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Tópico Oficial da Operação Lava-Jato [Criminalize seus Ex-Presidentes aqui]

lucas789

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Sera que se o Lula for preso ele vai fazer que nem o Marcola?

Comandar a quadrilha de dentro do presidio
 


Lord_Revan

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Deve ser legal brincar de autista. Estou aqui com 8GB de hentai na lista de torrent para baixar (e devo adicionar mais nas próximas horas, pois o Japão lançou 28 jogos hentai nessa sexta-feira) e indo passar a madrugada jogando FFXIV, mas nem por isso consigo fugir da realidade como aqueles que tentam defender o governo.
Foda-se o lula.
.
Manda a lista dos jogos :klolz
 

Drew Brees

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Seria o creme de la creme se prendessem o Lula dias antes do aniversário do PT.
 

Sgt. Kowalski

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Dono do grupo Schahin denunciado na Lava Jato quer passar folia em Paris
BELA MEGALE
DE SÃO PAULO

31/01/2016 02h00 - Atualizado às 18h49

1,0 mil
Mais opções
O executivo Milton Taufic Schahin, 77, um dos donos do Grupo Schahin, alvo da Operação Lava Jato sob suspeita de ter se beneficiado do esquema de desvios da Petrobras, está preparando as malas para viajar para Paris durante o Carnaval.

Denunciado há dois meses sob acusação de crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta pela força-tarefa de procuradores que atua em Curitiba (PR), ele embarcará na próxima quinta-feira (4) com a mulher para a capital francesa, onde o casal permanecerá por oito noites.

Apesar de não haver restrições judiciais para que viaje para fora do Brasil, a defesa do executivo protocolou uma petição direcionada ao juiz Sergio Moro para comunicá-lo do paradeiro de Schahin nos dias de folia.

Somente em passagens aéreas, o casal desembolsará mais de R$ 32 mil, valor referente a dois bilhetes da classe executiva.

A hospedagem sairá um pouco mais "em conta", em torno de R$ 13 mil.


Divulgação

Foto da suíte Elysées, do hotel Franklin Roosevelt, em Paris
O hotel quatro estrelas escolhido para a "lua de mel", o Franklin Roosevelt, fica no coração do Triangle d'Or, região nobre da capital conhecida pelos restaurantes e butiques de alta costura.

A suíte que acomodará Milton e sua mulher nos próximos dias é uma das melhores e maiores do estabelecimento, a Elysées, com generosos 55 metros quadrados.

A situação financeira do grupo Schahin, porém, está em descompasso com a vida pessoal dos donos.

Em abril do ano passado, a empresa apresentou à Justiça um pedido de recuperação judicial. O objetivo é tentar reorganizar as contas e evitar a falência.

Um dos motivos que levaram a Schahin a essa situação é que em maio de 2015 a Petrobras cancelou vários contratos com a companhia.

No entanto, o grupo conseguiu manter o que garante a operação do navio-sonda Vitória 10.000, atualmente sua principal fonte de renda.

EMPRÉSTIMO

Milton foi denunciado pelo MPF (Ministério Público Federal) juntamente com seu irmão e sócio nos negócios, Salim, e seu filho, Fernando, por irregularidades que envolveram o grupo e o Vitória 10.000.

Salim Schahin firmou em 2015 um acordo de delação homologado em novembro em que revelou que um empréstimo de R$ 12 milhões contraído pelo pecuarista José Carlos Bumlai junto ao extinto Banco Schahin, em 2004, foi direcionado ao Partido dos Trabalhadores.

Segundo as investigações, o contrato para operação do navio-sonda da estatal concedido ao Grupo Schahin foi uma compensação pelo empréstimo ao PT.

Salim foi o único integrante da família a firmar um acordo de delação premiada.

Porém, a empresa pretende prosseguir as negociações com os procuradores da força-tarefa e da PGR (Procuradoria Geral da República) para assinar um acordo de leniência pelo qual consiga continuar prestando serviços ao poder público.

Além disso, há a ideia de que outros integrantes da família também firmem acordo de delação premiada para se livrar do risco de ficar atrás das grades.

OUTRO LADO

O advogado de Milton Schahin, Guilherme San Juan, justificou que "a viagem se deve ao aniversário de 40 anos de casado com sua esposa e que os bilhetes aéreos foram parcelados em cinco vezes".

Afirmou também que embora não haja restrição para que ele viaje, comunicou o fato a Moro "por lealdade e respeito ao juízo". (BELA MEGALE)
 

Sgt. Kowalski

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Filho de Lula pode ser o próximo alvo da Lava Jato



Delação de Otávio Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez, empreiteira que se tornou controladora da Cemig e também a maior doadora de Aécio Neves (PSDB-MG) em 2014, só foi aceita depois que ele aceitou envolver a Gamecorp, empresa de Fábio Luis Lula da Silva, que recebeu investimento de R$ 5 milhões da Oi; Azevedo teria dito que os repasses da Oi, controlada pela Andrade, à Gamecorp teriam sido 'desnecessários', visando apenas criar um fluxo de recursos para o filho de Lula e seus sócios, que são donos da área em Atibaia (SP), frequentada pelo ex-presidente Lula; inicialmente, Azevedo pretendia falar apenas sobre ter sido "achacado" na disputa presidencial de 2014, mas cedeu quando percebeu que a delação só seria aceita se ele falasse sobre o filho de Lula

31 de Janeiro de 2016 às 06:16

O empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, pode se tornar o próximo alvo da Operação Lava Jato.

É o que se depreende da delação de Otávio Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez, que está preso há mais de sete meses em Curitiba.

Empreiteira mais próxima ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), a Andrade se tornou controladora da Cemig, mesmo sendo minoritária, graças a um vantajoso acordo de acionistas negociado nas administrações tucanas em Minas. Em 2014, com mais de R$ 20 milhões, a Andrade foi também a maior doadora do senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Inicialmente, Azevedo pretendia dizer apenas que se sentiu "achacado" pelo PT, quando recebeu cobranças para doar para a campanha da presidente Dilma Rousseff em 2014 (leia mais aqui).

No entanto, ele cedeu após perceber que sua delação deveria envolver também o filho do ex-presidente Lula. Eis um trecho de uma coluna publicada ontem pelo jornalista Josias de Souza sobre o que virá na delação de Azevedo:

Azevedo dirá que agiu a pedido de Lula. Nessa versão, o pai de Lulinha, a caminho do término do seu primeiro mandato, tomou conhecimento de que o notório banqueiro Daniel Dantas oferecera-se para virar sócio da Gamecorp. Para impedir que o filho se vinculasse a Dantas, Lula pediu aos donos da velha Telemar, entre eles a Andrade Gutierrez, fizessem uma oferta mais vantajosa. Foi atendido.

O tempo passou. E os novos financiadores de Lulinha não perderam por esperar. Ganharam. Decorridos três anos, o governo Lula alterou a legislação para permitir que a Telemar/Oi se fundisse com a Brasil Telecom. Autorizada a fusão, a Andrade Gutierrez passou a contratar, por meio da Oi, serviços da Gamecorp. Serviços desnecessários, confidenciou Azevedo aos seus advogados. Serviam como canal de repasse sistemático de dinheiro para Lulinha e seus sócios.

Chamam-se Fernando Bittar e Jonas Suassuna os sócios de Lulinha na Gamecorp. No papel, os dois são os donos do sítio que Lula utiliza como refúgio, em Atibaia. A exemplo do que sucede com o apartamento triplex do Guarujá, cuja propriedade é atribuída a Lula, o sítio de Atibaia também entrou no radar da Lava Jato.

Com a delação de Azevedo homologada, os integrantes da força-tarefa avaliarão de devem ou não tomar medidas contra Fábio Luis e seus sócios – o que seria um desdobramento natural da última fase, batizada como Triplo X, que teve como alvo o ex-presidente Lula.
 


Sgt. Kowalski

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O patético fim de Lula

Houve, sim, um tempo em que Lula posava de vítima, e milhões de pessoas se compadeciam. Esse tempo acabou. A realidade é outra. Hoje, os pessimistas dizem: “Esse negócio do Lula não vai dar em nada outra vez, né?”. E os otimistas: “Acho que desta vez ele não escapa, né?”

Por: Reinaldo Azevedo 01/02/2016 às 7:17




Onde quer que eu esteja, na rua ou à porta de um bar ou restaurante, quando saio pra fumar, as pessoas se aproximam e quase sempre fazem a mesma observação, em tom de desalento: “Esse negócio do Lula não vai dar em nada outra vez, né?”. Os mais otimistas arriscam: “Acho que desta vez ele não escapa, né?”. Nesse caso, não é necessário dizer o nome. Todo mundo sabe quem é “ele”.

Pois é… Ainda que Lula e seus advogados consigam encontrar uma explicação que possa ser abrigada pela lei para o imbróglio do tríplex no Guarujá, sobrou como a hipótese mais benigna para o “homem mais honesto do mundo” a versão de um político no qual ninguém mais confia.

E não deixa de ser irônico, já observei aqui, que o Lula que transitou e transita ainda em tão altas esferas tenha encontrado sua Waterloo num apartamento relativamente modesto, dada a fortuna que ele já amealhou. Só em palestras, como se sabe, faturou R$ 27 milhões.

A desconfiança dos brasileiros é justificada. Incrivelmente, Lula passou incólume pelo mensalão. Na sequência, veio o escândalo dos aloprados, com pessoas de sua inteira confiança metidas na lama. E nada! Agora, o petrolão. Delações premiadas o colocam no centro do escândalo envolvendo o grupo Schahin, o empréstimo de um dinheiro para o PT e um contrato bilionário para a operação de um navio-sonda da Petrobras. E nada de o Ministério Público pedir ao menos a abertura de inquérito.

