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O ceticismo (ingênuo) dos negadores da pandemia

Ivo Maropo

Bam-bam-bam
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Se tem uma coisa que costumamos logo assumir como um simples fato autoevidente, é que a atitude de ser cético, de duvidar, é intrinsecamente superior em termos intelectuais àquela da crença pura. Afinal de contas, ela pressupõe uma razão esclarecida e questionadora da realidade. Quem duvida, pensa; é um "esclarecido", um indivíduo autônomo, livre e racional, certo? Bem, não necessariamente. A descrença também pode funcionar como a (pior forma de) crença, pois, como nos diz o bom e velho ditado popular, "o pior cego é aquele que não quer ver". Há casos em que a pretensa racionalidade autônoma, livre e independente do cético é apenas uma máscara confortável para a sua convicção cega, funcionando assim como o seu inconfessável cúmplice interno, o seu álibi implícito, seu "viés de confirmação". Exemplo? A questão da pandemia e tudo a ela associado.

Um entendimento comum no Brasil de hoje é de que as medidas de isolamento (em especial aquela mais severa, o lockdown) são uma "estupidez sem tamanho"; quiçá um "genocídio indireto" (por nos conduzir à crise econômica e às doenças mentais decorrentes do isolamento prolongado); algo que simplesmente não funciona, onde o remédio é ainda pior e mais amargo do que a doença que ele pretende tratar, etc. Mas uma coisa logo chama a atenção: então por que diabos este entendimento silenciosamente faz tão pouco caso (e de forma tão apressada) dos especialistas e de toda a ciência aí envolvida?

Então quer dizer que países inteiros (e de primeiro mundo) fecharam, ainda que parcialmente, as suas economias e limitaram a sua vida social somente por que não fizeram as perguntas mais óbvias e básicas possíveis? Aquelas que logo nos saltam aos olhos e ocorreriam ao mais leigo dos questionadores? E se este orgulhoso, cínico, apressado e agressivo ceticismo na verdade fosse apenas uma máscara para uma crença ainda mais arraigada (só que na própria descrença em si)?

Tão logo esta pergunta é suscitada (como pode países inteiros - e de primeiro mundo - estarem tão redondamente equivocados e completos leigos brasileiros tão corretos?), um estágio ilícito de argumentação logo entra em cena e toma conta: "não! Não é porque eles não sabem o que estão fazendo, mas sim porque eles sabem demais! Vez que é somente um jogo de cena público para um pervertido acordo genocida de dominação global da China!", e é precisamente aqui, neste momento, que a atitude cínica e "esclarecida" dos "céticos" nos revela toda a sua face ingênua, atolada até o seu pescoço em convicções as mais irracionais, paranoicas e perversas, sendo o perfeito "cego que não quer ver".

O argumento de que a mortalidade da Covid é baixa e específica, se concentrando apenas entre os mais idosos e portadores de comorbidade, não justificando assim medidas mais severas de isolamento social, também é repleto de pressuposições alarmantes e apressadas. Enquanto a mortalidade da gripe comum gira ao redor de 0,1%, a da Covid gira em torno de 3%. Sim, tendo isto como base, são 30 vezes mais mortes em termos proporcionais (para visualizar melhor o que isto quer dizer em termos efetivos, apenas imagine uma sala com somente uma pessoa, e depois com 30).

A própria alegação de que "somente os mais idosos e de saúde mais vulnerável são os mais atingidos", como um desqualificador das medidas de isolamento, parece não atentar para a sua própria crueldade, endossando implicitamente (e com chocante naturalidade) uma lógica que abertamente flerta com a eugenia nazista, em que os fracos são "por direito" eliminados da sociedade (com o agravante extra de que são as avós e avôs de "cidadãos de bem", isto é, de "cristãos unidos em nome da família").

