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[+Balburdia News] Cientistas brasileiros descobrem molécula capaz de enfraquecer tumor que provoca câncer em crianças

Chris Redfield

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Cientistas brasileiros descobrem molécula capaz de enfraquecer tumor que provoca câncer em crianças
Molécula microRNA-367 pode ser controlada para reduzir a força de tumores e facilitar o tratamento de câncer pediátrico.

Por Graziela Azevedo, Bruno Azevedo e Walter Barroso, TV Globo
09/10/2019 14h47 Atualizado há um dia

Pesquisadores brasileiros identificaram pela primeira vez uma molécula que pode reduzir a agressividade de tumores embrionários do sistema nervoso central, responsáveis por uma espécie de câncer mais comum em crianças.

A bióloga da Universidade de São Paulo (USP) Carolini Kaid é uma das responsáveis pela descoberta da molécula chamada microRNA-367, que foi publicada em agosto pela revista europeia "Molecular Oncology".

"O que eu descobri é uma maneira de inibir a agressividade do tumor", disse Kaid. "Quando a gente tratou o inibidor dessa molécula, alguns camundongos não geraram tumor; e os que geraram, foram tumores benigno, pequenos, que poderiam ser tratados com quimio ou radioterapia."

A bióloga explicou que os resultados foram "impressionantes" nas cobaias que receberam células de crianças com câncer. Ela defendeu que este processo pode ser rapidamente aplicado em hospitais para direcionar o tratamento de câncer pediátrico.

Entretanto, antes de começar os estudos clínicos, os pesquisadores explicam que são necessários testes sobre a toxicidade desta molécula em sua versão sintética. Além disso, precisam entender melhor como ela é metabolizada e quanto tempo pode permanecer no organismo.

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Célula tumoral de camundongo utilizada em pesquisa que reduz a agressividade de câncer em crianças — Foto: Reprodução/Molecular Oncology

Investimento público

A pesquisadora destacou que a descoberta aconteceu após seis anos de dedicação exclusiva a este projeto, e que só foi possível seguir por conta da oferta de bolsas de mestrado e doutorado, que são o salário dos cientistas.

"Se não tivesse a bolsa eu teria que parar o estudo no meio do caminho, e talvez essa tecnologia nunca chegaria pra favorecer pacientes na clínica", disse Kaid sobre o cenário atual de redução nos investimentos para a ciência.

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A cientista Mayana Zatz, chefe do centro responsável pela descoberta, defendeu a importância do investimento contínuo na ciência.

"A gente descobriu um tratamento pra câncer brasileiro, isso vai ser acessível aos pacientes num custo infinitamente menor se a gente tiver que importar", disse. "É isso que o governo tem que olhar: investir hoje pra colher daqui a quatro, cinco anos. Mas isso não pode parar."

A reportagem entrou em contato com o Ministério da Ciência e Tecnologia para perguntar sobre os investimentos em pesquisa no Brasil. Leia o que respondeu a pasta em nota:
"Diante das restrições orçamentárias o Ministério tem dado prioridade ao pagamento das bolsas do Cnpq e atuado junto ao Ministério da Economia e ao Congresso para aumentar os recursos."

 


Maladino

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Massa, tomara que os testes pré-clínicos deem certo e que avance.

E tomara que o pessoal não surte com a descoberta e comece a foder com a pesquisa com judicialização, achando que descobriram uma panaceia pra câncer.
 

ROLGENIO

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É incrível como aqui no HUEzil são descobertas diversas curas ou tratamentos que nunca existiram antes mesmo com a falta de investimentos sérios dos nossos governantes (historicamente, não só desse atual ou do anterior: falando no geral mesmo).

Se a quantidade de mentes brilhantes que estão nos laboratórios brasileiros tivessem equipamentos e investimentos equivalentes aos outros países de primeiro mundo, a humanidade já teria sido agraciada com diversas curas e tratamentos inexistentes a dezenas de anos em várias áreas...
 

Sgt. Kowalski

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É incrível como aqui no HUEzil são descobertas diversas curas ou tratamentos que nunca existiram antes mesmo com a falta de investimentos sérios dos nossos governantes (historicamente, não só desse atual ou do anterior: falando no geral mesmo).

