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[Sociedade] Fontes da Pobreza - Honestidade

Goris

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Trabalho numa grande empresa, do ramo da indústria. Ou seja, tenho como colegas pessoas de todas as cepas possíveis, do nerd competente mas socialmente distante ao funkeiro que só fala de mulher e parece grudar nas pessoas com sua carência em falar apenas de mulher.

Nisso, quarta-feira ouvi um papo surreal.

Mas antes, contextualizando... Trabalhamos com Neperiano, jovem, pardo claro e criado em comunidade. Algum tempo atrás ele se separou da namorada que vivia brigando com ele. Aliás, com certa razão, já que ele era meio mulherengo.

Ele começou então a namorar com a menina que ele já pegava enquanto namorava. Nisso a ex passou a chamar ele "sem compromisso". Conservador carola que sou, disse que era péssima ideia, a guria ia armar pra ele terminar com a namorada atual (que parecia ser bem legal e não parecia merecer ser traida) ou engravidar.

"Quem vai engravidar de mim? Não tenho nem onde cair morto!", "Sem falar que a ex entendeu que eu gosto da outra e não vou voltar pra ela...".

Uns meses atrás veio chorando pro trabalho que a ex engravidou dele (torcemos) e ele não sabia o que fazer.

Pois é, se fudeu. Mas não é por causa da sociedade opressora, né? Ele sabia que tava fazendo merda e escolheu assim.

Bom, depois dos conselhos pra não fazer merda foram ignorados, decidiu casar com com a guria pro filho dele não nascer sem pai (ei, louvável isso, ainda mais hoje em dia). Começou a buscar uma casa pra comprar. Sem sucesso. Todas muito acima do que ele pode comprar ou em lugares muito longe pra esposa.

Um tio ofereceu um terreno pequeno, onde poderia construir uma casa pequena. O lote seria dele e mesmo pequena, poderia construir com bases pra aumentar mais um andar.

Mas, a sogra ofereceu pra ele construir nos fundos do quintal dela. Onde não só teria mais espaço, ela (a sogra) poderia cuidar da filha e do neto, todos ficariam próximos... Só vantagem.

De novo, aconselhei a construir no lote do tio, melhor uma casa pequena sua que uma casa grande da sogra. Mas... Tem tanta vantagem construir no quintal da sogra que não seria bobo de gastar numa casa que depois ia ter que vender pra ter espaço.

Bom, eu torço pra ele se dar bem com a esposa, filho e parentes da esposa. Mas a experiência que tive de meus amigos que fizeram o mesmo não é nem um pouco boa.

Independente disso, voltamos ao passado recente.

Eis que Neperiano gastou todo o seu dinheiro na casa, no melhor estilo "eu sabia que devia ter começado menor, mas planejei uma coisa mas fui mudando on the run".

Pegou financiamento na Caixa, banco e cia.

Aí, quarta-feira: "Caras, tô sem grana, mandei o pedreiro embora e eu mesmo tô terminando as paredes. Só chamo ele pro teto e encanamento. Vou aproveitar meu cartão de crédito com limite de 8 mil, mais o da patroa e vou comprar tudo em material, depois é só não pagar, que eu sei que em 5 anos a dívida caduca".

Achei toda a ideia tão descabida que logo falei pra ele que era errado.

"Ah, mas os banqueiros roubam da gente, nada mais justo que a gente tomar de volta deles".

Nisso, outro colega "Cara, tem uma bicicleta X aqui, que vale 3.000 reais. Compra ela pra mim, te dou 1500 em 3 vezes. Já que vc não vai pagar, vai ganhar 1500 no mole".

"Pô, vai pagar os 500 agora? Aceito!"

Erro matemático aparte, mesmo sendo um caso anedótico, mostra de tudo um pouco em algumas das minhas crenças sobre as causas da pobreza no país.

Temos pessoas achando que erros podem ser cometidos que tá de boa. Que se apegam aos erros. Que na opção de fazer o fácil que vai trazer prejuízos na frente ou o difícil que agora é ruim mas traz frutos na frente.

Existe uma desonestidade estrutural, em que pessoas fazem erros de propósito justificando com erros reais ou não de terceiros.

Enfim, Brasil.
 


Katsura_chan

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O Brasil tem problemas óbvios de pobreza e desigualdade. Mas muitos são em parte culpa da própria população. Comodismo e escolhas erradas. Igual com os negros. Realmente existe desigualdade mas muita gente não estuda porque não quer, não trabalha porque não quer. Tem um loteamento onde eu moro com maioria negra. São pobres tem uma penca de filho. Não pegam remédio no posto, se abre curso no bairro não vai ninguém. Se oferece emprego ninguém quer. Vão fazendo 10 filhos que viverão na pobreza que farão filhos que viverão na pobreza. A idiotice no Brasil é condicionada. Compra sem poder pagar, dá calote, faz filho sem dinheiro.
 

Piroclasto

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Lembrei de um caso recente. Um colega do trampo acabou de separar da mulher dele porque ela alegou traição por parte dele. Ele declarou que chegou a trair várias vezes mas o discurso foi como se a mulher fosse a culpada. Pra piorar o cara disse que se a esposa pagasse detetive pra investigar o paradeiro dele que ele ficaria muito puto. Brasileiro é mestre de tornar o errado justificável.
 

m4sk4rinha

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O Brasil tem problemas óbvios de pobreza e desigualdade. Mas muitos são em parte culpa da própria população. Comodismo e escolhas erradas. Igual com os negros. Realmente existe desigualdade mas muita gente não estuda porque não quer, não trabalha porque não quer. Tem um loteamento onde eu moro com maioria negra. São pobres tem uma penca de filho. Não pegam remédio no posto, se abre curso no bairro não vai ninguém. Se oferece emprego ninguém quer. Vão fazendo 10 filhos que viverão na pobreza que farão filhos que viverão na pobreza. A idiotice no Brasil é condicionada. Compra sem poder pagar, dá calote, faz filho sem dinheiro.
Sempre falo que parte do insucesso que muitas vezes se obseerva em comunidades negras é advindo muito mais da cultura deles do que de algum manto invisível de opressão com a raça. Mas obviamente não posso falar muito isso, senão capaz de ser preso. Mas é assim que é.

Brasileiro, de um modo geral, é assim. Você vai numa comunidade formada por imigrantes alemães, Italianos, etc, vê tudo limpinho e organizado, mesmo quando não são ricos tem uma hortinha no quintal, tudo bem cuidadinho, cercas limpas e pintadas, sem lixo, etc. É outra cultura.
 

Katsura_chan

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Sempre falo que parte do insucesso que muitas vezes se obseerva em comunidades negras é advindo muito mais da cultura deles do que de algum manto invisível de opressão com a raça. Mas obviamente não posso falar muito isso, senão capaz de ser preso. Mas é assim que é.

Brasileiro, de um modo geral, é assim. Você vai numa comunidade formada por imigrantes alemães, Italianos, etc, vê tudo limpinho e organizado, mesmo quando não são ricos tem uma hortinha no quintal, tudo bem cuidadinho, cercas limpas e pintadas, sem lixo, etc. É outra cultura.
Exato. Mas grande parte do lixo que o Brasil é hoje é culpa dos brasileiros. A esquerda usa muito esse discurso vitimista. O que acontece na sua vida é culpa das suas escolhas e não da sua raça . Não quer ser preso. Não roube. É muito pobre não tenha filho. Vale para todas as raças. Branco, negro amarelo indio. Existe desigualdade mas eles usam a cor da pele mas justificar as escolhas. " O homem branco malvado que governa é culpado e por culpa da dívida histórica eu tive que ter 10 filhos. E não estudei porque não tive chance. E não por causa da minha escolha errada.. Mimimimi.
 

DanielMF

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Brasil é um país muito difícil mesmo para quem se planeja bem. Imagina para quem não se planeja, ou planeja mal.

O que eu considero uma das causas da crise econômica, é a própria cultura do brasileiro, falta de educação financeira. Compara-se um carro, por exemplo, que não é compatível com a sua renda, gastando absurdos com financiamentos, juros, que naturalmente vão para os bancos. Com isso, perde-se a capacidade aquisitiva para movimentar a economia.

Penso que é reflexo da educação precária. Ressalvados os diversos problemas estruturais que precisam ser corrigidos.
 
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sebastiao coelho neto

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Eu acho que esses tipos de atitudes são inerentes ao mundo ocidental e não somente ao brasileiro. Claro que certas coisas só são possíveis na nossa realidade, como comprar bicicleta em 3x no cartão, mas gente querendo se dar bem é comum em todo mundo.

Agora quanto ao problema conceitual "fontes da pobreza" eu citaria impostos altos. Fica claro que se a bicicleta* fosse mais barata o colega não iria propor tal maracutaia e, acrescentando mais, se os materiais de construção ou os juros de financiamento fossem mais baratos o futuro pai talvez não ficasse no vermelho.