Bolsonaro recentemente disse que "o melhor remédio para a Covid era se contaminar". Seu desdém completo para com a pandemia sempre foi escancarado, repleto do escracho cínico e indiferente com a dor alheia que lhe é peculiar. Ele é um orgulhoso adepto da "imunização de rebanho" - sim, daquela mesmo, onde os especialistas calculam um índice de 75% de contaminação geral para que se pare "de vez" com a circulação do vírus. Em cálculos brutos, 75% dos cerca de 210 milhões de habitantes brasileiros daria mais de 150 milhões de pessoas. Aplicando sobre este montante um índice de aproximadamente 3% de mortalidade da Covid-19, já teríamos aí 4 milhões e meio de mortes, números que rivalizam com os de guerra (neste caso, de um genocídio premeditado).

O Brasil obviamente deveria ter sido muito mais agressivo e eficiente na sua contenção do vírus, com o governo fazendo uso das suas reservas econômicas para fornecer um auxílio emergencial para os mais necessitados até quando fosse possível, bem como um presidente sinceramente comprometido com medidas de isolamento, e em trazer, o mais rápido possível, a maior quantidade da mais eficaz vacina disponível. Não fizemos nada disso e, à semelhança dos Estados Unidos de Donald Trump, não à toa os maiores atingidos pela pandemia na sua mortalidade, padecemos com a mais completa irresponsabilidade alheia. Se existe um momento na nossa história onde nós mais necessitamos da prova de que "Deus é brasileiro", é agora, pois somente um milagre (ou a nossa articulada ação política) poderá nos salvar.
 


MobiusRJ

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Só quero q vcs do "fica em casa" e tão julgando quem quer trabalhar me respondam uma coisa:

Atualmente, como vcs estão garantindo o seu sustento?

Se tá cheirosinho de home office, pedindo comidinha no Ifood, cervejinha no zé delivery, tão jogando videogame, vendo netflix para o lazer e no final do mes o salario tá batendo na conta, saibam q a sua hipocrisia é algo imensurável.
 
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Stranger_Eddie

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Só quero q vcs, do "fica em casa" e tão julgando quem quer trabalhar me respondam uma coisa:

Atualmente, como vcs estão garantindo o seu sustento?

Se tá cheirosinho de home office, pedindo comidinha no Ifood, cervejinha no zé delivery, tão jogando videogame e vendo netflix para o lazer e no final do mes o salario tá batendo na conta, saibam q a sua hipocrisia é algo imensurável.
Estou indo pro front no mínimo 3 vezes por semana. Trabalho mais presencial do que home office. Eu quem faço as compras, farmácia, etc. Cuido tanto de minha casa como a casa da minha mãe.

Inclua fazer uma reforma com pedreiros, pintores, demais pessoas trabalhando indo e vindo pra lá e pra cá!

Máscaras + álcool + higienização quando estou fora de casa, quando chego, se tiver alguma compra (por exemplo), tudo é higienizado (álcool 70% e ou lavagem de alimentos antes de ir pra geladeira). Taco a roupa da rua pra lavar, banhão top e fim da batalha diária. Que venha o próximo dia.

Vida normal aqui, respeitando protocolos de distanciamento. Se tiver que ir a algum lugar que vejo que tem fila, simplesmente vou em outro lugar da concorrência que estiver vazio.

...

E matando coronga nos finais de semana tomando umas boas biritas! :kcool

Abraços!
 
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geist

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Em termos percentuais é mais fácil se contaminar e morrer pelo vírus ou perder o emprego, ter a família destruída e remoer isso o resto da vida? Lógico que minha pergunta pressupõe números confiáveis.
Entre maio e setembro do ano passado 4,1 milhões perderam o emprego. Não duvidaria ter batido já os 10 milhões. Vai falar pra essa galera "fica em casa" que vai ver pra onde eles vão te mandar...