No caso do apartamento, Lula só é formalmente investigado pelo Ministério Público Estadual. Na fase Triplo X da Lava Jato, a cobertura que seria sua está entre os alvos, mas, para todos os efeitos, não se está apurando nada sobre o petista. A esta altura, a situação é de tal sorte ridícula que pouco importa saber se Janot prevarica ou está sendo tático. A lei e as evidências não podem abrigar comportamentos ambíguos. Não há nenhuma razão inteligível para Lula não ser um alvo de investigação da Lava-Jato.

De todo modo, o fim!
Nem os adversários mais ferozes de Lula imaginavam que seu fim seria tão patético. Quando eu era menino, para citar o apóstolo Paulo, e trotskista, pensava como menino e via no sindicalista um contrarrevolucionário com um pé da demagogia.

No meu delírio infanto-juvenil, eu o enxergava como um elemento que atrasava a revolução. Quando deixei de ser menino, identifiquei no ex-sindicalista a peça de propaganda de um partido político com vocação totalitária, que instrumentalizava a imagem do operário para impor goela abaixo da sociedade um projeto de poder que não podia ser devidamente compreendido pelo povo.

Vejo a situação de Lula hoje, perseguido por imóveis mal explicados; flagrado em proximidade incômoda, para dizer pouco, com empreiteiras investigadas; a bater no peito e a brandir uma honestidade que, atendendo a suas tendências megalômanas, tem de ser a “maior do mundo”… Não deixa de ser melancólico.

Ou por outra: as duas leituras que tive de Lula, em tempos distintos, não deixavam de ser generosas, não é mesmo? Uma e outra, ainda que negativas para ele, emprestavam-lhe o papel de um agente político. Ainda que não fosse do agrado do garoto de extrema esquerda ou do adulto liberal, eu o inscrevia como personagem da história.

A justa indagação que hoje está nas ruas o coloca num lugar rebaixado, bem aquém da minha hostilidade generosa: as pessoas querem saber se Lula vai pagar por aquilo que consideram seus crimes de político comum, vulgar, que se organiza para se locupletar e se dar bem. É a Justiça que vai dar a palavra final a respeito. O que a gente pode dizer com certeza é que as narrativas a que o petista tem de recorrer para explicar o inexplicável já viraram motivo de chacota nacional.

A defesa de Lula já vai adaptando as versões às circunstâncias. Agora admite que a família visitou o tríplex acompanhado do presidente da OAS, Léo Pinheiro, convertido, então, em corretor de imóveis. Mas não mais do que isso. Também o sítio de Atibaia, reformado pela Odebrecht e pela OAS segundo os gostos do companheiro, não lhe pertence.

Marisa, no entanto, pagou com dinheiro do próprio bolso por um barco de alumínio para ser usado no lago da propriedade. Ora, convenham, o que é que tem? É muito comum a gente comprar equipamentos para propriedades alheias, certo? Por si, isso não prova nada. Prova apenas que Marisa é generosa.

O PT diz que vai se dedicar agora à defesa de Lula. Parece que a campanha eleitoral deste ano terá como alvo a tentativa de recompor a imagem daquele que segue sendo o poderoso chefão do partido, o mandatário inconteste, o senhor absoluto da legenda. Por incrível que pareça, ele só não conhece as falcatruas da organização. Quando se trata de explicar a bandalheira, ele se torna um estranho no petismo.

Houve, sim, um tempo em que Lula posava de vítima, e milhões de pessoas se compadeciam. Esse tempo acabou. A realidade é outra. Hoje, os pessimistas dizem: “Esse negócio do Lula não vai dar em nada outra vez, né?”. E os otimistas: “Acho que desta vez ele não escapa, né?”.

Notem que são avaliações distintas que, no entanto, têm um diagnóstico comum.

Lula está acabado.
 

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Já vi que símios, perdidos, fisgadores de animais vertebrados aquáticos, veículo encomendado pelo Hitler novinho de fábrica, canhotos nem aparecerão neste tópico. Ou aparecerão somente para largar abobrinhas com o objetivo de desviar a discussão.
Legal é que VOCÊ desvia a discussão no primeiro post...
Mas tudo bem, quando é pra tirar com a cara do time adversário, tá valendo né!
HEHEHE
 

Monogo

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Legal é que VOCÊ desvia a discussão no primeiro post...
Mas tudo bem, quando é pra tirar com a cara do time adversário, tá valendo né!
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Falou o cara que me usa Bolsonario tópico sim, tópico não, com esse sentido.
Ja pensou em se auto avaliar, pq ja é a terceira vez que vejo vc demonizando uma ação, mas não perde a chance de faze-la amplamente qnd é lhe conveniente.

Não tome isso como um insulto, só peço pra vc que diz querer pregar a sensatez no fórum começar a da exemplo.
Pq assim ta feio.
 

Wrex

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Falou o cara que me usa Bolsonario tópico sim, tópico não, com esse sentido.
Ja pensou em se auto avaliar, pq ja é a terceira vez que vejo vc demonizando uma ação, mas não perde a chance de faze-la amplamente qnd é lhe conveniente.

Não tome isso como um insulto, só peço pra vc que diz querer pregar a sensatez no fórum começar a da exemplo.
Pq assim ta feio.
Alguma vez eu disse que não estava desviando o assunto do tópico? Desviei uma par de vezes.
Não lembro de ter desviado o assunto e ter negado, mas prestarei mais atenção, obrigado.

(Inclusive deveriam esperar meu post de choro, porque enquanto continuar a revanche no estilo sony vs microsoft eu estarei aí pra ser chato... Porquê pra mim não faz sentido abrir o tópico com uma provocação e desvio, pedindo pra não ter desvio.)
 

Sgt. Kowalski

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José Dirceu diz que ganhou R$ 40 mi em ‘consultorias’, mas ‘tinha muitas despesas’

Por Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba, e Fausto Macedo

01/02/2016, 06h00

Ao juiz Sérgio Moro, no interrogatório de sexta-feira, 29, ex-ministro da Casa Civil disse que atravessa 'dificuldades financeiras'


José Dirceu chega para seu interrogatório na Lava Jato na sexta-feira (29) em Curitiba. Foto: Paulo Lisboa/Brazil Photo Press

O ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu disse ao juiz federal Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, que enfrenta”dificuldades financeiras”. Ele disse na audiência de sexta feira, 29, que ganhou R$ 40 milhões em “consultorias”, mas que tinha “muitas despesas”.

Preso desde 3 de agosto de 2015 – alvo da Operação Pixuleco, desdobramento da Lava Jato -, Dirceu é réu em ação penal por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A força-tarefa do Ministério Público Federal afirma que, por meio de uma empresa de “fachada”, a JD Assessoria e Consultoria, o ex-ministro recebeu propinas do esquema de corrupção instalado na Petrobrás entre 2004 e 2014.

O relato de Dirceu não convenceu os investigadores da Lava Jato porque, segundo eles, as dificuldades e as despesas não o impediram de gastar R$ 1,5 milhão com a reforma de sua casa.
 

Bloodstained

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José Dirceu diz que ganhou R$ 40 mi em ‘consultorias’, mas ‘tinha muitas despesas’

Por Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba, e Fausto Macedo

01/02/2016, 06h00

Ao juiz Sérgio Moro, no interrogatório de sexta-feira, 29, ex-ministro da Casa Civil disse que atravessa 'dificuldades financeiras'


José Dirceu chega para seu interrogatório na Lava Jato na sexta-feira (29) em Curitiba. Foto: Paulo Lisboa/Brazil Photo Press

O ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu disse ao juiz federal Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, que enfrenta”dificuldades financeiras”. Ele disse na audiência de sexta feira, 29, que ganhou R$ 40 milhões em “consultorias”, mas que tinha “muitas despesas”.

Preso desde 3 de agosto de 2015 – alvo da Operação Pixuleco, desdobramento da Lava Jato -, Dirceu é réu em ação penal por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A força-tarefa do Ministério Público Federal afirma que, por meio de uma empresa de “fachada”, a JD Assessoria e Consultoria, o ex-ministro recebeu propinas do esquema de corrupção instalado na Petrobrás entre 2004 e 2014.

O relato de Dirceu não convenceu os investigadores da Lava Jato porque, segundo eles, as dificuldades e as despesas não o impediram de gastar R$ 1,5 milhão com a reforma de sua casa.
Esse é o maior consultor da história da humanidade, amigo do peito do maior palestrante da história de todas as galáxias! :kpensa
 

Sgt. Kowalski

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Braço-direito de Dilma há mais de uma década é exonerado do cargo

Joel Silva - 11.out.2010/Folhapress

Dilma e o assessor Anderson Dorneles fazem campanha presidencial para a petista em 2010
MARINA DIAS
GUSTAVO URIBE
FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA

01/02/2016 12h30 - Atualizado às 14h34


Considerado o principal braço-direito da presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, o assessor especial da Presidência da República Anderson Dorneles foi exonerado do cargo nesta segunda-feira (1º).

A sua saída foi publicada no "Diário Oficial da União". Para o seu lugar, foi nomeado o jornalista gaúcho Bruno Gomes Monteiro, ex-chefe de gabinete da Secretaria de Políticas para as Mulheres.

No final do ano passado, Dorneles pediu para deixar o cargo para voltar a morar no Rio Grande do Sul, onde se casará em março deste ano.

A saída dele ocorre após a divulgação de que o auxiliar é sócio de um bar no estádio do Beira-Rio, em Porto Alegre, o que causou preocupação ao Palácio do Planalto. A arena esportiva foi reformada pela empreiteira Andrade Gutierrez, a qual é investigada pela Operação Lava Jato por suspeitas de corrupção em obras da Copa do Mundo de 2014.