Se a quantidade de mentes brilhantes que estão nos laboratórios brasileiros tivessem equipamentos e investimentos equivalentes aos outros países de primeiro mundo, a humanidade já teria sido agraciada com diversas curas e tratamentos inexistentes a dezenas de anos em várias áreas...
Nós jogamos no nightmare desde antes de 1500, se baixar só pro very hard nós vencemos o mundo.
 


ptsousa

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Tem que derramar dinheiro em cima desse pessoal pra bancar as pesquisas, DERRAMAR.
mad respect por pessoal que abraça a causa da pesquisa no Brasilzão.
Tô torcendo muito para sair do papel o projeto do Weintraub de liberar o financiamento privado nas Universidades Públicas.

Essas áreas relacionadas a pesquisa (exatas e biológicas, principalmente) se beneficiarão absurdos com a possibilidade de parcerias para aporte financeiro.
 

BCoisa

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Já que estamos falando de cancer:


Homem realiza tratamento com médicos da USP e células de linfoma desaparecem
Por Agência Brasil | 11/10/2019 14:44

Paciente deve ter alta sábado e acompanhamento nos próximos 10 anos

Pela primeira vez na América Latina, médicos da Universidade de São Paulo (USP) realizaram com sucesso um tratamento com o uso de células T alteradas em laboratório para combater células cancerígenas de linfoma. Chamado de terapia celular CAR-T, o procedimento já é adotado nos Estados Unidos como “último recurso” para tratar linfomas e leucemias avançadas.
Leia também: Médicos se chocam ao ver exame de mulher com câncer em todo o corpo
Vamberto Castro

Divulgação/USP
Vamberto Castro, de 62 anos, recebe tratamento de médicos da USP que fez desaparecer células de linfoma

O tratamento, realizado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, no interior paulista, foi aplicado, no início de setembro, no aposentado Vamberto Castro, de 62 anos, com linfoma em estado grave e sem resposta a tratamentos convencionais para a doença.
“O paciente tinha um câncer em um estágio terminal, já tinha sido submetido a quatro tipos diferentes de tratamento, sem resposta. Estava no que nós chamamos tratamento compassivo, que é tratamento sintomático, esperando o desencadear normal, que é o óbito. Estava na fila dos sem possibilidade de tratamento”, lembra o médico Dimas Tadeu Covas, coordenador do Centro de Terapia Celular (CTC) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP.

Cerca de 20 dias após o início do tratamento, a resposta de saúde do paciente foi promissora: os exames passaram a mostrar que as células cancerígenas desapareceram. “Ele teve essa resposta quase milagrosa. Em um mês, a doença desapareceu. Para essa situação, existem experiências americanas [que mostram] que o índice é superior a 80% de cura. Pacientes que estavam condenados, como esse do nosso caso, têm 80% de chance de cura com uma única aplicação desse tratamento”, destaca o médico.
Leia também: Após dor intensa, jovem é diagnosticada com câncer e tem perna direita amputada
“Daí a sua característica revolucionária. As pessoas não acreditam na resposta tão rápida em um curto espaço de tempo”, acrescenta Covas. O paciente, que deve ter alta no próximo sábado (12), será acompanhado por uma equipe médica, por pelo menos 10 anos, para que se saiba a efetividade do procedimento.

Terapia celular CAR-T
O linfoma combatido com o novo tratamento é um tipo de câncer que afeta o sistema imunológico. O paciente sofria de uma forma avançada de linfoma de células B, que não havia respondido a nenhum dos tratamentos de quimioterapia e radioterapia indicados para o caso. O prognóstico era de menos de um ano de vida.
Diante da falta de resultado das terapias convencionais disponíveis, o doente foi autorizado a se submeter ao tratamento com as chamadas células CAR-T, ainda em fase de pesquisa. A aplicação do novo procedimento foi coordenado pelo médico hematologista Renato Cunha, pesquisador associado do Centro de Terapia Celular da USP, que conta com apoio pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
A forma de terapia celular usada em Ribeirão Preto é a CAR-T, na qual as células T do paciente (um tipo de célula do sistema imunológico) são alteradas em laboratório para reconhecer e atacar as células cancerígenas ou tumorais. O termo CAR refere-se a um receptor de antígeno quimérico (chimeric antigen receptor, em inglês).
“A terapia consiste em modificar geneticamente células T para torná-las mais eficazes no combate ao câncer. Esta forma de terapia celular é justamente indicada para aqueles casos que não respondem a nenhuma outra forma de tratamento,” explica Cunha.
Depois que as células T do paciente foram coletadas e geneticamente modificadas, a equipe de Cunha as reinjetou na corrente sanguínea, num procedimento chamado infusão. “Feito isto, as células T modificadas passaram a se multiplicar aos milhões no organismo do paciente, fazendo com que o sistema imune deste passasse a identificar as células tumorais do linfoma como inimigos a serem atacados e destruídos.”
De acordo com o hematologista, os resultados da terapia celular para o tratamento das formas mais agressivas de câncer são tão espetaculares, que seu desenvolvimento rendeu o Prêmio Nobel de Medicina de 2018. Os premiados foram os dois pioneiros da terapia celular, o norte-americano James Allison e o japonês Tasuku Honjo.