A verdade é que a China fez um laço muito bem feito. Por ser uma ditadura, foi fácil demais colocar as democracias mundo a fora de joelhos, presas em seus próprios princípios, em suas próprias legislações. Enquanto aqui se bate cabeça se tranca ou destranca, os caras estão arrebentando de ganhar dinheiro com luvas, máscaras, respiradores, aventais, seringas, vacinas, além do padrão (eletrônicos em geral), que passaram a vender consideravelmente mais. Estão importando de países como o nosso, alimentos a baixo preço relativo, estão comprando propriedades e empresas mundo afora, estão despejando dinheiro em governos, vendendo sistemas de controle social, fazendo parcerias com big techs, enfim... o mais duro golpe ainda está por vir. Logo o ocidente perceberá ser inviável tentar dar murro em ponta de faca e se entregará de vez. Acordar eu acho difícil, praticamente impossível.

Espero que esse "golpe de mestre" seja tópico dos livros de história futuramente. Isso se for permitido pelo partido.


O Brasil obviamente deveria ter sido muito mais agressivo e eficiente na sua contenção do vírus, com o governo fazendo uso das suas reservas econômicas para fornecer um auxílio emergencial para os mais necessitados até quando fosse possível, bem como um presidente sinceramente comprometido com medidas de isolamento, e em trazer, o mais rápido possível, a maior quantidade da mais eficaz vacina disponível. Não fizemos nada disso e, à semelhança dos Estados Unidos de Donald Trump, não à toa os maiores atingidos pela pandemia na sua mortalidade, padecemos com a mais completa irresponsabilidade alheia. Se existe um momento na nossa história onde nós mais necessitamos da prova de que "Deus é brasileiro", é agora, pois somente um milagre (ou a nossa articulada ação política) poderá nos salvar.
De toda conversa fiada do seu post, esse me chamou especial atenção. Como, economicamente, seria possível manter milhões de pessoas de abril até fevereiro desse ano? Que reservas são essas capazes de suprir tamanha necessidade de recursos? Como lidaria com a queda ainda mais brutal de arrecadação? Como compraria 215 milhões de vacinas, com qual dinheiro?

Depois somos nós quem vivemos no mundo da fantasia e vocês os "esclarecidos".
 


Ero_Seenin

Spaaaaaace Geek
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acorda pra realidade.

Brasil não tem dinheiro pra sustentar auxilio emergencial forever.

Não pode imprimir dinheiro pra isso, não somos EUA. E nem o EUA é imune a impressão de dinheiro forever também.

Você perdeu o seu emprego também? Sua família perdeu? Estaria com toda essa pompa de defender lockdown se ganhasse 1 ou 2 salários mínimos e sem ter reserva alguma, como acontece com a maioria dos brasileiros?

Eu não perdi meu emprego, ganho com vendas online, e estou terminando graduação em medicina esse ano, e não tenho dívidas algumas. Mas seria absurdamente hipótrica se defendesse autoritarismo estatal "contra covid", enquanto meu dinheiro ainda chega todo mês. O seu está chegando também?

Erros grosseiros do governo em lidar com isso aconteceram sim, e uma delas foi ter recusado as vacinas melhores com desculpa esfarrapada. Agora ir contra lockdown estilo argentina, nisso eles não estão errados porra nenhuma, porque simplesmente não existe opção, quebra o país e você quebra o governo também que vai ficar sem dinheiro até para sustentar o SUS que já não é grande coisa. Isso não tem nada a ver com ceticismo contra a doença, e sim a perceber a realidade de forma crua, ou as pessoas continuam trabalhando, ou o que resta do país já era. Ponto.

Defensores de autoritarismo estatal nessa situações estão sempre a dizer que dano econômico ia acontecer de todo jeito, mas esquecem que pelo visto dano na saúde pública também aconteceu de todo jeito em países que adotaram lockdown.
 