O conteúdo da delação que vem sendo negociada por executivos da empreiteira, considerado de potencial explosivo pelo Planalto, obrigou o jovem gaúcho, de 34 anos, a ter uma conversa definitiva com a chefe no final do ano passado para deixar seu cargo.


Com a petista desde o início da década de 1990, quando ela presidia a Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul, Anderson Dorneles era o responsável por carregar o celular e o tablet da presidente, bem como fazer ligações a ministros quando a petista precisava falar com eles.


O assessor era um dos poucos auxiliares da petista que contavam com sua confiança absoluta e que tinha a liberdade de participar com ela de reuniões confidenciais.

Na biografia "A vida quer é coragem", escrita pelo jornalista Ricardo Batista Amaral, o assessor é chamado de o "mensageiro" da presidente.

AGORA VAI

Dorneles, um gaúcho de 34 anos, costurava há pelo menos três meses sua saída do governo.

Ele havia tentado pedir demissão pelo menos outras três vezes ao longo das quase duas décadas em que trabalhou com Dilma. Mas, em 26 de dezembro de 2015, ao sair oficialmente de férias, sabia que não poderia mais voltar ao seu gabinete no terceiro andar do Palácio do Planalto.

Foi a presidente quem deu o apelido de "o menino" para Anderson –quando ele avisou que se casaria, a frase "o menino vai casar" ecoou pelo Planalto–, que conheceu quando ele tinha apenas 13 anos e era office-boy da Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul, comandada à época por Dilma.

Desde então, os dois seguiram juntos até a Presidência da República, numa relação maternal, porém, com todos os contornos de "gato e rato".

"Não havia ninguém tão perto do poder quanto Anderson e também não havia quem sofresse tanto quanto ele no governo", admite um atento observador de dentro do Planalto.

Anderson era o portador do iPhone e do iPad da presidente. Era ele quem recebia -e lia- os e-mails e atendia às ligações, inclusive dos ministros, antes de repassá-los a Dilma. Uma de suas funções era sentir a temperatura da chefe e encontrar o melhor momento para entregar recados e avisá-la sobre os telefonemas.

Opinião sobre o governo e ajuda com a avaliação do cenário político, porém, Dilma nunca pediu ao "menino", que também escutava a maior parte das broncas e, muitas vezes, gritarias da presidente.

DESGASTES

A relação tão próxima já teve vários outros desgastes, que culminaram em ameaças e pedidos de demissão que não foram aceitos por Dilma.

Em um deles, quando a petista ainda era ministra de Minas e Energia do governo Lula, Anderson contou que havia conseguido um novo emprego em Porto Alegre, na siderúrgica Gerdau. Dilma não hesitou em telefonar para o empregador e pedir que ele não contratasse seu assessor.

Em 2010, durante a campanha presidencial, "o menino" simplesmente voltou à capital gaúcha, alegando estresse, e lá ficou por duas semanas. Outro homem de confiança de Dilma, Giles Azevedo foi incumbido de ir pessoalmente a Porto Alegre para convencer Anderson a voltar. E ele voltou.

No segundo mandato da presidente, a proposta foi que ele trabalhasse sete dias por semana, sem intervalos. Anderson protestou e disse que era inviável continuar dessa maneira. Mais uma vez Dilma cedeu e pediu que ele revezasse as tarefas, pelo menos por um dia, com outra assessora.

A vida de dedicação quase total à presidente, aliás, interrompia-se muitas vezes somente nas madrugadas.

Mas Anderson criou uma regra pessoal de nunca dormir no Palácio da Alvorada. Vez ou outra precisava sair duas ou três da manhã após um exaustivo dia de trabalho, mas corria para a casa que dividia com outros dois amigos mesmo que para poucas horas de sono.

Segundo Anderson, se dormisse uma única vez em um dos quartos de hóspede da residência oficial da Presidência da República, nunca mais sairia de lá. "Mau presságio", brinca um colega de governo.

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Literalmente não se salva ninguém, pqp.
 

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Lula é achincalhado por coxinhas, diz advogado do petista
Responsável pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o advogado Nilo Batista disse, nesta segunda-feira (1º), que o petista é vítima da maledicência de "coxinhas" –termo associado a opositores do PT.

Em entrevista à Folha, o advogado refuta a tese de que Lula tenha mudado de versões acerca do processo para a compra de um tríplex no Guarujá, que não se concretizou. Ele terá de depor como investigado no inquérito conduzido pelo Ministério Público de São Paulo que investiga lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Batista –que se reuniu com Lula na sexta-feira (29)– afirmou que o "combustível nesse processo de achincalhamento é os coxinhas não admitirem que o um operário possa comprar um tríplex". "Que nem é um trípleeeex", emendou Nilo, marcando a palavra tríplex na tentativa de mostrar que o apartamento –de 215 m², segundo o Instituto Lula – não é tão grande assim.

Nilo alfinetou: "tem gente que concorreu à Presidência e tem apartamento de frente para o mar na Vieira Souto e não falam nada". Durante a campanha de 2014, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), adversário derrotado pela presidente Dilma Rousseff, morou em Ipanema, no Rio. O advogado de Lula afirmou que não deseja que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso seja investigado.

Mas reclamou do tratamento dado a seu cliente, lembrando que o ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró disse à Procuradoria-Geral da República que a venda da petrolífera Pérez Companc envolveu pagamento de propina no valor de US$ 100 milhões no governo FHC. "Não vão investigar nunca."

Batista contou que o empresário Léo Pinheiro, da OAS, insistiu para que fosse feita uma reforma no apartamento reservado ao ex-presidente, no Guarujá. Mas que Lula só soube do custo da obra, calculada em R$ 700 mil, pelos jornais.
"A obra encareceu demais o apartamento e Lula desistiu. Mas é crime querer comprar um apartamento?". Segundo ele, o ex-presidente sempre admitiu ter adquirido cotas para a futura aquisição de um imóvel. À época, a negociação era feita pela cooperativa dos bancários, a Bancoop.

Mas, com a quebra da cooperativa, o empreendimento foi assumido pela OAS. "A lei de cooperativas se estrutura em cotas", justificou.

fonte
 

Sgt. Kowalski

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Preso na Lava Jato, Dirceu pede ao Supremo perdão da pena no mensalão

Paulo Lisboa/Brazil Photo Press/Folhapress

O ex-ministro José Dirceu, chegando à Justiça para prestar depoimento, na última sexta-feira (29)
MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA

01/02/2016 20h21

A defesa do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu entrou nesta segunda-feira (1º) no STF (Supremo Tribunal Federal) com pedido de perdão da pena de 7 anos e 11 meses aplicada pelo tribunal em sua condenação pelo esquema de corrupção do mensalão.

Os defensores argumentam que Dirceu se enquadra no decreto de indulto natalino que foi assinado pela presidente Dilma Rousseff no fim do ano passado. Pelas regras do indulto, o beneficiado fica livre de cumprir o restante da pena e de outras medidas judiciais, como se apresentar à Justiça periodicamente.

Atualmente preso pela Operação Lava Jato, Dirceu reclamou ao juiz federal Sergio Moro de estar cumprindo pena em regime fechado, em depoimento na última sexta-feira (29).

O indulto está previsto na Constituição e é tradicionalmente concedido pelo presidente da República no Natal e leva em consideração critérios que são pré-estabelecidos pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, ligado ao Ministério da Justiça.

Entre as regras para o perdão estão cumprimento da pena em regime aberto, condenações menores que oito anos, não reincidentes e se reincidentes, desde que tenham cumprido um quarto da pena.

A concessão do benefício não é automática. Os advogados de cada um dos condenados terão que requisitar o indulto à Justiça. No mensalão, o ministro do Supremo Luís Roberto Barroso, relator da execução das penas do caso, vai analisar se os requisitos estão preenchidos.

O ex-ministro José Dirceu cumpria prisão domiciliar pelo mensalão quando acabou preso novamente a pedido da Justiça do Paraná por suposta participação no esquema de desvios de recursos da Petrobras.

O petista ainda não foi condenado neste caso, que aguarda sentença do juiz Sérgio Moro, portanto, não é considerado reincidente, podendo ainda ser beneficiado pelo decreto.

Ao STF, a defesa alega que Dirceu trabalhou na biblioteca da unidade prisional em Brasília e também como auxiliar em um escritório de advocacia. Na prisão, ele também fez seis cursos ofertados pelo centro de educação profissional, totalizando 142 dias remidos pelo trabalho e estudo.

Com a prisão preventiva do petista por causa da suposta ligação com os desvios da Petrobras, a Procuradoria-Geral da República pediu que ele volte a cumprir pena em regime fechado pelos crimes do mensalão. O Supremo ainda avalia o caso.

O ex-deputado José Genoíno (PT-SP) e o ex-tesoureiro do ex-PL (atual PR) Jacinto Lamas, condenados no esquema, já receberam o benefício do Supremo, tendo penas extintas, e, atualmente, são considerados homens livres.
 

*Splash*

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Revista dos EUA põe juiz Moro entre os 'caça-corruptos' da América Latina



A última edição da revista "Americas Quartely", publicada pela Americas Society/Council of the Americas, é dedicada ao combate à corrupção em países da América Latina.
Entre os destaques está o juiz Sergio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato no Paraná, que aparece caracterizado como um "caçador de corruptos" –a revista traz ele ao lado do promotor colombiano Iván Velásquez e da procuradora-geral da Guatemala, Thelma Aldana, ao estilo dos personagens do filme "Os caça-fantasmas".

Fundada em 2007, a "Americas Quarterly" é focada em política, cultura e negócios da América Latina. A publicação tem tiragem de 17 mil exemplares é distribuída a universidades, políticos, executivos e grandes empresas. Fernando Henrique Cardoso participa do conselho editorial, assim como Ernesto Zedillo, ex-presidente do México, e Ricardo Lagos, ex-presidente do Chile.

