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OS Books [+reading now]



Shyn

Bam-bam-bam
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Passando só pra lembrar que hoje termina a promoção do kindle unlimited da amazon por R$1,99 por 3 meses.
 

MrMojo

Habitué da casa
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Já ouvi falar tão bem desse livro que... vou ter que ler. Começando agora.
Dizem que é um dos melhores suspenses já escritos. Veremos.

"No verão de 1954, o xerife Teddy Daniels chega a Shutter Island com seu novo parceiro Chuck Aule. A dupla deverá investigar a fuga de uma interna do Hospital Psiquiátrico Ashecliffe, reservado a pacientes criminosos. Sem deixar vestígios, a assassina Rachel Solando escapou descalça de um quarto vigiado e trancado à chave. Os médicos, funcionários e enfermeiras da instituição não parecem dispostos a colaborar com a investigação. E as mentiras vêm diretamente do enigmático médico-chefe do hospital. O desaparecimento de Rachel traz à tona uma série de suspeitas sobre o hospital: com suas cercas eletrificadas e guardas armados, talvez ele não seja apenas mais um sanatório para criminosos. Surgem rumores de que uma abordagem radical e violenta da psiquiatria seria lá praticada - as suspeitas incluem desde terríveis experiências com drogas e cirurgias experimentais, até o desenvolvimento de instrumentos a serem usados na Guerra Fria. Enquanto isso, um furacão se aproxima da ilha, precipitando uma revolta entre os presos. Quanto mais perto da verdade Teddy e Chuck chegam, mais enganosa ela se torna" (resumo da Amazon)
 

Niko

Bam-bam-bam
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Helena de Machado de Assis

Uau. Senhores, que obra. Estou extasiado aqui, livro muito bom. É um livro da era mais romantista, até naturalista do Machado, então não traz elementos realistas ou desgraças mais latentes. Mas mesmo assim, traz todas as complicações extremamente originais e criativas do autor numa obra que tem um desenlace bem pouco previsível e invoca quem tá lendo a ler quase que compulsivamente por causa de sua trama. Amei. Tem uma escrita bem mais simples que suas obras mais consagradas (as realistas), então bem acessível a todo tipo de público; e com o padrão Machado de Assis, em que uma palavra traz consigo vários indicadores, vários sentidos, inúmeros adjetivos, trazendo uma concisão enorme, bem objetivo e direto ao ponto.

O livro traz uma história excelentemente amarrada e surpreendente; o foco é em poucos personagens, não se abre o leque para vasta gama de personagens como visto em outras obras dele e isso dá mais objetividade ainda, um texto coeso e mais proximidade com os personagens. Narrado de forma bem padrão em 3ª pessoa, os textos são menos vistos e o livro dá um grande espaço aos diálogos, que são sempre muito deliciosos e transmitem de uma forma muito carismática os personagens que se apresentam, todos muito agradáveis de acompanhar de querer saber mais, precipuamente nesse caso a protagonista que leva o nome do livro, que é sempre muito bem descrita pelo autor. E como disse anteriormente quando li Dom Casmurro, esse é um dos principais motivos, junto com a criatividade e histórias sensacionais do escritor que tenho o autor como meu preferido. Particularmente gosto de uma história bem contada, e aí vale pra qualquer tipo de mídia, filmes, séries, quadrinhos e mangás, e em livros não é diferente; mas nos livros do machado ele traz um elemento a mais fora as narrativas sensacionais, que são as mulheres e a forma como ele descreve trazendo muito carisma, são meigas, bonitas, perspicazes, interessantes e basicamente tudo aquilo que um homem deseja. Nesse livro não poderia ser diferente, a protagonista é um deleite, uma mulher orgulhosa e inteligente, mesmo vindo de estratificações mais baixas. E, claro bem enigmática, que traz mais atenção ainda.

Sobre a narrativa, o autor dá um tom extremamente implícito, oculto e enigmático que não sabemos nunca para onde tudo irá se seguir e apenas torcemos para alguns caminhos, que sabemos difíceis de acontecer. Muito diálogos e narrações bem nas entrelinhas, um leitor menos contido, como eu, pode tirar conclusões bastante precipitadas no decorrer da história (não foi o meu caso, felizmente acabei acertando ponto crucial da história) e pender a coisas mais proibidas, mais desejadas. Traz assuntos de difíceis compreensão para época que foi publicado em 1876, seja pela rigidez, seja pelo conservadorismo e que nos dias de hoje seriam tratados com menos neura. O leitor lê o livro sempre com um pé atrás, sem ter noção muito do que quer que aconteça ou que irá acontecer, pois os sentidos são muito duplos, muita ambiguidade. No meu caso sempre gosto de pegar um livro ou um filme sem saber de NADA da história e descobrir vivendo mesmo ali na hora.

