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[História] 10 fatos sobre o Brasil que você aprendeu errado na escola

Goris

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10 fatos sobre o Brasil que você aprendeu errado na escola

Conversamos com historiadores e pesquisamos documentos que colocam sob nova perspectiva muitas lições que você aprende na escola


1. Cabral descobriu o Brasil por acidente

Descoberta do Brasil


Você aprendeu que: O português Pedro Álvares Cabral usou os conhecimentos de navegação da época para procurar as Índias usando um caminho alternativo em linha reta pelo oceano Atlântico. Sem querer, chegou ao Brasil e nem percebeu o erro – por isso os habitantes daquela terra foram chamados de “índios”

Mas na verdade: Os mapas portugueses indicavam que havia terras a serem exploradas a oeste, e elas não tinham nada a ver com as Índias. A notícia da chegada de Américo Vespúcio ao Caribe, em 1498, tinha circulado rápido. Portanto, quando chegou a Porto Seguro, Cabral sabia bem a importância da descoberta.



2. Os índios não se beneficiaram na relação com os europeus
Índios do Brasil



Você aprendeu que: Os portugueses foram espertos no comércio com os índios: trocavam o valioso pau-brasil por quinquilharias sem nenhuma utilidade. Além disso, os nativos também foram escravizados ou forçados a adotar uma nova religião, o cristianismo. Com o tempo, a cultura local foi absorvida, e um povo que era pacífico e vivia em harmonia com a natureza desapareceu.


Mas na verdade: As novidades trazidas pelos portugueses (de armas a cavalos) causaram uma revolução na vida dos índios. Isolados do desenvolvimento da Ásia, África e Europa por 3 mil anos, eles não tinham saído da Idade da Pedra. Para eles, o pau-brasil é que era inútil. Os nativos foram incorporados às vilas e, no geral, gostaram da experiência de viver com os portugueses.

3. Os bandeirantes dizimaram os índios
Bandeirantes





Você aprendeu que: Os bandeirantes, que dão nome às principais rodovias de São Paulo, escravizavam e matavam os índios sem dó. Relatórios dos jesuítas acusam os bandeirantes de eliminar, ao todo, 3 milhões de nativos.

Mas na verdade: Os bandeirantes não foram heróis, mas também não foram facínoras. Muitos forjaram parcerias com os índios, que os acompanhavam Brasil adentro. Quem não gostava nada disso eram os jesuítas – mais índios nas viagens significava menos convertidos nas igrejas. Os padres é que teriam sido responsáveis por atribuir a fama de truculência aos bandeirantes.


4. O coco e a banana são brasileiros
Vegetação brasileira


Você aprendeu que: Essas frutas seriam originais do Brasil. Ilustrações e pinturas sobre a chegada de Cabral (e os primeiros anos de colonização) mostram um litoral parecido com o que conhecemos hoje: praias azuis, de areias brancas, ornadas por longas fileiras de coqueiros. E a banana já seria uma fruta típica do país, muito consumida pelos índios.

Mas na verdade: O coco e a banana vieram com os europeus. Pasme: os nativos se alimentavam dos animais que caçavam… e de amendoim! Não existiam banana nem coco. Aliás, muitas frutas que associamos ao nosso “país tropical” foram trazidas por colonizadores ao longo do tempo – entre elas, a jaca, a manga e o abacate.

5. Só os brancos escravizaram os negros
Ecravos Negros


Você aprendeu que: A sociedade brasileira era dividida de forma rígida pela cor da pele. Brancos dominavam os negros e, mesmo que conseguisse a alforria, um negro dificilmente conseguiria enriquecer ou ser respeitado. Com frequência, líderes negros fundavam quilombos, comunidades independentes onde todos viviam em situação de igualdade.

