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Incêndio na Amazônia: Maior fake news de todas?

Spike Spiegal

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Eu sei que deve ser o 3º tópico sobre o assunto que eu posto, mas como postei um de questionamento, e outro falando sobre o tal "dia do fogo", posto este pra fazer contraponto ao segundo.



O vídeo tem dados do INMET, que tem credibilidade proporcional à do INPE. Logo, por mais que a thumb possa soar sensacionalista pra alguns com uma foto do George Soros, ainda há conteúdo aproveitável.

Enfim, sintam-se a vontade pra refutar ou corroborar.
 


Yapathi

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A esquerda socialista, não só do Brasil, mas da Europa também, perdeu as ruas, perdeu a maior parte da agenda, perdeu o discurso. É um modelo ideológico que fracassou e começou ser soterrado pela história. Social democracia de centro é capitalismo e está tomando todos os redutos que um dia foram dos socialistas raiz e esses muito frequentemente se alinham com a direita no discurso econômico.

Ela está nesses últimos tempos desesperadamente se agarrando na última agenda dela que ainda tem alguma organização de base e desperta alguma simpatia do povo: a agenda ecológica.

Mas resta saber o quanto efetivo isso será, principalmente na Europa. Vão entrar com esse discurso nas eleições deles com os dois pés. Mas a direita ali irá entrar com maior liberdade comercial, controle migratório, limpeza urbana e revitalização, desburocratização, e agenda de gerar empregos para o povo.
 


Dreamscape

Bam-bam-bam
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Aproveitando a deixa pra explicar que: Amazônia não é o pulmão do mundo.

Até a sibéria na Rússia tem quase 3 vezes mais árvores que a floresta amazônica toda. Sem mencionar que os maiores produtores de oxigênio são as algas marinhas, não as árvores, tampouco as árvores dessa floresta. Se você varresse a floresta do mapa a única coisa que aconteceria é que o Nordeste brasileiro ficaria mais quente, com um clima similar ao da Austrália.
 

JackDeWitt

Supra-sumo
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Aproveitando a deixa pra explicar que: Amazônia não é o pulmão do mundo.

Até a sibéria na Rússia tem quase 3 vezes mais árvores que a floresta amazônica toda. Sem mencionar que os maiores produtores de oxigênio são as algas marinhas, não as árvores, tampouco as árvores dessa floresta. Se você varresse a floresta do mapa a única coisa que aconteceria é que o Nordeste brasileiro ficaria mais quente, com um clima similar ao da Austrália.
Não mesmo. A floresta amazônica é responsável pela MEC (massa equatorial continenral quente e úmida) responsável pelo regime de chuvas do Sudeste e Nordeste. Destruir toda a floresta impactaria no regime pluvial nessas duas regiões. Fora que a região possui um solo pobre em nutrientes então tbm acarretaria na desertificação da floresta. Sobre a parte do pulmão do mundo você está corretíssimo, porém vale ressaltar que destruir toda a floresta aumentaria e muito a quantidade de CO2 na atmosfera potencializando o efeito estufa ainda mais.
 

Gondwana

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Assistam a esse documentário, bioterrorismo com motivações políticas não é nada muito longe da nossa realidade, vejam esse caso que aconteceu na Bahia entre os anos 80 e 90, onde militantes de esquerda (do PT e PDT) espalharam uma praga chamada vassoura-de-bruxa nas lavouras de cacau da região, devastando a economia de várias cidades:


Hoje essa região toda sobrevive das esmolas do governo federal, na última eleição deu quase 80% de votos válidos pro governador do PT. A pobreza e a falta de conhecimento da própria história são as maiores armas da esquerda.
 

Gondwana

Veterano
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Reportagem de 2006 sobre o caso:

Revista desvenda esquema montado em 1987 para disseminar praga

Segundo a revista Veja, técnicos descobriram o primeiro foco de vassoura-de-bruxa numa plantação de cacau no sul da Bahia

Segundo reportagem da revista da Veja, no dia 22 maio de 1989 técnicos descobriram, durante investigação de rotina, o primeiro foco de vassoura-de-bruxa numa plantação de cacau no sul da Bahia. A praga é mortal aos cacaueiros e espalhou-se de forma espantosa e linear, destruindo as lavouras da região. À época, várias hipóteses foram levantadas sobre a chegada da doença nas plantações, inclusive a de sabotagem feita por países produtores de cacau, uma vez que os técnicos econtraram ramos de cacau infectados com vassoura-de-bruxa amarrados em pés de cacau, mas nada ficou comprovado. Dezessete anos depois, o idealizador e executor da sabotagem conta como fez o serviço.