Vitória da saúde pública
Dimas Covas disse que a realização com sucesso do tratamento no Brasil significa um avanço científico, econômico, social e do setor de saúde pública. “Nós temos vários avanços. Primeiro, o avanço científico – nós conseguimos fugir das grandes companhias, das patentes das multinacionais, porque isso é um desenvolvimento próprio, brasileiro. Segundo, isso é feito dentro de um instituto público – é um tratamento destinado aos pacientes do setor público, do SUS [Sistema Único de Saúde].”
“Hoje, nos Estados Unidos, existem só duas companhias que oferecem esse tratamento. Em outras partes do mundo, ele ainda não está disponível. Poucos países do mundo têm esse tipo de tratamento sendo ofertado a população, principalmente na área pública”, enfatizou o médico.
Ele informou que, nos Estados Unidos, a produção das células a partir da qual é feito um único tratamento custa US$ 400 mil. E o paciente tem os gastos da internação em unidade de transplante e demais despesas médicas. O tratamento completo chega a US$ 1 milhão para uma única pessoa.
"Aí se tem uma ideia do impacto que isso causaria no Brasil se não houvesse uma tecnologia nacional disponível. Como é um desenvolvimento da área pública, a terapia poderá ser disseminada para outros laboratórios. Esse conhecimento que nós adquirimos pode ser replicado em outros laboratórios e com outros tipos de tratamento”, ressaltou.
Antes de ser disponibilizado no SUS, o procedimento deverá cumprir os requisitos regulatórios da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A pesquisa deverá incluir mais 10 pacientes nos próximos seis meses, mas ainda não há prazo para que o tratamento seja feito em larga escala. Segundo Covas, isso deve ocorrer na medida em que ocorram adaptações nos laboratórios de produção, o que exigirá investimentos.
“O conhecimento está disponível, agora é uma questão de definir a estratégia para que isso aconteça.” Ele destacou ainda que, “felizmente", os investimentos necessários para ampliação da capacidade produtiva são "de pequena monta, da ordem de R$ 10 milhões”.
Leia também: Nova substância mostra eficácia no tratamento de câncer cerebral infantil
A capacidade brasileira atual é de fazer um tratamento por mês. “Nós estamos demonstrando que dominamos a tecnologia, porque o paciente respondeu, então, ela funciona, o produto atingiu o que se esperava dele. Agora é o seguinte: isso é produzido em um laboratório, nós temos capacidade de produção, de tratamento, de um por mês, porque ele é um processo laboratorial”, concluiu o coordenador do Centro de Terapia Celular (CTC) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.
 

Ryo_Hazuki(

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Já que estamos falando de cancer:


Homem realiza tratamento com médicos da USP e células de linfoma desaparecem
Por Agência Brasil | 11/10/2019 14:44

Paciente deve ter alta sábado e acompanhamento nos próximos 10 anos

Pela primeira vez na América Latina, médicos da Universidade de São Paulo (USP) realizaram com sucesso um tratamento com o uso de células T alteradas em laboratório para combater células cancerígenas de linfoma. Chamado de terapia celular CAR-T, o procedimento já é adotado nos Estados Unidos como “último recurso” para tratar linfomas e leucemias avançadas.
Leia também: Médicos se chocam ao ver exame de mulher com câncer em todo o corpo
Vamberto Castro

Divulgação/USP
Vamberto Castro, de 62 anos, recebe tratamento de médicos da USP que fez desaparecer células de linfoma

O tratamento, realizado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, no interior paulista, foi aplicado, no início de setembro, no aposentado Vamberto Castro, de 62 anos, com linfoma em estado grave e sem resposta a tratamentos convencionais para a doença.
“O paciente tinha um câncer em um estágio terminal, já tinha sido submetido a quatro tipos diferentes de tratamento, sem resposta. Estava no que nós chamamos tratamento compassivo, que é tratamento sintomático, esperando o desencadear normal, que é o óbito. Estava na fila dos sem possibilidade de tratamento”, lembra o médico Dimas Tadeu Covas, coordenador do Centro de Terapia Celular (CTC) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP.