Mas na verdade: Escravos tinham escravos. Até Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, tinha os seus. Inclusive, era comum que escravos livres se tornassem traficantes de escravos. Nas maiores cidades de Rio de Janeiro e Minas Gerais, havia muitos casos como o de Chica da Silva – escravas alforriadas que viviam da própria renda, ricas o bastante para comprar seus escravos.

6. Os europeus escravizaram africanos indefesos
Escravos Africanos


Você aprendeu que: Os portugueses desembarcavam no litoral africano e invadiam a mata para caçar os nativos. Com poder de fogo superior, derrotavam tribos inteiras e as levavam de volta para a praia. Lá, as vítimas eram forçadas a embarcar em navios negreiros e eram vendidas como escravas ao redor do mundo.

Mas na verdade: Os próprios africanos vendiam escravos. Os portugueses não se aventuravam África adentro – eles tinham entrepostos comerciais no litoral, onde compravam escravos de guerra. Esse tipo de comércio sustentava a economia africana havia séculos. Os reis locais mais poderosos tinham escravos brancos e tanta influência que trocavam cartas com monarcas europeus.

Origem da feijoada


7) A FEIJOADA FOI CRIADA PELOS ESCRAVOS
VOCÊ APRENDEU QUE: Na casa grande, comia-se do bom e do melhor, o que incluía os mais suculentos pedaços da carne de porco. Os restos do animal eram aproveitados pelos escravos nas senzalas. Eles misturaram partes menos nobres (como rabo, nariz e orelha) com feijão e criaram assim um prato improvisado, que hoje é a cara do Brasil

MAS NA VERDADE: A feijoada é uma invenção europeia. Os ensopados, aliás, são uma tradição na Europa. Os franceses comem o cassoulet, e os ingleses, um feito de carne e batata. Os portugueses simplesmente incorporaram feijão a um prato já tradicional, de carne com legumes. A versão que dá autoria aos escravos não procede – até porque, em casas menores, eles comiam na mesma mesa que seus senhores

Colononização do Brasil


8) PORTUGAL SÓ SUGOU AS RIQUEZAS DO BRASIL
VOCÊ APRENDEU QUE: Entre 1500 e 1821, enquanto dominou o território brasileiro, Portugal extraiu todas as riquezas locais – e, de quebra, nas primeiras décadas, só mandou para cá bandidos renegados. Depois de retirar o pau-brasil, explorou o solo do Nordeste até a exaustão com a cana-de-açúcar. No século 18, acabou com o ouro da região das Minas Gerais

MAS NA VERDADE: Portugal também desenvolveu o país. A montagem de engenhos era acompanhada por plantações e pela criação de animais. Era um sistema usado com sucesso no Caribe e na África e funcionava bem para os padrões da época. Assim como a cana, o ouro também trouxe riquezas para o Brasil, criou um comércio ativo e ajudou a desenvolver cidades

Tiradentes


9) TIRADENTES SE SACRIFICOU PELA LIBERDADE DO BRASIL
VOCÊ APRENDEU QUE: Simples e idealista, o alferes Joaquim José da Silva Xavier se tornou o maior símbolo da Inconfidência Mineira, em 1789. Grande defensor da independência do Brasil e da libertação dos escravos, ele foi condenado à forca pela Coroa portuguesa. Seus companheiros de revolta, mais ricos, foram apenas exilados

MAS NA VERDADE: Tiradentes foi uma figura menor num movimento elitista. Ele foi um homem simples que nem queria pegar em armas, mas se viu envolvido num movimento comandado pela elite. O objetivo nem era o fim da escravidão, e sim o fim dos altos impostos. Tiradentes foi preso sem resistência, tentando se esconder

Aleijadinho


10) ALEIJADINHO FOI UM GÊNIO DEFORMADO FISICAMENTE
VOCÊ APRENDEU QUE: Antônio Francisco Lisboa idealizou obras de valor incomparável no século 18. Mas era também um homem sofrido e recluso. Deformado por uma doença degenerativa, vivia escondido, só trabalhava à noite e segurava os instrumentos com as mãos trêmulas e envoltas em faixas. Seu corpo apodreceu lentamente, até a sua morte