A publicação afirma que uma nova geração de juízes, procuradores e ativistas da América Latina faz "progressos extraordinários" contra a corrupção na região, não importa o quão poderosos são os investigados. No Brasil, a Lava Jato –que apura um esquema de corrupção na Petrobras– investiga grandes empresários, políticos e ex-diretores da estatal, muitos deles presos preventivamente e vários já condenados. "Se este combate [à corrupção na região] continuar, ficará como uma das mais importantes mudanças para a América Latina no século 21", diz a publicação.

ESTRELA
O texto sobre Moro –assinado por Matias Spektor, doutor pela Universidade de Oxford, professor de relações internacionais na FGV e colunista da Folha afirma que o juiz é "uma estrela", mas que não pode ser considerado o "salvador do Brasil" porque as vitórias dele são parte de um longo e doloroso processo de reforma democrática que começou com o fim da ditadura militar.

Segundo a revista, o juiz teve acesso a instrumentos legais criados no período, mas ressalta que só alguém com "sua mistura de criatividade, inteligência e meticulosidade" poderia usar o pleno potencial de tais instrumentos. A reportagem destaca a equipe que compõe a Lava Jato, "com experiência e habilidade para navegar o sistema legal bizantino do Brasil", e lembra que a operação tem sido alvo crescente de críticas, como a manutenção de prisões de investigados.

"Independentemente do resultado, no entanto, o movimento de Moro foi indiscutivelmente positivo", diz. Na apresentação das reportagens sobre os destaques da edição, a revista diz estar "maravilhada" com os "caça-corruptos". "E nós esperamos que eles continuem a ter grande sucesso", afirma.

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Lula é aconselhado a admitir que reforma de sítio foi um 'presente'

Jefferson Coppola/Revista Veja

Sítio frequentado por Lula em Atibaia (SP)
MARINA DIAS
DANIELA LIMA
DE BRASÍLIA

05/02/2016 02h00

Atingido pela maior crise desde que deixou a Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva está sendo aconselhado por aliados e integrantes do governo Dilma Rousseff a adotar oficialmente a tese de que "recebeu de presente" a reforma feita no sítio que frequenta em Atibaia (SP).

Essa linha de defesa ainda divide opiniões dentro do próprio PT e no entorno dele. Primeiro, há o temor de que as bases do partido não recebam bem esse discurso, que foge à tese de que a cúpula petista age em favor da legenda, não em benefício próprio.

O segundo empecilho está no fato de a Odebrecht já ter avisado que não assumirá publicamente que custeou a reforma. A decisão foi tomada internamente pela empreiteira e comunicada a pessoas próximas a Lula.

Reportagem da Folha revelou que, segundo testemunhas e depoimentos colhidos pelo Ministério Público, uma espécie de consórcio informal de empresas (Odebrecht, OAS e Usina São Fernando) dirigidas por amigos do ex-presidente bancou as obras.

A ex-dona de uma loja de material de construção em Atibaia disse que a Odebrecht bancou R$ 500 mil em produtos para a obra. Um engenheiro da construtora admitiu ter participado da reforma, em "caráter informal".

O Instituto Lula diz que o ex-presidente frequenta o local, de propriedade de amigos da família, em dias de descanso. Um dos interlocutores do petista ouvido pela reportagem resumiu o estado de ânimo dos personagens envolvidos na aquisição e reforma do sítio: todos estão "em pânico" com o caso.

Ainda assim, pessoas próximas a Lula já começaram a testar a teoria. Como publicou a Folha nesta quinta (4), o ex-ministro Gilberto Carvalho, bastante próximo a ele, disse que seria "a coisa mais normal do mundo" se a Odebrecht tivesse bancado a reforma do sítio.

Nos bastidores, desde que o caso ganhou atenção, petistas de primeiro escalão têm citado que, entre ex-presidentes dos EUA, por exemplo, é comum o recebimento de presentes após o mandato.

No caso de Lula, a reforma começou no fim de 2010, quando ele ainda ocupava o Planalto. Para rebater esse ponto, Carvalho disse que a primeira vez que Lula esteve na chácara foi em 2011.

'VERDADE'

Ex-secretário-geral da Presidência, Carvalho se antecipou ao movimento que estava sendo gestado nos bastidores com sua declaração, e integrantes do PT começam a defender "a divulgação da verdade" sobre o sítio.

"Se isso de fato for confirmado, não há nenhuma irregularidade. Não houve enriquecimento próprio. Lula nunca se preocupou com isso", disse Marco Aurélio Carvalho, coordenador do setorial jurídico do PT.

A série de suspeitas lançadas sobre Lula e sua família nos últimos meses mudaram o modo como o ex-presidente costuma reagir às crises. Pessoas próximas contam que Lula chegou a chorar ao falar das investigações que envolvem seu filho Luis Cláudio, na Operação Zelotes.

Quem esteve com o ex-presidente recentemente diz ter encontrado um homem "abatido" e "estarrecido". O retrato assusta aliados pelo contraste que faz com o Lula "de ontem", que se mostrava disposto ao enfrentamento.
 

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Favores a Lula na mira dos investigadores

Bancado por três envolvidos no petrolão, o sítio Santa Bárbara abre definitivamente o portão da Lava Jato para o ex-presidente
FILIPE COUTINHO E DANIEL HAIDAR
04/02/2016 - 21h51 - Atualizado 04/02/2016 21h51
Entrada do sítio Santa Barbara (Foto: Edilson Dantas / Agencia O Globo)

No final de seu governo, no segundo semestre de 2010, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizia a amigos que queria levar uma vida tranquila após deixar o Palácio do Planalto. Confidenciava aos mais próximos, alguns deles ouvidos por ÉPOCA, que sentia falta das tardes de futebol e churrasco no Los Fubangos, sítio modesto que curtia com os companheiros antes de chegar ao poder. Um dos amigos a ouvir os desejos de Lula foi José Carlos Bumlai, empresário e lobista que viria a ser preso na Operação Lava Jato, acusado de embolsar propina do petrolão. Ainda não se sabe de quem partiu a ordem para providenciar um novo refúgio ao então presidente, nem sequer se houve uma ordem verbal e explícita, mas, dali a poucos meses, Bumlai tomou para si a tarefa – e se jactou dela entre os familiares de Lula e dirigentes do PT. Nascia o Santa Bárbara, um sítio na área rural de Atibaia, a cerca de 60 quilômetros de São Paulo, generosamente reformado para combinar com as preferências de lazer de Lula. Seis anos depois, as negativas do ex-presidente sobre a propriedade do sítio e a revelação dos nomes dos responsáveis pela reforma do imóvel transformaram o bucólico Santa Bárbara na maior encrenca já enfrentada pelo petista.

No papel, o sítio Santa Bárbara pertence aos empresários Jonas Suassuna e Fernando Bittar, parceiros comerciais de Fábio Luís da Silva, filho de Lula que no primeiro mandato do pai se tornou um empreendedor de sucesso na área de tecnologia, graças à compra de sua empresa pelo grupo da empreiteira Andrade Gutierrez, também envolvida naLava Jato. Desde que passou a ser questionado sobre o Santa Bárbara, Lula admitiu apenas, e mesmo assim somente por meio de sua assessoria, “frequentar” o local, que seria de propriedade de “amigos” dele, “em dias de descanso”. Em nota, a assessoria de Lula afirmou: “Embora pertença à esfera pessoal e privada, esse é um fato tornado público pela imprensa já há bastante tempo. A tentativa de associá-lo a supostos atos ilícitos tem o objetivo mal disfarçado de macular a imagem do ex-presidente”. Os assessores deLulatentavam demonstrar que se tratava de uma falsa questão.

Não é, conforme apontam as evidências publicadas pela imprensa e investigadas pela Força-Tarefa da Lava Jato e por promotores paulistas. Na segunda-feira, dia 1º, a reportagem publicada por ÉPOCA revelou a fragilidade da versão de Lula. A partir de dados públicos dos gastos e dos deslocamentos dos seguranças de Lula, ÉPOCA descobriu que, desde 2012, o ex-presidente e sua família foram 111 vezes a Atibaia. Como todo ex-presidente da República, Lula tem direito a uma equipe de seguranças e assessores pelo resto da vida. Os salários e os custos do trabalho deles são pagos com dinheiro público, como manda a lei. As informações fornecidas pela Presidência da República mostram que sete seguranças dedicados a Lula passaram, no total, 283 dias na cidade. Em média, a cada cinco dias um segurança de Lula foi deslocado a Atibaia, em datas que incluem fins de semana, períodos de férias escolares, feriados e até o Réveillon. Quem visita amigos tantas vezes? Isso é frequência de dias de descanso na propriedade de amigos ou é uma casa de veraneio?

>> Prédio de tríplex reformado pela OAS para Lula teve uso irregular de FGTS, diz auditoria

Até surgir o escândalo do petrolão, Lula e seus aliados referiam-se cotidianamente ao “sítio em Atibaia” como um local de descanso do ex-presidente. Testemunhas e notas fiscais comprovam que o Santa Bárbara foi projetado, reformado direta e indiretamente com dinheiro das empreiteiras Odebrecht e OAS e da Usina São Fernando, que pertence a Bumlai. Três dos principais beneficiários do petrolão, portanto, financiaram o sítio. Nenhuma das três partes desse consórcio deu qualquer explicação sobre os gastos. E por que Odebrecht, OAS e Bumlai empenhariam tamanha generosidade à dupla Jonas Suassuna e Fernando Bittar? Até agora, Suassuna e Bittar permanecem em silêncio – como todos os que devem explicações nesse caso.

