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OS Books [+reading now]



Niko

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Essa outra img também representa muito bem a trama


Senhora de José de Alencar

Mais uma obra de arte de José de Alencar. Gênero romantismo, o autor consegue trazer à tona toda a raiz do gênero numa trama entrelaçada de sentimentos e emoções dos dois protagonistas. Cercados por muitas desilusões, raiva e resignações, um verdadeiro martírio conjugal em forma de livro, temos dois protagonistas que não conseguem se entender e não assumem seus verdadeiros posicionamentos. Por muitos momentos sofremos e torcemos para o casal, mas a alma do romantismo de José de Alencar devasta o coração do leitor num romance ríspido e excruciante, é verdadeiramente a alma do romantismo brasileiro.
Composto de 4 partes, temos uma primeira parte que serve mais como uma longa introdução, e uma segunda parte contada fora de ordem, que vai encaminhando a trama, explicando lentamente as atitudes dos personagens, para arrebatar de vez nas duas ultimas partes, principalmente no parágrafo final da trama, que em minha opinião, traz reminiscências de "A moreninha" de Joaquim Manuel de Macedo, é impressionante.

Nesse livro, o autor, que é conhecido por trazer toda a linguagem intrínseca, até "nova" brasileira, entrega uma versão mais cabível, mas compreensível de leitura, sem muitas dificuldades como vemos em suas outras obras, como "Til" (1872). Com isso, em minha opinião, os romances urbanos são a melhor fase
do autor, destaco que ainda não li seus romances indígenas, mas a corte carioca muito me agrada, cativa e essa aura rica fluminense traz romances muito gostosos, como o visto em Luciola (1862) e na era romancista de Machado de Assis. Acredito que esses dois autores conseguem trazer as melhores histórias não só da corte, mas do gênero romantismo.

A história é extremamente coesa, numa terrível estrada emaranhada que basicamente retrata a vida conjugal de um casal. Nesse caso, sem spoilers, de um jovem casal em inicio de casamento, mas que convivem como já se conhecessem há muito tempo, num tempo em que as discussões, resignações e conflitos são mais latentes, é uma ode ao amor conjugal quando duas pessoas são muito resistentes a demonstrarem seus verdadeiros sentimentos, uma obra de arte.
Os protagonistas são muito bem descritos, principalmente a protagonista, que leva o nome do livro, e todos seus sentimentos e emoções são extremamente detalhados, alguns até um pouco exagerados como é de se esperar num livro de romantismo dos tempos 1870. Só senti falta mesmo de cenas de amor (sexo) ou algo que indicasse isso, mas acho que pelos caminhos da historia era um pouco difícil mesmo. Enfim, livro muito bom, super recomendado.
 


rizabr

Ei mãe, 500 pontos!
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Começa divertido, mas a história envelheceu mal.
Inevitável, considerando q a peça tem quase uns 500 anos de idade
 

Leandro2112

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Contos Clássicos de Fantasma - Vários Autores
Nota: 8/10

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Ótima coletânea e sem contar o acabamento gráfico e editorial sensacional. Os contos misturam de tudo um pouco. Senti que ao entrar nos contos nacionais, a qualidade caiu um pouco em relação aos anteriores, mas nada que venha comprometer o livro. Editora Ex Machina e Sebo Clepsidra estão de parabéns.
 

Karazul

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Torre Negra Vol 1 : O pistoleiro

Tá aí uma série que sempre tive vontade de ler e finalmente comecei. Achei o livro muito bom. A narrativa é bem envolvente apesar de em algumas passagens a escrita do King ficar um pouco confusa. Como sou fascinado por deserto, adorei o contexto. 8/10.