MAS NA VERDADE: Aleijadinho é uma invenção literária. O personagem foi inspirado em outro herói monstruoso – o de O Corcunda de Notre Dame, de Victor Hugo. Seu criador foi Rodrigo José Ferreira Bretas, que em 1958 escreveu uma monografia para participar de um concurso. Existiu um Antônio Francisco Lisboa, mas sua biografia é pouco conhecida. Ele certamente não era deformado e nem criou todas as obras creditadas a ele

CONSULTORIA Isabel Lustosa, historiadora da Fundação Casa de Ruy Barbosa; Maria Luiza Marcilio, historiadora da USP; Ronaldo Vainfas, historiador e autor de Dicionário do Brasil Joanino; José Pedro Macarini, do Instituto de Economia da Unicamp; Manolo Florentino, historiador da Universidade Federal Fluminense e autor de Em Costas Negras – Uma História do Tráfico Atlântico de Escravos entre a África e o Rio de Janeiro; Guiomar de Grammont, autora de Aleijadinho e o Aeroplano: O Paraíso Barroco e a Construção do Herói Colonial.

FONTES Livros História Politicamente Incorreta do Brasil, de Leandro Narloch, 1808, de Laurentino Gomes, A Devassa da Devassa, de Kenneth Maxwell, A Formação das Almas, de José Murilo de Carvalho, Tiradentes: o Corpo do Herói, de Maria Alice Miliet, Lampião VP, de Jack de Witte, e Ecologia do Cangaço, de Melquíades Pinto Paiva
 


Goris

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Numa hora dessas dá vontade de rasgar os meus antigos livros de história e queimar na frente da escola

no mais...

Isso que são só fatos confirmados facilmente.
Ainda tem muita mentira sendo contada.
Sempre com o objetivo de passar alguma narrativa ideológica.

No política e religião vira e mexe surge um tópico de história, tipo A Culpa da Fome na África é do Capitalismo e, na lista dos países com mais fome, tão lá os piores eram socialistas. Ou "O Brasil massacrou a população do Paraguai a mando da Inglaterra" sendo que o Paraguai iniciou a guerra, o Brasil tava de relações cortadas com a Inglaterra, etc. Toda hora surge uma verdade sendo desmentida, porque 30 anos atrás se algum professor dizia, tava dito, como ir atrás das fontes reais?

Hoje já não temos disso.
 
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Recomendo fortemente a leitura de 1808, de Laurentino Gomes. Mostra como naquela época, nem mesmo a realeza podia garantir seu luxo durante uma viagem de barco. Se vocês lerem como eram as viagens transcontinentais na época, vão se perguntar como diabos alguém se sujeitava àquilo. Viajar dois meses em um barco imundo, com água podre e comida racionada - até mesmo para a realeza. Todas as mulheres pegaram piolhos (e pulgas) na viagem, o que as obrigou a cortar os cabelos. Quando chegaram no Brasil, o que as pessoas viram no porto não era uma Corte Real, e sim um monte de flagelados. As descrições são muito vivas, pois existem cartas da época - sempre que eu releio esse trecho, eu me pergunto se nós, homens modernos, não somos muito moles. Eu teria certas dúvidas em entrar em um barco para uma terra além-mar desconhecida, com comida racionada e toda sorte de intempéries e problemas no caminho.

Embora os filmes nos ajudem a redescobrir coisas da história, às vezes eles acabam por forçar uma certa visão diluída e deturpada da história real. Um exemplo que eu sempre uso é o do Guy Fawkes, aquele da máscara dos Anonymous. Ele já virou um ícone do anarquismo na nossa cultura contemporânea, mas o Fawkes na verdade era um terrorista religioso (católico), e ele nem era o principal da Conspiração da Pólvora. Ele apenas estava guardando os barris embaixo do Parlamento Inglês.