* https://ciclovivo.com.br/arq-urb/mobilidade/70-do-valor-de-uma-bicicleta-e-apenas-imposto/
**
 

Dreamscape

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O Brasil tem problemas óbvios de pobreza e desigualdade. Mas muitos são em parte culpa da própria população. Comodismo e escolhas erradas. Igual com os negros. Realmente existe desigualdade mas muita gente não estuda porque não quer, não trabalha porque não quer. Tem um loteamento onde eu moro com maioria negra. São pobres tem uma penca de filho. Não pegam remédio no posto, se abre curso no bairro não vai ninguém. Se oferece emprego ninguém quer. Vão fazendo 10 filhos que viverão na pobreza que farão filhos que viverão na pobreza. A idiotice no Brasil é condicionada. Compra sem poder pagar, dá calote, faz filho sem dinheiro.
é culpa dos brancos privilegiados :sarcasmo:
 

Goris

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Eu acho que esses tipos de atitudes são inerentes ao mundo ocidental e não somente ao brasileiro. Claro que certas coisas só são possíveis na nossa realidade, como comprar bicicleta em 3x no cartão, mas gente querendo se dar bem é comum em todo mundo.

Agora quanto ao problema conceitual "fontes da pobreza" eu citaria impostos altos. Fica claro que se a bicicleta* fosse mais barata o colega não iria propor tal maracutaia e, acrescentando mais, se os materiais de construção ou os juros de financiamento fossem mais baratos o futuro pai talvez não ficasse no vermelho.


* https://ciclovivo.com.br/arq-urb/mobilidade/70-do-valor-de-uma-bicicleta-e-apenas-imposto/
**
Posso discordar um pouco, amigo Sebastião?

Num país em que famílias paupérrimas recebem Bolsa Família do governo (pago por você, por mim, por todos) e reclamam"Não dá pra comprar nem uma calça de 300 reais" com essa bolsa, você pensa... Adianta dar dinheiro pra comer, pagar aluguel e sobreviver se, basta dar esse dinheiro, vão gastar com supérfluos? Alguns deles que nem mesmo você tem?

Cara, hoje eu não compro calças de 300 reais, imagina em 2011/2012?

Se pessoas que ganham dinheiro porque precisam vão usar pra comprar um produto pra ostentar, porque a cultura deles é essa, acha mesmo que se a bicicleta de 3.000 reais fosse "apenas" 900 o cara ia querer a de 900? Não, ele ia querer a de 3000 (que hoje seria a que custa 10.000!

Tem mesmo que diminuir imposto, parar de roubar da gente e até, perdoe o aparente egoísmo, parar de tirar de mim (que não compro calça de 300) pra dar pra quem diz precisar mais mas gasta comprando calça de 300, sim. Tem que tirar.

Mas a cultura brasileira inteira tem que mudar. Ela é daninha aos próprios brasileiros.
 

sebastiao coelho neto

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Posso discordar um pouco, amigo Sebastião?

Num país em que famílias paupérrimas recebem Bolsa Família do governo (pago por você, por mim, por todos) e reclamam"Não dá pra comprar nem uma calça de 300 reais" com essa bolsa, você pensa... Adianta dar dinheiro pra comer, pagar aluguel e sobreviver se, basta dar esse dinheiro, vão gastar com supérfluos? Alguns deles que nem mesmo você tem?

Cara, hoje eu não compro calças de 300 reais, imagina em 2011/2012?

Se pessoas que ganham dinheiro porque precisam vão usar pra comprar um produto pra ostentar, porque a cultura deles é essa, acha mesmo que se a bicicleta de 3.000 reais fosse "apenas" 900 o cara ia querer a de 900? Não, ele ia querer a de 3000 (que hoje seria a que custa 10.000!

Tem mesmo que diminuir imposto, parar de roubar da gente e até, perdoe o aparente egoísmo, parar de tirar de mim (que não compro calça de 300) pra dar pra quem diz precisar mais mas gasta comprando calça de 300, sim. Tem que tirar.

Mas a cultura brasileira inteira tem que mudar. Ela é daninha aos próprios brasileiros.
Por esse lado você tem razão. Sempre fui muito pragmático quanto a consumo e às vezes esqueço que há outros aspectos que levam uma pessoa a comprar produtos além do uso puro e simples.
 

Baralho

Bam-bam-bam
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Tem dois pontos a considerar: um é o aspecto individual e atemporal.

E outro, sua superação enquanto sociedade, preambulando o que se considera/passou a considerar civilização e estado de desenvolvimento.

Dito isso, segue.

O primeiro fato é que a pobreza é o estado natural. Isso mesmo.

Estar pobre é o estado primeiro, desde quando se nasce, e só a partir daí, os capitais acessórios vão sendo 'carregados'.

Roupas, teto, comida, educação formal, brinquedos, mais instrução formal, educação familiar/espiritual claro, e assim por diante.

Não é nada que o Estado dê, por definição (pois sua função primária não é essa, era a de proteger as comunidades sob a bandeira de um determinado reino).

Mas com o tempo isso foi se degredando.

O segundo fato é o geográfico.

Lugares de clima quente tendem a oferecer condições desfavoráveis ao desenvolvimento intelectual e lugares frios , meio que 'peneiram' quem se adapta e quem não se adaptar é carta fora do baralho.

Com o domínio da escrita, das armas, e da industrialização, se tem consolidada na história contemporânea a liderança do modelo europeu/ocidental de civilização.

Passaram os modelos egípcio, mongol, fenício, helênico, romano, turco-otomano e de uns 500 anos até hoje, é o modelo europeu que serve de baliza para o desenvolvimento das nações.
 

Cafetão Chinês

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Bom, vou colocar um ponto de vista um pouco diferente das respostas dadas até aqui (que envolvem cultura, educação, geografia, etc).

Sei que vai soar como um clichê (o ancap criticando o estado malvadão), mas uma parte disso é fruto da cultura de consumo irresponsável que as políticas keynesianas dos governos petistas trouxeram para a população.
O governo, ao incentivar o crédito descontrolado subsidiando essas medidas, fez com que toda a população se endividasse. E isso ainda criou o efeito didático errado, pois sempre havia o crédito para socorre-los, e se acostumaram com isso. Essa é uma prática bastante comum em países subdesenvolvidos que adotam essas medidas desenvolvimentistas (o que em economia dá se o nome de boom and bust). A população passa a consumir descontroladamente (o pobre anda de avião e matricula o filho na universidade), até uma hora que a conta chega (e ela chega).

Vai demorar alguns anos até que essas políticas nefastas caduquem. E também com que as pessoas, após sofrerem as consequências, passem de novo a poupar ao invés de apenas consumir de forma irresponsável.

A cultura também pode ter a sua parcela de culpa
(quanto mais moral é uma cultura, menores as chances de calotes); mas ao meu ver, ela não foi nem de longe a mais relevante para esse tipo de prática se normalizasse. Sinto que na época dos nossos pais/avós, as pessoas no Brasil eram muito mais poupadoras e prudentes.
 
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Cafetão Chinês

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O segundo fato é o geográfico.

Lugares de clima quente tendem a oferecer condições desfavoráveis ao desenvolvimento intelectual e lugares frios , meio que 'peneiram' quem se adapta e quem não se adaptar é carta fora do baralho.

Com o domínio da escrita, das armas, e da industrialização, se tem consolidada na história contemporânea a liderança do modelo europeu/ocidental de civilização.

Passaram os modelos egípcio, mongol, fenício, helênico, romano, turco-otomano e de uns 500 anos até hoje, é o modelo europeu que serve de baliza para o desenvolvimento das nações.
Olha, esse foi uma tese proposta por Adam Smith em a Riqueza das Nações.
Na época dele, se tratava de uma realidade incontestável. Porém hoje temos para nos dar esperança a Austrália, Nova Zelândia e Cingapura com climas quentes durante todo o ano e em áreas tropicais. E também temos a Califórnia, a Flórida e o Texas (entre os estados mais quentes dos EUA e riquíssimos).
 

Ron Swanson

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até hoje não consigo entender Muitos filhos = falta de instrução

não precisa de escolaridade nem instrução paterna pra entender que é insustentável. É completo descaso e irresponsabilidade do momento achando q não vai dar em nada e acaba dando.

Nada me convence que que não é simplesmente descaso+irresponsabilidade pelos seus atos+cabeça de baixo ditando mais forte que a cabeça de cima

sabem que é complicado. Sentem na pele o q é tentar manter 3 filhos com um salário mínimo mas mesmo assim em 5 anos tem 6 filhos. Sabem plenamente q estão MAIS fodidos mas metem o sétimo.. "pra dar sorte" né?

custo a acreditar que é falta de alguém falar "vai ficar caro hein amigo, vc não da conta com o q ganha"
 

Goris

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Por esse lado você tem razão. Sempre fui muito pragmático quanto a consumo e às vezes esqueço que há outros aspectos que levam uma pessoa a comprar produtos além do uso puro e simples.
Até me casar conseguia ser bem pragmático tbm. Mas deixa isso pra lá.

A cultura ostentação, que era super malvista 20 anos atrás (sempre houve pessoas que preferiam ter sem poder, mas a sociedade parecia ver com maus olhos e isso inibia muita gente, hoje tudo mudou - a sociedade diz ver com maus olhos, mas gerar inveja parece ter se tornado cool) e hoje é até um fenómeno social, exatamente dos mais pobres que acham atraente ter produtos caros como forma de se sobressair.

Tem gente que aluga iPhones (ou compra quebrado, clone, etc) pra mostrar que tem dinheiro. Isso é novidade? Claro que não. Quando eu era jovem um de meus amigos ia pra balada com chave de carro importado (mesmo que o carro dele fosse um gol) e usava isso pra pegar mulher. Mas todos nós achávamos graça, era bobagem e as gurias que ele pegava nunca iam além da porta do clube....
 