211451


Dei uma pesquisada e parece que nos demais livros da série tem várias referencias de outros livros do King. Então vou ler os outros livros também. Essa será minha referencia, vamo que vamo:

• The Dark Tower I: The Gunslinger (2003 Revised Edition)

• The Dark Tower II: The Drawing of the Three (1987)

• The Dark Tower III: The Waste Lands (1991)


The Stand: Complete and Uncut Edition (1990)

The Talisman (1984)

• The Dark Tower IV: Wizard and Glass (1997)

The Eyes of the Dragon (1987)

"Little Sisters of Eluria" from Everything's Eventual (2002)

• The Dark Tower: The Wind Through the Keyhole (2012)

Salem's Lot (1975)

• The Dark Tower V: Wolves of the Calla (2003)

• The Dark Tower VI: Song of Susannah (2004)

Insomnia (1994)

"Low Men in Yellow Coats" from Hearts in Atlantis (1999)

Black House (2001)

"Everything's Eventual" from Everything's Eventual (2002)

• The Dark Tower VII: The Dark Tower (2004)
 

Karazul

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Antes de começar a Torre Negra, havia terminado de ler esses dois clássicos da literatura.

O Vermelho e o Negro - Stendhal -

Um livro que sempre tive vontade de ler, comecei anos atrás mas tive dificuldade para compreender o texto. Dei outra chance, agora com uma maturidade de leitura maior e posso dizer que foi um dos melhores livros que já li na vida. Não digo que me arrependo de não ter lido antes pq é um livro que o o leitor precisa adquirir uma certa maturidade para entender alguns pontos. Não é uma leitura fácil pelo tipo de linguagem, mas mesmo assim um livro muito bem escrito e essencial até para os dias de hoje. Mas sem dúvidas posso dizer que a leitura será recompensadora. Dá pra perceber que o autor teve o cuidado para escrever cada palavra. Como escreviam bem os franceses do sec 19: Flaubert, Balzac. Se a pessoa quer escrever melhor, precisa ler esses caras. . Um livro incrível. Quem gosta de Machado de Assis vai gostar desse livro, já que o Stendhal empregava bastante ironia nos seus textos e era bastante crítico, nesse caso aqui, igreja, militarismo e burguesia. Se a pessoa quer ter ou aumentar o pensamento crítico, precisa ler Stendhal. Julien Sorel além de debochado, é um personagem fantástico. Um monumento da literatura universal. 10/10.


211456

Pastoral Americana - Philip Roth -

Cara, o que dizer de Philip Roth. Um autor que tinha muitas coisas para dizer sem dúvidas, escreveu muito e escreveu até demais em alguns momentos. Há quem diga que ele era cansativo, pois reescrevia as mesmas frases diversas vezes no mesmo livro para enfatizar um pensamento. Há quem diga que seus livros poderiam ser cortados sem maiores problemas que continuariam geniais. Nesse caso aqui, Pastoral Americana, vencedor do Pulitzer, acredito que caiu bem. Um livro com uma temática bastante pesada, com sexo, terrorismo, estupro, assassinatos, comunismo e traição. Então acredito que a marca enfática do Roth em diversos momentos da narrativa demonstrou como a realidade pode ser grotesca. Um livro pessimista e que continua atual infelizmente. Mas necessário. Encarar a realidade como um trem desgovernado e que mesmo com todos os esforços não pode ser alterada, só aceita, não é fácil. Na verdade é um soco na cara, mas a vida é assim. Nem sempre podemos controlar as coisas, elas simplesmente acontecem. E o Roth demonstra isso de forma magistral. Um livro chocante. 9.5/10.

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Leandro2112

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Torre Negra Vol 1 : O pistoleiro

Tá aí uma série que sempre tive vontade de ler e finalmente comecei. Achei o livro muito bom. A narrativa é bem envolvente apesar de em algumas passagens a escrita do King ficar um pouco confusa. Como sou fascinado por deserto, adorei o contexto. 8/10.

Visualizar anexo 211451


Dei uma pesquisada e parece que nos demais livros da série tem várias referencias de outros livros do King. Então vou ler os outros livros também. Essa será minha referencia, vamo que vamo:

• The Dark Tower I: The Gunslinger (2003 Revised Edition)

• The Dark Tower II: The Drawing of the Three (1987)

• The Dark Tower III: The Waste Lands (1991)


The Stand: Complete and Uncut Edition (1990)

The Talisman (1984)

• The Dark Tower IV: Wizard and Glass (1997)

The Eyes of the Dragon (1987)

"Little Sisters of Eluria" from Everything's Eventual (2002)

• The Dark Tower: The Wind Through the Keyhole (2012)

Salem's Lot (1975)

• The Dark Tower V: Wolves of the Calla (2003)

• The Dark Tower VI: Song of Susannah (2004)

Insomnia (1994)

"Low Men in Yellow Coats" from Hearts in Atlantis (1999)

Black House (2001)

"Everything's Eventual" from Everything's Eventual (2002)

• The Dark Tower VII: The Dark Tower (2004)
Abandonei Torre Negra no quarto volume, mais ou menos na metade. Não é ruim, mas não me dou bem com livros em série, mas pretendo um dia retornar para a saga.
 