Esse negócio das riquezas que o Goris postou, por exemplo. Essa visão de que os impérios apenas sugavam tudo das colônias e os deixavam na miséria é uma corrente acadêmica conhecida como pós-colonialismo, que surgiu no século passado. É um modo de ver todas as relações entre países pelo viés exploratório - vários ex-presidentes americanos subscrevem essa visão, como o Obama. No livro 1822, também do Laurentino Gomes, explica-se que o D.João VI teve que realizar várias reformas no Brasil não por bondade, mas sim porque eram necessárias para acomodar o estado inteiro que ele trouxe com ele. Coisas como bancos, juntas comerciais e outras coisas, foi tudo ele que instituiu. Mas o fez por necessidade. Ele mesmo sabia que não tinha como governar sem criar essas coisas.

De novo, recomendo fortemente que leiam ambos os livros. 1808 e 1822. Vocês vão se surpreender com o fato de que a Imperatriz pedia empréstimos a agiotas (!!), e que o Império Brasileiro chutava bundas nas guerras, mas passou muito perto de vários desastres.
 


NEOMATRIX

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Tirando o caso do Aleijadinho ( que nunca me interessei em saber ) tá tudo na conta.
É por aí mesmo.




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Dr.Saber

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Numa hora dessas dá vontade de rasgar os meus antigos livros de história e queimar na frente da escola

no mais...

Ué, na minha época eu tinha que devolver. HAHAHA

Eu não acredito nem na metade desse tópico aqui. Aliás, não tem como saber quem realmente está falando a verdade. HAHA
 

Stronger

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Você, como historiador, tem alguma fonte concreta a respeito disso? Porque até onde sei isso tudo não passa de boato criado lá em 2007 e disseminado por um ''Guia Politicamente Incorreto'', que foi escrito por um jornalista.
Não é só um "boato criado lá em 2007". É uma teoria que tem alguns proponentes (inclusive historiadores, não só do Narloch), mas sem comprovação documental alguma. É notório que na época escravos alforriados compravam escravos, mas não há prova alguma de que o Zumbi tinha escravos. E nem que não tinha. Ninguém sabe. Existem histórias de que Zumbi mandava caçar os negros que fugiam do Quilombo, também.

Aqui o nome de alguns livros, para não ficar só no panfleto do Narloch:
  • Tróia Negra, Jorge Landmann
  • Cidadania no Brasil, José Murilo de Carvalho
  • Divisões Perigosas, José de Souza Martins
  • Trabalho livre, trabalho escravo: Brasil e Europa, Júnia Ferreira Furtado
 

johnhartigan

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Você, como historiador, tem alguma fonte concreta a respeito disso? Porque até onde sei isso tudo não passa de boato criado lá em 2007 e disseminado por um ''Guia Politicamente Incorreto'', que foi escrito por um jornalista.
CONSULTORIA Isabel Lustosa, historiadora da Fundação Casa de Ruy Barbosa; Maria Luiza Marcilio, historiadora da USP; Ronaldo Vainfas, historiador e autor de Dicionário do Brasil Joanino; José Pedro Macarini, do Instituto de Economia da Unicamp; Manolo Florentino, historiador da Universidade Federal Fluminense e autor de Em Costas Negras – Uma História do Tráfico Atlântico de Escravos entre a África e o Rio de Janeiro; Guiomar de Grammont, autora de Aleijadinho e o Aeroplano: O Paraíso Barroco e a Construção do Herói Colonial.

FONTES Livros História Politicamente Incorreta do Brasil, de Leandro Narloch, 1808, de Laurentino Gomes, A Devassa da Devassa, de Kenneth Maxwell, A Formação das Almas, de José Murilo de Carvalho, Tiradentes: o Corpo do Herói, de Maria Alice Miliet, Lampião VP, de Jack de Witte, e Ecologia do Cangaço, de Melquíades Pinto Paiva
 

Riveler

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Quem não estuda História (como eu) fica à deriva num mar de mentiras.