Goris

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Tem dois pontos a considerar: um é o aspecto individual e atemporal.

E outro, sua superação enquanto sociedade, preambulando o que se considera/passou a considerar civilização e estado de desenvolvimento.

Dito isso, segue.

O primeiro fato é que a pobreza é o estado natural. Isso mesmo.

Estar pobre é o estado primeiro, desde quando se nasce, e só a partir daí, os capitais acessórios vão sendo 'carregados'.

Roupas, teto, comida, educação formal, brinquedos, mais instrução formal, educação familiar/espiritual claro, e assim por diante.

Não é nada que o Estado dê, por definição (pois sua função primária não é essa, era a de proteger as comunidades sob a bandeira de um determinado reino).

Mas com o tempo isso foi se degredando.
Concordo com essa visão.

Mas ela é extremamente difícil de se explicar (não de explicar mas de se fazer aceitar) para a grande parte das pessoas.


O segundo fato é o geográfico.

Lugares de clima quente tendem a oferecer condições desfavoráveis ao desenvolvimento intelectual e lugares frios , meio que 'peneiram' quem se adapta e quem não se adaptar é carta fora do baralho.

Com o domínio da escrita, das armas, e da industrialização, se tem consolidada na história contemporânea a liderança do modelo europeu/ocidental de civilização.

Passaram os modelos egípcio, mongol, fenício, helênico, romano, turco-otomano e de uns 500 anos até hoje, é o modelo europeu que serve de baliza para o desenvolvimento das nações.
Na verdade essa é uma explicação beeeem antiga, mas meio que não é muito correta.

É igual a explicação racial, muito famosa nos anos 1850-1950, por ela havia raças mais aptas e raças menos aptas.

Servia de justificativa e explicação simples. A Inglaterra era rica porque a "raça inglesa" era mais apta que a "raça italiana", que era mais apta que a "raça eslava", que era mais apta que "raça latina", que era mais apta que a "raça amarela", que era mais apta que a "raça negra".

Sem mimimi esqueridista, mas isso justificava todo tipo de política regressiva, desde "não vamos investir na educação de nossa população negra, já que não são capazes de aprender" até "Tem um negro e um branco acusados de um crime, claro que foi o negro, essa é a natureza deles".

Hoje, japoneses e chineses são conhecidos por serem mais inteligentes que a média, brancos são desse gênios a medíocres, negros não são mais burros que brancos, eslavos são os europeus que não vão ser estuprados por islâmicos.... Ou seja, era uma teoria fácil, que com Cherry Picking vc confirmava fácil naquela época (1850-1950).

A ideia do determinismo geográfico é basicamente a mesma coisa. Depois de Hitler mostrar que explicações racistas não eram legais (na verdade já ate existiam antes disso), tinham que explicar porque a Inglaterra era rica, Itália era mais ou menos, Japão era Ok, Brasil uma droga e Congo um atraso.

Aí veio a explicação geográfica.

A Inglaterra, fria, as pessoas se adaptam mais e se tornam mais bem sucedidas. No Brasil quente, as pessoas ficam com preguiça, não trabalham tanto e nem pensam muito. No Congo, pior ainda.

É uma explicação simples e fácil de compartilhar.

Aí, já citaram Austrália. O Brasil que deu certo. Não citaram a Rússia, o Brasil onde trocaram calor por frio. Já aí começa a ruir a teoria.

Mas basta pensar. Quantos descendentes de europeus vivem no Brasil, chegando aqui tão sem nada quanto os escravos. Eles (os descendentes) não passaram automaticamente a ser preguiçosos e burros. E viviam no mesmo calor que os ex-escravos negros.

Pois é. Opa, ainda dá pra botar na mesma situação (o Caso do Brasil) pra juntar a teoria racial e geográfica. Os imigrantes europeus que chegaram aqui em 1880 hoje são industriais, empresários, altos funcionários públicos, enquanto os negros que aqui viviam em 1880 são favelados, empacotadores, entregadores...

Mas não é o fato.

Os europeus que aqui chegaram, sem nada, tinham a cultura européia. Os africanos, nem a cultura africana tinham, tinham a cultura de escravos. Um europeu ensinava sua língua e alfabetizava seus filhos, ensinavam a empreender. Como resultado, os imigrantes em duas gerações eram mais ricos e bem sucedidos até que os brasileiros brancos - e isso gerava rage na época - e os negros libertos não tinham acesso a alfabetização (muitas vezes nem entendiam o quanto era importante, basta ver que os poucos que se alfabetizavam na época se destacavam) e tampouco sabiam empreender, sabiam vender sua mão de obra e só. Então nada além de ser mão de obra era repassada às novas gerações e, ainda hoje, grande parte dos negros eram pobres.

São 3 da manhã e não tá muito lapidada a explicação, mas a lógica meio que é essa.
 

Harold_Finch

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Ano passado eu vi essa história e achei interessante:

O abismo dentro de São Paulo que separa Kimberly e Mariana



Kimberly Cristina Barbosa e Mariana Grimaldi, ambas com 15 anos, moram a meros 10 quilômetros uma da outra, em São Paulo. A distância física não é das maiores, podendo ser percorrida de carro em menos de 30 minutos. No entanto, um abismo social separa os bairros de Paraisópolis (zona sul) e Perdizes (zona oeste), onde moram as duas jovens, respectivamente. Mariana estuda no Colégio São Luís, na região da avenida Paulista, um dos mais tradicionais da capital e com uma mensalidade que ultrapassa os quatro dígitos. Já Kimberly estuda na Escola Estadual Professora Etelvina Góes Marcucci, colada na favela onde mora. A jovem nunca foi até a Paulista. E Mariana nunca esteve em uma favela. Suas vidas e rotinas retratam os dados do Mapa da Desigualdade 2018, divulgado nesta quarta-feira pela Rede Nossa São Paulo.

Vila Andrade, onde está localizada a comunidade de Paraisópolis, lidera o ranking de distritos com mais favelas de acordo com o Mapa, tendo quase 50% das moradias em situação irregular. A casa de Kimberly é uma delas: a residência de dois quartos e um banheiro abriga oito pessoas, sendo cinco irmãos e irmãs, uma tia e sua mãe. “Perdi o contato com ele quando tinha quatro anos de idade, minha mãe acha que ele não seria boa influência”, explica. Perdizes, onde Mariana mora, está na outra ponta do indicador com 0% de domicílios favelizados. Ela divide um apartamento de quatro quartos, ao lado da estação Vila Madalena, com três pessoas: seus pais e um irmão mais velho. O cômodo que sobra foi transformado em um escritório.

O dia a dia das jovens também é diferente. Kimberly sai da escola depois de meio dia e vai direto para casa, onde ajuda no preparo do almoço e se encarrega de arrumar a casa. “Eu até consigo fazer o dever de casa, mas essas tarefas domésticas tomam uma parte do meu tempo”, diz. “Mexer no celular e assistir TV toma o resto”, confessa. Ela gostaria de estudar inglês, mas não faz nenhum curso ou atividade extracurricular após o término das aulas. Já Mariana fica no colégio até depois de 20h estudando, fazendo inglês, praticando esportes ou simplesmente matando tempo com as amigas, com quem costuma ir ao shopping ao lado para almoçar ou na padaria para repassar o conteúdo aprendido nas aulas. “Podemos ficar lá até tarde. Tem muita quadra, então, independente de pagar para fazer aula, posso pegar uma bola e jogar com as pessoas. Faço handebol e participo de competições entre colégios, mas também já fiz basquete e vôlei", conta ela, que chega à escola de carro com o pai. Depois, pega a linha 2-verde do metrô na estação Consolação (centro) e anda mais duas paradas até a de Vila Madalena. "Mas em casa fico só de noite, não tem muita coisa para fazer lá”.

A renda das duas famílias também está em polos opostos. Segundo o Mapa da Desigualdade, enquanto Perdizes tem uma taxa de 4,5 pessoas em emprego formal por dez habitantes (na população economicamente ativa), na Vila Andrade este número cai quase pela metade: 2,3 pessoas empregadas formalmente em cada dez, o que explica a disparidade entre as famílias. A mãe e a tia de Kimberly estão desempregadas, obrigando a família a se virar para conseguir sobreviver. “Atualmente dependemos de Bolsa Família e de uma pensão do pai de um dos meus irmãos”, conta a jovem, que já passou por dois empregos como balconista de sorveteria e vendedora em um mercado. No último não durou muito: “Perdi a chave do trabalho”, conta, para risos dos colegas da escola. “Mas preciso voltar a trabalhar”, diz.

A situação da família de Mariana é mais confortável. "Meu pai é perito em uma fábrica e minha mãe trabalha na Nokia. Os dois são engenheiros elétricos, começam a trabalhar de manhã e só terminam à noite", conta. Aliás, o trabalho de sua mãe lhe dá direito a um plano de saúde do hospital Albert Einstein. Uma empregada doméstica cozinha e faz faxina todos os dias, de segunda a sexta-feira, para que quando a família chegue em casa depois de um dia inteiro de trabalho e estudos haja comida pronta e tudo esteja organizado. Por ser um casal bastante ocupado, tanto a garota como seu irmão, que está prestes a terminar o ensino médio, sempre ficaram na escola durante todo o dia, desde os primeiros meses de vida.