Entre outubro de 2010 e janeiro de 2011, a propriedade de 173.000 metros quadrados, com lago e uma casa antiga, ganhou uma segunda casa com quatro suítes e um espaço para churrasqueira. O jornal Folha de S.Paulo mostrou, a partir de entrevistas com fornecedores, que pelo menos R$ 500 mil foram gastos em materiais para a obra, tocada pelo engenheiro Frederico Barbosa, da Odebrecht. Além do engenheiro, a empreiteira comprou o material no comércio local. À OAS coube, entre outros consertos, reformar e instalar equipamentos na cozinha. Amigo de Lula desde 2002, o empresário José Carlos Bumlai forneceu o arquiteto Ingenes Irigaray Neto, que vive em Dourados, Mato Grosso do Sul, a mesma cidade de Bumlai, e já trabalhou para a Usina São Fernando.

>> Condomínio Solaris em Guarujá processa OAS por falhas na obra

Em qualquer circunstância seria desconfortável para um homem público como Lula admitir que empreiteiras com negócios bilionários com o governo, e um amigo beneficiado por empréstimos do BNDES, pagaram a reforma do sítio. Mas a Lava Jato deixa tudo muito, muito pior. O presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, está preso em São José dos Pinhais há quase oito meses. Contra sua empresa pesam acusações – apoiadas em fortes evidências – de participar de um cartel que pagava propina a diretores, políticos e lobistas em troca de obras. Além de bancar a reforma, a Odebrecht figura entre as maiores contribuintes do Instituto Lula e uma das principais clientes da LILS, a empresa aberta por Lula para agenciar suas palestras no exterior. A Odebrecht foi a principal contratante das 47 palestras que Lula fez no exterior entre 2011 e junho do ano passado. Logo após o término das reformas, Lula deixou de ser cliente para ser prestador de serviços para a Odebrecht, ao fazer duas palestras, uma na Bahia e outra no Panamá.

Assim como Marcelo Odebrecht, José Carlos Bumlai está preso em Curitiba. Ele é suspeito de ter conseguido um contrato para a construtora Schahin com a Petrobras, em troca de um empréstimo para o PT. Bumlai prosperou no governo Lula, a ponto de montar uma usina de álcool, bancada em parte com recursos do BNDES. Era conhecido como um caminho mais curto para quem queria chegar a Lula. Em seu acordo de delação premiada, o lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, disse que foi por essa trilha: pagou R$ 2 milhões de propina a Bumlai para tentar emplacar um negócio entre a OSX, do empresário Eike Batista, e a Sete Brasil, o filhote que forneceria sondas para a Petrobras explorar o pré-sal. Segundo Baiano, no começo de 2011, quando o concreto da reforma do sítio ainda estava fresco, Bumlai levou o presidente da Sete, João Carlos Ferraz, para uma conversa com Lula em seu instituto, com o intuito de facilitar as coisas entre Sete Brasil e OSX. Na ocasião, o Instituto Lula disse que o ex-presidente “não se envolveu como intermediário de empresas e não autorizou José Carlos Bumlai a usar o nome dele para qualquer tipo de lobby”.

>> José Fucs: Onde está Lula?

O terceiro contribuinte do sítio foi a construtora OAS, cujo presidente, Leo Pinheiro, passou uma temporada em Curitiba, foi condenado a 16 anos de prisão e recorre em liberdade. A empresa de Pinheiro é caso de dupla parceria com Lula na área de imóveis. Além do sítio, bancou a reforma no tríplex reservado para a família do ex-presidente no Condomínio Solaris, em Guarujá. De acordo com documentos publicados pelo site O Antagonista e pelo jornal O Estado de S. Paulo, a OAS fez a reforma e comprou móveis e equipamentos para as cozinhas do sítio e do apartamento. Testemunhas viram Pinheiro em pessoa visitar o tríplex com a ex-primeira-dama Marisa Letícia. Não foi a única deferência da OAS com os Lulas da Silva. Na semana passada, ex-cooperados da Bancoop, a cooperativa de bancários que começou a construção do Solaris, quebrou e repassou à OAS, reclamaram da diferença de tratamento. Enquanto a maioria foi pressionada pela OAS a decidir em pouco tempo se colocaria mais dinheiro para terminar a obra micada, Lula teve cinco anos para isso. A OAS ainda bancou uma reforma de cerca de R$ 770 mil no imóvel. Com a Lava Jato na rua, em 2015, Lula desistiu do apartamento.

>> Uma boa hora para ignorar Lula

A Força-Tarefa em Curitiba e o Ministério Público do Estado de São Paulo investigam se Lula ocultou patrimônio. O sítio em Atibaia e o apartamento em Guarujá, que deveriam ser refúgios para o ex-presidente, não darão descanso a Lula. Abriram os portões da Lava Jato para o petista.

 

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Bancado por três envolvidos no petrolão, o sítio Santa Bárbara abre definitivamente o portão da Lava Jato para o ex-presidente
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04/02/2016 - 21h51 - Atualizado 04/02/2016 21h51
Entrada do sítio Santa Barbara (Foto: Edilson Dantas / Agencia O Globo)

No final de seu governo, no segundo semestre de 2010, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizia a amigos que queria levar uma vida tranquila após deixar o Palácio do Planalto. Confidenciava aos mais próximos, alguns deles ouvidos por ÉPOCA, que sentia falta das tardes de futebol e churrasco no Los Fubangos, sítio modesto que curtia com os companheiros antes de chegar ao poder. Um dos amigos a ouvir os desejos de Lula foi José Carlos Bumlai, empresário e lobista que viria a ser preso na Operação Lava Jato, acusado de embolsar propina do petrolão. Ainda não se sabe de quem partiu a ordem para providenciar um novo refúgio ao então presidente, nem sequer se houve uma ordem verbal e explícita, mas, dali a poucos meses, Bumlai tomou para si a tarefa – e se jactou dela entre os familiares de Lula e dirigentes do PT. Nascia o Santa Bárbara, um sítio na área rural de Atibaia, a cerca de 60 quilômetros de São Paulo, generosamente reformado para combinar com as preferências de lazer de Lula. Seis anos depois, as negativas do ex-presidente sobre a propriedade do sítio e a revelação dos nomes dos responsáveis pela reforma do imóvel transformaram o bucólico Santa Bárbara na maior encrenca já enfrentada pelo petista.

No papel, o sítio Santa Bárbara pertence aos empresários Jonas Suassuna e Fernando Bittar, parceiros comerciais de Fábio Luís da Silva, filho de Lula que no primeiro mandato do pai se tornou um empreendedor de sucesso na área de tecnologia, graças à compra de sua empresa pelo grupo da empreiteira Andrade Gutierrez, também envolvida naLava Jato. Desde que passou a ser questionado sobre o Santa Bárbara, Lula admitiu apenas, e mesmo assim somente por meio de sua assessoria, “frequentar” o local, que seria de propriedade de “amigos” dele, “em dias de descanso”. Em nota, a assessoria de Lula afirmou: “Embora pertença à esfera pessoal e privada, esse é um fato tornado público pela imprensa já há bastante tempo. A tentativa de associá-lo a supostos atos ilícitos tem o objetivo mal disfarçado de macular a imagem do ex-presidente”. Os assessores deLulatentavam demonstrar que se tratava de uma falsa questão.

Não é, conforme apontam as evidências publicadas pela imprensa e investigadas pela Força-Tarefa da Lava Jato e por promotores paulistas. Na segunda-feira, dia 1º, a reportagem publicada por ÉPOCA revelou a fragilidade da versão de Lula. A partir de dados públicos dos gastos e dos deslocamentos dos seguranças de Lula, ÉPOCA descobriu que, desde 2012, o ex-presidente e sua família foram 111 vezes a Atibaia. Como todo ex-presidente da República, Lula tem direito a uma equipe de seguranças e assessores pelo resto da vida. Os salários e os custos do trabalho deles são pagos com dinheiro público, como manda a lei. As informações fornecidas pela Presidência da República mostram que sete seguranças dedicados a Lula passaram, no total, 283 dias na cidade. Em média, a cada cinco dias um segurança de Lula foi deslocado a Atibaia, em datas que incluem fins de semana, períodos de férias escolares, feriados e até o Réveillon. Quem visita amigos tantas vezes? Isso é frequência de dias de descanso na propriedade de amigos ou é uma casa de veraneio?

>> Prédio de tríplex reformado pela OAS para Lula teve uso irregular de FGTS, diz auditoria

Até surgir o escândalo do petrolão, Lula e seus aliados referiam-se cotidianamente ao “sítio em Atibaia” como um local de descanso do ex-presidente. Testemunhas e notas fiscais comprovam que o Santa Bárbara foi projetado, reformado direta e indiretamente com dinheiro das empreiteiras Odebrecht e OAS e da Usina São Fernando, que pertence a Bumlai. Três dos principais beneficiários do petrolão, portanto, financiaram o sítio. Nenhuma das três partes desse consórcio deu qualquer explicação sobre os gastos. E por que Odebrecht, OAS e Bumlai empenhariam tamanha generosidade à dupla Jonas Suassuna e Fernando Bittar? Até agora, Suassuna e Bittar permanecem em silêncio – como todos os que devem explicações nesse caso.

Entre outubro de 2010 e janeiro de 2011, a propriedade de 173.000 metros quadrados, com lago e uma casa antiga, ganhou uma segunda casa com quatro suítes e um espaço para churrasqueira. O jornal Folha de S.Paulo mostrou, a partir de entrevistas com fornecedores, que pelo menos R$ 500 mil foram gastos em materiais para a obra, tocada pelo engenheiro Frederico Barbosa, da Odebrecht. Além do engenheiro, a empreiteira comprou o material no comércio local. À OAS coube, entre outros consertos, reformar e instalar equipamentos na cozinha. Amigo de Lula desde 2002, o empresário José Carlos Bumlai forneceu o arquiteto Ingenes Irigaray Neto, que vive em Dourados, Mato Grosso do Sul, a mesma cidade de Bumlai, e já trabalhou para a Usina São Fernando.