Solução: não acreditar em nada dito, seja em internet ou programas de TV.

Apesar de tudo, um bom tópico, mendig... Er... Goris.
 

Stronger

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CONSULTORIA Isabel Lustosa, historiadora da Fundação Casa de Ruy Barbosa; Maria Luiza Marcilio, historiadora da USP; Ronaldo Vainfas, historiador e autor de Dicionário do Brasil Joanino; José Pedro Macarini, do Instituto de Economia da Unicamp; Manolo Florentino, historiador da Universidade Federal Fluminense e autor de Em Costas Negras – Uma História do Tráfico Atlântico de Escravos entre a África e o Rio de Janeiro; Guiomar de Grammont, autora de Aleijadinho e o Aeroplano: O Paraíso Barroco e a Construção do Herói Colonial.

FONTES Livros História Politicamente Incorreta do Brasil, de Leandro Narloch, 1808, de Laurentino Gomes, A Devassa da Devassa, de Kenneth Maxwell, A Formação das Almas, de José Murilo de Carvalho, Tiradentes: o Corpo do Herói, de Maria Alice Miliet, Lampião VP, de Jack de Witte, e Ecologia do Cangaço, de Melquíades Pinto Paiva
Nenhuma dessas fontes conta, pois não concordam comigo. :kista
 

Moonglaive

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Sério que estamos resumindo historia agora em trechos de 1 frase?
Vou por pelo menos um video de alguns minutos e mais interessante.

Esse é recente e focado mais do lado europeu.

Quem tiver mais interesse, o Crash Course já falou sobre grandes navegações etc e tem em portugues.






E sobre uma colonia portuguesa na Africa pra desmistificar um pouco as coisas. Conheçam a historia de uma Rainha da Angola. Um dos monarcas africanos melhor documentados até hoje.
Ela é ainda é considerada a "mãe" da nação. Com direito a estatuas a relembrando.




 
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Goris

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Você, como historiador, tem alguma fonte concreta a respeito disso? Porque até onde sei isso tudo não passa de boato criado lá em 2007 e disseminado por um ''Guia Politicamente Incorreto'', que foi escrito por um jornalista.
Ééééééééé....

Desculpe, meteoro não. Acha outro vídeo falando isso e a gente discute.

A gente pode discordar, ter idéias diferentes, mas eu não vou fugir de conversar, mas algo que você sempre vai me ver falando (desde anos atrás) é que mentira não.

Meteoro é uma mídia mentirosa (eu acompanhava todos os videos deles, adorava, até começar a pegar coisas que não eram opinião, ponto de vista, eram mentira) e não rola. Arranja outra fonte que eu assisto, confiro e dou uma opinião, pode ser?
 

EgonRunner

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Quem não estuda História (como eu) fica à deriva num mar de mentiras.

Solução: não acreditar em nada dito, seja em internet ou programas de TV.

Apesar de tudo, um bom tópico, mendig... Er... Goris.
concordo contigo e acrescento que História é uma ilusão e uma desilusão.

ilusão porque ela é uma coleção de fatos contados de diversos pontos de vista diferentes, todos potencialmente mentirosos.
desilusão porque nós não conseguimos nem mesmo provar ou verificar um simples fato, quem dirá ter uma interpretação correta dos fatos.

o fato é imparcial, mas a interpretação dele sempre tem uma agenda.
 

arthur the king

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Ah vey essas frases são simplificações na grande parte. Dizer que os índios não tiraram nada de benéfico na troca com portugueses e mentira mesmo,mas também e mentira falar que pra eles foi puro suco de Vitória

A questão de negro escravizar negro e simplificação demais pra estar certa em uma frase

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NEOMATRIX

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de todos ai, sempre pensei que Portugal tivesse limpado o Brasil mesmo, todos falam disso
ate como uma diferença contra os EUA: lá era colonia blablabla no BR só foram pra explorar e por isso somos esse lixo blablabla
Mas de certa forma, limpou sim. O estrago só não foi pior porque o Bundão do Rei de Portugal correu pra cá fugido do Napoleão, literalmente abandonou a península ibérica e praticamente instalou a Coroa Portuguesa aqui.