A desigualdade também se faz presente no acesso à cultura e ao esporte. Perdizes ocupa a 24ª colocação quando o assunto é centros culturais, casas e espaços de cultura, mas Mariana também transita por bairros como Sé, Pinheiros, Bela Vista, Consolação, República ou Jardim Paulista. Os seis bairros ocupam, nessa ordem, as seis primeiras posições da lista. Estes e outros lugares da zona oeste e do centro também são os que mais possuem museus, cinemas, teatros, salas de concerto ou equipamentos culturais públicos, segundo o Mapa. Só na região da Paulista, onde Mariana estuda, estão o Instituto Moreira Salles, o MASP, um SESC, quatro cinemas, entre outros espaços. “A minha mãe leva a gente em museus e musicais no teatro”, conta Mariana. "Mas vou mais ao cinema, porque o shopping Bourbon é do lado de casa".

Já a Vila Andrade ocupa a 79ª posição no ranking de centros culturais, casas e espaços de cultura. O distrito de Kimberly também é o pior da cidade em número total de equipamentos esportivos. “O lazer que temos é jogar bola na quadra, os bailes funk na rua, que minha mãe deixa eu ir uma vez por mês, e o pagode”, conta a adolescente, que raramente sai de Paraisópolis.

Mesmo com pouco dinheiro, Kimberly sonha em se tornar “aeromoça ou administradora de empresas”. Ela sabe, no entanto, que o caminho será duro. “No momento eu me contentaria em conseguir pagar um curso de inglês, porque sei que isso é importante para minha formação”, explica. Para ela, seu futuro pode estar fora do bairro onde nasceu e cresceu. “Quero sair de Paraisópolis. Nenhuma menina que eu conheço conseguiu ter um futuro ficando aqui”, diz, mencionando as várias amigas do bairro que tiveram que abandonar os estudos após gravidez indesejada. Vila Andrade tem uma das maiores taxas de gravidez na adolescência da capital: são 11,45 por 100.000 habitantes. Perdizes tem apenas 1,82. “No meu colégio nunca vi ninguém ficar grávida. A irmã de uma amiga teve filho aos 17 anos, mas é o único caso que conheço”, conta Mariana.

A garota, que é boa em matemática e física e sempre passa sem recuperação no colégio, deseja estudar engenharia na USP depois de terminar o colégio. Mas antes, na metade do terceiro ano, pretende fazer um intercâmbio de um ano para os Estados Unidos, igual ao que seu irmão fez, e se formar lá. “E aí na volta eu faço seis meses de cursinho”, planeja. Enquanto essa hora não chega, aproveita seu tempo para ir com os amigos a festas e restaurantes, passar alguns fins de semana no chalé que sua família possui em Araçariguama, no interior do Estado, viajar nas férias —em julho esteve em Paris por alguns dias—, praticar corrida de rua com seus pais ou, mais raramente, andar de bicicleta e fazer piquenique no parque Villa-Lobos.

Outra de suas rotinas é comer pizza às sextas-feiras na casa de sua avó, que tem 75 anos. Até isso é um reflexo do lugar onde vive: enquanto na zona oeste de São Paulo a expectativa de vida pode facilmente ultrapassar os 80 anos —em Perdizes, a média é de 80,50—, em bairros da periferia nem sempre se vive muito. Em Vila Andrade, onde Kimberly mora, a idade média de óbitos é de 65,56. A média mais baixa é de Cidade Tiradentes, 58,45 anos. Na mesma São Paulo.


Lacração: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/11/27/politica/1543348031_337221.html

Tinha visto isso ano passado no fórum Hardmob e achei essa resposta sensacional, do user Sganza:

Um pequeno conto. quem tiver paciência, acompanhe:

Façamos uma regressão de 118 anos:

O trisavô de Mariana chega ao Brasil, em São Paulo, aos 20 anos. Analfabeto, agricultor e não sabe falar português. Arruma um emprego em uma mercearia por R$1000 mensais (valor atualizado do salário).

O Quinto avô de Kimberly tbm chega a São Paulo. Analfabeto, agricultor, se comunica mal. Arruma um emprego em uma mercearia por R$1000 mensais.

O trisavô de Mariana conhece uma garota. Moça bonita, nova, cheia de energia. Ele coloca ela para trabalhar junto na Mercearia. Ambos sozinhos na cidade, mas refreiam a vontade de fazer loucuras. Casam-se após 3 anos, depois de terem juntado algum dinheiro. Dão entrada num pequeno imóvel de 3 cômodos e pagam o resto pelos próximos 10 anos. Aos 26 anos, tem seu primeiro filho. Após 2 anos, outro. Já com a pequena casa quitada, tem mais 2 filhos.

O quinto avô de Kimberly conhece uma garota. Moça bonita, nova, cheia de energia. Ele coloca ela para trabalhar junto na Mercearia. A paixão é forte, se casam e vão morar junto num cortiço, sem planejar muito. Após 9 meses, o primeiro filho. As despesas com o filho são maiores que imaginavam. Até conseguiriam guardar algum dinheiro, já que o cortiço é barato, mas os filhos começam a aparecer um atrás do outro. No quarto filho, a esposa precisa parar de trabalhar. Fica mais apertado ainda. Ainda assim, os filhos se seguem. Ao todo, são 12. Quando a situação fica insustentável, invadem um terreno na periferia da cidade e constroem um barraco. A coisa melhora um pouco, todos conseguem ser criados.

Em 1920, o bisavô de Mariana tem 14 anos. Vai a escola pública e estuda. Assim como os outros três irmãos, consegue terminar o ensino fundamental e partem para o trabalho, já que as contas estão apertadas em casa. Sabe ler e escrever bem, domina as operações básicas de matemática com certa tranquilidade. Começa a trabalhar aos 15 anos na mercearia. Aos 18 anos, já se torna encarregado do local e homem de confiança de Joaquim, o dono. O salário não é muito, R$1900 mensais, mas ele se planeja e pouca no que pode. Seu pai lhe ajuda um pouco, da mesma forma que ajuda os outros 3 irmãos. O salário e a ajuda é pouco, mas, ao longo de 15 anos de trabalho e economias, ele consegue quitar seu primeiro imóvel.

Em 1920, o tetravô de Kimberly tem 18 anos. Estudou apenas 2 anos. Eram muitos filhos e pouco dinheiro, escolar era luxo. Sabe escrever o nome. Conhece uma garota. Moça bonita, nova, cheia de energia. Casa-se e após 1 ano tem o primeiro filho. Vai trabalhar na mercearia. Tenta o cargo de encarregado, mas é preciso saber fazer contas e ler e escrever. Vai pra função de repositor de estoque, por R$1100. Seu pai não consegue lhe ajudar, pois ainda 11º filho acabou de nascer, e ainda virá outro.

Em 1936, um abalo na família: o quinto avô Kimberly e o trisavô de Mariana morrem.

A pequena casa do trisavô de Mariana é dividida entre os 4 filhos. Valor de R$120k. O bisavô de Mariana, nessa altura, aos 30 anos, já com uma pequena casa de 3 cômodos quitada, resolve pegar sua parte e comprar 2 terrenos em frente. Está exatamente com 30 anos de idade, e resolve ter o primeiro de 2 filhos.

O terreno invadido do quinto avô de Kimberly acabou valorizando, com o avanço da cidade. Conseguiram R$200k por ele. Contudo, foi dividido em 12 pessoas. O tetravô de Kimberly colocou as contas em dia, terminou a criação do filho caçula e deu uma grande festa de natal para a família. Nessa época, o trisavô de Kimberly já tinha 17 anos, foi o primogênito de 8 filhos. O tetravô, ainda sabia escrever apenas o nome e continuava como repositor de estoque. Nesse mesmo ano, o trisavô de Kimberly se casa e tem o primeiro filho. Sabe ler e escrever, sabe fazer as operações básicas.

Nos anos 50, nasce o avô de Mariana. O pai possui casa própria e reserva financeira básica, além dos terrenos. O avô consegue ir até o ensino técnico, tudo em escola pública, assim como seu único irmão. Já não passa necessidades ao longo da vida, como as gerações anteriores.

Nos anos 50, nasce o bisavô de Kimberly. Aos 19 anos, com ensino fundamental completo, resolve se apossar de um terreno, assim como seu avô fizera. Dá certo. Trabalha como encarregado da mercearia, mas o salário é pouco pra criar 7 filhos.

O ano de 1988 é de grande alegria. O pai de Mariana é o primeiro da família a se formar em uma universidade. Tem apenas 22 anos. Seu avô, contudo, já tinha lhe reservado um grande presente: um dos terrenos que havia adquirido, no qual acabara construindo uma casa ao longo da vida, seria dado de presente a ele, já que possuia apenas 4 netos. Parece muita coisa, mas a realidade mudou: a escola pública já não funcionava, a saúde também não. Ganhava relativamente bem, mas não era hora de ter filhos. Fez um bom colchão financeiro, investiu. O pai de Mariana vende o imóvel e adquiri um maior após alguns anos, já poussui carro e aplicações. Vai morar com sua esposa. Aos 35 anos, decide ter Mariana, sua única filha. Ganha relativamente bem. Mas, além de pagar altos impostos, gasta R$4000 apenas com a escola da filha. É impossível ter outra.