Henrique Franco Timóteo, baiano, técnico em administração e militante do PDT, disse ter se unido a outros quatro amigos do PT para contaminar as plantações de cacau no sul da Bahia. A justificativa dada é a de que queriam acabar com o domínio político dos barões do cacau, cujo poder econômico influenciava a política local. “Só se candidatavam a vereador e prefeito quem eles queriam”, reclama Franco Timóteo, autor da idéia. O restante do grupo era: Everaldo Anunciação, Wallington Duarte, Eliezer Correia e Jonas Nascimento, todos do PT e funcionários da Ceplac, órgão do Ministério da Agricultura que cuida do cacau.

Todo o esquema foi montado no final de 1987, num bar conhecido na região onde os amigos se reuniram. Lá, decidiram que Franco Timóteo viajaria de ônibus até o norte do País, onde a vassoura-de-bruxa é uma doença endêmica, e trariam os ramos contaminados para serem implantados nas plantações baianas. Durante quatro anos repetiram a viagem e a sabotagem até que não foi mais preciso. A praga se alastrou rapidamente, com a ajuda do vento.

A primeira fazenda atacada chamava-se Conjunto Santana e pertencia a Francisco Lima Filho, então presidente local da União Democrática Ruralista (UDR) e partidário da candidatura presidencial de Ronaldo Caiado. O primeiro foco de vassoura-de-bruxa foi encontrado no dia 22 de maio de 1989 e, como medida profilática, os técnicos decidiram incinerar todos os pés de cacau da fazenda. Chico Lima ficou arruinado, conta a revista. Hoje ele arrenda as terras que lhe restaram e vive dos lucros de uma distribuidora de bebidas.

Os ataques aconteceram a várias fazendas ao longo da BR-101 e o destino dos seus proprietários foi o mesmo. A revista Veja consultou Lucília Marcelino, pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, em Brasília, para saber se a história contada por Franco Timóteo seria viável. “Sob o ponto de vista técnico, sim”, diz ela. O resultado da sabotagem foi queda de mais de 50% da produção de cacau e desemprego de mais de 200.000 trabalhadores na região. Até então o Brasil era o segundo maior produtor de cacau do mundo e desde então passou à condição de importador da fruta. Só nos últimos 15 anos o prejuízo ao País chega a US$ 10 bilhões.

Ainda como resultado da sabotagem, em 1992, o primeiro pleito após a devastação dos lavouras de cacau, Geraldo Simões elegeu-se prefeito de Itabuna (BA) pelo PT – e presenteou os quatro amigos: Everaldo Anunciação foi nomeado secretário da Agricultura por dois anos, substituído pelo colega Jonas Nascimento. Wellington Duarte ficou como chefe de gabinete do prefeito. Eliezer Correia ganhou o cargo de secretário de Administração e Finanças.

Como não pertencia ao PT, Franco Timóteo não ganhou cargo na prefeitura, mas em 1994, com a volta da suspeita de sabotagem na região, ele ganhou do prefeito a quantia de 250.000 cruzeiros (cerca de R$ 800) para deixar Itabuna e mudar-se para Rondônia. Hoje, 17 anos depois, o motivo da confissão, diz Franco Timóteo, é o arrependimento. Os demais envolvidos na história negam qualquer envolvimento e dizem sequer conhecer o técnico baiano Franco Timóteo.

A revista Veja desta semana traz novidades sobre o caso na Bahia. Franco Timóteo prestou depoimento de quatro horas à Polícia Federal, onde confirmou ter sido o responsável pela contaminação das lavouras de cacau do Sul da Bahia pela vassoura-de-bruxa. Confirmou ainda ter recebido ajuda de amigos (técnicos da Ceplac).

https://www.agrolink.com.br/noticias/revista-desvenda-esquema-montado-em-1987-para-disseminar-praga_42694.html

Se alguém achar a matéria da Veja de 2006 seria muito bom postar. Obviamente não deu em nada, ninguém foi responsabilizado por isso.
 

Grave Uypo

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Aproveitando a deixa pra explicar que: Amazônia não é o pulmão do mundo.