Mesmo assim, antes disso, com a instauração das capitanias hereditárias, ja começaram a fincar raizes no solo br. Diferente das colônias Africanas, como Angola


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NEOMATRIX

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Faltou outras 2 grandes mentiras.
  1. Sobre a lei áurea ter sido assinada pela bondade da princesa Isabel em ver o sofrimento dos escravos
  2. Sobre Zumbi dos Palmares ter sido o grande herói libertador dos escravos negros

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Comic Sans

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Ééééééééé....

Desculpe, meteoro não. Acha outro vídeo falando isso e a gente discute.

A gente pode discordar, ter idéias diferentes, mas eu não vou fugir de conversar, mas algo que você sempre vai me ver falando (desde anos atrás) é que mentira não.

Meteoro é uma mídia mentirosa (eu acompanhava todos os videos deles, adorava, até começar a pegar coisas que não eram opinião, ponto de vista, eram mentira) e não rola. Arranja outra fonte que eu assisto, confiro e dou uma opinião, pode ser?
Então esquece. Esquece o vídeo e foca no restante do post.

E... a afirmação de que Zumbi tinha escravos é recente e reformula totalmente o que se sabia sobre ele, como o teu próprio post diz, então acho que quem tem que apresentar as fontes disso é você, né? Eu realmente estou curioso sobre o assunto, vez que moro bem próximo ao local onde ficava o quilombo.
 

Goris

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Ué, na minha época eu tinha que devolver. HAHAHA

Eu não acredito nem na metade desse tópico aqui. Aliás, não tem como saber quem realmente está falando a verdade. HAHA
Bom, qual sua dúvida e como posso te ajudar a sanar ela?

Alguns itens são lógicos, outros requerem um pouco mais de pensamento e conhecimento.

Por exemplo, aprendi na escola e na universidade que os portugueses enganavam os índios trocando coisas valiosas como pau brasil, ouro, pedras preciosas por espelhos, machados, etc...
Eu achava um absurdo. Ou seja, era verdade essa troca e meus professores diziam que era uma exploração. Eu aceitava de boa. Até porque me faltava vivência de vida.

Já leu Duna, de Frank Herbert? Indico muito esse livro, é uma ficção cientifica hard muito boa. Nesse livro, se passado mais de 25.000 anos no futuro, quando a Terra é só uma lenda esquecida numa galáxia com milhares de planetas colonizados por humanos. Bom, o importante é que Duna é um planeta deserto, quase sem água. A água lá vale mais que ouro, mais que tudo. Lendo o livro você se sente com sede de tão árido que é o mundo.

Agora vamos à analogia, sabe aquela garrafa de água de 2 reais que vc compra na padaria? Aqui ela vale dois reais, mas em Duna ela vale 2.000.000 de reais. Por que? Porque aqui é comum e lá é raro. Esse é um fator que vale no mundo todo. A porcelana chinesa que era vendido a preço normal na China, era comprado por mercadores, lavada pra Europa e custava centenas de vezes mais caro, por que? Porque eram raros, ninguém tinha. Minha mãe tinha um jogo de prato chinês quando eu era criança (isso nos anos 70, o Brasil era outro) e era o tipo de item que ela só usava quando ia visita "chique" em casa. E ela tinha um amor ferrado por esse jogo de prato.

Por que eu digo isso?