Giant Enemy Crab

Wyrd biõ ful ãræd
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passando pra recomendar fortemente a trilogia Ceifador, de Neal Shusterman.



Composto pelos livros:
O Ceifador
A Nuvem
O Timbre


Resumo bem por cima do enredo:
Um futuro utópico aonde a humanidade venceu a natureza, incluindo a própria morte. Um planeta que é governado por uma IA chamada Nimbo-Cumulo, que é descrita maomenos com a evolução da internet. Os humanos não morrem mais, alias, há teoricamente 2 maneiras de se matar alguém, matando(ou colocando em estado semimorto, como descrito no livro) e queimando o corpo antes que os drones da Nimbo-Cumulo resgatem o cadaver, ou com ácido. As pessoas seguem envelhecendo normal, mas podem voltar até a idade minima de 21 anos biologico (é descrito que não tem como voltar a idade biologica antes disso, ou pelo menos a Nimbo-Cumulo esconde tal tecnologia). Além dos humanos viverem com nanotecnologia dentro do corpo para consertar qualquer enfermidade que venha a ter.

Então as pessoas são "imortais", porém. Como a morte natural deixou de existir, a Nimbo-Cumulo e a humanidade precisou "criar uma maneira para as pessoas morrerem", e então surgiu "A Ceifa", aonde nesse mundo, é o unico orgão que a IA não pode intervir. A Ceifa é dominada apenas por humanos, pois foi concordado entre a humanidade e a IA de que, "a vida e a morte precisa ser decidido pela consciencia humana". Esses ceifadores andam vestidos que nem "a morte", com cores variadas, também são "imortais" e só podem morrer se "eles se auto-coletarem". E a Ceifa não podia interagir com a tal IA e vice-versa pra manter-se isenta de qualquer interferencia "por IA" nas escolhas de "quem vai ser coletado".

Centenas de anos após a fundação da Ceifa. Um renomado ceifador chamado Faraday convida dois juvenis para serem seus aprendizes e talvez, virarem ceifadores. Citra TerraNova e Rowan seilaoque(não lembro o nome do cidadão, o livro inteiro o povo só chama de Rowan).

Cada livro cria e explora novas camadas desse mundo "aparentemente utópico", do ponto de vista de diversos "protagonistas", começando pelos citados acima. Na verdade o protagonismo só passa a ser mais dividido apartir do segundo livro.




O porque eu to recomendando um livro com protagonistas juvenis:
A escrita deles é muito boa. O enredo faz a gente refletir sobre a vida, a morte, a natureza humana e a sociedade. Ta certo que se a pessoa ja é habituada a ler outras coisas "de filosofia", não vai achar nada demais. Porém, o universo e a história são muito bem construidos.
Tudo é muito bem costurado.


Outro ponto que me fez vir aqui recomendar a trilogia.
Os brasileiros aqui são muito bem vistos pelo autor. Ou pelo menos os amazoneses. :klolz
Cada região do planeta tem uma "ceifa regional", e a IA sumiu com as linhas entre paises e remarcou o planeta em regiões "mais governaveis", os USA tem umas 3~4 regiões, o BR só citado a "Região Amazonica". E a Argentina englobou parte do Chile.
Em certo momento da história aonde os humanos da ceifa estão fazendo "humanices" (vulgo, trabalhando porcamente só pra bater ponto), o unico povo que para e pensa "tem coisa errada nessa história ai". Foram os Br's.

No ultimo livro ocorre coisa parecida. O mundo todo ta "pensando no próprio umbigo", Ai surge os br's, cujo um deles chama Pazuelo, fala "f**a-se.... alguém precisa ir la pelo menos ver qual é e pnc de quem achar ruim" (não com essas palavras).