>> Condomínio Solaris em Guarujá processa OAS por falhas na obra

Em qualquer circunstância seria desconfortável para um homem público como Lula admitir que empreiteiras com negócios bilionários com o governo, e um amigo beneficiado por empréstimos do BNDES, pagaram a reforma do sítio. Mas a Lava Jato deixa tudo muito, muito pior. O presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, está preso em São José dos Pinhais há quase oito meses. Contra sua empresa pesam acusações – apoiadas em fortes evidências – de participar de um cartel que pagava propina a diretores, políticos e lobistas em troca de obras. Além de bancar a reforma, a Odebrecht figura entre as maiores contribuintes do Instituto Lula e uma das principais clientes da LILS, a empresa aberta por Lula para agenciar suas palestras no exterior. A Odebrecht foi a principal contratante das 47 palestras que Lula fez no exterior entre 2011 e junho do ano passado. Logo após o término das reformas, Lula deixou de ser cliente para ser prestador de serviços para a Odebrecht, ao fazer duas palestras, uma na Bahia e outra no Panamá.

Assim como Marcelo Odebrecht, José Carlos Bumlai está preso em Curitiba. Ele é suspeito de ter conseguido um contrato para a construtora Schahin com a Petrobras, em troca de um empréstimo para o PT. Bumlai prosperou no governo Lula, a ponto de montar uma usina de álcool, bancada em parte com recursos do BNDES. Era conhecido como um caminho mais curto para quem queria chegar a Lula. Em seu acordo de delação premiada, o lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, disse que foi por essa trilha: pagou R$ 2 milhões de propina a Bumlai para tentar emplacar um negócio entre a OSX, do empresário Eike Batista, e a Sete Brasil, o filhote que forneceria sondas para a Petrobras explorar o pré-sal. Segundo Baiano, no começo de 2011, quando o concreto da reforma do sítio ainda estava fresco, Bumlai levou o presidente da Sete, João Carlos Ferraz, para uma conversa com Lula em seu instituto, com o intuito de facilitar as coisas entre Sete Brasil e OSX. Na ocasião, o Instituto Lula disse que o ex-presidente “não se envolveu como intermediário de empresas e não autorizou José Carlos Bumlai a usar o nome dele para qualquer tipo de lobby”.

>> José Fucs: Onde está Lula?

O terceiro contribuinte do sítio foi a construtora OAS, cujo presidente, Leo Pinheiro, passou uma temporada em Curitiba, foi condenado a 16 anos de prisão e recorre em liberdade. A empresa de Pinheiro é caso de dupla parceria com Lula na área de imóveis. Além do sítio, bancou a reforma no tríplex reservado para a família do ex-presidente no Condomínio Solaris, em Guarujá. De acordo com documentos publicados pelo site O Antagonista e pelo jornal O Estado de S. Paulo, a OAS fez a reforma e comprou móveis e equipamentos para as cozinhas do sítio e do apartamento. Testemunhas viram Pinheiro em pessoa visitar o tríplex com a ex-primeira-dama Marisa Letícia. Não foi a única deferência da OAS com os Lulas da Silva. Na semana passada, ex-cooperados da Bancoop, a cooperativa de bancários que começou a construção do Solaris, quebrou e repassou à OAS, reclamaram da diferença de tratamento. Enquanto a maioria foi pressionada pela OAS a decidir em pouco tempo se colocaria mais dinheiro para terminar a obra micada, Lula teve cinco anos para isso. A OAS ainda bancou uma reforma de cerca de R$ 770 mil no imóvel. Com a Lava Jato na rua, em 2015, Lula desistiu do apartamento.

>> Uma boa hora para ignorar Lula

A Força-Tarefa em Curitiba e o Ministério Público do Estado de São Paulo investigam se Lula ocultou patrimônio. O sítio em Atibaia e o apartamento em Guarujá, que deveriam ser refúgios para o ex-presidente, não darão descanso a Lula. Abriram os portões da Lava Jato para o petista.

CARA, NEM ACREDITO QUE REALMENTE ESTÁ ACONTECENDO.
 

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Bancoop: O drama de quem não é Lula
Seis anos depois de a OAS começar a assumir as obras da falida Bancoop, compradores de quase 400 apartamentos continuam sem ver a cor de suas chaves
Por: Pieter Zalis04/02/2016 às 22:28 - Atualizado em 04/02/2016 às 22:28


Sem carro, sem fgts, sem casa - Para comprar um apartamento da Bancoop, o vendedor Rogério Navarro e a mulher, a professora Silvana, rasparam o saldo do FGTS e venderam o carro. A ideia era parar de pagar aluguel e atender ao pedido da filha, que sempre quis um quarto só para ela. Só que a Bancoop quebrou, a OAS assumiu a obra e o prédio nunca saiu do chão. Hoje, Navarro e a família vivem de aluguel em um apartamento na Zona Leste. Ele diz não ter mais esperança de receber a casa. “Nunca mais tivemos notícias da OAS.”(Paulo Vitale/VEJA)
Passados quase dez anos desde que a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) quebrou, e seis desde que a OAS começou a assumir alguns de seus empreendimentos, compradores de 376 imóveis até hoje não ouviram o tilintar das chaves do apartamento. Quando a cooperativa quebrou, em 2006, deixou quinze obras inacabadas. Oito foram repassadas para a OAS. Outras duas foram transferidas para construtoras menores - a MSM e a Tarjab, que concluíram os empreendimentos no prazo. Já no lote da OAS, três empreendimentos nunca ficaram prontos. Localizados em diferentes bairros de São Paulo, eles hoje se encontram abandonados. No Residencial Casa Verde, na Zona Norte da capital, há apenas um grande bloco de concreto onde deveria estar a garagem, e mais nada. A vegetação tomou conta do lugar. Os únicos funcionários que aparecem de tempos em tempos são faxineiros encarregados de dar fim a tudo o que possa se transformar em foco de criação do Aedes aegypti. No Liberty, no centro de São Paulo, a obra avançou um pouco mais antes de também parar. O esqueleto da construção foi erguido, mas ainda não tem nem elevador. A situação não é melhor no Villas da Penha II, na Zona Leste: embora algumas poucas casas projetadas tenham saído do papel, continuam sem portas nem janelas.

A OAS, em recuperação judicial desde que foi tragada pelo escândalo de corrupção na Petrobras, simplesmente diz que não tem dinheiro para terminar o que começou. Ainda há um quarto prédio inacabado, porque quem não quer que a empresa siga com a obra são os próprios ex-cooperados da Bancoop. Eles brigam na Justiça para que a OAS perca o direito sobre o prédio, por discordarem das condições estabelecidas para a retomada da construção. Ao todo, chega perto de 500 o número de ex-cooperados da Bancoop que, nas mãos da OAS, nunca receberam seu apartamento ou brigam na Justiça para não perdê-lo. É uma situação bem diferente da do ex-presidente Lula e seu hoje famoso tríplex do Guarujá, caprichosamente reformado e mobiliado pela empreiteira investigada na Lava-Jato.

A Bancoop foi criada em 1996 com a promessa de oferecer a seus associados imóveis a um custo 40% menor que o do mercado. Em sua maior parte, os cooperados eram filiados ou parentes de filiados ao Sindicato dos Bancários, por sua vez, ligado ao PT. Em 2006, a Bancoop fechou, deixando um rastro de prédios inacabados e centenas de famílias na ruína. Em 2010, ao varrer os subterrâneos da entidade, o Ministério Público descobriu o que a levara a quebrar. As investigações da contabilidade da cooperativa revelaram práticas estarrecedoras. Extratos bancários indicavam volumes milionários de saques em dinheiro feitos por meio de cheques emitidos pela Bancoop a si mesma ou ao seu banco. Outros cheques mostravam de forma mais clara os seus destinatários: dirigentes da cooperativa, os cofres do diretório nacional do PT e até um ex-segurança do então presidente Lula, Freud Godoy, já conhecido por seu envolvimento no "escândalo dos aloprados". A conclusão do MP à época foi que dirigentes da entidade, além de encher os próprios bolsos, haviam usado o dinheiro dos cooperados para financiar campanhas eleitorais de candidatos do PT, repassando valores para empresas de fachada que faziam "doações oficiais" aos seus comitês eleitorais.

Entre os diretores da Bancoop denunciados pelo MP à Justiça estava João Vaccari Neto. O ex-tesoureiro do PT, agora réu no processo do petrolão e preso desde abril, responde no caso da cooperativa por estelionato, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Afirma o promotor José Carlos Blat, responsável pela investigação: "A Bancoop foi o embrião dos grandes esquemas criminosos que vieram em seguida, como o mensalão e o petrolão".

Agora, uma nova apuração do MP, também conduzida por Blat, verifica se houve ilegalidade no repasse das obras da Bancoop para a OAS e se isso acarretou prejuízo para os mutuários. Na semana passada, VEJA ouviu os relatos de cooperados que afirmam ter sido coagidos pela empreiteira a aceitar termos duríssimos em troca da manutenção de seus contratos. Alguns perderam com eles as economias de toda uma vida. Outros ainda lutam para um dia ao menos poder colocar os pés naquilo que foi um sonho. Nenhum deles relata ter sido convidado a vistoriar seu imóvel na companhia do presidente da OAS.
 

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MP apura se mudança de ex-presidente Lula foi para sítio de Atibaia

Transportadora informa que os dados sobre a mudança estão em seu arquivo morto e prestador de serviço afirma que alguns caminhões tiveram como destino o sítio em Atibaia
04/02/2016 às 12:28 - Atualizado em 04/02/2016 às 13:35


MP requere documentos de transportadora que realizou mudança do ex-presidente (Paulo Whitaker/Reuters)
O Ministério Público Federal requereu à empresa Granero Transportes documentos sobre a mudança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de sua família do Palácio da Alvorada para São Paulo ao deixar o governo, no fim de seu segundo mandato. O objetivo é confirmar se a empresa levou parte dos objetos pessoais do petista para um sítio em Atibaia, no interior de São Paulo.