Os índios brasileiros de 1500 viviam (como diz o texto) praticamente na idade da pedra. Os machados e ferramentas deles - para cortar árvores, se defender, construir ocas, cortar carne de animais - eram de pedra. Demorava horas pra criar uma faca que logo perdia o corte. Pra eles, um machado, uma faca de ferro era uma evolução de milhares de anos. Sabe aquela esmeralda, uma pedra verde que não servia pra nada e você achava nas margens dos rios? Os portugueses burros trocavam pedra que não servia pra nada por machados de ferro! É quase como se alguém de mil anos no futuro viesse trazendo um robô high tech e trocasse por folhas de grama.

A troca de esmeraldas (que nao valiam nada para os índios e muito para os portugueses) por machados (que valiam pouco para os portugueses e muito para os índios) era perfeitamente justa.

Mas sabe o que é mais surpreendente? Espelhos! Isso mesmo, espelhos não eram cacarecos que se usava para enganar índios. Espelhos eram itens caros, caríssimos, coisa de nobres. O preço dos espelhos - que usam prata - só passou a ser acessível a pessoas comuns quando a prata levada da Argentina pra Espanha barateando o preço.

Ou seja, o português que "enganava" os índios tava fazendo um negócio justo com eles.

"Ah, mas meu professor disse que era lucrativo pros portugueses!"

Então, releia o que eu disse lá em cima. Ambos lucravam com as trocas. O lucro do português se traduzia em dinheiro e a gente consegue entender mais fácil. Mas imagina de novo, tenta imaginar toda a sua vida sem facalâminas de metal. Mas como se ninguém tivesse. Não ia ter facalâmina de madeira barata, proque vc usa metal hoje pra fazer itens de madeira. Não ia ter faca pra passar manteira, mas tbm não ia ter faca pra fazer seu sapato de couro. O pneu do carro que vc vai trabalhar é feito com látex retirado da seringueira com... facas de metal. Tipo, se vc tiver boa vontade pode realmente pensar como apenas lâminas de metal são importantes além disso que eu disse.

Mensurar em termos financeiros mil anos de evolução e tudo que ela trazia não tem como pra gente, mas é a mesma coisa que uma garrafa de água aqui e em Duna, magnitudes de diferença de valor.

Sempre vai ter a pessoa tendenciosa que vai colocar a troca como injusta porque ela quer que vc seja contra ela por motivos ideológicos. Mas não é o caso.
 

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Não é só um "boato criado lá em 2007". É uma teoria que tem alguns proponentes (inclusive historiadores, não só do Narloch), mas sem comprovação documental alguma. É notório que na época escravos alforriados compravam escravos, mas não há prova alguma de que o Zumbi tinha escravos. E nem que não tinha. Ninguém sabe. Existem histórias de que Zumbi mandava caçar os negros que fugiam do Quilombo, também.

Aqui o nome de alguns livros, para não ficar só no panfleto do Narloch:
  • Tróia Negra, Jorge Landmann
  • Cidadania no Brasil, José Murilo de Carvalho
  • Divisões Perigosas, José de Souza Martins
  • Trabalho livre, trabalho escravo: Brasil e Europa, Júnia Ferreira Furtado
Livros sobre uma teoria? Sem prova documental ou de qualquer outro tipo? Não, obrigado. O nível de argumentação deve ser próximo do que o Norlach usa (que no séc. XVII todo mundo tinha escravo, logo...).
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FONTES Livros História Politicamente Incorreta do Brasil, de Leandro Narloch, 1808, de Laurentino Gomes, A Devassa da Devassa, de Kenneth Maxwell, A Formação das Almas, de José Murilo de Carvalho, Tiradentes: o Corpo do Herói, de Maria Alice Miliet, Lampião VP, de Jack de Witte, e Ecologia do Cangaço, de Melquíades Pinto Paiva
Como eu falei, a fonte para o tópico abordado por mim é o guia politicamente incorreto da história do Brasil. Não me importo com o restante dos tópicos.
 
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