Hitmanbadass

You can't handle the truth!
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Se tem uma coisa que costumamos logo assumir como um simples fato autoevidente, é que a atitude de ser cético, de duvidar, é intrinsecamente superior em termos intelectuais àquela da crença pura. Afinal de contas, ela pressupõe uma razão esclarecida e questionadora da realidade. Quem duvida, pensa; é um "esclarecido", um indivíduo autônomo, livre e racional, certo? Bem, não necessariamente. A descrença também pode funcionar como a (pior forma de) crença, pois, como nos diz o bom e velho ditado popular, "o pior cego é aquele que não quer ver". Há casos em que a pretensa racionalidade autônoma, livre e independente do cético é apenas uma máscara confortável para a sua convicção cega, funcionando assim como o seu inconfessável cúmplice interno, o seu álibi implícito, seu "viés de confirmação". Exemplo? A questão da pandemia e tudo a ela associado.

Um entendimento comum no Brasil de hoje é de que as medidas de isolamento (em especial aquela mais severa, o lockdown) são uma "estupidez sem tamanho"; quiçá um "genocídio indireto" (por nos conduzir à crise econômica e às doenças mentais decorrentes do isolamento prolongado); algo que simplesmente não funciona, onde o remédio é ainda pior e mais amargo do que a doença que ele pretende tratar, etc. Mas uma coisa logo chama a atenção: então por que diabos este entendimento silenciosamente faz tão pouco caso (e de forma tão apressada) dos especialistas e de toda a ciência aí envolvida?

Então quer dizer que países inteiros (e de primeiro mundo) fecharam, ainda que parcialmente, as suas economias e limitaram a sua vida social somente por que não fizeram as perguntas mais óbvias e básicas possíveis? Aquelas que logo nos saltam aos olhos e ocorreriam ao mais leigo dos questionadores? E se este orgulhoso, cínico, apressado e agressivo ceticismo na verdade fosse apenas uma máscara para uma crença ainda mais arraigada (só que na própria descrença em si)?

Tão logo esta pergunta é suscitada (como pode países inteiros - e de primeiro mundo - estarem tão redondamente equivocados e completos leigos brasileiros tão corretos?), um estágio ilícito de argumentação logo entra em cena e toma conta: "não! Não é porque eles não sabem o que estão fazendo, mas sim porque eles sabem demais! Vez que é somente um jogo de cena público para um pervertido acordo genocida de dominação global da China!", e é precisamente aqui, neste momento, que a atitude cínica e "esclarecida" dos "céticos" nos revela toda a sua face ingênua, atolada até o seu pescoço em convicções as mais irracionais, paranoicas e perversas, sendo o perfeito "cego que não quer ver".

O argumento de que a mortalidade da Covid é baixa e específica, se concentrando apenas entre os mais idosos e portadores de comorbidade, não justificando assim medidas mais severas de isolamento social, também é repleto de pressuposições alarmantes e apressadas. Enquanto a mortalidade da gripe comum gira ao redor de 0,1%, a da Covid gira em torno de 3%. Sim, tendo isto como base, são 30 vezes mais mortes em termos proporcionais (para visualizar melhor o que isto quer dizer em termos efetivos, apenas imagine uma sala com somente uma pessoa, e depois com 30).

A própria alegação de que "somente os mais idosos e de saúde mais vulnerável são os mais atingidos", como um desqualificador das medidas de isolamento, parece não atentar para a sua própria crueldade, endossando implicitamente (e com chocante naturalidade) uma lógica que abertamente flerta com a eugenia nazista, em que os fracos são "por direito" eliminados da sociedade (com o agravante extra de que são as avós e avôs de "cidadãos de bem", isto é, de "cristãos unidos em nome da família").

Bolsonaro recentemente disse que "o melhor remédio para a Covid era se contaminar". Seu desdém completo para com a pandemia sempre foi escancarado, repleto do escracho cínico e indiferente com a dor alheia que lhe é peculiar. Ele é um orgulhoso adepto da "imunização de rebanho" - sim, daquela mesmo, onde os especialistas calculam um índice de 75% de contaminação geral para que se pare "de vez" com a circulação do vírus. Em cálculos brutos, 75% dos cerca de 210 milhões de habitantes brasileiros daria mais de 150 milhões de pessoas. Aplicando sobre este montante um índice de aproximadamente 3% de mortalidade da Covid-19, já teríamos aí 4 milhões e meio de mortes, números que rivalizam com os de guerra (neste caso, de um genocídio premeditado).