Em 1988, um ano trágico para o avô de Kimberly: ele é preso, após roubar uma padaria. O pai de Kimberly tem apenas 10 anos e mais 5 irmãos. O terreno invadido do avô fora vendido há muito tempo mas o dinheiro se dissipara entre dezenas de netos. Não há suporte entre os familiares. Invadem outro terreno, em uma favela em crescimento. Um dos tios de Kimberly se envolve com o tráfico e é morto. A educação pública é ruim, mas o pai de Kimberly tenta seguir nos estudos. Não chega a terminal o ensino médio, pq conhece uma jovem de 14 anos no baile funk, e acaba a engravidando. Tem mais 5 filhos com ela.

2018:
Mariana mora em um bairro bom em São Paulo, estuda em escola particular e tem um bom plano de saúde. É filha única e não tem primos. Pretende fazer universidade, e, se muito, ter 1 filho. Os ascendentes de Mariana, nos últimos 100 anos, compraram 6 imóveis, pagaram centenas de mensalidades escolares e centenas de mensalidades de plano de saúde. Ainda assim, pagam impostos altos. Nunca foram presos ou se envolveram com violência.

Kimberly mora mora na periferia. Estuda em escola pública. Seu sonho é conhecer o príncipe encantado e sair de casa o quanto antes, daquele inferno cheio de pessoas que usam drogas e bebem. Aos 19 anos terá o primeiro dos 4 filhos. Nunca sairá da favela. Seus ascendentes diretos invadiram 3 propriedades e se apropriaram delas. Tem um avô que foi preso, assim como 3 tios. Cinco primos se envolveram com drogas, 2 já estão mortos. Nunca precisou pagar mensalidades, usa o que o governo dá, ainda ganha bolsa pra ajuda, tanto de instituições como governamental. Ainda assim, não parece ser suficiente.



Enfim, tirar a foto é fácil.
Quero ver contar a história toda.

Se Kimberly tiver juízo, em 50 anos ela muda o destino da família dela.
Dificilmente ela vai conseguir atingir o patamar de conforto financeiro que Mariana durante a vida. Afinal, foram 100 anos de escolhas que determinaram as diferenças. Mas boas escolhas fazem um futuro melhor. Ninguém sai da lama e vai ao trono em 30 anos, isso não existe. Mas a pessoa ao menos sai da lama, com toda certeza. Quem sabe o filho ou o neto chegará ao trono, se persistirem no mesmo caminho.


 
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Goris

Ei mãe, 500 pontos!
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Ano passado eu vi essa história e achei interessante:

O abismo dentro de São Paulo que separa Kimberly e Mariana



Kimberly Cristina Barbosa e Mariana Grimaldi, ambas com 15 anos, moram a meros 10 quilômetros uma da outra, em São Paulo. A distância física não é das maiores, podendo ser percorrida de carro em menos de 30 minutos. No entanto, um abismo social separa os bairros de Paraisópolis (zona sul) e Perdizes (zona oeste), onde moram as duas jovens, respectivamente. Mariana estuda no Colégio São Luís, na região da avenida Paulista, um dos mais tradicionais da capital e com uma mensalidade que ultrapassa os quatro dígitos. Já Kimberly estuda na Escola Estadual Professora Etelvina Góes Marcucci, colada na favela onde mora. A jovem nunca foi até a Paulista. E Mariana nunca esteve em uma favela. Suas vidas e rotinas retratam os dados do Mapa da Desigualdade 2018, divulgado nesta quarta-feira pela Rede Nossa São Paulo.

Vila Andrade, onde está localizada a comunidade de Paraisópolis, lidera o ranking de distritos com mais favelas de acordo com o Mapa, tendo quase 50% das moradias em situação irregular. A casa de Kimberly é uma delas: a residência de dois quartos e um banheiro abriga oito pessoas, sendo cinco irmãos e irmãs, uma tia e sua mãe. “Perdi o contato com ele quando tinha quatro anos de idade, minha mãe acha que ele não seria boa influência”, explica. Perdizes, onde Mariana mora, está na outra ponta do indicador com 0% de domicílios favelizados. Ela divide um apartamento de quatro quartos, ao lado da estação Vila Madalena, com três pessoas: seus pais e um irmão mais velho. O cômodo que sobra foi transformado em um escritório.

O dia a dia das jovens também é diferente. Kimberly sai da escola depois de meio dia e vai direto para casa, onde ajuda no preparo do almoço e se encarrega de arrumar a casa. “Eu até consigo fazer o dever de casa, mas essas tarefas domésticas tomam uma parte do meu tempo”, diz. “Mexer no celular e assistir TV toma o resto”, confessa. Ela gostaria de estudar inglês, mas não faz nenhum curso ou atividade extracurricular após o término das aulas. Já Mariana fica no colégio até depois de 20h estudando, fazendo inglês, praticando esportes ou simplesmente matando tempo com as amigas, com quem costuma ir ao shopping ao lado para almoçar ou na padaria para repassar o conteúdo aprendido nas aulas. “Podemos ficar lá até tarde. Tem muita quadra, então, independente de pagar para fazer aula, posso pegar uma bola e jogar com as pessoas. Faço handebol e participo de competições entre colégios, mas também já fiz basquete e vôlei", conta ela, que chega à escola de carro com o pai. Depois, pega a linha 2-verde do metrô na estação Consolação (centro) e anda mais duas paradas até a de Vila Madalena. "Mas em casa fico só de noite, não tem muita coisa para fazer lá”.

A renda das duas famílias também está em polos opostos. Segundo o Mapa da Desigualdade, enquanto Perdizes tem uma taxa de 4,5 pessoas em emprego formal por dez habitantes (na população economicamente ativa), na Vila Andrade este número cai quase pela metade: 2,3 pessoas empregadas formalmente em cada dez, o que explica a disparidade entre as famílias. A mãe e a tia de Kimberly estão desempregadas, obrigando a família a se virar para conseguir sobreviver. “Atualmente dependemos de Bolsa Família e de uma pensão do pai de um dos meus irmãos”, conta a jovem, que já passou por dois empregos como balconista de sorveteria e vendedora em um mercado. No último não durou muito: “Perdi a chave do trabalho”, conta, para risos dos colegas da escola. “Mas preciso voltar a trabalhar”, diz.

A situação da família de Mariana é mais confortável. "Meu pai é perito em uma fábrica e minha mãe trabalha na Nokia. Os dois são engenheiros elétricos, começam a trabalhar de manhã e só terminam à noite", conta. Aliás, o trabalho de sua mãe lhe dá direito a um plano de saúde do hospital Albert Einstein. Uma empregada doméstica cozinha e faz faxina todos os dias, de segunda a sexta-feira, para que quando a família chegue em casa depois de um dia inteiro de trabalho e estudos haja comida pronta e tudo esteja organizado. Por ser um casal bastante ocupado, tanto a garota como seu irmão, que está prestes a terminar o ensino médio, sempre ficaram na escola durante todo o dia, desde os primeiros meses de vida.

A desigualdade também se faz presente no acesso à cultura e ao esporte. Perdizes ocupa a 24ª colocação quando o assunto é centros culturais, casas e espaços de cultura, mas Mariana também transita por bairros como Sé, Pinheiros, Bela Vista, Consolação, República ou Jardim Paulista. Os seis bairros ocupam, nessa ordem, as seis primeiras posições da lista. Estes e outros lugares da zona oeste e do centro também são os que mais possuem museus, cinemas, teatros, salas de concerto ou equipamentos culturais públicos, segundo o Mapa. Só na região da Paulista, onde Mariana estuda, estão o Instituto Moreira Salles, o MASP, um SESC, quatro cinemas, entre outros espaços. “A minha mãe leva a gente em museus e musicais no teatro”, conta Mariana. "Mas vou mais ao cinema, porque o shopping Bourbon é do lado de casa".

Já a Vila Andrade ocupa a 79ª posição no ranking de centros culturais, casas e espaços de cultura. O distrito de Kimberly também é o pior da cidade em número total de equipamentos esportivos. “O lazer que temos é jogar bola na quadra, os bailes funk na rua, que minha mãe deixa eu ir uma vez por mês, e o pagode”, conta a adolescente, que raramente sai de Paraisópolis.

Mesmo com pouco dinheiro, Kimberly sonha em se tornar “aeromoça ou administradora de empresas”. Ela sabe, no entanto, que o caminho será duro. “No momento eu me contentaria em conseguir pagar um curso de inglês, porque sei que isso é importante para minha formação”, explica. Para ela, seu futuro pode estar fora do bairro onde nasceu e cresceu. “Quero sair de Paraisópolis. Nenhuma menina que eu conheço conseguiu ter um futuro ficando aqui”, diz, mencionando as várias amigas do bairro que tiveram que abandonar os estudos após gravidez indesejada. Vila Andrade tem uma das maiores taxas de gravidez na adolescência da capital: são 11,45 por 100.000 habitantes. Perdizes tem apenas 1,82. “No meu colégio nunca vi ninguém ficar grávida. A irmã de uma amiga teve filho aos 17 anos, mas é o único caso que conheço”, conta Mariana.

A garota, que é boa em matemática e física e sempre passa sem recuperação no colégio, deseja estudar engenharia na USP depois de terminar o colégio. Mas antes, na metade do terceiro ano, pretende fazer um intercâmbio de um ano para os Estados Unidos, igual ao que seu irmão fez, e se formar lá. “E aí na volta eu faço seis meses de cursinho”, planeja. Enquanto essa hora não chega, aproveita seu tempo para ir com os amigos a festas e restaurantes, passar alguns fins de semana no chalé que sua família possui em Araçariguama, no interior do Estado, viajar nas férias —em julho esteve em Paris por alguns dias—, praticar corrida de rua com seus pais ou, mais raramente, andar de bicicleta e fazer piquenique no parque Villa-Lobos.