Como já citei, a escrita do Machado é bem mais leve nesse livro, esse sim concordaria em incentivar às crianças a lê-lo no ensino médio (se pode o Dom Casmurro, pode qualquer coisa, e o tom adultero de Memórias Póstumas de Brás Cubas hein), mas ainda assim é um livro censura livre, como sempre. Qualquer pessoa pode ler, nunca vai ter nada explicito não, aliás a ambiguidade é o que dá mais carisma ao livro. A obra conta com bastante diálogos, muitos mesmo e mais pro final alguns diálogos enormes, dignos de monologo. Alias os diálogos são ponto forte do livro, com certeza. Muitos bem rebatedores, bate e volta, argumentativos, bem construídos, inteligentes e que mostravam a cara dos personagens. Não sei porque mas me lembrou muito o Quentin Tarantino, um diretor e roteirista que sabe escrever muito bem diálogos, talvez pelo tom de debate em alguns momentos, geniais.

Assim como visto em suas outras obras, o livro traz menções, seja como for, através de citações, através de conversas, palavras soltas, a outros inúmeros literários abrangidos pela vasta memória e leitura do machado de assis, mas o que me chamou mesmo atenção nesse livro foram as dezenas de citações a varias personalidades e pensamentos implícitos bíblicos e proverbiais. Como Daniel 6, Gênesis 28,12, Mateus 5,13, Êxodo etc, o que demonstra uma verdadeira devoção à religião pelo autor, que usa desses e outros artifícios nos personagens. Não lembro de ter visto muito disso quando vi Dom casmurro que possui um tom extremamente religioso, mas talvez seja porque essa edição que comprei aqui de Helena seja muito bem feita (Penguin e Companhia das Letras), tudo de difícil compressão, citações, menções são explicadas no rodapé pelo pessoal que revisou a obra. Aliás, esse livro contem uma introdução bem longa feita por um dos estudiosos que repassaram o texto que quem tiver comprado o livro não recomendo a leitura dessa introdução, pois contem inúmeros spoilers. Um erro da editora ter colocado no inicio, teria que ser no final do livro. Eu só vi depois que vi todo o livro.

Enfim, recomendo bastante esse livro, tem que ser leitura obrigatória para todo amantes de livros! Já li algumas obras do machado, ainda tenho outras pra ver dele, mas essa daqui tá lá no topo. Deixo um trecho do livro no spoiler:
Trecho em que Estácio, irmão de Helena conversa com a protagonista, ambos em cima de seus cavalos, numa estrada de terra:

''—Valem muito os bens da fortuna, dizia Estácio; eles dão a maior felicidade da Terra, que é a independência absoluta. Nunca experimentei a necessidade; mas imagino que o pior que há nela não é a privação de alguns apetites ou desejos, de sua natureza transitórios, mas sim essa escravidão moral que submete o homem aos outros homens. A riqueza compra até o tempo, que é o mais precioso e fugitivo bem que nos coube. Vê aquele preto que ali está? Para fazer o mesmo trajeto que nós, terá de gastar, a pé, mais uma hora ou quase.
O preto de quem Estácio falara, estava sentado no capim, descascando uma laranja, enquanto a primeira das duas mulas que conduzia, olhava filosoficamente para ele. O preto não atendia aos dois cavaleiros que se aproximavam. Ia esburgando a fruta e deitando os pedaços de casca ao focinho do animal, que fazia apenas um movimento de cabeça, com o que parecia alegrá-lo infinitamente. Era homem de cerca de quarenta anos; ao parecer, escravo. As roupas eram rafadas; o chapéu que lhe cobria a cabeça, tinha já uma cor inverossímil. No entanto, o rosto exprimia a plenitude da satisfação; em todo o caso, a serenidade do espírito.
Helena relanceou os olhos ao quadro que o irmão lhe mostrara. Ao passarem por ele, o preto tirou respeitosamente o chapéu e continuou na mesma posição e ocupação que dantes.
—Tem razão, disse Helena-: aquele homem gastará muito mais tempo do que nós em caminhar. Mas não é isto uma simples questão de ponto de vista? A rigor, o tempo corre do mesmo modo, quer o esperdicemos, quer o economizemos. O essencial não é fazer muita coisa no menor prazo; é fazer muita coisa aprazível ou útil. Para aquele preto o mais aprazível é, talvez, esse mesmo caminhar a pé, que lhe alongará a jornada, e lhe fará esquecer o cativeiro, se é cativo. É uma hora de pura liberdade.''
 


Pip

Ser evoluído
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POR BEM OU POR MAL.

Jack Reacher está de volta, novamente levando justiça àqueles que se consideram acima dela. Claro que "justiça", aqui, significa uma bala nas têmporas.
 

EgonRunner

Bam-bam-bam
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Patriot Games, segundo livro do Ryanverse (até o momento em 27 livros).
leitura relativamente tranquila em inglês, acho que no começo o Tom Clancy não exagerava nos termos técnicos.
 
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