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Porque as músicas de hoje em dia são uma bosta?

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#1
Não que hoje em dia não exista música boa mas, porque antigamente era mais fácil achar músicas boas do que hoje em dia? Porque tipo a maioria das músicas que fazem sucesso são uma MERDA. Principalmente aqui no Brasil onde o povo liga mais pra funk e bunda rebolando, mesmo tendo algumas músicas fazendo sucesso (que por sinal são poucas), como O Sol do Victor Kley, lançado ano passado se não me engano. Então queria saber a opinião de vocês internautas, se realmente a música teve declínio na qualidade ou continua a mesma coisa que antes.
 


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#4
A música popular se tornou um "nada", tipo, literalmente mesmo. Sequer precisam mais cantar ao vivo (o fazem apenas com "auto tune"). Já não há mais nada, qualquer mensagem, qualidade estética, talento artístico em geral que seja, nada. É possível sobreviver hoje literalmente sendo um nada, uma pura aparência publicitária, um hype com perninhas (Justin Bieber é um exemplar disso).

O empobrecimento é tão agudo e patente que, quando o Bruno Mars lançou "Uptown Funk", eu mal pude acreditar. Mais parecia a invasão de um manancial em meio à extrema secura "artística" atual, com as suas referências, "à moda antiga", de um James Brown, um Prince e um Michael Jackson. Não há praticamente mais nada na música mainstream que ainda valha a pena ser ouvida hoje.
 
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#5
Continua tendo muita coisa boa, o Lupe de Lupe mesmo lançou um álbum sensacional ano passado, mas Funk e Sertanejo Universitário é musica popular. Sempre foi. O ouvido do brasileiro tem que se acostumar com isso mesmo sendo um consenso de que é uma bosta.
 


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#7
Como o @J Simpson Br explicou, a culpa é da internet e seu imediatismo. Mas claro, há o outro lado, onde sem ela seria difícil conhecer artistas indie. Enfim, na minha opinião não é que a qualidade caiu, é que o mercado mudou e deixou pouco espaço pro novo.

A uns anos atrás eu li um artigo que falava justamente sobre isso: Confere aqui
 
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#9
A "era da MTV/Compact Discs" e posteriormente a "era da internet" aceleraram a necessidade de hits, tudo se desgasta mais rápido. Pra fazer boa música, autoral e ao mesmo tempo com potencial de mercado se requer tempo, é impossível nos dias de hoje. Pras empresas é preferível trilhar pelo caminho mais fácil, pegar uma "fórmula", alguém com apelo comercial, falar sobre as mesmas coisas usando quase as mesmas palavras. Um ou outro artista mais autoral surge, mas é mais raro que nos anos 80 e 90 que ainda tiveram um bom número de one hit wonders, a indústria ganha mais ao ter meia dúzia de artistas que repetem essas fórmulas do que tentar vender novos artistas desconhecidos, mesmo que talentosos.

Outra coisa também é que a indústria fonográfica ficou viciada na quebra de tabus, liberdade sexual, questões raciais, religiões e filosofias de vida alternativas (hippies, rock, reggae), drogas, feminismo, androginia, homossexualidade (pop), anarquismo (punk), violência urbana e desigualdade (rap/hip hop), enfim. Hoje isso tudo já está tão comum, não há muitos tabus a serem quebrados na pós modernidade, fica um oco criativo e a única coisa que ainda sobra são os estímulos básicos como o amor, felicidade, sexo, tristeza, traição.
Concordo com você (mas apenas com algumas ressalvas). A imagem, que vemos refletida nos "artistas" atuais, é um flagrante reflexo inequívoco da nossa extrema pobreza atual enquanto sociedade. As músicas populares atuais são mais estúpidas, repetitivas, vulgares, "gratuitas", narcisistas e sem qualquer sentido do que nunca. Sim, nos anos 90 tivemos coisas como o É o Tchan, mas também ainda tínhamos o The Verve passando na MTV, com a ótima Bittersweet Symphony, por exemplo.

Geralmente, hoje, as temáticas ficam em algum lugar entre a "pegação" pura e simplesmente, e uma idealizada (e deslocada) demonstração pública de paixão e "amor", mas como vivemos em tempos ditos "pós-modernos", já o fazemos sem a sua inocência habitual (que ainda havia nos anos 80 e 90). Quando falamos de amor hoje, há sempre um certo quê (ainda que bem dissimulado) de reflexivo narcisismo implícito onde, ainda que só inconscientemente, eu sempre me vejo heroicamente atuar esta aparência (de um "amor sincero e apaixonado em tempos já tão cínicos e desapegados") para a manutenção das boas aparências públicas.

Nós, como bons "pós-modernos" que somos, sinceramente fingimos acreditar, e assim somos "desprevenidamente" pegos (e também vencidos) em nosso próprio game pós-moderno, onde nós brincamos de ingenuamente acreditar em algo em toda a sua inocência (não é simplesmente à toa que os chamados "vídeos de reação" se tornaram a própria tônica do YouTube hoje, nos quais supostamente somos pegos em toda a inocência ingênua e espontânea do nosso ato - já mediados de forma narcisista pela própria câmera que nos filma reagindo "espontaneamente", é claro!). São os estranhos paradoxos do nosso tempo.
 
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#10
A música popular se tornou um "nada", tipo, literalmente mesmo. Sequer precisam mais cantar ao vivo (o fazem apenas com "auto tune"). Já não há mais nada, qualquer mensagem, qualidade estética, talento artístico em geral que seja, nada. É possível sobreviver hoje literalmente sendo um nada, uma pura aparência publicitária, um hype com perninhas (Justin Bieber é um exemplar disso).

O empobrecimento é tão agudo e patente que, quando o Bruno Mars lançou "Uptown Funk", eu mal pude acreditar. Mais parecia a invasão de um manancial em meio à extrema secura "artística" atual, com as suas referências, "à moda antiga", de um James Brown, um Prince e um Michael Jackson. Não há praticamente mais nada na música mainstream que ainda valha a pena ser ouvida hoje.
Pra mim essa música do Mars é uma cópia barata de Zapp and Roger:

 

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