Outra de suas rotinas é comer pizza às sextas-feiras na casa de sua avó, que tem 75 anos. Até isso é um reflexo do lugar onde vive: enquanto na zona oeste de São Paulo a expectativa de vida pode facilmente ultrapassar os 80 anos —em Perdizes, a média é de 80,50—, em bairros da periferia nem sempre se vive muito. Em Vila Andrade, onde Kimberly mora, a idade média de óbitos é de 65,56. A média mais baixa é de Cidade Tiradentes, 58,45 anos. Na mesma São Paulo.


Lacração: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/11/27/politica/1543348031_337221.html

Tinha visto isso ano passado no fórum Hardmob e achei essa resposta sensacional, do user Sganza:

Um pequeno conto. quem tiver paciência, acompanhe:

Façamos uma regressão de 118 anos:

O trisavô de Mariana chega ao Brasil, em São Paulo, aos 20 anos. Analfabeto, agricultor e não sabe falar português. Arruma um emprego em uma mercearia por R$1000 mensais (valor atualizado do salário).

O Quinto avô de Kimberly tbm chega a São Paulo. Analfabeto, agricultor, se comunica mal. Arruma um emprego em uma mercearia por R$1000 mensais.

O trisavô de Mariana conhece uma garota. Moça bonita, nova, cheia de energia. Ele coloca ela para trabalhar junto na Mercearia. Ambos sozinhos na cidade, mas refreiam a vontade de fazer loucuras. Casam-se após 3 anos, depois de terem juntado algum dinheiro. Dão entrada num pequeno imóvel de 3 cômodos e pagam o resto pelos próximos 10 anos. Aos 26 anos, tem seu primeiro filho. Após 2 anos, outro. Já com a pequena casa quitada, tem mais 2 filhos.

O quinto avô de Kimberly conhece uma garota. Moça bonita, nova, cheia de energia. Ele coloca ela para trabalhar junto na Mercearia. A paixão é forte, se casam e vão morar junto num cortiço, sem planejar muito. Após 9 meses, o primeiro filho. As despesas com o filho são maiores que imaginavam. Até conseguiriam guardar algum dinheiro, já que o cortiço é barato, mas os filhos começam a aparecer um atrás do outro. No quarto filho, a esposa precisa parar de trabalhar. Fica mais apertado ainda. Ainda assim, os filhos se seguem. Ao todo, são 12. Quando a situação fica insustentável, invadem um terreno na periferia da cidade e constroem um barraco. A coisa melhora um pouco, todos conseguem ser criados.

Em 1920, o bisavô de Mariana tem 14 anos. Vai a escola pública e estuda. Assim como os outros três irmãos, consegue terminar o ensino fundamental e partem para o trabalho, já que as contas estão apertadas em casa. Sabe ler e escrever bem, domina as operações básicas de matemática com certa tranquilidade. Começa a trabalhar aos 15 anos na mercearia. Aos 18 anos, já se torna encarregado do local e homem de confiança de Joaquim, o dono. O salário não é muito, R$1900 mensais, mas ele se planeja e pouca no que pode. Seu pai lhe ajuda um pouco, da mesma forma que ajuda os outros 3 irmãos. O salário e a ajuda é pouco, mas, ao longo de 15 anos de trabalho e economias, ele consegue quitar seu primeiro imóvel.

Em 1920, o tetravô de Kimberly tem 18 anos. Estudou apenas 2 anos. Eram muitos filhos e pouco dinheiro, escolar era luxo. Sabe escrever o nome. Conhece uma garota. Moça bonita, nova, cheia de energia. Casa-se e após 1 ano tem o primeiro filho. Vai trabalhar na mercearia. Tenta o cargo de encarregado, mas é preciso saber fazer contas e ler e escrever. Vai pra função de repositor de estoque, por R$1100. Seu pai não consegue lhe ajudar, pois ainda 11º filho acabou de nascer, e ainda virá outro.

Em 1936, um abalo na família: o quinto avô Kimberly e o trisavô de Mariana morrem.

A pequena casa do trisavô de Mariana é dividida entre os 4 filhos. Valor de R$120k. O bisavô de Mariana, nessa altura, aos 30 anos, já com uma pequena casa de 3 cômodos quitada, resolve pegar sua parte e comprar 2 terrenos em frente. Está exatamente com 30 anos de idade, e resolve ter o primeiro de 2 filhos.

O terreno invadido do quinto avô de Kimberly acabou valorizando, com o avanço da cidade. Conseguiram R$200k por ele. Contudo, foi dividido em 12 pessoas. O tetravô de Kimberly colocou as contas em dia, terminou a criação do filho caçula e deu uma grande festa de natal para a família. Nessa época, o trisavô de Kimberly já tinha 17 anos, foi o primogênito de 8 filhos. O tetravô, ainda sabia escrever apenas o nome e continuava como repositor de estoque. Nesse mesmo ano, o trisavô de Kimberly se casa e tem o primeiro filho. Sabe ler e escrever, sabe fazer as operações básicas.

Nos anos 50, nasce o avô de Mariana. O pai possui casa própria e reserva financeira básica, além dos terrenos. O avô consegue ir até o ensino técnico, tudo em escola pública, assim como seu único irmão. Já não passa necessidades ao longo da vida, como as gerações anteriores.

Nos anos 50, nasce o bisavô de Kimberly. Aos 19 anos, com ensino fundamental completo, resolve se apossar de um terreno, assim como seu avô fizera. Dá certo. Trabalha como encarregado da mercearia, mas o salário é pouco pra criar 7 filhos.

O ano de 1988 é de grande alegria. O pai de Mariana é o primeiro da família a se formar em uma universidade. Tem apenas 22 anos. Seu avô, contudo, já tinha lhe reservado um grande presente: um dos terrenos que havia adquirido, no qual acabara construindo uma casa ao longo da vida, seria dado de presente a ele, já que possuia apenas 4 netos. Parece muita coisa, mas a realidade mudou: a escola pública já não funcionava, a saúde também não. Ganhava relativamente bem, mas não era hora de ter filhos. Fez um bom colchão financeiro, investiu. O pai de Mariana vende o imóvel e adquiri um maior após alguns anos, já poussui carro e aplicações. Vai morar com sua esposa. Aos 35 anos, decide ter Mariana, sua única filha. Ganha relativamente bem. Mas, além de pagar altos impostos, gasta R$4000 apenas com a escola da filha. É impossível ter outra.

Em 1988, um ano trágico para o avô de Kimberly: ele é preso, após roubar uma padaria. O pai de Kimberly tem apenas 10 anos e mais 5 irmãos. O terreno invadido do avô fora vendido há muito tempo mas o dinheiro se dissipara entre dezenas de netos. Não há suporte entre os familiares. Invadem outro terreno, em uma favela em crescimento. Um dos tios de Kimberly se envolve com o tráfico e é morto. A educação pública é ruim, mas o pai de Kimberly tenta seguir nos estudos. Não chega a terminal o ensino médio, pq conhece uma jovem de 14 anos no baile funk, e acaba a engravidando. Tem mais 5 filhos com ela.

2018:
Mariana mora em um bairro bom em São Paulo, estuda em escola particular e tem um bom plano de saúde. É filha única e não tem primos. Pretende fazer universidade, e, se muito, ter 1 filho. Os ascendentes de Mariana, nos últimos 100 anos, compraram 6 imóveis, pagaram centenas de mensalidades escolares e centenas de mensalidades de plano de saúde. Ainda assim, pagam impostos altos. Nunca foram presos ou se envolveram com violência.

Kimberly mora mora na periferia. Estuda em escola pública. Seu sonho é conhecer o príncipe encantado e sair de casa o quanto antes, daquele inferno cheio de pessoas que usam drogas e bebem. Aos 19 anos terá o primeiro dos 4 filhos. Nunca sairá da favela. Seus ascendentes diretos invadiram 3 propriedades e se apropriaram delas. Tem um avô que foi preso, assim como 3 tios. Cinco primos se envolveram com drogas, 2 já estão mortos. Nunca precisou pagar mensalidades, usa o que o governo dá, ainda ganha bolsa pra ajuda, tanto de instituições como governamental. Ainda assim, não parece ser suficiente.



Enfim, tirar a foto é fácil.
Quero ver contar a história toda.

Se Kimberly tiver juízo, em 50 anos ela muda o destino da família dela.
Dificilmente ela vai conseguir atingir o patamar de conforto financeiro que Mariana durante a vida. Afinal, foram 100 anos de escolhas que determinaram as diferenças. Mas boas escolhas fazem um futuro melhor. Ninguém sai da lama e vai ao trono em 30 anos, isso não existe. Mas a pessoa ao menos sai da lama, com toda certeza. Quem sabe o filho ou o neto chegará ao trono, se persistirem no mesmo caminho.


Caramba, uma estória beeem grande.

Mas curti ler e penso exatamente igual. Exceto por acasos do destino, aqueles que não podemos evitar, sao as escolhas erradas, acumuladas geração a geração que nos trouxeram onde estamos. Não uma trama novelesca arquitetada pela burguesia maléfica.