Cerca de 20 dias após o início do tratamento, a resposta de saúde do paciente foi promissora: os exames passaram a mostrar que as células cancerígenas desapareceram. “Ele teve essa resposta quase milagrosa. Em um mês, a doença desapareceu. Para essa situação, existem experiências americanas [que mostram] que o índice é superior a 80% de cura. Pacientes que estavam condenados, como esse do nosso caso, têm 80% de chance de cura com uma única aplicação desse tratamento”, destaca o médico.
Leia também: Após dor intensa, jovem é diagnosticada com câncer e tem perna direita amputada
“Daí a sua característica revolucionária. As pessoas não acreditam na resposta tão rápida em um curto espaço de tempo”, acrescenta Covas. O paciente, que deve ter alta no próximo sábado (12), será acompanhado por uma equipe médica, por pelo menos 10 anos, para que se saiba a efetividade do procedimento.

Terapia celular CAR-T
O linfoma combatido com o novo tratamento é um tipo de câncer que afeta o sistema imunológico. O paciente sofria de uma forma avançada de linfoma de células B, que não havia respondido a nenhum dos tratamentos de quimioterapia e radioterapia indicados para o caso. O prognóstico era de menos de um ano de vida.
Diante da falta de resultado das terapias convencionais disponíveis, o doente foi autorizado a se submeter ao tratamento com as chamadas células CAR-T, ainda em fase de pesquisa. A aplicação do novo procedimento foi coordenado pelo médico hematologista Renato Cunha, pesquisador associado do Centro de Terapia Celular da USP, que conta com apoio pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
A forma de terapia celular usada em Ribeirão Preto é a CAR-T, na qual as células T do paciente (um tipo de célula do sistema imunológico) são alteradas em laboratório para reconhecer e atacar as células cancerígenas ou tumorais. O termo CAR refere-se a um receptor de antígeno quimérico (chimeric antigen receptor, em inglês).
“A terapia consiste em modificar geneticamente células T para torná-las mais eficazes no combate ao câncer. Esta forma de terapia celular é justamente indicada para aqueles casos que não respondem a nenhuma outra forma de tratamento,” explica Cunha.
Depois que as células T do paciente foram coletadas e geneticamente modificadas, a equipe de Cunha as reinjetou na corrente sanguínea, num procedimento chamado infusão. “Feito isto, as células T modificadas passaram a se multiplicar aos milhões no organismo do paciente, fazendo com que o sistema imune deste passasse a identificar as células tumorais do linfoma como inimigos a serem atacados e destruídos.”
De acordo com o hematologista, os resultados da terapia celular para o tratamento das formas mais agressivas de câncer são tão espetaculares, que seu desenvolvimento rendeu o Prêmio Nobel de Medicina de 2018. Os premiados foram os dois pioneiros da terapia celular, o norte-americano James Allison e o japonês Tasuku Honjo.