O Brasil obviamente deveria ter sido muito mais agressivo e eficiente na sua contenção do vírus, com o governo fazendo uso das suas reservas econômicas para fornecer um auxílio emergencial para os mais necessitados até quando fosse possível, bem como um presidente sinceramente comprometido com medidas de isolamento, e em trazer, o mais rápido possível, a maior quantidade da mais eficaz vacina disponível. Não fizemos nada disso e, à semelhança dos Estados Unidos de Donald Trump, não à toa os maiores atingidos pela pandemia na sua mortalidade, padecemos com a mais completa irresponsabilidade alheia. Se existe um momento na nossa história onde nós mais necessitamos da prova de que "Deus é brasileiro", é agora, pois somente um milagre (ou a nossa articulada ação política) poderá nos salvar.
Vc monta uma imagem do que considera ser o cidadão médio que é contra o lockdown e "bate" nesse suposto ser com seus argumentos que se colocam como lógicos mas são apelos à emoção ou simplesmente opiniões sem base clara.

Sobre a alegação dos idosos e outros grupos, não é uma alegação é um fato, e é um fato que, se não for usado para discurso falacioso, pode ou poderia ter sido a base de uma política de distanciamento e confinamento diferenciadas. De toda forma essa possibilidade já passou.

Os países de primeiro mundo não erraram ou acertaram em fazer lockdown, eles estão tentando modelos drásticos porque sabem que a economia deles pode suportar até certo ponto e vale a pena tentar.

Ninguém seria louco de fechar o país inteiro sem uma projeção clara dos impactos já que no médioprazo, dessa forma, o sistema de saúde colapsaria de qualquer forma sem dinheiro e sem insumos.

O Brasil está, em mortes por milhão, melhor colocado que muitos desses países, isso significa que estamos combatendo melhor? Não acho, acho que tá tudo um caos tão grande que nenhuma decisão única pode ser aplicada a países completamente diferentes entre si.

Um país em recessão, desemprego galopante, inflação absurda sendo segurada por semântica (ou quase isso)... a quais reservas se refere? Talvez nem mesmo os responsáveis por tais reservas saibam que ela existe, estão mto bem escondidas pelo visto.
 

Witold Pilecki

Bam-bam-bam
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Atualmente, como vcs estão garantindo o seu sustento?

Se tá cheirosinho de home office, pedindo comidinha no Ifood, cervejinha no zé delivery, tão jogando videogame e vendo netflix para o lazer e no final do mes o salario tá batendo na conta, saibam q a sua hipocrisia é algo imensurável.
Estou indo pro front no mínimo 3 vezes por semana. Trabalho mais presencial do que home office. Eu quem faço as compras, farmácia, etc. Cuido tanto de minha casa como a casa da minha mãe.

Inclua fazer uma reforma com pedreiros, pintores, demais pessoas trabalhando indo e vindo pra lá e pra cá!

Máscaras + álcool + higienização quando estou fora de casa, quando chego, se tiver alguma compra (por exemplo), tudo é higienizado (álcool 70% e ou lavagem de alimentos antes de ir pra geladeira). Taco a roupa da rua pra lavar, banhão top e fim da batalha diária. Que venha o próximo dia.

Vida normal aqui, respeitando protocolos de distanciamento. Se tiver que ir a algum lugar que vejo que tem fila, simplesmente vou em outro lugar da concorrência que estiver vazio.

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E matando coronga nos finais de semana tomando umas boas biritas! :kcool

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É isso. Aqui também.