E basta tentar agir certo - algo que nossa escola freiria tem ódio - e as coisas começam a encaminhar. E, claro, não é 1 cara agindo certo que vai desbaratar 100 anos de erros acumulados (se bem que ocasionalmente acontece).

Valeu!
 

Guy_Debord

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Tem dois pontos a considerar: um é o aspecto individual e atemporal.

E outro, sua superação enquanto sociedade, preambulando o que se considera/passou a considerar civilização e estado de desenvolvimento.

Dito isso, segue.

O primeiro fato é que a pobreza é o estado natural. Isso mesmo.

Estar pobre é o estado primeiro, desde quando se nasce, e só a partir daí, os capitais acessórios vão sendo 'carregados'.

Roupas, teto, comida, educação formal, brinquedos, mais instrução formal, educação familiar/espiritual claro, e assim por diante.

Não é nada que o Estado dê, por definição (pois sua função primária não é essa, era a de proteger as comunidades sob a bandeira de um determinado reino).

Mas com o tempo isso foi se degredando.

O segundo fato é o geográfico.

Lugares de clima quente tendem a oferecer condições desfavoráveis ao desenvolvimento intelectual e lugares frios , meio que 'peneiram' quem se adapta e quem não se adaptar é carta fora do baralho.

Com o domínio da escrita, das armas, e da industrialização, se tem consolidada na história contemporânea a liderança do modelo europeu/ocidental de civilização.

Passaram os modelos egípcio, mongol, fenício, helênico, romano, turco-otomano e de uns 500 anos até hoje, é o modelo europeu que serve de baliza para o desenvolvimento das nações.

Geografia toda chora com seu post amigo. Determinismo geográfico é ideologia reacionária do século 19, se vc dá uma dessas em qualquer curso de Geografia, vai virar piada da sala.

No mais, tópico de um direitista tentando justificar a pobreza, era a única coisa da cartilha direitista que faltava eu ver nesse fórum :klolz

Cada dia que passa acredito mais e mais na tese de que isso aqui é infestado de MAV da direita.
 

Goris

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Geografia toda chora com seu post amigo. Determinismo geográfico é ideologia reacionária do século 19, se vc dá uma dessas em qualquer curso de Geografia, vai virar piada da sala.

No mais, tópico de um direitista tentando justificar a pobreza, era a única coisa da cartilha direitista que faltava eu ver nesse fórum :klolz

Cada dia que passa acredito mais e mais na tese de que isso aqui é infestado de MAV da direita.
Ah, o famoso bait.

Não tem argumento, ataca quem tem, nada de novo vindo de um usuário tão útil, que traz tantas discussões interessantes pra gente debater.
 

Guy_Debord

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Ah, o famoso bait.

Não tem argumento, ataca quem tem, nada de novo vindo de um usuário tão útil, que traz tantas discussões interessantes pra gente debater.
Engraçado, eu realmente não estou na sua ignore list né. Entendo, não posso ficar a solta no fórum, deve ser difícil essa vida de patrulha ideológica :klolz

Erro matemático aparte, mesmo sendo um caso anedótico, mostra de tudo um pouco em algumas das minhas crenças sobre as causas da pobreza no país.
Isso resume seu tópico. É um caso anedótico que não tem nada a ver com as reais causas da pobreza. Faltou vc falar do fato de que não existe direito ao emprego, portanto uma parcela da população está efetivamente fadada a pobreza; faltou vc falar que força de trabalho é uma mercadoria tal qual qualquer outra, e portanto está sujeita as leis de oferta X demanda, o que resulta inevitavelmente em outra parcela da população sendo fadada a pobreza; faltou vc falar também da questão de que a sociedade no capitalismo não tem por objetivo valor-de-uso, e sim a criação de lucro, portanto retirar pessoas da pobreza e melhorar a qualidade de vida humana sequer é o foco desse sistema econômico. Entre outras coisas. Vc convenientemente foca na questão pessoal e esquece completamente da questão estrutural, está implícito no seu discurso que quem ataca as questões estruturais está "jogando a culpa na outro", o que caracteriza um discurso ideológico bem barato e antigo já, que inclusive não nos leva a nenhuma saída, a não ser julgar os que são pobres como sendo burros ou incompetentes. Lógico, tudo isso disfarçado através de uma falsa serenidade, que sinceramente é a parte mais impressionante dos seus posts de forma geral, como vc consegue passar ideias tão radicais e danosas a sociedade de forma tão serena.

Tópico com selo MAV de direita, seus patrões devem estar orgulhosos :kjoinha
 

lucifeh

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Engraçado, eu realmente não estou na sua ignore list né. Entendo, não posso ficar a solta no fórum, deve ser difícil essa vida de patrulha ideológica :klolz



Isso resume seu tópico. É um caso anedótico que não tem nada a ver com as reais causas da pobreza. Faltou vc falar do fato de que não existe direito ao emprego, portanto uma parcela da população está efetivamente fadada a pobreza; faltou vc falar que força de trabalho é uma mercadoria tal qual qualquer outra, e portanto está sujeita as leis de oferta X demanda, o que resulta inevitavelmente em outra parcela da população sendo fadada a pobreza; faltou vc falar também da questão de que a sociedade no capitalismo não tem por objetivo valor-de-uso, e sim a criação de lucro, portanto retirar pessoas da pobreza e melhorar a qualidade de vida humana sequer é o foco desse sistema econômico. Entre outras coisas. Vc convenientemente foca na questão pessoal e esquece completamente da questão estrutural, está implícito no seu discurso que quem ataca as questões estruturais está "jogando a culpa na outro", o que caracteriza um discurso ideológico bem barato e antigo já, que inclusive não nos leva a nenhuma saída, a não ser julgar os que são pobres como sendo burros ou incompetentes. Lógico, tudo isso disfarçado através de uma falsa serenidade, que sinceramente é a parte mais impressionante dos seus posts de forma geral, como vc consegue passar ideias tão radicais e danosas a sociedade de forma tão serena.

Tópico com selo MAV de direita, seus patrões devem estar orgulhosos :kjoinha
Escreveu pouco mas escreveu bosta :kjoinha
Meu avô trabalhava na lavoura de empregado, seus pais queriam que ele continuasse lá, fugiu de casa e foi estudar e trabalhar sozinho, virou contador. Conseguiu um emprego em um banco, guardou uma graninha mais ou menos e aos 50 anos montou uma empresa, tinha que ir de ônibus comprar mercadoria pois não tinha carro, depois táxi. 10 anos depois tinha 3 empresas e 3 casas. Que parcela da população está fadada a pobreza mesmo? Quem estava trabalhando na roça conseguiu fazer a vida, qual a desculpa? Ain mas o cara vivia na cidade, então deixa eu contar outra história de um ex sogro meu. Saiu de casa, começou a trabalhar em um banco de office boy, não tinha família ajudando e por isso vivia em uma pensão, não tinha como estudar na pensão porque no quarto dormiam mais pessoas, então todo dia após o trabalho ia estudar sentado na privada do banheiro porque era o único lugar silencioso e com luz, se formou e acabou virando gerente geral do banco... Não vem com historinha de que o cara não teve oportunidadis porque quem faz a oportunidade é você. Naquela época não tinha essas mamatas de bolsa bocó, bolsa da pqp, cotas para retardados e os caras deram um jeito. Tenho mais histórias verdadeiras de pessoas que venceram na vida até bem mais recentes, coisa de 5 anos atrás mas chega de escrever, eu sei que não vou mudar o achismo de ninguém aqui mesmo :viraolho. Nem vou postar mais porque sei que o delírio só vai aumentar 80413
 

Guy_Debord

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Escreveu pouco mas escreveu bosta :kjoinha
Meu avô trabalhava na lavoura de empregado, seus pais queriam que ele continuasse lá, fugiu de casa e foi estudar e trabalhar sozinho, virou contador. Conseguiu um emprego em um banco, guardou uma graninha mais ou menos e aos 50 anos montou uma empresa, tinha que ir de ônibus comprar mercadoria pois não tinha carro, depois táxi. 10 anos depois tinha 3 empresas e 3 casas. Que parcela da população está fadada a pobreza mesmo? Quem estava trabalhando na roça conseguiu fazer a vida, qual a desculpa? Ain mas o cara vivia na cidade, então deixa eu contar outra história de um ex sogro meu. Saiu de casa, começou a trabalhar em um banco de office boy, não tinha família ajudando e por isso vivia em uma pensão, não tinha como estudar na pensão porque no quarto dormiam mais pessoas, então todo dia após o trabalho ia estudar sentado na privada do banheiro porque era o único lugar silencioso e com luz, se formou e acabou virando gerente geral do banco... Não vem com historinha de que o cara não teve oportunidadis porque quem faz a oportunidade é você. Naquela época não tinha essas mamatas de bolsa bocó, bolsa da pqp, cotas para retardados e os caras deram um jeito. Tenho mais histórias verdadeiras de pessoas que venceram na vida até bem mais recentes, coisa de 5 anos atrás mas chega de escrever, eu sei que não vou mudar o achismo de ninguém aqui mesmo :viraolho. Nem vou postar mais porque sei que o delírio só vai aumentar Visualizar anexo 80413
Escreveu muito e escreveu bosta, parabâins. Nada como outro caso anedótico pra negar todos os problemas estruturais né :khuebr

Vou negar todos os problemas estruturais que existem também, observe: meu tiu era um mendingo craquero, ai ele fico rico HUE CAPITALISMO BOM TA VENDO XDDDD
 

Cafetão Chinês

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Escreveu muito e escreveu bosta, parabâins. Nada como outro caso anedótico pra negar todos os problemas estruturais né :khuebr

Vou negar todos os problemas estruturais que existem também, observe: meu tiu era um mendingo craquero, ai ele fico rico HUE CAPITALISMO BOM TA VENDO XDDDD
Seu ponto é imbecilidade pura.
Ninguém disse que todo mundo vai ficar rico no Capitalismo, mas ao menos é um modelo que permite ascensão. No Comunismo a única escolha que você tem é morrer de fome e revirar o lixo.