Enquanto os chileno-argentinos são descritos como preguiçosos inuteis e chuta-pau de americanos.

:klolz

Fica ai a recomendação, fiquei "levemente chocado" que algum livro não descreveu a gente como macacos descelebrados, ou bandidos, ou as duas coisas.
 
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Karazul

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A Escolha dos Três - Stephen King - Torre Negra 2 - Nota: 8.5

Terminei o segundo livro da Torre Negra e achei um livro muito divertido. É melhor que o primeiro, sem dúvidas. O King tem criatividade demais, impressionante. Só achei a resolução da estória da Susannah/ Jack Mort um tanto confusa mas não tira o brilho da estória do livro como um todo.. Ansioso pra pegar o terceiro livro, mas vou dar uma pausa na série porque já houve a menção do feiticeiro Flagg neste livro, então já vou ler a A Dança da Morte de uma vez para entender a introdução do personagem.

216125


Enquanto lia A Escolha dos Três acabei lendo o começo de Salems Lot, achei muito interessante e não parei mais de ler kkkkkkkkkk Foi até um dos motivos por eu ter demorado a terminar o segundo livro da Torre Negra. Terminei ele também.

Salems Lot - Stephen King - 8,5

Gostei bastante do livro, tem uma ambientação e um clima de mistério/ terror sensacionais. Pena que a resolução do vilão ficou um pouco a desejar, na minha opinião, mas o livro como um todo é bem interessante, como também, a introdução do padre Donald Callahan.

216126

Próximo livro:

A Dança da Morte - Stephen King

216127
 
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Karazul

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Abandonei Torre Negra no quarto volume, mais ou menos na metade. Não é ruim, mas não me dou bem com livros em série, mas pretendo um dia retornar para a saga.
Estou gostando muito. Ansioso pra pegar o terceiro livro da série pq dizem ser o melhor de todos.
 

luizsidi

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Depois - Stephen King

Mais um ótimo exemplar da Fase Moderna do Mestre, a exemplo de Novembro de 63, Joyland (não à toa saíram pelo mesmo selo, o Hard Case Crime), O Instituto e Escuridão Total Sem Estrelas. A começar pela estupenda capa pulp: lindíssima!

Falar que não esperava um livro tão corajoso e com rumos tão inesperados: começa com a mescla do sobrenatural ao microcosmo humano comum na qual King é PhD. Narrado por um garoto que vê mortos que são obrigados a lhe revelar a verdade (isto me lembrou os livros de Odd, do também prolífico escritor de horror Dean Koontz, os quais muito indico); avança pelos problemas familiares (relacionamentos, alcoolismo, perdas) de uma família com apenas 2 membros, que possuem uma empresa de agenciamento literário, na qual King desfia seu conhecimento na área e faz o que tanto gosta: escrever sobre livros dentro de livros. Aqui, temos a pastelona Saga Roanoke. Um dos pontos altos de Depois é o fantasma da galinha dos ovos d'Ouro da agência ditando o enredo do último livro da saga para Jamie. Impagável! Como podem imaginar, esta habilidade permite muitas possibilidades, que às vezes são exploradas com as mais diversas intenções.

Mas o plot inicial é resolvido rapidamente - menos de 100 páginas - e o livro dá uma guinada: assassinatos, ação, drogas, tráfico, sexo, demônios de outras dimensões, pactos, mansões do crime com quartos secretos e até mesmo fantasmas zombeteiros fazendo bullying com criança. Sem contar uma das protagonistas, que é uma policial racista, drogada traficante, torturadora e corrupta; complexa em sua personalidade. Este é o livro de King que mais se assemelha a um de seu amigo Don Winslow. Leiam A FORÇA, a propósito. Para quem não sabe, King foi viciado em cocaína por mais de uma década, como relatado na maravilhosa biografia Coração Assombrado (Ed. Darkside).

"[...] ouvi um glug-glug-glug vindo da cozinha e senti cheiro de vinho. [...] e vi minha mãe parada na frente da pia com uma jarra de vinho tinto em uma das mãos e uma de vinho branco na outra. Ela estava jogando tudo no ralo.