Até a sibéria na Rússia tem quase 3 vezes mais árvores que a floresta amazônica toda. Sem mencionar que os maiores produtores de oxigênio são as algas marinhas, não as árvores, tampouco as árvores dessa floresta. Se você varresse a floresta do mapa a única coisa que aconteceria é que o Nordeste brasileiro ficaria mais quente, com um clima similar ao da Austrália.
amazonia é uma grande retentora de carbono, e não um filtro de ar.
se a amazonia morrer o que vai acontecer é toda a materia organica se decompor e liberar o carbono, que esta agora preso nas arvores, como co2 de volta ao ar. basicamente é um aterro de carbono, e não uma usina de reciclagem como sugerem
 

Ennis

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Mas foram ou não as ONGs que atearam fogo na Amazônia? Pq agora com essa revelação bombástica do fórum Outerspace de que se trata de fake, estou confuso se o Excrementíssimo Sr. Presidente mentiu ou não sobre esse assunto.
 

Spike Spiegal

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Mas foram ou não as ONGs que atearam fogo na Amazônia? Pq agora com essa revelação bombástica do fórum Outerspace de que se trata de fake, estou confuso se o Excrementíssimo Sr. Presidente mentiu ou não sobre esse assunto.
Não é uma revelação, é um questionamento.
Não seja desonesto. Não deturpe as coisas.
 

Ennis

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Não é uma revelação, é um questionamento.
Não seja desonesto. Não deturpe as coisas.
Seria esse incêndio amalgamas de oitros pequenos focos de fogo, alguns em de Ongs em espenhol no meio de fogo dr Ongs inglesas?
Fica aí também meu questionamento.
 

kidling

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"As of August 16, 2019, satellite observations indicated that total fire activity in the Amazon basin was slightly below average in comparison to the past 15 years. "



Menor nível de queimadas em 15 anos
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The Kong

Cruz Bala Trevoso
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Reportagem de 2006 sobre o caso:

Revista desvenda esquema montado em 1987 para disseminar praga

Segundo a revista Veja, técnicos descobriram o primeiro foco de vassoura-de-bruxa numa plantação de cacau no sul da Bahia

Segundo reportagem da revista da Veja, no dia 22 maio de 1989 técnicos descobriram, durante investigação de rotina, o primeiro foco de vassoura-de-bruxa numa plantação de cacau no sul da Bahia. A praga é mortal aos cacaueiros e espalhou-se de forma espantosa e linear, destruindo as lavouras da região. À época, várias hipóteses foram levantadas sobre a chegada da doença nas plantações, inclusive a de sabotagem feita por países produtores de cacau, uma vez que os técnicos econtraram ramos de cacau infectados com vassoura-de-bruxa amarrados em pés de cacau, mas nada ficou comprovado. Dezessete anos depois, o idealizador e executor da sabotagem conta como fez o serviço.

Henrique Franco Timóteo, baiano, técnico em administração e militante do PDT, disse ter se unido a outros quatro amigos do PT para contaminar as plantações de cacau no sul da Bahia. A justificativa dada é a de que queriam acabar com o domínio político dos barões do cacau, cujo poder econômico influenciava a política local. “Só se candidatavam a vereador e prefeito quem eles queriam”, reclama Franco Timóteo, autor da idéia. O restante do grupo era: Everaldo Anunciação, Wallington Duarte, Eliezer Correia e Jonas Nascimento, todos do PT e funcionários da Ceplac, órgão do Ministério da Agricultura que cuida do cacau.

Todo o esquema foi montado no final de 1987, num bar conhecido na região onde os amigos se reuniram. Lá, decidiram que Franco Timóteo viajaria de ônibus até o norte do País, onde a vassoura-de-bruxa é uma doença endêmica, e trariam os ramos contaminados para serem implantados nas plantações baianas. Durante quatro anos repetiram a viagem e a sabotagem até que não foi mais preciso. A praga se alastrou rapidamente, com a ajuda do vento.

A primeira fazenda atacada chamava-se Conjunto Santana e pertencia a Francisco Lima Filho, então presidente local da União Democrática Ruralista (UDR) e partidário da candidatura presidencial de Ronaldo Caiado. O primeiro foco de vassoura-de-bruxa foi encontrado no dia 22 de maio de 1989 e, como medida profilática, os técnicos decidiram incinerar todos os pés de cacau da fazenda. Chico Lima ficou arruinado, conta a revista. Hoje ele arrenda as terras que lhe restaram e vive dos lucros de uma distribuidora de bebidas.

Os ataques aconteceram a várias fazendas ao longo da BR-101 e o destino dos seus proprietários foi o mesmo. A revista Veja consultou Lucília Marcelino, pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, em Brasília, para saber se a história contada por Franco Timóteo seria viável. “Sob o ponto de vista técnico, sim”, diz ela. O resultado da sabotagem foi queda de mais de 50% da produção de cacau e desemprego de mais de 200.000 trabalhadores na região. Até então o Brasil era o segundo maior produtor de cacau do mundo e desde então passou à condição de importador da fruta. Só nos últimos 15 anos o prejuízo ao País chega a US$ 10 bilhões.

