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Tópico da Crise de Energia 2021 [2022?]



Setzer1

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Rombo com acionamento de térmicas já passa de R$ 8 bi, mesmo com bandeira tarifária extra
Descompasso entre arrecadação e despesas pode dobrar até o fim do ano, reduzindo a possibilidade de Bolsonaro concretizar seu desejo de reduzir a taxa cobrada sobre a conta de luz; custo recai, num primeiro momento, sobre as distribuidoras

Renée Pereira, O Estado de S.Paulo
18 de outubro de 2021 | 13h06
A crise elétrica, provocada pela falta de chuvas e queda no nível dos reservatórios das hidrelétricas, deve continuar pressionando a conta de luz do brasileiro em 2022, mesmo com uma melhora do cenário de chuvas. A bandeira tarifária, que hoje está em R$ 14,20 a cada 100 quilowatt hora (kWh) consumidos, não tem sido suficiente para bancar os custos das térmicas em operação no País. Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o déficit entre a arrecadação e as despesas alcançou R$ 8,06 bilhões em agosto e pode dobrar até o fim do ano.
No ritmo dos últimos três meses, o descompasso entre arrecadação e despesas pode superar R$ 16 bilhões em dezembro, o que torna difícil cumprir o desejo do presidente Jair Bolsonaro de reduzir a bandeira tarifária. A medida elevaria ainda mais o déficit e o risco de liquidez do setor. A não ser que o Tesouro Nacional, que também tem suas limitações, consiga aportar recursos para cobrir o rombo.

Outra alternativa, já adotada no passado, seria conseguir um empréstimo no mercado para diluir esse repasse ao consumidor ao longo de um período, diz o pesquisador sênior do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da UFRJ, Roberto Brandão. Na avaliação dele, este não é o momento adequado para reduzir o valor da bandeira tarifária.

Efeito do gás natural e do diesel

O aumento do déficit foi provocado, sobretudo, pela alta global dos combustíveis usados pelas térmicas - gás natural ou diesel. O aumento afetou o custo variável das usinas, que estão operando a plena carga para preservar os reservatórios. Na quinta-feira, 14, por exemplo, as térmicas (exceto a nuclear) produziram quase 30% de toda energia usada no mercado nacional. O preço de algumas delas, no entanto, está na casa de R$ 2,2 mil o MWh.
A questão é que, num primeiro momento, são as distribuidoras que arcam com esse custo elevado. Elas compram a energia do mercado, pagam e depois cobram do consumidor por meio da bandeira tarifária na conta de luz. Como essa arrecadação é inferior ao custo total da geração térmica, as empresas ficam com um crédito a receber. Mas um volume muito elevado pode comprometer o caixa e a saúde financeira das companhias.

“Estamos conversando com o governo para encontrarmos uma solução rápida para o problema. Eles estão debruçados sobre o assunto”, diz o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Marcos Madureira. Segundo ele, há um descasamento entre os números (receitas e despesas), sendo que cada distribuidora vive uma situação distinta.
O executivo afirma que, além do aumento mundial no preço dos combustíveis, a importação de energia da Argentina e Uruguai (em dólar) também tem reflexo nessa conta. Isso sem considerar o programa de incentivo à redução do consumo de energia, que afeta a receita das distribuidoras.
Apesar de elevado, o valor definido para a bandeira vermelha ficou aquém do custo que está sendo bancado. Segundo uma fonte do setor, que prefere não se identificar, quando o governo bateu o martelo nos R$ 14,20 para a bandeira de escassez hídrica, o valor inicial foi de R$ 24. Mas, como era muito alto, decidiu-se por um valor menor.

Escalada da tarifa
Além da bandeira tarifária, mecanismo usado durante período mais seco, o preço da energia elétrica no Brasil já vem de uma forte escalada há algum tempo. Na média, a tarifa para o consumidor residencial subiu 84% de 2010 para cá, de R$ 330,70 o MWh para R$ 608,80, segundo dados da Aneel.
 