E não me enquadro nas definições pejorativas que ele descreveu.
 

sebastiao coelho neto

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Como todo texto longo como esse, há várias coisas qu concordo com outras que discordo. E em sua maioria baseada em falácias. Então vamos a elas:

- A primeira é aquela das quarentena, que se todos fazem (até do primeiro mundo!), não pode ser errado. Bom, há de se convir que o primeiro a fazer Lockdown foi a China e que no início (até do primeiro mundo!) achou exagerado. Só lembrar das críticas que Trump recebeu ao proibir voos da China. A questão é que naquele momento a doença era algo desconhecido, ninguém sabia de nada e restrição era algo drástico mas necessário. Não foi feito porque era algo "com base na ciência" ou por iluminados (sem falar que os adeptos de quarentena também tem um viés político);

- outro argumento que o texto dá a entender é que se Bolsonaro é adepto ao vale tudo da liberação (menos o fiofó, claro) todos que são contra quarentenas severas também o são. Isso é manipular o leitor. Ora, eu atualmente sou contra restrições severas mas tenho asco das atitudes do presidente;

- então hoje, depois de tudo que sabemos e passamos, justifica lockdowns? A meu ver não. Já há tratamento pra reduzir as mortes, já há estudos estatísticos que atestam a baixa probabilidade de infecção em escolas primárias, os sistemas de saúde já deveriam estar preparados (se não estão é outra questão).

A questão é que a população encheu o saco. E este texto, assim como outros que devem aparecer mais e mais, querem indiretamente convencer o leitor que se você é contra quarentena então é igual ao presidente, é anti ciência, não acredita em pandemia, etc
 

Monogo

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Só quero q vcs, do "fica em casa" e tão julgando quem quer trabalhar me respondam uma coisa:

Atualmente, como vcs estão garantindo o seu sustento?

Se tá cheirosinho de home office, pedindo comidinha no Ifood, cervejinha no zé delivery, tão jogando videogame e vendo netflix para o lazer e no final do mes o salario tá batendo na conta, saibam q a sua hipocrisia é algo imensurável.
Proponho que todos que nao estejam cpnseguindo pagar os boletos, mandem pra essa turma do coração de ouro pagar.

Ai tu vai ver onde o altruismo e humanismo acaba.
 
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sebastiao coelho neto

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De toda conversa fiada do seu post, esse me chamou especial atenção. Como, economicamente, seria possível manter milhões de pessoas de abril até fevereiro desse ano? Que reservas são essas capazes de suprir tamanha necessidade de recursos? Como lidaria com a queda ainda mais brutal de arrecadação? Como compraria 215 milhões de vacinas, com qual dinheiro?

Depois somos nós quem vivemos no mundo da fantasia e vocês os "esclarecidos".
Parece até que ele quer que o presidente fure o teto de gastos pra depois pedir impeachment.
 

Darkx1

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Eu até concordo com o lance do pessoal infelizmente ter que enfrentar as condições atuais pra ir atrás do sustento da familia.

O que me deixa puto é pessoa ficar falando mal de vacina, de mascaras, e de cuidados básicos de higiene. Ja vi gente por aqui que reclamava até de lavar as mãos.

Isso sim que é de forçar a amizade.
 

Aloeh

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O mais massa é a argumentação da dizimação dos idosos, comparando a eugenia nazista, jogando o Bolsonaro de paraquedas no próximo parágrafo e por isso tem que pagar o auxílio emergencial pra galera.

É quase a Carla Perez rebolando no é o tchan.
 

Layzem

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Pra mim é difícil de responder, minha cidade só fez lockdown de 2 semanas, desde estão está tudo aberto, hoje até cinemas, os colégios particulares ja estão se preparando para o começo do ano letivo.
Minha cidade tem 135k de habitantes, 5.233 contaminados e 118 mortes, no fim de ano o comercio ficou aberto até a meia noite, pessoas de cidades vizinhas vieram fazer compras, maioria dos restaurantes e lanchonetes estão vivos e funcionando.
Na ultima eleição o prefeito reeleito teve 61% e o 2° mais votado teve 31%, ambos eram contra o lockdown e enfrentaram os juizecos de 1° instância que queriam fechar a cidade de qualquer jeito.
Então, sim somos negacionistas da pandemia.
 