Ainda como resultado da sabotagem, em 1992, o primeiro pleito após a devastação dos lavouras de cacau, Geraldo Simões elegeu-se prefeito de Itabuna (BA) pelo PT – e presenteou os quatro amigos: Everaldo Anunciação foi nomeado secretário da Agricultura por dois anos, substituído pelo colega Jonas Nascimento. Wellington Duarte ficou como chefe de gabinete do prefeito. Eliezer Correia ganhou o cargo de secretário de Administração e Finanças.

Como não pertencia ao PT, Franco Timóteo não ganhou cargo na prefeitura, mas em 1994, com a volta da suspeita de sabotagem na região, ele ganhou do prefeito a quantia de 250.000 cruzeiros (cerca de R$ 800) para deixar Itabuna e mudar-se para Rondônia. Hoje, 17 anos depois, o motivo da confissão, diz Franco Timóteo, é o arrependimento. Os demais envolvidos na história negam qualquer envolvimento e dizem sequer conhecer o técnico baiano Franco Timóteo.

A revista Veja desta semana traz novidades sobre o caso na Bahia. Franco Timóteo prestou depoimento de quatro horas à Polícia Federal, onde confirmou ter sido o responsável pela contaminação das lavouras de cacau do Sul da Bahia pela vassoura-de-bruxa. Confirmou ainda ter recebido ajuda de amigos (técnicos da Ceplac).

https://www.agrolink.com.br/noticias/revista-desvenda-esquema-montado-em-1987-para-disseminar-praga_42694.html

Se alguém achar a matéria da Veja de 2006 seria muito bom postar. Obviamente não deu em nada, ninguém foi responsabilizado por isso.
A esquerda tem que ser varrida do mundo!
 

Spike Spiegal

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Sintam-se a vontade pra refutar ou corroborar.
No segundo vídeo, a mulher trás algumas informações bastante contundentes a meu ver. Pesquisando aqui eu vi que a maioria pelo menos é verdadeira. Só achei as pausas opinativas meio toscas, mas no geral, as informações tão aí.

Enfim, comentem aí o que acham, mesmo que seja contraponto.
 
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Spike Spiegal

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Ninguém questionou a NASA aqui. Falando por mim, eu questionei VOCÊ, VOCÊ MESMO, DESONESTO, não a NASA.

Se quiser usar de espantalhos, vai usar em outro lugar.

E a pergunta que o cara do Twitter fez não está errada não. Não é crime perguntar isso. E comparando com o mapa mundi, dá pra ver fumaça em território boliviano também.

Enfim: Metalium é academicista e desonesto. Não aceita a própria natureza do debate e o demoniza de todas as formas que pode.
 
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arthur the king

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Itamaraty usa dados da era Lula para defender Brasil de críticas sobre desmatamento





Diplomatas de todos os principais postos brasileiros no exterior receberam uma circular da Secretaria de Relações Exteriores elencando argumentos que devem ser utilizados para defender a política ambiental brasileira, em meio a críticas de pesquisadores e governos estrangeiros à gestão do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Nela, o Itamaraty começa afirmando que os índices de desmatamento na região amazônica tiveram "redução significativa, de 27.700 km² em 2004 para 7.500 km² em 2018 (redução de 72%)".


O telegrama não deixa claro, no entanto, que nesse período só houve redução no desmatamento entre 2004 e 2012, durante os dois mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva e metade do primeiro de Dilma Rousseff.

Mas desde 2012 os dados medidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram crescimento quase contínuo da derrubada de floresta.

O desmatamento na Amazônia Legal, que engloba a região Norte mais parte do Maranhão e Mato Grosso, caiu de 27,8 mil km² em 2004 para o menor resultado histórico em 2012 (4.600 km²).



A queda é atribuída principalmente ao aumento da fiscalização e repressão, possibilitado pela melhora do monitoramento por satélites, além de demarcações de terras indígenas.

Os dados para o último ano (período que engloba de agosto de 2017 a julho de 2018), durante o governo de Michel Temer (MDB), são de 7.900 km² de perda de mata nativa na região. A cifra corresponde a um aumento de 15% ante os 12 meses anteriores.