Esse seria mais um indício de que a propriedade pertence ao ex-presidente, embora esteja em nome de empresários amigos de sua família e sócios de um de seus filhos.

A primeira informação sobre o envio da carga para Atibaia foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo em 2011. Um prestador de serviços da transportadora confirmou que o refúgio no interior paulista foi um dos destinos.

O sítio é investigado na Operação Lava Jato por suspeita de que as empreiteiras OAS e Odebrecht pagaram por reformas no local, o que seria uma compensação por contratos obtidos em órgãos públicos. Há indícios, segundo os investigadores, de que o ex-presidente ocultou patrimônio.

Fotógrafo que trabalhou para a Granero em 2011 registrando imagens da mudança, Orípedes Antônio Ribeiro, afirmou que alguns caminhões levaram objetos do Alvorada para Atibaia.

Ele explicou que fez imagens da chegada dos caminhões apenas em São Bernardo do Campo (SP), onde o ex-presidente mantém um apartamento, mas que um dos dirigentes da empresa lhe relatou, na ocasião, que outros veículos foram para o sítio no interior paulista.

LEIA TAMBÉM:

OAS pagou cozinhas planejadas do tríplex e do sítio de Lula, diz jornal

MP marca depoimento de Lula e Marisa para depois do Carnaval

"Não fiz o sítio, mas sabia que para lá foram presentes que ele (Lula) ganhava de outros governos. Obra de arte era em Atibaia", disse. Orípedes afirmou que seguiam para o sítio obras de arte e vinhos e que, na época, perguntou para um dos responsáveis pela empresa para onde iriam os onze caminhões. "Estava na época com o Emerson (Granero, diretor executivo da transportadora) fazendo as fotos (em São Bernardo). Perguntei e me disseram que tinha ido para Atibaia", acrescentou.

A Granero foi contratada para fazer a mudança pelo governo. A empresa alega que os dados estão em seu arquivo morto e que os entregará ao Ministério Público.

O Instituto Lula não respondeu aos questionamentos sobre a mudança. O ex-presidente já confirmou que frequenta o sítio em dias de descanso. Uma parte da área está registrada em nome de Fernando Bittar e a outra, de Jonas Suassuna. Ambos são sócios de Fábio Luís Lula da Silva, um dos filho do petista. As duas frações, contíguas, não são divididas por cerca ou muro.
 

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Braço-direito de Dilma há mais de uma década é exonerado do cargo

Joel Silva - 11.out.2010/Folhapress

Dilma e o assessor Anderson Dorneles fazem campanha presidencial para a petista em 2010
MARINA DIAS
GUSTAVO URIBE
FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA

01/02/2016 12h30 - Atualizado às 14h34


Considerado o principal braço-direito da presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, o assessor especial da Presidência da República Anderson Dorneles foi exonerado do cargo nesta segunda-feira (1º).

A sua saída foi publicada no "Diário Oficial da União". Para o seu lugar, foi nomeado o jornalista gaúcho Bruno Gomes Monteiro, ex-chefe de gabinete da Secretaria de Políticas para as Mulheres.

No final do ano passado, Dorneles pediu para deixar o cargo para voltar a morar no Rio Grande do Sul, onde se casará em março deste ano.

A saída dele ocorre após a divulgação de que o auxiliar é sócio de um bar no estádio do Beira-Rio, em Porto Alegre, o que causou preocupação ao Palácio do Planalto. A arena esportiva foi reformada pela empreiteira Andrade Gutierrez, a qual é investigada pela Operação Lava Jato por suspeitas de corrupção em obras da Copa do Mundo de 2014.


O conteúdo da delação que vem sendo negociada por executivos da empreiteira, considerado de potencial explosivo pelo Planalto, obrigou o jovem gaúcho, de 34 anos, a ter uma conversa definitiva com a chefe no final do ano passado para deixar seu cargo.


Com a petista desde o início da década de 1990, quando ela presidia a Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul, Anderson Dorneles era o responsável por carregar o celular e o tablet da presidente, bem como fazer ligações a ministros quando a petista precisava falar com eles.


O assessor era um dos poucos auxiliares da petista que contavam com sua confiança absoluta e que tinha a liberdade de participar com ela de reuniões confidenciais.

Na biografia "A vida quer é coragem", escrita pelo jornalista Ricardo Batista Amaral, o assessor é chamado de o "mensageiro" da presidente.

AGORA VAI

Dorneles, um gaúcho de 34 anos, costurava há pelo menos três meses sua saída do governo.

Ele havia tentado pedir demissão pelo menos outras três vezes ao longo das quase duas décadas em que trabalhou com Dilma. Mas, em 26 de dezembro de 2015, ao sair oficialmente de férias, sabia que não poderia mais voltar ao seu gabinete no terceiro andar do Palácio do Planalto.

Foi a presidente quem deu o apelido de "o menino" para Anderson –quando ele avisou que se casaria, a frase "o menino vai casar" ecoou pelo Planalto–, que conheceu quando ele tinha apenas 13 anos e era office-boy da Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul, comandada à época por Dilma.

Desde então, os dois seguiram juntos até a Presidência da República, numa relação maternal, porém, com todos os contornos de "gato e rato".

"Não havia ninguém tão perto do poder quanto Anderson e também não havia quem sofresse tanto quanto ele no governo", admite um atento observador de dentro do Planalto.

Anderson era o portador do iPhone e do iPad da presidente. Era ele quem recebia -e lia- os e-mails e atendia às ligações, inclusive dos ministros, antes de repassá-los a Dilma. Uma de suas funções era sentir a temperatura da chefe e encontrar o melhor momento para entregar recados e avisá-la sobre os telefonemas.

Opinião sobre o governo e ajuda com a avaliação do cenário político, porém, Dilma nunca pediu ao "menino", que também escutava a maior parte das broncas e, muitas vezes, gritarias da presidente.

DESGASTES

A relação tão próxima já teve vários outros desgastes, que culminaram em ameaças e pedidos de demissão que não foram aceitos por Dilma.

Em um deles, quando a petista ainda era ministra de Minas e Energia do governo Lula, Anderson contou que havia conseguido um novo emprego em Porto Alegre, na siderúrgica Gerdau. Dilma não hesitou em telefonar para o empregador e pedir que ele não contratasse seu assessor.

Em 2010, durante a campanha presidencial, "o menino" simplesmente voltou à capital gaúcha, alegando estresse, e lá ficou por duas semanas. Outro homem de confiança de Dilma, Giles Azevedo foi incumbido de ir pessoalmente a Porto Alegre para convencer Anderson a voltar. E ele voltou.

No segundo mandato da presidente, a proposta foi que ele trabalhasse sete dias por semana, sem intervalos. Anderson protestou e disse que era inviável continuar dessa maneira. Mais uma vez Dilma cedeu e pediu que ele revezasse as tarefas, pelo menos por um dia, com outra assessora.

A vida de dedicação quase total à presidente, aliás, interrompia-se muitas vezes somente nas madrugadas.

Mas Anderson criou uma regra pessoal de nunca dormir no Palácio da Alvorada. Vez ou outra precisava sair duas ou três da manhã após um exaustivo dia de trabalho, mas corria para a casa que dividia com outros dois amigos mesmo que para poucas horas de sono.

Segundo Anderson, se dormisse uma única vez em um dos quartos de hóspede da residência oficial da Presidência da República, nunca mais sairia de lá. "Mau presságio", brinca um colega de governo.

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Literalmente não se salva ninguém, pqp.
Com certeza rolará um Celso Daniel Episódio II se ele falar alguma coisa.
 

xDoom

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Delator diz que Dilma participou de reunião sobre divisão política de estatais
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03/02/201621h48
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São Paulo - O empresário Fernando Moura, ligado ao PT, afirmou ao juiz federal Sérgio Moro - da Operação Lava Jato - que a presidente Dilma Rousseff participou da reunião no início do governo Lula, em 2003, em que foi definida as indicações políticas de diretores de estatais que ficariam responsáveis pela arrecadação de valores para o partido.


"Foi feito uma reunião ao lado da sala do ministro da Casa Civil entre o José Eduardo Dutra (morto em 2015), que foi indicado presidente da Petrobras, o Luis Gushiken, que era da Secretaria de Comunicação, o Delúbio Soares (ex-tesoureiro do PT), a Dilma Rousseff, que era ministra de Minas e Energia, o Sílvio Pereira (ex-secretário-geral do PT) e foram analisados todos os nomes que seriam indicados para cargos de diretoria", afirmou Moura.



O encontro era para "definição de mais ou menos cinco diretorias de estatais para poder ajudar a nível de campanha posteriormente". "Foi conversado sobre Petrobras, sobre Correios, Caixa Econômica Federal, Furnas e Banco do Brasil. Isso em novembro de 2002.



O lobista, que é delator da Lava Jato, relatou que houve um impasse na indicação de Duque. "Existia uma indicação do Edimir Varela, que era o antigo diretor, e o Renato Duque. Quando foi questionado quem estava indicando Varela, o Delúbio não podia falar que era ele e disse que foi indicação do Aécio Neves." Duque está preso desde março de 2015, em Curitiba, acusado de ser um braço do PT indicado pelo ex-ministro da Casa Civil no esquema de corrupção da Petrobras.