Vitória da saúde pública
Dimas Covas disse que a realização com sucesso do tratamento no Brasil significa um avanço científico, econômico, social e do setor de saúde pública. “Nós temos vários avanços. Primeiro, o avanço científico – nós conseguimos fugir das grandes companhias, das patentes das multinacionais, porque isso é um desenvolvimento próprio, brasileiro. Segundo, isso é feito dentro de um instituto público – é um tratamento destinado aos pacientes do setor público, do SUS [Sistema Único de Saúde].”
“Hoje, nos Estados Unidos, existem só duas companhias que oferecem esse tratamento. Em outras partes do mundo, ele ainda não está disponível. Poucos países do mundo têm esse tipo de tratamento sendo ofertado a população, principalmente na área pública”, enfatizou o médico.
Ele informou que, nos Estados Unidos, a produção das células a partir da qual é feito um único tratamento custa US$ 400 mil. E o paciente tem os gastos da internação em unidade de transplante e demais despesas médicas. O tratamento completo chega a US$ 1 milhão para uma única pessoa.
"Aí se tem uma ideia do impacto que isso causaria no Brasil se não houvesse uma tecnologia nacional disponível. Como é um desenvolvimento da área pública, a terapia poderá ser disseminada para outros laboratórios. Esse conhecimento que nós adquirimos pode ser replicado em outros laboratórios e com outros tipos de tratamento”, ressaltou.
Antes de ser disponibilizado no SUS, o procedimento deverá cumprir os requisitos regulatórios da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A pesquisa deverá incluir mais 10 pacientes nos próximos seis meses, mas ainda não há prazo para que o tratamento seja feito em larga escala. Segundo Covas, isso deve ocorrer na medida em que ocorram adaptações nos laboratórios de produção, o que exigirá investimentos.
“O conhecimento está disponível, agora é uma questão de definir a estratégia para que isso aconteça.” Ele destacou ainda que, “felizmente", os investimentos necessários para ampliação da capacidade produtiva são "de pequena monta, da ordem de R$ 10 milhões”.
Leia também: Nova substância mostra eficácia no tratamento de câncer cerebral infantil
A capacidade brasileira atual é de fazer um tratamento por mês. “Nós estamos demonstrando que dominamos a tecnologia, porque o paciente respondeu, então, ela funciona, o produto atingiu o que se esperava dele. Agora é o seguinte: isso é produzido em um laboratório, nós temos capacidade de produção, de tratamento, de um por mês, porque ele é um processo laboratorial”, concluiu o coordenador do Centro de Terapia Celular (CTC) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.
Li hoje de meio dia essa notícia, achei muito incrível esse trabalho, eles praticamente hackeiam o dna.
 

Der Teufel

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Já que estamos falando de cancer:


Homem realiza tratamento com médicos da USP e células de linfoma desaparecem
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Paciente deve ter alta sábado e acompanhamento nos próximos 10 anos

Pela primeira vez na América Latina, médicos da Universidade de São Paulo (USP) realizaram com sucesso um tratamento com o uso de células T alteradas em laboratório para combater células cancerígenas de linfoma. Chamado de terapia celular CAR-T, o procedimento já é adotado nos Estados Unidos como “último recurso” para tratar linfomas e leucemias avançadas.
Leia também: Médicos se chocam ao ver exame de mulher com câncer em todo o corpo
Vamberto Castro

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Vamberto Castro, de 62 anos, recebe tratamento de médicos da USP que fez desaparecer células de linfoma

O tratamento, realizado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, no interior paulista, foi aplicado, no início de setembro, no aposentado Vamberto Castro, de 62 anos, com linfoma em estado grave e sem resposta a tratamentos convencionais para a doença.
“O paciente tinha um câncer em um estágio terminal, já tinha sido submetido a quatro tipos diferentes de tratamento, sem resposta. Estava no que nós chamamos tratamento compassivo, que é tratamento sintomático, esperando o desencadear normal, que é o óbito. Estava na fila dos sem possibilidade de tratamento”, lembra o médico Dimas Tadeu Covas, coordenador do Centro de Terapia Celular (CTC) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP.

Cerca de 20 dias após o início do tratamento, a resposta de saúde do paciente foi promissora: os exames passaram a mostrar que as células cancerígenas desapareceram. “Ele teve essa resposta quase milagrosa. Em um mês, a doença desapareceu. Para essa situação, existem experiências americanas [que mostram] que o índice é superior a 80% de cura. Pacientes que estavam condenados, como esse do nosso caso, têm 80% de chance de cura com uma única aplicação desse tratamento”, destaca o médico.
Leia também: Após dor intensa, jovem é diagnosticada com câncer e tem perna direita amputada
“Daí a sua característica revolucionária. As pessoas não acreditam na resposta tão rápida em um curto espaço de tempo”, acrescenta Covas. O paciente, que deve ter alta no próximo sábado (12), será acompanhado por uma equipe médica, por pelo menos 10 anos, para que se saiba a efetividade do procedimento.