E você na sua "genialidade" só comprovou o ponto do OP. Se o sujeito é um mendigo craqueiro, aí não vai chegar a lugar nenhum mesmo. Se alguma oportunidade vier a aparecer, ele vai te-la perdido.

Enquanto isso, existem mendigos catadores de lixo que estão ao menos buscando uma melhor situação. E com um sorte e persistência, talvez consigam (veja só, talvez) chegar a isso:
http://recordtv.r7.com/sp-no-ar/fotos/ex-catador-de-lixo-se-torna-empresario-milionario-22102018

Mas se ficarem com os braços cruzados, usando drogas (ou esbravejando na Internet sobre o Capitalismo). Aí é que certamente não chegarão a lugar algum mesmo.
 

Guy_Debord

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Seu ponto é imbecilidade pura.
Ninguém disse que todo mundo vai ficar rico no Capitalismo, mas ao menos é um modelo que permite ascensão. No Comunismo a única escolha que você tem é morrer de fome e revirar o lixo.

E você na sua "genialidade" só comprovou o ponto do OP. Se o sujeito é um mendigo craqueiro, aí não vai chegar a lugar nenhum mesmo. Se alguma oportunidade vier a aparecer, ele vai te-la perdido.

Enquanto isso, existem mendigos catadores de lixo que estão ao menos buscando uma melhor situação. E com um pouco de sorte e persistência, talvez consigam (veja só, talvez) chegar a isso:
http://recordtv.r7.com/sp-no-ar/fotos/ex-catador-de-lixo-se-torna-empresario-milionario-22102018

Mas se ficarem com os braços cruzados, usando drogas. Aí é que certamente não chegarão a lugar algum mesmo.
Seu ponto é burrice pura.

O capitalismo permite ascensão para todos de forma igual ou alguns tem mais chance de ascensão do que outros? A falta de emprego não afeta a capacidade de ascensão das pessoas? A questão de oferta e demanda da força de trabalho não afeta isso também? É só mérito pessoal né, nenhum fator estrutural da economia?

Mais um caso anedótico pra tentar dissimular um problema estrutural. Parabâins pra vc também, vou falar pro seu patrão que vc está falhando em ser MAV aqui no fórum em, tem que se esforçar mais cara.
 

Cafetão Chinês

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Seu ponto é burrice pura.

O capitalismo permite ascensão para todos de forma igual ou alguns tem mais chance de ascensão do que outros? A falta de emprego não afeta a capacidade de ascensão das pessoas? A questão de oferta e demanda da força de trabalho não afeta isso também? É só mérito pessoal né, nenhum fator estrutural da economia?

Mais um caso anedótico pra tentar dissimular um problema estrutural. Parabâins pra vc também, vou falar pro seu patrão que vc está falhando em ser MAV aqui no fórum em, tem que se esforçar mais cara.
Não. O seu ponto que é burrice pura. Ninguém falou em permitir ascensão de maneira igual. Igualdade é algo que só existe na cabeça de floquinhos vermelhos. Isso é dificuldade com a língua portuguesa pois ninguém escreveu isso.

O que foi dito é que o Capitalismo é o único sistema que permite ascensão. O Comunismo, nem isso. A única escolha que se tem no Comunismo é morrer de fome (ou fazer parte de uma casta de burocratas que escravizam).

E quem falou em apenas mérito pessoal? Pare de caluniar e aponte quem escreveu isso.
Eu disse que sorte também pode ser um fator. Agora, se o sujeito nem tentar buscar ascensão, aí é que não vai conseguir mesmo. E se você tivesse lido o tópico (algo que tem dificuldade em fazer), saberia que se trata disso.

Aliás, gostaria de ver alguma história de superação dessas em algum pais comunista (Cuba, Venezuela, Coréia do Norte).
 
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IcE_WiNd

Ei mãe, 500 pontos!
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Sempre vai ser mais fácil reclamar do patrão explorador do que arregaçar as mangas pra tentar mudar a situação.
Desculpas pra encobrir sua preguiça e incompetência sempre vão existir.

Enviado de meu Redmi 5 Plus usando o Tapatalk
 

Guy_Debord

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Não. O seu ponto que é burrice pura. Ninguém falou em permitir ascensão de maneira igual. Igualdade é algo que só existe na cabeça de floquinhos vermelhos. Isso é dificuldade com a língua portuguesa pois ninguém escreveu isso.

O que foi dito é que o Capitalismo é o único sistema que permite ascensão. O Comunismo, nem isso. A única escolha que se tem no Comunismo é morrer de fome (ou fazer parte de uma casta de burocratas que escravizam).

E quem falou em apenas mérito pessoal? Pare de caluniar e aponte quem escreveu isso.
Eu disse que sorte também pode ser um fator. Agora, se o sujeito nem tentar buscar ascensão, aí é que não vai conseguir mesmo. E se você tivesse lido o tópico (algo que tem dificuldade em fazer), saberia que se trata disso.
Não, o SEU ponto é burrice pura :klolz. E vc não respondeu nenhuma pergunta que eu fiz, mas ok. Esperado.

Então algumas pessoas vão poder ascender socialmente mais facilmente que as outras certo, no caso, ricos. Esses terão acesso as melhores escolas, papai empresário coloca o filhinho querido pra trabalhar na empresa e etc ( ou seja, meritocracia no capitalismo é uma falácia pq seu sucesso econômico está atrelado a uma condição pré existente que não depende de vc). Um rico empurra com a barriga e tem uma vida relativamente confortável, enquanto se um pobre se esforçar pra caralho, TALVEZ tenha a oportunidade. Legal, chegamos aqui a uma das causas reais da pobreza: a desigualdade econômica, o fato de que educação é uma mercadoria, o fato de que vc nascer em uma família de empresários/políticos ou trabalhadores pobres vai praticamente determinar seu futuro.

Agora estou no aguardo da questão do (não) direito ao trabalho, e da oferta X demanda da força de trabalho. Quero ver se vai responder ou se vai esquivar :klolz

@Goris, cade vc pra desmentir essas coisas que eu estou falando??? Vem ajudar o Chinês cara, coitado dele.

Sempre vai ser mais fácil reclamar do patrão explorador do que arregaçar as mangas pra tentar mudar a situação.


Enviado de meu Redmi 5 Plus usando o Tapatalk
Concordo que reclamar não adianta... Espera, isso ai é um chamado pra revolução? Pq se for eu estou dentro. Chega de reclamar do patrão, vamos de fato melhorar nossa situação e coletivizar a porra toda!!1!!1
 

Cafetão Chinês

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Não, o SEU ponto é burrice pura :klolz. E vc não respondeu nenhuma pergunta que eu fiz, mas ok. Esperado.

Então algumas pessoas vão poder ascender socialmente mais facilmente que as outras certo, no caso, ricos. Esses terão acesso as melhores escolas, papai empresário coloca o filhinho querido pra trabalhar na empresa e etc ( ou seja, meritocracia no capitalismo é uma falácia pq seu sucesso econômico está atrelado a uma condição pré existente que não depende de vc). Um rico empurra com a barriga e tem uma vida relativamente confortável, enquanto se um pobre se esforçar pra caralho, TALVEZ tenha a oportunidade. Legal, chegamos aqui a uma das causas reais da pobreza: a desigualdade econômica, o fato de que educação é uma mercadoria, o fato de que vc nascer em uma família de empresários/políticos ou trabalhadores pobres vai praticamente determinar seu futuro.

Agora estou no aguardo da questão do (não) direito ao trabalho, e da oferta X demanda da força de trabalho. Quero ver se vai responder ou se vai esquivar :klolz



Concordo que reclamar não adianta... Espera, isso ai é um chamado pra revolução? Pq se for eu estou dentro. Chega de reclamar do patrão, vamos de fato melhorar nossa situação e coletivizar a porra toda!!1!!1
Não. O SEU ponto é que imbecilidade pura e burrice extrema.

Existem vários casos de ricos que perderam tudo, assim como o de pobres que ascenderam economicamente. O Capitalismo é o único sistema que permite essa mobilidade social.
No Comunismo, ou você faz parte do partidão e pode viver as custas dos trabalhadores (escravos), ou trabalha para o sistema e morre de fome.

E esse negócio de emprego pleno é outra imbecilidade completa que só faz sentido na cabeça de vermelhinhos. Pleno emprego já existe, mesmo que seja na informalidade ou por conta própria. E só não existem mais empregos formais porque o estado atrapalha e impede a geração dos mesmos.

Na China maoísta existia pleno emprego forçado pelo regime. E as pessoas praticavam canibalismo.
 
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