Agravamento

Já os números preliminares de 2019 têm indicado piora da situação: o sistema Deter, do Inpe, aponta que os alertas de desmatamento na Amazônia Legal brasileira dispararam 278% no mês passado, na comparação com julho de 2018. Para ambientalistas, a forte alta reflete o enfraquecimento das políticas de preservação.

O Itamaraty aponta razões políticas e econômicas para as críticas à política ambiental em curso no país.

"Críticos buscam associar o Brasil à destruição do meio ambiente com o objetivo de pressionar o país a aceitar compromissos maiores nos regimes internacionais de que faz parte, tanto no caso de instrumentos aos quais já nos associamos (como o Acordo de Paris) como no caso de obrigações ainda por assumir (Marco Global sobre Biodiversidade pós-2020)", afirma o telegrama.

Para o governo Bolsonaro, há um "grande interesse dos competidores internacionais do agronegócio brasileiro em divulgar imagem negativa da produção agrícola nacional". A circular, à qual a BBC News Brasil teve acesso, foi enviada aos diplomatas na última terça-feira (20), um dia depois que as queimadas em Estados da região Norte chamaram a atenção de todo o país.


O principal argumento do governo Bolsonaro em resposta às críticas é o de que o Brasil é o país que mais preserva o meio ambiente no mundo.

Ele se baseia em números do agrônomo Evaristo Eduardo de Miranda, chefe da Embrapa Territorial, uma das unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), estatal vinculada ao Ministério da Agricultura.

Mas Miranda é contestado por cientistas, ambientalistas e mesmo por técnicos da Embrapa.

Um artigo publicado por autores brasileiros no ano passado na revista Environmental Conservation, da Universidade Cambridge, no Reino Unido, com o título "Os dados confirmam que Brasil lidera o mundo em preservação ambiental?", chama os números de Miranda de "estatísticas criativas" e "influenciadas por uma narrativa ideológica que distorce a realidade ambiental brasileira".

No telegrama enviado aos diplomatas, a Secretaria de Relações Exteriores diz que "a área com cobertura vegetal nativa no Brasil corresponde a 66,3% do território: 25,6% como vegetação nativa em propriedades rurais; 13,8% como terras indígenas; 10,4% como unidades de conservação; e 16,5% em terras devolutas e não cadastradas".

Este é um dos cálculos feitos por Miranda, contestado por outros especialistas.

Ele afirma que áreas de mata nativa dentro de propriedades privadas somam 218 milhões de hectares e representam 25% do território do Brasil, fazendo do produtor rural a categoria que mais preserva no país.

Esse cálculo foi feito a partir do que os próprios proprietários declararam ao realizar o Cadastro Ambiental Rural (CAR), exigência do Código Florestal aprovada em 2012, que atualizou a legislação ambiental de 1965.



O prazo para realizar o cadastro venceria em maio de 2015, mas vem sendo sucessivamente adiado, o que impede o avanço da etapa seguinte, de fiscalização e regularização dos que desmataram mais do que podiam.

Depois de os então presidentes Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB) terem prorrogado o período de cadastro, Bolsonaro editou uma medida provisória em junho extinguindo o prazo, deixando produtores livres para cumprir essa exigência quando quiserem.

O telegrama enviado aos postos diplomáticos também menciona o Código Florestal, que exige a preservação de vegetação nativa em 80% das propriedades localizadas no Bioma Amazônico.

E afirma que "o Brasil é o único país no mundo com exigências de preservação no qual o produtor rural é responsável pela preservação de boa parte do território brasileiro, sem receber compensação financeira para tanto".

Em abril, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente, usou o argumento ao apresentar um projeto de lei para acabar com a "reserva legal".


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Maladino

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Pra ser justo, a foto que eles colocaram no twitter é sim de queimadas na Bolívia... A menos que minha noção espacial esteja errada. Até pega o Brasil, mas a maior parte ali é disparado a Bolívia.

No outro artigo sim eles focam no Brasil: https://earthobservatory.nasa.gov/images/145464/fires-in-brazil

Agora, quanta ao cara falando ali, custa então explicar o que estamos vendo na imagem? Pode até tirar sarro, mas isso ai é um desserviço pra ciência, e não é nem em relação ao cara em si e sim a qualquer outra pessoa que possa ver isso e ter a mesma observação.

Eu sou da área de biológicas, não sou muito bom com ciências da terra e pra mim aquilo ali é predominantemente a Bolívia, bem ali na curvinha entre o Peru e o Chile.

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Edit: Porra... Agora que eu vi que é um tweet do De Lucca...
 
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