Terapia celular CAR-T
O linfoma combatido com o novo tratamento é um tipo de câncer que afeta o sistema imunológico. O paciente sofria de uma forma avançada de linfoma de células B, que não havia respondido a nenhum dos tratamentos de quimioterapia e radioterapia indicados para o caso. O prognóstico era de menos de um ano de vida.
Diante da falta de resultado das terapias convencionais disponíveis, o doente foi autorizado a se submeter ao tratamento com as chamadas células CAR-T, ainda em fase de pesquisa. A aplicação do novo procedimento foi coordenado pelo médico hematologista Renato Cunha, pesquisador associado do Centro de Terapia Celular da USP, que conta com apoio pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
A forma de terapia celular usada em Ribeirão Preto é a CAR-T, na qual as células T do paciente (um tipo de célula do sistema imunológico) são alteradas em laboratório para reconhecer e atacar as células cancerígenas ou tumorais. O termo CAR refere-se a um receptor de antígeno quimérico (chimeric antigen receptor, em inglês).
“A terapia consiste em modificar geneticamente células T para torná-las mais eficazes no combate ao câncer. Esta forma de terapia celular é justamente indicada para aqueles casos que não respondem a nenhuma outra forma de tratamento,” explica Cunha.
Depois que as células T do paciente foram coletadas e geneticamente modificadas, a equipe de Cunha as reinjetou na corrente sanguínea, num procedimento chamado infusão. “Feito isto, as células T modificadas passaram a se multiplicar aos milhões no organismo do paciente, fazendo com que o sistema imune deste passasse a identificar as células tumorais do linfoma como inimigos a serem atacados e destruídos.”
De acordo com o hematologista, os resultados da terapia celular para o tratamento das formas mais agressivas de câncer são tão espetaculares, que seu desenvolvimento rendeu o Prêmio Nobel de Medicina de 2018. Os premiados foram os dois pioneiros da terapia celular, o norte-americano James Allison e o japonês Tasuku Honjo.

Vitória da saúde pública
Dimas Covas disse que a realização com sucesso do tratamento no Brasil significa um avanço científico, econômico, social e do setor de saúde pública. “Nós temos vários avanços. Primeiro, o avanço científico – nós conseguimos fugir das grandes companhias, das patentes das multinacionais, porque isso é um desenvolvimento próprio, brasileiro. Segundo, isso é feito dentro de um instituto público – é um tratamento destinado aos pacientes do setor público, do SUS [Sistema Único de Saúde].”
“Hoje, nos Estados Unidos, existem só duas companhias que oferecem esse tratamento. Em outras partes do mundo, ele ainda não está disponível. Poucos países do mundo têm esse tipo de tratamento sendo ofertado a população, principalmente na área pública”, enfatizou o médico.
Ele informou que, nos Estados Unidos, a produção das células a partir da qual é feito um único tratamento custa US$ 400 mil. E o paciente tem os gastos da internação em unidade de transplante e demais despesas médicas. O tratamento completo chega a US$ 1 milhão para uma única pessoa.
"Aí se tem uma ideia do impacto que isso causaria no Brasil se não houvesse uma tecnologia nacional disponível. Como é um desenvolvimento da área pública, a terapia poderá ser disseminada para outros laboratórios. Esse conhecimento que nós adquirimos pode ser replicado em outros laboratórios e com outros tipos de tratamento”, ressaltou.
Antes de ser disponibilizado no SUS, o procedimento deverá cumprir os requisitos regulatórios da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A pesquisa deverá incluir mais 10 pacientes nos próximos seis meses, mas ainda não há prazo para que o tratamento seja feito em larga escala. Segundo Covas, isso deve ocorrer na medida em que ocorram adaptações nos laboratórios de produção, o que exigirá investimentos.
“O conhecimento está disponível, agora é uma questão de definir a estratégia para que isso aconteça.” Ele destacou ainda que, “felizmente", os investimentos necessários para ampliação da capacidade produtiva são "de pequena monta, da ordem de R$ 10 milhões”.
Leia também: Nova substância mostra eficácia no tratamento de câncer cerebral infantil
A capacidade brasileira atual é de fazer um tratamento por mês. “Nós estamos demonstrando que dominamos a tecnologia, porque o paciente respondeu, então, ela funciona, o produto atingiu o que se esperava dele. Agora é o seguinte: isso é produzido em um laboratório, nós temos capacidade de produção, de tratamento, de um por mês, porque ele é um processo laboratorial”, concluiu o coordenador do Centro de Terapia Celular (CTC) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.

Vi isso hoje e se for isso mesmo, mentes brasileiras das exatas podem dar um belo up nesse mundo de merda queé o Brasil.
 