geist

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Pra mim é difícil de responder, minha cidade só fez lockdown de 2 semanas, desde estão está tudo aberto, hoje até cinemas, os colégios particulares ja estão se preparando para o começo do ano letivo.
Minha cidade tem 135k de habitantes, 5.233 contaminados e 118 mortes, no fim de ano o comercio ficou aberto até a meia noite, pessoas de cidades vizinhas vieram fazer compras, maioria dos restaurantes e lanchonetes estão vivos e funcionando.
Na ultima eleição o prefeito reeleito teve 61% e o 2° mais votado teve 31%, ambos eram contra o lockdown e enfrentaram os juizecos de 1° instância que queriam fechar a cidade de qualquer jeito.
Então, sim somos negacionistas da pandemia.
Estão certinho. Eu sentiria orgulho.
Qual é a cidade? Capaz de eu dar um pulo aí pra fortalecer ainda mais o comércio.
 

Ivo Maropo

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Um texto cheio de sensos comuns, com uma visão distorcida do ceticismo ( descrença como forma de crença? Oi?) com ligações frágeis e artificiais entre ideias que não conversam entre si.
Muito pelo contrário, é precisamente hoje, em tempos cada vez mais caóticos e bagunçados, que um mínimo senso comum precisa ser reabilitado.

Estamos falando de tempos onde o terraplanismo cresce a olhos vistos; onde a informação irrestrita e imediata caminha sempre com uma profunda desinformação.

São tempos tão bagunçados e paradoxais que precisamos ensinar aos próprios "cidadãos de bem", os pretensos defensores cristãos dos valores familiares, que não é aceitável afirmar que o Covid-19 é "somente uma gripezinha" quando ela pode matar asfixiado um avô ou avó nosso. Esta bizarra eugenia implícita não é aceitável.

O problema do seu post é que ele parece não atentar para a verdadeira gravidade do problema. É um mínimo senso comum que precisa ser reabilitado hoje, da niilista e relativista confusão pós-moderna e do caos da desinformação.
 

Aloeh

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Muito pelo contrário, é precisamente hoje, em tempos cada vez mais caóticos e bagunçados, que um mínimo senso comum precisa ser reabilitado.

Estamos falando de tempos onde o terraplanismo cresce a olhos vistos; onde a informação irrestrita e imediata caminha sempre com uma profunda desinformação.

São tempos tão bagunçados e paradoxais que precisamos ensinar aos próprios "cidadãos de bem", os pretensos defensores cristãos dos valores familiares, que não é aceitável afirmar que o Covid-19 é "somente uma gripezinha" quando ela pode matar asfixiado um avô ou avó nosso. Esta bizarra eugenia implícita não é aceitável.

O problema do seu post é que ele parece não atentar para a verdadeira gravidade do problema. É um mínimo senso comum que precisa ser reabilitado hoje, da niilista e relativista confusão pós-moderna e do caos da desinformação.
O que é senso comum pra você?

Pode procurar no Google
 

Ivo Maropo

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Ofensa
Qual é a melhor forma de vencer o vírus criado pela China para a dominação mundial comunista?
É enfrentá-lo de peito aberto e me contaminando e talvez morrer, para manter minha lojinha de produtos fabricados na china aberta na pandemia.
Creio que este post nos dá uma boa noção do nível de retardamento mental que encontramos por aqui (mas, por sorte, não é todo mundo).
 

DanielMF

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Os mesmos que falam que o Brasil tem uma penca de custos e subsídios para cortar (e é verdade), são os mesmos que falam que o Brasil não teria condições de manter algum valor do auxílio emergencial.

Então por que ao invés de defender o fim do auxílio neste novo pico da pandemia, defendam que, neste momento de emergência, sejam feitos vários cortes a fim de dar suporte ao auxílio?

Na essência é simples, não querem lockdown mesmo se houver auxílio emergencial. Não querem lockdown mesmo se faltar oxigênio para os doentes. Não querem lockdown mesmo que os casos explodam.