- Por que você está jogando fora? Estragou?

-De certa forma, sim - disse ela. - Acho que começou a estragar uns oito meses atrás. Está na hora de parar." - P. 70

Só o trecho acima já valeria a obra: impressionante como King escreve bem e de modo envolvente. Grande acerto e quase tão medonho quanto O Cemitério. Eu o leria. O título faz todo o sentido.

Ps: ótimo final. Quero ver adivinhar!Screenshot_20211002-094822_Chrome.jpg

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Niko

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The Witcher - Tempo do Desprezo (Livro 4) - de Andrzej Sapkowski

Sem dúvidas, dos 4 primeiros livros, esse daqui é o melhor. A gente pode perceber o nível e a excitação aumentar, a trama finalmente vai se desenrolando, se desemaranhando, o autor vai se desprendendo de amarras que citei dos 3 livros anteriores, se debandando dos climas amenos e extremamente amigáveis que notamos anteriormente e nesse livro em questão observam-se situações e momentos mais sérios, mais ácidos e violentos, como é de se esperar numa historia medieval, mesmo que seja de tradição eslava.
Seguindo a narrativa do livro anterior, a trama consegue se desenvolver criando excelentes narrativas que giram em torno dos 3 principais protagonistas, Geralt, Ciri e Yennefer e a partir de várias fugas e escapadas, sempre situações de evasões novos caminhos são abertos, novos e velhos personagens vão se entrelaçando numa história mais ríspida, violenta e cheia de tramas que giram em torno da Ciri. Pra mim os destaques vão para o capitulo 4º, no qual é retratado uma imensa confusão na reunião dos feiticeiros do Capítulo e do Conselho, cheio de violência, poucas explicações e muitas tramoias; já a parte da Ciri sozinha no deserto foi outra maravilha à parte, muito bem escrito pelo autor, ele consegue desenvolver muito bem a personagem no deserto da Frigideira e sem piedade da garota ainda faz ela se encontrar com um grupo bárbaro ali mais pro final, onde finalmente vi o que queria ver mais nesses livros do The Witcher, ação, selvageria, palavrões, sangue e sexo, se desprendendo um pouco daquele clima livre pra todos os públicos que acho que não combina com o que a trama quer quer e necessita passar.

O clima é ainda mais aventuresco, com pouco foco no Geralt lutando contra monstros, o que gostei bastante, pois já vimos muito isso no livro de contos e esse não é o foco da historia principal; o Jaskier também aparece menos, gosto dele, mas suas participações geralmente tendem mais a alivio cômico o que disso já não gosto muito na trama. Outra coisa que não gosto é da discussão de reis e suas tramas, sinceramente cago demais pra isso, sempre quando tem essas partes leio bem dinamicamente, também porque é bem difícil saber quem é quem, seus reinos e etc, são milhares de lugares, não tem como criar a imagem na cabeça.
Enfim, o livro é o melhor até aqui, uma put* evolução do livro anterior, que já é muito bom, e dos 2 primeiros, gostei bastante e acho que o céu é o limite pra trama que tem tudo pra ficar ainda mais foda, pois é notável a inspiração do autor em seu processo criativo, estou bastante ansioso pelos próximos livros. Vou deixar um trecho do livro abaixo, pra quem quiser ver um sneek peek.

Trecho em que o espião da Redânia Djikstra é obrigado a capturar o Geralt, pois este viu coisas que não deveria ter visto:

– Como eles estão nervosos… – rosnou o espião redânio, olhando para os dois que se afastavam. – Falta de prática, nada mais do que isso. Golpes de Estado são como gaspacho: devem ser consumidos frios. Vamos, Geralt. E lembre-se: com calma, dignidade e sem escândalos. Não faça com que eu me arrependa por não ter mandado que o algemassem e amarrassem.
– O que está se passando aqui, Dijkstra?
– Você ainda não se deu conta? – perguntou o espião, andando a seu lado; três redânios os seguiam. – Diga-me com toda sinceridade, bruxo: como você veio parar aqui?
– Fiquei com medo de que as capuchinhas fossem murchar.
– Geralt – falou Dijkstra, olhando de soslaio para o bruxo. – Você mergulhou num poço de m****. Conseguiu manter a cabeça na superfície, mas suas pernas não alcançam o fundo. Alguém lhe oferece ajuda e lhe estende a mão, correndo o risco de ele mesmo cair e acabar fedendo do mesmo jeito. Portanto, pare de fazer piadinhas sem graça. Foi Yennefer quem o mandou vir aqui, não é verdade?
– Não. Yennefer está dormindo numa cama quentinha. Ficou mais calmo agora?
O gigantesco espião virou-se violentamente, agarrou o bruxo pelos ombros e encostou-o na parede do corredor.
– Não, não fiquei mais calmo, seu imbecil de m**** – sibilou. – Será que você ainda não se deu conta de que todos os feiticeiros decentes e leais a seus reis não estão dormindo esta noite? De que nem se deitaram na cama? Quem está dormindo em camas quentinhas são os traidores comprados por Nilfgaard, os farsantes que haviam preparado um putsch, mas para mais tarde. Não sabiam que seus planos haviam sido descobertos e que seus adversários se antecipariam a eles. E é precisamente agora que estão sendo arrancados de seus leitos quentes, atacados com cassetetes e presos por algemas de dvimerito. Os traidores estão acabados, entendeu? Se você não quer afundar com eles, pare de se fingir de idiota! Você foi cooptado por Vilgeforz ontem à noite? Ou será que já havia sido aliciado antes por Yennefer? Fale! E fale rápido, porque a m**** está quase chegando a sua boca!
– Gaspacho frio, Dijkstra – lembrou Geralt. – Leve-me até Filippa. Com calma, dignidade e sem escândalos.
O espião soltou-o e deu um passo para trás.
– Vamos – falou em tom gélido. – Escadas acima. Mas ainda vamos terminar esta conversa. Eu lhe prometo.
 

luizsidi

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NOSSA PARTE DE NOITE:

É diferente de tudo que já li. Daqueles que você lê a capa e a sinopse e sabes que estás diante de uma pérola. Neste caso, uma sul-americana. Que orgulho! O livro é denso, realmente, mas acho que isto só valoriza o meio que tanto amamos: é IMPOSSÍVEL a adaptarem, com a mesma qualidade, para qualquer outra mídia; só o livro tem as características e os espaços necessários para que a autora verse e desenrole sua fantástica trama. E ela o faz com muita qualidade!


É sobre a jornada de um pai e um filho - médiuns - por uma Argentina mística e envolta em brumas durante a ditadura dos anos 80. É o livro que me fez voltar a assistir Supernatural e me lembrar de Sandman. Poe e H.P. Lovecraft parecem referências óbvias, mas o livro vai muito ALÉM. Dividido em seis capítulos, sendo cinco longos.


"[...] Juan estava tão acostumado àquelas presenças que as ignorava -, ele a procurava, atraído. O que se escondida ao fim do corredor estava assustado e não era perigoso, mas era antigo e, como tudo que é muito velho, era voraz, infeliz e invejoso." - P. 20


Mariana escreve, sem pressa!, sobre: mitologia, deuses, iniciados, selos de proteção, rituais de invocação, fechamentos de corpos, fantasmas suplicantes, lendas, folclore, grilagem de terras (é citada a Campanha do Deserto e o genocídio contra os Indígenas), cosmovisões indígenas, autoflagelação, suicídio e autosacrificação, amuletos, intolerância sexual, benzedeiras, sacrifícios humanos e de sangue, escarificações e muito mais!


Se você tem pressa e não gosta de adentrar-se nas vidas das personagens, realmente ele não é para você; agora, se curtes um bom slice of life, é a pedida certa.


"Ela era casada com Érebo, que é a escuridão, que não é a mesma coisa que a noite, porque a escuridão pode ser encontrada de dia, por exemplo. " - P. 37


O trecho das crianças sequestradas em jaulas no cativeiro é de revirar o estômago. Poucas coisas me deixaram tão mal com sua leitura (exemplo: a descrição do assassinato dos pais richthofen, no livro de Ullisses Campbell).