BCoisa

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Vi isso hoje e se for isso mesmo, mentes brasileiras das exatas podem dar um belo up nesse mundo de merda queé o Brasil.
Aqui uma matéria mais completa sobre o assunto, nela fala como estava a condição física do paciente antes do tratamento:


Incrível.

O melhor é que o processo poderá ser utilizado para outros tipos de cancer no futuro além do linfoma.
 

Dark Goomba

Bam-bam-bam
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Como escrevi no outro tópico:

Por isso que tem que fechar 95% das faculdades públicas de humanas e investir no ensino básico, técnico e faculdades de exatas.
 

sonicflood

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se o Brasil fosse um país sério.. estávamos na vanguarda do mundo...mas como só temos nego querendo se dar bem em cima do outro..estamos nessa miséria intelectual...

mas tem esperança..esses brasileiros mostram isso.
 

biglinux

Bam-bam-bam
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Técnicas de edição de DNA usando vírus vão ser uma grande revolução na medicina, o uso já está bastante avançado na cura da hemofilia, com algumas dezenas de "curados", que ainda estão em período de observação, mas que já estão sem precisar de medicamentos a mais de um ano, porém a estimativa é comercializar por valor superior a 1 milhão de dólares por paciente.
 

color kid

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Importante é pagar pensão p/ filha de militar, porra. Agora corta o resto que sobrou do CNPq/Capes porque algum ranking internacional está falando que a ciência brasileira, que era absolutamente inexistente até algumas poucas décadas atrás e ainda é incipiente, não tem impacto médio suficiente na produção intelectual mundial.

Tô torcendo muito para sair do papel o projeto do Weintraub de liberar o financiamento privado nas Universidades Públicas.

Essas áreas relacionadas a pesquisa (exatas e biológicas, principalmente) se beneficiarão absurdos com a possibilidade de parcerias para aporte financeiro.
Infelizmente não estou tão otimista. E falo isso tendo feito mestrado em parceria com empresa (grande) da área da indústria.
 

Lost Brother

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Temos muitas mentes brilhantes produzindo ciencia de verdade, enquanto isso, burocratas e conservadores menosprezam a ciencia por ignorancia. Generalizam TODOS os universitarios por causa de uma minoria minuscula que somente parasita na faculdade publica.

Enviado de meu Moto C Plus usando o Tapatalk
 

Lost Brother

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Importante é pagar pensão p/ filha de militar, porra. Agora corta o resto que sobrou do CNPq/Capes porque algum ranking internacional está falando que a ciência brasileira, que era absolutamente inexistente até algumas poucas décadas atrás e ainda é incipiente, não tem impacto médio suficiente na produção intelectual mundial.



Infelizmente não estou tão otimista. E falo isso tendo feito mestrado em parceria com empresa (grande) da área da indústria.
Governo federal nao pode se eximir da sua competencia de investir em educacao, os governos anteriores ja vinham cortando mas nada tao drastico como agora e nenhum outro ofendeu tanto os universitarios e professores das federais. Tem dinheiro pra bolsa empresario e pra comprar politico com emendas mas nao tem pra ciencia ne ?.

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Guirdo

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Temos muitas mentes brilhantes produzindo ciencia de verdade, enquanto isso, burocratas e conservadores menosprezam a ciencia por ignorancia. Generalizam TODOS os universitarios por causa de uma minoria minuscula que somente parasita na faculdade publica.

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É que muitas vezes a minoria faz bastante barulho e isso rotula a maioria, acontece em todos os meios e não só pros universitários. O que complica é que o pessoal mais ignorante que não teve tanto contato com o meio acaba achando que é tudo assim (porque é o que acaba aparecendo mais).
 

disapointed

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eu fico muito feliz com uma parada destas...por um monte de gente, por quem passa por este problema duma doença que as vezes começa silenciosa e causa muitos transtornos!
Ano passado minha prima 4 dias antes de completar 33 anos descobriu tumores no seios e no braço... uma moça bonita, super ativa, pratica esportes...fez uma festa de aniversário, reuniu a família e num discurso disse "eu não vou morrer"...eu gelei só de imaginar...
esta semana ela fez a festa de aniversário de 34, pois estava curada (claro, continua com acompanhamento)... porém foram cirurgias, rádios, quimios pesadas. Tinha vezes de ela ficar 2 a 3 dias baleada devido ao peso do tratamento no corpo.
Tratamentos menos pesados e mais acessíveis irão ajudar muito quem precisa!!!
 
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