Não querem lockdown porque esse é um pilar do discurso deste governo na pandemia.
 

avitima

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Quero discussão, mas minha reflexão se encontra presente quando conto quantos parentes, amigos, colegas de profissão morreram. Foram mais, mas no último balanço que fiz 35 pessoas conhecidas morreram por complicações causadas pelo vírus. Mais se eu contar direitinho chega nos 50, mas como não tenho tanta certeza disso fico noa 35. Isso realmente me faz pensar. Depois do primeiro caixão fechado e dentro corpo no saco e complicado. A pessoa entra, vai pra UTI fica um mês sem ver nenhum parente, nem amigo, nem pode ter celular. Fica entubado do nada, em coma induzido e não acorda mais.

Enviado de meu Mi A2 usando o Tapatalk
 

Cuneglas

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Estamos falando de tempos onde o terraplanismo cresce a olhos vistos; onde a informação irrestrita e imediata caminha sempre com uma profunda desinformação.
Isso voce esta coberto de razao.

NUNCA na historia da humanidade a populacao mundial aceitou com tanta facilidade:

  • Quarentena de pessoas saudaveis
  • Controle de circulacao de pessoas pelo estado
  • Controle de abertuda de comercio pelo estado
  • Vacinas com menoss de 6 meses de tesstes
  • Trilhoes de dolares para governantes que quebraram seus estados/paises
  • Cerceamento de liberdades
  • Controle comportamental
E a cereja do bolo, menos de cem anos depois do holocausto:

Digo e repito.
O coronavirus continuara a ser usado como desculpa para medidas autoritarias pelo mundo até que todo o ganho politico e financeiro seja alcançado.
 

sebastiao coelho neto

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Os mesmos que falam que o Brasil tem uma penca de custos e subsídios para cortar (e é verdade), são os mesmos que falam que o Brasil não teria condições de manter algum valor do auxílio emergencial.

Então por que ao invés de defender o fim do auxílio neste novo pico da pandemia, defendam que, neste momento de emergência, sejam feitos vários cortes a fim de dar suporte ao auxílio?

Na essência é simples, não querem lockdown mesmo se houver auxílio emergencial. Não querem lockdown mesmo se faltar oxigênio para os doentes. Não querem lockdown mesmo que os casos explodam.

Não querem lockdown porque esse é um pilar do discurso deste governo na pandemia.
Não conheço ninguém aqui que defenda subsídio. Porém cortar subsídios teria pouco efeito prático, já que é relacionado a um dinheiro que entra. O melhor seria cortar gastos (dinheiro que sai) diminuindo o tamanho do estado.
 

DanielMF

Bam-bam-bam
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Não conheço ninguém aqui que defenda subsídio. Porém cortar subsídios teria pouco efeito prático, já que é relacionado a um dinheiro que entra. O melhor seria cortar gastos (dinheiro que sai) diminuindo o tamanho do estado.
Dinheiro é dinheiro.

Estamos falando de condições para uma medida emergencial, não importa se a fonte for dinheiro que entra ou dinheiro que deixa de sair.
 

Resu Anera

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Quero discussão, mas minha reflexão se encontra presente quando conto quantos parentes, amigos, colegas de profissão morreram. Foram mais, mas no último balanço que fiz 35 pessoas conhecidas morreram por complicações causadas pelo vírus. Mais se eu contar direitinho chega nos 50, mas como não tenho tanta certeza disso fico noa 35. Isso realmente me faz pensar. Depois do primeiro caixão fechado e dentro corpo no saco e complicado. A pessoa entra, vai pra UTI fica um mês sem ver nenhum parente, nem amigo, nem pode ter celular. Fica entubado do nada, em coma induzido e não acorda mais.

Enviado de meu Mi A2 usando o Tapatalk
Seu mentiroso. Vi um vídeo no zap que prova que estão enterrando caixões vazios e declarando acidentes de trânsito como morte por covid.
 
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