Insane Metal

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Rombo com acionamento de térmicas já passa de R$ 8 bi, mesmo com bandeira tarifária extra
Descompasso entre arrecadação e despesas pode dobrar até o fim do ano, reduzindo a possibilidade de Bolsonaro concretizar seu desejo de reduzir a taxa cobrada sobre a conta de luz; custo recai, num primeiro momento, sobre as distribuidoras

Renée Pereira, O Estado de S.Paulo
18 de outubro de 2021 | 13h06
A crise elétrica, provocada pela falta de chuvas e queda no nível dos reservatórios das hidrelétricas, deve continuar pressionando a conta de luz do brasileiro em 2022, mesmo com uma melhora do cenário de chuvas. A bandeira tarifária, que hoje está em R$ 14,20 a cada 100 quilowatt hora (kWh) consumidos, não tem sido suficiente para bancar os custos das térmicas em operação no País. Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o déficit entre a arrecadação e as despesas alcançou R$ 8,06 bilhões em agosto e pode dobrar até o fim do ano.
No ritmo dos últimos três meses, o descompasso entre arrecadação e despesas pode superar R$ 16 bilhões em dezembro, o que torna difícil cumprir o desejo do presidente Jair Bolsonaro de reduzir a bandeira tarifária. A medida elevaria ainda mais o déficit e o risco de liquidez do setor. A não ser que o Tesouro Nacional, que também tem suas limitações, consiga aportar recursos para cobrir o rombo.

Outra alternativa, já adotada no passado, seria conseguir um empréstimo no mercado para diluir esse repasse ao consumidor ao longo de um período, diz o pesquisador sênior do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da UFRJ, Roberto Brandão. Na avaliação dele, este não é o momento adequado para reduzir o valor da bandeira tarifária.

Efeito do gás natural e do diesel

O aumento do déficit foi provocado, sobretudo, pela alta global dos combustíveis usados pelas térmicas - gás natural ou diesel. O aumento afetou o custo variável das usinas, que estão operando a plena carga para preservar os reservatórios. Na quinta-feira, 14, por exemplo, as térmicas (exceto a nuclear) produziram quase 30% de toda energia usada no mercado nacional. O preço de algumas delas, no entanto, está na casa de R$ 2,2 mil o MWh.
A questão é que, num primeiro momento, são as distribuidoras que arcam com esse custo elevado. Elas compram a energia do mercado, pagam e depois cobram do consumidor por meio da bandeira tarifária na conta de luz. Como essa arrecadação é inferior ao custo total da geração térmica, as empresas ficam com um crédito a receber. Mas um volume muito elevado pode comprometer o caixa e a saúde financeira das companhias.

“Estamos conversando com o governo para encontrarmos uma solução rápida para o problema. Eles estão debruçados sobre o assunto”, diz o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Marcos Madureira. Segundo ele, há um descasamento entre os números (receitas e despesas), sendo que cada distribuidora vive uma situação distinta.
O executivo afirma que, além do aumento mundial no preço dos combustíveis, a importação de energia da Argentina e Uruguai (em dólar) também tem reflexo nessa conta. Isso sem considerar o programa de incentivo à redução do consumo de energia, que afeta a receita das distribuidoras.
Apesar de elevado, o valor definido para a bandeira vermelha ficou aquém do custo que está sendo bancado. Segundo uma fonte do setor, que prefere não se identificar, quando o governo bateu o martelo nos R$ 14,20 para a bandeira de escassez hídrica, o valor inicial foi de R$ 24. Mas, como era muito alto, decidiu-se por um valor menor.

Escalada da tarifa
Além da bandeira tarifária, mecanismo usado durante período mais seco, o preço da energia elétrica no Brasil já vem de uma forte escalada há algum tempo. Na média, a tarifa para o consumidor residencial subiu 84% de 2010 para cá, de R$ 330,70 o MWh para R$ 608,80, segundo dados da Aneel.
Pra que planejamento, não é mesmo? Agora pau no cu do consumidor, ou seja, NÓS, e que se foda! Estamos levando rola sem KY todo mês em tudo com o preço lá na lua, e ainda não está cobrindo o gasto que as empresas tem...
 

king_hyperdyo

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Pra que planejamento, não é mesmo? Agora pau no cu do consumidor, ou seja, NÓS, e que se foda! Estamos levando rola sem KY todo mês em tudo com o preço lá na lua, e ainda não está cobrindo o gasto que as empresas tem...
Pior foi em casa, consegui fazer uma economia de 50Kw esse mês e os caras reterão minha conta para análise.

Não era para economizar ?
 

Yapathi

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Rombo com acionamento de térmicas já passa de R$ 8 bi, mesmo com bandeira tarifária extra
O Bolsonaro está doido para Dilmar e seguir a cabo com o plano de baixar a bandeira na canetada.

Espera e verá a obra de arte completa na cotação de dólar, juros futuros e inflação que isso ocasionará.
 