"Quando ela estendeu a mão para receber o dinheiro, ele a segurou pelo pulso. Pensou em lhe enviar um símbolo que a enlouquecesse, que colocasse em sua cabeça a ideia de arrancar a pele dos pés de seu neto ou fazer um refogado com seu cachorro. Conteve-se. Não queria se cansar." P. 17


É fenomenal o jeito que a autora mistura a ditadura militar com o sobrenatural, como na bruxa que joga cartas de tarot para descobrir como morreram as jovens sequestradas e assassinadas pelo regime; a epidemia de adoções ilegais que a ditadura trouxe; e a carnificina que deixa a cidade insuportável para os sentidos de um médium, com seus fantasmas que gritam e reverberam. Só os médiuns são capazes de abrir a Escuridão. Essas descrições de rituais que fazem a ligação com o deus antigo são ótimas, um dos pontos altos do romance.


O culto da Ordem está sempre associado às elites, e por isso mesmo não sofre com as oscilações financeiras e demais preocupações mundanas. A história desta seita é bem interessante e se entrelaça à história argentina de imigração.


Tem uma parte que se passa num idílico bairro de subúrbio com seus segredos que me lembrou os livros de Stephen King, mais precisamente IT; as crianças e sua rotina, as férias de verão, casas mal-assombradas e seus corredores infinitos e impossíveis, mortes e rituais. Sem contar uma bela descrição da Copa do Mundo vencida pela Argentina em 1986 e toda a atmosfera que cercou o bairro.


"Juan sentiu a dor do menino em todo seu corpo. Era primitiva e sem palavras; era crua e vertiginosa. Teve que se segurar na mesa e fazer um esforço para se desprender de seu filho e daquela dor." - P. 16


Gostei muito de conhecer uma nova faceta da literatura sul-americana, tão conhecida pelo realismo fantástico. Aqui, o realismo é bem mais cruel, sanguinário e violento. Paguei R$26,90 e fiquei um pouco envergonhado: de graça! Muito conteúdo, e uma edição linda: bela capa, ótima tradução que mantém o ritmo e a sonoridade, páginas amareladas que cansam menos a vista. O senão fica pela revisão: faltaram algumas palavras.


" - Que antiquada, Tali - disse.

- O antiquado funciona - interveio Stephen.

- Às vezes é o único que funciona - disse Juan. " P. 107


Espero que mais gente não se contamine com as reviews negativas e que deem uma chance para esta obra magnífica.


"[...] me disse que a Escuridão não entende, não tem linguagem, é um deus selvagem ou distante demais." - P.147


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ovelha1790

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Comecei a ler O Ceifador por indicação aqui do tópico.
estou em 45%, muito bom até agora.
Antes disso li "A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil", achei ok, meio chatinho, esperava bem mais.
 

Dark Vissa

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Lido 5 vezes durante os últimos 3 meses, sim tirei a certificação de Scrum Master da Scrum.org, agora ler umas 5 vezes o Nexus Guide pra complementar e tirar a certificação de PSPO
 

comeinha

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Comecei a ler O Ceifador por indicação aqui do tópico.
estou em 45%, muito bom até agora.
Antes disso li "A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil", achei ok, meio chatinho, esperava bem mais.
Ceifador é muito bom mesmo, quero pegar a continuação!

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Comecei a ler.
 

Karazul

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Depois de 18 dias, estou com 75% no A Dança da Morte do Stephen King. Achei que leria mais rápido, mas o livro tem algumas partes bem lentas, o King quebra o ritmo do livro várias vezes. Pode-se dizer que já tem umas 300 páginas que o livro tá num marasmo, só contando a vida na comunidade. Bem truncada de ler essa parte viu, mas vamos que vamos, tentar terminá-lo até o fds.
 
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João Ninguém

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to dando uma relida nesse caralhudo aqui. mto bom.

 

João Hortifruti

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Depois de 18 dias, estou com 75% no A Dança da Morte do Stephen King. Achei que leria mais rápido, mas o livro tem algumas partes bem lentas, o King quebra o ritmo do livro várias vezes. Pode-se dizer que já tem umas 300 páginas que o livro tá num marasmo, só contando a vida na comunidade. Bem truncada de ler essa parte viu, mas vamos que vamos, tentar terminá-lo até o fds.
Não consigo ler nada dele por conta disso, muito tedioso
 
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