Segundo o delator, foi então que Dirceu atuou como árbitro decidindo pela nomeação de Duque. "Chamara então o ministro José Dirceu para decidir quais dos dois seria. Na reunião, ele disse ‘Aécio já foi contemplado com Furnas, fica o Renato Duque", segundo Moura. Ele diz que foi Sílvio Pereira quem lhe detalhou a reunião.



Reinterrogado



Em depoimento à força-tarefa da Lava Jato, em que admitiu ter mentido em seu primeiro interrogatório feito ao juiz Sérgio Moro, Moura afirmou que Dilma indicou Rodolfo Landim para a Diretoria de Exploração & Produção, antes da definição de que ele assumisse no início do governo Lula a presidência da BR Distribuidora.



A mudança de posto do indicado ocorreu por conta da decisão de Dirceu. "No computador do PT foi colocado o Renato (Duque) como indicado para a Diretora de Exploração e Produção, não tinha sido para a Diretoria de Serviços", afirmou o delator, em depoimento no dia 28 aos procuradores da força-tarefa da Lava Jato.



"(Duque) só se transformou em Diretoria de Serviços, porque quando foi feita a indicação dos diretores, tinham duas pessoas disputando a Diretoria de Exploração e Produção, um o Rodolfo Landim, que era indicado pela Dilma, que era ministra de Minas e Energia, e outro era o Guilherme Estrela, que era indicado pelo sindicato com petroleiros, e quem tava indicando era o José Eduardo Dutra", contou Moura.



Segundo o delator, acabaram optando pela indicação do Estrela para Exploração e Produção "e foi transportado o Rodolfo Landim para a presidente da BR". "E o Duque foi acomodado na Diretoria de Serviços."


http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2016/02/03/delator-diz-que-dilma-participou-de-reuniao-sobre-divisao-politica-de-estatais.htm
 

Marauder

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Amigos, vocês que são mais esclarecidos... existe alguma possibilidade de, na eminência do Brahma ir realmente para a cadeia, a presidAnta o nomeie como ministro de qualquer merda, afim de lhe dar imunidade ? É possível ?
 

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Amigos, vocês que são mais esclarecidos... existe alguma possibilidade de, na eminência do Brahma ir realmente para a cadeia, a presidAnta o nomeie como ministro de qualquer merda, afim de lhe dar imunidade ? É possível ?
Possível é, mas muito improvável. O desgaste político ia ser inviável.
 

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Lula não se levanta mais do buraco do descrédito

É... Até outro dia, e foi assim no mensalão, o PT tinha mais dificuldades de se explicar às autoridades do que à população; hoje em dia, é mais fácil falar aos doutores do que aos homens comuns

Por: Reinaldo Azevedo 05/02/2016 às 7:09



Lula é agora um investigado, ao menos na Operação Zelotes, segundo informa a Polícia Federal. Também está na mira do Ministério Público Estadual. Na Lava Jato, para escândalo dos fatos, nada até agora. Na dita fase Triplo X, investiga-se um apartamento, não o ex-presidente. Ainda que a sua situação legal esteja longe de ser grave, Lula não anda tendo muito o que comemorar. O excesso de explicações para o apartamento e o sítio, nenhuma convincente, teve um efeito devastador para a sua imagem.

Os memes ridicularizando suas desculpas viralizam com impressionante rapidez. As piadas se multiplicam nas redes sociais a uma velocidade espantosa. Tudo indica que descuidos até bestas, decorrentes da glória de mandar, farão contra a reputação do chefão petista o que histórias muito mais mal explicadas e muito mais cabeludas nunca fizeram.

Tramoias como o mensalão e o petrolão não são fáceis de entender. Peguem o caso da Lava Jato. Santo Deus! Já está na sua 22ª fase. Aliás, eu recomendaria que a força-tarefa parasse de ficar batizando cada novo desdobramento da investigação. Daqui a pouco, ninguém nem dá bola: “Ah, é só 127ª fase daquela operação lá…” Já o apartamento e o sítio têm uma tradução fácil. E, obviamente, inaceitável para os valores das pessoas decentes.

Provando que não aprende nada nem esquece nada, a máquina petista resolveu executar um duplo movimento: 1) acusar preconceito contra Lula; 2) mobilizar os difamadores para atacar os adversários do partido, especialmente FHC e Aécio Neves, na esperança de evidenciar que tudo não passa de perseguição.

A primeira ação tem sido de comprovada ineficácia. Essa é uma desculpa do passado, do tempo em que Lula usava a sua alegada pobreza como um exclusivismo moral. Hoje ele é um homem milionário. Fez como se costuma fazer em Banânia: enriqueceu atuando na política.

Como o PT insistia que sua pureza derivava daquela condição, a defesa teria de ser outra. O partido poderia tentar algo como: “Gente, não é porque Lula é rico que ele é desonesto…”. Depois, claro, de encontrar explicação eficaz para o apartamento e o sítio…

A segunda ação também gira em falso. Leiam, por exemplo, a coluna de Guilherme Boulos, chefão do MTST e esbirro do petismo, na Folha. É uma colagem de fofocas contra tucanos colhidas nas páginas sujas de petralhas na Internet, algumas de tal sorte ridículas que petistas graúdos do Parlamento jamais tiveram coragem de brandir.

O fundo imoral do artigo de Boulos é um só: já que os tucanos fizeram tudo isso e não foram importunados, então vamos deixar Lula em paz. Ainda que a premissa fosse verdadeira, a conclusão seria indecente. Como é falsa, trata-se apenas do velho jogo de difamar todo mundo para aliviar as costas dos culpados.

É… Até outro dia, e foi assim no mensalão, o PT tinha mais dificuldades de se explicar às autoridades do que à população; hoje em dia, é mais fácil falar aos doutores do que aos homens comuns.

O povo fez as sinapses necessárias. Lula não se levanta mais do buraco do descrédito.
 

Aoshi

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Amigos, vocês que são mais esclarecidos... existe alguma possibilidade de, na eminência do Brahma ir realmente para a cadeia, a presidAnta o nomeie como ministro de qualquer merda, afim de lhe dar imunidade ? É possível ?
Sim, inclusive cogitaram já isso.

Acho que agora ficaria muito na cara, contudo, como tem gente que defende essa merda, provavelmente falariam que isso eh uma estratégia contra a burguesia golpista que quer colocar o Lula na cadeia sem provas
 

*Splash*

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SÍTIO DE ATIBAIA TERÁ INQUÉRITO EXCLUSIVO
Sérgio Moro autorizou a força-tarefa da Lava Jato a abrir inquérito exclusivo para investigar a relação de Lula com o sítio de Atibaia. A decisão foi tomada após o surgimento de novos elementos vinculando as empreiteiras OAS e Odebrecht, e também o empresário José Carlos Bumlai, à reforma do sítio Santa Bárbara. Nos últimos dias, investigadores percorreram o local. Eles estiveram, por exemplo, na loja de materiais de construção. Também ouviram funcionários da Kitchens, que forneceu a cozinha para o imóvel.

O Antagonista soube que a Lava Jato também solicitou informações à Oi e à Anatel sobre a antena de celular instalada nos limites da propriedade, como revelamos aqui. A nova investigação também vai apurar a compra do sítio por Jonas Suassuna e Fernando Bittar, sócio de Lulinha, e a participação de Roberto Teixeira na efetivação do negócio.
fonte
 

Bloodstained

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Não se para mais de puxar o fio da corrupção, diz procurador da Lava Jato
Em evento em Nova York, Antonio Carlos Welter ressaltou que a operação começou pequena e conseguiu demonstrar que havia uma organização criminosa dentro da Petrobras


O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa do Ministério Público Federal, durante entrevista coletiva sobre oferecimento de novas denúncias referentes à 14ª fase da Operação Lava Jato, em Curitiba

O procurador da força-tarefa da Lava Jato Antonio Carlos Welter afirmou, em um evento na noite desta terça-feira em Nova York, que a operação "não para mais de puxar o fio" da corrupção, referindo-se às descobertas do esquema de corrupção na Petrobras que surgem a cada nova etapa. Ao todo, a operação iniciada há cerca de dois anos já teve 22 fases.

"O caso da Petrobras começou de uma forma bastante pequena. Havia uma investigação envolvendo cinco doleiros", disse procurador, logo no início do evento, para uma sala lotada na sede da organização Americas Society/Council of the Americas, em Manhattan. "O fio era pequeno e quando veio, não se para mais de puxar esse fio", completou.

A partir desses cinco doleiros, foi se chegando a diretores da Petrobras, políticos e empreiteiros. "Conseguiu se demonstrar que havia uma organização criminosa", disse o procurador, ressaltando que ela era composta por quatro grupos: grandes empreiteiras, funcionários da Petrobras, políticos (parlamentares e membros do governo) e doleiros.

"Por trás disso tudo estava a Petrobras sendo sangrada, a população brasileira sendo sangrada e também os investidores que compraram ações da Petrobras", afirmou. A Lava Jato completa em abril dois anos e, segundo o procurador, tem sido importante para o êxito até agora das investigações a participação de órgãos como o Banco Central, a Receita Federal, a Polícia Federal, além do apoio da opinião pública. "A Lava Jato está conseguindo agregar as forças de vários órgãos."

Questionado por um dos participantes do evento se a Lava Jato estaria prejudicando o desempenho da Petrobras, Welter disse que seria muito pior deixar uma empresa "endemicamente envolvida em corrupção". "Todo empresário sério tem mais interesse em trabalhar com uma empresa em que o contrato vai ser firmado de forma leal, legítima, sem a cobrança de nenhuma vantagem indevida", disse ele. "Vejo nosso trabalho não como algo ruim para a Petrobras, mas como algo bom. Muito pior seria deixar a empresa ou alguma outra estatal ou agentes públicos a continuar a cobrar propina".


Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/lava-jato-demonstrou-a-existencia-de-quadrilha-na-petrobras-diz-procurador-em-ny
 
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