Sgt. Kowalski

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Comissão da crise hídrica mantém bandeira vermelha após falas de Bolsonaro


Brasil enfrenta sua pior crise hídrica em quase um século
Brasil enfrenta sua pior crise hídrica em quase um século Jonne Roriz/VEJA


A Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (Creg), criada para gerir a crise hídrica nacional, endossou a necessidade de se manter as medidas emergenciais para evitar o racionamento de energia no país, entre elas a bandeira vermelha da conta de luz. A decisão ocorreu em reunião realizada na sexta-feira, 15, após o presidente Jair Bolsonaro afirmar na tradicional live de quinta-feira que determinaria ao ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, “que volte a bandeira ao normal a partir do mês que vem”.

Composta por representantes dos ministérios de Minas e Energia, da Economia, da Infraestrutura, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Regional, a Creg avaliou que as chuvas aumentaram no país principalmente na Região Sul, e que as regiões Sudeste e Centro Oeste estão com previsão de maior volume de chuvas no curto prazo, porém, o solo bastante seco dificulta que a precipitação se transforme em maior volume de água nos reservatórios. Além dos preços mais altos da conta de luz, a Creg manterá a redução da vazão das usinas hidrelétricas Jupiá e Porto Primavera entre novembro de 2021 e fevereiro de 2022.

“Em relação ao atendimento para os próximos meses, as novas projeções apresentadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico indicam o atendimento da carga de energia elétrica nos cenários avaliados, com a possibilidade de ser necessário o uso marginal da reserva operativa para atendimento de potência no cenário conservador apresentado, em alguns momentos do mês de outubro de 2021 e em menor escala nos meses de novembro e dezembro. Esta possibilidade se reduz significativamente a partir do aumento das disponibilidades energéticas advindas das ações excepcionais em curso”, disse o Ministério de Minas e Energia em nota.

A situação continua crítica em diversos reservatórios do país. De acordo com a Sabesp, o volume de água do Sistema Cantareira, por exemplo, baixou 0,8 ponto percentual nesta sexta-feira, 15, e atingiu 28,2% da capacidade. Desde setembro o sistema opera em estado de emergência, com sua capacidade de água abaixo de 35%.
Populismo pré-eleições

A menos de um ano das eleições presidenciais de 2022, quando seu governo será colocado à prova, as falas de Bolsonaro foram um típico apelo populista ao eleitorado, uma vez que o aumento da conta de luz impacta diretamente a vida dos brasileiros e, consequentemente, a sua popularidade. Em custos eleitorais, a bandeira vermelha tem proporções semelhantes ao preço elevado do diesel e do gás de cozinha, porém, como mostrou VEJA, eles não deixam de ser fruto de escolhas do próprio governo com impacto na economia.
Com informações da Agência Brasil
 


Yapathi

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A Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (Creg), criada para gerir a crise hídrica nacional, endossou a necessidade de se manter as medidas emergenciais para evitar o racionamento de energia no país, entre elas a bandeira vermelha da conta de luz. A decisão ocorreu em reunião realizada na sexta-feira, 15, após o presidente Jair Bolsonaro afirmar na tradicional live de quinta-feira que determinaria ao ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, “que volte a bandeira ao normal a partir do mês que vem”.
Depois do escândalo da pedalada fiscal de hoje, não duvido mais de uma canetada aí também.

E nessa vamos nos afundando no buraco do governo Dilma 3.
 

Setzer1

Ei mãe, 500 pontos!
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Infelizmente será pior.
Dilma ainda tinha a desculpa de estar vindo de bons indices economicos.

A queda vai ser tensa.
Se hoje estamos de volta pros 90.
Podemos voltar pros anos 80. Que era horrivel pra quem vivia de mês a mês.
 

Lee Kuan Yew

Bam-bam-bam
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Para ter hiperinflação a forma de financiamento do governo tem de mudar pra impressora financiando os titulos diretamente.. Essa brecha foi aberta em 2020 com auxilio emergenciais.. Resta saber como vão interpretar o que é ''emergencia e situação de liquidez serevera no sistema'' se acharem que gente passando fome é o equivalente a uma pandemia, então lascou

Mas, inflação de 2 digitos é fácil, já até estamos com ela
 

Setzer1

Ei mãe, 500 pontos!
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Eu era criança no fim da década de 80, mas me lembro dos remarcadores de preço nos mercados.

Quem sofria menos era quem podia estocar.
pq quanto +você guarda e maior a quantidade vc estoca. Menos inflação você sente.

Agora quantas pessoas tem casas pra transformar em depositos de compras?
E dinheiro pra comprar 3-4 meses de supermercado de uma vez só?


OS atacadões voltaram com tudo.
A venda do extra é só o começo. Mercadinhos e mercados vão sofrer nessa nova realidade, sem economia de escala pra lidar com tudo isso e margens de lucro já apertadas.
 
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