existir (é comprovadamente em constante expansão e, portanto, não é eterno). Logo, o universo tem uma causa [09:27].
- Natureza da Causa: Essa causa deve ser exterior ao universo (imaterial, atemporal e extremamente poderosa), uma descrição que se aproxima da ideia de Deus [10:13].
- Críticas Refutadas:
- Flutuações Quânticas: Para que elas ocorram, é necessário espaço, tempo e leis quânticas, que vieram com o Big Bang [10:33].
- Eventos Espontâneos: Decaimentos radioativos ocorrem em um lugar com leis físicas pré-existentes, o que não se aplica à causa primeira [11:12].
- "Deus das Lacunas": Confundir não saber tudo com não saber nada; a lógica exige coerência, e a causa mais coerente é um ser necessário e não causado [11:37].
- Classificação: Irrefutável [12:59], sendo classificado como um dos melhores, pois não há um argumento que o desminta com totalidade.
5. Argumento Moral
- Ideia Central: Se Deus não existe, valores morais objetivos não existem, pois a moralidade seria apenas subjetiva (como a preferência por um sabor de sorvete) [13:37]. A nossa experiência nos convence de que valores como não mexer com criança ou terrorismo são objetivamente errados, o que aponta para uma referência superior [14:38].
- Contraargumentos: Valores morais podem ser resultados de fatores sociais e biológicos (empatia, cooperação) que ajudaram na sobrevivência da espécie. Além disso, o Bem pode estar enraizado na própria estrutura da realidade, como leis lógicas, sem precisar de um ser pessoal [15:27].
- Classificação: Bom [16:26], reconhecendo a possibilidade de a moral ser um simples fator biológico e social que ajuda na preservação da espécie.
6. Aposta de Pascal
- Ideia Central: Como a existência de Deus não pode ser provada com certeza, a decisão mais racional é crer: se Deus existe e você crê, ganha tudo; se Deus não existe e você crê, não perde nada [16:45].
- Problemas:
- Qual Deus? A aposta não considera religiões exclusivas que punem quem crê no Deus errado [17:20].
- Fingir Fé Não É Fé: Se Deus é onisciente, ele saberá que a aposta é por conveniência e não por convicção [17:42].
- Fé como Jogo de Seguro: Reduz a existência de Deus a um cálculo, em vez de uma busca racional [18:09].
- Classificação: Converte pro ateísmo [18:27], pois usá-la como argumento é inútil para um ateu sério que não crê por mero conforto.
7. Argumento da Contingência
- Ideia Central: Por que há algo e não o nada? Tudo que existe é contingente (poderia não existir), logo, precisa de uma explicação. Se o universo é contingente, ele só existe porque algo não contingente o possibilitou [18:48].
- O Ser Necessário: Uma explicação de algo que existe pela necessidade de sua própria natureza, sendo impossível não existir [20:39].
- Conclusão: A causa do universo deve estar fora dele, sendo imaterial, não física e além do espaço-tempo. A única entidade que se encaixa é Deus, pois objetos abstratos não podem causar nada [22:16].
- Classificação: Irrefutável [22:58], considerado um dos melhores argumentos para a existência de Deus.
